A política monetária no livre mercado

A questão fundamental sobre o sistema bancário e a política monetária é se o governo pode aperfeiçoar as instituições monetárias de um mercado livre e desimpedido.  Toda e qualquer intervenção governamental nesta área se resume a esquemas de aumentar a quantidade de dinheiro para além daquela quantidade que existiria sem a intervenção estatal.  O argumento libertário a favor da abolição da intervenção governamental sobre a moeda e sobre o sistema bancário baseia-se na constatação de que este último serve apenas para propósitos redistributivos.

A política monetária está sempre dedicada a fazer modificações na quantidade de dinheiro da economia.  Embora as autoridades monetárias possam, em última análise, querer controlar as taxas de juros, o desemprego ou o índice da bolsa de valores, a tentativa de se alcançar qualquer um destes objetivos por meio da política monetária pressupõe a capacidade de modificar a quantidade de dinheiro.

Por exemplo, para reduzir as taxas de juros de curto prazo, as autoridades monetárias têm de produzir quantidades adicionais de dinheiro e oferecer este dinheiro no mercado interbancário, caso contrário elas não conseguirão exercer nenhuma pressão baixista sobre as taxas de juros.  Logo, a pergunta crucial é: quem deveria ter a permissão para criar e destruir dinheiro, e quais objetivos deveriam ser buscados por meio desta medida?

A política do sistema bancário está voltada para questões semelhantes.  Em vez de lidar com a produção de dinheiro, o sistema bancário lida com a produção de substitutos monetários, ou recibos de armazenamento de dinheiro, os quais podem ser instantaneamente redimidos em dinheiro — ao contrário de títulos de crédito ou notas promissórias, os quais poderão ser redimidos em dinheiro somente em algum ponto futuro determinado.  Um banco — no caso, um banco que participa do sistema bancário e influi em suas políticas — é uma empresa que emite recibos de armazenamento de dinheiro.   Estes podem ser talões de cheque, cartões de débito, cartões de crédito, contas de internet etc.  Quem deveria ter a permissão para emitir tais recibos?  Com quais propósitos e em quais quantidades?  Estas são as principais perguntas sobre o sistema bancário e sua política.

A livre e desimpedida produção de dinheiro

No livre mercado, todo e qualquer indivíduo teria o direito de investir seu trabalho e sua propriedade na produção de dinheiro, e fazer com seu produto o que bem entendesse — vender ou doar.  Cada produtor de dinheiro iria, neste sentido, adotar sua própria política monetária, assim como cada fabricante de tênis, ao vender seus produtos, está adotando sua própria "política calçadista".

Portanto, as duas principais questões sobre política monetária são respondidas pelo próprio princípio organizacional do mercado: propriedade privada.  Cada indivíduo é um elaborador de políticas, criando sua própria política para sua propriedade.  E cada indivíduo vai buscar aqueles objetivos que ele gostaria de alcançar.

Historicamente, vários diferentes tipos de mercadorias (ouro, prata, cobre, conchas, tabaco, algodão etc.) foram utilizados como dinheiro.  No entanto, ouro e prata sempre se sobressaíram como dinheiro, sobrepujando as outras moedas e retirando-as do mercado.  E tudo por causa de suas imbatíveis qualidades para a consecução de várias funções monetárias: ambos são homogêneos, duráveis, fáceis de serem reconhecidos, fáceis de serem moldados etc.

Sua produção está sujeita às mesmas leis que governam a produção de todas as outras mercadorias.  Logo, a "política monetária" dos proprietários de minas e de cada estabelecimento que faz a cunhagem de moedas será estritamente voltada para a satisfação do consumidor, e as quantidades produzidas irão depender apenas da demanda dos consumidores.

Dado que moedas de papel são o tipo dominante de dinheiro em nossa era, tem havido muita especulação sobre a possibilidade de um livre mercado para dinheiro de papel ou dinheiro eletrônico.  No entanto, não apenas não há nenhuma evidência histórica para respaldar tal possibilidade, como também há o lamentável fato de que o dinheiro de papel — isto é, o dinheiro que não é mercadoria — sempre, em todos os lugares e épocas, foi uma criatura do estado.

Foi algo ainda muito recente a introdução do papel-moeda na economia pelo estado.  Ele fez isso concedendo a uma entidade (o Banco Central) o privilegiado monopólio de emissão de dinheiro, bem como a permissão de suspender a restituição em ouro de seus recibos de armazenamento.  Embora o histórico não comprove ser impossível haver um dinheiro que não seja mercadoria em um livre mercado, os economistas austríacos argumentam que, para um dinheiro se estabelecer voluntariamente, ele tem de se originar como uma mercadoria.

Um sistema bancário de livre mercado

No livre mercado, cada indivíduo teria o direito de se tornar um banqueiro.  Qualquer pessoa poderia se oferecer para armazenar o dinheiro de terceiros e emitir recibos de armazenamento, os quais, por sua vez, iriam servir de registro do fato de que o dinheiro foi depositado em seu estabelecimento e que ele pode ser restituído a qualquer momento.

É perfeitamente concebível também que alguns banqueiros iriam propor esquemas de investimentos que possuíssem uma forte semelhança com a atividade de armazenar e emitir recibos de armazenamento.  Por exemplo, eles poderiam se oferecer para emitir notas promissórias em troca do dinheiro que fosse investido em seus bancos — dinheiro este o qual os bancos emprestariam a juros para terceiros — e tentariam tornar estas notas mais atrativas prometendo liquidá-las sob demanda ao seu valor de face.  Eles poderiam até emitir estas notas em formatos que fossem praticamente idênticos aos formatos dos recibos de armazenamento.  E isto, por conseguinte, poderia induzir alguns participantes de mercado a aceitar estas notas promissórias como sendo um genuíno meio de pagamento em suas rotineiras trocas de mercado, assim como eles ocasionalmente aceitam papeis de hipoteca ou de ações como meio de pagamento.

Alguns economistas creem que tais esquemas já foram feitos no passado e os rotulam de "sistema bancário de reservas fracionárias".  Eles também utilizam o termo "cédulas" para descrever as supracitadas notas promissórias.  Entretanto, é importante estar atento às essenciais diferenças que existem entre estas notas e os recibos de armazenamento.  Não obstante a semelhança na aparência e no uso, recibos de armazenamento são títulos de reivindicação sobre dinheiro, ao passo que a promessa de se restituir uma nota promissória em dinheiro permite uma boa margem de manobra para o banqueiro.  Ao passo que todos os recibos de armazenamento podem ser restituídos a qualquer momento, se vários portadores de notas promissórias decidirem liquidá-las ao mesmo tempo, apenas uma parte delas poderá de fato ser liquidada como havia sido prometido pelo banqueiro.

Nomes idênticos e aparências externas idênticas entre os recibos de armazenamento e as notas promissórias líquidas não são uma mera coincidência.  Na maioria dos exemplos históricos, banqueiros que emitiram notas promissórias líquidas se esforçaram enormemente para ocultar as reais diferenças que distinguiam seu produto de genuínos recibos de armazenamento.  Se tais esforços são empreendidos com a intenção de ludibriar outros participantes de mercado, então um sistema bancário de reservas fracionárias representa um esquema fraudulento que viola os princípios do livre mercado e serve meramente para enriquecer alguns indivíduos (os banqueiros e seus clientes) à custa de todos os outros.

Mais sobre o dinheiro e sobre recibos de armazenamento

Esta tendência de fundir dinheiro com recibos de armazenamento nunca mais foi interrompida desde que vários decretos dos governos do século XX transformaram de maneira fundamental a natureza dos bancos centrais e das cédulas que eles imprimem.  Tais decretos (a) deram aos bancos centrais nacionais o privilégio de poder negar restituições em metais para seus correntistas que quisessem redimir seus recibos de armazenamento em ouro ou prata e (b) garantiram privilégios monopolistas às cédulas criadas pelos bancos centrais, concedendo a elas o privilégio do curso forçado — o que significa que todas as pessoas eram agora obrigadas a aceitar tais cédulas.

Por falta de melhores alternativas no curto prazo, as cédulas dos bancos centrais permaneceram em circulação.  No entanto, estas cédulas agora não mais eram recibos de armazenamento, pois elas não mais poderiam ser apresentadas aos bancos e restituídas em metais.  Elas haviam se tornado bens independentes: dinheiro de papel.

Similarmente, os bancos centrais não mais eram bancos comuns; eles eram agora criadores de dinheiro.  Uma confusão a respeito desta transformação estava prestes a se espalhar, pois, fisicamente, tanto as cédulas do banco central quanto o próprio banco central continuaram existindo sem qualquer alteração em sua aparência — um interessante caso daquilo que poderia ser chamado de transubstanciação econômica.

Isto não significa que recibos de armazenamento deixaram de existir.  Com efeito, a instituição de moedas de papel decretada pelo governo transformou apenas os bancos centrais e seus produtos.  Todos os outros bancos continuaram emitindo recibos de armazenamento, com a única diferença que os recibos que eles emitiam não mais se referiam a uma commodity metálica, mas sim a uma nova moeda de papel.  Papel (recibos de armazenamento) era agora trocado por outro papel (dinheiro). Atualmente, o desprezo pela fundamental distinção entre dinheiro e recibos de armazenamento (os dígitos eletrônicos nas contas-correntes) tem gerado grandes especulações sobre a possibilidade de moedas puramente digitais cridas e gerenciadas na internet.

Produção de dinheiro, sistema bancário e governo

A grande questão sobre as políticas monetária e bancária é se um sistema bancário de livre mercado, com livre entrada e livre produção de dinheiro, pode ser aprimorado por esquemas baseados na coerção.  A história da análise monetária e das políticas monetárias é uma história de debates sobre as limitações e deficiências do mercado livre e desimpedido e sobre como estas limitações podem ser corrigidas com esquemas monetários estatistas.  Praticamente todas estas discussões têm girado ao redor do problema da suposta escassez de dinheiro; e a essência de todas as soluções criadas para superar estes problemas é produzir um volume de dinheiro maior do que aquele que seria produzido no mercado livre e desimpedido.

Escritores mercantilistas argumentavam que mais dinheiro significava juros menores e preços maiores, e que isto, por sua vez, estimulava o comércio e a indústria.  Além disso, tributos poderiam ser impostos mais facilmente em uma economia monetária do que em uma economia de escambo.  Assim, os mercantilistas exortavam que as importações de ouro e de prata fossem estimuladas tanto por meio de subsídios às exportações de produtos domésticos quanto por tarifas sobre a importação de bens estrangeiros.  Eles apoiavam o sistema bancário de reservas fracionárias, o qual beneficiava também a Coroa, e defendiam privilégios monopolistas especiais para os bancos "centrais" ou "nacionais".

E isso fazia sentido para eles: os reis lucravam enormemente com este aumento da circulação de dinheiro, pois tornava mais fácil espoliar seus súditos.  No entanto, os fisiocratas franceses e os economistas clássicos britânicos demoliram completamente o resto do esquema mercantilista.  Tarifas de importação e subsídios às exportações não podiam aumentar permanentemente a oferta monetária doméstica, e a quantidade de dinheiro circulando na economia não gera impacto positivo no comércio e na indústria como um todo.

A grande contribuição da Escola Monetária para a teoria da política monetária foi mostrar que aumentos na quantidade de dinheiro na economia não aumentam a quantidade de bens e serviços na nação como um todo.  Uma maior oferta monetária irá meramente elevar os preços, mas não irá afetar a indústria como um todo e nem a produto real agregado da economia.  Isto é o que eles tinham em mente quando falaram que o dinheiro era um "véu" que era colocado por cima da economia física.

Mas tarde, outros economistas refinaram esta análise dando a ela uma explicação mais sofisticada sobre impacto do dinheiro na economia real.  Eles demonstraram que aumentos na oferta monetária geram duas formas de redistribuição de renda.  De um lado, um aumento na quantidade de dinheiro significa que o poder de compra de cada unidade monetária está sendo diluído.  Se esta perda de poder de compra não for antecipada, os tomadores de empréstimos se beneficiarão à custa de seus credores.

Por outro lado, e independentemente das antecipações dos participantes de mercado, o dinheiro recém-criado irá chegar primeiro apenas a alguns poucos indivíduos, cujo poder de compra aumentará, de modo que eles agora poderão comprar mais bens — mas sem que tenha havido um aumento na oferta dos mesmos.  Consequentemente, todas as outras pessoas irão comprar menos bens e a preços maiores, dado que o gasto deste dinheiro adicional irá elevar os preços.  Logo, embora variações da quantidade de dinheiro não tragam nenhuma melhoria generalizada para a economia, elas irão beneficiar algumas pessoas, indústrias e regiões à custa de todos os outros participantes do mercado.

Por mais de cem anos, a ideia de que uma economia poderia promover o bem-estar de seus cidadãos aumentando a oferta monetária para um nível além daquele que vigoraria em um mercado livre e desimpedido era algo desacreditado entre economistas profissionais, ainda que o influente J.S. Mill houvesse solapado esta ortodoxia monetária fazendo várias concessões.

E então surgiu John Maynard Keynes, que, praticamente sozinho, deu nova vida às velhas políticas mercantilistas.  O carismático Keynes era o mais conhecido economista do mais conhecido departamento de economia de sua época.  Em seus escritos, palestras e conversas privadas, ele utilizava seu prestígio pessoal e institucional para promover a ideia de que a multiplicação do dinheiro poderia fazer mais do que simplesmente redistribuir a renda em favor do governo e dos grupos que o controlam.

O keynesianismo logrou aumentar enormemente o controle governamental sobre a economia.  Ele forneceu aos estados modernos a justificativa para que implementassem políticas de engenharia social em uma escala totalmente inaudita e transformassem profundamente as relações sociais, a alocação geográfica de recursos e a psicologia das massas.  No entanto, o maior legado de Keynes é o fato de que suas ideias continuam pautando as discussões econômicas atuais, tanto em termos fiscais quanto monetários.

Hoje, praticamente todas as publicações em jornais acadêmicos aceitam como fato consumado que Keynes estava certo e a ortodoxia monetária estava errada.  Baseando-se na tácita suposição de que o governo pode aprimorar o sistema monetário e o sistema bancário, desta forma elevando o produto agregado da economia, os debates convencionais conseguem obscurecer as questões que são de interesse das autoridades governamentais, como, por exemplo, a definição dos vários agregados monetários, o comportamento das autoridades do banco central e os sinais que elas enviam ao mercado, e os indicadores de previsão do impacto da política monetária sobre os preços, as taxas de juros, a produção e o emprego.

Existem também economistas pró-livre mercado que rejeitam a ortodoxia monetária e tentam argumentar em prol de um livre mercado para a moeda e para o sistema bancário baseando-se em premissas mercantilistas-keynesianas.  Estes economistas afirmam que a oferta de dinheiro tem de ser constantemente adaptada para corresponder às necessidades do comércio ou para gerar o equilíbrio monetário (ver mais aqui).  No entanto, eles creem que as instituições necessárias para garantir esta permanente adaptação irão muito provavelmente surgir no mercado livre e desimpedido.

É difícil prever qual caminho o pensamento convencional sobre sistema bancário e política monetária irá tomar.  Para economistas libertários, há amplas e vastamente inexploradas oportunidades de pesquisa relacionadas particularmente ao impacto de uma oferta monetária controlada pelo governo sobre a economia e sobre a sociedade como um todo, e às melhores maneiras de se abolir a intervenção governamental na moeda e no sistema bancário.

 

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SOBRE O AUTOR

Jörg Guido Hülsmann
é membro sênior do Mises Institute e autor de Mises: The Last Knight of Liberalism e e The Ethics of Money Production.  Ele leciona na França, na Université d'Angers.



O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Rene  22/03/2012 04:13
    Eu sei que este assunto não tem tanta relação assim com o texto, mas eu fiquei indignado e resolvi postar assim mesmo:\r
    \r
    www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=1236097&tit=Trabalhador-podera-ser-liberado-para-fazer-provas-de-concursos-publicos-\r
    \r
    Tirem suas próprias conclusões.
  • Robson  22/03/2012 12:00
    Amigo, é empiricamente impossível as autoridades controlarem os índices das Bolsas de Valores, tendo em vista que o dinheiro que circula nas Bolsas é privado e é ele que mensura a variação do índice.

    Abs e sucesso

  • Leandro  22/03/2012 12:03
    Robson, embora eu concorde com você quanto à impossibilidade -- e foi exatamente esta a crítica do autor do texto às autoridades monetárias, que se acham capacitadas para tal --, e quanto ao fato de ser o dinheiro o que mensura a variação do índice, confesso não ter entendido o que você quis dizer com "dinheiro privado". O que seria isso?

    Abraços!
  • Robson  22/03/2012 12:32
    Antes de mais nada gostaria de salientar que "vivo exclusivamente do mercado de renda variável (Bolsa de Valores)"

    O índice mede a expectativa do INVESTIDOR em relação ao mercado, quando há mais pessoas comprando ações, o índice sobe. Quando há mais gente vendendo suas ações. o índice cai.

    O que provoca oscilação no mercado financeiro é a pré-disposição em alocar capital em algum ativo; capital esse que vem de grandes fundos, bancos, asset e investidores independentes, tanto nacionais quanto estrangeiro.

    Então o que movimenta os índices das bolsas de valores é o CAPITAL PRIVADO. não vem do governo esse capital.

    Então, o que movimenta o pregão da BMFBOVESPA é o capital privado, e conforme a oscilação do IBOV (índice bovespa)podemos observar se a oferta foi maior que a demanda ou vice-versa.

    ABS e SucessO!


  • Leandro  22/03/2012 12:44
    Quanto a isto, ok. Sabemos bem como funciona a bolsa de valores.

    A questão é que o dinheiro utilizado -- seja na bolsa, seja na economia como um todo -- é manufaturado monopolisticamente pelo estado. E, tendo este monopólio, qualquer variação na taxa de crescimento da oferta monetária tende a afetar os indicadores econômicos, principalmente os preços dos bens e das ações.

    No caso específico da bolsa, além de inflar os preços das ações, mais dinheiro pode gerar mais alavancagem e, consequentemente, valorizações artificiais tanto do índice quanto de ações específicas de algumas empresas.

    Foi neste sentido que o autor abordou esta passagem.

    Abraços e obrigado pelo comentário!
  • Tiago Moraes  27/03/2012 15:27
    "Antes de mais nada gostaria de salientar que "vivo exclusivamente do mercado de renda variável (Bolsa de Valores)""

    Eu sinceramente duvido muito disso...

    "O índice mede a expectativa do INVESTIDOR em relação ao mercado, quando há mais pessoas comprando ações, o índice sobe. Quando há mais gente vendendo suas ações. o índice cai."

    É mesmo? variações da oferta monetária e políticas de crédito não afetam as relações de oferta e demanda por ações e derivativos? Tu deve ser belo investidor!!

    "O que provoca oscilação no mercado financeiro é a pré-disposição em alocar capital em algum ativo; capital esse que vem de grandes fundos, bancos, asset e investidores independentes, tanto nacionais quanto estrangeiro."

    Meu filho, quando ficou atestado que FHC não elegeria um sucessor e o Lula venceria as eleições, isso foi suficiente para derrubar a Bovespa em 2002, na Europa, as reuniões da UE as declarações de Ministros de Estado e dos executivos da BCE já são suficientes para provocar oscilações nas principais bolsas, não só da Europa como até do mundo...

    "Então o que movimenta os índices das bolsas de valores é o CAPITAL PRIVADO. não vem do governo esse capital."

    Diz aí "senhor vivo exclusivamente do mercado de renda variável" o que é o BNDES.par?

    "Então, o que movimenta o pregão da BMFBOVESPA é o capital privado, e conforme a oscilação do IBOV (índice bovespa)podemos observar se a oferta foi maior que a demanda ou vice-versa."

    Tua visão tem a profundidade de um pires, não importa se o pregão é determinado pela oferta e demanda por títulos variáveis e seus derivados, o que interessa aqui é a capacidade de políticas públicas (fiscais e monetárias) influenciarem justamente os elementos que determinam o pregão.
  • Robson  27/03/2012 18:55
    Amigo

    Não respondo a estranhos MAS vou abrir uma exceção


    "Eu sinceramente duvido muito disso..." (que vivo do mercado)

    Resp: Não preciso provar nada a ninguém. Mas se por algum acaso estiver aqui na região de Campinas-SP visite meu escritório em Limeira-SP. (e-mail para contato: robs.wesley@gmail.com)


    "É mesmo? variações da oferta monetária e políticas de crédito não afetam as relações de oferta e demanda por ações e derivativos? Tu deve ser belo investidor!!"

    Resp: as variações da oferta monetária e política já foram precificadas pelo mercado antes de acontecer! O mercado nuca precifica com atraso,

    "Tu deve ser belo investidor!!" - tive que rir, POIS não sou investidor. Sou trader e o conceito é bem diferente. ALIÁS, não entendi o tom de ironia aqui, nem mesmo o motivo, mas vou manter a ética e, a boa e velha eduação.


    Meu filho, quando ficou atestado que FHC não elegeria um sucessor e o Lula venceria as eleições, isso foi suficiente para derrubar a Bovespa em 2002, na Europa, as reuniões da UE as declarações de Ministros de Estado e dos executivos da BCE já são suficientes para provocar oscilações nas principais bolsas, não só da Europa como até do mundo...

    Resp: O mercado já havia entrado em uma tendência de baixa antes das eleições, e o mercado como sempre PRECIFICOU, CONCORDO com você que declarações como a fala do BEN BERNANKE infuência SIM as cotações, porém não é uma declaração que vai mudar o curso do mercado, seja de alta, ou seja de baixa para um prazo mais longo. . .PARA ISSO leva tempo, RESSALTO que o mercado dá sinais de fraqueza antes mesmo de qualquer declaração, são os chamados INSIDERS aumentando ou desfazendo de suas posições.


    "Diz aí "senhor vivo exclusivamente do mercado de renda variável" o que é o BNDES.par?"

    Resp: Mais uma vez, a arrogãncia predominou em seu tom de voz, mas vou manter a ética e, a velha e boa educação!
    BNDES.par é um braço do BNDES que tem participações em empresas, geralmente são ações ON que dão direito a voto dentro de uma assembléia. A MANOBRA que o governo dá nesse quesito é sensacional, ELE aumenta sua fatia dentro da empresa tendo direito em votar em decisões que podem guiar o rumo da MESMA, aplicando mais uma vez sua ideologia SOCIALISTA (meus pitacos de economista). Além de auferir os IMPOSTOS indústriais o governo vira sócio da empresa e colabora com o rumo da empresa (aonde está o capitalismo livre AQUI?)
    Ah, esqueci de mencionar, NÃO tem nenhum peso sobre o IBOV tal acontecimento (embora governo tenha aumentado sua fatia em PETR4 e VALE5)


    "Tua visão tem a profundidade de um pires, não importa se o pregão é determinado pela oferta e demanda por títulos variáveis e seus derivados, o que interessa aqui é a capacidade de políticas públicas (fiscais e monetárias) influenciarem justamente os elementos que determinam o pregão.

    Resp: CONCORDO CONTIGO. NESSE PARAGRAFO, mesmotendo a profundidade de um pires tem me sustentado com o Mercado, tanto nacional, quanto Internacional.
    Mas caí entre nós, não me interessa em nada saber a influência da oferta monetária ou da politica, para mim tirar proveito de tal evento EU OLHO o gráfico e identifico oportunidade e aproveito.

    Ressalto o convite: visite meu escritório

    Abs amigo, SUCESSO


  • Tiago Moraes  29/03/2012 00:31
    "Resp: as variações da oferta monetária e política já foram precificadas pelo mercado antes de acontecer! O mercado nuca precifica com atraso"

    Errado, o mercado não tem como antecipar variações na oferta monetária (os índices de inflação sim) até porque o efeito de variações da moeda, só se realiza após a conclusão do ciclo da moeda. Por exemplo, se o BACEN aumentar a oferta de moeda, o efeito disso será uma alteração no fluxo de caixa das empresas, as mesmas irão computar um aumento dos input's em detrimento dos output's, criando assim, uma margem para reajuste de preços, só então é que o gatilho da expansão do nível geral de preços será deflagrado (afetando, inclusive, os títulos negociados em mercados de renda variável). Enfim, o que o conceito de inflação monetária nos diz, é que o variação do nível geral de preços é a consequência do aumento da oferta monetária. Aliás, como inclusive está escrito no texto acima, uma das razões de Keynes defender a inflacionismo monetário, seria a dificuldades dos agentes econômicos, principalmente consumidores, apreenderem as variações do seu poder de compra real.

    O que mais me intrigou é que no final das contas você se contradiz, pois ao insinuar que o mercado se "antecipa" as variações da oferta monetária, você implicitamente está admitindo que no final das contas, as políticas públicas de manipulação monetária afetam sim o mercado de renda variável.


    "Resp: O mercado já havia entrado em uma tendência de baixa antes das eleições, e o mercado como sempre PRECIFICOU, CONCORDO com você que declarações como a fala do BEN BERNANKE infuência SIM as cotações, porém não é uma declaração que vai mudar o curso do mercado, seja de alta, ou seja de baixa para um prazo mais longo. . .PARA ISSO leva tempo, RESSALTO que o mercado dá sinais de fraqueza antes mesmo de qualquer declaração, são os chamados INSIDERS aumentando ou desfazendo de suas posições."

    Seja mais claro, políticas públicas afetam, ou não, o mercado de capitais? Se afetam diretamente o mercado financeiro, porque não afetariam o mercado de capitais, estariam eles desconectados?



    "Resp: Mais uma vez, a arrogãncia predominou em seu tom de voz, mas vou manter a ética e, a velha e boa educação!
    BNDES.par é um braço do BNDES que tem participações em empresas, geralmente são ações ON que dão direito a voto dentro de uma assembléia. A MANOBRA que o governo dá nesse quesito é sensacional, ELE aumenta sua fatia dentro da empresa tendo direito em votar em decisões que podem guiar o rumo da MESMA, aplicando mais uma vez sua ideologia SOCIALISTA (meus pitacos de economista). Além de auferir os IMPOSTOS indústriais o governo vira sócio da empresa e colabora com o rumo da empresa (aonde está o capitalismo livre AQUI?)
    Ah, esqueci de mencionar, NÃO tem nenhum peso sobre o IBOV tal acontecimento (embora governo tenha aumentado sua fatia em PETR4 e VALE5)"

    Caro Robson, primeiramente, preste bastante atenção em minhas postagens, antes de insinuar meus prováveis vínculos ideológicos, conselho de Economista (sou bacharel) uma das características de um defensor do Estado, é negar o efeito de políticas públicas sobre o mercado, no tocante a distorção do funcionamento deste. Então, teu perfil sim, se enquadra ao de um socialista, não o meu. Mas voltando ao assunto, porque vejo que você agora optou por um recuo estratégico, você disse anteriormente que o capital que opera na Bolsa é privado, então a minha pergunta é; o Estado participa ou não dos pregões? E vamos fugir dos eufemismos, porque muito embora a Petros, o Funcef e a Previ sejam constitucionalmente "privados" é fato que eles são geridos pelo governo.

    "Resp: CONCORDO CONTIGO. NESSE PARAGRAFO, mesmotendo a profundidade de um pires tem me sustentado com o Mercado, tanto nacional, quanto Internacional.
    Mas caí entre nós, não me interessa em nada saber a influência da oferta monetária ou da politica, para mim tirar proveito de tal evento EU OLHO o gráfico e identifico oportunidade e aproveito."

    Ok, pelo menos nessa resposta você foi franco e direto, na verdade não é que você negue que políticas públicas afetem as relações entre oferta e demanda no mercado de renda variável, você simplesmente não sabe disso...

    Meu conselho, pesquise o banco de dados do Mises, existem artigos aqui que provam, em gráficos, uma estreita sintonia entre variações da oferta monetária e as variações da BMFBovespa.
  • Pipe  29/03/2012 03:21
    Resp: as variações da oferta monetária e política já foram precificadas pelo mercado antes de acontecer! O mercado nuca precifica com atraso,

    Minha nossa, quem são essas pessoas maravilhosas que sabem exatamente como, onde, quando, por quanto tempo e sob quais condições a oferta monetária variou, além de saberem como, onde, quando, por quanto tempo e sob quais condições essa variação da oferta afeta os diversos setores, além, é claro, conhecerem de cabeça toda a estrutura produtiva do mundo e as complexas interações nessa estrutura?
    Por favor, me avise, porque esse grupo seleto de pessoas resolve de cabeça o problema do cálculo econômico!
  • Robson  29/03/2012 05:38
    Pipe

    Dentro do mercado de capitais existem os chamados INSIDERS eles se antecipam quando obtém informações privilegiadas.

    Tem um filme muito bom sobre isso "INSIDE JOB", A HBO está fazendo um documentário com o mesmo titulo.

    Abs e sucesso

    Obs: aos Economomistas QUE não ganham dinheiro de VERDADE no mercado de capitais, POREM em contrapartida sabem de mais na TEORIA, não hesitem em me contatar, não sou Economista e não tenho muito conhecimento como nosso amigpo TIAGO MORAES, e não obstante a tudo isso, TENHO conseguido auferir lucros consistentes desde 2007, hoje se quiser me aposentar e colocar todo meu capital na renda fixa já daria para sustentar um padrão de vida ACIMA DA MÉDIA.

    Se todo economista, que se diz sábio, colocar em prática todo conhecimento adquirido na Universidade, é para no minimo conseguir tirar proveito de todo seu conhecimento e enriquecer, de maneira inteligente, porém se não consegue É porque ele não é tão bom ASSIM!

    Não estou falando de ganhar R$ 5 mil, R$ 6 mil a.m. Se eu for para Bolsa para ganhar isso prefiro ser concursado público, COMO muito economista!

    Abraço novamente e SUcesso a todos
  • Tiago Moraes  29/03/2012 07:24
    Ok, muito obrigado Sr. Robson, aprendi muito com você. Todas as vezes em que eu eventualmente levar uma surra em uma discussão, farei como você e apelarei para a minha conta bancária, expondo meu contra-argumentador ao ridículo, evidenciando aspectos particulares da minha vida profissional, como o fato da minha pessoa ter apenas 26 anos e já ser co-proprietária de uma transportadora com 56 caminhões...
  • Robson  29/03/2012 10:17
    Tiago Moraes

    Amigão, ME desculpe sse não sou TÃO culto como você, estou aqui para me desenvolver mesmo.

    Só rebati suas argumentações, na mesma CLASSE e ética que você demostrou pois me senti menosprezado ao duvidar da minha capacidade em AUFERIR lucros consistentes do mercado, usando termos, como: "Dúvido muito disso (que vivo do mercado)", "seu conhecimento tem a profundidade de pires", "vc deve ser um bolo investidor".

    Legal, vc argumentar contra minhas afirmações, tdo bem, agora ficar com tom de ironia e sarcasmo . . . - estamos aqui para debater idéias ou ficar trocando FARPAS

    Enfim não quero me alongar em minhas palavras, tinha feito um texto longo para continuar trocando FARPAS contigo, porém decidir não ter atitude de TROLL e pedir DESCULPAS se pareci arrogante e/ou se te expus de um modo ridículo, essa não foi minha intenção.

    Agora, tive que rir de tal afirmação " . . . Todas as vezes em que eu eventualmente levar uma surra em uma discussão . . ." Somos seres com o intelecto aguçado ou somos adolescentes tentando TROLLAR um ao outro.

    Estou aqui para aprender e não para LEVAR surra, tenho apenas 21 anos e muito que aprender.

    Amigo, te desejo Sucesso em teus planos.

    Consigno meus protestos da mais elevada estima e consideração

  • Robson  27/03/2012 19:06
    já que tu criticou minha profissão: ESPECULADOR

    vou lhe dar uns pitacos:

    - Não me interessa a macroeconomia, pois não influênciar em nada na minha profissão
    - Não me interessa o cenário mundial (me interessa um pouquinho: torço por crises, pois não influênciar em nada na minha profissão
    - Não me interessa quem é o presidente, pois não influênciar em nada na minha profissão
    - Me interessa: LIQUIDEZ dos ativos, pois não influênciar em nada na minha profissão
    - Me interessa: saúde da empresa, pois não influênciar em nada na minha profissão
    - Me interessa: volatilidade do mercado, pois não influênciar em nada na minha profissão
    - Me interessa: direção do mercado:
    *Alta: COMPRO
    *Baixa: VENDO
    *Lateral: operações intradiárias e operações estruturadas com opções
    - Se tudo der errado: OURO (uma reserva física) e RF.
    - Opero commodities
    - Opero Forex

    Abs


  • Augusto  28/03/2012 15:10
    "*Alta: COMPRO\r
    *Baixa: VENDO"\r
    \r
    \r
    Isso ta certo?
  • Robson  28/03/2012 15:34
    Augusto

    Amigão, operações em renda variável vão muito além do que se prega na mídia ou nas faculdades, de comprar uma ação visando a sua valorização, existem inúmeras operações onde se pode ganhar dinheiro, inclusive com o mercado em queda.

    Não quero levantar polemica, mas discordo da mídia e dos renomados economistas, pregar horrores da bolsa , como no final de 2011, "BOLSA PIOR INVESTIMENTO", "IBOV CAI 18% NO ANO". Pow, somente ELPL4 (Eletropaulo) me deu 68%. Mas enfim, a questão aqui não a multiplicação do patrimônio.

    Respondendo sua questão, e escalerecendo minhas afirmações:

    - ALta: Compro
    Quando visualizo ativos (ações, commodities, moedas ou derivativos) em alta, penso em compras: comprar barato e vender caro. Simples assim.

    _ Baixa: Vendo
    Quando visualizo ativos (ações, commodities, moedas ou derivativos) em baixa, eu VENDO a descoberto, redumindo, VENDO mais caro e RECOMPRO mais barato.

    Mas não vou me aprofundar em mais operações por aqui. O assunto aqui é economia, se mais alguém quiser tirar dúvidas sobre operações ou mecanismos de operações na bolsa, por favor envie em meu e-mail: robs.wesley@gmail.com

    Outrossim:

    Tiago Moraes, aguardo ansioso pela sua visita OU no minima suas ponderações por aqui, ALIÁS, acho que você é PT (socialista).

    Se você for capitalista, você está envergonhando a todos os capitalistas do Brasil, pois é um capitalista que DÚVIDA da capacidade da renda variável.

    Augusto: ABS e Sucesso. (qualquer dúvida terei prazer em sana-las)
  • Tiago Moraes  29/03/2012 00:36
    "Tiago Moraes, aguardo ansioso pela sua visita OU no minima suas ponderações por aqui, ALIÁS, acho que você é PT (socialista)."

    Caro Robson, novamente repetindo, uma das características de um defensor do Estado, é negar que políticas públicas afetem o mercado, coisa que VOCÊ está fazendo.

    "Se você for capitalista, você está envergonhando a todos os capitalistas do Brasil, pois é um capitalista que DÚVIDA da capacidade da renda variável."

    Vergonha porque? Como eu posso ser liberal, defender o capitalismo e consequentemente ser contra o Estado, acreditando que as ações dele não interferem no mercado? Gostaria que me explicasse a lógica desse raciocínio, porque para quê serve ser anti-Estado se você não acredita que ele interfira no teu trabalho?
  • Carlos  22/03/2012 14:55
    Política monetária no livre mercado significa muitas flutuações. Num livre mercado os bancos expandem o crédito geram booms, mas uma hora começa a desconfiança, as corridas aos bancos, quebras e fortes recessões. Ou seja, os ciclos econômicos continuam e são mais frequentes. A criação dos bancos centrais não acabou com eles, mas aumentou muito o intervalo entre um ciclo e outro, trouxe muito mais segurança e estabilidade econômica, e elevou a média de crescimento.
  • Carlos  22/03/2012 14:57
    O texto não fala de política monetária no livre mercado.
  • Leandro  22/03/2012 15:17
    Eu nunca entendi por que há algumas pessoas que insistem em sacar justamente pra cima de quem não deveriam.

    Prezado Carlos, eu não sou nenhum grande entusiasta do free banking (pois sou partidário do sistema de 100% de reservas), porém nem precisamos da teoria para explicar a superioridade de um free banking ao atual sistema de banco central. Basta ver a prática. Desde a criação do Fed, por exemplo, já houve a grande recessão de 1920-1921, a Grande Depressão (1930-1946), a recessão de 1952, a de 1955-1956, a recessão de 1965, toda a estagflação de década de 1970, a recessão de 1981-1982, a recessão de 1990-1992, a recessão de 2001-2003, e a atual depressão.

    Um feito e tanto.

    Já em termos de crescimento econômico, de 1870 a 1913, os EUA cresceram a uma média de 4% ao ano, ao passo que de 1950 a 2010 (veja que estou tirando a Grande Depressão, de graça), o crescimento foi de 3,2%, e só nos solavancos.

    Artigo completo sobre isso: mises.org/daily/5174/Life-with-the-Fed-Sunshine-and-Lollipops

    Aqui no Brasil, então, quando não estamos em recessão, estamos com inflação. E tudo isso sob um ambiente estritamente controlado pelo Banco Central.

    Portanto, qual sistema perpetua os ciclos econômicos e os torna mais frequentes? Qual sistema aumenta o intervalo entre um ciclo e outro, traz muito mais segurança e estabilidade econômica, e eleva a média de crescimento?

    Agora, se você gosta de privilégios para o sistema bancário, pouca concorrência entre eles e pacotes de socorro para quando quebrarem, então o atual sistema é realmente a sua pedida.

    Abraços!
  • Rene  22/03/2012 15:59
    Leandro, às vezes, fico me perguntando se o Carlos realmente lê os comentários que vc escreve em resposta aos questionamentos dele....
  • Marcos Campos  25/04/2012 11:12
    Rs...concordo, eu acho que ele posta e esquece...nunca lê a replica...lamentável.
  • Bernardo Fachini  11/09/2012 07:06
    Mas outros leitores leem... e aprendem!
  • Julio  22/03/2012 14:58
    Gostei do texto.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  22/03/2012 16:36
    1 - A questão fundamental sobre o sistema bancário e a política monetária é se o governo pode aperfeiçoar as instituições monetárias de um mercado livre e desimpedido.(Resposta: depende de quem está ganhando);
    2 - Logo, a pergunta crucial é: quem deveria ter a permissão para criar e destruir dinheiro, e quais objetivos deveriam ser buscados por meio desta medida?(Resposta: uma instituição legal);
    3 - A política do sistema bancário está voltada para questões semelhantes. Em vez de lidar com a produção de dinheiro, o sistema bancário lida com a produção de substitutos monetários, ou recibos de armazenamento de dinheiro, os quais podem ser instantaneamente redimidos em dinheiro — ao contrário de títulos de crédito ou notas promissórias, os quais poderão ser redimidos em dinheiro somente em algum ponto futuro determinado.(Resposta: tudo isso acima é dinheiro);
    4 - Um banco — no caso, um banco que participa do sistema bancário e influi em suas políticas — é uma empresa que emite recibos de armazenamento de dinheiro. Estes podem ser talões de cheque, cartões de débito, cartões de crédito, contas de internet etc. Quem deveria ter a permissão para emitir tais recibos?(Resposta: instituições legais);
    5 - Com quais propósitos?(Resposta: auto-explicativo);
    6 - Em quais quantidades? (Resposta: mínima);
    7 - No livre mercado, todo e qualquer indivíduo teria o direito de investir seu trabalho e sua propriedade na produção de dinheiro, e fazer com seu produto o que bem entendesse — vender ou doar. (Resposta: sempre existiu);
    8 - No livre mercado, cada indivíduo teria o direito de se tornar um banqueiro. Qualquer pessoa poderia se oferecer para armazenar o dinheiro de terceiros e emitir recibos de armazenamento, os quais, por sua vez, iriam servir de registro do fato de que o dinheiro foi depositado em seu estabelecimento e que ele pode ser restituído a qualquer momento. (Resposta: sempre existiu);
    9 - A grande contribuição da Escola Monetária para a teoria da política monetária foi mostrar que aumentos na quantidade de dinheiro na economia não aumentam a quantidade de bens e serviços na nação como um todo. (Resposta: 1+1=2 = certeza).
  • Cedric  24/03/2012 06:08
    Oi, eu tenho uma pergunta meio "juvenil". Em um sistema bancário 100% de reservas, como proceder quando algum recibo de armanezamento de dinheiro é destruido (rasga, pega fogo, cai em água, etc)? O ouro fica pro banco? Como é que o banco ficaria sabendo?
  • Luis Almeida  24/03/2012 06:39
    Recibo de armazenamento é um nome dado a qualquer coisa que designe a existência de uma conta bancária. Hoje, não haveria algo como um papelzinho qualquer, mas sim um cartão de débito -- além do seu extrato bancário (armazenado nos computadores do banco) comprovando o valor da sua conta.

    Ou seja, seria exatamente como hoje, exceto que não haveria expansão dos meios fiduciários.

    Antigamente, de fato, tudo era um papel, de modo que sua perda seria a mesma coisa que você perder cédulas de dinheiro hoje em dia.
  • Cedric  25/03/2012 18:08
    Sim, mas aí signficaria o fim do dinheiro em papel? Apenas existindo dinheiro eletrônico rastrado? oO


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