A irrelevância da necessidade do trabalhador e da ganância do empregador na determinação do salário

A doutrina marxista sobre o suposto poder arbitrário dos empregadores em relação à determinação dos salários parece plausível à primeira vista porque ela se baseia em dois fatos óbvios, fatos que não realmente a sustentam, mas que de fato parecem ampará-la.  Estes fatos podem ser descritos como a "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador".  O trabalhador comum tem de trabalhar para poder se sustentar, e ele tem de encontrar trabalho em um período de tempo razoavelmente rápido, pois sua poupança não é capaz de sustentá-lo por muito tempo.  E, se necessário — caso não houvesse alternativa —, ele estaria disposto a trabalhar em troca apenas de um mínimo de subsistência física.  Ao mesmo tempo, o interesse próprio (o egoísmo) faz com que os empregadores, assim como quaisquer outros consumidores, prefiram pagar menos a pagar mais — pagar salários mais baixos a salários mais altos.

As pessoas juntam estes dois fatos e deles concluem que, se os empregadores possuíssem plena liberdade, os salários seriam continuamente reduzidos em decorrência do grande poder do egoísmo dos empregadores — como um enorme êmbolo comprimindo ar dentro de uma seringa — e que nenhuma resistência seria oferecida contra esta queda nos salários até o ponto em que a subsistência mínima fosse atingida.  Apenas neste ponto, afirma-se, os trabalhadores se recusariam a trabalhar, pois a fome sem o esforço do trabalho seria preferível à fome misturada ao esforço do trabalho.

O que precisa ser definitivamente compreendido é que, embora seja verdade que os trabalhadores, caso fosse necessário, estariam dispostos a trabalhar em troca da subsistência mínima, e que o egoísmo faz com que os empregadores prefiram pagar menos a mais, ambos estes fatos são irrelevantes para a determinação dos salários que os trabalhadores de fato têm de aceitar no mercado de trabalho.

Comecemos com a questão da "necessidade do trabalhador".  Para entender por que a disposição de um trabalhador trabalhar em troca apenas de sua subsistência é totalmente irrelevante para o salário pelo qual ele de fato trabalha, considere o exemplo análogo do proprietário de um carro que decide aceitar uma proposta de emprego para o qual ele teria de morar no centro de uma metrópole.  Se ele não pode bancar os, digamos, $1.500 por mês para pagar o custo de manter seu carro em um estacionamento, e se ele não pode dedicar vários minutos do seu dia, o equivalente a alguma horas de trabalho na semana, dirigindo à procura de uma vaga na rua, ele estaria disposto, caso não encontrasse nenhuma oferta melhor, a dar seu carro para outra pessoa de graça — com efeito, a pagar para que alguém o adquirisse.  No entanto, o fato de ele estar disposto a fazer isso é totalmente irrelevante para o preço que ele de fato irá aceitar pelo seu carro.  Este preço será determinado de acordo com a utilidade e a escassez dos carros usados — pela oferta e demanda de tais carros.  Com efeito, enquanto o número de carros usados à venda permanecer constante, e a demanda por carros usados também, não fará nenhuma diferença caso todos os vendedores de carros usados estivessem dispostos a dar de graça seus carros, ou dispostos até mesmo a pagar para que levassem seu carro.  Nenhum deles teria realmente de aceitar um preço zero ou um preço negativo ou qualquer preço que fosse significativamente diferente do preço que ele de fato poderia receber atualmente.

Este ponto é ilustrado em termos do simples diagrama de oferta e demanda apresentado na figura abaixo.

grafico1.jpg

O eixo vertical P denota o preço dos carros usados  O eixo horizontal Q denota a quantidade de carros usados que os vendedores estão dispostos a vender e que os compradores dispostos a comprar a um dado preço qualquer.  A disposição dos vendedores em vender uma determinada quantidade de carros usados a qualquer preço de zero para cima (ou, com efeito, desde menos de zero, que representaria o custo de pagar para que alguém levasse seus carros) é representado por uma linha vertical S que cruza esta quantidade.  A linha vertical SS denota o fato de que os vendedores estão dispostos a vender a quantidade específica A de carros usados a qualquer preço começando desde menos de zero até o tanto que conseguirem obter pelos seus carros.  O fato de eles estarem dispostos a vender por zero ou por um preço negativo absolutamente nada tem a ver com o preço que eles de fato obtêm, o qual, neste caso, é o extremamente positivo P1.  O real preço que eles recebem é determinado pela limitação da oferta de carros usados em conjunto com a demanda por carros usados.

Na figura 14—1 está determinado o ponto E, o qual representa a interseção da linha vertical de oferta com a curva de demanda.  O preço que corresponde à junção entre oferta e demanda é P1.  O fato de todos os vendedores estarem dispostos, se necessário, a aceitar um preço menor do que P1 é, como dito, simplesmente irrelevante para o preço que eles de fato irão aceitar.  O preço que os vendedores recebem em uma situação deste tipo não é determinado pelos termos em que eles estão dispostos a vender.  Antes, ele é determinado pela concorrência entre os compradores pela limitada oferta colocada à venda.  (Este, é claro, é o tipo de exemplo que Böhm-Bawerk tinha em mente quando declarou que o "o preço é na realidade limitado e determinado exclusivamente pelas valorações feitas pelos compradores."[i])

Essencialmente o mesmo diagrama, agora na figura 14—2, descreve a mesma situação para a mão-de-obra.  Em vez de mostrar o preço, o eixo vertical agora denota o salário W.  Em vez da linha de oferta de mão-de-obra ser vertical até o ponto em que os vendedores de mão-de-obra estão dispostos a pagar para se livrar de seus bens, supõe-se que absolutamente nenhuma oferta de mão-de-obra é oferecida abaixo do ponto de "subsistência mínima" M.  Isto é descrito por uma linha horizontal traçada desde M e paralela ao eixo horizontal.  Desta forma, a curva de oferta neste caso possui uma porção horizontal em um valor de "subsistência mínima" antes de se tornar vertical.  Estas são as únicas diferenças entre as figuras 14—1 e 14—2.

A figura 14—2 deixa claro que o fato de os trabalhadores estarem dispostos a trabalhar em troca de um salário tão ínfimo como o da subsistência mínima é tão irrelevante para os salários que eles de fato acabam recebendo quanto o fato, no exemplo anterior, de os vendedores de carros usados estarem dispostos a dá-los de graça ou até mesmo a pagar para que alguém os leve.  Afinal, ainda que os trabalhadores estivessem dispostos a trabalhar em troca da subsistência mínima, o salário que eles de fato obtêm sob as condições de mercado vigentes é incomparavelmente maior que W1, o que é demonstrado pela interseção — novamente no ponto E — da demanda por mão-de-obra com a limitada oferta de mão-de-obra denotada pelo ponto A no eixo horizontal.  Exatamente como o valor dos carros usados, ou o valor de qualquer bem cuja oferta seja uma quantidade limitada, o valor da mão-de-obra é determinado de acordo com sua utilidade e escassez, pela demanda e pela oferta — mais especificamente, pela concorrência entre os compradores desta oferta limitada —, e não por qualquer tipo de custo de produção, muito menos por algum "custo de produção da mão-de-obra."

Tal raciocínio também ajuda a entender por que a "ganância do empregador" é, assim como a "necessidade do trabalhador" totalmente irrelevante para a determinação dos salários.  Isto se torna claro tão logo pensemos no real egoísmo dos compradores.  Imaginemos, por exemplo, um leilão de obras de arte.  Imagine que haja duas pessoas presentes neste leilão, ambas querendo a mesma pintura.  Uma destas pessoas, o senhor Beltrão, está disposto a oferecer uma quantia de até $2.000 pela pintura.  O outro, o senhor Chiocca, está disposto a oferecer não mais do que $1.000.

É claro que o senhor Beltrão não quer gastar $2.000 na pintura.  Esta cifra representa apenas o teto da quantia total que ele está disposto a oferecer.  Ele preferiria muito mais obter a pintura por somente $200 ou, melhor ainda, por apenas $20 ou, muito melhor, de graça.  O que deve ser levado em conta aqui é exatamente qual a oferta mínima que o egoísmo racional do senhor Beltrão permitirá que ele ofereça.  Seria, por exemplo, do interesse do senhor Beltrão insistir em um lance de apenas $20, ou de apenas $200?

Evidentemente, a resposta para esta é pergunta é decididamente não.  Isto porque se o senhor Beltrão insistir em um lance tão baixo, a inevitável consequência é que ele irá perder o leilão para o senhor Chiocca, que está disposto a oferecer mais do que $20 e mais do que $200.  Com efeito, nas condições deste exemplo, o senhor Beltrão inevitavelmente perderá a pintura para o maior lance oferecido pelo senhor Chiocca caso ele insista em oferecer qualquer lance menor do que $1.000!  Se o senhor Beltrão quiser obter a pintura, as condições exigem que ele oferte um lance maior do que $1.000, pois esta é a quantia que supera o lance potencial máximo do senhor Chiocca.

Este exemplo denota o princípio fundamental do real egoísmo dos compradores.  Tal princípio é o de que um comprador racionalmente deseja pagar não o menor preço que ele imagina ser possível pagar, mas sim o menor preço que seja simultaneamente mais alto do que o preço máximo a ser oferecido por qualquer outro potencial comprador do bem em disputa — o qual, caso contrário, obteria o bem em seu lugar.

Princípio idêntico, obviamente, se aplica à determinação dos salários.

A única diferença entre o mercado de trabalho e o leilão de uma pintura é o número de unidades envolvidas.  Em vez de uma só pintura com dois potenciais compradores, temos vários milhões de trabalhadores vendendo sua mão-de-obra e vários potenciais empregadores querendo a mão-de-obra de todos estes trabalhadores e de incontáveis milhões de outros trabalhadores.  E é assim porque, da mesma forma como no exemplo do leilão de obras de arte, o fato indelével presente no mercado de trabalho é que a quantidade potencial de mão-de-obra demandada excede a oferta de mão-de-obra disponível.  A quantidade potencial de mão-de-obra demandada sempre irá exceder, em muito, a quantidade de trabalho que os trabalhadores são capazes de — e muito menos estão dispostos a — realizar.

A mão-de-obra, nunca é demais recordar, é um bem escasso.  É o bem mais fundamentalmente útil e escasso do sistema econômico: praticamente qualquer outro bem que seja útil é produto da mão-de-obra e possui oferta limitada unicamente em decorrência de nossa falta de capacidade ou de vontade de despender mais mão-de-obra para produzir uma maior quantidade deste bem. (Isto, obviamente, inclui matérias-primas, que sempre poderão ser produzidas em maior quantidade caso mais mão-de-obra seja direcionada para a uma mais intensiva exploração de terras e depósitos minerais que já estão sendo utilizadas em linhas de produção, ou direcionando mais mão-de-obra para a exploração de terras e depósitos minerais ainda não explorados).

Para todos os propósitos práticos, não há limites às nossas necessidades e aos nossos desejos por mais bens — ou, por esta razão, não há limites ao trabalho necessário para produzi-los.  Ao termos, por exemplo, uma necessidade e um desejo de sermos capazes de gastar uma quantia cinco ou dez vezes maior do que a que gastamos atualmente, temos uma necessidade e um desejo implícitos de realizar cinco ou dez vezes mais o trabalho que atualmente realizamos, pois isto é o que seria necessário — no atual estado de tecnologia e de produtividade da mão-de-obra — para nos suprirmos com tais aumentos na oferta de bens.  Ademais, quase todos nós gostaríamos de receber os serviços pessoais integrais de pelo menos várias outras pessoas.  Assim, em ambos os aspectos, a mão-de-obra é um bem escasso, pois a quantidade máxima de mão-de-obra disponível para satisfazer as necessidades e desejos de um indivíduo membro comum do sistema econômico jamais poderá exceder o trabalho de apenas uma pessoa, e, com efeito, na prática, está aquém desta quantidade por causa da existência de um grande número de pessoas, mais notavelmente crianças e idosos, que são incapazes de realizar um trabalho e que devem viver como dependentes do trabalho de terceiros.

A consequência de a mão-de-obra ser um bem escasso é que os salários em um livre mercado jamais poderão cair para um nível menor do que aquele que corresponde ao ponto de pleno emprego.  Se isto ocorrer, a escassez de mão-de-obra começará a ser sentida, e qualquer redução adicional nos salários seria contra os próprios interesses dos empregadores, pois desta forma surgiria uma escassez de mão-de-obra.  Logo, se de alguma forma os salários de fato caíssem para abaixo do nível correspondente ao pleno emprego, seria do interesse próprio dos empregadores voltar a elevá-los.

Estes fatos podem ser demonstrados no mesmo diagrama de oferta e demanda utilizado para mostrar a irrelevância, para a determinação salarial, do fato de os trabalhadores estarem dispostos a trabalhar pela sua mera subsistência.  Assim, a figura 14—3 mostra que, se os salários estivessem abaixo do seu valor de equilíbrio de mercado W1, que ocorre no ponto de pleno emprego denotado por E — se, por exemplo, eles estivessem no nível inferior W2 —, haveria uma escassez de mão-de-obra.  A quantidade de mão-de-obra demandada ao salário W2 é B.  Mas a quantidade de mão-de-obra disponível — cujo emprego constitui o pleno emprego — é a menor quantidade A.  Portanto, ao menor salário W2, a quantidade de mão-de-obra demandada, B, excede a oferta disponível, A, na quantidade ilustrada pela distância horizontal AB.

grafico2.jpg

A escassez existe porque o salário mais baixo W2 permite aos empregadores bancar uma mão-de-obra que eles não conseguiriam bancar caso o salário fosse W1; ou permite àqueles empregadores que conseguiriam bancar alguma mão-de-obra ao nível salarial W1 bancar agora uma quantidade maior de mão-de-obra.  Em qualquer que seja o grau que tais empregadores empregarão uma fatia da mão-de-obra que não conseguiriam empregar sob outras condições, esta mesma quantidade de mão-de-obra não mais estará disponível para outros empregadores, que estão dispostos a pagar o maior salário W1.

Pelo bem da simplicidade, podemos supor que, ao nível salarial artificial W2, toda a quantidade de mão-de-obra AB é empregada por empregadores que, em outros contextos salariais, não seriam capazes de empregar esta mão-de-obra.  O efeito disso será deixar uma quantidade equivalentemente reduzida de mão-de-obra disponível para aqueles empregadores que poderiam arcar com o salário de mercado W1.  A mão-de-obra disponível para estes empregadores será reduzida na quantidade AC, que é precisamente igual a AB.  Tal é o inevitável resultado da existência de uma quantidade específica de mão-de-obra e de parte dela ser retirada do mercado por alguns empregadores em detrimento de outros empregadores.  O que um grupo ganha, o outro tem necessariamente de perder.  Assim, dado que os salários agora são W2 e não W1, os empregadores que seriam capazes de bancar os salários de mercado W1 e com isso seriam capazes de obter a quantidade total de mão-de-obra A irão agora empregar somente a menor fatia de mão-de-obra C, dado que um grande volume de mão-de-obra foi retirado do mercado por empregadores que dependem do salário artificialmente baixo W2.

Os empregadores que seriam capazes de bancar o salário de mercado W1 estão em situação idêntica à do ofertante do leilão de obras de arte que está prestes a ver a pintura que ele quer comprar ser leiloada para outro ofertante que não é capaz ou não está disposto a pagar o mesmo tanto que ele estava.  A maneira de visualizar esta situação é imaginar que há dois grupos fazendo seus lances pela quantidade de mão-de-obra AB: um grupo está disposto a pagar o salário de mercado W1 ou até mesmo um valor maior — um valor tão alto quanto W3 — e o outro grupo está disposto a pagar somente um salário abaixo de W1 —, um salário que deve ser tão baixo quanto W2.  Na figura 14—3, a posição destes dois grupos é indicada pelas duas zonas sobre a curva de demanda: uma zona superior HE e uma zona inferior EL.  O salário W1 é um pré-requisito para que os empregadores da zona superior consigam superar os lances feitos pelos empregadores da zona inferior.

A questão é: seria do interesse próprio, seria do egoísmo racional daqueles empregadores dispostos a pagar um salário W1, ou um valor maior, perder a mão-de-obra que desejam para outros empregadores que não estão dispostos a pagar um salário tão alto quanto W1?  A resposta óbvia é não.  E a consequência é que se, de alguma forma, o salário caísse para abaixo de W1, o interesse próprio dos empregadores que estão dispostos a pagar W1 ou mais, e que corressem o risco de perder alguns de seus empregados caso eles não pagassem esta quantia, fará com que eles elevem o salário novamente para W1.  O egoísmo dos empregadores, assim como o egoísmo racional de quaisquer outros compradores, não os leva a pagar o salário (preço) mais baixo que imaginam poder, mas sim o menor salário que seja simultaneamente mais alto do que o salário máximo a ser oferecido por quaisquer outros potenciais empregadores da mesma mão-de-obra e que não estão dispostos a pagar o mesmo tanto — e que, caso contrário, obteriam esta mão-de-obra em seu lugar.

O princípio de que é contra o interesse próprio dos empregadores permitir que os salários caiam até o ponto em que criem escassez de mão-de-obra é ilustrado pelas condições que prevalecem no mercado quando o governo impõe esta escassez em decorrência de uma política de controle de preços e salários.  Em tais condições, os empregadores na realidade chegam a conspirar com os empregados para que ambos se esquivem dos controles e aumentem os salários.  Eles o fazem por meio de medidas como a concessão de promoções artificiais, o que os permite elevar os salários ainda dentro das normas do controle de salários.

O pagamento de salários mais altos em meio a uma escassez de mão-de-obra serve ao egoísmo racional dos empregadores porque representa o meio necessário para se conseguir e manter a mão-de-obra que eles querem empregar.  Ao fornecer lances mais altos que a concorrência, formada por outros potenciais empregadores, é possível atrair trabalhadores e, ao mesmo tempo, remover qualquer incentivo para que sua atual mão-de-obra queira mudar de emprego.  Isto porque tal aumento elimina a demanda artificial por mão-de-obra da parte de empregadores que dependem de um salário abaixo do salário de mercado para conseguir pagar por mais mão-de-obra.  Tal princípio é, como dito, idêntico ao princípio do ofertante que quer obter a pintura em um leilão aumentando o valor de seus lances para impedir que a pintura seja adquirida por outro ofertante não disposto a pagar o mesmo tanto que ele.  Fazer um lance mais alto é do seu interesse próprio, pois derruba a concorrência.  Sob condições de escassez de mão-de-obra, algo que necessariamente ocorre quando os salários ficam abaixo do nível correspondente ao pleno emprego, o pagamento de maiores salários fornece exatamente o mesmo benefício para os empregadores.

Tendo por base toda a discussão acima, já deve estar claro que os salários nominais médios não são determinados nem pelas necessidades dos trabalhadores e nem pela ganância dos empregadores, mas sim, basicamente pela quantidade de dinheiro no sistema econômico e, por conseguinte, por um lado, pela demanda agregada que tal dinheiro gera por mão-de-obra e, por outro, pelo número de trabalhadores dispostos a trabalhar — ou seja, pela razão entre demanda por mão-de-obra e oferta de mão-de-obra.  Também já deve estar claro que, em um mercado de trabalho livre e desimpedido, os salários nominais não podem cair para abaixo do nível correspondente ao pleno emprego.

Por fim, vale lembrar que uma redução nos salários até o ponto de pleno emprego não implica uma queda no padrão de vida do trabalhador médio.  Isto é, uma redução nos salários não implica nenhuma redução nos bens e serviços que ele pode realmente comprar com seu salário — o que seria uma redução em seu chamado salário real —, pois a eliminação do desemprego criada pela queda nos salários traria não apenas um maior volume de produção, como também uma redução nos custos de produção.  E ambos estes fenômenos significam preços mais baixos para os bens de consumo.  Com efeito, é muito provável que os salários reais na realidade aumentassem com a eliminação do desemprego, mesmo já no curto prazo, pois não apenas os preços cairiam o mesmo tanto, ou até mais, que os salários, como também o fardo de se fornecer auxílios aos desempregados seria eliminado, tendo como resultado o fato de que os salários líquidos cairiam menos do que os salários brutos e menos do que os preços. 

Quando estes fatos são considerados, torna-se claro que, sempre que as condições de mercado requererem uma redução nos salários, tal redução levará a um aumento do padrão de vida do trabalhador médio, afastando-o do nível de subsistência, e não a uma redução em direção à subsistência.



[i] Ver Eugen von Böhm-Bawerk, Capital and Interest, 3 vols., traduzido para o inglês por George D. Huncke e Hans F. Sennholz (South Holland, Ill.: Libertarian Press, 1959), 2:245.


0 votos

SOBRE O AUTOR

George Reisman
é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: www.capitalism.net. Seu blog georgereismansblog.blogspot.com.


Ué, se a Vale era essa barbada toda, então por que esse cara não está rico? As ações foram vendidas livremente na bolsa, o que significa que ele poderia comprá-las livremente. No mínimo, poderia formar uma sociedade com vários amigos, comprar as ações, e então ficar rico com sua valorização.

Por que não fez isso?

Dizer que a empresa se valorizou após a privatização e daí afirmar que ela foi vendida a preço de banana é impostura intelectual. Quem afirma isso não sabe como funciona mercado e nem conhece a diferença entre gerência estatal e privada. E tem também de explicar por que não enriqueceu, já que sabia perfeitamente que a empresa estava subvalorizada.

Aliás, o grupo liderado pelo Votorantim perdeu o leilão de privatização da Vale. Antônio Ermírio de Moraes perdeu a oportunidade do século de ficar podre de rico. Se era tão óbvio que a mineradora estava desvalorizada, por que cargas d'água o então homem mais rico do país não ofereceu mais pelas bananas?

Detalhes:

1) O governo detinha apenas 42% do capital votante. Ou seja, o que foi a leilão não foi a empresa inteira, mas apenas 42% do capital votante. A empresa inteira estava avaliada em aproximadamente US$ 8 bilhões, sendo que a fatia vendida valia US$3,34 bilhões.

2) O leilão se deu na bolsa de valores, a preço de mercado. Qualquer um poderia ter participado. Logo, o Armando está correto. Quem hoje esperneia que a venda foi barata tem a obrigação de explicar por que não participou da venda. Se a empresa estava "a preço de banana", então o sujeito tinha a certeza de que a empresa iria se valorizar enormemente no futuro. Por que não montaram um consórcio e compraram ações? Era dinheiro certo. Não fizeram isso por quê? Odeiam dinheiro?

3) À época, ninguém imaginava que haveria um súbito e intenso boom no preço global das commodities, o que elevou o preço do minério de ferro para a estratosfera e impulsionou fortemente o valor da Vale.

Portanto, quem diz que a Vale foi vendida a "preço de banana" revela, com toda a sinceridade, profunda ignorância econômica.
Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor),

Se a Petrobrás, a IMBEL, Eletrobrás(Furnas), Copel... são empresas eficientes, por que o governo usa o protecionismo para coibir concorrentes(até mesmo internacionais)? E mais, por que subsidiam essas empresas se elas são tão eficientes?

Em uma economia liberal, nunca vamos saber se aquela empresa é realmente de fato eficiente como você afirma. Para sabermos se ela realmente é eficaz deveríamos defender o mercado livre. Você está se baseando apenas em lucros que a empresa teve ao longo dos anos, mas lucros as custas do povo que paga impostos, porque o BNDES injetou dinheiro ao longo da era petista, e lucro em cima do entrave de novos concorrentes que o nosso governo pratica ao longo desses anos.

"Dê uma passeada pelos nossos corredores e veja se tu não vais te arrepiar. Conceição Tavares, Belluzzo, Aloísio Mercadante, Márcio Pochmann, duvido achar uma outra faculdade que ostente colossos tão imponentes no mundo acadêmico. Isso sem falar dos nossos ''filhos adotados'' como o Bresser, Celso Furtado, João Sayad, entre outros. Ah, aqui foi a casa do Plano Real, só para lembrar."

Sem comentários. Parece uma piada.

"Paliativo é ficar brincando de elevar as taxas de juros ou de sobrevalorizar o câmbio."

Nós nunca brincamos de elevar as taxas de juros, pelo contrário, acreditamos que os juros é redigido pelo mercado, e não em uma canetada como os economistas da UNICAMP(letras garrafais, por favor) defendem.
Sobrevaloriza o câmbio? De novo. Parece uma piada.
Pesquisa sobre Currency Board e depois conversamos.

"No setor agrícola para amenizar a inflação de alimentos, no setor energético(que é o principal culpado por essa inflação tão alta), isso sim são medidas concretas."

Inflação de alimentos é aumento de preço localizado, como foi o caso do feijão e do tomate. A melhor medida para combater a carestia gerada essencialmente pelo governo, é reduzir os impostos e LIBERAR O MERCADO PARA A ENTRADA DE CONCORRENTES. Com a burocracia estatal que é formada para obter uma reserva de mercado, garante que os empresários que estão sob proteção do governo, possa praticar qualquer preço sem qualquer tipo de concorrência que faria com que ele perdesse fatia do mercado por uma outra empresa que com medidas eficientes pudesse reduzir o preço dos alimentos.
Por mais que abaixasse o imposto, ele poderia praticar qualquer tipo de preço sem ser incomodado. E essa redução do imposto, esse mesmo empresário teria lucros maiores que poderia ter sob a reserva de mercado.

Setor energético culpado pela inflação? É isso que estão ensinando na UNICAMP(com letras garrafais, por favor)?

Bem que o Roberto Campos avisou: "O Brasil acaba com os economistas da Unicamp, ou eles acabam com o Brasil.
Bastaram cinco anos de assessoria direta de economistas da Unicamp à Presidente Dilma Rousseff, para a previsão de Roberto Campos se tornar realidade: expansão monetária, corporocracia, expansão das obras públicas, expansão dos cargos e salários públicos, intervenção estatal em toda a economia, corrupção e protecionismo comercial.
Provavelmente nenhuma economista fez tão mal ao Brasil quanto Maria da Conceição Tavares, mas além dela podemos destacar, em tempos recentes, o mais nocivo professor do país: Luiz Gonzaga Belluzzo.
Belluzzo nunca acerta qualquer previsão econômica, e é obcecado por gastos públicos. Como principal conselheiro econômico de Dilma Rousseff, convenceu-a a enterrar a bem sucedida matriz econômica "meta de inflação/câmbio flutuante/responsabilidade fiscal" por uma matriz heterodoxa "juros baixos, câmbio desvalorizado e aumento de gastos públicos". Foi, sem dúvida, um responsável direto pelo caos econômico que vivemos.
Agora, repetindo o que Lula falou há dois meses, Belluzzo tem a desfaçatez de dizer que a crise econômica é culpa de um suposto ajuste fiscal que Joaquim Levy estaria fazendo. Segundo Belluzzo, precisamos gastar mais ainda para sair da crise."
https://www.institutoliberal.org.br/blog/previsao-de-roberto-campos-e-o-ajuste-que-nunca-aconteceu/

"Quer dizer que a empresa desde 1953 é referência nacional, mas por causa de um governo ruim ela vira ''um grande cabide de empregos''? Aliás, esse tipo de problema acontece na esfera privada também."

Cabide de emprego na esfera privada? Você desconhece qualquer atividade empresarial para falar tal bobagem, nunca um empresário faria da sua empresa um cabide de emprego, ele opera com sistema de lucro e prejuízo, ele não pode se dar ao luxo de encher a empresa de empregados ineficientes.
Palavras de um empresário.

"Não, apenas defendo que as nossas empresas não fiquem vulneráveis à imperialistas que jogam sujo contra nós. "

Eles jogam tão sujo, que em países no ranking de abertura comercial, a população paga pelo melhores produtos pelo menor preço. Parece que a UNICAMP(com letras garrafais, por favor), está doutrinando os seus alunos a ter sentimentos nacionalistas que acaba prejudicando justamente quem eles querem proteger: a população.

Obrigado por vir até aqui e comprovar que Roberto Campos sempre esteve certo tanto da UNICAMP(com letras garrafais, por favor) quanto na petrossauro.

Abraço Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor)
Olá amigos, sou um estudante do ensino fundamental e eu tenho interesse em economia, tenho um irmão mais velho que acompanha o site e sempre me disse que esse era o melhor site para aprender sobre meu interesse. Portanto, gostaria de aprender mais sobre as questões abaixo:
Obs: Gostaria de respostas curtas para maximizar meu aprendizado de forma que eu não acumule muito conteúdo de primeira. Eu tenho um conhecimento prático e limitado sobre a economia, justamente pelos ensinamentos do meu irmão.
Vamos começar.

Questão 1) O que é inflação de demanda?

Questão 2) O que é demanda agregada?

Questão 3) Inflação é sempre decorrente de expansão de crédito?

Questão 4) O que é base monetária?

Questão 5) O que define a taxa de juros em um livre mercado?

Questão 6) Como é definido a taxa de juros atualmente no Brasil?

Questão 7) Aumento na taxa de juros é pelo "risco país"?

Questão 8) Como é determinado o câmbio?

Questão 9) Qual o melhor sistema de câmbio?

Questão 10) Li recentemente em um site que temos 19 montadoras no Brasil, não seria livre mercado(pelo menos no setor automotivo)? (Sei que temos monopólio de fabricante de peças)
Cade acusa Fiat, Ford e VW de monopólio em fabricação de peças

Questão 11) Temos candidatos a presidente que tem como um slogan sob a sua campanha "Abaixar os juros" por um decreto? Isso seria uma decisão ruim ou boa? Não há uma contradição pela questão 7? Dilma dizia que abaixaria os juros e acabou não ocorrendo, pelo contrário, ela aumentou? Por que seria diferente com esse candidato?

Questão 12) Por que abolir o CVM? Qualquer empresa poderia entrar na bolsa sem burocracia estatal, de modo que impulsionaremos nossa economia com as empresas estrangeiras que abririam capital na nossa bolsa? Seria uma medida que o micro-empresário poderia rivalizar com os mega-empresários?

Questão 13) Por que abolir a infraero?

Questão 14) Por que abolir ANVISA?

Questão 15) Qual o potencial do Brasil?

Questão 16) Nióbio ajudaria no nosso desenvolvimento?

Questão 17) Exportação x Importação? Qual o melhor? Por que balança comercial é importante para economistas?
Importação é produtos do estrangeiro que vieram ao Brasil para serem vendidos, mas até onde sei até chegar a loja esses produtos ainda não foram vendidos? Por que os ataques histéricos com essa balança se nem ao menos sabem se o produto foi vendido(até mesmo pelo preço pela taxa de importação)?

Questão 18) Na China existe o trabalho escravo? Encontrei essa matéria de chineses apanhando por mau desempenho no trabalho

Questão 19) Por que a China vai explodir economicamente? Todos dizem que vai ser a maior economia do mundo até 2050, vocês acreditam?

Questão 20) Pelo que obtive do meu irmão, a Índia está fazendo algumas reformas liberais, apesar de tímidas estão ajudando a economia a crescer? Índia não poderia passar a China com essas reformas?

Questão 21) Acumulação de capital x consumismo(explique seus conceitos e qual o mais importante em uma economia)?

Questão 22) O que gera recessão?

Questão 23) O que torna um país rico?

Questão 24) Existe algum limite de crescimento que um país possa se ter? Exemplo do Japão que é do território do MS(Mato Grosso do Sul) pudesse dobrar a sua economia?

Questão 25) Por que a Irlanda cresceu 26% em um ano? Milagre econômico ou livre mercado?

Questão 26) Por que os países de livre mercado são taxados de paraísos fiscais? Hong Kong, Cingapura, Panamá, Ilhas Cayman, Suíça, Luxemburgo e outros? Austrália e Nova Zelândia entrariam nesse conceito?

Questão 27) Por que o Brasil cresceu apenas 4% na média na década passada?

Questão 28) O renminbi poderá passar o dólar como a moeda de troca internacional?

Questão 29) Existe zona de livre comércio em Xangai?

Questão 30) Por que a China tem esse "poderoso" PIB? Como ela conseguiu o tal "milagre"?

Questão 31) Por que o estado mínimo não é necessário?

Questão 32) Forças Armadas estatal x Forças Armadas privada(Qual o melhor e por que)?

Questão 33) Por que a Africa é pobre?

Questão 34) Somália é anarcocapitalista?

Questão 35) Milton Friedman é importante nas matérias econômicas(o que podemos aprender com ele?)?

Questão 36) Mises foi o mais importante economista do século 20?

Questão 37) Keynes x Mises e Keynes x Milton Friedman(maiores diferenças entre eles)?

Questão 38) Keynes é comunista, socialista ou capitalista interventor?

Questão 39) O que causou a Grande Depressão?

Questão 40) Explique o conceito de ciclos econômicos?

Questão 41) Qual a contribuição da Escola Austríaca(EA) nas ciências econômicas?

Questão 42) Qual a posição da EA na colonização de planetas? Ouvi dizer que podemos praticar atividades econômicas nesses planetas com agricultura e mineração(depois da terraformação)?

Questão 43) Meio ambiente x livre mercado(Qual o papel do livre mercado na conservação do meio ambiente)?

Questão 44) Amazônia poderia se internacionalizada por não protegemos nosso patrimônio? Não é agressão internacional para com o nosso país? Estão atrás da preservação ou das riquezas que nós temos no território?

Questão 45) Zona franca de Manaus funciona(qual o papel dela na economia brasileira)?

Questão 46) Empregos se tornam obsoletos enquanto outros surgem, qual a visão dos leitores e dos autores sobre a mineração espacial, internet das coisas e viagem espacial?

Questão 47) Pobreza diminuindo com a expansão do capitalismo, até quando a pobreza absoluta poderá ser erradicada?

Questão 48) De acordo com a revista Veja, se toda a água do planeta fosse representada por 200 litros, 195 litros seria de água salgada. 5 litros seria de água doce, mas a maior parte da água doce está nas geleiras ou em depósitos subterrâneos de difícil acesso, a humanidade tem a sua disposição para consumo apenas o equivalente a 20 mililitros de água. Qual o papel da iniciativa privada nessa questão abordada? Existe o processo de dessalinização em alguns países, mas em mãos do estado. Pelo que eu pude estudar tem inventores que poderiam mudar radicalmente a forma dessa dessalinização tornando a água abundante. Por que o estado não deixa os empresários disponibilizarem essa água para a população?

Questão 49) Os que defendem o controle populacional tem como uma das formas de culparem o capitalismo por tal descontrole. Ma em um país capitalista essa questão é exatamente ao contrário. Por que esses mesmo defensores não defendem o capitalismo, já que se provou um "controle" populacional?

Questão 50) Culpam o capitalismo pela fome do mundo, mas em países capitalistas uma das doenças que mais matam é a obesidade. Não é uma contradição? São hipócritas ou aparentemente sem limites de burrice para denegrir o sistema capitalista?

Questão 51) Já leram o Livro Negro do Capitalismo? É realmente culpa do capitalismo ou ações governamentais que são os verdadeiros culpados? Se é culpa do capitalismo, como um dono de um restaurante em Ohio possa ser culpado pelas mortes no Iraque?

Abraços e em breve farei mais algumas perguntas.
"Concordo que a desigualdade econômica possa ser benéfica socialmente. Porém ainda há pessoas que nem 0,50 centavos tem para sobreviver"

Então a sua preocupação é com a pobreza absoluta e não com a pobreza relativa.

"e mesmo com as políticas assistencialistas do governo não os permitem colocar em condições de consumidores para que possam consumir os serviços ofertados e muitas vezes trabalha não da forma que gosta e sim porque precisa sobreviver."

Essa frase contradiz a primeira. Primeiro você disse que a pessoa não tem nem 1 centavo (0,50 centavo é menos que 1 centavo), e agora diz que ela trabalha naquilo que não gosta.

A pessoa trabalha e não tem nem 1 centavo? Caramba....

Qualquer catador de papel e malabarista de semáforo consegue tranquilamente uns 10 reais por dia.

"Levando em conta que as máquinas tomaram boa parte do trabalho humano"

Desde o século XVIII isso acontece. E novas e mais agradáveis formas de trabalho foram descobertas. E é isso o que continuará acontecendo.

Ou você tem a arrogância da achar que não há mais empregos a serem descobertos e que tudo o que poderia ser inventado já o foi?

"um meio de adaptação seria o "trabalho intelectual""

Não necessariamente. Há hoje vários trabalhos que não podem ser substituídos por máquinas e nem dependem de "trabalho intelectual". Esportes, por exemplo. Professor de ioga. Chef de cozinha. Operador de máquina.

"No entanto contamos com um governo que não oferece ensino público gratuito e outras estratégias para que possam lançar os menos favorecidos ao mercado de trabalho."

Ué, não sei de onde você está teclando, mas, aqui no Brasil, o que não falta é ensino público "gratuito". Do maternal à pós-graduação. E toda a grade curricular é controlada pelo governo. É uma bosta? É. Assim como tudo que o governo faz.

E as pessoas ainda querem mais governo?

"Como então poderia ser resolvida essa questão, preservando a desigualdade econômica mas que possam colocar todos em condições de consumo?"

Explicado no próprio artigo. Quanto maior a oferta de bens e serviços, menores serão os preços deles. Isso está acontecendo desde a década de 1970 nos países ricos. Os preços das coisas só caem. No Brasil isso também poderia acontecer,
mas o nosso governo não deixa.

Se a sua preocupação é com a pobreza absoluta, então você tem de defender medidas que aumentem a quantidade de bens e serviços oferecidos, de modo que os preços deles caiam a ponto de permitir que qualquer um tenha acesso a eles.
"será que o verdadeiro motivo de se combater a acumulação de riqueza (tirando a mera inveja) não seria pelo fato de conhecermos a velha cobiça e ganância que degenera o homem com excesso de poder?"

Deixe-me ver se entendi. Você está dizendo que para combater "a velha cobiça e ganância" temos de dar poderes a políticos e burocratas (que são os seres mais gananciosos e cobiçosos do planeta), os quais irão tomar o dinheiro dos outros e redistribuir este dinheiro entre si? É isso mesmo?

Faz muito sentido.

"O Estado Democrático não mínimo, para fazer frente ao poderio econômico, não seria o mal mínimo preventivo desta desconfiança da "singularidade" da acumulação dos recursos financeiro-econômicos?"

A empiria lhe refuta.

Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

Artigos para você sair desse auto-engano:

Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

Grandes empresas odeiam o livre mercado

Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado

E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

Monopólio e livre mercado - uma antítese

O mito do monopólio natural

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Yuri Morais  06/03/2012 06:54
    Esse artigo ainda ajuda a concluir que, se a burocracia e os impostos para os empregadores forem reduzidos ou extintos, mais empregadores entrarão na disputa pelos empregados o que irá inevitavelmente aumentar os salários... Alguém poderia me dizer se já fizeram alguma pesquisa pra saber se ser comunista/socialista/keynesiano advém de algum distúrbio mental que os impede de enxergar o óbvio?
  • Rovison  06/03/2012 19:21
    Yuri, leia este texto, apenas tendo o cuidado de trocar a palavra liberal ( esquerdista nos EUA)por socialista.
    forum.jogos.uol.com.br/Psiquiatra-renomado-afirma--Esquerdismo-e-desordem-mental_t_240003
  • Gustavo Sauer  06/03/2012 06:57
    Excelente o tema do artigo. Apesar do autor falar sobre salário, o mesmo raciocínio se aplica a qualquer outro preço.
    Estou conversando sobre esse assunto com alguns amigos. Estava explicando porque o preço do iphone no brasil é tão caro e um deles respondeu que isso é devido a "ganância dos empresários".

    É engraçado como essa "teoria da ganância" é bastante popular. Uma busca no google pelos termos "ganância preço empresário" resultará em incontáveis protestos de pessoas que acreditam que os empresários brasileiros possuem uma ganância fora do normal, que por sua vez explicaria os preços mais altos e até a inflação!


  • JC  06/03/2012 09:27
    É verdade, isso é extremamente recorrente.

    Sumarizando o artigo, o preço que você paga por qualquer coisa tende a ser o valor suficiente para tirar o bem escasso da mão do SEGUNDO comprador. O preço que te cobram é o valor suficiente para te prevenir de buscar outra alternativa melhor de um SEGUNDO fornecedor.

    Aí fica bem fácil de entender o caso do Ipod. Estas empresas precisam fazer investimentos locais para poder vender seus produtos.

    Mas com impostos de importação elevados, a segunda alternativa para o consumidor ainda é muito distante. Eles podem aumentar bastante as margens até ficar apenas um pouco abaixo do preço do produto importado.

    O custo de produção poderia ser ZERO. Ainda assim, o valor de venda deste produto seria um pouco menor que a segunda alternativa.

    Se os impostos de importação fossem menores, eles imediatamente reduziriam as margens, e demorariam mais tempo para recuperar estes investimentos. Se o retorno na produção local for muito baixo, prefeririam não abrir produção aqui, importar e pagar o imposto.
  • Caio  08/03/2012 04:38
    Isso é verdade, me lembro até hoje da primeira explicação que me deram para inflação: "é resultado da ganancia dos empresários, um quer ganhar um pouquinho mais e aumenta o preço, o outro vê o preço subindo e aumenta também, e assim vão aumentando" heheh
  • Filos  29/06/2014 20:37
    Sempre culpam os outros e nao a si mesmo
  • Antônio Mariz  06/03/2012 07:26
    O título está muito bom, pois provoca a leitura do público que precisa ser atingido. Mas o texto está longo demais, e meio técnico. Um leigo (maioria marxista simpatizante) abandonaria a leitura no quarto parágrafo, pois o exemplo do carro exige mais de 2 linhas de raciocínio. Imagine nossa disposição para ler um artigo sobre a "fetichização da mercadoria enquanto fator de dominação da classe trabalhadora". Temos de ser mais breves e simples se quisermos atingir pessoas além daquelas que já concordam com a teoria.
  • Leandro  06/03/2012 07:34
    Este é um dilema que nos aflige diariamente, prezado Mariz. Pois sempre, inevitavelmente, 100% das vezes que um texto é curto, ou o pessoal entende tudo errado, ou critica que está muito superficial ou sai encontrando um monte de lacuna que de fato não foi devidamente explorada no texto (justamente por ele ser curto).

    Confesso não ter a mínima ideia de como contornar isso de maneira a agradar a todos e continuar transmitindo a mensagem de maneira completa.
  • Antônio Mariz  06/03/2012 12:27
    Sou da opinião de que, em definindo um público específico, consegue-se melhor resultado. Qual o objetivo de um artigo publicado no site? Difundir a ideia, promover a discussão, incentivar o debate? Então é preciso ter uma visão mais mercadológica, e menos acadêmica, da coisa. É preciso descer o nível e usar estratégias para trazer leitores, da mesma forma como um excelente musicista aceita tocar para uma banda pop. Títulos provocativos, instigantes, vão nesse sentido. Textos "de qualidade" não.

    Precisamos entender que a atenção de um internauta é a coisa mais volátil que existe. Ele tem zilhões de outras abas para percorrer durante seu momento de folga. Por que ele vai se dispor a queimar 2 ou 3 neurônios para entender uma ideia que lhe é completamente estranha, de um povo que ele já naturalmente nutre um enorme preconceito? Não vai.

    Além do mais, é possível unir as duas coisas, basta dividir o conteúdo. Na página principal é preciso, creio, ter textos que busquem captar a atenção do internauta, que o provoquem, e principalmente que passem uma ideia de forma rápida, o mais simples possível. Daí, poderia haver um link para uma seção mais acadêmica, com conteúdo mais aprofundado, com um assunto mais técnico e pormenorizado.
  • Joao Hornburg  01/10/2012 10:24
    Também achei este texto em particular um pouco técnico demais (principalmente por causa de todos aqueles gráficos e variáveis).

    Eu vejo os textos do IMB como uma forma de aprofundamento intelectual para os "crédulos" e por isso acho que em geral o tamanho está bom.

    Mas sinto falta de conteúdo para usar como propaganda. Faltam uns memes, imagens com frases curtas e textos introdutórios ou desafiadores (curtos!). Coisas para postar no Facebook ou Twitter. Não sei se caberia ao IMB criar uma seção pra propaganda, ou se talvez fosse melhor criar um site a parte.
  • Filos  29/06/2014 20:43
    Achei o texto maçante, mas por outro lado ñ abre lacunas para que se entenda superficial o texto, o que frequentemente gera muitas contigencias entre o autor e o leitor. Parabens leandro
  • Pipe  06/03/2012 08:02
    O problema é que quem escreve sobre a "fetichização da mercadoria enquanto fator de dominação da classe trabalhadora" não precisa ter coerência, lógica, aliás, não precisa sequer ter base na realidade. Pode ser um professor universitário que há muito tempo perdeu contato com as ideias do mundo real.

    Esse desalinhamento entre o eixo das ideias e o eixo da realidade é característico dos marxistas. Há um bom motivo para isso: o objetivo do marxista não é conhecer a realidade, e sim transformá-la. É por isso que o marxismo é tão sedutor: fornece um atalho intelectual e ao mesmo tempo é mentalmente confortável. O marxista é quase sempre imune à argumentação justamente porque ele se imagina como um ente transformador. Tente argumentar com o marxista a respeito de qualquer coisa e você passará a ser considerado um conservador, um reaça, um neoliberal. Pouco importa a solidez de seus argumentos. Se você não quer transformar a sociedade como ele, você faz parte daqueles que defendem a elite dominante. Absolutamente tudo o que o marxista pensa reflete a ideologia da luta de classes. E é por isso que a maioria dos marxistas pouco ou nada lê a não ser o Manifesto Comunista e uns "intelectuais" como Marilena Chauí, Emir Sader, etc. Por que ele se preocuparia em verificar se suas ideias fazem sentido se o que ele quer é transformar a sociedade?

    (Se você acha que estou exagerando, pergunte a um marxista por que ele acha que o nazismo foi de direita se houve intensa estatização da economia no nazismo. Será uma boa diversão)
  • Rene  06/03/2012 09:04
    Eu concordo que este artigo é bastante complexo para ser entendido por uma pessoa leiga. Entretanto, não creio, de maneira nenhuma, que isso seja algo negativo. Muito pelo contrário. O Mises possui vários tipos de leitores. Alguns estão ainda começando a entender as coisas básicas. Outros já acompanham o site há algum tempo, tendo assim plenas condições de ler e entender este artigo. O fato do site postar tanto artigos voltados para os iniciantes como para pessoas com mais conhecimento só demonstra maturidade e seriedade por parte dos administradores.\r
    \r
    PS: Um marxista convicto geralmente é um preguiçoso intelectual que só é capaz de entender um texto escrito por outro marxista. Estes geralmente param no 4° parágrafo em qualquer texto do Mises, depois aparecem nos comentários, com argumentos estúpidos que geralmente foram refutados no próprio texto.
  • Gustavo Sauer.  07/03/2012 16:16
    Pepe, você tocou em um ponto que poderia ser um artigo: a visão marxista de "transformação" da sociedade. Por coincidência, hoje de manhã, conversei com um sindicalista que usou quase as mesmas palavras que usaste. Ele me explicou como o objetivo do socialista é "transformar a sociedade" para algo melhor. Nas palavras de Marx: "The philosophers have only interpreted the world, in various ways; the point is to change it."

  • Arabatzoglou  06/03/2012 08:53
    Eu entendo que o Instituto deva continuar a publicar textos e artigos de excelente qualidade. Aliás, foi este preciosismo na elaboração destes textos que me trouxe até aqui. Concordo que existem temas que possam ter uma abordagem mais simples, mas ao mesmo tempo acho que é melhor "pecar" pelo excesso do que pela falta. Aliás é justamente este excesso que permite o leitor entender o raciocínio e a lógica por trás do tema. Além disso, textos de alta qualidade técnica permitem debates altamente bons e muitas vezes de igual valor na parte de comentários. Portanto, até entendo seu ponto Antônio, mas não concordo. A pessoa que vem a este sítio é aquele que muitas vezes já procurou explicação de algo em diversos lugares mas que não se contentou com aquilo que encontrou. Daí a importância de manter a qualidade.
  • Arion Dias  06/03/2012 07:35
    O artigo é realmente muito bom, mas faltou uma abordagem que sempre acho interessante: o freqüente estímulo, principalmente aos mais pobres, de que tenham filhos. Uma geração maior de pessoas gera uma oferta maior de mão-de-obra no longo prazo (principalmente desqualificada), tudo o mais constante.\r
    \r
    Já que a oferta de conhecimento também depende do mercado (tanto de novas pessoas dispostas a ensinar quanto de meios de disseminação do conhecimento - escolas, novos livros, internet, etc) qualquer política de incentivo a reprodução não planejada (como realizada por diversas entidades religiosas)tem impacto direto na oferta de mão-de-obra (notadamente vindo de pessoas com menor poder aquisitivo e menor conhecimento).\r
    \r
    Feita essa observação, somente posso chegar a conclusão que uma melhora na condição de vida das pessoas que ofereçam trabalho como meio de trocas voluntárias somente ocorrerá no longo prazo de houver também desincentivo a reprodução indiscriminada: nada de escolas públicas, nada de hospitais públicos, nada de auxílio por número de filhos (aumentando o custo de cada criança para uma família).\r
    \r
    A diferença de ganhos dessas pessoas deveria ser feita pela caridade de cada sociedade (um município, micro-região ou até mesmo dentro de um estado federativo - Pensando na organização política do Brasil) e não por impostos que criam verdadeiros currais eleitorais ao pior estilo peronista de populismo.
  • Leandro  06/03/2012 07:46
    Viu só o problema, Arion? Você acha que faltou coisa no texto, já o Mariz ali em cima disse que o texto abordou coisas em excesso. Sempre será difícil especificar um equilíbrio.
  • Arion Dias  06/03/2012 08:13
    Não Leandro, desculpe-me mas tu não compreendeste.\r
    \r
    O que eu quis dizer é que o tema: quantidade de filho X perpetuação de aristocracia política está intimamente ligado e que talvez fosse um tópico para outro artigo.\r
    \r
    Para o que se propõe o texto é excelente, explica muito bem a falácia marxista de que se não fossem os governos e as organizações trabalhistas os salários seriam miseráveis.\r
    \r
    PS: eu perguntei esses dias mas ninguém me respondeu, vai haver algum evento do Mises no Fórum da Liberdade? Estou programando minhas férias para assistir o fórum caso haja algum evendo.
  • Fernando Chiocca  06/03/2012 11:23
    Arion, o nosso grande evento desse ano será em São Paulo: www.conferencia-ea.com.br/

    Acho que vamos ter um stand no Fórum de Porto Alegre.
  • Alan Denadary  06/03/2012 13:50
    Não concordo Arion que deve ser incentivado à reprodução não planejada. A gravidez não planejada geralmente é fruto de irresponsabilidade, reflexo da decadência dos padrões morais, que é necessário para um ambiente propício ao livre comércio. A decisão de ter filhos deve ser tomada conscientemente para evitar que os erros impliquem na vida de um ser inocente.

    A situação ainda é pior quando se tem com foco as camadas sociais mais pobres: justamente aquelas que têm condições menos favoráveis de se sustentar. Afinal de contas, como alguém que tem condições mínimas de se manter poderá sustentar outra(s) pessoa(s)?

    O que deve ser incentivado a esse tipo de família são maneiras econômicas de providência e autossuficiência a fim de que tais famílias possam ter poupança e renda necessária para manter todos os custos de uma descendência.


  • Andre Cavalcante  06/03/2012 14:50
    Alan,

    Não sei se por falta da pontuação, mas não entendi essa sua frase:

    "Não concordo Arion que deve ser incentivado à reprodução não planejada. "

    Você, afinal, concorda com Arion que deve ser incentivada a reprodução planejada ou não?

    A propósito, particularmente discordo de qualquer tipo de "incentivo" que venha do governo, seja para ter ou não ter filhos. Para mim, isso é uma decisão pessoal (do casal). O máximo que a sociedade deve fazer é informar os melhores métodos para se evitar os filhos, caso o casal assim deseje, e informar os melhores métodos conceptivos, caso o casal queira ter filhos.

    Para mim não há nada de errado em pobre ter filhos. Pode mesmo ser a sua salvação! O que é errado é a criação torta que, muitas vezes, se verifica na sociedade moderna.

    Abraços
  • Arion Dias  06/03/2012 18:52
    Não sei se ficou claro mas eu disse que os incentivos para os pobres terem filhos são dados hoje - escola publica, saude publica, programas assistenciais por números de filhos - e que caso isso não fosse feito hoje os pobres teriam muito menos filhos, diminuindo a oferta de mão-de-obra e melhorando as condições de vidas dessas camadas desfavorecidas.
  • Diogo Siqueira  06/03/2012 22:51
    Talvez este trecho do texto reduza esta sua aflição, Aron:

    A mão-de-obra, nunca é demais recordar, é um bem escasso. É o bem mais fundamentalmente útil e escasso do sistema econômico: praticamente qualquer outro bem que seja útil é produto da mão-de-obra e possui oferta limitada unicamente em decorrência de nossa falta de capacidade ou de vontade de despender mais mão-de-obra para produzir uma maior quantidade deste bem. (grifo meu)

    Portanto, pode dormir tranquilo. Não há porque perder o seu tempo elaborando esquemas de engenharia social ou controle de natalidade, mesmo que exclusivamente privados. Ou até mesmo dando azo a cabelos brancos escarnecendo religiões. É uma falácia a afirmação de que um pretenso "excesso de pessoas mundo causa miséria".
  • Marc...  07/03/2012 09:14
    A conclusão do artigo também destrói essa falácia, já que maior mão-de-obra = menores salários nominais:

    Por fim, vale lembrar que uma redução nos salários até o ponto de pleno emprego não implica uma queda no padrão de vida do trabalhador médio. Isto é, uma redução nos salários não implica nenhuma redução nos bens e serviços que ele pode realmente comprar com seu salário — o que seria uma redução em seu chamado salário real —, pois a eliminação do desemprego criada pela queda nos salários traria não apenas um maior volume de produção, como também uma redução nos custos de produção. E ambos estes fenômenos significam preços mais baixos para os bens de consumo. Com efeito, é muito provável que os salários reais na realidade aumentassem com a eliminação do desemprego, mesmo já no curto prazo, pois não apenas os preços cairiam o mesmo tanto, ou até mais, que os salários, como também o fardo de se fornecer auxílios aos desempregados seria eliminado, tendo como resultado o fato de que os salários líquidos cairiam menos do que os salários brutos e menos do que os preços.

    Quando estes fatos são considerados, torna-se claro que, sempre que as condições de mercado requererem uma redução nos salários, tal redução levará a um aumento do padrão de vida do trabalhador médio, afastando-o do nível de subsistência, e não a uma redução em direção à subsistência.



    Ademais, não apóie a NOM amigo Arion:

    overpopulationisamyth.com

    www.prisonplanet.com/obama-science-advisor-called-for-planetary-regime-to-enforce-totalitarian-population-control-measures.html
  • Alan Denadary  07/03/2012 08:51
    Caramba, misturei alhos com bugalhos. Agora reli e concordei com tudo o que disse Arion!

    Pensei que o erro que apontou no texto era justamente a falta de incentivo a reprodução não planejada a fim de atentar a decorrente oferta mão de obra.

    No terceiro parágrafo, em "desincentivo", eu acabei lendo incentivo, o que na hora me deixou um pouco confuso.

    Bem, feito os devidos esclarecimentos, ignorem o meu comentário.

  • Marc...  07/03/2012 10:19
    Pô Alan, só deveríamos ignorar seus comentários se você apoiar qualquer tipo de controle, você não entendeu o artigo nem as explicações nos comentários, principalmente do Diogo Siqueira.

    É uma falácia a afirmação de que um pretenso "excesso de pessoas no mundo" causa miséria.

    Isso que o Arion disse está errado:
    os pobres teriam muito menos filhos, diminuindo a oferta de mão-de-obra e melhorando as condições de vidas dessas camadas desfavorecidas.

    Lembre-se:
    "A mão-de-obra, nunca é demais recordar, é um bem escasso."
    "Isto é, uma redução nos salários não implica nenhuma redução nos bens e serviços que ele pode realmente comprar com seu salário."
    "Sempre que as condições de mercado requererem uma redução nos salários, tal redução levará a um aumento do padrão de vida do trabalhador médio."

  • Arion Dias  07/03/2012 14:38
    Alan, é isso mesmo. Marc, tu entendeu errado.

    O que eu disse foi: atualmente, com os governos socializando tudo, quem está no poder (poder no sentido de fazer lei e mandar no outros) cobra impostos e depois aloca os recursos (não antes sem um pequeno desvio), "gratuitamente", onde as pessoas teriam que despender elas mesmas; nas áreas em que são feitos gastos infantis.

    Então, em um mundo mais livre, não haveria incentivo para se ter filhos como existe atualmente pois cada um iria ter que pagar cada um dos gastos do seus filhos que, atualmente, são pagos por outros.

    Não fiz qualquer juízo de valor quanto a população atual ou ideal do planeta.

    Não bolei um esquema de engenharia social, apenas constatei que isso existe HOJE e que caso essa engenharia fosse removida seria provavel que a oferta da mão-de-obra - principalmente dos mais pobres - diminuísse, aumentando, assim, a renda dessa parte da população.
  • Gustavo Sauer  06/03/2012 08:57
    A última edição da Veja tenta explicar porque o Iphone (entre outras coisas) são tão caras no brasil. Como já havia mencionado acima, a teoria que explica isso seriam duas:
    -a ganância do empresário brasileiro
    -a estupidez do consumidor brasileiro

    É tragicômico ver o nível de conhecimento econômico que predomina na população dita mais esclarecida.

    Vejam essa matéria que tenta explicar o preço do iphone usando as duas premissas que citei: www.gizmodo.com.br/conteudo/por-que-ninguem-consegue-responder-esta-pergunta/

    E leiam o comentário que selecionei (comentário que recebeu a maior quantidade de aprovados pelos leitores do site):
    "A resposta é clara: cobram o quanto querem pois sabem que vao comprar. Igualzinho ao setor automotivo..."

    Ou seja, a maioria das pessoas adota a premissa 2 na determinação dos preços: a estupidez do consumidor brasileiro.

    Há algum artigo no Mises que trata especificamente sobre essa falácia? Obrigado e abraços
  • JC  06/03/2012 10:32
    "um número cada vez maior de pessoas não compra mais gadgets pelo preço "oficial" do Brasil. Acreditamos que os 1.650 dólares cobrados no Brasil pelo iPhone 4S, que estampa a capa da Veja, é só para quem tem dinheiro sobrando, ou não conhece outros meios de comprá-lo"

    Creio que este trecho da reportagem possa ser interpretado de duas maneiras:

    Uma maneira de interpretar isto é que 'eu sou esperto, e os consumidores que pagam é porque são burros ou tem dinheiro sobrando'. É uma simplificação grosseira do que acontece.

    Outra maneira é de acordo com a teoria econômica, como explicado neste artigo. Quem não conhece outras maneiras de obter este bem - o que pode acontecer de várias formas - se puder, tende a aceitar a oferta OFICIAL.

    Então, realmente, quanto mais informação e menos dinheiro mais 'gananciosa' será a compra do consumidor. Quanto menos informação e mais dinheiro ele tiver, menos 'ganancioso' ele será com o vendedor, que terá uma margem maior.

    Mas lembremos que não é um comportamento típico de um consumidor em uma economia normal encontrar 'jeitinhos' ou falar com conhecidos no exterior na hora de quotar um produto, tendo como única opção comprar em um 'DealExtreme' e lidar com toda a burocracia. Isto é típico de mercados protegidos.

    O governo brasileiro cerca o consumidor de todas as maneiras possíveis, como dá para ver também na reportagem. O consumidor aqui não é mais burro ou mais endinherado do que os de muitos outros países que tem mercados bem mais competitivos. Sabemos bem qual é a razão pela qual o mercado aqui não é competitivo.

    A razão pela qual algumas pessoas não aceitam esse argumento é que é bastante cultural, com o estado sendo sempre colocado fora da possibilidade da crítica.

    Também posso fazer uma simplificação grosseira e dizer que esses é que são os burros, porque celebram medidas que supostamente são 'boas para o país' que prejudicam milhões de pessoas, inclusive eles mesmos, porque seria muito mais simples encomendar um produto ou entrar em uma loja e ter uma transação normal.
  • Getulio Malveira  06/03/2012 09:42
    Muito bom o artigo. Como o Gustavo disse acima, o raciocínio se aplica a qualquer preço. Só acho que uma referência a Menger faria jus a genialidade de quem estabeleceu com bastante clareza estabeleceu o princípio subjascente à argumentação. Não entendo por que Menger é tão pouco citado mesmo entre os austríacos.
  • mcmoraes  06/03/2012 09:52
    O Menger recebeu uma bela seção (ou seria um capítulo? não lembro...) no Last Knight of Liberalism.
  • Getulio Malveira  06/03/2012 19:06
    Ainda quero ler esse livro, mcmoares. Mas me refiro ao fato de que as teses dos Princípios de Economia Política serem pouco referidas diretamente. Em todo caso é só uma observação movida por certo entusiasmo ao terminar de ler os Princípios. Pra ser sincero superou mesmo a admiração que tive ao ler o Ação Humana.
  • Gabriel Oliva  06/03/2012 10:32
    Essa ideia de que os empregadores podem pagar o quanto quiserem para os trabalhadores porque eles precisam de salário pra sobreviver é uma das maiores bobagens disseminadas hoje em dia.

    Eu preciso comer. Se não o fizer, eu morro. Então isso quer dizer que o McDonald's pode cobrar o quanto quiser de mim pelo Big Mac? Se esse socialista for consistente, terá que dizer que sim. Mas aí ele precisa explicar porque no mundo real eu consigo comprar um Big Mac por cerca de 10 reais, e não ao custo de toda minha renda do período.
  • Rhyan  06/03/2012 12:45
    E inversamente, com o salário mínimo, você tem o desemprego, excassez de empregos.
  • Rhyan  06/03/2012 14:16
    "Excassez" doeu os olhos...
  • anônimo  06/03/2012 16:14
    O problema brasileiro esta na relação do preço de mercado dos bens e serviços em relação ao salário médio do trabalhador brasileiro, os valores cobrados pelo setor de Saúde, Habitação, Ensino, Laser, e outros não condizem com a realidade salarial.

    Por que utilizam a engenharia financeira em favor dos empresários, esquecem do salário e da renda. Utilizam o sistema (Keynes) de especulação, onde a taxa de juros é cuidadosamente elaborada para desvalorização da renda ou salário e valorização do lucro, o detentor do capital sempre obtém toda vantagem em relação ao trabalho.

    Acredito que numa democracia a engenharia financeira deva ser utilizada em favor do povo e suas necessidades. É necessário repensar os fatores de produção, economia, política e tudo.

    Veja como exemplo o preço de um terreno, casa ou apartamento em relação do salário de um trabalhador médio brasileiro, um absurdo.

    A cidade de São tem 6 milhões de favelados e pessoas que vivem em cortiços, mais da metade da população é Migrantes. A Maior Favela e Cortiço do Brasil..

    Invadiram as áreas de mananciais, barrancos, precipícios e usaram políticos de esquerda para regulamentar suas Terras junto à Prefeitura Corrupta.
    O preço do imóvel no Brasil é algo místico, irreal, não condiz com a realidade nacional.

    O metro quadrado construído passa do R$ 1200 e alcança em determinadas cidades R$ 7 até R$ 10 mil.

    Algo de pai para filho, algo entre família, nada democrático, nada para o povo, uma forma de manter o Status.

    Um trabalhador brasileiro demorará vinte e cinco anos para pagar o seu imóvel, uma vida só não basta.

    Imagine um mortal comum economizando R$ 10 000 por ano, para conseguir comprar um "dois quartos" em São Paulo ficará vinte e cinco anos ou uma vida.

    Quando o correto seria economizar por seis anos a quantia anterior, existe uma diferença de 25/6 = 4 vezes o tempo e o valor necessário (especulação)
    O banco ganha no financiamento superfaturado 550% ao Mês.

    Não adianta ser a sexta economia mundial, se não temos o mesmo poder aquisitivo dos países ricos, de nada vale.

    Um outro exemplo: um mesmo carro é fabricado no Brasil e nos Estados Unidos, o valor do carro brasileiro é duas ou três vezes mais caro que o americano, porém, o trabalhador americano ganha duas ou três vezes mais que o brasileiro.

    Alguma coisa está errada, que vai ajustar?


  • Leandro  06/03/2012 16:23
    "os valores cobrados pelo setor de Saúde, Habitação, Ensino, Lazer, e outros não condizem com a realidade salarial"

    Todos estes setores, sem exceção, fortemente regulados e controlados pelo estado. É claro que seus preços só podem ir pra cima -- ao contrário do setor tecnológico, que ainda é relativamente pouco regulado e, exatamente por isso, seus preços só fazem cair em termos reais.
  • anônimo  06/03/2012 22:35
    Impecável o uso das iniciais maiúsculas no primeiro parágrafo! Características indeléveis do comentário de um socialista/comunista.

    Algum dia escreverão um manual intitulado: "Como identificar os comentários de um socialista no primeiro parágrafo - Poupe o seu tempo em listas de comentários e fóruns na Internet."
  • anônimo  06/03/2012 22:36
    O comentário deste sujeito é o exemplo prático do que disse o Pipe, acima.
  • Thyago  06/03/2012 19:57
    Quando eu for professor, usarei esse texto de referência.

    Quero ser professor de introdução a economia, e toda aula deixar um texto com a galera denominado:

    * acabando com falácias econômicas - essa é de viés marxista, obviamente.
  • Julio  07/03/2012 04:53
    Mas em situações de alto desemprego como fica a situação do trabalhador num mercado de trabalho livre?
  • Gustavo Sauer  07/03/2012 05:12
    Preezado, Júlio, o desemprego é uma anomalia causada pela intervenção do governo na economia.
    Sobre o assunto: mises.org.br/Article.aspx?id=1050
  • Leandro  07/03/2012 05:14
    O que gera o alto desemprego? Não seria ele gerado por uma precificação excessiva (determinada pelo estado) da mão-de-obra?

    Se a economia está em recessão, isto significa que houve uma destruição do capital da economia no período anterior, o período da expansão (é essa destruição que gera a recessão). Logo, em uma economia com menos capital, o correto seria reduzir o preço da mão-de-obra e não aumentá-lo (que foi o que fizeram os EUA durante a Grande Depressão, que durou 15 anos).

    Se você quiser acabar com o alto desemprego, reduza o preço da mão-de-obra. Afinal, vivemos em um mundo de escassez; não vivemos na abundância. As coisas não existem fartamente à nossa disposição. Todas elas precisam ser trabalhadas. Isso significa que sempre haverá, em todo e qualquer lugar, algum trabalho a ser feito. E a demanda por mão-de-obra sempre será maior do que a oferta por mão-de-obra. A mão-de-obra é um dos bens mais escassos que existe. Logo, não há motivos para ela ficar desempregada. Seu desemprego só pode ser causado pela imposição de um custo excessivo e artificial sobre ela (salário mínimo, sindicatos, legislação trabalhista).

    Quando economistas livre-mercadistas afirmam que num livre mercado genuíno não haveria desemprego, eles estão se baseando justamente no fato de que vivemos em um mundo de escassez onde sempre há algum trabalho a ser feito.

    Logo, sua pergunta é incoerente: em um mercado de trabalho genuinamente livre, não haveria como haver desemprego.
  • Julio  07/03/2012 17:17
    Se num mercado de trabalho livre todos encontram emprego, pq nos EUA o desemprego está alto há tanto tempo, sendo que lá o mercado de trabalho apresenta pouca restrição?
  • Leandro  07/03/2012 17:37
    Pouca restrição?! Como assim "pouca restrição"? De que década você está falando? Já leu a respeito do Obamacare e de todo o fardo que ele representará para as empresas e empregadores em geral? Caso seja aprovado na íntegra, haverá um maciço aumento no payroll tax (tributos sobre a folha de pagamento), o que encarecerá absurdamente a mão-de-obra. Como investir e contratar gente se você não sabe nem como serão os tributos sobre sua mão-de-obra daqui a um ano? O empreendedor nem sabe quantas pessoas poderá contratar em seus empreendimentos, pois tornou-se impossível fazer previsão de custos.

    Além disso, há também a promessa de que os cortes de impostos feitos por Bush não serão prorrogados -- o que significa aumento de impostos.

    Aí, por outro lado, vêm os republicanos e prometem inúmeras mudanças no código tributário. Uns falam em flat tax de 15%, outro fala em duas alíquotas de 15 e 28%, outro fala em deixar tudo como está (e outro, que já saiu da disputa, queria criar um National Sales Tax de 9% -- enfim, uma doideira.)

    E tem também os gastos do governo. Ninguém sabe se aumentarão, ficarão na mesma ou diminuirão.

    E há a questão da previdência, cuja reforma cada hora vai prum lado.

    Eu realmente não ia querer ser empreendedor americano numa hora dessas. Tampouco iria querer me arriscar contratando gente em um cenário assim. Comparado a tudo isso, ter uma diarista no Brasil acaba sendo uma liberdade invejável.
  • Tioalb  27/06/2013 14:02
    Pessoal,

    Perdoem minha ignorância, mas não consegui entender o parágrafo final do artigo nem a explicação acima (sobre o status atual dos EUA).Se
    "Quando estes fatos são considerados, torna-se claro que, sempre que as condições de mercado requererem uma redução nos salários, tal redução levará a um aumento do padrão de vida do trabalhador médio, afastando-o do nível de subsistência, e não a uma redução em direção à subsistência.",
    como explicar a Espanha, ou Grécia, ou Irlanda? Foi feita uma imensa caca por lá, mas pelo argumento, era para estar um pouco melhor, e não com o nível astronômico de desemprego e baixo padrão de vida... ou não? Tem alguma premissa que não está sendo seguida e por isso o argumento não se reflete por lá?
    Btw, tem algum artigo que já explicou essa parte em algum lugar da biblioteca? Procurei no site mas não encontrei...
    Parabéns pelo site, imenso lugar de reflexões.
  • Leandro  27/06/2013 14:11
    Há sim um artigo inteiro sobre isso. Estes países da Europa estão vivenciando uma deflação monetária. Esta deflação monetária é consequência inevitável de um sistema bancário que fez empréstimos ruins, levou prejuízos e agora está tendo de contrair o crédito para se reestruturar.

    Sendo assim, Grécia, Espanha, Portugal e Irlanda deveriam estar vivenciando deflação de preços. E é justamente pelo fato de isso não estar acontecendo -- porque sindicatos não aceitam reduções salariais, e consequentemente empreendedores não reduzem seus preços --, que o desemprego está alto.

    Este é o real problema da Grécia: a economia está em deflação monetária e os sindicatos não aceitam reajustes salariais para baixo. Ora, se uma economia está vivenciando uma deflação monetária, então você tem de reduzir preços e salários. Se isso não acontece, então o resultado inevitável é o desemprego. Não tem segredo. Tanto na Grécia quanto na Espanha e em Portugal, os sindicatos fecharam os mercados para si próprios, e quem está de fora não mais consegue entrar no mercado de trabalho. Uma tragédia. Se essa espiral deflação monetária/sindicatos rígidos não for resolvida, não há a mínima chance de solução para o desemprego. Colocar o governo para gastar um dinheiro que ele não tem não irá de modo algum sequer remediar esta situação.

    Se há deflação monetária, então preços e salários têm de cair. Se eles não caem, então o volume de gastos será reduzido (menos dinheiro na economia e preços mais altos geram redução de gastos). A consequência inevitável é o aumento do desemprego.

    Enquanto este desequilíbrio persistir, não haverá solução.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1514
  • Ricardo De Lucia Leite  07/03/2012 08:59
    Caro amigos,

    Com relação ao início dos comentários e complexidade dos artigos, tudo depende do objetivo do Mises. Cada público requer uma comunicação específica. Imagino que a missão do Mises seja difundir as ideias da EA e criar uma base sólida de consulta. Já conquistar mentes e corações da massa, imagino que seja missão do Liber. Um padre nunca iria conquistar seguidores com um discurso técnico, ele tem que falar na linguagem que seus ouvintes entendam. Temos diversas formas de atingir as pessoas de menor escolaridade, com imagens, vídeos e histórias principalmente.

    Agora, se quisermos realmente fazer frente aos governos, a iniciativa privada precisa oferecer caridade à população, pois o Ser Humano tem medo à sua própria liberdade. Se eu não tenho competência para atingir meus objetivos e satisfazer minhas necessidades mais básicas, tenho que culpar algo, alguém ou então cometer suicídio. E foi exatamente isso que os políticas perceberam a muito tempo atrás. De esmola aos pobres e garanta apoio enquanto ela durar.

    Na minha opinião, temos que atingir as pessoas de dentro das empresas para fora e a primeira coisa a fazer é ter apoio dos empresários para que abram as suas portas às nossas ideias.

    "Nada é, pois, imutável, a não ser os direitos inerentes e inalienáveis do homem"
  • Lucas  07/03/2012 12:18
    Acho absolutamente fascinante e inútil nossas queridas discussões aqui. Deveríamos ser pragmáticos! De nada adianta usar o cérebro numa queda-de-braço, o libertarianismo deveria fundar um partido político qq e se juntar a CORJA o mais rápido possível para oferecer, ao menos, uma alternativa "menos pior".
  • Paulo Sergio  07/03/2012 13:06
    Tem o Liber mas sinceramente,quantos votos vc acha que vai ter qualquer partido que falar em acabar com a bolsa esmola?
  • Ricardo De Lucia Leite  07/03/2012 13:44
    As pessoas querem emprego e não esmola!!!
  • Lucas  07/03/2012 14:31
    Algumas pessoas né... mas e qual vendedor começa mostrando pro potencial cliente justamente o que ele não quer ouvir?
    Nem lembrei do Liber, ouvi falar só (provavelmente aqui). Já existe então? De qualquer maneira a propaganda não seria "vamos acabar com bolsa-esmola" e sim algo mais para "vamos diminuir o inchaço do estado".
  • Ricardo De Lucia Leite  07/03/2012 16:44
    Lucas,

    O Liber precisa coletar 500 mil assinaturas para registrar o partido junto ao TSE e disputar eleições.

    Você também pode ajudar de forma pragmática, assim como qualquer um que ache que não há uma forma e se sinta um ser insignificante perto da potência do governo.

    Acesse o site > www.pliber.org.br

    Filie-se > www.pliber.org.br/Usuario/Filiacao

    E vamos mudar nossos destinos > www.pliber.org.br/Liber/Liber500

    "VAMOS SER LIVRES"

    Já ouviu falar da frase: "Duas pernas bom, quatro pernas ruim"?

    Que tal: "Liberdade bom, impostos ruim"?

    Ou ainda: "Liberdade bom, corrupção ruim"?

    Não faltam opções...

    Abraços!
  • Paulo Sergio  08/03/2012 02:42
    Propaganda ou não, os eleitores vão saber disso mais cedo ou mais tarde.Até porque os partidos concorrentes vão adorar bater nessa tecla.
  • egoismo dos empregadores?  07/03/2012 21:29
    Marx nunca disse que o "egoísmo" dos empregadores faz com que os empregadores, prefiram pagar menos a pagar mais. O que ele (Marx) disse é que o empregadores está submetido à lei que impõe:

    "Ora, qual é a lei geral que determina a queda e a subida do salário e do lucro na sua relação recíproca?

    Estão na razão inversa um do outro. A quota-parte do capital, o lucro, sobe na mesma proporção em que a quota-parte do trabalho, a jorna, desce, e inversamente. O lucro sobe na medida em que o salário desce, e desce na medida em que o salário sobe.

    Objectar-se-á, talvez, que o capitalista pode ganhar pela troca vantajosa dos seus produtos com outros capitalistas, pela subida da procura da sua mercadoria, seja em consequência da abertura de novos mercados, seja em consequência de necessidades momentaneamente aumentadas nos velhos mercados, etc.; que o lucro do capitalista pode, portanto, aumentar por meio do prejuízo causado a terceiros capitalistas, independentemente da subida e descida do salário, do valor de troca da força de trabalho; ou que o lucro do capitalista podia também subir graças ao aperfeiçoamento dos instrumentos de trabalho, da nova aplicação de forças da natureza, etc.

    Em primeiro lugar, terá de se admitir que o resultado permanece o mesmo, ainda que tenha sido provocado pela via inversa. O lucro não subiu, de facto, porque o salário desceu, mas o salário desceu porque o lucro subiu. O capitalista adquiriu, com a mesma soma de trabalho alheio, uma soma maior de valores de troca sem ter por isso pago mais o trabalho; ou seja, portanto, o trabalho é pago mais baixo em relação com a receita líquida que rendeu ao capitalista.

    Além disso, lembremos que, apesar das flutuações dos preços das mercadorias, o preço médio de cada mercadoria, a relação em que se troca por outras mercadorias é determinado pelos seus custos de produção. No seio da classe dos capitalistas, as vantagens conseguidas por uns à custa de outros equilibram-se, por isso, necessariamente. O aperfeiçoamento da maquinaria, a nova aplicação de forças da natureza ao serviço da produção capacitam, num dado tempo de trabalho, a criar com a mesma soma de trabalho e capital uma massa maior de produtos, mas de modo nenhum uma massa maior de valores de troca. Se, pela aplicação da máquina de fiar, posso fornecer numa hora o dobro do fio que fornecia antes da sua invenção, por exemplo, cinquenta quilos em vez de vinte e cinco, eu não recebo a longo prazo, por estes cinquenta quilos mais mercadorias em troca do que antes por vinte e cinco, porque os custos de produção desceram para metade ou porque eu, com os mesmos custos, posso fornecer o dobro do produto.

    Finalmente, seja qual for a proporção em que a classe dos capitalistas, a burguesia, seja dum país seja de todo o mercado mundial, reparte entre si a receita líquida da produção, a soma total desta receita líquida é sempre apenas a soma com que o trabalho acumulado, no seu todo, foi aumentado pelo trabalho directo. Esta soma global cresce, portanto, na proporção em que o trabalho aumenta o capital, ou seja, na proporção em que o lucro sobe contra o salário.

    Vemos, portanto, que mesmo quando ficamos no seio da relação de capital e trabalho assalariado, os interesses do capital e os interesses do trabalho assalariado estão directamente contrapostos.

    Um rápido aumento do capital é igual a um rápido aumento do lucro. O lucro só pode aumentar rapidamente se o preço do trabalho, se o salário relativo diminuir com a mesma rapidez. O salário relativo pode descer, embora o salário real suba simultaneamente com o salário nominal, com o valor em dinheiro do trabalho, desde que, porém, não suba na mesma proporção que o lucro. Se, por exemplo, o salário subir 5% num bom período de negócios, e o lucro, pelo contrário, subir 30%, então o salário comparativo, o salário relativo não aumentou, mas diminuiu.

    Se aumenta, portanto, a receita do operário com o rápido crescimento do capital, a verdade é que ao mesmo tempo aumenta o abismo social que afasta o operário do capitalista, aumenta ao mesmo tempo o poder do capital sobre o trabalho, a dependência do trabalho relativamente ao capital.

    O operário tem interesse no rápido crescimento do capital — significa apenas: quanto mais depressa o operário aumentar a riqueza alheia tanto mais gordos serão os bocados que caem para ele, tanto mais operários podem ser empregados e chamados à vida, tanto mais pode ser aumentada a massa dos escravos dependentes do capital.

    Vimos, portanto, que:

    Mesmo a situação mais favorável para a classe operária, o crescimento mais rápido possível do capital, por muito que melhore a vida material do operário, não suprime a oposição entre os seus interesses e os interesses burgueses, os interesses do capitalista. Lucro e salário ficam, tal como antes, na razão inversa um do outro.

    Está o capital a crescer rapidamente, então o salário pode subir; incomparavelmente mais depressa sobe o lucro do capital. A situação material do operário melhorou, mas à custa da sua situação social. O abismo social que o separa do capitalista alargou-se.

    Por fim:

    A condição mais favorável para o trabalho assalariado é o crescimento mais rápido possível do capital produtivo — significa apenas: quanto mais depressa a classe operária aumentar e ampliar o poder que lhe é hostil, a riqueza alheia que lhe dá ordens, em tanto mais favoráveis condições lhe é permitido trabalhar de novo para o aumento da riqueza burguesa, para a ampliação do poder do capital, contente por forjar para si própria as cadeias douradas com que a burguesia a arrasta atrás de si.

    Crescimento do capital produtivo e subida do salário — estarão tão inseparavelmente ligados como afirmam os economistas burgueses? Não podemos acreditar na sua palavra. Não podemos acreditar que, segundo eles próprios dizem, quanto mais gordo o capital, melhor cevado será o seu escravo. A burguesia é lúcida de mais, calcula bem de mais, para partilhar os preconceitos do feudal que ostenta o brilho dos seus servos. As condições de existência da burguesia obrigam-na a calcular.

    Teremos, por conseguinte, de investigar mais de perto:

    Como age o crescimento do capital produtivo sobre o salário?

    Se o capital produtivo da sociedade burguesa cresce no seu todo, então ocorre uma acumulação mais ampla de trabalho. Os capitais aumentam em número e volume. O aumento dos capitais aumenta a concorrência entre os capitalistas. O volume crescente dos capitais fornece os meios para levar para o campo de batalha industrial exércitos mais poderosos de operários com ferramentas de guerra mais gigantescas.

    Um capitalista só pode pôr outro em debandada e conquistar-lhe o capital vendendo mais barato. Para poder vender mais barato sem se arruinar tem de produzir mais barato, isto é, aumentar tanto quanto possível a força de produção do trabalho. Mas a força de produção do trabalho é sobretudo aumentada por meio duma maior divisão do trabalho, por meio duma introdução generalizada e dum aperfeiçoamento constante da maquinaria. Quanto maior é o exército de operários entre os quais o trabalho se divide, quanto mais gigantesca a escala em que se introduz a maquinaria, tanto mais diminuem proporcionalmente os custos de produção, tanto mais frutuoso se torna o trabalho. Nasce daqui uma competição generalizada entre os capitalistas para aumentarem a divisão do trabalho e a maquinaria e as explorarem à maior escala possível.

    Ora, se um capitalista achou, graças à maior divisão do trabalho, graças à aplicação e aperfeiçoamento de novas máquinas, graças à exploração mais vantajosa e maciça das forças da natureza, o meio para criar, com a mesma soma de trabalho ou de trabalho acumulado, uma soma maior de produtos, de mercadorias, do que os seus concorrentes; se ele puder, por exemplo, produzir uma vara de pano no mesmo tempo de trabalho em que os seus concorrentes tecem meia vara de pano — como irá operar este capitalista?

    Ele poderia continuar a vender meia vara de pano ao preço até aí vigente no mercado; isto, contudo, não seria um meio para pôr em debandada os seus adversários e aumentar as suas próprias vendas. Mas na mesma medida em que a sua produção se expandiu, expandiu-se para ele a necessidade das vendas. Os meios de produção mais poderosos e caros que pôs em acção capacitam-no de facto para vender mais barata a sua mercadoria, mas ao mesmo tempo obrigam-no a vender mais mercadorias, a conquistar para as suas mercadorias um mercado muito maior; o nosso capitalista venderá, portanto, a sua meia vara de pano mais barata do que os seus concorrentes.

    O capitalista, porém, não vai vender a vara inteira ao preço a que os seus concorrentes vendem a meia vara, embora a produção da vara inteira não lhe custe mais do que aos outros a de meia vara. Se o fizesse, não ganharia nada extra, pois recuperaria apenas na troca os custos de produção. A sua receita eventualmente maior proviria do facto de ter posto em movimento um capital mais elevado, mas não do facto de ter valorizado o seu capital mais do que os outros. Além disso, ele atinge o objectivo que quer atingir se fixar o preço da sua mercadoria alguns por cento abaixo do dos seus concorrentes. Põe-nos em debandada, rouba-lhes pelo menos uma parte do mercado, vendendo mais barato. E nós, por fim, recordamos que o preço corrente está sempre acima ou abaixo dos custos de produção, consoante a venda duma mercadoria coincide com a temporada favorável ou desfavorável da indústria. Consoante o preço de mercado da vara de pano está abaixo ou acima dos seus custos de produção até aí usuais, variarão as percentagens a que o capitalista que empregou meios de produção novos e mais frutuosos vende acima dos seus custos de produção reais.

    Contudo o privilégio do nosso capitalista não é de longa duração; outros capitalistas concorrentes introduzem as mesmas máquinas, a mesma divisão do trabalho, introduzem-nas à mesma escala ou a uma escala superior, e esta introdução torna-se tão generalizada até que o preço do pano é feito descer não só abaixo dos seus velhos custos de produção, mas abaixo dos novos.
    Os capitalistas encontram-se, portanto, na mesma situação entre si em que se encontravam antes da introdução dos novos meios de produção, e se com estes meios podem fornecer o dobro do produto ao mesmo preço, agora são obrigados a fornecer o dobro do produto abaixo do preço velho. Ao nível destes novos custos de produção começa outra vez o mesmo jogo. Mais divisão do trabalho, mais maquinaria, maior escala a que divisão do trabalho e maquinaria são exploradas. E a concorrência traz de novo contra este resultado o mesmo efeito contrário.

    Vemos como o modo de produção, os meios de produção, são assim continuamente transformados, revolucionados, como a divisão do trabalho traz necessariamente consigo uma maior divisão do trabalho, a aplicação de maquinaria uma maior aplicação de maquinaria, o trabalhar em grande escala um trabalhar em maior escala.

    É esta a lei que faz a produção burguesa sair constantemente dos seus velhos carris e obriga o capital a intensificar as forças de produção do trabalho porque as intensificou, a lei que nenhum descanso lhe concede e permanentemente lhe sussurra:

    Em frente! Em frente!

    Não é esta lei senão a lei que, dentro dos limites das flutuações das épocas do comércio, necessariamente equilibra o preço duma mercadoria com os seus custos de produção."

    www.marxists.org/portugues/marx/1849/04/05.htm

    Tem outro trecho, este é em inglês:

    "Labour must be sufficiently productive for the worker not to require all his time to keep himself alive. But from this point the distinction comes into force. Incidentally, if originally labour is but little productive, the needs are also extremely simple (as with slaves) and the masters themselves do not live much better than the servants. The relative productivity of labour necessary before a profit-monger, a parasite, can come, into being is very small. If we find a high rate of profit though labour is as yet very unproductive, and machinery, division of labour etc., are not used, then this is the case only under the following circumstances; either as in India, partly because the requirements of the worker are extremely small and he is depressed even below his modest needs, but partly also because low productivity of labour is identical with a relatively small fixed capital in proportion to the share of capital which is spent on wages or, and this comes to the same thing, with a relatively high proportion of capital laid out in wages in relation to the total capital; or finally, because labour-time is excessively long, The latter is the case in countries (such as Austria etc.) where the capitalist mode of production is already in existence but which have to compete with far more developed countries. Wages can be low here partly because the requirements of the worker are less developed, partly because agricultural products are cheaper or—this amounts to the same thing as far as the capitalist is concerned—because they have less value in terms of money. Hence the quantity of the product of, say, 10 hours' labour, which must go to the worker as necessary wages, is small. If, however, he works 17 hours instead of 12 then this can make up (for the low productivity of labour]. In any case because in a given country the value of labour is falling relatively to its productivity, it must not be imagined that wages in different countries are inversely proportional to the productivity of labour. In fact exactly the opposite is the case. The more productive one country is relative to another in the world market, the higher will be its wages as compared with the other. In England, not only nominal wages but [also] real wages are higher than on the continent. The worker eats more meat; he satisfies more needs. This, however, only applies to the industrial worker and not the agricultural labourer. But in proportion to the productivity of the English workers their wages are not higher (than the wages paid in other countries]." Karl Marx

    www.marxists.org/espanol/m-e/1840s/manuscritos/man1.htm#1-1

    O que não faz a falta de leitura, né?
  • Catarinense  09/03/2012 11:47
    (...)O que não faz a falta de leitura, né?(...)\r
    \r
    Pois é, leva certos indivíduos a repetir baboseiras por toda a vida. Mas você pode veio ao lugar certo, a biblioteca deste site conta com excelentes ( os melhores ) livros sobre economia. Boa leitura!
  • Pipe  09/03/2012 12:15
    Em primeiro lugar, terá de se admitir que o resultado permanece o mesmo, ainda que tenha sido provocado pela via inversa. O lucro não subiu, de facto, porque o salário desceu, mas o salário desceu porque o lucro subiu. O capitalista adquiriu, com a mesma soma de trabalho alheio, uma soma maior de valores de troca sem ter por isso pago mais o trabalho; ou seja, portanto, o trabalho é pago mais baixo em relação com a receita líquida que rendeu ao capitalista.

    A teoria austríaca não usa como base a teoria do valor-trabalho, mas sim as teorias de valoração subjetiva. Portanto, não existe isso de "soma de trabalho alheio", pois o valor não corresponde à soma dos trabalhos executados. Para alguém que quer falar sobre a falta que a leitura faz, você já começou mostrando que é só um marxista pretensioso.

    Finalmente, seja qual for a proporção em que a classe dos capitalistas, a burguesia, seja dum país seja de todo o mercado mundial, reparte entre si a receita líquida da produção, a soma total desta receita líquida é sempre apenas a soma com que o trabalho acumulado, no seu todo, foi aumentado pelo trabalho directo. Esta soma global cresce, portanto, na proporção em que o trabalho aumenta o capital, ou seja, na proporção em que o lucro sobe contra o salário.

    Nonsense. O lucro pode aumentar conforme a produção se torna mais eficiente. Utilizando a mesma quantidade de trabalho ou até mesmo menos trabalho, produz-se mais ou produz-se algo que que as pessoas estarão dispostas a pagar mais. Exemplo prático: um CPU moderno se utiliza de várias técnicas, desenvolvidas com muito esforço de muitas mentes brilhantes, para se tornar mais eficiente. O preço, entretanto, acaba caindo, e não aumentando.

    Um rápido aumento do capital é igual a um rápido aumento do lucro. O lucro só pode aumentar rapidamente se o preço do trabalho, se o salário relativo diminuir com a mesma rapidez.

    Caramba, parece até que você está vivendo no século XIX. Você provavelmente é um acadêmico sem nenhuma experiência no mundo real. Eu sempre digo que o melhor antídoto contra o marxismo é tentar abrir uma empresa. O lucro pode subir porque a produção se tornou mais eficiente, ué. Qualquer pessoa que viva no mundo real já sabe disso.

    O operário tem interesse no rápido crescimento do capital ? significa apenas: quanto mais depressa o operário aumentar a riqueza alheia tanto mais gordos serão os bocados que caem para ele, tanto mais operários podem ser empregados e chamados à vida, tanto mais pode ser aumentada a massa dos escravos dependentes do capital.

    Aiai.. escravos dependentes do capital. Parece até que o empregado simplesmente não pode juntar seu próprio capital e abrir seu próprio negócio.

    Vimos, portanto, que:

    O que eu vi foi um monte de bobagens de um acadêmico que nada sabe sobre o mundo real.

    Está o capital a crescer rapidamente, então o salário pode subir; incomparavelmente mais depressa sobe o lucro do capital. A situação material do operário melhorou, mas à custa da sua situação social. O abismo social que o separa do capitalista alargou-se.

    Essas fórmulas bizarras "sobre o capital, o lucro sobe vertiginosamente porque eu aprendi na faculdade que isso acontece e eu tenho preguiça de entender o mundo real" são hilárias.

    O capitalista, porém, não vai vender a vara inteira ao preço a que os seus concorrentes vendem a meia vara, embora a produção da vara inteira não lhe custe mais do que aos outros a de meia vara.

    Eu nem sou economista e já enxergo aqui um absurdo tão grande e uma ignorância tão gritante a respeito de economia do mundo real que eu nem perderei mais tempo respondendo ao restante desse palavrório.
    Como assim o capitalista não vai ganhar nada se vender a vara ao preço de meia-vara dos concorrentes? Ora, é justamente isso o que fará o capitalista sobrepujar a concorrência! Se ele conseguir otimizar a produção para vender a vara pela metade do preço (considerando que a meia vara é vendida pela metade do preço, é claro), qual produto você acha que as pessoas vão escolher? Por favor, isso é óbvio para qualquer pessoa, não me diga que você não entende. Exemplo prático: antigamente, um gravador de CD custava 1.200 reais, e não havia proteção contra "buffer underrun". Os preços começaram a abaixar. Por que? Ora, porque, ao abaixar o preço do gravador de CD, estes ficavam acessíveis a uma maior quantidade de pessoas. Se o mundo funcionasse do jeito que você diz, nenhuma empresa iria cobrar mais barato pelo gravador, pois, afinal, o capitalista é um ser demoníaco que explora o trabalhador e cobra horrores pelos seus produtos.

    Deixe-me apresentá-lo ao século XXI: mente do século XIX, este é o século XXI.
  • Paulo Sergio  12/03/2012 03:16
    'Mas a força de produção do trabalho é sobretudo aumentada por meio duma maior divisão do trabalho, por meio duma introdução generalizada e dum aperfeiçoamento constante da maquinaria.'

    Não necessariamente.
    Um carro desses custa caro justamente pq é feito a mão.Como diz a reportagem em 1:40: not a robot inside
    www.youtube.com/watch?v=vm4dx196HKc&feature=related
    Pra quem compra o valor dele é justamente esse, o de ser praticamente uma obra de arte
  • o o capitalista está submetido à lei que impõe  07/03/2012 21:42
    "La demanda de hombres regula necesariamente la producción de hombres, como ocurre con cualquier otra mercancía. Si la oferta es mucho mayor que la demanda, una parte de los obreros se hunde en la mendicidad o muere por inanición. La existencia del obrero está reducida, pues, a la condición de existencia de cualquier otra mercancía. El obrero se ha convertido en una mercancía y para él es una suerte poder llegar hasta el comprador. La demanda de la que depende la vida del obrero, depende a su vez del humor de los ricos y capitalistas. Si la oferta supera a la demanda entonces una de las partes constitutivas del precio, beneficio, renta de la tierra o salario, es pagada por debajo del precio; una parte de estas prestaciones se sustrae, pues, a este empleo y el precio del mercado gravita hacia el precio natural como su centro. Pero, 1.) cuando existe una gran división del trabajo le es sumamente difícil al obrero dar al suyo otra dirección; 2) el perjuicio le afecta a él en primer lugar a causa de su relación de subordinación respecto del capitalista.

    Con la gravitación del precio de mercado hacia el precio natural es así el obrero el que más pierde y el que necesariamente pierde. Y justamente la capacidad del capitalista para dar a su capital otra dilección es la que, o priva del pan al obrero, limitado a una rama determinada de trabajo, o le obliga a someterse a todas las exigencias de ese capitalista.

    (II) Las ocasionales y súbitas fluctuaciones del precio de mercado afectan menos a la renta de la tierra que a aquellas partes del precio que se resuelven en beneficios y salarios, pero afectan también memos al beneficio que al salario. Por cada salario que sube hay, por lo general, uno que se mantiene estacionario y uno que baja." Karl Marx

    www.marxists.org/espanol/m-e/1840s/manuscritos/man1.htm#1-1
  • Arion Dias  09/03/2012 10:49
    "Estão na razão inversa um do outro. A quota-parte do capital, o lucro, sobe na mesma proporção em que a quota-parte do trabalho, a jorna, desce, e inversamente. O lucro sobe na medida em que o salário desce, e desce na medida em que o salário sobe."\r
    \r
    Tem gente que lê isso é acha que é algo sério. Quanta falta de visão. \r
    \r
    O lucro de um empregador vai subir se a produtividade do trabalhador subir e não o salário. \r
    \r
    "Além disso, lembremos que, apesar das flutuações dos preços das mercadorias, o preço médio de cada mercadoria, a relação em que se troca por outras mercadorias é determinado pelos seus custos de produção."\r
    \r
    Não imbecil. O preço das mercadorias é determinado pelo valor que outras pessoas estão dispostas a pagar por ela. Logo, se ninguém está disposto a pagar determinado preço, a mercadoria não será produzida ou comercializada. Os custos de produção e manutenção apenas dizem se tu terás lucros ou prejuízos.\r
    \r
    "Se o capital produtivo da sociedade burguesa cresce no seu todo, então ocorre uma acumulação mais ampla de trabalho. Os capitais aumentam em número e volume. O aumento dos capitais aumenta a concorrência entre os capitalistas. O volume crescente dos capitais fornece os meios para levar para o campo de batalha industrial exércitos mais poderosos de operários com ferramentas de guerra mais gigantescas."\r
    \r
    Tanto despautério que é difícil até pensar. O aumento do capital não gera o aumento da concorrência. Será que hoje, na era da informação, essa gente não nota que o conhecimento e, em consequencia disto, o trabalho desenvolvido com maior conhecimento é um bem de capital? Que a restrição da livre circulação de informação é justamente o que buscam os estados socialistas?\r
    \r
    \r
  • anônimo  27/07/2012 14:49
    "Além disso, lembremos que, apesar das flutuações dos preços das mercadorias, o preço médio de cada mercadoria, a relação em que se troca por outras mercadorias é determinado pelos seus custos de produção." \r
    \r
    \r
    Que teoria interessante. Terminei de montar uma casinha de estrume hoje, ao total foram 100 dias juntando os excrementos. Alguem quer trocar num honda civic 2012?
  • rudson  25/07/2013 22:35
    cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=22413

    "Entre 1965 e 1975 se desatou uma importante controvérsia entre os seguidores dessa teoria e um grupo de professores da Universidade de Cambridge, Inglaterra. Nessa disputa a teoria marginalista recebeu uma crítica decisiva. Os críticos, com Piero Sraffa, Joan Robinson e Pierangelo Garegnani à cabeça, demostraram que não havia maneira de medir o fator chamado capital de maneira independente da distribuição. Essa crítica demostrou que a teoria da produtividade dos fatores sofria de uma circularidade fundamental. Só é possível determinar a produtividade do capital conhecendo o preço dos bens de capital (porque isso é o que permite somar máquinas heterogêneas e edifícios de todo tipo), mas os preços não são independentes da distribuição do ingresso e, no caso do capital, o preço depende da taxa de lucro. Portanto, para conhecer a produtividade do capital é necessário conhecer a taxa de lucro, mas para isso é necessário conhecer: a produtividade do capital!"

    "A conclusão do debate é clara: a distribuição do ingresso não está determinada por fatores técnicos na economia. A distribuição se define, como bem afirmou Sraffa há já 50 anos, por forças que estão fora do sistema econômico e depende de coisas como a força relativa das uniões de empresários e dos sindicatos dos trabalhadores. Não há nenhuma razão técnica pela qual os salários devem ser baixos ou inclusive miseráveis. Tampouco há motivos tecno-econômicos para justificar os descomunais ingressos do um por cento da população que Mankiw quer defender, por mais que insista que suas contribuições à economia guardam proporção com esses ingressos."

    Me parece uma balela incrível o que está escrito nessa matéria, especialmente depois de conhecer a teoria austríaca. No entanto, qual seria o argumento austríaco contra o que foi dito?
  • Juno  25/07/2013 23:49
    Um bom artigo a respeito: mises.org/daily/1486
  • Fernando Figueiredo  15/01/2014 03:11
    "A mão-de-obra, nunca é demais recordar, é um bem escasso. É o bem mais fundamentalmente útil e escasso do sistema econômico[...]"

    Presumo que a Escola Austríaca então negue a existência do "exército de reserva", de que se fala especialmente em tempos de greve em empresas privadas - ou, se não nega, que demonstre o que, na atual conjuntura de mercado, possibilita sua existência. Fico grato se receber indicação de algum trabalho que traga essa explicação.
  • Karl  15/01/2014 09:15
    "Presumo que a Escola Austríaca então negue a existência do "exército de reserva", de que se fala especialmente em tempos de greve em empresas privadas - ou, se não nega, que demonstre o que, na atual conjuntura de mercado, possibilita sua existência"

    Esse truque é manjado. O sujeito pega uma frase isolada, retira-a de seu contexto original e já sai atribuindo a ela significados generalizados.

    "Exército de reserva" é algo que depende totalmente de salários estipulados por governos e sindicatos, de encargos sociais e trabalhistas, e de demais regulamentações.

    Se você jogar o salário mínimo para R$100.000 por mês e impuser rígidas e pesadas leis trabalhistas, posso lhe garantir que o desemprego será tamanho que haverá um enorme "exército de reserva", ávido para trabalhar na informalidade por qualquer salário. Por outro lado, se você operar em uma economia desregulamentada, sem salário mínimo e sem encargos sociais e trabalhistas, de fato será difícil encontrar mão-de-obra sobrando em cada esquina.
  • Ali Baba  15/01/2014 12:17
    @Fernando Figueiredo 15/01/2014 03:11:49

    "Presumo que a Escola Austríaca então negue a existência do "exército de reserva", de que se fala especialmente em tempos de greve em empresas privadas - ou, se não nega, que demonstre o que, na atual conjuntura de mercado, possibilita sua existência. Fico grato se receber indicação de algum trabalho que traga essa explicação."

    (Aviso de ad hominem usado de propósito: cansei de argumentar com esse sujeito)

    Você de novo por aqui Fernando? Achei que tivesse desistido de usar de falácias lógicas depois das tuas últimas tentativas. E pior, sem nem criatividade... de novo a falácia do espantalho.

    Pelo menos dessa vez não contou nenhuma das tuas historinhas...
  • anônimo  15/01/2014 13:13
    Pega leve, Ali. O Fernando escreveu n'outro tópico:

    "Bom, depois de ter discutido aqui e ter visto minhas opiniões refutadas resolvi seguir a sugestão do sr. TC e me submeti a uma overdose de Instituto Mises. Tive convicções de uma vida inteira revistas e repesadas, e posso dizer que mudei muitas delas, ás vezes simplesmente por ler um par de artigos que fundamentavam opiniões contrárias à minha, com dados ou às vezes apenas com a lógica interna delas. Hoje me sinto bem mais racional em relação ao estudo da Economia e suas implicações no mundo real."
  • Ali Baba  15/01/2014 14:26
    @anônimo 15/01/2014 13:13:59

    É sério?!? Putz... Se for o caso me retrato publicamente do ad hominem proposital: Fernando desculpe e bem-vindo.

    Só que, a primeira lição não é nem de economia, IMHO... deveria ser de "como não incorrer em falácias lógicas". :-)
  • Fernando Figueiredo  15/01/2014 17:03
    É sério sim. Desculpas aceitas, Ali. Obrigado.

    Infelizmente, "exército de reserva" não é uma falácia hoje. É real. Eu pedi a opinião austríaca a esse respeito, e recebi (e fiquei me lamentando sobre o quão óbvio era e eu não percebi por conta própria). Obrigado, Karl.

    Se me expressei mal, ou deixei transparecer alguma intenção de falácia ou deboche, me desculpem. Era uma dúvida genuína.

    Abs
  • anônimo 15/01/2014 13:13:59  15/01/2014 22:45
    Não leve a mal, Fernando. O ambiente online está tão saturado de gente agindo de má-fé, que algumas vezes pessoas bem intencionadas acabam sendo pegas no meio do fogo cruzado. Num país onde o povo pensa de maneira socialista como o nosso,
    qualquer lugar onde se defenda o capitalismo é alvo constante de ataques de "trolls" e outros "entendidos" que não suportam quem pensa de maneira diferente e defenda a liberdade, e não igualdade, como maneira de se melhorar a vida de todos.
  • Ali Baba  16/01/2014 10:05
    @Fernando Figueiredo 15/01/2014 17:03:28

    "Infelizmente, "exército de reserva" não é uma falácia hoje. É real. Eu pedi a opinião austríaca a esse respeito, e recebi (e fiquei me lamentando sobre o quão óbvio era e eu não percebi por conta própria). Obrigado, Karl."

    Fernando, "exército de reserva" pode até existir e, como Karl resumiu, sua existência além de ser fruto do entendimento mainstream da economia, é irrelevante. De qualquer forma, não era ele a falácia lógica...

    A "falácia do espantalho" é eleger um espantalho (no caso, o "exército de reserva") e atribuir as mazelas de (insira aqui sua ideologia contrária favorita) ao espantalho, quando, na realidade, não estão relacionadas. Às vezes a gente está tão acostumado a ver esse tipo de argumentação (e a reproduzi-la) que nem percebe quando ocorre. Então, comentários do tipo:

    "E o "exército de reserva", como vocês explicam isso seus espertalhões?" (que foi como eu - erroneamente - li seu comentário)

    ... são recursos constantes dos trolls que passam por aqui. No entanto, enquanto a sua dúvida era genuína, a dos demais é uma não-dúvida... é só uma maneira de ligar o "exército de reserva" ao capitalismo, quando, na realidade, não estão relacionados.
  • Emerson Luís, um Psicólogo  27/06/2014 21:03

    O marxismo tem o poder de fazer os seus devotos enxergarem o oposto do que realmente acontece ou explicar a realidade pelas causas opostas das que de fato causam determinadas situações. Em vez de minimizar os salários, o livre mercado os maximiza através da concorrência entre os empregadores - quando o Estado não intervém.

    * * *
  • Felipe  20/05/2015 17:31
    Caros, boa tarde! Sou novo por aqui e encontrei este artigo hoje, embora as discussões sobre ele tenham sido realizadas a algum tempo atrás. Como não tenho muita experiência com economia, tentei entender os conceitos apresentados e me fizeram bastante sentido.

    Minha dúvida é a respeito de um exemplo prático, uma menina na minha timeline reclamando sobre o salário oferecido por uma empresa de design, de cerca de R$1500 para pessoa com experiência, e algumas outras pessoas comentando que muitas empresas têm feito o mesmo, e a conclusão da discussão sendo que as empresas exploram as pessoas porque tem gente que aceita ganhar isso.

    Como eu poderia argumentar com ela a respeito deste ponto?

    Obrigado,
  • Marcelo  20/05/2015 18:37
    Normalmente, se uma pessoa diz que "o salário está baixo", então ela está partindo do princípio de que é capaz de gerar um valor muito maior do que esse salário.

    E, se isso é verdade, então tal pessoa extremamente competente será disputada a tapa por empregadores. Se, no entanto, isso não acontece, então lamento: tal pessoa simplesmente não gera tanto valor assim, por mais que seja difícil de aceitar tal fato.

    Um trabalho ajuda a sociedade a viver melhor se ele produz valor; o mero tempo ou esforço gastos, em si mesmo, não trazem benefício algum. A remuneração ao trabalhador no mercado corresponde ao valor que seu trabalho cria, e apenas isso. 

    O valor de um determinado trabalho é determinado pela capacidade desse trabalho de ser usado, direta ou indiretamente, para satisfazer a desejos e necessidades dos demais participantes do mercado.

    Quem cria valor, recebe valor. O mercado — isto é, as pessoas que transacionam umas com as outras — não remunera horas de trabalho, não remunera os ATPs gastos com atividade física, não remunera o esforço mental, e não remunera nem mesmo o mérito e a dedicação; remunera a criação de valor. Todas essas outras coisas são remuneradas apenas na medida em que ajudam na criação de valor.

    O que realmente determina a remuneração no mercado não é o mérito, não é a virtude, não é o esforço ou a dedicação. É apenas a criação de valor; o valor que aquela pessoa consegue adicionar à vida dos demais.

    O esforço por si só não garante nada. O indivíduo mais esforçado e bem-intencionado do mundo, se não criar valor, ficará de mãos vazias. 

    Esse pode ser o caso dessas designers.
  • Felipe  20/05/2015 19:02
    "empresas exploram as pessoas porque tem gente que aceita ganhar isso"

    Uma resposta bem curta e grossa seria:
    "então não aceita nenhuma proposta de trabalho,já que é tudo exploração."

    E quando a pessoa falar "E como vou viver", ai você diz "Trabalhe sozinha ou agradeça que exista uma empresa que queria te pagar"

  • Felipe  20/05/2015 20:34
    Só para acrescentar, não existe isso de salário injusto. Cada salário e preço formado na economia é definido numa troca cujo os valores dos bens e serviços transacionados são puramente pessoais. Não dar para saber se aquele patrão teria condições de pagar mais de 1.500, mas dentro do que ele aceita dar e receber e em decisão com a outra pessoa, se obteve um salário de 1.500.

    Tudo o que se pode dizer é que para a funcionária e para o patrão o acordo trouxe ambos a um estado mais satisfatório do que sem acordo, caso contrário ninguém aceitaria.
  • Andre Cavalcante  20/05/2015 19:32
    Olá,

    Afora a questão da produtividade, me deterei nos argumentos do artigo...

    "... uma menina na minha timeline reclamando sobre o salário oferecido por uma empresa de design, de cerca de R$1500 para pessoa com experiência, e algumas outras pessoas comentando que muitas empresas têm feito o mesmo,"

    Uai! Não é exatamente isso o mercado de trabalho? Uns oferecem e outros aceitam ou não.


    "e a conclusão da discussão sendo que as empresas exploram as pessoas porque tem gente que aceita ganhar isso."

    Se tem gente que aceita ganhar isso, então é porque o salário está bom para elas, correto? Se ninguém se dispusesse a fazer este trabalho a este preço as empresas teriam que oferecer mais. Então, não é "exploração", é simplesmente mercado.



    Leia o artigo novamente: é irrelevante a necessidade do trabalhador e a ganância do empregador na decisão do valor do salário que, como qualquer outro bem ou serviço no mercado, é definido pela oferta e pela procura, isto é, pela oferta das vagas (pela necessidade de contratar das empresas) e do conjunto dos trabalhadores disposto a executar aquele trabalho (a procura pelo trabalho). Se há mais vagas sendo oferecidas que gente para trabalhar, o salário obviamente sobe. Se há mais gente para trabalhar que vagas, os salários caem.

    Se sua amiga não aceita fazer esse serviço por este valor (por qualquer motivo que seja) ela deve ser capaz de fazer outro trabalho melhor remunerado (se é isso que procura). Novamente, a necessidade (ou desejo) de sua amiga é irrelevante.

    Agora o Brasil tem salários relativamente baixos porque a produtividade do trabalho é baixa e o governo atrapalha muito o mercado de trabalho com suas taxas, impostos, burocracias etc. Lembrar que para vir R$1500,00 na mão do trabalhador a empresa desembolsa quase R$3.000,00.


  • Felipe  20/05/2015 21:29
    Primeiramente, muito obrigado pelas respostas! Imaginei que pelo fato do artigo ser antigo talvez ficasse sem resposta, mas é muito bacana ver que a galera por aqui é solicita para ajudar as pessoas com menos conhecimento!

    Tenho algumas dúvidas adicionais a respeito do mecanismo que faz o salário não diminuir para além do salário de equilíbrio no pleno emprego, então apenas para validar o meu entendimento:

    - Dado uma demanda D de produtos e serviços no País existe uma demanda Q por mão-de-obra por parte das empresas que, de acordo com uma oferta S de trabalhadores determina um valor de salário W.

    - Se o valor do salário diminui, o efeito é as empresas contratarem mais mão-de-obra para produzir mais produtos e serviços, que seriam consumidos por uma demanda D' (entendo que por trás disso existe o pressuposto de que as pessoas querem consumir o máximo de produtos e serviços possível e essa demanda é reprimida pela capacidade de produção, é isso?)

    - Se todas as pessoas passarem a ser empregadas (pleno emprego), uma redução adicional no salário significaria por parte das empresas uma demanda Q' de mão-de-obra que não existe no mercado, ou seja, haveria escassez de mão-de-obra, ou seja, dado que as empresas iriam competir pelo empregado adicional o salário do mesmo subiria de volta para no mínimo o salário do pleno emprego

    É isso?

    Duas dúvidas:

    - O desemprego é devido ao fato de o custo de mão-de-obra disponível no mercado ser maior do que a produtividade destes trabalhadores e por isso não compensaria para as empresas empregar mais?

    - No caso de ser possível uma imigração de mão-de-obra, eu poderia contornar esse salário de equilíbrio do pleno emprego e pagar "mais barato" para ter a mão-de-obra adicional?

    Obrigado!
  • Lopes  17/08/2015 03:04
    Este artigo é importantíssimo e sem dúvidas, uma das melhores entregas do IMB ao Brasil e um de meus prediletos.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.