A "armadilha da liquidez" e seus problemas fictícios
Em seu artigo de 11 de janeiro no The New York Times, o Nobel Paul Krugman escreveu,

No mínimo, aprendemos que a armadilha da liquidez não é simplesmente um produto da nossa imaginação e nem algo que só acontece no Japão; trata-se de uma ameaça bastante real.  E se e quando ela acabar, temos de nos precaver para que ela não ocorra novamente — o que significa que há um ótimo argumento a favor tanto de uma maior meta para a inflação quanto para uma política agressiva quando o desemprego estiver alto a uma baixa inflação.

A conclusão final é que o Banco Central americano quase que certamente não irá, e certamente não deverá, começar a elevar as taxas de juros em um futuro próximo.

Mas faz sentido dizer que, com mais inflação monetária, a economia americana poderia ser retirada da armadilha da liquidez?

A origem do conceito de armadilha da liquidez

Na abordagem popular, a qual foi originada pelos escritos de John Maynard Keynes, a atividade econômica é apresentada em termos de um fluxo circular de dinheiro.  Sendo assim, os gastos feitos por um indivíduo se tornam parte dos ganhos de outro indivíduo, e os gastos de um terceiro indivíduo se tornam parte dos ganhos do primeiro indivíduo.

figure1.jpg

As recessões, de acordo com Keynes, são uma consequência do fato de que os consumidores — por algum motivo psicológico — decidiram reduzir seus gastos e aumentar sua poupança.

Por exemplo, se por algum motivo as pessoas se tornarem menos confiantes no futuro, elas irão reduzir seus gastos e entesourar mais dinheiro.  Assim, uma vez que um indivíduo decide gastar menos, isso irá piorar a situação de algum outro indivíduo, que por sua vez irá também reduzir seus gastos.

Como consequência, cria-se um círculo vicioso: uma diminuição na confiança das pessoas faz com que elas gastem menos e entesourem mais dinheiro, o que irá reduzir a atividade econômica, o que por sua vez irá fazer com que as pessoas guardem mais dinheiro, o que irá reduzir ainda mais a atividade econômica e assim por diante.

Seguindo esta lógica, com o intuito de impedir que uma recessão fique fora de controle, o banco central deve aumentar a oferta monetária, reduzindo agressivamente as taxas de juros.

Tão logo os consumidores tenham mais dinheiro em seus bolsos, sua confiança irá aumentar e eles voltarão a gastar, desta forma restabelecendo o fluxo circular de dinheiro.  Ao menos, é o que dizem.

No entanto, em seus escritos, Keynes sugeriu que poderia ocorrer uma situação na qual uma agressiva redução dos juros implementada pelo banco central levaria a taxa de juros para um nível tão baixo que seria impossível elas caírem ainda mais.

Isto, de acordo com Keynes, seria possível de ocorrer porque as pessoas poderiam adquirir a noção de que, como as taxas de juros chegaram ao seu limite mínimo, elas consequentemente só poderiam voltar a subir, o que levaria a perdas para quem possui investimento em títulos.  Como resultado, as demanda das pessoas por dinheiro irá se tornar extremamente alta, o que significa que as pessoas irão entesourar dinheiro e se recusar a gastar, não importa o quão agressivamente o banco central tente expandir a oferta monetária.

Keynes escreveu,

Existe a possibilidade, pelos motivos discutidos acima, que, após a taxa de juros ter caído para um certo nível, a preferência pela liquidez pode se tornar praticamente absoluta, no sentido que quase todo mundo irá preferir portar dinheiro a ter em mãos um título que gere uma taxa de juros muito baixa.  Neste caso, a autoridade monetária terá perdido o controle efetivo da taxa de juros.[1]

Keynes sugeriu que, tão logo a política monetária de juros baixos se torne ineficaz, as autoridades deveriam intervir e aumentar o gasto.  E o aumento de gastos poderia ocorrer em todas as áreas e em todos os tipos de projetos — o que importa é que muito dinheiro deve ser jogado na economia, pois espera-se que isso irá estimular a confiança dos consumidores.  Com um nível de confiança mais elevado, os consumidores irão reduzir sua poupança e elevar seus gastos, desta forma restabelecendo o fluxo circular de dinheiro.

Os indivíduos poupam dinheiro?

No arcabouço keynesiano, um fluxo monetário sempre crescente é o segredo da prosperidade econômica.  O que gera crescimento econômico é o gasto.  Quando as pessoas gastam mais dinheiro, isso é visto como elas estarem poupando menos.

Inversamente, ainda na abordagem keynesiana, quando as pessoas reduzem seus gastos, isso é visto como elas estarem poupando mais.  Observe que, de acordo com a maneira popular de pensar — ou seja, keynesiana —, a poupança é algo ruim para a economia.  Quanto mais as pessoas poupam, piores as coisas ficam.  (A armadilha da liquidez advém de um excesso de poupança e do baixo nível de gastos.  Ou é o que dizem.)

Porém, contrariamente ao pensamento popular, indivíduos não poupam dinheiro desta forma.  A função principal é ser um meio de troca.  Adicionalmente, observe que as pessoas não pagam pelas coisas com dinheiro, mas sim com bens e serviços que elas próprias produziram.

Por exemplo, um padeiro na realidade paga pelos seus sapatos com o pão que produziu, ao passo que o sapateiro, por sua vez, paga pelo pão com o sapato que ele fez.  Após o padeiro ter produzido seu pão, ele irá trocá-lo por dinheiro.  Ato contínuo, ele irá utilizar este dinheiro para adquirir sapatos.  Ou seja, quando o padeiro troca seu dinheiro por sapatos, ele já pagou pelos sapatos, de certa forma, com o pão que havia produzido antes desta troca ocorrer.  O dinheiro é utilizado apenas para facilitar a troca de bens e serviços.

Portanto, sugerir que as pessoas podem ter uma demanda infinita por dinheiro (isto é, entesourar dinheiro, sem gastar), o que supostamente leva à armadilha da liquidez, como diz o pensamento popular, significa dizer que ninguém mais iria transacionar bens e serviços.

Obviamente, esta não é uma proposição realista, dado o fato de que as pessoas necessitam de bens e serviços para manter suas vidas e bem-estar.  (Observação: as pessoas demandam dinheiro não para acumulá-lo indefinidamente, mas sim para, em algum momento futuro relativamente definido, trocá-lo por bens e serviços).

Sendo o meio de troca, a função do dinheiro é somente a de auxiliar a troca dos bens produzidos por um indivíduo pelos bens produzidos por outro indivíduo.  A demanda por dinheiro, independentemente de quão alta ela seja, não pode alterar a quantidade de bens produzidos, isto é, não pode alterar o chamado crescimento econômico real.  Da mesma maneira, uma alteração na quantidade de dinheiro não tem nenhum poder de aumentar definidamente o crescimento da economia real. 

Um aumento na quantidade de dinheiro, por si só, não faz com que haja a produção de mais bens.  Bens só podem ser criados com acúmulo de capital e produção, e não com aumentos na quantidade de dinheiro.  E acúmulo de capital só ocorre quando há um aumento da poupança real de uma economia — isto é, quando as pessoas reduzem seu consumo e, com isso, liberam recursos para serem utilizados na cadeia produtiva.

Contrariamente ao pensamento popular, uma armadilha da liquidez não surge em resposta a um aumento maciço na demanda por dinheiro da parte dos consumidores, mas sim como resultado de políticas monetárias frouxas, as quais infligem danos severos ao conjunto da poupança real de uma economia.

Armadilha da liquidez e redução do conjunto da poupança real

Enquanto a poupança real de uma economia — isto é, os bens liberados pela redução do consumo — estiver crescendo, tal processo será capaz de sustentar tanto as atividades produtivas quanto as não produtivas (aquelas atividades classificadas como 'bolhas').  O problema surge quando, em decorrência de políticas fiscais e monetárias expansivas, a estrutura de produção da economia é alterada: mais bens serão consumidos (e utilizados em processos de produção) do que produzidos.  Este excesso de consumo em relação à produção leva a um declínio no conjunto real da poupança.

Isto, por sua vez, enfraquece o sustento de todas as atividades econômicas, levando a economia a uma recessão.  (O encolhimento do conjunto da poupança real expõe aquela falácia comumente aceita de que uma política monetária expansiva do banco central pode fazer a economia crescer).

Desnecessário dizer que, uma vez que a economia entra em recessão em decorrência da uma redução no conjunto da poupança real, quaisquer tentativas do governo ou de seu banco central para reativar a economia irão necessariamente fracassar.

Não apenas tais tentativas não irão restaurar a economia, como na verdade irão exaurir ainda mais o conjunto da poupança real, desta forma prolongando o declínio econômico.

Da mesma maneira, qualquer política que force os bancos a expandir os empréstimos, criando crédito do nada por meio das reservas fracionárias, também irá afetar progressivamente o conjunto da poupança real e reduzir ainda mais a capacidade dos bancos de fazer novos empréstimos no futuro.  Afinal, a essência de um empréstimo é que haja poupança real, e não apenas dinheiro.  É a poupança real que impõe restrições à capacidade de empréstimo dos bancos.  (O dinheiro é apenas o meio de troca, o qual facilita a poupança real).

Observe que, sem que haja um crescimento do conjunto da poupança real, qualquer expansão creditícia feita pelos bancos irá apenas prejudicar seus balancetes, pois os empréstimos dificilmente serão quitados, o que levará a uma redução dos seus ativos e a uma consequente redução do seu patrimônio líquido (capital).

Ao contrário do que diz Krugman, a economia americana está de fato em uma armadilha, mas não por causa de um acentuado aumento na demanda por dinheiro, mas sim porque políticas monetárias frouxas exauriram o conjunto da poupança real.  O que é necessário para recuperar a economia não é a geração de mais inflação, mas sim o exato oposto.  Estipular uma meta de inflação mais alta, como sugerido por Krugman, irá apenas enfraquecer ainda mais o conjunto da poupança real e garantir que a economia prolongue sua depressão indefinidamente.

 



[1] John Maynard Keynes, The General Theory of Employment, Interest, and Money, MacMillan & Co. Ltd. (1964), p. 207.


0 votos

SOBRE O AUTOR

Frank Shostak
é um scholar adjunto do Mises Institute e um colaborador frequente do Mises.org.  Sua empresa de consultoria, a Applied Austrian School Economics, fornece análises e relatórios detalhados sobre mercados financeiros e as economias globais.

Tradução de Leandro Roque


Ué, se a Vale era essa barbada toda, então por que esse cara não está rico? As ações foram vendidas livremente na bolsa, o que significa que ele poderia comprá-las livremente. No mínimo, poderia formar uma sociedade com vários amigos, comprar as ações, e então ficar rico com sua valorização.

Por que não fez isso?

Dizer que a empresa se valorizou após a privatização e daí afirmar que ela foi vendida a preço de banana é impostura intelectual. Quem afirma isso não sabe como funciona mercado e nem conhece a diferença entre gerência estatal e privada. E tem também de explicar por que não enriqueceu, já que sabia perfeitamente que a empresa estava subvalorizada.

Aliás, o grupo liderado pelo Votorantim perdeu o leilão de privatização da Vale. Antônio Ermírio de Moraes perdeu a oportunidade do século de ficar podre de rico. Se era tão óbvio que a mineradora estava desvalorizada, por que cargas d'água o então homem mais rico do país não ofereceu mais pelas bananas?

Detalhes:

1) O governo detinha apenas 42% do capital votante. Ou seja, o que foi a leilão não foi a empresa inteira, mas apenas 42% do capital votante. A empresa inteira estava avaliada em aproximadamente US$ 8 bilhões, sendo que a fatia vendida valia US$3,34 bilhões.

2) O leilão se deu na bolsa de valores, a preço de mercado. Qualquer um poderia ter participado. Logo, o Armando está correto. Quem hoje esperneia que a venda foi barata tem a obrigação de explicar por que não participou da venda. Se a empresa estava "a preço de banana", então o sujeito tinha a certeza de que a empresa iria se valorizar enormemente no futuro. Por que não montaram um consórcio e compraram ações? Era dinheiro certo. Não fizeram isso por quê? Odeiam dinheiro?

3) À época, ninguém imaginava que haveria um súbito e intenso boom no preço global das commodities, o que elevou o preço do minério de ferro para a estratosfera e impulsionou fortemente o valor da Vale.

Portanto, quem diz que a Vale foi vendida a "preço de banana" revela, com toda a sinceridade, profunda ignorância econômica.
Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor),

Se a Petrobrás, a IMBEL, Eletrobrás(Furnas), Copel... são empresas eficientes, por que o governo usa o protecionismo para coibir concorrentes(até mesmo internacionais)? E mais, por que subsidiam essas empresas se elas são tão eficientes?

Em uma economia liberal, nunca vamos saber se aquela empresa é realmente de fato eficiente como você afirma. Para sabermos se ela realmente é eficaz deveríamos defender o mercado livre. Você está se baseando apenas em lucros que a empresa teve ao longo dos anos, mas lucros as custas do povo que paga impostos, porque o BNDES injetou dinheiro ao longo da era petista, e lucro em cima do entrave de novos concorrentes que o nosso governo pratica ao longo desses anos.

"Dê uma passeada pelos nossos corredores e veja se tu não vais te arrepiar. Conceição Tavares, Belluzzo, Aloísio Mercadante, Márcio Pochmann, duvido achar uma outra faculdade que ostente colossos tão imponentes no mundo acadêmico. Isso sem falar dos nossos ''filhos adotados'' como o Bresser, Celso Furtado, João Sayad, entre outros. Ah, aqui foi a casa do Plano Real, só para lembrar."

Sem comentários. Parece uma piada.

"Paliativo é ficar brincando de elevar as taxas de juros ou de sobrevalorizar o câmbio."

Nós nunca brincamos de elevar as taxas de juros, pelo contrário, acreditamos que os juros é redigido pelo mercado, e não em uma canetada como os economistas da UNICAMP(letras garrafais, por favor) defendem.
Sobrevaloriza o câmbio? De novo. Parece uma piada.
Pesquisa sobre Currency Board e depois conversamos.

"No setor agrícola para amenizar a inflação de alimentos, no setor energético(que é o principal culpado por essa inflação tão alta), isso sim são medidas concretas."

Inflação de alimentos é aumento de preço localizado, como foi o caso do feijão e do tomate. A melhor medida para combater a carestia gerada essencialmente pelo governo, é reduzir os impostos e LIBERAR O MERCADO PARA A ENTRADA DE CONCORRENTES. Com a burocracia estatal que é formada para obter uma reserva de mercado, garante que os empresários que estão sob proteção do governo, possa praticar qualquer preço sem qualquer tipo de concorrência que faria com que ele perdesse fatia do mercado por uma outra empresa que com medidas eficientes pudesse reduzir o preço dos alimentos.
Por mais que abaixasse o imposto, ele poderia praticar qualquer tipo de preço sem ser incomodado. E essa redução do imposto, esse mesmo empresário teria lucros maiores que poderia ter sob a reserva de mercado.

Setor energético culpado pela inflação? É isso que estão ensinando na UNICAMP(com letras garrafais, por favor)?

Bem que o Roberto Campos avisou: "O Brasil acaba com os economistas da Unicamp, ou eles acabam com o Brasil.
Bastaram cinco anos de assessoria direta de economistas da Unicamp à Presidente Dilma Rousseff, para a previsão de Roberto Campos se tornar realidade: expansão monetária, corporocracia, expansão das obras públicas, expansão dos cargos e salários públicos, intervenção estatal em toda a economia, corrupção e protecionismo comercial.
Provavelmente nenhuma economista fez tão mal ao Brasil quanto Maria da Conceição Tavares, mas além dela podemos destacar, em tempos recentes, o mais nocivo professor do país: Luiz Gonzaga Belluzzo.
Belluzzo nunca acerta qualquer previsão econômica, e é obcecado por gastos públicos. Como principal conselheiro econômico de Dilma Rousseff, convenceu-a a enterrar a bem sucedida matriz econômica "meta de inflação/câmbio flutuante/responsabilidade fiscal" por uma matriz heterodoxa "juros baixos, câmbio desvalorizado e aumento de gastos públicos". Foi, sem dúvida, um responsável direto pelo caos econômico que vivemos.
Agora, repetindo o que Lula falou há dois meses, Belluzzo tem a desfaçatez de dizer que a crise econômica é culpa de um suposto ajuste fiscal que Joaquim Levy estaria fazendo. Segundo Belluzzo, precisamos gastar mais ainda para sair da crise."
https://www.institutoliberal.org.br/blog/previsao-de-roberto-campos-e-o-ajuste-que-nunca-aconteceu/

"Quer dizer que a empresa desde 1953 é referência nacional, mas por causa de um governo ruim ela vira ''um grande cabide de empregos''? Aliás, esse tipo de problema acontece na esfera privada também."

Cabide de emprego na esfera privada? Você desconhece qualquer atividade empresarial para falar tal bobagem, nunca um empresário faria da sua empresa um cabide de emprego, ele opera com sistema de lucro e prejuízo, ele não pode se dar ao luxo de encher a empresa de empregados ineficientes.
Palavras de um empresário.

"Não, apenas defendo que as nossas empresas não fiquem vulneráveis à imperialistas que jogam sujo contra nós. "

Eles jogam tão sujo, que em países no ranking de abertura comercial, a população paga pelo melhores produtos pelo menor preço. Parece que a UNICAMP(com letras garrafais, por favor), está doutrinando os seus alunos a ter sentimentos nacionalistas que acaba prejudicando justamente quem eles querem proteger: a população.

Obrigado por vir até aqui e comprovar que Roberto Campos sempre esteve certo tanto da UNICAMP(com letras garrafais, por favor) quanto na petrossauro.

Abraço Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor)
Olá amigos, sou um estudante do ensino fundamental e eu tenho interesse em economia, tenho um irmão mais velho que acompanha o site e sempre me disse que esse era o melhor site para aprender sobre meu interesse. Portanto, gostaria de aprender mais sobre as questões abaixo:
Obs: Gostaria de respostas curtas para maximizar meu aprendizado de forma que eu não acumule muito conteúdo de primeira. Eu tenho um conhecimento prático e limitado sobre a economia, justamente pelos ensinamentos do meu irmão.
Vamos começar.

Questão 1) O que é inflação de demanda?

Questão 2) O que é demanda agregada?

Questão 3) Inflação é sempre decorrente de expansão de crédito?

Questão 4) O que é base monetária?

Questão 5) O que define a taxa de juros em um livre mercado?

Questão 6) Como é definido a taxa de juros atualmente no Brasil?

Questão 7) Aumento na taxa de juros é pelo "risco país"?

Questão 8) Como é determinado o câmbio?

Questão 9) Qual o melhor sistema de câmbio?

Questão 10) Li recentemente em um site que temos 19 montadoras no Brasil, não seria livre mercado(pelo menos no setor automotivo)? (Sei que temos monopólio de fabricante de peças)
Cade acusa Fiat, Ford e VW de monopólio em fabricação de peças

Questão 11) Temos candidatos a presidente que tem como um slogan sob a sua campanha "Abaixar os juros" por um decreto? Isso seria uma decisão ruim ou boa? Não há uma contradição pela questão 7? Dilma dizia que abaixaria os juros e acabou não ocorrendo, pelo contrário, ela aumentou? Por que seria diferente com esse candidato?

Questão 12) Por que abolir o CVM? Qualquer empresa poderia entrar na bolsa sem burocracia estatal, de modo que impulsionaremos nossa economia com as empresas estrangeiras que abririam capital na nossa bolsa? Seria uma medida que o micro-empresário poderia rivalizar com os mega-empresários?

Questão 13) Por que abolir a infraero?

Questão 14) Por que abolir ANVISA?

Questão 15) Qual o potencial do Brasil?

Questão 16) Nióbio ajudaria no nosso desenvolvimento?

Questão 17) Exportação x Importação? Qual o melhor? Por que balança comercial é importante para economistas?
Importação é produtos do estrangeiro que vieram ao Brasil para serem vendidos, mas até onde sei até chegar a loja esses produtos ainda não foram vendidos? Por que os ataques histéricos com essa balança se nem ao menos sabem se o produto foi vendido(até mesmo pelo preço pela taxa de importação)?

Questão 18) Na China existe o trabalho escravo? Encontrei essa matéria de chineses apanhando por mau desempenho no trabalho

Questão 19) Por que a China vai explodir economicamente? Todos dizem que vai ser a maior economia do mundo até 2050, vocês acreditam?

Questão 20) Pelo que obtive do meu irmão, a Índia está fazendo algumas reformas liberais, apesar de tímidas estão ajudando a economia a crescer? Índia não poderia passar a China com essas reformas?

Questão 21) Acumulação de capital x consumismo(explique seus conceitos e qual o mais importante em uma economia)?

Questão 22) O que gera recessão?

Questão 23) O que torna um país rico?

Questão 24) Existe algum limite de crescimento que um país possa se ter? Exemplo do Japão que é do território do MS(Mato Grosso do Sul) pudesse dobrar a sua economia?

Questão 25) Por que a Irlanda cresceu 26% em um ano? Milagre econômico ou livre mercado?

Questão 26) Por que os países de livre mercado são taxados de paraísos fiscais? Hong Kong, Cingapura, Panamá, Ilhas Cayman, Suíça, Luxemburgo e outros? Austrália e Nova Zelândia entrariam nesse conceito?

Questão 27) Por que o Brasil cresceu apenas 4% na média na década passada?

Questão 28) O renminbi poderá passar o dólar como a moeda de troca internacional?

Questão 29) Existe zona de livre comércio em Xangai?

Questão 30) Por que a China tem esse "poderoso" PIB? Como ela conseguiu o tal "milagre"?

Questão 31) Por que o estado mínimo não é necessário?

Questão 32) Forças Armadas estatal x Forças Armadas privada(Qual o melhor e por que)?

Questão 33) Por que a Africa é pobre?

Questão 34) Somália é anarcocapitalista?

Questão 35) Milton Friedman é importante nas matérias econômicas(o que podemos aprender com ele?)?

Questão 36) Mises foi o mais importante economista do século 20?

Questão 37) Keynes x Mises e Keynes x Milton Friedman(maiores diferenças entre eles)?

Questão 38) Keynes é comunista, socialista ou capitalista interventor?

Questão 39) O que causou a Grande Depressão?

Questão 40) Explique o conceito de ciclos econômicos?

Questão 41) Qual a contribuição da Escola Austríaca(EA) nas ciências econômicas?

Questão 42) Qual a posição da EA na colonização de planetas? Ouvi dizer que podemos praticar atividades econômicas nesses planetas com agricultura e mineração(depois da terraformação)?

Questão 43) Meio ambiente x livre mercado(Qual o papel do livre mercado na conservação do meio ambiente)?

Questão 44) Amazônia poderia se internacionalizada por não protegemos nosso patrimônio? Não é agressão internacional para com o nosso país? Estão atrás da preservação ou das riquezas que nós temos no território?

Questão 45) Zona franca de Manaus funciona(qual o papel dela na economia brasileira)?

Questão 46) Empregos se tornam obsoletos enquanto outros surgem, qual a visão dos leitores e dos autores sobre a mineração espacial, internet das coisas e viagem espacial?

Questão 47) Pobreza diminuindo com a expansão do capitalismo, até quando a pobreza absoluta poderá ser erradicada?

Questão 48) De acordo com a revista Veja, se toda a água do planeta fosse representada por 200 litros, 195 litros seria de água salgada. 5 litros seria de água doce, mas a maior parte da água doce está nas geleiras ou em depósitos subterrâneos de difícil acesso, a humanidade tem a sua disposição para consumo apenas o equivalente a 20 mililitros de água. Qual o papel da iniciativa privada nessa questão abordada? Existe o processo de dessalinização em alguns países, mas em mãos do estado. Pelo que eu pude estudar tem inventores que poderiam mudar radicalmente a forma dessa dessalinização tornando a água abundante. Por que o estado não deixa os empresários disponibilizarem essa água para a população?

Questão 49) Os que defendem o controle populacional tem como uma das formas de culparem o capitalismo por tal descontrole. Ma em um país capitalista essa questão é exatamente ao contrário. Por que esses mesmo defensores não defendem o capitalismo, já que se provou um "controle" populacional?

Questão 50) Culpam o capitalismo pela fome do mundo, mas em países capitalistas uma das doenças que mais matam é a obesidade. Não é uma contradição? São hipócritas ou aparentemente sem limites de burrice para denegrir o sistema capitalista?

Questão 51) Já leram o Livro Negro do Capitalismo? É realmente culpa do capitalismo ou ações governamentais que são os verdadeiros culpados? Se é culpa do capitalismo, como um dono de um restaurante em Ohio possa ser culpado pelas mortes no Iraque?

Abraços e em breve farei mais algumas perguntas.
"Concordo que a desigualdade econômica possa ser benéfica socialmente. Porém ainda há pessoas que nem 0,50 centavos tem para sobreviver"

Então a sua preocupação é com a pobreza absoluta e não com a pobreza relativa.

"e mesmo com as políticas assistencialistas do governo não os permitem colocar em condições de consumidores para que possam consumir os serviços ofertados e muitas vezes trabalha não da forma que gosta e sim porque precisa sobreviver."

Essa frase contradiz a primeira. Primeiro você disse que a pessoa não tem nem 1 centavo (0,50 centavo é menos que 1 centavo), e agora diz que ela trabalha naquilo que não gosta.

A pessoa trabalha e não tem nem 1 centavo? Caramba....

Qualquer catador de papel e malabarista de semáforo consegue tranquilamente uns 10 reais por dia.

"Levando em conta que as máquinas tomaram boa parte do trabalho humano"

Desde o século XVIII isso acontece. E novas e mais agradáveis formas de trabalho foram descobertas. E é isso o que continuará acontecendo.

Ou você tem a arrogância da achar que não há mais empregos a serem descobertos e que tudo o que poderia ser inventado já o foi?

"um meio de adaptação seria o "trabalho intelectual""

Não necessariamente. Há hoje vários trabalhos que não podem ser substituídos por máquinas e nem dependem de "trabalho intelectual". Esportes, por exemplo. Professor de ioga. Chef de cozinha. Operador de máquina.

"No entanto contamos com um governo que não oferece ensino público gratuito e outras estratégias para que possam lançar os menos favorecidos ao mercado de trabalho."

Ué, não sei de onde você está teclando, mas, aqui no Brasil, o que não falta é ensino público "gratuito". Do maternal à pós-graduação. E toda a grade curricular é controlada pelo governo. É uma bosta? É. Assim como tudo que o governo faz.

E as pessoas ainda querem mais governo?

"Como então poderia ser resolvida essa questão, preservando a desigualdade econômica mas que possam colocar todos em condições de consumo?"

Explicado no próprio artigo. Quanto maior a oferta de bens e serviços, menores serão os preços deles. Isso está acontecendo desde a década de 1970 nos países ricos. Os preços das coisas só caem. No Brasil isso também poderia acontecer,
mas o nosso governo não deixa.

Se a sua preocupação é com a pobreza absoluta, então você tem de defender medidas que aumentem a quantidade de bens e serviços oferecidos, de modo que os preços deles caiam a ponto de permitir que qualquer um tenha acesso a eles.
"será que o verdadeiro motivo de se combater a acumulação de riqueza (tirando a mera inveja) não seria pelo fato de conhecermos a velha cobiça e ganância que degenera o homem com excesso de poder?"

Deixe-me ver se entendi. Você está dizendo que para combater "a velha cobiça e ganância" temos de dar poderes a políticos e burocratas (que são os seres mais gananciosos e cobiçosos do planeta), os quais irão tomar o dinheiro dos outros e redistribuir este dinheiro entre si? É isso mesmo?

Faz muito sentido.

"O Estado Democrático não mínimo, para fazer frente ao poderio econômico, não seria o mal mínimo preventivo desta desconfiança da "singularidade" da acumulação dos recursos financeiro-econômicos?"

A empiria lhe refuta.

Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

Artigos para você sair desse auto-engano:

Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

Grandes empresas odeiam o livre mercado

Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado

E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

Monopólio e livre mercado - uma antítese

O mito do monopólio natural

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  •   27/01/2012 05:38
    Mais um ótimo artigo! Fui ver quais outros artigos o IMB tinha traduzidos desse Frank Shostak e percebi que vários artigos que eu havia lido e gostado eram dele sem eu nem saber(acho que não tinha lido o nome do autor).
  • Carlos  27/01/2012 12:50
    Criação de dinheiro pode gerar crescimento, a Argentina que o diga.
  • void  27/01/2012 18:07
    Crescimento do estado não conta, po.
  • Carlos  27/01/2012 21:42
    O crescimento não é só do estado argentino. Investimento e consumo privados também crescem muito. Mas não vejo pq excluir os gastos do governo.
  • Leandro  28/01/2012 10:28
    De fato, o investimento cresceu tanto que o governo argentino decretou que é crime divulgar a inflação real do país (estimada, por entidades privadas, em 30%). Muito investimento...

    g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2012/01/governo-argentino-decreta-que-e-crime-divulgar-inflacao-real-do-pais.html
  • Carlos  28/01/2012 10:33
    Não são coisas mutuamente excludentes.
  • Leandro  28/01/2012 12:21
    Vai precisar se aprofundar um pouquinho mais pra tentar demonstrar seu ponto, Carlos.
  • Daniel  28/01/2012 12:30
    "Criação de dinheiro pode gerar crescimento". Genial! Vocês sabem se as Organizações Tabajara abriram algum curso de economia?
  • Carlos  28/01/2012 13:00
    É sabido na ciência econômica que a inflação pode produz crescimento econômico. A Argentina é uma prova disso. Já vai para 10 anos de crescimento inflacionário e elevado. Mas até quando vai conseguir manter esse modelo, eu não sei.
  • Leandro  28/01/2012 13:47
    É sabido por quem? De acordo com esta lógica, Alemanha e Suíça deveriam ser países extremamente pobres, pois durante cinco décadas (1960-2008) sua inflação monetária foi extremamente contida, das menores do mundo.

    Da mesma forma, por essa lógica, o Brasil deveria ter se tornado uma potência na década de 1980 e início da década de 1990, pois sua inflação monetária não era lá muito contida...

    O que a inflação monetária faz é alterar a estrutura de produção da economia; não tem como a inflação fazer uma economia crescer.
    Variações na oferta monetária não produzam impacto no crescimento agregado da economia, mas elas certamente afetam a maneira como os recursos da economia são alocados e distribuídos.  Ou seja, as variações da oferta monetária determinam como será a estrutura produtiva da economia, mas não o nível da produção.  Variações na oferta monetária sempre serão benéficas apenas para o governo e para suas empresas favoritas -- como o setor bancário e os grandes industriais amigos do rei --, que são os primeiros a receber o novo dinheiro criado.

    Por fim, sobre a Argentina, não me parece lógico dizer que a população -- principalmente os de baixa renda -- esteja bem com seu poder de compra sendo dizimado em 30% ao ano. Isso é um contrassenso.
  • Carlos  28/01/2012 14:38
    Não é sempre que inflação gera crescimento. Vc pegou a época na qual já não funcionava mais o inflacionismo, muito por causa do cenário externo. O modelo já estava esgotado e acho que uma hora vai acontecer isso com a Argentina. Vamos pegar a partir do governo JK, ele produziu um alto crescimento, mas a inflação foi alta também e continou subindo até que os militares nos primeiros anos deram uma baixada na taxa, que depois voltou a subir. O milagre econômico, por exemplo, foi um período de alta inflação. Mas no final da década de 70 ela começou a atingir taxas que caminhavam para a hiperinflação. Na década de 80 até o plano real foi hiperinflação.
  • Leandro  28/01/2012 21:26
    Se imprimir dinheiro gerasse crescimento econômico, então os serviços deste sujeito seriam inestimáveis para a saúde da economia.

    A cena começa em 0:50, e é uma das melhores da história do cinema. Recomendo fortemente.
  • Paulo Sergio  29/01/2012 03:06
    Ah, mas esse é filme dos anos oitenta! Do tempo que se fazia cinema de verdade! Muito massa!! Eu fico pensando o que esse cara faria se naquele tempo já existisse nanotecnologia hehe
  • Rogerio Saraiva  29/01/2012 03:22
    Sensacional mesmo esta cena (e a trilha sonora!). Obrigado por compartilhar. E pensar que tem realmente gente que jura que é assim que se cria riqueza...
  • void  29/01/2012 09:43
    Segundo o Carlos, este homem é milionário: 3.bp.blogspot.com/__1xEz1ZvyWc/SZBkJry6upI/AAAAAAAAAGM/tTkKxQHhsGg/s400/zimbabue.jpg
  • void  29/01/2012 09:54
    Aliás, aqui está um grande investimento para todos que quiserem se tornar trilionários. Por apenas R$12: produto.mercadolivre.com.br/MLB-216779908-av-996-cedula-100-trilhes-de-dolar-zimbabue-_JM
  • Paulo Sergio  29/01/2012 03:03
    Se imprimir dinheiro é tão bom, porque é que só o governo pode fazer isso?
  • mcmoraes  29/01/2012 04:30
    E se os caras do filme são claramente os bandidos da história (vejam o que o Willem Dafoe diz aos 7:50), por que os impressores de dinheiro dos BCs ao redor do mundo não podem ser considerados bandidos também? Só por que eles carregam um distintivo de oficial do governo?
  • mcmoraes  29/01/2012 05:28
    Outro momento muito bom, aos 5:45 da parte 5. O contratado diz: "Posso fazer uma pergunta? Já que você imprime o dinheiro, que diferença faz pra vc se eu cobro 25, 50, 100 mil? Pra vc isso é nada".
  • Hay  29/01/2012 05:24
    Não é sempre que inflação gera crescimento. Vc pegou a época na qual já não funcionava mais o inflacionismo, muito por causa do cenário externo. O modelo já estava esgotado e acho que uma hora vai acontecer isso com a Argentina.

    Vamos pegar a partir do governo JK, ele produziu um alto crescimento, mas a inflação foi alta também e continou subindo até que os militares nos primeiros anos deram uma baixada na taxa, que depois voltou a subir. O milagre econômico, por exemplo, foi um período de alta inflação. Mas no final da década de 70 ela começou a atingir taxas que caminhavam para a hiperinflação. Na década de 80 até o plano real foi hiperinflação.


    E aqui você, sem querer, mostra que o inflacionismo, na prática, gera ciclos de crescimento para, no futuro, cobrar seu preço com a destruição do valor da moeda, dívidas assombrosas, e o fato de ninguém ter lá muita vontade de investir em um cenário de tantas incertezas.
  • Carlos  29/01/2012 12:01
    Foi o que eu disse. O inflacionismo pode funcionar por um bom tempo, décadas até, mas uma hora cobra seu preço, e ele é alto.
  • Hay  30/01/2012 03:03
    Foi o que eu disse. O inflacionismo pode funcionar por um bom tempo, décadas até, mas uma hora cobra seu preço, e ele é alto.

    Resumindo: o inflacionismo não é nada além de fumaça e espelhos. Não gera riquezas, só ilusão de riqueza. É como se eu ficasse décadas ficando "rico" com dezenas de cartões de crédito e deixasse a dívida para meu filho. Meu filho certamente não me elogiaria por gerar grandes riquezas. Ele me consideraria um grande enganador, pois ele viveu uma boa vida e agora ele é quem vai pagar a conta.
  • Hay  30/01/2012 04:46
    Ops, troque o "ele viveu" por "eu vivi"!
  • Roberto  28/01/2012 13:36
    1 peso vale 40 centavos
  • Felipe Rosa  27/01/2012 14:06
    Excelente artigo...mais claro que isso é impossível!!!
  • Diego Cardoso  27/01/2012 19:18
    Mr. Keynes, o mestre das conjecturas nonsense.
  • Célio Beserra  28/01/2012 07:36
    Mr. Shostak não possui o humour de Gary North, mas seus artigos possuem o encadeamento lógico necessário para demolir as falácias keynesianas, predominantes no pensamento econômico desde o pós-guerra. É um trabalho de formiguinha, mas a seu tempo dará frutos!
  • Andre Poffo  28/01/2012 07:41
    Estranho que aparecem marxistas e socialistas para comentarem em alguns artigos. Mas não aparecem keynesianos para comentar nestes..
  • vanderlei  28/01/2012 18:16
    Keynes (safado) sugeriu que a economia poderia estabilizar-se num ponto aquém do nível de pleno emprego.

    Como? especulando Ora!

    Na teoria keynesiana, a moeda torna-se muito mais que um simples meio de trocas, moedas para fins especulativos.

    Demanda da moeda: Demanda para transações (gastos), demanda para precaução (poupança), demanda para especulação (juros) desempenham um papel na teoria de Keynes para explicar a taxa de juros.


    O nível de renda, varia inversamente com a taxa de juros...

    Então,quando o governo em parceria com o empresário emitia mais dinheiro, a política internacional pressionava o empresário a aumentar os preços, absorvendo todo o excendente que deveria ir ao encontro dos deficitários e não superavitários, mas ninguém percebeu a tempo e o povo, bobinho...
  • Andre Poffo  28/01/2012 21:56
    Veja só uma nota que li no facebook de um colega meu:

    Na economia não existe almoço grátis. Ou existe?
    by Júlio Cesar Maliszeski on Friday, January 20, 2012 at 12:35am

    Em certas condições, existe. A condição se chama Armadilha de liquidez. Essa condição pode ter acontecido algumas vezes na história, entretanto os momentos reconhecidos são a crise de 1929 (Recuperada pelos gastos da 2º guerra), a crise do Japão dos anos 90 (pode-se dizer que teve um custo distribuido em 16 anos), e agora, nos EUA e com alguns sintomas fortes na Europa.

    Japão? krugman.blogs.nytimes.com/2012/01/10/more-on-japan-wonkish/

    1º) "The Zero Bound Problem"

    a1.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/s720x720/407432_2497183670026_1265902503_32017688_1872068645_n.jpg

    A imagem explica que sempre que a Oferta de Dinheiro forneçida pelo Banco Central aumenta, a taxa de juros da economia diminui. Essa taxa é um referencial para toda a economia, e afeta os gastos dos agentes econômicos. Um exemplo claro para os consumidores é do financiamento de um carro ou de uma casa, o ato de comprar esse bens fica mais barato quando o Banco Central imite dinheiro. A explicação básica se resume no fato das pessoas terem gradualmente um maior poder aquisitivo (ou ao menos, pensam que tem, dependendo de outras circusntâncias), diminuindo a necessidade de aplicar o dinheiro em algum investimento financeiro pelo juro que ela irá ganhar no futuro.

    Esse estimulo monetario tem um limite, que como o nome diz, se refere a taxa de juro zero.

    A partir de MS-2 (1º reta vertical na taxa de juro zero) qualquer expansão monetária não irá afetar o consumo, o investimento, a poupança, etc.

    2º) "Quantitative Easing"

    Conhecido popularmente na mídia como "QE" ou flexibilização quantitativa. Simplismente é o aumento da Oferda de Moeda para além de MS-2, simbolizando por MS-3. Deve ser realizado junto com operações de mercado aberto (lançamento de títulos públicos) para amenizar/eliminar impactos na dívida pública.

    Por que governos fazem isso? (Em crises econômicas)

    1º) Porque por alguma razão não querem ou não podem usar política fiscal.
    2º) Porque muda as expectativas dos agentes econômicos.

    Uma vez que empresários só fazem negócios tendo em mente um retorno esperado, é comum numa crise econômica a perda generalizada de confiança em diversos setores. Existe um grande aumento na propensão marginal a poupar dos agentes econômicos. Apesar do juros estiver o mais baixo possível.
    O aumento da Oferta Monetária pode, de certa forma, fazer com que as pessoas voltem a gastar o dinheiro, fazendo girar a economia. Entretanto, é necessário um aumento realmente grande da Oferta Monetária para que esses efeitos aconteçam. É de se esperar que os políticos não sejam a favor de uma coisa dessas...

    Os liberais temem que isso possa gerar um surto inflacionário (quando a economia caminha para a deflação). Não é algo plausivel, tendo em vista os níveis de poupança, desemprego e capacidade ociosa das empresas.

    Na verdade gerar um pouco de inflação seria algo bom. Fazer as pessoas esperarem inflação futura também, pois isso incentiva o consumo, já que se as pessoas esperam que o preço futuro seja maior que o de hoje. Mas essas coisas podem sair do controle se não forem bem administradas em todo o processo.

    O almoço grátis nas crises econômicas:

    No processo de desalavancagem, a curva de Demanda Agregada da economia pode inverter:

    a8.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc7/s720x720/404619_2495942118988_1265902503_32017430_1942595984_n.jpg

    Quando todos pensam em poupar seu dinheiro e não consumir, as empresas lucram menos. Com o passar do tempo despedem os funcionários, agravando novamente a renda da economia, fazendo-os poupar ainda mais, gerando menos lucros. A coisa flui em um ciclo. Efetivamente, a Demanda Agregada diminui com o preço.

    Evidentemente, quando se realiza QE, as pessoas podem ganhar um almoço grátis, sem pressões inflacionárias, sem problemas na dívida pública (pois evita que pessoas sejam despedidas, se fossem as empresas gerariam menos lucros e forneceriam menos pagamento de impostos ao governo, agravando a dívida pública, etc.)

    Fonte:
    voxeu.org/index.php?q=node/5823
    www.youtube.com/user/markthoma?ob=video-mustangbase
  • Hay  29/01/2012 05:57
    Uma vez que empresários só fazem negócios tendo em mente um retorno esperado, é comum numa crise econômica a perda generalizada de confiança em diversos setores. Existe um grande aumento na propensão marginal a poupar dos agentes econômicos. Apesar do juros estiver o mais baixo possível.

    Realmente, é uma tragédia que as pessoas deixem de investir em negócios mais arriscados. O melhor mesmo é deixar que os economistas criem seus mundos mágicos de agregados com concorrência perfeita e números-gororoba.

    O aumento da Oferta Monetária pode, de certa forma, fazer com que as pessoas voltem a gastar o dinheiro, fazendo girar a economia. Entretanto, é necessário um aumento realmente grande da Oferta Monetária para que esses efeitos aconteçam. É de se esperar que os políticos não sejam a favor de uma coisa dessas...

    Realmente, o dinheiro tem efeitos mágicos. Basta imprimir quantias obscenas de dinheiro, sempre obedecendo aos números mágicos dos economistas, para que a prosperidade volte. É por isso que tenho sérias dificuldades em levar economistas a sério hoje em dia. É cada baboseira disfarçada de pensamento sério...

    Os liberais temem que isso possa gerar um surto inflacionário (quando a economia caminha para a deflação). Não é algo plausivel, tendo em vista os níveis de poupança, desemprego e capacidade ociosa das empresas.

    Eu adoro ler a respeito da "capacidade ociosa das empresas", como se "as empresas" fossem uma massa amorfa que eles pudessem resumir em um punhado de estatísticas. Como é que o estudo da economia chegou a esse ponto ridículo, onde um punhado de gente imagina que consegue decifrar uma absurdamente complexa estrutura de capital?

    Na verdade gerar um pouco de inflação seria algo bom. Fazer as pessoas esperarem inflação futura também, pois isso incentiva o consumo, já que se as pessoas esperam que o preço futuro seja maior que o de hoje. Mas essas coisas podem sair do controle se não forem bem administradas em todo o processo.

    É claro que os economistas mágicos sabem como administrar a inflação para que tudo fique maravilhoso! Devemos confiar em burocratas que estudaram modelos irreais que nunca levam em conta a complexidade de uma economia de verdade.

    Quando todos pensam em poupar seu dinheiro e não consumir, as empresas lucram menos. Com o passar do tempo despedem os funcionários, agravando novamente a renda da economia, fazendo-os poupar ainda mais, gerando menos lucros. A coisa flui em um ciclo. Efetivamente, a Demanda Agregada diminui com o preço.

    Sim, porque uma hora todos deixarão de satisfazer suas necessidades. No mundo mágico dos economistas, as pessoas provavelmente morrem de fome ou comem as unhas dos pés no almoço, pois estão poupando. Todo mundo hoje em dia guarda dinheiro em casa, não deposita nada em bancos, como, "obviamente", todos nós sabemos.

    Evidentemente, quando se realiza QE, as pessoas podem ganhar um almoço grátis, sem pressões inflacionárias, sem problemas na dívida pública (pois evita que pessoas sejam despedidas, se fossem as empresas gerariam menos lucros e forneceriam menos pagamento de impostos ao governo, agravando a dívida pública, etc.)

    Entenderam? QUando o governo imprime dinheiro do nada, está gerando riquezas. Quer dizer, isso não está funcionando, mas quem se importa? O que importa é que os economistas sabem exatamente como fazer o mundo funcionar!
  • Jeffy  07/02/2012 09:00
    Não sei se é impressão minha, mas mesmo com a estrutura atual (governo social-democrata com banco central) se despedaçando ao redor do mundo, ainda tem gente que acha que Keynes é o cara?

    Acordem, leiam mais, observem o que está acontecendo e por favor, pensem, só um pouco não faz mal não...
  • Eduardo  31/05/2013 15:42
    "Na verdade gerar um pouco de inflação seria algo bom. Fazer as pessoas esperarem inflação futura também, pois isso incentiva o consumo, já que se as pessoas esperam que o preço futuro seja maior que o de hoje. Mas essas coisas podem sair do controle se não forem bem administradas em todo o processo "

    Veja a deflação brutal no mercado de informática nas últimas décadas!
    As pessoas NUNCA vão comprar notebooks hoje se elas sabem que no ano que vem vai ter um notebook melhor, mais leve e MAIS BARATO.
    Comprar mais caro hoje quando vai estar mais barato daqui uns meses? Absurdo! As pessoas só consomem no presente quando elas esperam que o preço futuro seja maior.

    O mais assustador é a premissa de que o desejo de indivíduos pouparem ou consumirem devem ser "administrados" por algum zé ruela com um doutorado.
  • Pobre Paulista  17/02/2014 12:12
    Tem mais exemplos legais para ilustrar esse nonsense:

    - Não vou ver filme nenhum no cinema hoje pois semana que vem estará mais barato.

    - Hoje também não vou almoçar, daqui a uns meses vou pagar metade do que pagaria hoje.

    - Também não vou comprar roupa nenhuma, dado que elas irão cair de preço, vou andar somente com roupas velhas.

    - Andar de táxi? Esquece. Mês que vem farei o mesmo trajeto gastando bem menos.

    - Levar minha namorada ao Motel? Só daqui a 3 meses, quando o preço do Motel baixar.

    Enfim, dá para discorrer por muito tempo hehe...
  • Lopes  17/02/2014 13:18
    Tecnicamente falando, não usufruir de recursos hoje na expectativa de um menor gasto futuro é simplesmente abrir mão para que outros o façam com maior facilidade. Vide o exemplo do almoço apresentado pelo Paulista. Quanto ao preço do crédito, é mister reconhecer que quando ocorre uma abundância de poupança, não é por razões mecanizadas mas sim propositadas: os cidadãos estão a economizar para um projeto futuro ou fazendo encaixes para uma esperada situação de estresse futura. A função do conhecimento advinda disto é uma baixa no preço do crédito principalmente no longo prazo, o que barateia a aquisição de recursos para o investimento em projetos que tomam tempo para terminarem; vide o setor imobiliário, o que faz com que a demanda à longo prazo dos poupadores (afinal, como dito anteriormente, ninguém poupa sem motivos) coincida com o deslocamento de recursos aos empreendedores.

    Basicamente, há o que se vê e o que não se vê; cabe ao economista enxergar que se hoje eu dou ao banco para investir uns 40 reais que gastaria para ir ao cinema (aplicação esta que reduzirá o preço dos juros, deslocando capital aos investidores de longo prazo), é porque no longo prazo tenho a expectativa/planejamento de gastá-los. Trata-se da forma natural com que o capital e recursos são deslocados em função dos desejos dos consumidores, se deseja um processo que não é dinâmico mas que não vise a criação de riqueza, recomendo um belo de um imposto de renda que dê ao estado ao menos metade do que é detido pelos cidadãos para que ele gaste cavando buracos, aeroportos que ninguém precisa e outras engrenagens que não possuem motivo para girar. Vide o 'Cálculo Econômico Sob o Socialismo'.
  • Hugo  17/02/2014 01:27
    Eu ri d+ na parte de causar inflação pra população esperar uma inflação futura,o cara acha q indexar a economia é algo bom...kkkkkkkkkkk


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.