Legislações antitruste e agências reguladoras não podem existir em uma sociedade livre

Legislações antitruste e agências reguladoras não têm lugar em uma sociedade livre.  Legislações antitruste e agências reguladoras devem ser totalmente eliminadas.  Seus conceitos filosóficos, políticos e econômicos devem ser totalmente desacreditados, e as leis que permitem sua prática devem ser eliminadas.

Uma primeira, essencial e inevitável medida é, acima de tudo, entender o quão ruins são os conceitos de liberdade de entrada, monopólio e concorrência que sustentam a teoria e a prática do antitruste.

Em seu ensaio "Os Direitos do Homem", Ayn Rand criticou os conceitos predominantes sobre liberdade de expressão e de impressa.  Liberdade de expressão e de imprensa, disse ela, não significa que um indivíduo tenha o direito de dizer o que quiser, em qualquer lugar e a qualquer momento, e que é censura negar ao indivíduo este seu suposto direito.  Ninguém tem o direito de utilizar a propriedade alheia contra a vontade de seus proprietários.  Houvesse este direito, não haveria civilização.

Com base neste fundamento, argumenta Rand, não existe algo como ter direito a receber moradias, automóveis, empregos, educação ou serviços médicos.  Existe apenas o direito do indivíduo de empreender as ações necessárias para obter a renda com a qual poderá então adquirir tais bens, comprando-os de outros indivíduos que os estejam voluntariamente ofertando.  Ao empreender tais ações, obviamente, o indivíduo não pode agredir a vida, a propriedade e a liberdade de ninguém.

Similarmente, o mesmo raciocínio se aplica à liberdade de entrada no mercado.  Liberdade de entrada não significa capacidade de entrar em um dado setor.  Se as pessoas não possuem a capacidade de entrar em uma determinada área da economia (porque, por exemplo, elas não possuem o capital para isso), isso não significa que a liberdade de entrada no mercado foi violada.  Assim, por exemplo, se for necessário um investimento mínimo de, digamos, $1 bilhão, para se ter uma mínima esperança de poder competir no setor de aparelhos eletrônicos e informática, isso não significa de modo algum que tal setor não possui liberdade de entrada, ou que a minha liberdade, como indivíduo, de entrar em tal setor foi violada de alguma forma só porque eu pessoalmente não tenho a capacidade de levantar o bilhão necessário.

O fato de eu não possuir ou não poder levantar o capital necessário não implica uma violação da minha liberdade de entrada, assim como o fato de eu não possuir um canal de televisão ou um jornal, e não gozar do apoio de nenhum deles, não implica uma violação da minha liberdade de expressão ou de imprensa.

Sob quais circunstâncias a liberdade de entrada estaria sendo violada?  Ela estaria sendo violada se eu realmente possuísse ou pudesse obter o capital necessário — e, obviamente, fosse também capaz de satisfazer vários outros requerimentos necessários para poder concorrer, como ter montado uma equipe com administradores capacitados e mão-de-obra qualificada, dominar conceitos tecnológicos etc. — e fosse coercivamente impedido de entrar neste setor pelo governo.

Isto seria o equivalente à censura.  Tal arranjo também poderia muito adequadamente ser descrito como monopólio, pois eu estaria agora lidando com um mercado, ou com parte de um mercado, que estaria fechado para mim em decorrência do elemento essencial da iniciação de força física pelo governo — um mercado do qual fui forçosamente excluído e que, como consequência, foi transformado em monopólio de outros.  É assim que a aplicação de legislações antitruste e a existência de agências reguladoras rotineiramente fazem com que haja uma violação do princípio da liberdade de entrada, e consequentemente promovam a criação de monopólios.

Violações da liberdade de entrada e o concomitante estabelecimento de monopólios são consequências rotineiras da imposição de legislações antitruste e da existência de agências reguladoras.  Seguidamente, elas forçosamente excluem dos mercados exatamente aquelas empresas que, na ausência de ambas, estariam operando neste mercado — ou seja, empresas que de fato possuem o capital necessário e satisfazem todos os outros requisitos necessários para concorrer.

Toda decisão antitruste para proibir a fusão de uma empresa ou para obrigar a venda de alguns de seus ativos, e toda decisão regulatória relativa à determinação de quais empresas podem operar em um mercado, representam decisões que coercivamente excluem de um mercado ou de parte de um mercado uma empresa que de outra forma estaria naquele mercado.  Trata-se de uma decisão que viola a liberdade de entrada e a liberdade de concorrência daquela empresa, monopolizando o mercado contra ela.

Esta mentalidade não percebe qualquer violação da liberdade de entrada quando, por exemplo, uma grande empresa telefônica é proibida por uma agência governamental de entrar no mercado de telefonia atualmente servido por outra empresa telefônica.  Na maioria das vezes, tal proibição à liberdade de entrada é exatamente o que estimula fusões e aquisições, pois só assim uma determinada empresa passa a poder competir em um dado mercado.  No entanto, quase sempre tais fusões e aquisições são proibidas pelo governo, que, ao fazer isso, diz estar justamente protegendo a livre concorrência!  Vemos isso seguidamente no setor aéreo, no setor alimentício e no setor telefônico, por exemplo.

A correta compreensão do conceito de monopólio mostra que o fato de existir apenas um vendedor em um determinado mercado não significa que haja ali um monopólio.  Da mesma forma, é perfeitamente possível haver um monopólio em um mercado em que haja milhares de vendedores.  Antes da Segunda Guerra Mundial, a Alcoa era a única produtora de lingotes de alumínio nos EUA.  No entanto, ela conquistou e manteve tal posição unicamente por causa da sua eficiência competitiva, uma vez que havia liberdade de entrada no mercado para qualquer outro produtor.  Ou seja, a Alcoa conquistou sua posição porque soube manter seus custos de produção em níveis mais baixos do que os de seus potenciais concorrentes e, consequentemente, podia vender também a preços mais baixos que os de seus concorrentes, os quais, justamente por não serem capazes de produzir a custos igualmente baixos, não podiam vender a preços baixos, pois isso afetaria sua lucratividade.

Da mesma maneira, é perfeitamente possível existirem milhares de produtores protegidos por tarifas de importação, as quais garantem um monopólio do mercado doméstico para produtores domésticos.  Com efeito, um monopólio pode existir em circunstâncias nas quais vários milhares de pequenos e ineficientes produtores são protegidos da concorrência de um número muito pequeno de produtores que, em última análise, iria desalojá-los do mercado.  De fato, é possível proteger milhares de produtores ineficientes da concorrência de um só produtor que, por sua eficiência, seria capaz de substituir todos eles.

Tal seria o caso, por exemplo, se houvesse milhares de pequenos produtores de alumínio protegidos contra a concorrência da Alcoa.  Eles seriam os monopolistas, e não a Alcoa.  Monopólio não depende do número de produtores.  Monopólio deve ser entendido como um mercado, ou fatia de um mercado, que foi reservado para uso exclusivo de um ou mais produtores por meio da iniciação de força física do governo, ou com a sanção do governo.

Se o governo americano quisesse fatiar a Microsoft em duas empresas distintas — como quis fazer no ano 2000 —, uma restringida a lidar com sistemas operacionais, e a outra restrita a aplicativos, isso iria significar a monopolização de um destes dois ramos de produção de software contra Bill Gates, que estaria agora coercivamente excluído da produção de um deles.

Um rápido parênteses sobre a questão da alta quantia de capital necessária para um empreendimento: longe de representar algum tipo de obstáculo à concorrência, uma alta quantia de capital é justamente resultado da concorrência.  Ela é resultado do fato de que, para concorrer, você tem de pelo menos igualar os preços baixos dos concorrentes; e para ser capaz de operar lucrativamente a estes preços baixos, você tem de ter baixos custos de produção.  Um alto investimento em capital é normalmente um pré-requisito para se conseguir estes baixos custos de produção.

Da mesma forma, essa necessidade de uma alta quantia de capital pode ser eliminada — e é aí que entram as agências reguladoras e as legislações antitruste — se os preços dos produtos e serviços vendidos forem altos o bastante para cobrir os altos custos de produção resultantes de um baixo investimento.  Se, por exemplo, os automóveis voltassem a ser produzidos um de cada vez, manualmente, em estruturas parecidas com um celeiro, como era no início do século XX, poderíamos ter hoje milhares de pequenas fábricas automotivas, e qualquer indivíduo com alguns milhões de dólares seria capaz de entrar neste setor.

Isso deixaria os defensores das legislações antitruste plenamente felizes, pois em seu mundo de fantasias, tal arranjo representaria uma aproximação da teoria da concorrência pura e perfeita.  No mundo real, no entanto, isso representaria a ausência exatamente daquele tipo de concorrência que ajudou a aprimorar enormemente a indústria automotiva.

Quanto à concorrência, a defesa da existência de agências reguladoras e de legislações antitruste se baseia em um conceito de concorrência tão confuso, que na prática abandona toda e qualquer referência ao fenômeno da concorrência verdadeira.  Com efeito, tal conceito vê o fenômeno da concorrência verdadeira — o qual, obviamente, é uma espécie de rivalidade — como sendo contrário ao seu conceito de concorrência.

Sob o capitalismo, a busca por altos lucros leva a contínuas inovações na forma de produtos aprimorados e de mais eficientes métodos de produção.  Continuamente, a concorrência elimina estas altas taxas de lucro e faz com que todo o benefício das inovações seja repassado aos consumidores na forma de produtos progressivamente melhores a preços reais progressivamente menores.  Neste cenário, altas taxas de lucro só podem ser obtidas em decorrência da introdução de seguidas inovações, as quais permitem uma redução dos custos de produção.

Ao longo do século XX, este processo de inovação e competição fez com que os preços reais de bens e serviços fossem reduzidos muito provavelmente em bem mais de 90%.  Esta magnitude pode ser inferida do fato de que, em 1910, o trabalhador médio trabalhava aproximadamente sessenta horas por semana e obtinha o padrão de vida típico daquela época.  Hoje, o trabalhador médio trabalha aproximadamente quarenta horas por semana e obtém um padrão de vida pelo menos dez vezes maior.

Assim, por dois terços das horas de trabalho, o trabalhador médio obtém um número dez vezes maior de bens e serviços, o que implica uma queda nos preços reais para 6,67% do seu nível inicial — isto é, uma queda de 93,33%.  Ou, colocando de outra forma, um simples décimo daqueles dois terços — ou 6,66% — é hoje suficiente para comprar bens equivalentes ao padrão de vida médio de 1910.  Isso significa que, na média, graças ao capitalismo, houve, desde 1910, uma queda nos preços reais da ordem de 93,33%. 

Esta incrível concorrência de preços do mundo real é ignorada pela teoria "microeconômica" contemporânea e pelos defensores de agências reguladoras e de legislações antitruste.  Seu conceito de concorrência de preços advém da equação 'preço é igual a custo marginal', algo que nenhuma empresa pratica.  E, justamente por isso, o mercado é denunciado por não estar permitindo uma concorrência de preços e, consequentemente, por não estar operando em seu "ótimo".

A ideia de igualar preço a custo marginal não apenas é de uma ignorância ímpar, como também é absurda.  Pense nos assentos vazios que você frequentemente vê nos cinemas, em eventos esportivos, em aviões, ônibus e trens.  Pergunte a si próprio qual é o custo marginal de permitir ou aceitar mais um cliente em tais casos.  Obviamente, é zero ou próximo de zero.  O efeito de o preço ter de ser igual ao custo marginal nestes casos seria simplesmente o de impedir a existência da indústria em questão — a menos, é claro, que o governo a estatizasse ou que pelo menos a subsidiasse enquanto cobra um preço igual ao custo marginal.

Para quase todas as outras indústrias, como siderúrgicas ou automóveis, o custo marginal é constante para um alto volume de produção.  O efeito de ter de cobrar um preço igual ao custo marginal em tais circunstâncias seria o de impedir que os custos fixos fossem cobertos.  Como resultado, haveria apenas indústrias muito pequenas e com preços altos o bastante para cobrir todos os seus custos e, com isso, impedir que o capital investido nelas seja exaurido.

A situação resultante deste arranjo seria uma de seguidos e insolúveis gargalos no sistema econômico devido à ausência de capacidade fixa.  Isso dificilmente seria uma boa maneira de justificar que a teoria de que preços devem ser iguais ao custo marginal representa um padrão racional de atividade econômica.

Para os defensores de legislações antitruste e de agências reguladoras, o conceito de concorrência advém de um mundo de sonhos platônico, no qual a concorrência gera condições — principalmente a existência de um enorme número de vendedores individualmente insignificantes que ofertam bens homogêneos e idênticos — que fazem com que empreendedores em busca do lucro voluntariamente igualem seus preços ao custo marginal.

Tal igualdade, por sua vez, só pode ser vista como desejável sob uma perspectiva completamente coletivista que distorce a natureza da propriedade privada, dos preços e, é claro, da própria concorrência.  Eis aí as bases intelectuais do antitruste e das regulações de mercado — deploráveis ao ponto de serem hilárias.

 

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SOBRE O AUTOR

George Reisman
é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: www.capitalism.net. Seu blog georgereismansblog.blogspot.com.


Meu caro, pelo seu discurso você nunca foi liberal e nunca entendeu o que é ser liberal. E ainda tem coragem de vir com esse apelo sobre pobreza.

Gostaria de fazer uma pergunta a todos vocês:
Pois não.

Vocês já foram Pobres pra saber?
Nasci pobre, muito prazer.

Vocês já tiveram um parente morto por bala perdida?
O que isso tem a ver com capitalismo/liberalismo? Você está misturando segurança pública (que é MONOPOLIO do estado), que alias é altamente ineficiente (no Brasil, morrem 56.000 pessoas por ano, o maior indice do mundo, a gente perde até pra India, que é 43.000 por ano, outro país com alto controle estatal e burocrático) com conceitos economicos. O estado nega aos seus cidadãos o próprio direito de se defender com uma arma e mesmo assim é incapaz de solucionar o problema.

Falam tanto em mercado, economia. Mas nunca vi um liberal que enriqueceu graças a todo seu conhecimento na área, algum de vocês é rico por acaso? Maioria que vejo é classe média, acho gozado porque se manjam tanto de produzir valor e riqueza vocês deveriam ser ricos..Mas não é isso que eu vejo.

Ai meus deuses... essa foi triste.
1) O Brasil está muito longe de ser um país livre, economicamente. É o país que fica em 118 lugar no índice de liberdade econômica.

2) Ser liberal não é uma formula para ser rico e sim defender que as pessoas tenham a liberdade para efetuarem trocas entre si sem intervenção constante do Estado por via de impostos e regulações. É dessas trocas de valor que a riqueza é produzida. Cada um teria a liberdade de crescer de acordo com suas habilidades e viver num patamar de vida que julga confortável, mas repito, o Brasil NÃO É E NUNCA FOI UM PAÍS LIVRE, ECONOMICAMENTE. Você se dizia liberal e não sabe desse básico. Aham. To vendo.

Eu já fui liberal, ai cai na real com a vida, vi que esse papo de mercado não é bem assim.
Não, amigo, você nunca foi liberal. Sinto muito. Ou você está mentindo ou você diz ser uma coisa que nunca entendeu direito o que é (o que mostra o seu nível de inteligência).

Inclusive, um amigo meu foi pra Arabia Saudita, ele disse que lá existem muitas estatais e assistencialismo e o país enriqueceu assim mesmo...

Aham, beleza, usando a Arabia Saudita como exemplo:

Saudi Arabia's riches conceal a growing problem of poverty

"The state hides the poor very well," said Rosie Bsheer, a Saudi scholar who has written extensively on development and poverty. "The elite don't see the suffering of the poor. People are hungry."

The Saudi government discloses little official data about its poorest citizens. But press reports and private estimates suggest that between 2 million and 4 million of the country's native Saudis live on less than about $530 a month – about $17 a day – considered the poverty line in Saudi Arabia.


Opa, perai, como é que 1/4 da população da Arabia Saudita vive abaixo da linha da pobreza? Você não disse que era um país ótimo, rico, cheio de estatal e assistencialismo? Explique isso então.


Falam de acabar com o imposto mas negam toda a imoralidade que a ausência deste geraria, como injustiças e até coisas que ninguém prever.

Que imoralidades, cara-palida? Favor discorrer.

Favor, tentar novamente. Essa sua participação foi muito triste.


Poderiam responder o comentário desse Leonardo Stoppa:
Estranho, hipócrita é dizer que o socialismo atual compete com o capitalismo. Comunismo sim complete com capitalismo mas socialismo é uma forma de redistribuição que, quando interpretada por pessoas que estudam economia a partir de livros de economia (e não Olavo de Carvalho) é uma espécie de segurança ao capitalismo.

Se um dia você entender que existe conhecimento além do que você conhece você vai ver que dentro do conceito atual de socialismo estão as formas de redistribuição de renda (SUS, Fies, Bolsas). Em países de primeiro mundo a galera acaba usando essa grana inclusive para comprar iPhone, logo, é um socialismo que serve ao capitalismo pois deixar essa grana parada na conta de um milionário vai resultar na venda de 1 iPhone para apple, agora, quando redistribuído vira vários iPhones.

O problema da sua visão é que você estuda em materiais criados sob encomenda. Você deixa de estudar em livros de economia para aprender pelas palavras de um cara que é pago por aqueles que pagam os impostos, ou seja, aqueles que são contra a redistribuição, logo, você abre mão do conhecimento para a alienação.

Socialismo não é comunismo. Pode vir de certa forma assemelhado nos livros antigos, mas depois da segunda guerra mundial e principalmente depois da queda da URSS, ficou claro que não há em se falar em controle centralizado e ausência de propriedade privada, mas quem estuda um pouco de economia e sociologia sabe que a intervenção e a redistribuição são importantes atividades governamentais para salvaguardar a atividade industrial.

A final, de que adianta ter industrias de ultima geração se apenas 1% do povo compra seus produtos??

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Diego  26/01/2012 03:59
    Leandro, você poderia dar uma explicação mais detalhada sobre o custo marginal?
  • Leandro  26/01/2012 04:10
    Em termos gerais, custo marginal é o custo da mão-de-obra, dos materiais e da energia utilizados para produzir uma unidade adicional de um produto. Por exemplo, uma montadora que produz 10 carros por hora decide produzir um a mais. O custo despendido na produção deste carro adicional é o custo marginal.

    Este verbete da Wikipédia (pequeno) não é de todo ruim:
    pt.wikipedia.org/wiki/Custo_marginal


    Recomendo também este artigo:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=757

    Abraços!
  • André Ramos  26/01/2012 08:56
    Esse tem sido meu assunto preferido nos últimos tempos, por motivos pessoais.\r
    Infelizmente, o Brasil caminha em sentido oposto ao preconizado por este excelente texto: a nova lei do "super CADE" já foi publicada e em breve entrará em vigor, dando ainda mais poder à nossa "otoridade" anti-truth (by Thomas DiLorenzo).
  • Daniel Marchi  26/01/2012 10:38
    Uma pena que os sábios professores universitários e "reguladores" não vão descer de suas torres de marfim para responder o que foi argumentado nesse artigo. O primeiro grupo nunca se rebaixa para responder um "textinho de internet"; o segundo não pode parar um segundo sequer de "corrigir e orientar o mercado".
  • mcmoraes  26/01/2012 11:08
    O primeiro grupo não pode usar essa desculpa, visto que o livro pode ser encontrado em bibliotecas de cursos de economia e baixado de graça do site do Reisman.
  • vanderlei  26/01/2012 14:15
    Securitização de recebíveis que visa captar recursos no mercado, dando-se como garantia as contas a receber que a instituição possui, o comprador é um TRUST que é monitorado pelo TRUSTEE.

    A fraude do Panamericano do grupo Silvio Santos (Golpe do Baú) onde toda a diretoria, inclusive parentes do apresentador foram afastados do sistema financeiro nacional por vinte anos, porém, nada se falou do enriquecimento ilícito, pela fraude no sistema contábil do banco e da sua dívida ao IR (1 bilhão )


    Diríamos que a CEF é um Trust ou Trustee?
  • Valter Rufino  27/01/2012 03:06
    Achei interessante o artigo, porém, creio que existe a função de fiscalização na agência reguladora, o cumprimento de normas já estabelecidas para os participantes do jogo competitivo. Com meios mais técnicos do que políticos, como ocorre no Brasil, mas, ainda estou saindo do mundo das ideias comunistas que fui bombardeado durante toda a vida, e talvez não consegui ver isso claramente.

    Visitei o site escola sem partido e fiquei assustado. Parabéns ao site e ao material disponibilizado.
  • Leandro  27/01/2012 03:18
    Prezado Valter, sobre as agências reguladoras, tenha a bondade de ler os seguintes artigos e entende por que essa função fiscalizadora na verdade atende justamente aos interessas das empresas fiscalizadas:

    Sobre as privatizações (Parte 1)

    Sobre as privatizações (final)

    A Guatemala e seu exemplo de privatização

    Abraços!
  • Valter Rufino  27/01/2012 03:22
    Recebido. Um grande abraço.
  • Getulio Malveira  27/01/2012 04:38
    "Similarmente, o mesmo raciocínio se aplica à liberdade de entrada no mercado. Liberdade de entrada não significa capacidade de entrar em um dado setor. Se as pessoas não possuem a capacidade de entrar em uma determinada área da economia (porque, por exemplo, elas não possuem o capital para isso), isso não significa que a liberdade de entrada no mercado foi violada."

    É interessante notar a sofisticação (em sentido pejorativo, claro) envolvida na noção de "liberdade de entrada" criticada por Reisman e como é fácil desmontá-la simplesmente dando às coisas seu nome real, confirmando que todo sophisma figurae dictionis pode ser desacreditado por uma analise semântica que não ultrapassa o uso corrente das palavras. Quanta falta faz a lógica ao pensamento econômico! E não só a ele... Creio que esse sempre será o grande atrativo da E.A: ela é compreensível, sua simplicidade é aquela que desde séculos se diz que é o signo da verdade: simplex signum veri.
  • Thyago  28/01/2012 00:35
    O pessoal da Organização Industrial iria adorar esse texto ehehe...

    Muito bom o artigo, Reisman mandou bem no texto. Infelizmente a teoria econômica tradional está mergulhada nesse delírio.
  • Sidnei  11/03/2013 17:59
    Eai Galera! Entendo a que concorrência seja o meio mais eficiente de obter prosperidade. Mas fico pensando naqueles casos que todo mundo já deve ter visto alguma notícia, de postos de gasolina ameaçados de morte por grupos de empresários para não estabelecerem preços mais baixos e competitivos, etc. Eu creio que isso exista, e acho que, para empreendimentos pequenos, talvez seja digno de alguma fiscalização estatal. Entendo que cartéis sem o uso da violência são insustentáveis, mas se o cartel tem poderio econômico pra ameaçar outros empresários, a cousa muda...
    Mas enfim, o que vocês tem a comentar sobre isso?
    Abraço!
  • Leandro  11/03/2013 20:01
    Apenas mais um exemplo de um cartel que ocorre em um mercado totalmente controlado pelo governo. Aliás, é difícil imaginar um mercado mais regulado do que o de postos de gasolina.

    O setor energético é certamente um dos mais regulados da economia brasileira. Começa pelo fato de a Petrobras deter um monopólio prático da extração de petróleo. Após mais de 40 anos de monopólio jurídico (quebrado apenas em 1997), a Petrobras já se apossou das melhores jazidas do país. Nem tem como alguém concorrer. É como você chegar atrasado ao cinema: os melhores assentos já foram tomados, e você terá de se contentar com os piores. Além da Petrobras e da ANP, que regula tudo que diz respeito ao setor, há toda uma cornucópia de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança que fazem com que abrir um posto de combustíveis seja uma atividade quase que restrita aos ricos -- ou a pessoas que possuem contatos junto ao governo. Livre concorrência nesta área nunca existiu.

    E há também a elevada carga tributária, outro fator que dificulta ao máximo que pessoas comuns possam abrir um posto de gasolina para concorrer legalmente com os grandes postos já estabelecidos

    Sendo assim, é óbvio que, uma vez dentro deste mercado, apenas os peixes grandes irão mandar em tudo. Quem já está dentro deste mercado dita as regras confortavelmente porque sabe que, de tão regulado é esse mercado pelo governo, não há possibilidade de surgir concorrentes no curto prazo, muito menos concorrentes poderosos. O governo fez com que este fosse um mercado restrito exclusivamente a pessoas ricas e poderosas. Um mandar matar o outro, embora muito incomum, é uma consequência compreensível deste protegido pelo governo arranjo.

    Por outro lado, vale ressaltar que, mesmo praticando combinação de preços, os postos ainda assim praticam diferenciação de serviços, como lavagem e troca de óleo gratuitas para atrair mais clientes. Isso também ajuda a enfraquecer os cartéis.

    Um cartel, em suma, só é duradouro quando conta com a proteção do governo, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.


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