Nossas ideias chegam a Brasília - Banco Central perde status de intocável

Observação: publicaremos nesta segunda-feira as respostas enviadas pelo Banco Central, bem como nossos comentários às respostas fornecidas.


Chegou-nos uma informação deveras interessante: o deputado Edmar de Souza Arruda (PSC/PR) baseou-se nas informações contidas aqui no site do IMB — chegando, inclusive, a copiar trechos extensos de nossos artigos — para criar um requerimento que pede "informação ao presidente do Banco Central do Brasil sobre os procedimentos relativos à condução da política monetária no País."

Como se trata de um texto atipicamente bem escrito (para os padrões de Brasília), vale muito a pena colocá-lo aqui na íntegra.  Nossa intenção é mostrar como estas ideias a respeito da perniciosidade que é a existência de um Banco Central, até então restritas unicamente a algumas poucas pessoas do meio acadêmico (se muito), felizmente já começam a se disseminar, e com potencial até mesmo para incomodar os donos do poder.

Antes, algumas considerações.

A teoria econômica ensina que monopólios legalmente protegidos e que não precisam prestar contas a ninguém serão sempre ineficientes.  Sem estarem sujeitas à concorrência, ao monitoramento e ao escrutínio do mercado, tais organizações sempre tenderão a tomar decisões economicamente insensatas.  Pior ainda: serão capturadas por interesses especiais.  E com os bancos centrais o raciocínio não é nada diferente.  

Um banco central, por meio de suas expansões monetárias, de suas intervenções nos juros e no mercado de crédito, faz com que os agentes econômicos aloquem recursos de maneira insustentável, o que gera destruição de capital e, consequentemente, um menor crescimento econômico real no longo prazo.  Manipulações dos juros estimulam investimentos irresponsáveis tanto nos mercados financeiros quanto em vários setores da economia real, causando bolhas e subsequentes recessões. 

A criação de dinheiro feita por um banco central também gera um redistribuição maciça de renda dos pobres para os ricos, para os bancos, para todo o setor financeiro e para o governo. 

Não apenas a teoria fornece explicações profusas, como a prática seguidamente já se encarregou de comprovar estas teorias.  Nos EUA, desde 1913, quando o Federal Reserve foi criado, o dólar já perdeu mais de 96% do seu poder de compra.  As recentes manifestações contra a concentração de riqueza são uma mera consequência das políticas do Fed.  O movimento Occupy Wall Street faria melhor se atacasse o real gerador da concentração de renda, mudando seu nome para Occupy the Federal Reserve.

No Brasil, segundo as estatísticas do IBGE (INPC), desde a implementação do real em julho de 1994, a moeda já perdeu 75% do seu poder de compra.  Se utilizarmos as estatísticas da Fundação Getulio Vargas (IGP-M), a moeda já se desvalorizou 80%.  Aquilo que custava R$ 100 em julho de 1994 hoje custa R$405 (INPC) ou R$513 (IGP-M).  A redistribuição e a subsequente concentração de renda que tal fenômeno produziu é incalculável.

Esse fenômeno da desvalorização contínua da moeda gerou um agigantamento do setor financeiro — pois as pessoas, afinal, têm de adotar alguma medida para proteger o poder de compra da sua poupança —, criando justamente aquilo que os críticos do capitalismo chamam de "financeirização" da economia, arranjo em que os mercados financeiros adquirem importância central, deixando o setor produtivo, que é quem genuinamente gera riqueza, em segundo plano.  Esses críticos fariam bem caso realmente entendessem que aquilo que estão criticando foi gerado justamente por aquele ente a quem eles acorrem clamando por mais intervenções: o governo.

Fora essa questão da contínua destruição da moeda, um banco central, em vez de estabilizar, gera seguidas desestabilizações na economia de um país, tornado-a muito mais propensa a seguidas e severas crises, como a que vemos atualmente.  A atual crise financeira dos EUA e da Europa é um perfeito exemplo de como as expansões monetárias e a manipulação dos juros tornam as economias totalmente dependentes do endividamento.  No Brasil, este fenômeno ainda é incipiente, muito embora o endividamento das famílias já esteja em níveis recordes.  Caso a atual bolha imobiliária que se observa na economia brasileira continue sendo aditivada pelas políticas monetárias do Banco Central, e caso as famílias continuem se endividando também estimuladas pelas políticas monetárias do Banco Central, as consequências do futuro e inevitável estouro dessas duas bolhas podem ser dolorosas — exatamente como ocorreu nos EUA e em toda a Europa.

Colocando de maneira mais direta, um banco central nada mais é do que uma agência de planejamento central; e, como tal, possui um desempenho tão bom quanto qualquer outra agência de planejamento central já criada em vários países ao longo da história.

O setor bancário — tanto os bancos comerciais quanto o banco central — funciona melhor quando é transparente, responsável e opera sob forte concorrência.  Uma das funções precípuas de um banco central é blindar e proteger o setor bancário, isentando-o da obrigação de seguir as mesmas leis que são impostas a todos os outros setores da economia, como a proibição de fraudes e o cumprimento de contratos.  Quanto mais um banco central e o setor bancário que ele controla estiverem blindados do escrutínio e das leis cíveis, mais pernicioso eles se tornam para a economia e para a sociedade.

É chegada a hora de o Banco Central brasileiro ser submetido à concorrência e à imputabilidade.  Os cidadãos brasileiros têm o direito de exigir do BACEN os mesmos padrões de transparência e responsabilidade que exigem não só de todas as outras agências do governo como também de todas as empresas privadas.  Uma burocracia estatal que só pode funcionar blindada do escrutínio público e que não é penalizada por nada não deve existir em uma sociedade livre.

 

A seguir, o texto do requerimento do deputado Edmar de Souza Arruda.  Duas observações, porém, merecem ser feitas:

1) As respostas a todas as perguntas feitas pelo deputado — surpreendentemente bem articuladas e sagazes, mostrando pleno domínio do assunto — inevitavelmente levam à constatação de que o Banco Central deve ser abolido.  Não há um meio termo.

2) No entanto, sempre há a preocupação de que um ataque ao Banco Central seja interpretado como um desejo de subordiná-lo aos ditames do Congresso, que é exatamente aquilo que querem os economistas keynesianos, sempre ávidos para controlar eles próprios o ritmo da impressão de dinheiro.  Contudo, vale novamente ressaltar que, caso as perguntas feitas pelo deputado em seu requerimento sejam de fato respondidas pelas autoridades do BACEN, não há nenhum espaço para a interpretação de que o problema com a existência de um Banco Central é meramente de gerência ou de controle político.  O problema é de ordem puramente econômica e moral.

Tenham a bondade de ler o requerimento por completo (a leitura é fácil e fluente).  Ao final estão listados os artigos que ele aparentemente utilizou como fonte.

_____________________________________________________


REQUERIMENTO DE INFORMAÇÕES No       , DE 2011

(Do Sr. Edmar Arruda)

Solicita, por meio do Excelentíssimo Senhor Ministro de Estado da Fazenda, o envio de pedido de informação ao presidente do Banco Central do Brasil sobre os procedimentos relativos à condução da política monetária no País.

 

Senhor Presidente:

Com fundamento no art. 50 da Constituição Federal e nos arts. 115 e 116 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito a Vossa Excelência seja encaminhado ao sr. presidente do Banco Central do Brasil o seguinte pedido de informações:

a) Detalhes sobre as transações realizadas entre o Banco Central do Brasil e as autoridades monetárias de outros países nos últimos 10 (dez) anos;

b) Qual é o método utilizado para a compra de títulos públicos em posse das instituições bancárias? De onde vêm os recursos para a realização de operações de Open Market? Alguma conta é debitada para levantar tais fundos?

c) Qual é o valor total dos títulos públicos em posse dessa autoridade monetária? De quais instituições bancárias foram eles adquiridos? Favor discriminar.

d) De que forma as operações de Open Market, realizadas no mercado secundário para a compra de títulos públicos de posse dos bancos, difere, em seus resultados, da antiga prática de financiamento direto (feita entre o Tesouro Nacional e o Banco Central sem o intermédio de bancos), hoje considerada ilegal pela Lei de Responsabilidade Fiscal?

e) Como é possível bancos e financeiras emprestarem dinheiro ao Governo Federal (por meio da compra de títulos públicos) e, ao mesmo tempo, terem recursos disponíveis para realizarem empréstimos ao setor privado sem, contudo, haver uma explosão nas taxas de inflação?

f) Há alguma legislação específica sobre limites impostos à política monetária desse Banco Central?

g) Qual é o papel dessa autoridade monetária no financiamento do déficit público brasileiro?

h) Qual tem sido o procedimento, ou qual seria o procedimento desse Banco Central no caso da insolvência de uma instituição financeira considerada Dealer Primária?

i) Como essa autoridade monetária vê o procedimento de criação de moeda escritural, via reservas fracionárias, por parte das instituições financeiras?

j) Qual é a massa monetária que atualmente flui pela economia e que pode ser qualificada como moeda fiduciária, ou moda escritural?

k) De que forma as variações de oferta monetária podem determinar como será a estrutura produtiva da economia?

l) Possui essa autoridade monetária dados concretos que indiquem que a expansão ou a contração da oferta monetária tenha alterado para cima ou para baixo o nível da produção econômica?

m) De que forma essa autoridade monetária mede os impactos da entrada de dinheiro novo na economia? É possível identificar quais setores são beneficiados com a entrada de dinheiro novo? É possível identificar quais setores recebem esse dinheiro em último lugar? Se sim, por favor discriminar.

n) Essa autoridade monetária reconhece o fato de que a expansão monetária não ocorre de forma homogênea em todos os setores da economia? Há prejudicados?

o) Quais providências têm sido tomadas por essa autoridade monetária no sentido de garantir concorrência ampla e irrestrita no mercado financeiro? Quais os procedimentos que devem ser tomados para a criação de uma instituição financeira?

p) É possível afirmar ser a concentração do setor financeiro brasileiro uma das causas para as altas taxas de juros praticadas em empréstimos para pessoas físicas e jurídicas?

q) Qual é o percentual de desvalorização do Real desde a sua criação?

r) É possível afirmar que essa autoridade monetária possui papel decisivo na formação de bolhas na economia, semelhantes àquelas formadas pelo Federal Reserve norte-americano no mercado imobiliário daquele país?

s) Quais países não possuem uma autoridade monetária central nos moldes do Banco Central?

 

JUSTIFICATIVA

Em julho de 1994, a dívida total do governo federal era de R$ 68,4 bilhões.  Em abril de 2011, o valor da dívida já estava em R$ 2,372 trilhões.  Ou seja, em 17 anos, o endividamento total do governo federal aumentou 34 vezes. Nesse mesmo período, a base monetária, que é todo o dinheiro criado diretamente pelo Banco Central, aumentou de R$ 6,495 bilhões em julho de 1994 para R$ 179,926 bilhões em abril de 2011, quase 28 vezes.  Não fosse essa criação de dinheiro, teria sido impossível o Tesouro aumentar nesse volume suas vendas de títulos.

Surgem indícios de que o sistema de reservas fracionárias e a emissão de moeda escritural, via compulsórios, por parte do Banco Central, são fatores decisivos no surgimento de bolhas na economia e nos surtos inflacionários, que solapam o valor da moeda e distorcem o padrão de preços do mercado. Isto impede uma adequada alocação de recursos por parte dos agentes de mercado, porquanto distorce os preços, desencadeando, assim, o fenômeno dos ciclos econômicos, concebido pela Escola Austríaca de Economia.

Não apenas isso, a cartelização do setor bancário, que tem por guardião a Autoridade Monetária nacional, é uma das principais causas para as abusivas taxas de juros cobradas por bancos e financeiras no país.

A solicitação aqui apresentada se espelha nas discussões travadas nos foros econômicos de vanguarda. Nos Estados Unidos, por exemplo, diversos congressistas têm se mobilizado no sentido de aprovar os projetos H.R. 459 e S 202, que visam auditar o Federal Reserve (Fed), a autoridade monetária daquele país, que é suspeito de ter insuflado a bolha imobiliária (dentre outras bolhas), que deu origem à crise atual que vive aquele país, através de juros artificialmente baixos, a concessão de empréstimos para maus pagadores e a garantia de que, caso ficassem insolventes, os bancos receberiam ajuda financeira governamental.

Fim_do_Banco_Central.jpgNão apenas isso, com o fim do padrão-ouro, a capacidade quase infinita de imprimir dinheiro deu aos governos do mundo inteiro a possibilidade de financiar déficits monstruosos, colocando em risco a segurança econômica de inúmeros países. A crise do welfare state, na Europa, também é outra faceta deste problema. Essa infinita possibilidade de autofinanciamento também está na origem de muitas empreitadas militares internacionais. Fontes revelaram aos congressistas dos EUA que enormes carregamentos de dólares seguem ao Iraque e Afeganistão. Esse dinheiro, oriundo dessa capacidade de emissão de moeda do Fed, tem servido para a perpetuação de conflitos militares, demonstrando uma nova faceta negra que tal atribuição às autoridades monetárias tem relegado.

Assim, o presente requerimento de informações tem por objetivo simplesmente coletar alguns esclarecimentos sobre a política monetária do Banco Central, e de que forma ela pode repercutir no setor produtivo nacional, seja através da expansão/contração da oferta monetária, seja através de financiamentos indefinidos da dívida do setor público.

 

Sala das Sessões, em        de                              de 2011.

 

Deputado EDMAR ARRUDA

Vice-Líder do PSC na Câmara dos Deputados

dep.edmararruda@camara.gov.br

 

Fontes:

O sistema bancário de reservas fracionárias 

A taxa SELIC — o que é, como funciona e outras considerações (Parte 1) 

Sobre a não neutralidade da moeda 

Explicando a recente disparada dos preços no Brasil 

O que esperar da economia brasileira 

Fazenda ou Banco Central — quem é o responsável pela atual disparada de preços no Brasil? 

Por que o Banco Central é a raiz de todos os males

Rio de Janeiro, royalties do petróleo e ciclos econômicos 

Em que ponto do ciclo econômico está a economia brasileira? 

 

 

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SOBRE O AUTOR

Equipe IMB


"ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores não pode ser redução de salário?"

Não. Ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores significa produzir e vender exatamente aquilo que o consumidor quer. Se o empreendedor vai pagar salário astronômico ou mínimo para a mão-de-obra, isso é totalmente irrelevante para o consumidor.

"o trabalho não é fator de produção (um dos)"

Sim.

"o trabalho é um recurso escasso?"

Mão-de-obra é, por definição, algo escasso. Por isso mesmo, sempre haverá mais demanda por mão-de-obra do que mão-de-obra efetivamente disponível.

Falta mão-de-obra para tanto emprego disponível.

Sendo assim, a taxa de desemprego sempre deveria ser zero e os salários dos empregados sempre tende ao aumento. E por que o desemprego não é zero?
Por causa disso.

"demanda pode ser "criada" pelo marketing?"

Desejo pode ser criado pelo marketing, não demanda. Demanda significa aquisição. Eu tenho desejo por uma mansão, por um helicóptero e por uma Ferrari, mas não tenho como demandá-los porque não tenho o poder aquisitivo para os três. E não há marketing que me faça demandar esses três itens. Resta-me apenas desejar.

"sobre o trabalho escravo, nem entrei no mérito e na discussão sobre quando havia mais lucro e riqueza. Mas, o trabalho escravo é um fato que ainda existe. Existe por interferência governamental ou porque tem muitos empresários gananciosos e que buscam o lucro a qualquer custo (humano inclusive)?"

Ué, ainda existe trabalho escravo? Não sabia. Ainda existem pessoas trabalhando sem salário, sob chicotadas, proibidas de pararem de trabalhar e proibidas de pedirem demissão? Não sabia. Manda aí um link, por favor.

Até onde sei, nenhum indivíduo sai escravizado de sua casa e é levado a contragosto para trabalhos compulsórios. Um indivíduo, por definição, encontra trabalho porque saiu à procura de trabalho. Sua intenção sempre é melhorar de vida. Ele faz isso porque quer; porque a situação atual (sem trabalho) não lhe é atraente. Se ele está disposto a "trabalhar muito" é porque ele acha que assim ficará em situação melhor do que aquela em que se encontrava até então.

A menos que você comprove que o indivíduo está sendo [u]obrigado[u] a trabalhar sob a ameaça de um chicote, sem a opção de sair do emprego quando quiser, tal escolha sempre será benéfica para ele.

E se ele se sujeita a condições que para nós parecem degradantes é porque, para ele, aquilo ainda é melhor do que a situação econômica em que ele se encontrava antes. Cabe a você provar que esse indivíduo foi seqüestrado, levado a um emprego e ali mantido em cativeiro, contra sua vontade, sendo proibido de parar de trabalhar. Caso isso não tenha acontecido, então a única conclusão empírica é que esse indivíduo ainda prefere seu atual trabalho (assalariado) ao desemprego.
Errado.

Na economia, conhecemos a causa de tudo, pois a ação humana, ao contrário do movimento das pedras, é motivada. Sendo assim, é possível construir a ciência econômica partindo de axiomas básicos -- como a existência incontestável da ação humana e as implicações lógicas da ação --, axiomas estes que são originalmente reconhecidos como verdadeiros.

Destes axiomas, podemos deduzir passo a passo várias leis que também são reconhecidas como incontestavelmente verdadeiras. E este conhecimento é absoluto, e não relativo, exatamente porque os axiomas originais já são conhecidos. Eis alguns exemplos:

• Sempre que duas pessoas, A e B, se envolvem em uma troca voluntária, ambas esperam se beneficiar desta troca. E elas devem ter ordens de preferência inversas para os bens e serviços trocados, de modo que A valoriza mais aquilo que ele recebe de B do que aquilo ele dá para B, e B avalia as mesmas coisas do modo contrário.

• Sempre que uma troca não é voluntária e ocorre em decorrência de uma coerção, uma parte se beneficia à custa da outra.

• Sempre que a oferta de um bem aumenta em uma unidade, contanto que cada unidade seja considerada idêntica em utilidade por uma pessoa, o valor imputado a esta unidade deve ser menor que o da unidade imediatamente anterior.

• Entre dois produtores, se A é mais eficiente do que B na produção de dois tipos de bens, eles ainda assim podem participar de uma divisão de trabalho mutuamente benéfica. Isto porque a produtividade física geral será maior se "A" se especializar na produção de um bem que ele possa produzir mais eficientemente, em vez de "A" e "B" produzirem ambos os bens autônoma e separadamente.

• Sempre que leis de salário mínimo forem impostas obrigando os salários a serem maiores do que os salários que vigorariam em um livre mercado, um desemprego involuntário será o resultado.

• Sempre que a quantidade de dinheiro na economia aumentar sem que a demanda por dinheiro também seja elevada, o poder de compra da moeda irá diminuir.

Por outro lado, não existem elementos simples ou "fatos da natureza" na ação humana; os eventos da história são fenômenos complexos, os quais não podem "testar" nada. Eles, por si sós, somente podem ser explicados se forem aplicadas várias teorias relevantes aos diferentes aspectos de um determinado "fato" complexo que está sendo analisado.

Por que a matemática é tão útil na física? Exatamente porque os próprios axiomas utilizados, bem como as leis deles deduzidas, são desconhecidos e, com efeito, sem significado. Seu significado é exclusivamente "operacional", uma vez que eles são significantes somente na medida em que podem explicar determinados fatos.

Por exemplo, a equação da lei da gravidade, por si só, não tem sentido nenhum; ela só adquire sentido quando nós humanos observamos determinados fatos que a lei pode explicar. Consequentemente, a matemática, que efetua operações dedutivas sobre símbolos por si só inexpressivos (sem significado), é perfeitamente apropriada para os métodos da física.

A ciência econômica, por outro lado, parte de um axioma que é conhecido e possui significado para todos nós: a ação humana. Dado que a ação humana, em si própria, possui significado (o que não quer dizer que ela sempre será avaliada como racional e correta), todas as leis deduzidas passo a passo da ação humana são significativas.

Esta é a resposta para aqueles críticos que exigiram que Mises utilizasse métodos da lógica matemática em vez da lógica verbal. Ora, se a lógica matemática tem de lidar com símbolos inexpressivos, então seu uso iria destituir a economia de todo o seu significado.

Por outro lado, a lógica verbal permite que toda e qualquer lei tenha sentido quando deduzida. As leis da economia já são conhecidas aprioristicamente como significativamente verdadeiras; elas não têm de recorrer a testes "operacionais" para adquirir significância. O máximo que a matemática pode fazer, portanto, é converter laboriosamente símbolos verbais em símbolos formais inexpressivos e, então, passo a passo, reconvertê-los em palavras.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1690
O melhor a fazer, no caso de dúvida, é perguntar a quem conseguiu sobreviver à Cuba, ou imigrou de certa forma. Conheci uma cubana que imigrou há alguns anos, formada em Teologia por lá. Ela contou, e parecia ter medo de falar ou vergonha, que muitos do que vivem em Cuba, necessitam dois empregos para conseguirem viver pelo menos dignamente. Como ela fazia. E quanto aos médicos tão bem falados na boca dos brasileiros, têm de ir de bicicleta para o trabalho e chegam com as mãos tremendo para realizar cirurgias.
O que me faz questionar como seria se o mundo todo fosse socialista e Cuba não tivesse sido isolada tantos anos pelo embargo econômico americano. E por esta mesma linha de pensamento me perguntou porque não olhamos para países como Zimbabwe. A solução não está na mudança drástica para o socialismo, mas em uma evolução gradual do capitalismo que minimize as diferenças tão abruptas que temos em nosso mundo. Será possível um hemisfério sul e norte com os mesmo índices de desenvolvimento humano ? Fico nessa dúvida.

Alguns fatos sobre Zimbabwe.
Desde 2000 encontra-se em uma profunda crise, além da hiperinflação, há um alto índice de desemprego, pobreza e uma crônica escassez de combustíveis, alimentos e moedas estrangeiras.

A hiperinflação vem destruindo a economia do país, arrasando com o sector produtivo. Uma medida governamental congelou os preços, causando desabastecimento, fortalecimento do mercado negro e prisão de comerciantes contrários à medida.[3]

Em Julho de 2007, foi lançada a cédula de 200 mil dólares zimbabweanos, que apesar do elevado valor de face, é capaz de comprar pouco mais do que um quilo de açúcar. No mercado paralelo, a moeda era cotada a 1 dólar americano.[2] Em maio de 2008, foi lançada a cédula de 500 milhões[4] e em julho do mesmo ano foram lançadas cédulas com valores a partir de 100 biliões de dólares zimbabweanos.

Houve uma reforma monetária que entrou em vigor em agosto deste mesmo ano, no entanto, a taxa inflacionária parece não ceder, havendo projeções de que haja a necessidade de nova reforma em breve.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • PESCADOR  11/12/2011 20:37
    Nos meus sonhos secretos e inconfessáveis de "revolução libertária", o BC é sempre o primeiro braço de estado a cair, rsrsrs! Muito boas as perguntas, mas duvido que o BC seja sincero nas respostas. Ele não pode ser. Qualquer resposta será para falsear. Talvez não o deputado, mas algum assessor deve ler o IMB. Espero que toda a equipe do site continue fazendo esse ótimo trabalho de divulgar a EA aqui no Brasil. É um trabalho de formiguinha na verdade, mas extremamente importante. Aos poucos, mais pessoas serão acordadas das falácias keynesianas que tanto mal fazem à economia real. Fico muito contente de ser um leitor assíduo do IMB. Parabéns ao Hélio, Leandro, Fernando e todo o time. Obrigado.
  • Marcos Campos  08/04/2012 00:41
    Faço das minhas as suas palavras, estou orgulhoso de participar do do IMB.
  • Raffaell Garone  08/04/2012 12:25
    Revolução Libertária? Mais um paraquedista irracional que não entende nada de economia de mercado e política minarquista. Pescador: Faça uma coisa boa vai pescar.... kkkk
  • void  08/04/2012 15:10
    Pescador não é paraquedista aqui, não. E note que ele colocou revolução entre aspas - ainda assim, o Libertarismo é de fato algo revolucionário.
  • Catarinense  08/04/2012 17:24
    In an age of universal deceit, telling the truth is a revolutionary act.
    Atribuído a George Orwell

    :)
  • Carlos  08/04/2012 20:57
    Vc tem algum problema com a palavra revolução?
  • Absolut  11/12/2011 20:46
    Senhores, declaro (possivelmente) encerrada a Estaca Zero do processo de liberalização da Economia Brasileira.
    Brindemos.
  • anônimo  11/12/2011 22:03
    Tô passado(ui!), isso vindo de um partido que tem "social" em seu nome.Mas são 3 da manhã agora, talvez eu esteja sonhando acordado, amanhã eu volto para ver.
  • Fernando Z  11/12/2011 22:18
    Muito boa essa informação, uma pena que nossa mídia principal seja comprometida com interesses elitistas e nem toca nesse assunto.
  • André Cavalcante  11/12/2011 23:13
    A questão que se coloca é: será que vão responder?

    E, se responderem, será que não vão subordinar de vez o BACEN ao governo?

    Abraços
  • Hay  12/12/2011 05:21
    Acho que o foco da mídia e dos políticos ficaria justamente em torno disso: subordinar o BACEN ao governo. Isso não resolveria nenhum problema, e potencializaria um já existente: o uso do BACEN para alavancar as dívidas públicas e escondê-las em um emaranhado de operações.
  • Leandro  12/12/2011 07:20
    Eu sinceramente não vejo espaço para essa conexão. O que se está atacando não são apenas algumas práticas específicas do BACEN (as quais poderiam suscitar clamores por um maior controle político sobre a instituição), mas sim a essência do próprio BACEN, a maneira fundamental como ele opera. E isso é algo que não pode ser corrigido por meio de um maior controle político. Ao contrário, um maior controle político irá apenas piorar a situação

    Não dá pra pegar nossa posição (abolição do Banco Central) e desvirtuá-la, dizendo que estamos querendo ainda mais controle estatal sobre o BACEN; não há espaço para tal deturpação. Nas respostas para aquelas perguntas do deputado simplesmente não cabe um "políticos devem assumir o controle do BACEN". Não tem lógica. As respostas às perguntas do deputado não dão vazão a essa conclusão de que a solução é colocar o Banco Central sob o comando do Congresso. Políticos assumirem o controle do BACEN não vai alterar em nada a resposta daquelas perguntas, muito menos alterar a essência do funcionamento do Banco Central. Ao contrário, vai apenas piorar.


    P.S.: o BACEN já é subordinado ao governo. Sempre foi. Inclusive isso é algo que o governo nem sequer tenta mais esconder. Quem acredita em independência do BACEN está vivendo um conto de fadas.
  • Osmar  11/12/2011 23:44
    Que beleza!!!!!!!! Pelo menos algo interessante na política brasileira. O IMB poderia entrar em contato com esse deputado para fazer uma entrevista, algum contato. Seria bem interessante ter as opiniões desse Deputado aqui no site.

  • Artur Reis  12/12/2011 07:17
    Concordo com a proposta, quem sabe assim ele se estimule mais com nossa causa.
  • Ricardo  12/12/2011 03:20
    Ficou complicado responder essas questões agora heín?! rs

    Que excelente notícia ver que alguém na política brasileira tem idéias libertárias! E pela ótima qualidade das perguntas.

    Estou muito curioso para ver essas respostas. Vão absolutamente encher linguiça.

    E nossa mídia que não anuncia nada ?

    Alias, seria ainda mais interessante ver os economistas da mídia responder essas perguntas... risos.
  • anônimo  12/12/2011 03:23
    INCRÍVEL!
  • Rene  12/12/2011 03:49
    Uma boa notícia, em meio a todas as informações nada otimistas que temos recebido a respeito da Europa, dos Estados Unidos, e do próprio Brasil. Eu não entendo muito de direito, então vou fazer uma pergunta cuja resposta pode ser óbvia para alguns: Este pedido de informação pode ser simplesmente ignorado, ou existe alguma lei ou regulamentação que force o Guido Mantega a dar uma resposta? E caso a resposta não seja fatisfatória, ela pode ser contestada? Desde já, agradeço.
  • Lucas Mendes  12/12/2011 04:46
    Brilhante! É imprescindível que o IBM entre em contato com a assessoria do Deputado para uma entrevista. É mais um meio para disseminar a pauta de um assunto ligado à escola austríaca de economia - agora até no Congresso - e tão essencial ao sólido debate econômico sobre a economia brasileira e não essa superficialidade tão enfatizada na impresa, como o "PIB zero" no último trimestre ou o atual nível das taxas de juros ou da taxa de câmbio.
  • Peterson Mota  12/12/2011 04:56
    Impressionante! Aguardo com anseio pelas respostas!
  • Marcelo Cerri  12/12/2011 04:59
    Parece que o deputado quer conhecer mais da EA. O Grupo de Estudos da EA de Brasília já está em contato com ele. Provavelmente teremos um encontro pessoal em breve para sabermos mais das suas intenções.

    Fiquei bastante eufórico quando li o texto dele, mas conhecendo os órgãos públicos como conheço (trabalho na Secretaria de Orçamento Federal), a resposta provavelmente será hiper complexa, citando uma montanha de livros, cheia de matemática quase incompreensível. É aquela velha estratégia do "se não pode convencê-los, confunda-os!".
  • Erick Skrabe  12/12/2011 09:23
    Parabéns Marcelo !

    Talvez a vitória mais importante vá até mais longe. Talvez sejam os primeiros passos para a quebra sobre o monópolio do BC e, mais importante ainda, sobre o monopólio da "virtude" dos defensores do estado.
  • Álvaro  29/07/2014 15:33
    Marcelo,
    Onde encontra este grupo estudo no DF?
  • Rodrigo  12/12/2011 05:18
    Mano, tô surpreso. Sério! Sério msm!
    Nunca imaginaria que nesse país paternalista haveria alguém no poder se empenhando na luta pela liberdade dos cidadãos.
    Citar "padrão-ouro", "Escola Austríaca", "teoria dos ciclos econômicos" fará com que congressistas fiquem de cabelos em pé sem saber responder e pensando: "meu, do que ele está falando?"
    Só o burburinho que poderá causar lá dentro já levantará a curiosidade de alguns. Ó o estardalhaço que Ron Paul vem causando no GOP, defendendo idéias bem diferentes de um republicano típico.

    Lembrando que não é a 1a vez que a Escola Austríaca foi comentada por políticos do país. Ricardo Salles vez ou outra menciona Mises e Hayek qd entrevistado. Mas uma menção desse modo, direito no covil, pondo na parede as práticas desse país, acredito que seja a 1a msm.

    Parabéns à todos do IMB. A semente plantada está realmente sendo germinada. Qr melhor prova que esta?
  • Célio Beserra  12/12/2011 05:18
    Todo meu apoio ao deputado Edmar Arruda. Espero que o povo brasileiro consiga evitar que o Brasil despenque no precipício keynesiano que as gestões PSDB/PT prepararam!
  • Eduardo  12/12/2011 05:23
    Sensacional!! Tomara que também haja um jornalista influente entre nós, para escrever uma matéria sobre essa requisição. O IMB cresceria e muito!\r
  • Filipe F.  12/12/2011 05:28
    Excelente!!!\r
    \r
    Queria ver a cara de Tombine olhando para essas perguntas.\r
    \r
    Parabens ao Deputado e espero que ele siga em frente com os questionamentos.\r
    \r
    Parabens também ao IMB pelo excelente trabalhando que vem realizando!\r
    \r
    Abraços.
  • Núbia  12/12/2011 05:28
    Só para constar: entrei em contato com o tal deputado pelo Twitter para saber de onde ele tinha tirado essa ideia. Ele disse que é economista e leu sobre EA e achou pertinente fazer os questionamentos. Ele é super acessível pelo Twiter e acho que vale muito a ideia do Juliano de fazer uma entrevista com ele.

    Outra coisa que não sei se viram: a Época dessa semana, no perfil do Gingrich, cita que ele e o "libertário radical Ron Paul são os únicos pré candidatos republicanos com algo genuíno a dizer".

    Apesar do "libertário radical" que soa pejorativo, eu confesso que fiquei surpresa em ver a imprensa brasileira fazer menção ao Ron Paul.
  • Mitchel  12/12/2011 05:36
    b) Qual é o método utilizado para a compra de títulos públicos em posse das instituições bancárias? De onde vêm os recursos para a realização de operações de Open Market? Alguma conta é debitada para levantar tais fundos?

    Quero ver se vão responder essa. :P
  • Knight do Nada  12/12/2011 05:55
    O IMB poderia fazer um concurso entre os leitores para ver quem acerta as respostas, dando duas opções:

    - As respostas reais às questões;

    - As respostas que serão dadas pelo BACEN, caso sejam dadas.

    Sds.
  • mcmoraes  12/12/2011 05:56
    @Equipe IMB: "Chegou-nos uma informação deveras interessante: o deputado Edmar de Souza Arruda (PSC/PR) baseou-se nas informações contidas aqui no site do IMB — chegando, inclusive, a copiar trechos extensos de nossos artigos — para criar um projeto de lei que pede "informação ao presidente do Banco Central do Brasil sobre os procedimentos relativos à condução da política monetária no País..."

    Essa me fez lembrar de um trecho de Ayn Rand: "...The spread of evil is the symptom of a vacuum. Whenever evil wins, it is only by default: by the moral failure of those who evade the fact that there can be no compromise on basic principles...."

    Parabéns (e muito obrigado) ao IMB por não deixar o mal ganhar "by default" e por não praticar "compromise on basic principles".
  • LIVIO LUIZ SOARES DE OLIVEIRA  12/12/2011 05:59
    Eureka! Algo novo e para melhor na política brasileira! Será que o Edmar Arruda se transformará numa versão tupiniquim do Ron Paul? É esperar para ver. Mas essa notícia realmente é alvissareira, porque depois do falecimento do grande Bob Fields, o inesquecível Roberto Campos, idéias liberais e libertárias de verdade estavam longe do Congresso Nacional. Claro, que muitos vão dizer que Roberto Campos não era um genuíno liberal, já que serviu a governos intervencionistas militares e foi, justamente, um dos responsáveis pela criação do Bacen em 1964. Mas, ao sair do governo, e perceber o crescimento gigantesco do estado brasileiro nos governos de Médici e Geisel, se redimiu em muitos aspectos de suas posturas anteriores, ao defender de forma enfática o livre mercado e criticar fortemente o intervencionismo estatal na economia. Depois do desaparecimento de Roberto Campos, a qualidade do Congresso brasileiro só tendeu a piorar, com sanguessugas, mensalões e quejandos. Não surgiu mais ninguém por lá com a sua qualidade intelectual no Parlamento. Praticamente, em geral, só haviam discussões com teor ideológico esquerdista e intervencionista, ou proposições legislativas sobre questões bizantinas, como a criação do dia da corrupção (www.bocaonews.com.br/noticias/politica/politica/19267,deputado-propoe-criacao-do-dia-da-corrupcao.html) ou até mesmo bizarras, como a criação do "bolsa-estupro" (noticias.gospelmais.com.br/contra-aborto-deputado-evangelico-propoe-criacao-bolsa-estupro-28217.html ) .

    Deixo aqui uma sugestão: Seria interessante a equipe do Mises Brasil entrar em contato com o deputado Edmar Bacha, e após verificar o seu interesse, propor ao mesmo, e aos seus assessores, a oportunidade de participar gratuitamente do próximo curso de Economia Austríaca a ser ministrado. Não só ao deputado, mas a qualquer personalidade de destaque que quisesse conhecer as idéias da Economia Austríaca. Seria uma forma de amplificar a ressonância das idéias libertárias austríacas. Fica registrada a sugestão.



  • LIVIO LUIZ SOARES DE OLIVEIRA  12/12/2011 11:31
    Corrigindo: quis dizer Edmar Arruda e acabei digitando Edmar Bacha, que é um economista conhecido, dentre outros feitos, por participar da elaboração do Plano Real. Vai ver foi um lapso freudiano... Mesmo dessas falhas humanas involuntárias podem sair boas coisas: Sugiro ao IMB que mandem para o Edmar Bacha e outros economistas do maistream economics do Brasil as obras divulgadas aqui no IMB, hehe. E que também sejam feitos convites a estes para participarem dos próximos cursos de Economia Austríaca. Será excelente ver alguns figurões keynesianos, monetaristas e quejandos participando dos cursos de EA. Sonhar não custa nada. Pelo menos por enquanto... Quem sabe não acontece com os nossos ilustres professores de economia de tradição keynesiana e demais adeptos do intervencionismo econômico uma conversão semelhante à do grande Roberto Campos, que de discípulo de Keynes passou a discípulo de Hayek e depois vivia a se lamentar do tempo perdido lendo obras de gurus adeptos do intervencionismo estatal. Fica essa sugestão.
    Espero que os integrantes do IMB possam analisar as sugestões aqui dadas e, se exequíveis, factíveis, que sejam implementadas.
  • LIVIO LUIZ SOARES DE OLIVEIRA  12/12/2011 11:38
    Pessoal, estou a imaginar coisas: como ficaria a cara do Tombini e de toda a diretoria do Banco Central recebendo de presente de Natal uma versão do livro de Ron Paul, O Fim do Fed? Se quiserem fazer uma vaquinha para isso, estou disposto a colaborar.
  • Gui  16/12/2011 12:46
    Meeeeeeeeeu, sensacional! Kkkk! Estou dentro!
  • Diogo Siqueira  12/12/2011 06:00
    Estou aguardando ansiosamente as respostas.
  • LIVIO LUIZ SOARES DE OLIVEIRA  12/12/2011 06:16
    Ah, deixo outra sugestão: enviar ao deputado versões em capa dura dos livros da biblioteca e da loja virtual do IMB. As Seis Lições de Mises seria um bom começo. Quanto mais essas idéias circularem, melhor.
  • Sérgio Araújo  12/12/2011 06:18
    Interessante. Provavelmente nunca vai ser respondido pelo BC, obviamente, mas é interessante ver os questionamentos ocorrerem aqui no Brasil também. Se alguma resposta for dada, vai ser completamente incompreensível, com milhões de dados inúteis para desviar a atenção do assunto, informações genéricas e vagas, e até mesmo podem pedir mais tempo em função do grande escopo temporal e até lá o requerente já terá o mandato encerrado.\r
    \r
    Por falar em mandato, causa espanto saber que a consulta vem de um parlamentar, já que essa turma, via de regra, só está preocupada em se perpetuar no poder. Enquanto deveriam servir ao povo por intermédio do cargo eletivo, servem-se do cargo que ocupam.\r
    \r
    De toda sorte, por mais sulreal que seja começar a semana com uma notícia dessas, o parlamentar merece os parabéns pela ousada iniciativa.\r
    \r
    Resta agora torcer pra que ele não receba um telefonema qualquer dia desses ordenando que ele desista do requerimento ou que se contente com qualquer resposta mequetrefe, sob pena de sofrer represálias políticas/orçamentárias. Pensando bem, já estou querendo demais...
  • Matheus de Souza  12/12/2011 06:35
    Inacreditável! Eu nunca esperaria isso de um político do Brasil. Estou pasmo!!
  • Marc...  12/12/2011 06:36
    Parabéns à todos do IMB. A semente plantada está realmente sendo germinada. [2]

    Parabéns também aos ANCAP e Minarquistas, partidários do LIBER e que estão no lado do bem da força!!!

    Vamos elogiar o deputado e mostrar que sua atitude é bem vista pelos cidadãos de bem!
    www2.camara.gov.br/participe/fale-conosco/fale-com-o-deputado?DepValores=530119-PR-M-PSC&partidoDeputado=PSC&sexoDeputado=M&ufDeputado=PR

    Temos que nos unir mais, cadê um fórum para discutirmos como proceder para implantar o ANCAP no Brasil? Discutir as ações individuais na luta?
    Descentralizemos o poder ANCAP assim como o poder econômico deve ser descentralizado!
  • Pedro Ebeling  12/12/2011 06:52
    Fiquei absolutamente perplexo diante da notícia. Inclusive, tomei a liberdade de elogia-lo no site da Câmara, afinal não é todo dia que um "milagre" desse acontece !!
  • Marc...  12/12/2011 06:55
    Segue minha mensagem de elogio ao deputado:
    "Gostaria de parabenizar o deputado Edmar Arruda por sua atitude no pedido de informações ao Banco Central do Brasil, demostrando princípios verdadeiramente cristãos compartilhados por todos nós ANCAP e Minarquistas que queremos acabar com a escravização da sociedade através da economia onde os maiores prejudicados são os mais pobres.
    Gostaria de informar ao Sr. que esse sistema escravizador econômico (Reservas Fracionárias e Sistema Monetário Fiduciário sem Lastro) funciona em âmbito internacional, onde o produto de nosso trabalho é transferido para outros países em troca de papel-moeda que é desvalorizado continuamente. (Observe nossas reservas de US$350bi que não valerão nada em pouco tempo e que foram trocados por muitos recursos advindos dos nossos trabalho e propriedades).
    Passo a me preocupar agora com sua integridade física pois esse assunto é suficiente para causar guerras entre países, quiçá simples assassinatos."
  • mcmoraes  12/12/2011 07:05
    Sugiro tirar a última frase. Além de não parecer uma preocupação genuína, aposto que haverá quem interpretará (erroneamente) isso como uma ameaça.
  • Alan Denadary  12/12/2011 07:14
    Também enviei nota de agradecimento ao Deputado e encorajo todos os participantes a igualemnte fazê-lo. O trabalho do Instituto deve ser feito com o apoio da maioria!
  • LIVIO LUIZ SOARES DE OLIVEIRA  12/12/2011 07:20
    Essa última frase do Marc é desnecessária e contraproducente.
  • Marc...  12/12/2011 08:20
    Desculpem se minha mensagem ficou mal elaborada dando margem a má interpretação.
    Bom agora não tem jeito mais, já foi enviada. Mas a preocupação é legítima.
  • Candido Leonel Teixeira Rezende  12/12/2011 07:35
    Espero que ele continue estudando EA.
    Parabéns ao Deputado.
    Parabéns ao IMB.
  • Edik  12/12/2011 07:36
    Segue também o e-mail que eu enviei ao ilustre deputado. Todos nmós devemos demonstrar apoio a essa atitude.


    Prezado Deputado,

    Mesmo não fazendo parte da sua base eleitoral por residir em outro estado, gostaria de parabeniza-lo pela excelente iniciativa contida no RIC 1527/2011, o qual tive acesso hoje a partir do site da Câmara dos Deputados.

    Os cidadãos brasileiros, apesar das supostas boas notícias que lêem nos jornais tradicional, estranham o fato do seu salário não subir no mesmo nível dos preços dos alimentos, energia, aluguel, etc e não entendem da onde vem tanto otimismo. Se o senhor conseguir obter as informações que solicitou no referido pedido, vamos poder entender melhor como o Banco Central favorece uma minoria de empresas e grandes bancos em detrimento do resto da nossa população.

    Esse seu requerimento já esta se tornando viral nas redes sociais e sendo entusiasticamente comentado por várias pessoas que nunca imaginariam que poderia haver um representante do povo interessado nos detalhes da relação entre o Banco Central e os grandes bancos do Brasil.


    Mais uma vez, parabéns pela iniciativa e continue nessa luta pois o senhor se surpreenderá ao perceber como existe uma grande legião de pessoas, principalmente os mais jovens, interessadas pelo assunto.

    Obrigado,
  • Filipe Celeti  12/12/2011 09:25
    Ele merece ganhar um cópia do livro do Ron Paul.
  • Mohamed Attcka Todomundo  12/12/2011 10:05
    mal consigo dizer o quanto to emocionado de saber disso. quase chorei mesmo. esperar q ainda existisse integridade e coerencia em nosso parlamento era uma esperança à qual nunca me dei o luxo.à todos vcs do IMB minhas orações: que Alah desça graças sobre vcs pelo bem que vcs cultivaram. creio profundamente q esse eh só o primeiro broto de uma floresta q vai vicejar.

    faço coro a ideia da entrevista com o deputado. ate p/ ver se ele realmente sabe do que fala e p/ constatar suas intenções. por via das duvidas eh bom ver p/ crer

    ao Marcelo Cerri, uma pergunta: como contatar seu grupo de estudo em brasilia? estudo na católica de bsb e kero ter contato c/ vcs.

    tb faço coro ao LIVIO LUIZ SOARES DE OLIVEIRA: [1] incluir personalidades da politica brasileira e seus acessores nos cursos de EA [2] mardar de presente pro deputado 1 ou 2 livros capa dura do instituto (mas as 6 lições é um livrinho meio fraco. acho q a ética da liberdade do rothbard ou a teoria do capitalismo e socialismo do hoppe são bem melhores. eu li os 2, e acho muito acessiveis, ao contrario da ação humana, em qpatinei muito até achar aqueles artigos do ubiratan iorio, q explicam bem os conceitos, e dão uma introduçao legal)

    tb mndei email pro deputado, pedindo uma cópia eletronica das respostas ele receber. sugiro a todos fazer o mesmo
  • Daniel Marchi  12/12/2011 10:45
    Caro Mohamed (que estuda na Universidade Católica, ops!)

    Caso queira informações/contado do Grupo de Estudos da Escola Austríaca em Brasília, mande e-mail para: danielmarchi@gmail.com

    abç

    Daniel
  • Eduardo  12/12/2011 10:57
    Fiquei pasmo com a notícia! Torço muito que as idéias viagem viralmente no ambiente político, e principalmente nas mentes das pessoas.

  • Marcio Estanqueiro  12/12/2011 11:38
    O que acho mais interessante, é a descoberta que existe o IMB, que existem outras idéias diferentes das idéias de Mantega e Tombini. Poderia ser realizado também uma entrevista, onde poderia ser aprofundado mais as posições e quem sabe a "mídia" publicasse alguma coisa. Pode ser sonho, mas já é um bom começo. E pensar que isso é dito aqui todos os dias. É bom saberem que existem brasileiros que se preocupam realmente com a nação. Paarabéns a equipe IMB.
  • Andre Cavalcante  12/12/2011 11:42
    Desculpem o longo post, fiz umas pesquisas e só para deixar claro qual o trâmite do pedido de informações ao Sr. Ministro (o pessoal do IMB pode editar se achar muito grande):

    Art. 50 - A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, ou qualquer de suas Comissões, poderão convocar Ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República para prestarem, pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado, importando em crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada.

    § 1º - Os Ministros de Estado poderão comparecer ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados, ou a qualquer de suas Comissões, por sua iniciativa e mediante entendimentos com a Mesa respectiva, para expor assunto de relevância de seu Ministério.

    § 2º - As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal poderão encaminhar pedidos escritos de informação aos Ministros de Estado ou a qualquer das pessoas referidas no caput deste artigo, importando em crime de responsabilidade a recusa, ou o não atendimento, no prazo de trinta dias, bem como a prestação de informações falsas.

    Art. 115. Serão escritos e despachados no prazo de cinco
    sessões, pelo Presidente, ouvida a Mesa, e publicados com a respectiva
    decisão no Diário do Congresso Nacional79 , os requerimentos que
    solicitem:

    I - informação a Ministro de Estado;
    II - ...

    Art. 116. Os pedidos escritos de informação a Ministro de
    Estado, importando crime de responsabilidade a recusa ou o
    não-atendimento no prazo de trinta dias, bem como a prestação de
    informações falsas, serão encaminhados pelo Primeiro-Secretário da
    Câmara, observadas as seguintes regras:
    I - apresentado requerimento de informação, se esta chegar
    espontaneamente à Câmara ou já tiver sido prestada em resposta a pedido
    anterior, dela será entregue cópia ao Deputado interessado, caso não tenha
    sido publicada no Diário do Congresso Nacional81 , considerando-se, em
    conseqüência, prejudicada a proposição;
    II - os requerimentos de informação somente poderão referir-se a
    ato ou fato, na área de competência do Ministério, incluídos os órgãos ou
    entidades da administração pública indireta sob sua supervisão:
    a) relacionado com matéria legislativa em trâmite, ou qualquer
    assunto submetido à apreciação do Congresso Nacional, de suas Casas ou
    Comissões;
    b) sujeito à fiscalização e ao controle do Congresso Nacional, de
    suas Casas ou Comissões;
    c) pertinente às atribuições do Congresso Nacional;

    O número da Requisição de Informações é: RIC-1527/2011. Status: aguardando parecer.

    Como em janeiro há recesso, então isso vai ficar para fevereiro.
    Pelo que entendi, o Sr. Ministro tem 30 dias para comparecer à Comissão e responder às questões. Então, mais 30 dias depois de fevereiro então lá para março podemos ter um desfecho do caso, isso se não for glosado antes no parecer interno da câmara.
  • Marcelo Werlang de Assis  12/12/2011 18:56
    É crime de responsabilidade deixar de responder aos requerimentos e prestar informações falsas! Hmmmm... Interessante!\r
    \r
    O chefe do BACEN dificilmente escapará de cometer tal crime! Ou ele mente, ou ele não responde. Dizer a verdade (falar que o BACEN é uma entidade criminosa)significará dar um tiro no próprio pé!\r
    \r
    Abraços!!!\r
    \r
  • Marcos  12/12/2011 11:53
    Leandro,

    Boa tarde.

    Tenho uma dúvida em relação a inflação. Alguns produtos caem de preço ao longo do tempo, por exemplo as TVs e celulares. O ganho de produtividade é um fator de deflação. Frente a esses produtos, o poder de compra da moeda aumentou. Certo? Só que esses produtos não entram no cálculo dos índices de inflação. Entendo que um índice de inflação deve se preocupar com a maioria das pessoas.

    O poder de compra da moeda não seria melhor explicado pela aumento da base monetária?

    Grato,
    Marcos
  • Leandro  12/12/2011 12:19
    Prezado Marcos, só pra esclarecer que celulares, aparelhos de televisão, som e informática também entram no cálculo dos índices de inflação. E mesmo com sua contínua queda de preços -- o que puxa os índices para baixo --, os índices continuam bastante altos.

    Sim, você está certo ao dizer que alguns produtos caem de preço ao longo do tempo. E estes são produtos majoritariamente fabricados pelo setor tecnológico, um setor que possui altos ganhos de escala, alta produtividade e que são -- isso eu tenho de falar bem baixo -- relativamente pouco regulados pelo governo. Pode observar: quanto menos regulamentado é um setor, mais os preços caem (pense, por exemplo, em cirurgias a laser para a correção de miopia, operações de clareamento da arcada dentária etc.)

    Portanto, sim, frente a estes produtos, o poder de compra da moeda aumentou. Mas a maioria destes produtos é contabilizada pelos índices de inflação.

    Quanto ao poder de compra ser afetado por variações na quantidade de dinheiro, ora, isso é exatamente o que falamos aqui neste site. Apenas uma ressalva quanto aos termos técnicos: base monetária não é o melhor indicador, porque uma das variáveis dela mensura a quantidade de dinheiro parado no cofre dos bancos e a outra variável contabiliza dinheiro parado em caixas eletrônicos. E são variáveis significativas. O M1 seria um indicador um pouco mais acordo. Eu, particularmente, prefiro o cálculo dos meios fiduciários (M1 menos BM), pois eles representam dinheiro criado pelos bancos para empréstimos e que, por sua própria natureza, foram criados para ser gastos -- o que vai estimular a inflação de preços.

    Se você ainda não domina esses termos técnicos, sugiro estes artigos:

    Explicando a recente disparada dos preços no Brasil
    Em que ponto do ciclo econômico está a economia brasileira?
    Fazenda ou Banco Central -- quem é o responsável pela atual disparada de preços no Brasil?
    Por que o Banco Central é a raiz de todos os males

    Grande abraço!
  • Heber  12/12/2011 13:58
    parece que ao longo do tempo fica mais fácil comprar celulares emais difícil comprar comida!!
  • Getulio Malveira  12/12/2011 12:37
    Interessante. Mais talvez por sabermos que há um deputado e economista conhecedor da EA do que pelo pedido de informações em si mesmo, que não deve dar em nada. Vou pesquisar mais sobre esse deputado... que sabe ele não vem a ser o Ron Paul brasileiro... sonhar não custa.
  • RenE  12/12/2011 13:22
    Melhor segurar o otimismo e estourar o champagne só depois. \r
    É que eu estou duvidoso de que o citado deputado saiba do que está falando; é mais provável, isso sim, que sejam seus assessores quem escreveram essa carta.\r
    \r
    Não acho que ele seja o messias que vcs estão esperando não...
  • Leandro  12/12/2011 13:32
    Quem escreveu o requerimento é o de menos. O simples fato de o BACEN estar sendo questionado -- e mais ainda, questionado justamente em suas funções precípuas, e por um membro do governo -- já representa um golpe fulminante no status quo. A caixa-preta impenetrável foi exposta e, caso a pressão continue, será difícil reverter a maré.

    Nos EUA, por exemplo, o Fed sempre foi visto como um assunto monótono, que despertava pouco interesse e com o qual apenas tecnocratas deveriam se preocupar. Hoje, uma fatia expressiva da população americana já se informou sobre assunto e descobriu que a instituição não apenas rouba continuamente seu poder de compra, como também é a responsável pela destruição da economia. Consequência: hoje já se fala abertamente em mandar Ben Bernanke para a cadeia. Quem imaginaria isso?

    Um dia chegamos lá (muito embora já o devêssemos ter feito na década de 1980).

    Grande abraço!
  • Luiz Renato   12/12/2011 13:19
    pq o IMB, junto com outras entidades, não faz um abaixo assind]ado em em apoio, só pra fazer pressão?
  • Rodrigo  12/12/2011 14:30
    Prezado Leandro,

    Se extinguíssemos o Banco Central, quais seriam os passos seguintes para desenvolver, fazer crescer a economia?
  • Leandro  12/12/2011 15:24
    Prezado Rodrigo, em primeiro lugar é preciso deixar claro que não existe esse negócio de "o que fazer para a economia crescer". O crescimento econômico depende do gênio humano e da maneira como ele vai alocar e investir o capital da economia. O crescimento econômico depende da divisão do trabalho e da acumulação de capital. E a acumulação de capital depende da poupança. E isso é algo que você não manipula. No máximo, você pode abolir os empecilhos que retardam esse processo.

    Daí a importância de se extinguir o banco central, entidade essa que, por meio de suas expansões monetárias e manipulação dos juros, destrói a poupança e destrói o capital, retardando o enriquecimento da economia. O que genuinamente provoca aumento da riqueza de uma economia é a poupança, a acumulação de capital e a divisão do trabalho. E não manipulações monetárias, as quais apenas destroem esses três itens.

    A pergunta que deve ser feita, portanto, não é "o que fazer para crescer a economia" (essa independe de políticas), mas sim como reestruturar o sistema bancário.

    Antes de o BC sair de cena, seria necessário haver uma ampla reforma bancária, principalmente no quesito das reservas fracionárias. Há muito literatura sobre como poderiam ser estas reformas (algo, no momento, fora do escopo dessa discussão). Uma reforma bastante branda, por exemplo, seria a Casa da Moeda imprimir dinheiro (agora dinheiro físico, com cédulas e moedas metálicas) em quantidade que igualasse a totalidade de depósitos em conta-corrente, de modo a fazer com que haja 100% de reservas bancárias para esses depósitos. Ato contínuo, para evitar que essa impressão de dinheiro fosse expandida pelos bancos por meio das reservas fracionárias e se transformasse em enorme inflação de preços, o sistema bancário seria obrigado por lei (nada mais do que uma lei anti-fraude) a operar com 100% de reservas. Nesse caso, não haveria nenhuma insolvência bancária, não haveria inflação monetária, não ocorreria nenhum cenário catastrófico e ninguém seria prejudicado -- exceto os grandes lucros dos bancos, que agora passariam a operar como qualquer outra empresa na economia.

    Mas isso é um assunto que não dá pra esmiuçar em uma simples seção de comentários. O objetivo primário é fazer as pessoas entenderem toda a nocividade gerada por um banco central, do quão deletério e pernicioso ele é para os indivíduos e para a economia como um todo. Após isso, aí sim parte-se para o debate detalhado de como seria uma economia sem um banco central -- e temos um artigo específico sobre isso.

    Grande abraço!
  • Arion  12/12/2011 15:42
    Nenhum. Abolir o BC e, ato contínuo, abolir a emissão exclusiva de dinheiro pelo governo.

    Feito isso é só esperar uns meses (ou dias) que bancos quebrarão e a economia real poderá florir.
  • Arnaldo  12/12/2011 14:59
    É a melhor notícia do ano! Parabéns à equipe do IMB.
  • Igor  12/12/2011 15:20
    Talvez ele se oponha ao establishment da política monetaria brasileira e mundial pelo fato de ser um economista, porém, algumas informações encontradas na descrição disponibilizada em seu site evidencia que ele é um liberal, no mínimo, demasiadamente moderado.
  • jose  12/12/2011 20:18
    Caríssimos,\r
    \r
    o que fazer com o mercado de livros? Não é um monopólio, mas um oligopólio. TODAS as livrarias vendem os livros pelo mesmo preço. Como enfrentar esse problema?\r
    \r
    abraços.\r
    \r
    josé.
  • anônimo  13/12/2011 02:58
    Bem, não sei se há realmente oligopólio, e nem sei o quanto você consideraria uma diferença considerável nos preços, mas fiz uma pesquisa (shopping.uol.com.br/e-tem-outra-coisa_2427182.html) e encontrei alguma variação de preço entre lojas(ainda que mínima). Mas acho que isso pode ser relacionado ao fato de que, ao menos neste caso, é uma só editora que trabalha com o livro, portanto, com seu próprio preço. Ou um preço "recomendado". Me parece que o problema aqui é um só: direitos de uso/propriedade intelectual/Copyright. Se mais de uma editora pudesse trabalhar com o livro livremente, talvez os preços variassem mais, podendo ser até menores.


    Mas acho que isto é assunto em outro artigo, não aqui.
  • oneide teixeira  12/12/2011 21:41
    59-60 comentários crescimento e tanto do site fico feliz com isso.

    Não sei quem esta moderando,pergunto as visitas ao site estão aumentando ou e so impressão minha?
  • Carlos  12/12/2011 22:03
    Segundo a TACE uma expansão do crédito gera ciclo econômico, mas o seu bust pode ser adiado por décadas, correto?
  • Leandro  13/12/2011 11:17
    Prezado Carlos, para o bust ser adiado, as injeções monetárias teriam de ser cada vez maiores. Isto é, elas teriam de crescer a taxas aceleradas. Em uma economia totalmente aberta, com importações livres, as consequências desta inflação monetária -- a saber, a inflação de preços -- podem ser temporariamente mascaradas pelas importações. E foi algo mais ou menos assim que aconteceu nos EUA. A inflação monetária começou em 2001 e durou até 2006. E a bolha estourou em 2007. Nesse meio tempos, os preços ficaram bem contidos.

    Aqui no Brasil, como nossa economia é muito mais fechada, esse processo de inflação monetária não consegue durar nem dois anos sem fazer com que a inflação de preços fique fora da meta.

    Portanto, a resposta para a sua pergunta é: vai depender do grau de abertura da economia.

    Grande abraço!
  • Klauber Cristofen Pires  13/12/2011 04:44
    Parabéns ao IMB e a todos que têm participado deste protagonismo em favor da vida, da liberdade e da propriedade.

    Parabéns especialmente ao Leandro Roque, cujo acurado raciocínio serviu de boa fonte ao deputado e seus assessores.
  • Leandro  13/12/2011 11:15
    Obrigado pelas gentis palavras, Klauber. Grande abraço!
  • Marc...  14/12/2011 06:30
    A todos nós que queremos o ANCAP ou Minarquismo:

    Como vender uma idéia:
    A prática mostra-nos que na maioria das vezes, o mérito de uma idéia é determinada pela sua procedência, e não por ser a melhor, portanto antes de apresentar a sua idéia, tome os seguintes cuidados:

    *Pense na idéia como um todo e certifique-se de que irá funcionar.
    *Pense numa apresentação organizada, nos benefícios mais importantes. Indique as desvantagens, mas compare-as em relação aos benefícios.
    *Esteja preparado para defender a idéia. Saiba onde ela pode ser atacada e tenha resposta às possíveis perguntas que possam surgir.
    *Demonstre como a idéia pode ser melhorada.
  • Mohamed Attcka Todomundo  14/12/2011 06:47
    Daniel Marchi: "Caro Mohamed (que estuda na Universidade Católica, ops!)"

    kkkkkkk. tive q fazer 2 semestres de teologia com um professor padre.
  • Diego  16/12/2011 07:44
    Mandei email e até liguei para o Disque Câmara para elogiar o deputado. 0800 619 619 - Para quem quiser ligar.

    Temos que dar força para ele.
  • Rene  31/01/2012 13:12
    Uma pergunta a respeito da dívida pública brasileira. Primeiro, vou mostrar estas duas fontes (não muito) confiáveis:\r
    \r
    economia.estadao.com.br/noticias/economia,divida-do-setor-publico-fecha-2011-em-365-do-pib-a-r-15-trilhao,101215,0.htm#\r
    \r
    De acordo com o Estadão, a dívida pública fechou em 1,5 trilhões. A porcentagem da dívida em relação ao PIB caiu, o que é interpretado como um desempenho melhor do que 2011.\r
    \r
    g1.globo.com/economia/mercados/noticia/2012/01/divida-publica-sobe-10-em-2011-para-r-186-trilhao-diz-tesouro.html\r
    \r
    O G1, por outro lado, anuncia uma piora do desempenho da dívida pública.\r
    \r
    Já este artigo fala que a dívida estava em 2,372 trilhões de reais em Abril de 2011. A pergunta óbvia é sobre a diferença dos números. Eu entrei no site do tesouro, mas não encontrei um relatório que pudesse me indicar números oficiais, a fim de tirar a dúvida. Alguém poderia me dar uma ajuda com isso?\r
    \r
    Obrigado.
  • Leandro  31/01/2012 13:27
    Prezado Renê, todo o mundo trabalha com o conceito de dívida bruta, que representa exatamente o total da dívida de um governo. Só aqui no Brasil é que o povo aceita ser enganado com essa história de dívida líquida.

    A mesmíssima coisa acontece com a questão do superávit primário. Nenhum país de primeiro mundo trabalha com isso. Ou o governo teve superávit ou teve déficit; não tem esse negócio de "Ah, houve um superávit primário, mas tivemos um déficit nominal". Ora, se houve déficit nominal, então o governo operou em déficit orçamentário. Ponto. Não tem essa lorota de superávit primário. (Ver mais aqui).

    Mas, voltando à dívida, é impressionante a docilidade da nossa mídia. Que o governo esteja interessado em divulgar números favoráveis é algo perfeitamente compreensível -- afinal, esta é a função do governo: mentir, fraudar e ludibriar. Agora, que a mídia aceite isso sem sequer oferecer outra versão é um bom indicador do declínio destes veículos.

    A questão é que a dívida bruta (que contabiliza absolutamente todos os títulos públicos pendentes, inclusive aqueles que estão em posse do Banco Central, e que coletam juros com nossos impostos; veja o gráfico aqui) está aumentando, porém a dívida líquida segue praticamente constante, pois o governo está recorrendo à engenhosa medida de expandir o gasto por meio dos bancos públicos, medida essa que neutraliza a dívida líquida ao mesmo tempo em que aumenta a dívida bruta.

    Expliquei como funciona esse truque neste artigo.

    Abraços!
  • Rene  31/01/2012 18:13
    Valew, Leandro. Abraços.
  • Felix  01/02/2012 04:39
    Alguém sabe se o BC respondeu a estes questionamentos do deputado?
  • Andre Cavalcante  01/02/2012 10:42
    Para acompanhar a tramitação:

    www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=530583

    Situação: Situação: Aguardando Despacho do Presidente da Câmara dos Deputados na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA)

    Último ação:
    Data 30/12/2011
    Ação Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA). Parecer da Relatora, Dep. Rose de Freitas (PMDB-ES), pela aprovação.

    Ainda tem muito chão: se aprovado, o BACEN tem 30 dias pra responder a partir da data do recebimento do requerimento. Lá pra março ou abril vamos ter algum notícia...
  • Augusto  04/02/2012 09:48
    Ontem o jornal "Brasil Economia" publicou um artigo de Priscila Dadona e Claudia Bredarioli sobre o candidato Ron Paul e a proposta dele de acabar com o Federal Reserva. A reportagem menciona o livro "End the FED" e comenta que a ideia esta ganhando certa popularidade nos EUA.\r
    \r
    Ai, do nada, diz, "a teoria inicial (de que o FED eh desnecessario) eh do economista americano Steve Horwitz".\r
    \r
    Hein? Que? Pelo visto as duas jornalistas nem sequer se deram ao trabalho de ler o livro "End the FED", ou de fazer qualquer investigacao...\r
    \r
    Adoraria ver uma "carta do leitor" escrita pelo Mises Brasil corrigindo esse erro do artigo!
  • Darcy  09/02/2012 13:10
    A ideia de eliminar os bancos centrais é ótima. Tais organismos dificultam a dinamização da economia, por manterem uma estrutura semelhante à dos órgãos governamentais, que os induz a ficarem estanques, reproduzindo procedimentos que pela própria dinâmica econômica precisariam ser revistos de tempos em tempos. Além disso, é foco de informações privilegiadas e, no Brasil principalmente, tornaram-se verdadeiras sinecuras cheias de privilégios.
  • Andre Cavalcante  10/02/2012 01:43
    Só acompanhando. Já foi para o BACEN:

    08/02/2012 Primeira Secretaria (1SECM )
    Remessa por meio do Ofício 1ªSec/RI/E nº 113/2012, ao Ministro Presidente do Banco Central do Brasil, ALEXANDRE TOMBINI.

    Não teria alguém pra lançar uma nota para a impressa, aproveitando a repercussão do encontro na Fecomercio (economia.estadao.com.br/noticias/economia,ideia-de-eliminar-os-bancos-centrais-ganha-seguidores-no-brasil,102335,0.htm), mostrando que agora o BACEN tem 30 dias pra responder?

  • José Carlos  08/03/2012 15:41
    As respostas do questionário já estão prontas e serão encaminhadas ao deputado na 6ª feira 09/03/2012.

    Assim que possível postarei aqui as respostas.

  • Andre Cavalcante  14/03/2012 13:50

    José Carlos, já tens algum retorno?

    Segundo o site da câmara já as repostas já foram entregues. Último registro:

    12/03/2012
    Primeira Secretaria (1SECM )
    Encaminhamento de resposta ao autor conforme Ofício 1ªSec/RI/I nº 446/2012

  • José Carlos  03/04/2012 11:15
    Meu contato no BC está com medo de vazar as respostas, pois acredita que a alta diretoria alterou uma coisa ou outra e, se ele me passar as respostas que tem em mãos, pode ficar diferente do que foi mandado ao deputado.

    Vamos aguardar...
  • Andre Cavalcante  03/04/2012 12:14
    Ok. Mas por que o tal deputado não disponibiliza publicamente as tais respostas?
  • Leandro  03/04/2012 12:24
    A resposta já nos foi enviada e já enviamos a contra-resposta para o assessor do deputado, que por enquanto pede sigilo. Infelizmente, a resposta nos foi enviada em um .pdf que não permite cópias (é como se o documento houvesse sido fotocopiado, de maneira que não dá pra você utilizar o Ctrl C Ctrl V), o que praticamente impossibilita que colemos todas as respostas aqui. Mas haverá novos desenrolares para esta história. Aguardem!
  • Glaucio  06/04/2012 21:22
    Bom dia, experimente imprimir e depois escanear usando um programa OCR. Talvez seja mais fácil que digitar tudo.
  • Tiago  07/04/2012 14:54
    Não precisa imprimir, provavelmente da pra passar o ocr direto no pdf.
  • Thyago  06/04/2012 15:01
    Interessante isso. Vejamos:

    Deputado, economista, PSC...

    Ao menos uma coisa não me assusta: é do Paraná.
  • Daniel Monteiro  06/04/2012 17:58
    Legal essa notícia!.
    Por sinal, tem um artigo aqui sobre a selic muito esclarecedora datada de 2009. Não encontrei a continuação dela por aqui. O Deputado se baseou nela também pra refutar o BC. Se possível queria ler a parte 2 do embate entre libertários e keynesianos sobre os juros baixos sem o perigo inflacionário. No mais, queria parabenizar mais uma vez o IMB por esta cutucada no intocável.
  • Leonardo Sartori Menegatto  06/04/2012 19:15
    Muito boa iniciativa! É bom relatar também que esse deputado, além de atuante, possui freqüência invejável para um parlamentar! Meus cumprimentos.
  • vanderlei  07/04/2012 00:33
    Excelente matéria, uma das melhores que já li, parabéns ao pessoal do site.

    Por que o Dólar é uma referência?
    Durante a segunda Guerra em Bretton Woods – Estados Unidos, firmado acordo para garantir estabilidade financeira internacional, desenvolvimento mundial, liberdade de comércio.

    Foi criado o FMI e BIRD, neste acordo foi estabelecido um sistema monetário baseado no dólar, porque o FED lastreava o dólar em reserva de ouro, suas reservas constituíam em dois terços do ouro de todo o mundo, excluindo a URSS.
    Estabelecido a paridade: 35,0875 dólares por onçatroy (31,104 g)

    Banco Central Europeu - um modelo alemão.

    controle do déficit público em 3% do PIB, dívida pública em 60% do PIB, inflação em 1,5% a taxa médias dos 3 melhores membros (países).

    Justificação: Mão de Obra pressiona a competitividade e inflação.
    Medidas: Flexibilização dos salários, fim das negociações coletivas e seguro desemprego que é substituido pelos minitrabalhos e temporários.


    www.pampalivre.info/noticias.htm

    Brazil: o sistema bancário mais draconiano do mundo
    SAIBA A DIFERENÇA ENTRE POUPAR 100 REAIS E DEVER 100 REAIS PELO MESMO TEMPO

    Se um correntista tivesse depositado R$ 100,00 (Cem Reais) na poupança em qualquer banco, no dia 1º de julho de 1994 (data de lançamento do Real), teria hoje na conta a FANTÁSTICA QUANTIA de R$ 374,00 (Trezentos e Setenta e Quatro Reais).

    Se esse mesmo correntista tivesse sacado R$ 100,00 (Cem Reais) no Cheque Especial, na mesma data, teria hoje uma pequena dívida de R$139.259,00 (Cento e Trinta e Nove Mil e Duzentos Cincoenta e Nove Reais), no mesmo banco.

    Ou seja: com R$ 100,00 do Cheque Especial, ele ficaria devendo 9 Carros Populares, e com o da poupança, conseguiria comprar apenas 3 pneus.


  • Marcio Estanqueiro  07/04/2012 13:09
    Que maravilha! Será que teremos uma confissão mais transparente do que as confissões publicadas na mídia. Ou será que o governo pensa que "todos" acreditam nas bravatas de nossa Presidenta, do Mantega et caverna? Não podem enganar a todos o tempo todo, um dia tudo isso vem a tona... oxalá que o Brasil ainda resita a toda essa manipulação financeira!
  • Paulo Sergio  07/04/2012 17:13
    off topic mas...bizarro demais, nem no pior pesadelo eu imaginava isso:
    "Ai como eu sou bandida!" - Questão de concurso público?
    Qual foi a frase que deixou a personagem Valéria, do programa Zorra Total, famosa? Qual o nome da atriz que fez a protagonista Griselda em Fina Estampa, novela da Rede Globo? Essas foram algumas das questões abordadas no concurso público, realizado no dia 25 de março, para a contratação de funcionários para a Prefeitura Municipal de Cambé (16 km de Londrina). As perguntas estavam na parte de conhecimentos gerais para a prova de gari. '
    br.educacao.yahoo.net/conteudo.aspx?titulo=%E2%80%9CAi+como+eu+sou+bandida!%E2%80%9D+-+Quest%C3%A3o+de+concurso+p%C3%BAblico%3f

    Agora cadê os concurseiros que aparecem por aqui pra falar que concurso seleciona 'os melhores' ??
  • Andre Cavalcante  07/04/2012 22:42
    Parece brincadeira, não? Mas é verdade! Logo, é um absurdo!

    Provas e concursos são universais. Não são aplicados somente no Brasil e nem somente no âmbito do governo. Tenho certificação Microsoft e tive que me submeter a prova (americana) e tudo mais. Meu 1o emprego consegui fazendo um concurso (eles chamam de processo seletivo, mas é exatamente um concurso: análise curricular, uma prova e depois uma entrevista) numa indústria; éramos um bocado de gente no início, entraram somente 2.

    Concurso é apenas uma forma de selecionar. Há outras. Umas mais eficientes que outras, dependendo da função, objetivos, etc. Uma boa análise curricular, por exemplo, também pode ser bastante eficiente (não deixa de ser um concurso).

    Agora, com provas mal elaboradas, mal aplicadas e mal respondidas, é quase mágica termos algumas instituições com alguma credibilidade para tal. Talvez seja por isso que boa parte das empresas maiores acabam tendo o seu próprio grupo e sistema de recrutamento: não conseguem achar no mercado instituições verdadeiramente aptas para o serviço.

    Concursos e provas conseguem selecionar os melhores se eles, por si, forem melhores e forem sérios. Por exemplo, os concursos contarem com várias formas de avaliação (não somente a prova).

    Agora, contra o clientelismo do governo, não há solução simples; concurso nenhum vai acabar com isso, apenas a morte do governo em si é que fariam as coisas realmente mais eficientes.

    Por fim, ainda acredito que uma boa conversa (a famosa entrevista) ainda tem muita validade, pois consegue pegar coisas que as provas puras e simples não pegam.
  • Paulo Sergio  08/04/2012 02:12
    André, só acho que não faz sentido comparar concurso com certificação privada.O único objetivo de uma CP é comprovar que vc sabe aquilo, um concurso não, um concurso sempre tem que eliminar alguém e geralmente faz isso cobrando detalhezinhos ridículos, irrelevantes que profissional nenhum daquela área precisa saber

    Claro, e isso fora os que são patéticos, como esse dessa prefeitura.
  • Andre Cavalcante  08/04/2012 10:41
    Paulo Sérgio,

    "só acho que não faz sentido comparar concurso com certificação privada.O único objetivo de uma CP é comprovar que vc sabe aquilo, um concurso não, um concurso sempre tem que eliminar alguém e geralmente faz isso cobrando detalhezinhos ridículos, irrelevantes que profissional nenhum daquela área precisa saber"

    Concordo em parte com você, mas suas palavras induz a se pensar que concursos são algo puramente público e inerentemente ineficiente, o que não é verdade. O objetivo de uma CP é o mesmo: selecionar pessoas, neste caso, uma que detém uma certificação (sabe mais) em detrimento de outra que não o detém (teoricamente sabe menos). O fato de um concurso público ser uma aberração, não significa que a instituição concurso (receba ela o nome de processo seletivo, entrevista, prova, etc.) não seja relevante. A iniciativa privada vive de selecionar os melhores (empreendedores, funcionários, vendedores, etc.). Só isso que chamei a atenção. No mais você está plenamente de acordo comigo e eu com você. É uma aberração esse concurso da Prefeitura de Cambé. Será que não há forma melhor de selecionar um gari, do que essas ridículas questões?
  • Paulo Sergio  08/04/2012 16:16
    'O objetivo de uma CP é o mesmo: selecionar pessoas,'

    Não, o que eu quiz dizer é que uma CP, se 100 candidatos souberem o conteúdo, todos 100 são aprovados.Já um concurso público tem que eliminar alguém, mesmo que todos tenham um nível bom tem que ter algo pra diferenciar, e geralmente esse algo é irrelevante no mundo real.
  • Andre Cavalcante  08/04/2012 18:14
    Estamos falando a mesma coisa, mas de maneiras diferentes.

    "Não, o que eu quiz dizer é que uma CP, se 100 candidatos souberem o conteúdo, todos 100 são aprovados."

    OK. Mas de 200 candidatos em que apenas 100 souberem o conteúdo, então apenas os 100 adquirem o certificado. Então o certificado por si já filtrou 100. Mas não significa que todos os 100 serão contratados. Em uma empresa haverá outro processo qualquer para filtrar esses 100 em, digamos, 5, que serão os contratados. Se isso não for um concurso... (mais uma vez, pode ter o nome que quiser).

    E mais uma vez, qualquer concurso (público ou privado) que apenas tem como objetivo, como você falou, "eliminar alguém, mesmo que todos tenham um nível bom tem que ter algo pra diferenciar, e geralmente esse algo é irrelevante no mundo real" então está fadado ao fracasso. Só acho que a iniciativa privada, neste sentido, toma mais cuidado, se bem que já vi muita gente entrando (numa indústria) simplesmente porque era conhecido do chefe. É claro, se não for competente vai cair fora em pouco tempo, mas isso também ocorre no mundo privado do trabalho.
  • Paulo Sergio  09/04/2012 02:35
    'Então o certificado por si já filtrou 100. Mas não significa que todos os 100 serão contratados.'

    Mas não estou falando de contratação, só da prova mesmo.A NATUREZA da prova é diferente, uma certificação privada NUNCA vai ser sem noção como as provas de concurso, justamente por ser privada.

    'E mais uma vez, qualquer concurso (público ou privado) '
    E aí vc mistura tudo de novo...
  • Lucas Nutels  08/04/2012 14:45
    Da teoria à prática. Esse é o verdadeiro poder das ideias.
  • Paulo Sergio  08/04/2012 16:28
    Sinceramente eu não me empolgaria muito não.Acaber com o FED nem nos EUA eles conseguem.
  • Daniel  08/04/2012 21:03
    Já é segunda! Quero as respostas!
  • JC  08/04/2012 21:16
    Ótima notícia, principalmente tendo em vista que o instituto não tem como objetivo ser um 'think tank' próximo de políticos ou do governo. Parabéns Mises Brasil.
  • Pedro Evandro Montini  09/07/2013 05:13
    Questionamentos como estes poderiam ser mais corriqueiros.
  • Gafanhoto  07/05/2014 14:19
    As respostas do Banco central permanecem em sigilo?
  • Porta-Voz  07/05/2014 14:22
    Não, ué. Tá tudo no artigo seguinte.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1274


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