Belo Monte e o movimento ambientalista
por , domingo, 20 de novembro de 2011

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belo_monte.gifO problema de falar sobre Belo Monte — pior ainda, falar contra Belo Monte — é que você será imediatamente visto como aliado de gente esquisita, como artistas globais que mal sabem do que falam (mas falam assim mesmo, pois pertencem à casta dos bem pensantes e por isso gozam de plena imunidade intelectual) e ambientalistas lunáticos que não hesitariam em dizimar a humanidade para proteger minhocuçus, aranhas, tatus e macacos-prego.

É claro que eu não acharia nada ruim em ser visto ao lado de Juliana Paes, Letícia Sabatella e Maitê Proença (senti falta da Christiane Torloni). Porém, uma coisa é estar acompanhado delas; outra, bem distinta, é ser confundido com alguém que pensa da mesma maneira que elas.  E é esta tragédia que quero evitar aqui.

O leitor provavelmente já deve ter assistido ao vídeo abaixo.  Caso ainda não o tenha feito, reserve 5 minutos do seu tempo para a tarefa.  O vídeo é tecnicamente muito bem feito e possui um roteiro bem elaborado.  Para os incautos, ele é bastante persuasivo.  O primeiro um minuto e meio é muito bom.  Depois é que a coisa degringola.  Veja:



Para resumir, a ideia do movimento contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte se apóia em três pilares:

1) A hidrelétrica será construída majoritariamente com o dinheiro de impostos.

2) A hidrelétrica vai desalojar índios e populações ribeirinhas. 

3) A hidrelétrica vai matar peixes e inundar uma área de 640 km2 de floresta, algo que certamente vai alterar o eixo de rotação da terra.  Ademais, hidrelétrica em floresta é energia suja (só seria boa no deserto, segundo Letícia Sabatella).  Bom mesmo é moinho de vento e energia solar.

Primeiro item

O primeiro item é irretocável.  Aliás, foi uma grata surpresa ver a classe artística tão preocupada com a imoralidade que é a espoliação do dinheiro alheio.  No entanto, é óbvio que se trata de um mero truque emocional para atrair mais gente para o movimento; afinal, na hora de correr para o governo e pedir que ele confisque mais dinheiro do setor produtivo para repassar para o cinema nacional e inúmeros projetos culturais, os artistas são os primeiros a entrar na fila.  Portanto, essa repentina guinada libertária é meramente um estratagema para ludibriar e atrair para o seu movimento ambientalista alguns indignados a mais.  (Mesmo porque, até onde se sabe, nenhuma destas estrelas — inquestionáveis fontes de sabedoria e autoridade moral — parece estar se queixando da farra com o dinheiro público que está sendo feito em nome da Copa do Mundo, cuja importância é muito menor que a de uma hidrelétrica.)

No entanto, vamos ignorar essa manobra esperta e nos concentrar exclusivamente na mensagem anti-tributária, a qual, vinda de quem veio, já é um grande avanço.  De fato, é o BNDES (sempre essa praga) quem irá financiar 80% da obra — de início, os R$ 24 bilhões de que fala o vídeo; porém é fácil prever que, como de praxe, tal valor acabará sendo muito maior que o planejado. 

Há uma regra que nunca falha: sempre que o governo, à revelia de todos, se empenha laboriosamente em aprovar projetos de lei ou em empreender obras impopulares, pode ter certeza de que tem alguém ganhando muito dinheiro com isso.  O seu dinheiro, obviamente.  Políticos são sensíveis ao voto, é claro, mas são ainda mais sensíveis às necessidades de empreiteiras e bancos cujas contribuições de campanha serão proporcionais às benesses que ganharam do governo.  Entre o eleitor comum e os grandes financiadores de campanha, não é nenhuma ciência complexa imaginar quem será o privilegiado. 

No caso de Belo Monte, o dinheiro irá para as empreiteiras que formaram os consórcios e para os bancos que irão financiá-los.  (Além do BNDES, há também o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Banco da Amazônia (Basa), o Bradesco, o Itaú Unibanco, o HSBC, o Santander, o Banco Votorantim, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e o BES Investimento do Brasil.  Quanto às empreiteiras, os nomes de todas elas estão disponíveis aqui.

Os mais crédulos e otimistas diriam que o governo está apenas preocupado com o bem comum de uma massa ingrata e ignara.  Desnecessário dizer que governo benevolente é um oximoro; governos se preocupam exclusivamente com os interesses de seus membros e com os interesses de grupos de interesse que fazem lobby.  Na democracia, gentileza sempre vai gerar novas gentilezas — afinal, a conta sempre pode ser repassada para terceiros.

Portanto, quanto ao primeiro item, a concordância é de 100% com o vídeo.  O apelo para a não construção de Belo Monte com dinheiro de impostos é totalmente louvável.  Por coerência, esperemos que estes artistas venham mais a público denunciar todos os tipos de obras públicas e demais empreitadas governamentais.  Aliás, que venham a público protestar contra todos os tipos de gastos do governo.  Afinal, se todos concordamos que construir hidrelétrica com dinheiro público é errado, imagine então tomar dinheiro da população para financiar coisas totalmente sem importância, como teatros, cinema e outros "projetos culturais"?  Tenho certeza de que os artistas brevemente estarão protestando contra isso também.  Um novo YouTube já deve sair na semana que vem.

E considerando que o gasto total do governo federal já está na casa de R$ 1 trilhão, e dado que "meros" R$ 24 bilhões provocaram toda essa azáfama entre os artistas, então é certo que eles se engajarão com ainda mais vigor para combater todo e qualquer tipo de gasto público, desde obras para a Copa até gastos com educação.  O que é mais importante, ter hidrelétrica ou pagar professores de ciências sociais em universidades federais?

Mas é claro que nada disso vai acontecer.  E por um motivo muito simples: como explicado, essa crítica ao fato de Belo Monte estar sendo construída com dinheiro público é mera espuma.  É apenas um truque para agregar mais gente à causa.  A real intenção desse movimento é uma só: avançar a agenda ambientalista, a qual será abordada no terceiro item.

Segundo item

O segundo item também traz uma revelação surpreendente: os artistas, uma classe progressista por natureza, se mostram inflexíveis defensores da propriedade privada.  A população ribeirinha e os índios que habitam o local teriam de ser removidos para a construção de Belo Monte, desapropriação essa que no jargão técnico se chama 'domínio eminente'.  Mas a classe artística, destemida, veio a público denunciar este totalitarismo estatal, revelando-se resoluta em sua defesa da inviolabilidade do sacrossanto direito de propriedade privada.

O que chama atenção nessa abordagem é que apenas genuínos conservadores e libertários são favoráveis à total inviolabilidade dos direitos de propriedade.  Se um grupo de pessoas se estabeleceu em uma região, se eles adquiriram aquela terra por meios honestos (sem roubo ou invasão) e se eles 'misturaram seu trabalho àquela terra', então tal local passa a ser sua propriedade privada.  E de maneira inquestionável e sacra.  Alguém removê-los de lá contra a vontade deles seria um violento atentado aos seus direitos de propriedade privada.  Tanto os índios quanto a população ribeirinha teriam de ter o direito de recusar qualquer tipo de proposta que lhes fosse feita.

Mesmo liberais moderados e todos os social-democratas em geral defendem uma relativização dos direitos de propriedade.  Segundo eles, a propriedade não pode se sobrepor ao 'bem comum'.  Se o governo decidir que uma casa deve ser derrubada para a construção de uma rodovia, está decidido.  O proprietário não tem o direito de reclamar.  Ele que se contente com sua indenização (sempre menor que o valor da propriedade) e se retire.  É preciso abrir mão de confortos e se sacrificar pelo bem comum. 

Já os artistas são muito mais reacionários.  Com eles não tem negócio, não. A violação da propriedade privada não é negociável.  Se os índios e os ribeirinhos não querem sair dali — e tudo indica que realmente não querem —, então tudo deve ser cancelado.  É por isso que tenho certeza de que brevemente os artistas também estarão protestando contra todos os governos estaduais e municipais que estão praticando domínio eminente a rodo em todo o país para agradar à FIFA.  O YouTube deve sair daqui a duas semanas, com Marcos Palmeira e Eriberto Leão recitando trechos de Hans-Hermann Hoppe.

Creio não ser realmente necessário explicar que esta postura é apenas mais uma velhacaria concebida ardilosamente para atrair mais pessoas à causa ambientalista, desta vez recorrendo ao apelo emocional da compaixão pelos destituídos.  Respeito à propriedade privada?  Só se for a deles.   Esse povo nunca esteve interessado nisso.  A real intenção desse movimento, repetindo, é uma só: avançar a causa ambientalista.  E para isso é necessário conquistar as mentes e os corações (principalmente os corações) dos mais incautos.

Terceiro item

E é no terceiro item que o movimento explicita suas genuínas cores e intenções.  A preocupação nunca foi o dinheiro público ou a propriedade privada.  A preocupação sempre foi a de salvar girinos, bagres, minhocas e piranhas.  Além de árvores e cipós, é claro.  Um momento bastante impactante ocorre quando Eriberto Leão, com voz incisiva e sílabas pronunciadas sombriamente, anunciou que "a usina de Belo Monte vai alagar, inundar, destruir 640 km2 de floresta amazônica".  Apavorante?  Parece muita coisa?  Acha que isso causará o fim do sistema solar?  Não se você considerar que a Amazônia tem uma área de 5.500.000 km2, detalhe que fizeram questão de nem mencionar.  Logo, essa "tragédia" inundaria 0,01% da Amazônia.  E qual é a área da floresta que é desmatada anualmente? 19.000 km2Anualmente.  Logo, o 'estrago' que Belo Monte fará é ínfimo se comparado ao tamanho do desmatamento anual da região.  E todo esse desmatamento, ao que tudo indica, não alterou o equilíbrio mundial.  Não obstante, o vídeo quase nos faz crer que justamente estes 640 km2 alterarão completamente o ecossistema da região, gerando chuva ácida, aquecimento global, tornados, furacões, tsunamis etc.

Ato contínuo, os sábios apresentam a solução para o impasse: esqueçam essa bobagem de usinas hidrelétricas.  São nocivas para o mundo.  O must do momento é energia eólica e energia solar.  Ou seja, a energia hidrelétrica pode ser perfeitamente substituída por vento e por raios de sol.  É possível?  Claro que é!  E como seria isso?  Ah, isso é um problema pequeno, que pode ser perfeitamente deixado para depois.  O que importa é que Eriberto Leão garantiu que é possível.  E Eriberto é a voz da ciência.  Se ele diz que é possível, então não pode haver discordância. 

Ora, energia eólica e a energia solar de fato podem gerar eletricidade, mas não o suficiente e em nível nacional.  Ambas podem funcionar bem como complementos muito localizados, mas não em grande escala.  O vídeo deixa claro que os artistas irão se opor veementemente à construção de novas hidrelétricas na Amazônia (as quais já estão programadas), e exigirão a substituição de todas essas hidrelétricas por vento e sol.  

Como perfeitamente ironizou George Reisman,

Mas há um problema sério, e que aparentemente tem sido amplamente ignorado por aqueles mais impacientes pela construção dos moinhos e painéis solares: o incômodo fato de que nem sempre está ventando e nem sempre o sol aparece.  E, até o presente momento, não há notícia de um método econômico e em larga escala capaz de armazenar eletricidade para uso posterior.  Tal fato implica a necessidade de se manter o atual sistema de produção operando conjuntamente com o novo sistema baseado inteiramente no vento e no sol.  Porém, caso tal sugestão seja demasiado reacionária, então que nos acostumemos a prolongados períodos de blecaute.

Uma curiosidade adicional é que a energia eólica, pelo visto, também gera problemas para os ambientalistas, pois está promovendo uma chacina de pássaros e águias.

A mentalidade ambientalista

Essa doentia insistência dos ambientalistas em querer impor 'energia limpa' e em exigir 'energia mais eficiente' é uma postura que, caso seja implementada como eles querem, irá solapar toda a produtividade da economia, bem como todo o nosso bem-estar.  Por quê?  Porque 'energia mais eficiente', no linguajar verde, significa simplesmente uma menor produção de energia por habitante.  E é aí que surge a nossa miséria.  Para que haja um aumento na produtividade da mão-de-obra, algo indispensável para o enriquecimento de economia, é necessário que haja um constante aumento na quantidade de energia disponível per capita.  Caso contrário, para compensar este não aumento da energia disponível, cada trabalhador terá de aumentar sua carga de trabalho muscular caso queira continuar produzindo mais e melhores bens e serviços.  E isso seria um ataque direto ao nosso padrão de vida.  Afinal, nossa qualidade de vida depende primordialmente de um fato: nossa força muscular, que é bastante modesta, tem de ser continuamente auxiliada por quantidades cada vez maiores de energia mecânica, na forma de máquinas, motores e geradores, alimentados por gasolina, diesel, gás, eletricidade e energia nuclear.  Quanto maior a variedade de opções, melhor.  E é isso que os ambientalistas querem abolir.

O movimento ambientalista, portanto, é um movimento profundamente anti-mercado, anti-bem-estar e anti-desenvolvimento, pois suas propostas solapam por completo a produtividade do trabalho.  Consequentemente, elas destroem todas as possibilidades de progresso econômico e de aumentos salariais — os quais estão diretamente ligados à produtividade.  Somente um constante aumento na produtividade da mão-de-obra, auxiliado pela utilização de uma maior quantidade de energia per capita, pode gerar um aumento na oferta de bens e serviços em relação à oferta de mão-de-obra disponível (um marceneiro é mais produtivo utilizando uma serra elétrica em vez de um serrote).  E é esse arranjo que gera uma redução nos preços em relação aos salários.  Ou, falando de outra forma, é esse arranjo que torna possível os salários aumentarem sem que os preços tenham de subir, ou sem que tenham de subir na mesma proporção dos salários.

Outro problema do movimento ambientalista, e aqui o efeito é meramente cômico, é sua total incoerência e a total ignorância.  Explico: os ambientalistas afirmam que não se pode confiar cegamente na ciência e na tecnologia para a construção de usinas nucleares, nem para a produção de pesticidas, conservantes químicos, agrotóxicos, transgênicos etc.  No entanto, quando o assunto é aquecimento global (que é o bicho-papão que realmente move essas campanhas ambientalistas), imediatamente surge uma área cujos métodos científicos e tecnológicos despertam nos ambientalistas a mais excitante e irreversível confiança, uma área em que, até bem recentemente, ninguém — nem mesmo o mais fervoroso defensor da ciência e da tecnologia — jamais havia demonstrado ter muita confiança.  Se há uma coisa, afirmam os ambientalistas, que a ciência e a tecnologia podem fazer perfeitamente, sem nenhuma margem de erro significativa, e na qual podemos ter confiança ilimitada, é prever o tempo — para os próximos cem anos! 

Afinal, é exatamente com base na previsão do tempo que os ambientalistas praticamente exigem que abandonemos todas as benesses trazidas pela Revolução Industrial.  Ou, como eles eufemisticamente costumam dizer, que 'mudemos profundamente o nosso estilo de vida' — em total prejuízo do nosso bem-estar material, é claro.  Temos de reduzir continuamente nossas emissões de dióxido de carbono e, óbvio, reduzir nosso consumo de petróleo, gás natural, carvão e qualquer coisa que libere CO2.  E, pelo visto, a seguir a nova tendência, também teremos de reduzir nosso consumo de eletricidade gerada por meios hídricos. Daqui a pouco seremos proibidos de respirar.

Outro fator hilariamente contraditório diz respeito à energia nuclear.  Por mais que cientistas e engenheiros nos assegurem, baseando-se nos mais mínimos detalhes das mais reputadas leis da física, que a energia nuclear é perfeitamente segura (no Brasil não há terremotos como no Japão), os ambientalistas se retraem em espasmos quando ouvem o termo — mais ou menos como fez Bruno Mazzeo, que teve de fazer uma concessão e dizer que a energia hidrelétrica é mais limpa que a energia nuclear.  E por que reagem assim?  Porque, segundo eles próprios, não devemos arriscar de maneira irresponsável a vida das próximas cinquenta gerações, que correm o risco de ser expostas a radiações nocivas.  Porém, paradoxalmente, baseando-se exclusivamente na previsão do tempo, eles estão dispostos a destruir todo o sistema econômico da atualidade e abolir toda a civilização industrial — o que impediria que avançássemos sequer mais umas duas gerações.

Em resumo: a nossa civilização industrial deve ser abolida unicamente para evitar que, no futuro, o clima fique ruim.  Lunáticos estão exortando a destruição do nosso padrão de vida com o intuito de manipular a temperatura média do mundo e o nível dos oceanos nos séculos futuros.  E, de quebra, também para evitar a morte de insetos, sapos, micos, árvores e mato.

Qual a semelhança e qual a diferença entre o "socialismo científico" marxista e o atual movimento ambientalista?  O marxismo representa o coletivismo em sua fase jovem, arrogante e impetuosa.  Já o ambientalismo representa o coletivismo em sua fase senil e esclerosada.  O marxismo, falsa e desonestamente, ao menos prometia grandes bonanças: o potencial humano seria finalmente libertado dos grilhões da opressão capitalista e a prosperidade material seria o inevitável resultado dessa nova ordem.  Já o ambientalismo se limita a aterrorizar pessoas cuja mentalidade é menos desenvolvida que a de uma criança, e oferecer a elas uma lista de coisas que elas devem fazer caso queiram evitar vento e chuva.  De certa forma, o ambientalismo é o estágio final do coletivismo.

Conclusão

Não foi o objetivo deste artigo falar como funcionaria um livre mercado de energia elétrica, como ele seria mais eficiente, mais barato e mais abrangente.  Isto já foi dissecado nestes dois artigos.  O objetivo aqui foi analisar um pouco das nuanças do movimento ambientalista e mostrar como eles estão aprendendo a se adaptar e a remodelar seu discurso para atrair gente desavisada para a sua causa.

No mais, o Brasil possui 851 milhões de hectares. Apenas 0,2% são ocupados por cidades e suas obras de infra-estrutura.  Dizer que os ocupantes de meros 0,2% de um imenso território estão causando a destruição irreversível de todo o ecossistema seria vigarice ou imbecilidade?

 tabela.jpg

Quem quiser ser contra a construção de Belo Monte, ótimo.  Eu também sou.  Mas sou unicamente porque se trata de uma obra corporativista — na qual o dinheiro público é dividido entre os amigos do rei — e anti-mercado.  Também sou contra porque ela representa um ataque indefensável à propriedade privada.  E é só.  Pouco me importa o que ocorrerá com as minhocas e as piranhas de uma ínfima região da Amazônia.  A natureza sempre se adapta.  É assim há pelo menos 2,5 milhões de anos.

 

Leia também: A Amazônia é nossa?


Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


363 comentários
363 comentários
Alexandre M G Moreira 18/11/2011 09:27:55

Grande artigo, Leandro!... Pelos motivos que o faz ser contra... Eu subscrevo!

Responder
Filipe F. 18/11/2011 09:44:37

Como sempre, brilhante artigo!

Responder
Margarida Molan 28/11/2011 18:48:59

Muito bem escrito. Em tempo: não sou artista, nem escritora. Sou pedagoga. Ou seja, também não sei nada. Entre alguns ótimos, escolhi esse: a entrevista do Phd: patriciaguarnieri.blogspot.com/2011/11/analise-do-estudo-dos-impactos.html


Vou dando meus pitacos nesse projeto absurdo, pelos animais e pela floresta, mas sinto um certo acanhamento. Definitivamente não sou do ramo!

Responder
18/11/2011 10:07:22

Eu tenho vergonha de falar "Sou contra Belo Monte" justamente por causa disso. Não estou dando a mínima pra floresta, mas vai explicar isso pras pessoas...

Responder
Domingos 18/11/2011 10:17:42

Excelente artigo, Leandro. Parabéns.

Responder
Fernando Z 18/11/2011 10:19:17

Atores são atores.

Responder
Saindo um pouco do tema... 18/11/2011 10:41:20

Gostei da tabela de ocupação do território brasileiro, ela me fez lembrar da outra faceta do coletivismo senil e esclerosado: o neomalthusianismo.

Muitas pessoas adoram criar aqueles mapas populacionais e de densidade demográfica para "alertar sobre o perigo da superpopulação", e depois debater sobre "como vamos alimentar tantas bocas?". É ridículo como tais mapas são apresentados dramaticamente ao mesmo tempo em que representam tão mal a realidade.

Como está fervilhando de gente no leste, quase não se pode sair do lugar. É só olhar pro trânsito, né. Que problemão...
static.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/04/densidade-demografica-brasil.gif

O Amazonas numa situação quase tão "crítica" como São Paulo, Minas e Rio. Muita gente... muita.
1.bp.blogspot.com/_-BCA_B1L1JY/S6tvMKXb-RI/AAAAAAAABCg/FnZvX-ioWqE/s1600/Mapa+Brasil+Popula%C3%A7%C3%A3o+2000.jpg


Incrível como imprimir mais um "dólar", para essa gente, significa mais riqueza, ao passo que um "cérebro humano" a mais no mundo significa pobreza. É a velha sanha anti-humana.

Responder
JOSUELITO BRITTO 18/11/2011 10:45:36

Parabenizo Leandro pelo brilhante artigo. Aproveito para dar uma sugestão: enviar o artigo para o endereço eletrônico dos "sábios" artistas engajados. Quem sabe, talvez resolvam Lê-lo, se é que lêem alguma coisa que presta.

Responder
Marcelo Cerri 18/11/2011 10:49:06

Excelente artigo Leandro!

Gostaria de somente de fazer um comentário sobre a questão indígena. Diferente do que é alardeado por aí, boa parte dos índios e ribeirinhos não será deslocada, pois a área inundada é relativamente pequena. O problema maior para os índios é que uma enorme extensão do rio Xingu, que antes era de corredeiras, terá suas águas paradas. Isso causa três problemas fundamentais aos índios, segundo o que me disse uma antropóloga que trabalha com os índios do Xingu (pelo menos é isso que eu me lembro):

1 - Provavelmente haverá um grande surto de malária, doença que mata índios a rodo na Amazônia. Tanto é que a construção se dá hoje de modo ilegal, já que a Secretaria de Saúde Indígena do Min. da Saúde não aprovou o plano apresentado pela empreiteira, o que é exigido por lei.
2 - A principal fonte de alimentação dos índios daquela região são os peixes de corredeira (caranha, se não me engano). Ao "parar" a água do rio, os índios teriam que se readaptar a outros tipos de pesca.
3 - Aquelas corredeiras e aqueles peixes são de um valor religioso importantíssimo para aqueles índios. A construção da usina "mataria" seus deuses e faria com que suas vidas perdesse sentido. Isso é tão importante para eles, que hoje muitos deles dizem que entrarão em guerra, que preferem morrer a ver o rio "morto".

Esses três itens só são problemas porque os índios não possuem a propriedade das terras (são reservas do estado) e, obviamente, porque o estado tem o poder de desapropriar qualquer terra que seja de interesse público. Argumentei isso a antropóloga citada acima e ela me respondeu que "caso déssemos a propriedade das reservas aos índios, eles acabariam vendendo as terras e isso acabaria com aqueles povos, com sua cultura etc". Ora, se eles livremente decidirem que querem acabar com sua cultura, que direito nós temos de impedir?

Sds!

Responder
anônimo 18/11/2011 12:56:33

Antropologicamente essas argumentações são uma piada.

A maior parte dos grupos indígenas da amazônia atual é
oriunda de OUTRAS regiões do Brasil, notadamente do litoral
do NE, e, expulsos em épocas passadas, se adaptaram ao
hostil ambiente amazônico.

Não sei particularmente o caso dos do Xingu, mas esses "protesteiros"
de 5ª categoria normalmente nem sabem o porque dos seus protestos,
quanto mais pesquisar em profundidade.

Se viver no NEOLÍTICO (que é o estágio que querem obrigar os índios
a ficarem) fosse tão bom e saudável ao ambiente, a Ilha da Páscoa, por
exemplo, não teria chegado ao esgotamento ecológico.

Nem tampouco praticamente TODA a megafauna de Madagascar teria
sido EXTINTA pelos seus primitivos habitantes (antes dos Europeus).

Nem os primeiros humanos teria contribuído para ACELERAR a extinção
final da fauna das últimas glaciações....

Responder
anônimo 19/11/2011 16:58:35

A tua justificativa é totalmente inválida! Não cabe a você julgar se um povo merece ou nao ter sua cultura erradicada somente porque seus habitos levam ao esgotamento de uma ilha diminuta. Qual seu ponto? Que os indios estao acabando com a amazonia??

Responder
Carlos Eduardo G. Araujo 04/12/2011 16:36:31

Meu caro, os índios estão se acabando por sí só. Tanga e tinta no rosto só quando tem câmera por perto. O negócio deles é ray-ban, celular e ganhar propina de madeireiro ilegal, quando não são eles mesmos os desmatadores e traficantes de araras. Não existe mais índio inocente, mas existe muito homem branco romântico impressionado com o documentá?io do Al Gore.

Responder
Luciana 20/11/2011 17:49:20

Olá Leandro. Achei o texto muito articulado, assim como o vídeo dos artistas, mas para ganhar adeptos ao pensamento desenvolvimentista a todo custo. Te achei preconceituoso, insensível sobre as relações humanas com o meio e não conhece nada do atual movimento ambientalista.
Tomara que você, e pessoas que pensem como você, pensem duas vezes em colocar um filho no mundo.
Ao menos você se preocupa com a tirania do governo com relação à desapropriações indevidas e percebe que o mundo é mundo desde sempre, mas parece esquecer que quem está em risco é a raça humana com tudo o que temos feito com a natureza, da qual fazemos parte e que não estamos aqui apenas para usufruí-la numa velocidade tamanha que não haja tempo para sua resiliência. Ser contra Belo Monte não significa ser contra as UHE e nem ao desenvolvimento de forma sustentada.

Responder
Leandro 20/11/2011 19:15:50

Observem que o padrão de comportamento de todo ambientalista que discorda de você é sempre o mesmo: ou ele diz que espera que você morra ou ele pede para que você não tenha filhos. A intenção final é a mesma: extirpar da terra toda a raça humana, essa lamentável cicatriz na face da deusa Gaia.

E dizem que eu exagerei no artigo...

Responder
Tielli Magnus 23/11/2011 23:41:55

Só tenho um pequeno comentário sobre esse texto: Pesquise, pesquise mais. Você mesmo vai encontrar erros grotescos nesse texto. E, sim, eu sou bióloga (não ambientalista, embora obviamente entenda a preocupação com o meio ambiente). Não espero agradecimentos de pessoas que pensam como vc pelo trabalho que todos os biólogos, conservacionistas, ambientalistas e afins fazem em prol das gerações futuras, pq vc, e seus afins (que são muitos pelos comentários parabenizando-o) possuem opiniões centradas em seus próprios umbigos. Pra mim isso se chama imaturidade.

Responder
Leandro 23/11/2011 23:58:49

Prezada Tielli, por favor, seja mais caridosa comigo, vai? Aponte-me um (só um, não precisa ser todos) erro técnico em minha análise, por obséquio. Não deve ser nada difícil, já que você dá a entender que "existem vários".

Até agora, todos os que tentaram "contestar" o texto se limitaram apenas a ficar naquela efusão de lágrimas, demonstrando estupefação por eu não morrer de amores por esse simpático bichinho. Talvez você tenha mais sorte.

Todas as vezes que me propus ao debate, ou o contestador desconversava e recaía nas afetações sentimentais ou ele simplesmente ia embora, fingindo que não falei com ele. Argumentos técnicos até agora, nenhum.

Não seja mais uma. Faça a diferença. Por favor, aponte-me onde estou errado.

Abraço!

Responder
EUDES 24/11/2011 12:43:07

Esse povo é assim mesmo. Primeiro, eles querem que nenhum ser vivo seja incomodado, ainda que seja somente uma doce e amável jararaca. Então, exaustivos estudos são realizados; milhares de páginas, milhares de horas! Depois dos estudos prontos, e não tendo argumentos para condenar a obra, aí eles falam: os estudos são insuficientes, pesquisem mais, pesquisem mais! O ecossistema é muito complexo! A estratégia é : matar pelo cansaço ! Enquanto isso, o tempo passa e nada é feito !


Responder
Tielli Magnus 24/11/2011 14:28:08

Bom, podemos começar falando sobre sua interpretação da tabela com as porcentagens de território nacional ocupado por florestas. Esse me chamou bastante atenção. Deixa eu explicar como interpretar: 95,4% de florestas naturais cobrem, juntamente com lavouras, pastagens e outros, 38,8% do território nacional. Adicionando a essa conta os 14,4% de Unidades de conservação mais 12,6% de terras indígenas (supondo que sejam em sua maioria florestas) temos 65,8% do território nacional ocupado por "florestas" (entre aspas pq não são áreas intocadas, alguma porcentagem dessa conta ainda são áreas utilizadas para consumo indígena, por exemplo). Essa estimativa é bem parecida com a fornecida pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, que em 2000, estimou que 64% do território nacional era composto por florestas. Vc pode dizer que essa porcentagem ainda é alta, mas quem estuda processos naturais, meio ambiente, evolução e possíveis consequências dessa grande degradação ambiental sabe que essa não é uma porcentagem muito alta e ainda que, uma vez perdida, desmatada, devastada, uma área florestal (ou de qualquer outro bioma como cerrado, caatinga, etc) demora muito tempo para se recompor e pode trazer perdas à biodiversidade irreversíveis. Eu consegui entender que vc não liga muito pra essas coisas, e acho esse outro erro bastante grave do seu texto pq isso mostra a falta de conhecimento que vc tem à repeito dessa área (e eu ainda diria que conhecimento é importantíssimo para quem pensa em criticar). Não acho que todo mundo tem que gostar de meio embiente, mas se importar é uma atitude minimamente inteligente, visto que pesquisas sérias PROVAM (assim como alguns desastres naturais) que as consequências da degradação ambiental será devastadora daqui há algum tempo. Portanto não é só a preocupação com o "as minhocas e as piranhas de uma ínfima região da Amazônia" como vc mesmo disse, mas, como vc tb faz parte do meio ambiente, depende dele para sua sobrevivência (caso vc não concorde com isso, não vou me dar ao trabalho de explicar, peço que vc tenha o mínimo de respeito e vá pesquisar antes de criticar) tb é uma preocupação com a sua sobrevivência, com o seu bem-estar e com o seu atual padrão de vida, que segundo vc mesmo nós, biólogos aparentemente queremos destruir.
E sem hipocrisia né. Nenhum abraço pra vc

Responder
EUDES 24/11/2011 19:51:35

Tielli, você ainda não respondeu ao desafio do Leandro !

Responder
Leandro 25/11/2011 00:02:05

Quod erat demonstrandum.

Responder
Rhyan 25/11/2011 14:42:09

Tielli, poderia me dizer quais os graves males que os humanos sofreriam se os ambientalistas e cia forem ignorados?

Creio eu que os males econômicos afetam muito mais as pessoas que as previsões mais cabeludas dos ambientalistas.

Responder
Leandro 25/11/2011 15:19:38

Não acho que todo mundo tem que gostar de meio embiente (sic), mas se importar é uma atitude minimamente inteligente, visto que pesquisas sérias PROVAM (assim como alguns desastres naturais) que as consequências da degradação ambiental será (sic) devastadora daqui há (sic) algum tempo.

Pelo raciocínio da Tielli, o mundo deve ter se mantido exatamente o mesmo desde seu surgimento até pelo menos uns 30 anos atrás, que foi quando -- pelo que se depreende do raciocínio dela -- começaram a desrespeitar a natureza.

Ela aparentemente não sabe que o local onde ela mora hoje já foi uma densa floresta alguns séculos atrás. E foi só a completa destruição dessa floresta (junto com suas milhares de minhocas) o que permitiu que o prédio (ou casa) dela fosse ali construído e que ela desfrutasse todo o conforte que desfruta hoje -- destruição essa muito mais avassaladora do que qualquer eventual destruição que ocorra hoje em dia. E nem por isso o sol caiu na terra.

Além de todo o material utilizado na construção do seu imóvel, o seu computador é também formado inteiramente de partes que foram retiradas da natureza. Suas roupas, sua comida, sua cama, seu lençol, seu perfume, seu veículo, sua bebida etc., tudo, absolutamente tudo, só existe neste formato aí, prontinho para ela usar e desfrutar, unicamente porque o homem aprendeu a domesticar a natureza e a extrair dela recursos que ele aprendeu a retrabalhar para o seu próprio conforto.

É fácil ser ambientalista estando rodeado de luxos e confortos que não existem na floresta. Agora, ir morar na floresta e renunciar à utilização desses bens que foram criados justamente pela exploração da natureza esse pessoal não quer.

Responder
EUDES 24/11/2011 18:26:58

Na Amazônia, muitos acham que a FUNAI é um órgão totalmente indigno crédito. Quem não se lembra do laudo antropológico acerca da reserva indígena Raposa Serra do Sol?

A sudoeste da cidade de Altamira ( PA ) está havendo algo parecido. Há duas reservas indígenas, Arara e Cachoeira Seca, reservas essas que a FUNAI pretende unir. Caso isso aconteça, cerca de 2000 famílias ficarão sem terras.

Segundo as pessoas que estão envolvidas nessa questão, os burocratas daquele órgão vão até a região e então elaboram laudos falsos para que o desejo da FUNAI seja realizado. Então há um descontentamento e mobilização geral e a coisa volta à normalidade. Depois de um certo tempo, tudo se repete. Há mais de 20 anos essa história vem se repetindo. Segundo ainda os agricultores que podem ficar prejudicados, os próprios índios não querem que as reservas sejam unidas, pois são tribos inimigas. Mas quem se importa com os índios ?

Uma parte desses agricultores foi assentada pelo INCRA, a outra parte ocupou pacífica e ordeiramente a terra, terra essa totalmente fora das tais áreas indígenas. Mas quem se importa com os agricultores?

No norte do Brasil, há pessoas instruídas que acham que seria bom se o país perdesse parte considerável da Amazônia, pois assim, boa parte dessa região poderia estar nas mãos de um país mais sério. Além disso, muitas idiotices acerca da Amazônia sumiriam por completo do cenário político brasileiro.

As coisas na Amazônia são horríveis para quem nela habita !


Responder
Bernardo Santoro 18/11/2011 11:09:44

Fiquei com inveja. Queria ter escrito um texto sobre esse tema nessa semana, basicamente com os mesmos argumentos, mas me faltou tempo para escrever sobre isso. O problema é que, mesmo se eu tivesse tempo, não conseguiria escrever com tamanha maestria.

Texto irretocável.

Parabéns!

Responder
Cristiano Mendes 18/11/2011 11:20:24

É uma pena que o autor do texto ache que 0,01% da amazÕnia é insignificante. É uma pena o desprezo do autor pela natureza e pelo planeta em que vivemos. Ele justifica isso com o argumento " estão destruindo muito mais por aí perto do que vamos destruir agora". É o mesmo argumento de quem despeja lixo num local indevido porque lá já está cheio de lixo.\r
\r
Por que não defender outros meios de enrgia mais limpas. Eles já existem. E mesmo se não existissem , com 24 bilhões seria possível desenvolver muitos deles. \r
\r
Sobre os artistas, concordo, eles não tem moral nenhuma, mas a causa que está sendo defendida , na minha opinião é uma causa nobre.

Responder
Leandro 18/11/2011 11:44:20

Prezado Cristiano, a natureza existe para servir a mim e não eu a ela. De fato, não sou nenhum venerador de árvores como o senhor, e isso por dois motivos:

1) Ambientalistas são tipos de classe alta, gente chique que mora em regiões como Morumbi, Jardins, Leblon, Ipanema, rodeada de todos os confortos que apenas o capitalismo pode dar. Nenhum ambientalista mora no meio de árvores e madeiras. Quem mora, não tem nenhuma ilusão quanto à bondade da deusa Gaia.

2) Como todas as pessoas que vivem em florestas sabem perfeitamente, a natureza não é sua amiga. Ela é algo que deve ser temido e respeitado, mas não venerado.

Quem melhor descreveu a situação foi Aldous Huxley:

Para nós que vivemos sob um céu temperado e na era de Henry Ford, a adoração da Natureza vem de maneira absolutamente natural. Porém, a natureza é um inimigo contra quem sempre se está em guerra, um inimigo invencível, indomado, indomável, inconquistável e incessantemente ativo. Há que se respeitá-lo, talvez; deve-se ter um temor salutar em relação a ele; e deve-se sempre dar continuidade à luta interminável.

Albert J. Nock acrescentou: "Vejo a natureza apenas como um inimigo: um inimigo altamente respeitável, mas um inimigo".

Durante a maior parte da história, a atitude normal dos humanos em relação à natureza foi bem expressa pelos peregrinos, que temiam a "horrenda, desoladora e imensa vastidão da natureza, repleta de bestas e homens selvagens". Apenas uma sociedade livre, que conseguiu domar a natureza ao longo de várias gerações, nos permite ter uma visão diferente da dos peregrinos.

A própria existência da humanidade depende da subjugação da natureza, a qual deve ser constantemente domesticada e adaptada aos nossos conformes. Se algum dia pararmos de fazer isso, as selvas irão reivindicar e retomar nossas cidades.

Quanto a você dizer que meu argumento é "estão destruindo muito mais por aí perto do que vamos destruir agora", ora, isso não é argumento nenhum. Apenas apontei uma falha na argumentação dos artistas. Anualmente perde-se 19.000 km2 e nada acontece. Logo, não serão meros 640 km2 que trarão o fim do mundo.

E isso não é o mesmo argumento de "vou despejar lixo num local indevido porque lá já está cheio de lixo" por um simples motivo: alterar o uso que se dá às florestas está longe de ser equivalente a despejar lixo onde já há lixo. Não tente vir com sofismas pra cima de mim.

Por fim, você pode defender a energia limpa que quiser. Apenas não obrigue os outros a aceitar estes seus métodos que reduzem a produção de energia per capita -- além de serem bem mais caros, outro fato sobre o qual os iluminados não falam.

Grande abraço!

Responder
Cristiano Mendes 18/11/2011 12:55:31

Caro Leandro,\r
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Vamos por partes:\r
\r
1) Existem ambientalistas que moram no meio do mato , sim, e que são pobres.Chico Mendes era um deles. E as classes mais altas e artistas apoioam o ambientalismo porque são classes com mais acesso a informação e educação, com mais senso crítico. \r
\r
\r
2) SObre energia mais limpas, eu não sou um expert em geração de enrgias, mas todos sabem que é possível sim energia barata e limpa, mas falta vontade política, que como você mesmo disse , estão envolvidas empreiteras, bancos, e políticos. O que vale para essas pessoas é o dinheiro nol bolso, seja qual for o custo, seja quantas vidas ou florestas serão destruídas.\r
\r
3) Acho que a grande discondância entre nossas idéias é o fato de você achar a natureza nossa inimiga, e eu já vejo o oposto. É dela que você tira o seu alimento , o ar que você respira ,a água que você bebe, e um solo para construir sua casa. Sem a natureza você não vive.\r
\r
O preço para essa destruição virá num futuro breve, mas hoje já temos exemplos reais de problemas causados por essa destruição.\r
\r
- aquecimento global\r
- extinção de espécies animais\r
- derretimento de geleiras eaumento do npivel dos oceanos\r
- buracos na camada de ozônio causando maiores riscos de câncer de pele\r
- Erosão\r
- Empobrecimento dos solos\r
- desertificação\r
- proliferação de pragas\r
- diminuição das chuvas\r
\r
\r
-------------------------------------------------------------\r
\r
(Para os que não ligam para "miquinhos" e "passarinhos" mortos, não percam tempo lendo esta parte)\r
\r
E já falando na esfera espiritual ( creio que esta você não leva em consideração) , não consigo entender como pessoas podem desprezar e destruir irresponsávelmente e sem respeito algum, algo tão grandioso, belo e divino, que tem vida própria assim como nós. Algo que já existia muito antes de nós. Algo que nos permite viver.O habitat de seres vivos como nós. Não são apenas minhocas e girinos. São milhões de árvores, pássaros, onças, macacos, lagartos, cobras, etc. É fácil dizer no conforto do lar que não vê problema nessa destruição. Mas garanto que se cada pessoa assitisse de perto esse show de horror que são animais se afogando e árvores sendo submersas, algum sentimento seria adespertado. \r
\r
---------------------------------------------------\r
\r
RESUMO:\r
\r
- É possivel energia limpa, só não há interesse político e por parte de bancos e empresário\r
\r
- Alguns enxergam a naturaza e toda a vida no planeta como algo a ser respeitado. Outros desprezam totalmente e não possuem nenhum sentimento pela vida no planeta, a não ser pela sua própria vida. Por isso não hávera um conscenso\r
\r

Responder
Leandro 18/11/2011 13:17:56

Prezado Cristiano, a natureza é nossa inimiga no sentido de que não podemos nos dar ao luxo de ser indiferentes a ela. Ou nós a domesticamos ou ela nos subjuga. Observe que isso não significa que devemos destruí-la, como você falsamente me acusa de querer. Assim como você não pode colocar uma surucucu dentro da sua casa, você também não pode achar que a natureza vai lhe tratar bem caso você nada faça a ela.

Ademais, é totalmente errado você dizer que não há energia limpa porque "falta interesse político, de bancos e de empresário". A frase correta é: "Não há aquele tipo de energia que eu quero que os outros utilizem simplesmente porque todas as outras pessoas não querem utilizá-las -- ou porque elas não são tão esclarecidas quanto eu, ou porque são realmente espertas e sabem que não compensa abrir mão de conforto e padrão de vida em troca de algo caro e insuficiente"

Porém, se você realmente gosta da natureza, faça isso aqui.

E se você acredita em aquecimento global, temos muito material para você aqui.

Aliás, o aquecimento global realmente existiu. Há 120.000 anos. Naquela época, hipopótamos viviam nos rios Reno e Tâmisa, e a Europa tinha uma espécie de "aparência africana".

Dali em diante, quando as temperaturas começaram a cair, as geleiras se moveram continuamente na direção sul, e o nível do mar na Europa diminuiu em mais de 100 metros. Os rios Tâmisa e Elba se tornaram afluentes do Reno, antes de este passar a correr até o Mar do Norte e dali para o Atlântico. Quando este período terminou, muito abruptamente, há aproximadamente 12.000 anos, as geleiras rapidamente retornaram e o nível do mar subiu, não apenas milímetros por ano, mas sim muito rapidamente, quase que como um dilúvio. Em um curto espaço de tempo, a Inglaterra e a Irlanda, que até então eram ligadas ao continente europeu, se tornaram ilhas. Foi assim que o Mar Báltico e grande parte do atual Mar do Norte surgiram.

Do mesmo modo, grande parte do que hoje é o Golfo Pérsico passou a existir apenas naquela época.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1037#Parte1


Ou seja, quando a Europa voltar a ter uma aparência africana, aí sim a gente pode pensar em aquecimento global.

Responder
Natália 18/11/2011 17:05:30

Eu acho que vc está muito enganado sobre ambientalistas, ou conheceu os errados. Aqui por onde eu moro (Manaus - Amazonas, que diga-se de passagem NÃO moro no meio do mato) sou e conheço muitos cientistas ambientais e posso lhe dizer que quando vc fala a respeito da gente com trechos absurdos como ""O movimento ambientalista, portanto, é um movimento profundamente anti-mercado, anti-bem-estar e anti-desenvolvimento, pois suas propostas solapam por completo a produtividade do trabalho"". Acho que vc tem que estudar mais a respeito dos ambientalistas mesmo e não ongs que tem apoio da mídia.

Responder
Leandro 18/11/2011 17:19:43

Prezada Natália, exatamente! Você não mora no meio do mato. Se morasse, não teria ilusões quanto à bondade da natureza e talvez passasse a entender que, se você não domar a natureza, ela certamente lhe subjugará.

Ademais, acho que talvez fosse você quem deveria estudar mais economia e entender que sem uma crescente produção de energia, não há aumento da produtividade e, consequentemente, não há desenvolvimento, nem enriquecimento e nem fim da pobreza absoluta.

Não estou dizendo que você defenda subdesenvolvimento e perpetuação da pobreza; estou dizendo que as ideias que você julga correto defender levam a isso, embora não seja essa a sua intenção.

Grande abraço!

Responder
Natalia 18/11/2011 17:49:10

Eu acho que vc não entendeu meu ponto, mas tudo bem. Não tenho nenhuma ilusão quanto à natureza e acho que ela é fonte de matéria-prima para muitas coisas na nossa vida coisas que nem preciso citar que de certo vc sabe e entende bem como energia, moradia, alimentação e muitas outras, mas isso não exclui o fato de que se a devastarmos totalmente ficaremos exatamente sem moradia, energia, alimentação etc etc etc...

E quanto ao estudo da economia eu sei muito bem que é de fundamental importância a produção de energia no nosso país, afinal eu lhe escrevo de um notebook ligado na tomada, com internet do modem também ligado na tomada, dentro de uma sala com iluminação e diversos aparelhos eletrônicos, todos utilizando e dependendo da energia produzida . Pelo menos os meus colegas de trabalho e eu (não posso falar por todos os ambientalistas pois não os conheço e não caio no erro de generalizar tanto) não falamos de maneira nenhuma que a produtividade e desenvolvimento do país não dependa da energia, pois isto é extremamente óbvio; Apenas defendemos uma matriz energética mais mista, ao contrário do que vc disse não queremos abolir a energia proveniente de hidrelétricas(até porque as que foram bem planejadas e implementadas em locais certos renderam um ótimo desenvolvimento e uma geração de energia boa ao longo de todo o ano, vide Itaipu), e sim que cada país e no nosso caso do Brasil, cada estado desenvolva uma matriz energética mista e que leve em consideração a realidade local, assim como você citou o exemplo da energia eólica que não é possível em todos os estados do nosso país.
Acho que o meu ponto não ficou claro no comentário anterior e espero ter esclarecido um pouco, de certo todos que são a favor ou contra Belo Monte tem seus argumentos válidos e devemos respeitar, mas daí falar uma série de inverdades sobre ambientalistas já é um pouco demais, mas tudo bem, respeito sua posição e seu direto de falar.

PS: Não encontrei o link para o pdf de um arquivo escrito por cientistas daqui encaminhado para o Ibama que tem estudos econômicos, biológicos e sociológicos com dados que vc deveria e, de certo, gostaria de saber, com indicadores e números que expõe que o custo x benefício de Belo Monte é péssimo, o que é uma pena, mas se encontrar no futuro lhe enviarei por aqui.
Abraço.

Responder
Alexandre Zapruder 18/11/2011 20:38:20

Esse Cristiano só pode estar de brincadeira. Troll.

Responder
Dw 17/09/2013 19:11:49

Este ano, nevou aqui na minha região, algo que não acontece a mais de 30 anos. Aonde está o seu aquecimento global?

Responder
Cristiano Mendes 18/11/2011 17:39:59

Leandro,\r
\r
Sim, minha casa está em local onde haviam plantas e animais, e tenho algumas considerações sobre isso:\r
\r
- Eu disse anteriormente que sou a favor de usufruir da natureza causando o mínimo de destruição porssível. Não sou hipócrita para defender a idéia de que vivamos como índios\r
\r
- Uma ocupação gradual onde~vão construindo casas e as espécies tem chance de migrar lantamente é totalmente diferente da inundação repentina de 650km2 de floresta fazendo a água passar como um rolo compressor por cima de tudo que está vivo\r
\r
\r
Sobre ficar rico, sim , eu quero, mas não a qualquer custo e sem nenhum respeito à vida, sem nenhm escrúpulo\r
\r
\r
E sobre pagar caro pela energia solar, você acha que a ciência não é capaz de desenvolver formas de baratear essa energia, ou até outras formas novas? E a energia eólica? Alguém disse aqui que teria que devastar grandes áreas. Eu discordo. As hélices de captação do vento (não sei se é essa a descrição correta) podem se colocadas espalhadas em diversos locais. \r
\r
Não quero impor a minha vontade aos consumidores, quem impõe são os que não oferecem alternativas mais baratas e limpas que poderia beneficiar o consumidor e a natureza, simplesmente porque não vai encher mais os bolsos de políticos e empresas. Pergunte aos consumidores se eles preferem uma energia limpa com um custo viável. Hoje eles não tem opção.\r
\r
E sobre ser um avatar, com certeza não sou, mas eu questiono o que acontece hoje no planeta e sei que podemos melhorar o mundo e sair da inércia que vivemos . Não aceito tudo passivamente. \r

Responder
Matheus 18/11/2011 17:58:50

Você falou de Chico Mendes alguns comentários acima como se o único interesse dele não fosse proteger o mercado no qual ele mesmo atuava.

Responder
Eduardo Ameruso 18/11/2011 21:36:50

Que é um mercado totalmente sustentável. Estive recentemente no Acre e pude constatar uma classe média vivendo, na e da floresta. Os seringueiros além da borracha recolhem castanha da pará, entre outros frutos, e com a ajuda do estado, também exploram o eco-turismo, que como sabemos esta na última moda. Isso tem aumentado o nível de vida desses cidadãos e preservado a floresta.

Responder
Heber 20/11/2011 01:56:32

Seringueiros sustentáveis com "auxílio do governo"??? Seringais sustentáveis são os daqui de Minas Gerais, que são plantados em propriedades privadas, produzindo de verdade.

Responder
void 20/11/2011 02:31:58

"Que é um mercado totalmente sustentável. Estive recentemente no Acre e pude constatar uma classe média vivendo, na e da floresta. Os seringueiros além da borracha recolhem castanha da pará, entre outros frutos, e com a ajuda do estado, também exploram o eco-turismo, que como sabemos esta na última moda. Isso tem aumentado o nível de vida desses cidadãos e preservado a floresta."

Ainda bem que temos a Malásia pra suprir a demanda mundial por borracha. Já imaginaram como seria depender da gigantesca produtividade desses "seringais sustentáveis" do Acre?
E o negócio dessa "classe média" é tão próspero que precisam complementar com COLETA de castanhas e frutinhas, e receber subsídios estatais. Sustentabilidade é isso: nós pagamos, eles se sustentam. Espero que um dia adicionem a palavra "auto" à essa brincadeira aí.

Responder
void 20/11/2011 02:42:43

Heber,

fui procurar agora na wikipedia e descobri que São Paulo é o estado que mais produz borracha natural no país(embora não tenha encontrado a fonte da afirmação). Eu vivo em SP e nem sabia disso, não se vê muitas seringueiras por aqui(ao menos pelas cidades que conheço, entre o centro e o oeste do estado). Minha conclusão: que grande piada a produção brasileira. E ainda vem um maluco se vangloriar por algo que não serve pra nada, senão pra colocar um político (e alguns milhares de eleitores beneficiados) agarrado ao nosso bolso.


www.iac.sp.gov.br/UniPesquisa/Seringueira/Imagens/Seringueira1.JPG

Responder
Heber 20/11/2011 03:25:34

Na verdade a produção brasileira em seringais plantados está aumentando, assim como toda a produção agrícola, porque opera em sistema de livre mercado ao contrário de concorrentes na Europa e nos EUA, que se utilizam de protecionismo.

Responder
Hay 18/11/2011 12:14:40

Por que não defender outros meios de enrgia mais limpas. Eles já existem. E mesmo se não existissem , com 24 bilhões seria possível desenvolver muitos deles.

Nos EUA, o governo gastou muito mais do que 24 bilhões em empresas de "energia limpa". Resultado: algumas pessoas ganharam rios de dinheiro, e os resultados foram pífios. Por que? Ora, porque a demanda simplesmente não é significativa, ela existe muito mais na cabeça dos ambientalistas do que no mundo real. Quando a demanda for realmente significativa, garanto que aparecerão métodos realmente inovadores - desde que o governo não decida que o mercado precisa ser controlado e dê mais uns trilhões para empresas amigas do governo "protegerem a natureza". Provavelmente esses métodos serão inicialmente muito caros, e somente pessoas com bastante dinheiro terão acesso a eles. Com o tempo, porém, o custo diminuirá, pois é do interesse de quem produz conseguir vender para mais pessoas. Nosso bisnetos ficarão pensando em como era a vida antes da tecnologia X, e em como eram arcaico o uso do petróleo como combustível (Aliás, pare para pensar: quais são os maiores protetores das indústrias ligadas ao petróleo? Ora, os governos! ). Foi assim com os carros. Foi assim com os computadores. Foi assim com os smartphones.

Responder
Leandro 18/11/2011 11:43:13

Prezados, agradeço enormemente aos elogios. Grande abraço a todos!

P.S.: Marcelo Cerri, obrigado por esta importante informação adicional.

Responder
Matheus de Moura Sena 18/11/2011 11:54:17

Parabéns Leandro,\r
\r
Brilhante texto. Estou recomendando para todos a leitura do que você escreveu.\r
\r
Abraço!

Responder
Robert 18/11/2011 11:55:12

Muito boa abordagem do assunto, Leandro, mas quando se trata de energia eólica ou solar a abordagem costuma ser incompleta, como foi neste caso. Devido a presença massiça e sufocante do estado em tudo o que se refere a energia elétrica (e não só nisso), nós ficamos acostumados a tratá-la como sendo sempre uma coisa grandiosa, só tendo utilidade se abranger a imensidão do território brasileiro. Ora, gerar energia elétrica é coisa banal e pode ser muito simples, e cito como exemplo o pequeno gerador que se usa nas bicicletas para acender o farol dela. Basta encostar o rotor do geradorzinho na roda, e o farol acende, iluminando o caminho do ciclista. Este pequeno gerador não vai atender ao Brasil inteiro, mas o ciclista fica satisfeito. O mesmo acontece com as energias de baixa concentração, às vezes nem tão baixas, como a eólica. Não vejo motivo algum para desprezá-la, principalmente considerando que um gerador pode ser instalado num pequeno espaço, em qualquer local que disponha de um pouco de vento embora não seja contínuo. A energia é uma coisa que se soma, e tudo o que for somado é vantagem. Se for gerada mais energia do que se consome no local, a sobra poderá facilmente ser adicionada à rede elétrica nacional. O nosso país abriga riquezas naturais de todo tipo, e cabe a nós aproveitá-las.

Responder
Leandro 18/11/2011 12:06:35

Exatamente, Robert, não há motivos para desprezar a energia eólica, a qual, como escrevi, pode gerar eletricidade, mas não o suficiente e em nível nacional. Ela pode funcionar bem como complemento local, e não para o país inteiro. Se o sujeito quiser colocar um moinhi no terraço do prédio dele ou em frente à sua casa de campo, serei o primeiro a defender seu total e irrestrito direito de fazer isso.

Só que há dois contras: a energia é mais cara e tem de estar ventando continuamente.

Abraços!

Responder
Catarinense 18/11/2011 19:27:15

E o governo vai querer largar o osso deste monopólio Leandro? Hehehehe... Já imaginou nas possibilidades de geração energética caso as pessoas fossem livres para investir e empreender? Bom, chega de sonhar. Excelente artigo, como de costume! Abraços!

Responder
Pscheidt 18/11/2011 13:42:46

De fato, o Estado brasileiro tem pesadas regulações quanto a produção de energia, que invariavelmente tendem a centralização energética nestes grandes projetos. Não fosse a intervenção estatal, nós veríamos a popularização da produção mais local de energia. Eu vejo que a energia eólica e solar é especialmente atraente quando aplicada em pequenos empreendimentos independentes. A ideia de fazer grandes projetos centralizados para abastecer grandes cidades só pode existir hoje sob pressões ambientalistas.

A centralização energética é, inclusive, ferramenta de controle sobre a população, que se torna dependente da energia que vem de grandes instalações controladas pelo Estado.

Responder
Marco Aurelio Agarie 18/11/2011 12:12:47

De fato, é preciso concordar com os comentaristas anteriores e parabenizar o autor. Leandro Roque demonstrou muito brilhantismo ao frisar que a mente ecológica que ora permeia o meio artístico, delira demais e, ao meu modo de ver, revela certa anencefalia quando propõe agendas sérias ao usar a mesma mentalidade de defesa de borboletas, micos e ratos do mato para a defesa do impedimento de construção de uma hidrelétrica. Outrossim, o Ibama ao fazer coro a esta esquizofrênica turma, multa, prende e ameaça qualquer um que ponha em risco uma espécie vegetal ou animal. Na Natureza o surgimento e a extinção de milhares de espécies ocorre desde que o mundo existe, independentemente da ação do homo sapiens. Não se trata de premiar matanças e atitudes predatórias mas nunca chegar ao nível absurdo que o Ibama pretende. Curiosamente este órgão parece pensar que recebeu a incubência de Deus para a preservação da natureza brasileira e que para tanto a dignidade humana deve ser considerada desnecessária, descartável e insignificante! Oportunamente, recordo que há um site, o Mídia Sem Máscara, onde se encontram interessantes artigos que falam de ambientalismo e que convergem, em conteúdo e diretriz, com este tema de Leandro Roque. Recomendo, principalmente os escritos de Luís Dufaur. Ele consegue, com invulgar habilidade e inteligência, agregar argumentos pesados para a descontrução deste mito de "Aquecimento Global". Até Al Gore se fosse honesto e sincero se sentiria na obrigação de se desmentir se lesse este autor.

Responder
Carlos Santos 18/11/2011 12:21:26

Excelente artigo.

Eu não estou bem certo se sou a favor ou contra a construção dessa usina. Apesar de todas as agressões a direito que já foram empreendidas e que ainda serão para a construção de Belo Monte, nós precisamos de energia. As alternativas apresentadas pelos ambientalistas são insuficientes e a energia nuclear, não tenho certeza mas me parece que sim, é mais cara e ainda trás os mesmos problemas morais de uma hidroelétrica (sem falar nas dificuldades políticas para se tocar um projeto nuclear tão pouco após o grave acidente em Fukushima Daiichi), aliás, de qualquer "empreendimento governamental".

Só resta então uma certeza: precisamos de energia ou não conseguiremos desenvolver este país e aumentar nosso bem-estar.

Responder
Leonardo 18/11/2011 13:00:50

Excelente artigo!

Para os ambientalistas não basta apenas abandonarmos todas as atividades que emitam CO². Temos que inclusive mudar nossos hábitos alimentares, deixando de comer carne, pois bois e ovelhas peidam demais! Peido é metano, um gás estufa! Sem contar que é uma maldade sem tamanho matarmos vaquinhas por puro 'prazer' degustativo... Cadê os direitos das vaquinhas?

Daqui a pouco estarão advogando para segurarmos nossos peidos e respirarmos menos.

Responder
Catarinense 18/11/2011 19:29:40

Esqueceu dos direitos humanos dos animais! Seu sem coração! Comer outro ser que pensa e tem sentimentos? Ahahahaha chega de tanto absurdo se nao passo mal, abraços!

Responder
Ale Straub 18/11/2011 13:35:11


A natureza sempre se adapta, é verdade. Mas as espécies nem sempre. O problema é que a adaptação da natureza normalmente implica em eliminar algumas espécies. Pode ser a espécie humana.

Se estamos aqui até hoje é porque nossa espécie foi moldada através da evolução que selecionou os indivíduos mais adaptados. Ou seja, a natureza não está aqui para nos servir. Nem para nos destruir. Ela é simplesmente indiferente.

Por isso é importante entendermos todas as relações entre nós e o meio ambiente. Isso se chama ambientalismo e é isso que vai manter nossa espécie viva. Ambientalismo baseado na ciência.

Devemos combater o ambientalismo baseado em crenças. Que na verdade é um pseudo ambientalismo. Crenças são inimigas da ciência e consequentemente inimigas do ambientalismo também.


E pra terminar.

Uma coisa é defender que o governo não deva investir em cultura. Na maioria dos casos eu concordo. Outra é dizer que projetos culturais são totalmente sem importância. No meu entender a arte é a única coisa que dá algum sentido para a vida.

Responder
Capitale 18/11/2011 14:51:39

Na verdade, aquela passagem dizendo que projetos culturais são sem importância é uma ironia. Talvez não tenha sido muito claro (eu reli o trecho pra ter certeza).

Responder
Vitor Hoher Nunes 18/11/2011 15:28:42

Acredito que não foi ironia não. Creio que o Leandro (e se for isso mesmo, compartilho com sua opinião) quis mostrar que se os artistas protestam contra o roubo do dinheiro público para um obra que seria útil pra população, que é uma hidrelétrica, os mesmos artistas deveriam ficar mais revoltados ainda se o fim fosse o patrocínio de seus filmes e afins, que causam um benefício praticamente nulo e que poderiam ser ofertados sem o dinheiro público.

Responder
Ze 18/11/2011 13:38:27

Vou copiar aqui um comentário que fiz à varios sobre energia elétrica quando o assunto eram os "monopólios naturais" no artigo "Sobre as privatizações (Parte 1)":

"Eu imagino que essa história de "monopolio natural" surgiu pelo tipo de empresas desses setores que foram feitas.
Por exemplo o setor energético. É absurdo dizer que é um setor que precisa ser gigante, por isso caro e de retorno lento.
Hoje, como no Brasil, existem aí gigantes energéticas que produzem em um lugar e enviam a energia a milhares de quilometros... Isso é uma forma grotesca de "centralizar" a produção e destribuição energética. É ridiculo.
Em um ambiente de livre mercado energético, eu vejo essas gigantes indo a bancarrota facil por conta de pequenas e enxutas empresas regionais, produzindo energia de diversas maneiras diferentes e enviando elas nas redondezas a custos muito baixos, e crescendo assim, com concorrencia e descentralização geral da produção. Qualquer um com um geradorzinho a diesel poderia vender tranquilamente energia pro bairro pra concorrer com qualquer outro dono de um gerador movido por uma pequena hidrelétrica.
Claro que isso seria um começo, e esses pequenos empresários poderiam crescem muito e oferecer ótimos serviços.
Agora... contruir uma hidrelétrica gigante no Sul do Brasil, monopolizar totalmente o setor, tentar usar ela pra distribuir energia pro Brasil quase inteiro? Isso do meu ponto de vista é pura burrice.
Isso ficou claro naquele apagão recente de Itaipú. Embora ainda estatais, oferencendo enormes falhas, as empresas menores, regionais, como no interior de São Paulo onde eu vivo, e de outras localidades, deram conta da falta de energia de Itaipu, mostrando que centralizar tudo como o governo faz é caro e ineficiente.
É claro que o setor de energia é considerado um "monopólio natural", o pessoal constroe esses dinossauros..."

Responder
Ze 18/11/2011 13:45:43

Tem um detalhe adicional sobre energia eólica ou solar.

Para se produzir energia solar em uma quantidade relativamente grande, as áreas que precisam ser abertas são muito grandes. Então para produzir muita energia com paineis solares seriam necessarias muitas areas devastadas. Isso fora o fato que armazenar essa energia é complicado.
Para produzir energia por turbinas eólicas é necessario estar em regiões litoraneas, isso afeta uma grande diversidade de espécies animais, mata muitos pássaros, faz muito barulho e acaba com a paisagem(o que prejudica turismo).

Ambientalistas são cegos nas proprias ideias, não sabem o que querem.

Responder
anônimo 21/11/2011 01:51:11

Não se preocupe, quando energia eólia e solar forem viáveis, os ambientalistas vão passar a enxergar esses problemas também, até chegarem ao ponto de julgar aceitável apenas a tração humana em qualquer maquinário.

Responder
Paulo Sergio 21/11/2011 08:47:16

' Isso fora o fato que armazenar essa energia é complicado.'

Armazenar QUALQUER energia é complicado, porisso que usina nenhuma armazena nada, ela gera e solta tudo direto na rede elétrica.
E não existe 'essa energia', toda energia é energia, a diferença entre energia química, energia solar, etc, é só a fonte que gera ela

Responder
anônimo 22/11/2011 08:38:46

Com certeza Paulo. Foi falha minha ao escolher as palavras.

Responder
buginga 23/11/2011 15:41:11

Errado,\r
A grande vantagem das usinas hidrelétricas é a possibilidade de armazenar energia na forma de água estocada em barragens. No Brasil há reservatórios de usinas com período de regularização de até 5 anos! \r
Não é o caso de Belo Monte, que teve o projeto alterado para minimizar a área alagada e, portanto, será a fio d´água. Mas a água da barragem tem que ser interpretada como uma gigante bateria, armazenando milhares de MWh.

Responder
Francisco 18/11/2011 15:32:06

Isso me lembra o grande George Carlin

www.youtube.com/watch?v=X_Di4Hh7rK0

Responder
Cristiano Mendes 18/11/2011 15:37:45

Leandro,\r
VOy ver se arrumo tempo para ler seus links mais tarde, agora impossível.\r
\r
Enquanto isso vou apenas comentar algumas frases suas:\r
\r
"Observe que isso não significa que devemos destruí-la, como você falsamente me acusa de querer."\r
\r
Resp: Ora, então inundar 640 km2 de florestas não é destruir?\r
\r
---------------\r
\r
"A frase correta é: "Não há aquele tipo de energia que eu quero que os outros utilizem simplesmente porque todas as outras pessoas não querem utilizá-las -- ou porque elas não são tão esclarecidas quanto eu, ou porque são realmente espertas e sabem que não compensa abrir mão de conforto e padrão de vida em troca de algo caro e insuficiente"\r
\r
Resp: As pessoas não utilizam outros meios de energia porque é caro e inviável. E é caro e inviaável porque falta interesse político e econômico em desenvolve-los. Garanto que se o homem foi à lua, inventou o computador, transplanta orgãos, e faz cirurgias à distânca , tenho certeza que é capaz de desenvolver um meio de energia limpa e barata sem cometer uma atrocidade como esta de Belo Monte

Responder
Leandro 18/11/2011 16:14:22

Prezado Cristiano, sobre a sua primeira pergunta, vai depender de qual o propósito da "destruição".

Por exemplo, se você desmata 1 km2 de floresta pelo puro prazer de desmatar, sem construir nada no local, então sim, houve destruição. Houve um desperdício completo de capital, algo totalmente desnecessário.

Agora, se você desmata 1 km2 de floresta para construir alguma coisa em seu lugar, algo que foi voluntariamente demandado por pessoas, então obviamente está havendo uma construção e não uma destruição. Você está gerando valor. Você está produzindo algo que está sendo demandado.

E é justamente aí que entra a importância da propriedade privada dos recursos naturais: se você for o dono desse 1 km2, você terá todo o interesse em mantê-lo cuidadosamente preservado, pois ele gera valor para você. Se você for um madeireiro -- ou se você alugar o seu espaço para madeireiras --, será do seu total interesse manter aquele espaço plenamente fértil e utilizável, pois é dali que virá a sua renda. Você terá vários incentivos para cuidar muito bem daquela terra, pois sua preocupação é com a produtividade de longo prazo. Você, por exemplo, vai ceifar apenas um número limitado de árvores, pois não apenas terá de replantar todas as que ceifou, como também terá de deixar um número suficiente para a colheita do próximo ano.

Exatamente por isso a defesa da propriedade privada dos recursos naturais deveria ser a principal bandeira dos ambientalistas, pois é a única maneira de a natureza ser genuinamente preservada. Não entendo como vocês querem entregar ao governo essa função e achar que ele fará um bom serviço. A propriedade estatal dos recursos naturais é a maneira mais garantida para a destruição dos recursos naturais.


Quanto aos meios alternativos de energia, você disse que são caros e inviáveis "porque falta interesse político e econômico em desenvolvê-los". Ora, interesse político é justamente o que não falta. Nos EUA e na Europa, os políticos só faltam andarem nus, tão fanáticos que são com essa questão ambientalista.

Porém, de fato, não existe interesse econômico. E não existe simplesmente porque a população não quer saber disso. E é exatamente isso que vocês não aceitam, pois querem impor seu modo de vida a todos.

Aliás, um perfeito exemplo dessas duas situações ocorrendo ao mesmo tempo (total interesse político e nenhum interesse econômico) é o recente escândalo da empresa Solyndra, nos EUA. Tá sabendo? (Acho que foi a isso que o leitor Hay ali em cima estava se referindo). Leia. A empresa recebeu gordos subsídios do governo Obama e, logo em seguida, quebrou.... Quebrou porque os consumidores não queriam seus produtos. E o contribuinte americano ficou com a conta na mão.

Grande abraço!

Responder
Luis Almeida 18/11/2011 16:30:31


Leandro

se você desmata 1 km2 de floresta pelo puro prazer de desmatar, sem construir nada no local, então sim, houve destruição. Houve um desperdício completo de capital, algo totalmente desnecessário.

Aí você não considerou o lucro pisíquico, que é o objetivo de toda ação humana.

Se você assumiu que houve prazer, então não houve desperdício, houve ganho; e de forma nenhuma foi um ato desnecessário.

E depois de retirado o mato de uma área, se não continuar os esforços em manter a área limpa, o mato vai tomar conta de tudo novamente.


Responder
Ninah 18/11/2011 16:15:38

O que mais me desagrada nesse vídeo na verdade, não é o fato de ter sido protagonizado por atores bem conhecidos. Se eu tivesse dinheiro ou pelo menos acesso à eles para vender uma ideia, não pensaria duas vezes em utilizar do mesmo artifício. Mas a questão é que o vídeo é totalmente apelativo e deixa um vão na parte prática. Sim existem alternativas à hidrelétrica, eles afirmam. Mas quais são as alternativas? Qual o plano B que pode ser usado e que resolva no mesmo limite de tempo, com menos impacto e menos recursos financeiros? Não há uma resposta concreta, apenas a afirmação contínua e excessiva de que existe a energia eólica, existe a energia solar. Sim existe, mas é viável para um país como o Brasil? É tão mais limpa ou menos dispendiosa do que a hidrelétrica? Necessitamos de urgência na elaboração desse meio de gerar energia. Essas alternativas sairiam do papel com essa tamanha rapidez? Sou uma dona de casa, formada em artes plásticas que poderia dizer: "Nada tenho a ver com toda esse blá blá blá. Tenho pena da Amazônia, vão alagar tudo, (isso é o que o vídeo dá a entender a leigos como eu) e vou assinar porque são pessoas famosas e idôneas, ponto." Mas não gosto de ir por tendências e acho que o vídeo é bem feito sim, mas muito raso pra simplesmente empurrarem as pessoas para assinar algo que eles mesmos não abordam com profundidade. É como assinar sem ler. Acho isso perigoso. Não quero ser responsável pela destruição de ninguém, nem animais, nem desapropriação das casas das pessoas, mas acho que não é apenas afirmar que o mundo será destruído pela construção dessa usina. Infelizmente a discussão disso é feita tardiamente e agora existe a iminência de dificuldades com abastecimento de energia no país. Meu lado racional não acredita que exista alternativas infalíveis e que respondam a todo esse desejo de preservação em tão pouco tempo e com tanta eficiência. Se alguém puder me indicar alguns links em que eu possa me aprofundar no assunto, me informar e ponderar corretamente e por fim ter minha opinião formada, se é que ela vale de alguma coisa, eu agradeço.

Responder
Cristiano Mendes 18/11/2011 16:36:53

Lenadro,\r
\r
ANtes de tudo não sou ambientalista e nem socialista ou comunista ou seja lá o que for ( pelo contrário tenho aversão a esses últimos). Eu apenas não consigo ver tamanha destruição sem respeito nenhum à natureza.\r
\r
Continuando os argumentos, eu entendi seu raciocínio: " os fins justificamn os meios" . Se for útil para nós detruir uma floresta porque teremos uma hidrelétrica, então não se considera isso destruição. Ok, é uma forma de se pensar, porém eu prefiro outras formas que haja respeito à natureza, animais,e aos que já moram no local muito antes de nós. \r
\r
E tenho certeza que há falta de vontade político e econômica. Nos EUA eu concordo que há vontade política por alguns grupos, e isso é recente, por isso ainda não temos uma solução viável para produção de energia em grande escala, mas creio que logo teremos. No Brasil não vejo vontade política nenhuma. A aqui há apenas a vontade dos políticos de encher os bolsos a qualquer custo. \r
\r
Quanto à privatização dos recursos naturais, não creio que isso faça alguma diferença no sentido de preservá-los. Eles podem estar nas mãos do Estado ou privatizados, mas o que fará a difernça é a consciência coletiva da humanidade de reconhecer que nós dependemos desses recursos, e como devemos respeitá-los evitando ao máximo sua destruição.\r
\r

Responder
Luis Almeida 18/11/2011 17:06:48

porém eu prefiro outras formas que haja respeito à natureza, animais,e aos que já moram no local muito antes de nós.

Você sabia que onde está sua casa agora, estava cheio de bichos e plantas? E o mesmo serve para o local de onde está vindo a energia que você está confortavelmente usando para teclar o que está teclando, sabia?
Então ou você destroi sua casa e devolve pra "natureza", e pare agora mesmo de usar energia, ou continue sendo hipócrita.
Ou será que o que já foi "destruido" de natureza tudo bem, mas se outras pessoas quiserem casas e energia.. ai não.. elas não tem o mesmo direito que vc...

E tenho certeza que há falta de vontade político e econômica.

Falta vontade economica??
Vontade economica é vontade de lucrar. E no livre mercado o lucro é obtido ao oferecer as pessoas o que elas desejam, melhor e mais barato que os outros.
Essa vontade com certeza não falta.. ou por acaso você não quer ficar rico?
Se as pessoas quiserem energia solar e estiverem dispostas a pagar mais caro para isso, só vai ter esse tipo de energia, pode ficar tranquilo.
Ou por acaso vc está querendo impor SUA vontade aos outros consumidores?

mas o que fará a difernça é a consciência coletiva da humanidade de reconhecer que nós dependemos desses recursos, e como devemos respeitá-los evitando ao máximo sua destruição.

Putz.. será que esse cara tá achando que é um avatar e que a Terra é Pandora?

Responder
Vitor Hoher Nunes 18/11/2011 17:12:09

Cristiano,\r
\r
O problema é a falta de coerência. Sabia que a cidade que tu mora hoje em dia provavelmente era coberta por muita mata, vegetação, cheinha de animais selvagens e que tudo isso foi pro buraco pra tu possa hoje morar no conforto da tua casa, ter shopping, escolas, hospitais, lojas e tudo o mais a tua disposição? E tu sabia que toda essa vegetação e animais estavam lá muito antes da região ser urbanizada? Ser contra isso, é ser contra o ser humano. Ou esperar que o ser humano não use a sua inteligência e tente competir com os animais pela sobrevivência na base da força bruta.\r
\r
Se o homem não dominar a natureza com sua inteligência, vai ser dominado pela força da natureza. Sobre os interesses políticos eu não posso falar, não estou na alta cúpula de nenhum governo. Só sei que o ambientalismo é um movimento que vem crescendo de maneira impressionante, visto as últimas eleições que uma candidata que não propunha nada de concreto ganhou grande parte de votos só por erguer a "bandeira verde".\r
\r
Interesse econômico só vai existir a partir do momento que for lucrativo. Se é menos eficiente e mais caro, vai ser deixado de lado até que passe a ser uma solução atrativa, ora bolas.\r
\r
E quanto ser privado ou público, faz diferença sim. As pessoas cuidam de verdade do que está em sua posse e no que é decisivo pro seu conforto. Se eu for dono de terras, vou querer mantê-las férteis; se eu tiver uma criação de animais lucrativa, vou preservar a existência dos mesmos; se eu pago minhas contas, eu vou ter cuidado pra não disperdiçar água e energia pois pago pra obtê-las; e assim vai... Disperdício é sinônimo de quem não precisa arcar com o prejuízo, ou seja, coisas públicas.

Responder
Vitor Hoher Nunes 18/11/2011 17:14:41

*desperdício

Responder
Eve 21/11/2011 02:04:44

Ai, queria saber o nível de uso dos recursos naturais que esse Cristiano considera "destrutivos". Até hoje muito já foi dito sobre o fim iminente de vários recursos, mas a própria relação de oferta e demanda naturalmente deu conta disso, encarecendo os bens mais escassos e, assim, levando a humanidade a encontrar meios para substituir os recursos em questão. Ou seja, se há uma alternativa energética às hidrelétricas, ela reside no livre mercado. Fine.

Responder
Cristiano Mendes 18/11/2011 17:05:49

Vamos simplificar?\r
\r
Isso é uma questão de valores: uns se sentem incomodados com a destruição da vida vegetal e animal . Outros não.\r
\r

Responder
Luis Almeida 18/11/2011 17:14:40

Como explicado, isso é uma questão imposição dos seus valores sobre outras pessoas e, acima de tudo, como demonstrado acima, de hipocrisia.

Responder
void 18/11/2011 18:29:57

Vamos simplificar?

Isso é uma questão de valores: uns se sentem incomodados com a violação da vida humana. Outros não, como o Cristiano Mendes.

Responder
rafael 18/11/2011 21:09:33

> Vamos simplificar?
> Isso é uma questão de valores: uns se sentem incomodados com a destruição da vida vegetal e animal . Outros não.

Se sentir incomodado não é o problema, pode se incomodar a vontade, só não impeça os outros de fazerem uso de um pedaço terra pq vc não quer derrubar uma árvore, qm é vc para impedir os outros? vc é dono do planeta?

eu estou incomodado que vc esta respirando o ar puro do nosso planeta, retirando dele O2 e jogando de volta CO2, por favor, pare de respirar, obrigado.

Responder
Lucas 18/11/2011 17:16:03

Ótimo texto, Leandro!

Porém, acredito ser um equivoco confiar na capacidade de regeneração da natureza em um caso desses. Espécies serão perdidas para sempre com a construção desta usina. Deve-se lembrar que a natureza obedece regras sistêmicas e não cartesianas. Deve-se também levar em conta a importância que o Rio Xingu tem para toda a floresta amazônica.
Esta usina é uma intervenção violenta no ecossistema da região, que vai gerar danos irreparáveis em efeito dominó para toda a floresta amazônica e para toda uma população que depende destes ecossistemas.
Não é neurose dos ambientalistas não... A coisa é séria mesmo.

Responder
Luis Almeida 18/11/2011 17:31:35

Realmente Lucas, coisa muito séria. Seríssima.
Neste vídeo tem dicas de como podemos salvar Gaia:
Save the planet

É sério. Não deixe de ver. Muito sério.

Responder
Daniel 18/11/2011 17:37:18

Excelente texto!

Ainda estou recolhendo informações para poder falar com seriedade sobre o assunto.

Só acho que o texto foi um pouco "seco", quando se tratou da natureza, não que seja a vir a opinião do autor, mas suou como uma falta de preocupação para com o ambiente, o mundo não funciona como os ambientalistas falam, mas é necessario certa preocupação sim...


A Dilma já aprovou a construção ou está em projeto de licitação?

Resumidamente, os atores se prestam o trabalho por um ideal ambientalista deles?

Responder
Adriano 18/11/2011 18:07:05

E ainda há um agravante.

Devido a pressão ambientalista, a usina será construída com o menor lago possível - o que é ruim do ponto de vista de reserva hidrelétrica.

Quando ocorrem longos períodos de estiagem, são os grandes lagos que mantêm o oferta energética. Com um lago artificial pequeno, Belo Monte não será capaz de suprir energia em períodos de seca.

Responder
Arlei 18/11/2011 18:10:02

Considerei o texto interessante por mostrar um ponto de vista diferente do defendido no vídeo, mas discordo totalmente. Acreditar no vídeo por ele ter sido produzido por artistas é tão idiota quanto duvidar dele pelo mesmo motivo. Alguém estava esperando que atores da globo fossem especialistas em energia? Você é especialista em energia? Faça um vídeo de 5 minutos resumindo as idéias do seu post pra eu poder criticar. Aliás, sua análise do ambientalismo e do produção de energia limpa foi digna de um ator da globo. Por enquanto, prefiro acreditar nos especialistas que estão investindo tempo e dinheiro na busca de fontes alternativas de energia, vou ficar aguardando sua análise de algum artigo da Nature ou da Science a respeito.

Responder
Leandro 18/11/2011 18:29:49

Não entendi muito bem o seu ponto, prezado Arlei. O que você quer que eu prove? Que hidrelétrica funciona? Que é necessário que haja um aumento contínuo na produção de energia se quisermos ter enriquecimento econômico? Que energia nuclear funciona? Que é impossível substituir toda a matriz energética brasileira por energia eólica e energia solar?

No mais, você não precisa esperar eu fazer um vídeo de 5 minutos para você criticar. Você tem todo esse artigo para você criticar. Basta dizer onde eu falei algo errado e me provar por que estou errado, principalmente em minha análise do ambientalismo e da produção de energia limpa, a qual foi "digna de um ator da Globo" (qual, Lima Duarte ou Francisco Cuoco?)

Ou seja, sua tarefa não é nada muito exigente.

Responder
Evandro 18/11/2011 18:41:16

Leandro,

gosto muito dos seus artigos e, antes de fazer algumas ressalvas, quero deixar claro que não tenho tendência alguma de "melancia". Mas, gostaria de colocar alguns pontos:

"No mais, o Brasil possui 851 milhões de hectares. Apenas 0,2% são ocupados por cidades e suas obras de infra-estrutura. Dizer que os ocupantes de meros 0,2% de um imenso território estão causando a destruição irreversível de todo o ecossistema seria vigarice ou imbecilidade?"

A "destruição do ecossistema" não se dá apenas nos centros urbanos. A agricultura contribui e muito com a emissão de CO2, desmatamento, empobrecimento dos solos e etc.

Agora, duas críticas gerais aos artigos do mises que tratam sobre meio ambiente:

- Ignorar o fato da Amazônia ser uma grande reserva de carbono;
- Ignorar qualquer conceito de ecologia, tratando como marxismo ou algo do gênero.

Primeiramente, ser uma grande reserva de carbono significa conter muito carbono "sequestrado" na forma orgânica, isto é, na constituição das plantas em geral. A partir do momento em que você queima esse carbono, ele passa para atmosfera e necessita ser "sequestrado" novamente. Mas como os organismos que faziam aquela função não existem mais, o carbono fica acumulado na forma de dióxido de carbono, na atmosfera. Então a maior questão não é se a taxa líquida de CO2 na fotossíntese é alta, mas sim o sequestro de carbono. Outra questão sobre esse ciclo é que o carbono armazenado na forma mineral não possui o "sequestrador", pois esse agente está em equilíbrio em relação ao ciclo e o carbono na forma mineral (combustíveis fósseis) não faz parte do ciclo. Não existe nada de marxismo aí, só ciência.

Segundo, o conceito de cadeia alimentar, principalmente, é ignorado por completo. "A natureza é minha inimiga", como se fosse humanos x resto e não existisse um equilíbrio na chamada teia alimentar. Tudo é ignorado como se fosse "falácia esquerdista". Não, é ciência. Se alguém acredita que é mentira, que se prove pelo método científico.

Não dá pra ignorar a ciência porque ela às vezes é usada de forma incorreta. Não defendo, de maneira alguma, o Estado ter a Amazônia para si. Acredito que deve partir de cada indivíduo a decisão de preservar o que deve ser preservado. E não é nada utópico, é real, acontece.

Espero e já agradeço a compreensão.

Responder
Leandro 18/11/2011 19:16:30

Prezado Evandro, você diz: A "destruição do ecossistema" não se dá apenas nos centros urbanos. A agricultura contribui e muito com a emissão de CO2, desmatamento, empobrecimento dos solos e etc.

Além de ser uma generalização, você já dá como fato consumado exatamente aquilo que ainda precisa ser comprovado: essa afirmação de que a emissão de CO2 é péssima para o ecossistema. Ou seja: para haver um debate, antes é preciso especificar que o CO2 é ruim. Uma vez isso estar comprovado, aí sim parte-se para o debate.

Não dá pra começar já tomando como base um princípio totalmente dúbio. Não se começa uma discussão sobre um assunto que se refere à comprovação de algo partindo do princípio de que esse algo já foi comprovado.

CO2 é ruim? Fale isso para as árvores, que se alimentam justamente desse gás. (As árvores não estão entre as principais protegidas dos ambientalistas?) A flatulência das vacas possui metano que causa aquecimento global? Bom, então temos de trucidar as vacas. Mas não pode, pois matar animais é ecologicamente incorreto. Aí fica aquela situação: você tem de proteger a vaca, só que manter a vaca viva gera aquecimento global...

Quanto ao sequestro do carbono, não há nada de que eu discorde ali. Tampouco sobre a cadeia alimentar. Muito pelo contrário, aliás. É justamente por termos aprendido a domar a natureza, que podemos nos "beneficiar" de sua cadeia alimentar, por assim dizer.

Apenas percebo, pela sua argumentação, que você está tentando maliciosamente me empurrar o rótulo de defensor do desmatamento da Amazônia. Só que taí algo que eu nunca fiz. Defendo que quem quiser preservar as árvores intocadas que o façam. Organizem um grupo e privatizem aquelas árvores específicas para vocês. E como explicado neste artigo, quem realmente quer preservar a natureza, não pode confiar no governo. Tem de fazer por conta própria. Isso, aliás, aí sim, realmente geraria benefícios para todos.

Abraços!

Responder
Evandro 18/11/2011 19:39:41

"CO2 é ruim? Fale isso para as árvores, que se alimentam justamente desse gás. (As árvores não estão entre as principais protegidas dos ambientalistas?) A flatulência das vacas possui metano que causa aquecimento global? Bom, então temos de trucidar as vacas. Mas não pode, pois matar animais é ecologicamente incorreto. Aí fica aquela situação: você tem de proteger a vaca, só que manter a vaca viva gera aquecimento global..."

O excesso de CO2 na atmosfera é ruim porque causa um desequilíbrio no ciclo, não há o sequestrador.

E existe um equívoco: a alta taxa de CO2 é prejudicial para os fotossintetizantes, por dois motivos, o "envenenamento" e os outros fatores limitantes do processo. Se você possui muito CO2 e pouca água ou luz, não adiantará de nada a alta taxa do gás.

Ambientalistas são idiotas, é claro. Tenho tanto asco deles quanto você.

"Apenas percebo, pela sua argumentação, que você está tentando maliciosamente me empurrar o rótulo de defensor do desmatamento da Amazônia. Só que taí algo que eu nunca fiz. Defendo que quem quiser preservar as árvores intocadas que o façam. Organizem um grupo e privatizem aquelas árvores específicas para vocês. E como explicado neste artigo, quem realmente quer preservar a natureza, não pode confiar no governo. Tem de fazer por conta própria. Isso, aliás, aí sim, realmente geraria benefícios para todos."

De forma alguma, estou tentando trazer a tona a necessidade de um discurso mais científico. Partilhamos da mesma opinião, o último trecho do meu comentário comprova isso.

Luis Almeida

Eu disse que o desequilíbrio no ciclo do carbono é ciência, não que o CO2 é o grande vilão e o responsável pelo "aquecimento global". Nem disse que existe isso de aquecimento global.

Responder
Luis Almeida 18/11/2011 19:32:06

Evandro, antes de vir com esse papo furado de CO2 e dizer, "isso é ciência", faça o favor de ao menos ir aprender o que é ciência: Why I Deny Global Warming

Responder
Leandro 18/11/2011 18:54:20

Abusou da ironia em chará

Responder
Otávio Marshall 18/11/2011 19:07:31

Leandro, concordo com os teus motivos para relativizar Belo Monte. Existe uma casta supostamente capitalista, especialmente na esfera dos bancos e das empreiteiras, que está intimamente ligada à uma das grandes causas do nosso atraso - a corrupção. Motivo suficiente para desconfiar dessa obra, pelo menos desconfiar...

Quero criticar a generalização (sempre perigosa) aos movimentos ambientalistas. Nesse meio tem muita gente séria. Em "O movimento ambientalista, portanto, é um movimento profundamente anti-mercado, anti-bem-estar e anti-desenvolvimento, pois suas propostas solapam por completo a produtividade do trabalho.", acho que não é bem assim. Tem muitas pessoas e empresas trabalhando intelectualmente e "braçalmente" para aperfeiçoar hábitos da vida moderna com produtos menos ineficientes. Exemplo? Olha esse: www.comfortlux.ind.br. Outro maior ainda, e plenamente alinhado com o nosso ideário libertário: www.rmi.org. Imagino que não seja esse movimento ambientalista que combates, mas eles fazem parte de um movimento que objetiva melhorar nossos hábitos, e seus produtos adquirem mais mercado porque o movimento ambientalista, mesmo o ruim, bem ou mal, aumenta o apelo da sociedade por produtos e serviços melhores.

Veja que, ainda hoje, século XXI, um carro "moderno" com motor a explosão, usa + - 5% do combustível para mover a pessoa (1, e dependendo do peso). O restante é para mover ferro, aço, produzir calor inútil ou se perder em atrito improdutivo. Exemplo de campo fértil para uma mudança de hábito para melhor aproveitar esse recurso chamado petróleo.

Sds.,
Otávio Marshall

Responder
Leandro 18/11/2011 19:24:10

Prezado Otávio, é óbvio que existem ambientalistas bem intencionados. Mas isso não anula em nada o fato de que todos eles, involuntariamente, defendem ideias que, caso de fato fossem implementadas, trariam um imenso retrocesso ao nosso padrão de vida, com aumento do subdesenvolvimento e perpetuação da pobreza. (Existem também comunistas bem intencionados, que realmente não sabem que as teorias que defendem geraria sofrimento e miséria generalizada para todos).

Isso não é opinião minha. Isso ciência econômica. Se alguém me provar que é possível produzir energia limpa e barata a custos decrescente e a ofertas crescentes, e já no curto prazo, sem que nós tenhamos que abdicar do nosso padrão de vida, viro ambientalista na hora.

Logo, mantenho minha opinião. Há ambientalistas bem intencionados e há os mal intencionados. Mas as ideias que todos eles defendem (afinal, as ideias são as mesmas!), sem exceção, são sim profundamente anti-mercado, anti-bem-estar e anti-desenvolvimento. Isso é ciência econômica.

Grande abraço!

Responder
alexandre tavares 18/11/2011 19:12:23

Gostaria de perguntar se "artistas globais", pseudo-ambientalistas e outros mais sabem quanta energia é necessária para produzir os seus mimos como note book, celular, automóvel, casa com ar condicionado, maquiagens, perucas, sapatos finos etc?
Vamos parar de peidar?

Responder
Jeniffer 18/11/2011 19:21:42

Só uma pergunta: por que se importar com o dinheiro é válido e com a floresta e os índios não?

Responder
Golimar 18/11/2011 20:07:53

Excelente pergunta!
A resposta é porque os libertários são movidos única e exclusivamente por dinheiro. O resto é apenas um obstáculo para consegui-lo.

Responder
Luis Almeida 18/11/2011 20:11:56

Não leu o artigo? Não viu a preocupação primordial e verdadeira com os índios e com qualquer pessoa que possa vir a ter seus direitos violados?

E se quer se importar com um monte de mato a kilômetros de distância da sua confortável cidade, pode se preocupar a vontade. Ninguém está te impedidno.
E se não se preocupa com seu dinheiro, gaste tudo que você possui para ir lá e ficar preservando o mato lá. Ou será que você vai preferir ficar na sua casa, na frente do seu computador, usando energia e estudando pra ganhar dinheiro e comprar mais coisas produzidas com energia?

Responder
Absolut 18/11/2011 20:47:04

Só uma pergunta: por que se importar com o dinheiro é válido e com a floresta e os índios não?

Você realmente concluiu isso??

Responder
rafael 18/11/2011 21:12:40

> Só uma pergunta: por que se importar com o dinheiro é válido e com a floresta e os índios não?

quem esta falando de dinheiro aqui? estamos falando de vc ser livre para fazer uso de um pedaço de terra, só isso, e vc quer impedir os outros de derrubarem árvores em uma área que não diz nenhum respeito a voce, ou vc tem propriedade sobre o planeta?

Responder
Mariana 18/11/2011 19:24:23

Desculpa por não conseguir ler todo os comentarios, apenas li alguns e fiquei impressionada com seu comentario Leandro. Como é possível domesticar a natureza? vc realmente conhece a teoria de Gaia? Não somos parte da natureza? porque lutar cotra ela, tentar domesticá-la?\r
\r
Desculpe, também não entendi muito bem a intenção do seu artigo. Vc concordo com os pontos 1 e 2, certo? os quais vc também encontrou no vídeo, certo? então, escreveu um artigo pra criticar os artistas?\r
\r
Vc também é contra belo monte, certo? então gaste todo o seu belo vocabulario e seu conhecimento para fazer um bom vídeo, com argumentos que vc julga relevantes e defenda sua causa também.\r
Criticar é fácil e saudável. Mas pessoas com atitudes e ações concretas é dificil, aproveite que vc esta no caminho certo(teve atitude e ação ao escrever esse texto) e ajude a defender essa causa e não criticar os artistas. Isso é outra historia.\r
\r
Também gostaria de acrescentar que vivo com 2 salarios minimos e tento fazer o meu melhor no dia-a-dia. Com atitudes que eu considero ambientalmente amigas...enfim...gostaria de dizer que não moro no morumbi ou qualquer um dos outros lugares que vc citou. Existe algo maior que a classe social, é a consciência, a vontade de melhora e mudança, a observação do que acontece ao redor...enfim... abra sua mente, tem certos discursos que já não servem mais, não há mais desculpa para ignorar os assuntos ambientais, eles estão por toda parte.

Responder
Leandro 18/11/2011 19:34:56

Mariana, você está teclando da floresta, em cima de um galho de árvore, ou você está confortavelmente instalada dentro de alguma construção dotada de todos os confortos da humanidade?

Se for a segunda opção, saiba que esse local em que você está já foi, no passado, uma floresta densa e de acesso remoto. E só a domesticação dessa natureza permitiu que esse prédio fosse aí construído e você desfrutasse todo esse conforte que desfruta hoje. Além de todo o material utilizado na construção do seu prédio, o seu computador é também formado inteiramente de partes que foram retiradas da natureza. Suas roupas, sua comida, sua cama, seu lençol, seu perfume, seu veículo, sua bebida etc., tudo, absolutamente tudo, só existe neste formato aí, prontinho para você usar e desfrutar, unicamente porque o homem aprendeu a domesticar a natureza e a extrair dela recursos que ele aprendeu a retrabalhar para o seu próprio conforto. Não seja ingrata.

Quanto a fazer um vídeo em vez de escrever, isso é argumento de quem não gostou do texto, não consegue refutá-lo e, justamente por isso, se sente mal e pede para o autor ir fazer outras coisas. Mas sua sugestão está anotada.

Abraços!

Responder
Luciano 19/11/2011 09:10:34

Outro texto de opinião, baseado em noções gerais e sem dados, sob medida para um público igualmente inculto que facilmente se denuncia. Reparem que opiniões assim nunca saem da boca de algum professor ou pesquisador ligado a grande centros de pesquisa e ensino, como a USP, UNICAMP, FGV. Tem uma tabela no fim do texto que não se sabe de onde saiu e nem a metodologia utilizada em sua construção. Certamente o autor não saberá explicar isso, pois caso contrário já teria feito.
Sorte que este tipo de texto tem alcance limitado e circunscrito a instituições desconhecidas e de caráter duvidoso.

Responder
Leandro 19/11/2011 11:20:48

Prezado Luciano, o senhor está coberto de razão. Aqui não se ouve 'opinião' de "cientistas sociais" da USP e da Unicamp (eles estão em greve ainda ou não?); aqui se ouve opiniões independentes e baseadas na razão. E não opiniões baseadas na ideologia e na cartilha do politicamente correto.

Quanto à tabela, soubesse o senhor ler, veria que, imediatamente abaixo dela está escrito: Fontes: IBGE, IBAMA, INCRA, FUNAI, CNA

Se o senhor não gostou ou sentiu-se mal, vá reclamar com tais entidades (as quais, sinceramente, o senhor teria de tudo para gostar).

Sobre a sua preocupação quanto ao alcance do texto, esta é a preocupação típica dos inseguros, que se desesperam ao se sentirem impotentes para conter o alastramento de ideias que eles se sabem completamente incapazes de refutar. O senhor deve possuir algum interesse especial em manter parte da população na ignorância.

Abraços!

Responder
Isaias Barbosa 19/11/2011 11:32:29

C-C-C-C-C-C-C-C-C-C-C-COMBO BREAKER!!!!!!!

Responder
Carlos Araujo 19/11/2011 16:50:12

"Reparem que opiniões assim nunca saem da boca de algum professor ou pesquisador ligado a grande centros de pesquisa e ensino, como a USP, UNICAMP, FGV.

uhahuauhuha

com certeza não, estão com rabo preso.

Responder
Absolut 18/11/2011 19:40:17

tem certos discursos que já não servem mais

Tá falando sozinha?

Responder
Jeniffer 18/11/2011 19:24:51

Quem são esses ambientalistas? O Greenpeace? Greenpeace não é parâmetro, é totalmente radical. Existem ambientalistas a favor da energia nuclear sim e até do sequestro de carbono (também negado pelo Greenpeace, mas aprovado pela WWF). Generalizar assim nunca é bom. Ainda mais com tal "propriedade"... Mas concordo que a discussão é sempre válida e empolgante.

Responder
Diego Cardoso 18/11/2011 19:26:39

Parabéns pelo texto, Leandro! Sua sutil ironia é genial!

Sobre essa repentina crença na ciência, é interessante observar como a argumentação desse pessoal considera um modelo incrivelmente linear e simplificado de ciência!

"Ora, se hoje ainda não temos energias limpas e baratas, é porque falta dinheiro!"

De repente, basta jogar 1 trilhão de dólares na ciência brasileira e ela vai nos devolver um modelo energético de custo zero e eficiência infinita! Nosso desenvolvimento científico é visto como uma caixa preta na qual as respostas são meros frutos da entrada de recursos: defina um objetivo, pague o suficiente e voilà!

Responder
Daniella 18/11/2011 19:29:59

Leandro,

Me desculpe mas seu artigo me soou um tanto quanto egoísta colocando seus interesses em relação a comodidade acima dos interesses coletivos e isso é tão contraditório pois você diz que o ambientalismo é o oposto do coletivismo. Não adianta ficar escrevendo linhas e linhas, sendo que se continuarmos como estamos é inevitável que vamos perder o nosso planeta. Sem ele, o que nos adianta "progredir" nossa economia? Coloquei o "progredir" entre aspas, pois você acredita mesmo que estamos progredindo? O capitalismo entrará em colapso, outro fato inegável, então se estamos progredindo é para um desastre iminente. Você esqueceu de citar no seu artigo que a Belo Monte não vai poder produzir toda a sua capacidade, além disso está muito claro que essa hidrelétrica só vai ser construída por interesses políticos, portanto só por este fato ela não deveria ser construída. Concordo contigo que energia solar e eólica são complementares, mas e os investimentos nessa área onde ficam? Certamente não estão no alvo de interesses políticos. Agora, qual o problema de abrirmos mão do nosso conforto em prol de vivermos em um mundo melhor? Quer ficar igual aqueles gordinhos daquele filme Wally? Vamos todos tirar a bunda do sofá e vamos reciclar nossos lixos, economizar energia, água, etc. Com pequenos gestos podemos amenizar as coisas. Os índios que vivem naquele lugar é o pouco que restou da nossa história. Vamos destruir nossa história agora em prol do capitalismo?

Responder
Leandro 18/11/2011 19:44:23

Minha cara Daniella, eu jamais disse -- e jamais poderia dizer -- que "o ambientalismo é o oposto do coletivismo". Por acaso você não leu este trecho?

O marxismo representa o coletivismo em sua fase jovem, arrogante e impetuosa. Já o ambientalismo representa o coletivismo em sua fase senil e esclerosada

Aliás, passei o terço final do texto inteiro falando que o ambientalismo é coletivismo. Como você consegue interpretar justamente o contrário?

O resto do seu comentário está praticamente no mesmo nível dessa sua deficiência literal.

Abraços!

Responder
Paulo Sergio 19/11/2011 07:20:16

'você acredita mesmo que estamos progredindo? O capitalismo entrará em colapso, outro fato inegável, então se estamos progredindo é para um desastre iminente.'

Se você está falando das crises, elas foram criadas pelos governos.Esse site tem muitos artigos sobre isso.

Responder
Kleberson Costa Amaral 18/11/2011 19:58:51

Caro Leandro, gostaria de começar meu comentário me apresentando. Sou Kleberson Costa Amaral, técnico em eletrônica, atualmente trocando meu curso de engenharia elétrica no CEFET-MG pelo de produção civil. Defendo até certo ponto a propriedade privada e não sou marxista.
Agora que sabe superficialmente quem sou, gostaria de falar que:
1 - O Estado se responsabilizar pela geração de energia elétrica e financiar obras não é absurdo, pelo contrário, é correto. Mas concordo que é errado sim o dinheiro público ser divido entre os amigos do rei (que é uma realidade monstruosa).
2 - "O movimento ambientalista, portanto, é um movimento profundamente anti-mercado, anti-bem-estar e anti-desenvolvimento, pois suas propostas solapam por completo a produtividade do trabalho. Consequentemente, elas destroem todas as possibilidades de progresso econômico e de aumentos salariais - os quais estão diretamente ligados à produtividade. Somente um constante aumento na produtividade da mão-de-obra, auxiliado pela utilização de uma maior quantidade de energia per capita, pode gerar um aumento na oferta de bens e serviços em relação à oferta de mão-de-obra disponível."
Não sou um ambientalista fanático, nem comunista e tão pouco burro. Por isso sei que o trecho acima citado é incoerente assim como nosso sistema de mercado e desenvolvimento. Em um plante finito, de recursos finitos é impossível um constante aumento de na produtividade e um constante aumento de energia per capta. Acho que os ambientalistas são radicais, mas pedem muito para conseguir ao menos um pouco.
"Porque 'energia mais eficiente', no linguajar verde, significa simplesmente uma menor produção de energia por habitante. E é aí que surge a nossa miséria. Para que haja um aumento na produtividade da mão-de-obra, algo indispensável para o enriquecimento de economia, é necessário que haja um constante aumento na quantidade de energia disponível per capita."
E novamente aqui cito um mundo de recursos finitos, onde recentemente atingimos oficialmente os 7 bilhões de habitantes e não podemos crescer para sempre.
Gostaria também de comentar que a produção de placas fotovoltaicas é também uma super agressão ao meio ambiente e como você citou a energia eólica acaba com a vida de pássaros (sendo porém extremamente ecologicamente correta em alto mar).
Aqui no Brasil, se por lei conseguíssemos acabar com chuveiros elétricos e substituí-los por aquecimento solar, não precisaríamos construir tantas hidroelétricas, e isso é economicamente viável. Pequenos cata-ventos como compensação ambiental de imóveis acima de um valor X também é viável e como um todo, em uma nação de 190 milhões, faria sim uma enorme diferença.
Acho que devemos repensar sim o nosso sistema e que embora não concorde totalmente com os ambientalistas e marxistas, ao menos eles estão apresentando opções e tentando tanto quanto possível barrar algumas obras.

Obrigado pelo texto, foi uma leitura agradável e que abre espaço para discussão, diferentemente dos atores globais.

Responder
Leandro 18/11/2011 20:20:35

Exato, Kleberson, vivemos na escassez e em um planeta finito, de recursos finitos. Mas, sinceramente, na atual configuração de distribuição de terras, com vastas áreas devolutas e de vasto e inexplorado potencial energético -- os quais não podem ser explorados justamente por causa das legislações ambientalistas (como a reserva de ANWR, no Alasca) -- dizer que é impossível um constante aumento na produtividade e um constante aumento de energia per capta não é realista.

Os ambientalistas, por sua vez, fazem de tudo para garantir que o fornecimento de energia não apenas permaneça estável, como na verdade entre em decréscimo. Uns defendem isso intencionalmente, outros defendem indiretamente, e outros o fazem completamente sem saber, pois sequer sabem onde estão. Apenas acreditam que são o máximo por defender jabutis e orangotangos.

Convido-o, por gentileza, a ler este artigo sobre recursos naturais e o meio ambiente:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=833

Abraços!

Responder
Fábio 19/11/2011 06:19:16

O artigo foi muito bem escrito, infelizmente (sim, eu disse "infelizmente"). Isso já entrega a minha posição quanto a ele, entretanto, não é isso que quero discutir aqui. Creio que o mais interessante, e isso é algo que vejo quase sempre quando leio comentários de uma maneira geral, é perceber que o que está acontecendo aqui não é um diálogo, nem sequer uma discussão... mas simplesmente o que ocorre são dois monólogos concomitantes, duas retas paralelas. Duas opiniões distintas, com algumas áreas cinzas aqui e ali. É a velha questão do terceiro excluído aristotélico, ou A ou não-A, o terceiro é excluído. Isso é algo que nos falta, acho que sempre faltou. O ser humano é movido mais pela não-razão do que pela razão... mesmo que isso seja difícil de admitir. A ciência, a economia, etc... não passam de mais uma das facetas de uma espécie de "fé", são de certa forma um credo, ao fim e ao cabo. Mas, enfim, cada um vive como pode. O ser humano necessita disso - não se pode viver sem, e cada um descobre o seu "modo de ser no mundo", como diria Heidegger. Não somos perfeitos, nem nunca seremos. Fiz questão de ler praticamente todos os comentários e percebo que, certas pessoas simplesmente não suportam críticas. Mas, hey! Não é fácil mesmo... ninguém consegue lidar bem com essas danadas. Seria muito filosófico dizer que todos estão errados e todos estão certos... mas é isso mesmo que eu gostaria de falar. As questões só serão realmente resolvidas quando as pessoas começarem a escutar de verdade umas às outras, e não simplesmente trocar acusações e ofensas. É uma pena que muita gente aqui perca seu tempo tentando desmerecer os outros... e isso vale também para o autor do artigo (pelo menos em algumas respostas). Você demonstrou uma incrível capacidade de arguição e síntese teórica, mas ainda falta um pouco mais de raciocínio holístico (não gosto muito dessa palavra, mas enfim... é o que temos de "menos pior" no momento) e talvez um pouco mais de ideias próprias, e não apenas repetição da teoria econômica. Espero que você desenvolva essa capacidade, pois creio que, se isso acontecer, você será ainda melhor do que já é. Isso é apenas uma humilde sugestão. Ler Capra poderia ser um começo, ou talvez a Land Ethic de Aldo Leopold. Enfim, algumas dicas de um outro tipo de visão. A sua não está errada, porém, não está certa também. Sou contra a construção de Belo Monte, e isso pra mim já basta. Argumentos, nesse espaço, acabam se perdendo no vento. Mas seja como for, o artigo foi muito bem escrito, infelizmente...

Responder
Catarinense 19/11/2011 17:29:29

Fábio, pelo jeito você deve achar que 2+2=4 é uma questão de fé, e de opinião também. Sabe, seu comentário não está certo, mas, bem, não dá pra dizer que não esta errado, infelizmente. Não me leve a mal. É questão de opinião. E também de fé. Se bem que também é meio que questão de lógica. Mas, vai saber.

Responder
mcmoraes 19/11/2011 18:11:07

@Fabio: "...Ler Capra poderia ser um começo..."

Esse aqui leu Capra. Tomando-o como exemplo, não parece que sua sugestão seja de muita valia para os objetivos de seu comentário.

Responder
Jônatas Alves 25/11/2011 10:01:17

Pô! Ler Fritjof Capra! O pessoal aqui começou a baixar o nível mesmo. hehehe

Responder
Kleberson Costa Amaral 20/11/2011 17:11:24

Olá Leandro,
Como você sugeriu li o artigo e confesso-lhe que, como engenheiro, não posso ver as coisas de forma tão simples. Do ponto da física e química, realmente, mas na hora de se aplicar os conhecimentos e manipular as estruturas quem entra em ação é a engenharia.

E digo-lhe aqui que infelizmente estamos sim no caminho errado. Não sou defensor da natureza, mas da raça humana, da nossa espécie. A natureza não vai morrer.... ela pode sofrer mas no final sempre vai se recuperar. Em compensação nós, humanos, podemos sofrer e muito com as consequências.

Agora deixando de lado esse papo, vou para a parte lógica.
Extrair e limpar ouro, por exemplo, é um processo árduo, sujo, que demanda dinheiro, trabalho, esforço nosso. Cada eletrônico tem seus componentes de ouro e se muito vagabundo, de outros materiais de difícil processamento.
O que aqui questiono no nosso mundo finito, é o incrível desperdício de força, de dinheiro, de tempo para se jogar coisas fora... Para se fazer bens de consumo que duram apenas um ano.

Vivemos em um sistema anti-econômico e totalmente ineficiente e isso deve sim ser questionado, inclusive nosso padrão de vida. Pois se hoje temos 7 bilhões de habitantes dos quais 1 bilhão está na pobreza, realmente não temos mundo suficiente para todos viverem como americanos.
A gente pode achar um meio termo entre consumo desenfreado para "crescimento econômico" e viver no meio do mato em harmonia com a natureza.

Pode parecer utopia e um sonho (e parece) mas temos que começar um debate.

Responder
EUDES 25/11/2011 12:56:50

Energia barata não é questão de consumismo, mas sim de sobrevivência. Energia cara é sinônimo de alimentos mais caros e menor quantidade e variedade de comida. Ter isso em mente é muito importante, principalmente em um país como o Brasil, pois não somos uma sociedade de consumo e sim de subconsumo.





Responder
Felix 18/11/2011 20:14:48

Não creio que estes artistas estão mal intecionados,
apenas não sabem do que estão falando e acham que estão fazendo a coisa certa...
e infelizmente a maioria da população vai na onda, o poder de convencimento deles é muito forte. Quem aqui não defendeu uma causa achando que era o certo e hoje se envergonha disso?


Responder
Fernando Z 19/11/2011 06:53:41

Felix, se alguém te pagasse pra você falar na TV que Marx é a solução do mundo. Você diria? Atores são atores, são insuportáveis.

Responder
Catarinense 18/11/2011 20:18:23

Ih a divisão de paraquedistas resolveu praticar salto livre aqui no IMB..

Responder
Mauro Ricardo 18/11/2011 20:27:29

É verdade, várias divisões de paraquedistas saltaram e cada uma ataca por um flanco.

O mais divertido é que absolutamente cada linha escrita por eles ou é composta de apelos emocionais vazios ou é formada por argumentos que já foram exaustivamente refutados em inúmeros artigos deste site.

Se cada pessoa se dedicasse a estudar antes de fazer comentários que acham que vão mudar o mundo, certamente nosso bem-estar mundial seria infinitamente mais elevado.

Responder
Catarinense 18/11/2011 20:36:16

Sábias palavras, meu caro..

Responder
Alexandre Zapruder 18/11/2011 21:03:14

Realmente. Muito bem dito.

Responder
Absolut 18/11/2011 20:48:42

Agora eles estão com a conversa de "Leandro, concordo em tudo com você, apenas discordo de tudo o que você disse".
Hahaha!!!

Responder
Isaias Barbosa 18/11/2011 23:57:30

HAHAHAHAHAHAHAHAHA
É por ai mesmo!

Responder
Ronei 19/11/2011 09:52:43

Acho que o pessoal do IMB deveria colocar no começo do texto o seguinte aviso: Para compreensão desse artigo é recomendada a leitura dos artigos 1, 2 e 3. A quantidade de comentários refutados por outros artigos é gigantesca.

Aproveito a oportunidade para solicitar que vocês disponibilizem os feed (rss) completos ao invés dos resumos, pois assim posso ler os artigos enquanto vou para o trabalho.

Responder
Bruno 05/12/2011 06:05:00

A maioria nem ao menos terminou de ler este texto!

Responder
Raphael 18/11/2011 20:18:46

Primeiramente, ótimo texto.
Foi muito bem escrito e demonstrou claramente seu ponto de vista e, claramente, é o ponto de vista de muitas pessoas.
Sou um engenheiro de uma consultora de projetos de engenharia e faço parte da equipe de impactos ambientais e gostaria de mostrar um argumento de alguem que convive com isso a mais de 15 anos.

É obvio que a minha opinião é apenas minha e por isso mesmo nunca vou defende-las como verdade como não gostaria que ninguem fizesse isso.
O fato é de que qualquer projeto sempre tem um interesse maior que está acima de quem os realiza. Nem sempre é só o dinheiro, nesse caso o dinheiro publico, mas sempre é um interesse de alguem superior aquele que realmente realizara o projeto.

O projeto de algo simples é extremamente demorado e se leva em conta coisas que ninguem nem poderia imaginar. As vezes para se projetar um telefone novo se levam meses e em alguns casos anos e, de fato, ainda surgem problemas. Mas, ai é a questão. Nem sempre é o engenheiro que faz algo errado e sim a propria exigencia do "cara de cima". Quem quer que um celular dure 1 ou 2 anos? Não é o engenheiro responsavel, mas sim a empresa que se quer o lucro.
Bom, voltando para o assunto, o fato é que para um projeto de uma hidroelétrica se fazem vistorias tecnicas interminaveis e observam tudo, desde o mais "inutil" detalhe. Seja o que um passarinho come e não vai comer mais, até qual vai ser a vida útil de uma valvula. O projeto, geralmente, é muito bem realizado e se preve todos os impactos possiveis na natureza. Sejam impactos diretos, indiretos ou um possivel erro de projeto.

E porque toda essa preocupação de alguns especialistas? O fato que se defende quando se fala em natureza não é o fato de se defender uma minhoca, um peixe ou uma ave. O fato é de que atualmente existe uma percepção de que a nossa capacidade de desenvolvimento pode ser limitada se a natureza não puder mais nos dar a materia prima necessaria. E como se faz isso? Não é diminuindo o desenvolvimento como o Sr. falou. Temos muitos bons exemplos como o de Cubatão que conseguiu reduzir 98% da poluição e aumentar sua produçao que, alias, fiz parte da organização de controle no começo de carreira.

O fato é de que hoje temos uma carencia enorme em energia e que muita gente não sabe. E temos a oportunidade hoje de não lutar por um progresso cego como antigamente. O progesso pode sim ser algo ainda maior se aumentarmos a eficiencia energetica e não simplesmente parar a produção. Isso sim é ambientalismo.
O desenvolvimento sustentavel se baseia no principio de tirar da natureza o que ela pode repor, porque não é de nosso direito retirar a possibilidade do nosso futuro ter menos "bens comuns" do que temos hoje. Assim como foi dito em assimbleia na ONU em um relatorio final "Nosso Futuro Comum": "Atender às necessidades da geração presente sem omprometer a habilidade das gerações futuras de atender às suas proprias necessidades".

Então concordo com muita coisa que disse, Leandro, mas, acho melhor que deveria repensar o fato de que todos que defendem uma inserção de ambientalismo sejam tão vazios como o Sr. pensa. Quem inventou a tal da "Economia do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais"(Marques & Comune, 1997) foram justamente neoliberais que defendiam o livre mercado acima de tudo e o proprio desenvolvimento a partir disto.

Sou contra extremismos de qualquer lado e, portanto, acredito que possa haver uma mudança de postura em relação aos objetivos. Já que um ambiente menos poluido significa tanto um bem estar a população, como uma melhor saúde. E uma produção limpa não significa eliminar processos e diminuir capacidade, mas sim otimizar processos e usos de materias primas e impactos gerados.
O fato é de que, como muitos falaram, o assunto vem mais de cima. O governo não é o vilão principal para criação disso, mas sim o "mercado". Quem quer sair de algo comodo e gastar dinheiro com algo que só vai trazer beneficio em longo prazo? Ninguem ganha dinheiro estantaneamente com isso e ninguem tambem ve de cara o beneficio, mas temos grandes provas de que um investimento desse sempre traz beneficios economicamente falando.

Sei que foi um texto longo, mas gostaria deixar minha opinião. É claro que não me importo com criticas e nem quero que as pessoas me apoiem. Cabe a cada um se informar sobre os assuntos e ter sua propria opinião e não seguir a de alguem que se julga certo.

Não quis, em momento nenhum, ser desrespeitoso com o Sr. Leandro e me perdoe se em algum momento pareci ser.

Mais uma vez, um ótimo texto, espero ter passado o que gostaria.

Abraços

Responder
Absolut 18/11/2011 20:44:27

Quem inventou a tal da "Economia do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais"(Marques & Comune, 1997) foram justamente neoliberais que defendiam o livre mercado acima de tudo e o proprio desenvolvimento a partir disto

Neoliberais que defendiam o livre mercado acima de tudo?!?

Responder
Eduardo Ameruso 18/11/2011 20:54:10

O vídeo pode ser ruim, tendencioso ou lunático, mas é inegável que ele causou toda essa discussão, que era exatamente o que estava faltando nesse assunto.
Só tenho uma ressalva a fazer sobre o seu texto: Não se trata de "mato" que vai ser destruído, trata-se de floresta e floresta é um organismo vivo que mantém vivos todos os seres dela dependentes, inclusive o homem.

Responder
Luis Almeida 18/11/2011 23:59:19

O vídeo pode ser ruim, tendencioso ou lunático, mas é inegável que ele causou toda essa discussão, que era exatamente o que estava faltando nesse assunto.
Só tenho uma ressalva a fazer sobre o seu texto: Não se trata de "mato" que vai ser destruído, trata-se de floresta e floresta é um organismo vivo que mantém vivos todos os seres dela dependentes, inclusive o homem.

Eduardo, você é o exemplo de como a propaganda eco-fascista destruiu a capacidade racional sobre o assunto de praticamente toda uma geração, capacidade que teve sua destruição completada com o filme Avatar. (que alias, James Cameron pode estar por traz desse vídeo: Diretor quer transformar oposição à construção da Belo Monte em filme 3D

Não meu caro, não é nenhuma floresta que te mantém vivo. São as plantações de alimentos e o trabalho de fazendeiros que colocam comida na sua mesa. Alias, se você for deixado no meio da floresta, você morre em menos de 2 dias. Se as florestas de todo mundo desaparecerem, todos continuaremos vivos, sem nenhum problema. (e com a vantagem de não termos que ouvir esse tipo de absurdidade)

Responder
Golimar 18/11/2011 20:59:20

"Ora, energia eólica e a energia solar de fato podem gerar eletricidade, mas não o suficiente e em nível nacional. Ambas podem funcionar bem como complementos muito localizados, mas não em grande escala."

De onde você tirou isso?

Responder
Isaias Barbosa 19/11/2011 00:03:53

Ora meu caro, nunca ouviu falar em produção de energia em larga escala?

Tanto a energia solar quanto a eólica precisam de área, ocupar espaço, para a produção e seu potencial energético é muito menor comparado a mesma área ocupada por uma hidrelétrica. Nuclear nem se fala.

Responder
Golimar 19/11/2011 12:39:49

Não respondeu minha pergunta. Quero saber de dados, fontes.

Responder
Golimar 19/11/2011 17:10:31

Como você não respondeu minha pergunta, ou seja, não me mostrou dados que compravem isso, aí vai alguns dados:

Nos EUA a capacidade instalada ultrapassou os 40.000 MW o que equivale a mais de 20% da energia elétrica produzida no país.
No mundo a energia eólica cresce a taxas de 30% ao ano.
O custo de produção de energia eólica é mais baixo que a energia gerada em usinas a carvão e usinas e a gás. E esse custo vem caindo ano a ano. Se essa tendência continuar, em alguns anos ela será mais barata até que as usinas hidroelétricas.


E você vem querer me falar que não é viável em larga escala?

Responder
Leandro 19/11/2011 17:27:25

Prezado Golimar, você me pergunta de onde tirei a afirmação de que é impossível substituir toda a matriz energética brasileira por vento e luz solar? É sério isso?

Ora, se for, então cabe a você explicar o que fazer para gerar energia quando não estiver ventando e quando o sol não estiver brilhando. Afinal, "até o presente momento, não há notícia de um método econômico e em larga escala capaz de armazenar eletricidade para uso posterior. Tal fato implica a necessidade de se manter o atual sistema de produção operando conjuntamente com o novo sistema baseado inteiramente no vento e no sol."

Caso isso ainda não lhe satisfaça, posso lhe afirmar que sim, já li a opinião de vários cientistas que corroboram tal raciocínio, inclusive de ambientalistas -- embora eu deva confessar que tal conclusão é tão lógica, tanto em nível científico quanto econômico, que chega a ser apavorante ver alguém se assustando com tal afirmação. A menos que você realmente queira, como ficou explícito acima, que passemos a viver com apenas 20% da nossa (ei, por que estou surpreso? É exatamente isso o que querem os ambientalistas!)

Responder
Golimar 19/11/2011 17:59:22

O que você quer? Trocar toda a matriz energética do dia pra noite?
Em menos de uma década a participação foi de quase zero a mais de 20%!!
Se você prefere ignorar esse fato....
Em vários lugares do planeta o vento é constante em boa parte de tempo. E mesmo que não seja, a rede elétrica é interligada, um lugar que não está ventando compensa um lugar em que esteja ventando.

Responder
Maurício 19/11/2011 18:10:58

De acordo com este gênio incompreendido chamado Golimar, se estiver ventando em uma região do Mongólia, toda a população de São Paulo terá energia farta e sem nenhum risco de apagão, afinal, "a rede elétrica é interligada, um lugar que não está ventando compensa um lugar em que esteja ventando."

Qual parte ele ainda não entendeu sobre "até o presente momento, não há notícia de um método econômico e em larga escala capaz de armazenar eletricidade para uso posterior"?

É a isso aí que se resume o movimento ambientalista. Gente praticamente acreditando em tele-transporte. Ventou na Malásia? Energia farta em Quixeramobim!

Eu já sabia que os ambientalistas eram contra a energia nuclear. Mas confesso que não sabia que eles também tinham aversão total a hidrelétricas, as quais, até há pouco tempo, eram consideradas fontes limpas. E, pelo visto, considerando-se que a energia eólica mata pássaros, tudo indica que, no futuro, a energia terá de vir do sopro. Ih, mas o sopro contém CO2! Tá difícil... Ah, vamos todos promover um suicídio coletivo para o bem de Gaia. O ritual será bem religioso, com toda a humanidade se sacrificando perante esta deusa.

E ainda tem gente que acha que a racionalidade vai aumentando nas pessoas com o decorrer do tempo...

Responder
Golimar 19/11/2011 18:40:53

Já ouviu falar em linhas de transmissão?
Ou você acha que no Brasil chove linearmente e as usinas hidroelétricas estão em pleno vapor o tempo todo?

Responder
Leandro 19/11/2011 22:39:42

Prezado Golimar, não faça isso consigo próprio. As usinas hidrelétricas possuem algo chamado reservatórios, que é onde fica a acumulada a água a ser utilizada quando não está "chovendo linearmente".

Como funciona isso para a energia eólica? Cada moinho tem um "reservatório de vento"?

E há outros detalhes também, os quais você parece não levar em conta: a energia eólica, além de todos os seus defeitos, produz também uma forte poluição sonora oriunda das hélices dos moinhos. Quanto à energia solar, os painéis solares precisam utilizar baterias com ácido sulfúrico e chumbo para armazenar a energia a ser utilizada à noite e nos dias em que não faz sol. Já pensou nisso? Chumbo? E dado que essas baterias não duram infinitamente, onde você sugere descartá-las?

Como diria o vídeo dos artistas, "são tantas perguntas sem resposta"...

Grande abraço!

Responder
Golimar 19/11/2011 22:59:20

E gás hidrogênio? Já ouviu falar?

Responder
Leandro 19/11/2011 23:14:07

Já sim. E muito. É bastante instável e costuma gerar umas explosões de vez em quando... Não troco uma usina nuclear por nenhum hidrogênio. E confesso também não crer -- mas agora estou apenas especulando -- que os ambientalistas vão aprovar essa sua ideia.

Mas estou achando interessante a sua evolução: começou peitando todo mundo, dizendo que sol e vento eram a solução. Depois, após as respostas, começou a ficar mais manso. Agora, ao que tudo indica, encontrou o último suspiro no hidrogênio (este, aliás, nunca foi aventado em nível mainstream). Vamos ver qual será a próxima sugestão.

Responder
Henry 04/04/2012 18:34:45

Se falta vento também pode faltar água. Qualquer pequeno período de seca já tem que desligar as hidroelétricas.

diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/economia/noticia/2012/04/tres-hidreletricas-param-por-falta-de-agua-3716986.html

O que salva mesmo é o sistema interligado (linhas de transmissão unindo todo o país).

Responder
Golimar 19/11/2011 18:48:52

www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=energia-eolica-sozinha-suprir-necessidades-china&id=010115090917

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Catarinense 19/11/2011 17:37:28

Golimar, a geração de energia elétrica a partir do vento, nos EUA, foi de 56TWh, em 2008, de acordo com a wikipedia. O somatório, de todas as matrizes energéticas, nos EUA, novamente de acordo com a wikipedia, foi de 4.369TWh. Me diz agora, onde você viu 20%? Desculpe, ou você é mal informado, ou mal intencionado. Espero que seja o primeiro.

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Isaias Barbosa 19/11/2011 21:07:24

Se as novas tecnologias aumentam a produtividade de energias em fontes alternativas, não vejo o porquê de não substitui-las (se realmente for comprovado que a produção das energias alternativas superassem as em escala). Mas isso não é apenas eu ou você quem tem que decidir, quem decidirá será o mercado(apesar de integrarmos o mercado), que busca sempre fontes mais baratas e mais produtivas além de tentar agradar potencias consumidores. Abolir, com caneta e papel, o atual sistema energético por simples capricho de poucas pessoas em detrimento de todas(leia-se governo) seria catastrófico!

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Rafael 18/11/2011 21:03:43

Meu caro... meu caro. Em algum momento li as seguintes palavras suas "...entender que sem uma crescente produção de energia, não há aumento da produtividade e, consequentemente, não há desenvolvimento, nem enriquecimento e nem fim da pobreza absoluta". Primeiramente, ao contrário do que você porpôs à leitora no seu comentário, você é quem deveria estudar melhor economia, pois produtividade é justamente a capacidade de produzir mais gastando menos energia. Pode perguntar isso a qualquer diretor ou gerente de fábrica? Você certamente quis dizer aumento de produção... Bem, neste caso, fico surpreso ao notar que uma pessoa com a capacidade que você demonstra para escrever um artigo bem argumentado (apesar de falacioso em muitos pontos) ainda não tenha percebido que essa crescente produção de energia, esse incessante aumento da produção, que exige que o consumo aumente na mesma proporção, deixando as pessoas cada vez mais estúpidas e suscetíveis a estratégias de marketing descompromissadas com a verdade e o bem estar... enfim esse enriquecimento nunca vai contribuir com o fim da pobreza. Isso porque esse modelo que você prega está baseado em príncipios e valores que não visam eliminar a pobreza. Isso pelo simples fato de que combater a pobreza não gera lucros e não promove esse crescimento econômico que você tanto admira. Do contrário, os Estados Unidos já teriam declarado guerra à probreza. Você sabe que eles adoram uma guerrinha, mas só as que são revertidas em benefícios financeiros para os que detém o poder.\r
\r
Belo Monte é basicamente um produto desse pensamento, meu caro. Há muito tempo que o mundo já dispõe de tecnologia suficiente para alimentar e gerar o conforto necessário para todas as pessoas, portanto, o problema está na péssima distribuição da riqueza. Não precisamos aumentar a riqueza e, sim, distribuir.... distribuir!!! \r
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Outro ponto em que você radicaliza a sua retórica e deixa de raciocinar é quando diz que a natureza é nossa inimiga. Não o culpo, pois a vida urbana faz muita gente pensar que o dinheiro é o que nos dá a oportunidade de viver confortavelmente. O que você desconsidera é que são os recursos naturais que nos dão todo esse bem estar que você adora. Se alguns países investissem o dinheiro que gastam com guerras em desenvolvimento científico de energias renováveis, poderiamos, sim, viver tranquilamente com fontes de energia solar, eólica e outras que você não cita, como a energia das ondas oceânicas. Sim, as mesmas ondas que dão caldo nos surfistas podem abastecer nossas casas. Sabe por que todas essas fontes são pouquíssimo utilizadas? Porque ainda há muito petróleo pra queimar e muitas hidréletricas que podem ser contruídas. Assim os membros do Grande Clube, entre eles donos de empreiteras gigantes, que determina os rumos que a humanidade deve tomar concentram a maior parte da riqueza entre eles, enquanto a gente se conforma com migalhas e ilude com números de crescimento do PIB. A gente sonha em fazer parte, algum dia, desse Grande Clube e que se fodam os índios, os ribeirinhos e as pessoas que serão obrigadas a viver em uma cidade superpopulada devido à chegada de pessoas que irão atrás da usina como se fosse ouro.\r
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Acho que você até está certo quanto a preocupação exagerada dos ambientalistas com espécies raras de animais do ecossistema. O ser humano precisa, primeiro, aprender a se relacionar com sua própria espécie antes de sonhar em viver harmoniosamente com minhocas e peixes. Entendendo a natureza humana, também sou cético quanto às teorias coletivistas como a dos marxistas e a dos ambientalistas e me rendo a uma conclusão inévitável: o planeta não corre perigo nenhum; a raça humana, assim como outras anteriores, será extinguida em algum momento e o planeta continuará existindo, criando novas formas de vida e interação entre os elementos que nele habitam.

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Leandro 19/11/2011 00:10:43

Não, Rafael, essa não é a definição de produtividade. Produtividade é a quantidade de bens produzidos por fatores de produção utilizados. Fatores de produção são pessoas, equipamentos, materiais etc. A produtividade aumenta quando uma mesma quantidade de fatores de produção passa a produzir mais bens. Não há nenhuma definição de energia aí. Muito menos utilizar menos energia. Agora, quanto mais energia você utilizar para os mesmos fatores de produção, maior tenderá a ser a produtividade.

Após esse início triunfal, você não imagina as reservas de caridade que precisei mover para continuar lendo seu texto até o fim. Talvez seja por isso que eu não tenha me espantado com mais nada do que você teve a capacidade de escrever logo depois. Quanto tempo falta para se formar no ensino fundamental?

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Golimar 19/11/2011 15:26:53

E a energia não é um fator de produção?

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Leandro 19/11/2011 17:58:27


A energia elétrica alimenta alguns fatores de produção (como máquinas e motores elétricos, por exemplo). Quanto maior o uso de energia por fatores de produção, maior tende a ser a produtividade. A utilização de menos de energia nos fatores de produção fará com que a produtividade seja reduzida -- como você corta uma madeira mais rapidamente, com uma serra elétrica ou com um serrote?

Se o seu consumo de energia diminuir ou aumentar, mas a sua produção se mantiver constante, então, em via de regra, sua produtividade é a mesma -- você estará alterando seus custos de produção, mas não sua produtividade.

De acordo com o Rafael, "produtividade é a capacidade de produzir mais gastando menos energia". Não, produtividade é a capacidade de produzir mais utilizando a mesma quantidade de fatores de produção. Ou utilizando menos fatores de produção. Se o indivíduo vai gastar mais ou menos energia nessa empreitada, isso é algo que vai influir em seus custos de produção e não na produtividade. Mesmo a adoção de um "combustível ultraeficiente e ultrabarato" para as máquinas não irá per se aumentar a produtividade delas; fará apenas com que elas gerem menos custos de produção. (A afirmação do Rafael equivale a dizer que os trabalhadores de uma fábrica vão aumentar seu desempenho caso a conta de luz fique mais barata...)

Isso tudo, aliás, foi explicado na seção final do texto, a qual muita gente deveria ler antes de vir comentar.

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Eduardo Ameruso 18/11/2011 21:14:35

Ha! Esqueci. Recomendo a todo mundo um dia conhecer a floresta Amazônica. Eu também a chamava de 'mato', depois que conheci uma floresta por dentro, minha opinião mudou sobre o ambientalismo.

Responder
anônimo 18/11/2011 23:51:44

Ahh é Eduardo. Você conheceu os 5.500.000 km2 da Amazônia?
E são esses 5.500.000 km2 de mato que você concluiu que não é mato e que nada deve ser alterado?

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EUDES 23/11/2011 18:43:49

Floresta não é mato ? Diga isso para um agricultor da Amazônia e ele irá rir da sua cara. Também será muito bom você consultar um dicionário da língua portuguesa.

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Mr.Garone 18/11/2011 21:15:54

A pergunta e simples: Vão tirar o povo de suas moradias precárias para plantar lixo de arvore e onde vão colocar o povo que vive em comunidades carentes do RJ a mais de 30 anos?

Na minha casa que não ira ser, e se aumentarem os impostos e melhor não pagar! Se quiserem coloquem dentro das casas dos ecologistas, ambientalistas e dos aloprados dos políticos.

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THEO 18/11/2011 21:33:59

Fico espantado com tamanha ignorância por parte de nos humanos que tratam o meio ambiente apenas como um combustível para sobreviver , "NOS SOMOS PARTE DA NATUREZA E SEM ELA JAMAIS VIVEREMOS " portanto o RESPEITO com a natureza é respeitar a nos mesmos e nossas próximas gerações .Fiquei triste de ler alguns comentários por aqui e perceber que existem pessoas que não dão a minima importância para meio ambiente , um ato de extrema ignorância .
Tenho certeza que pessoas com este tipo de pensamento nunca saíram das cidades , soltaram pipa no ventilador quando crianças e acham até hoje que o leite vem da caixinha tetrapac .!! Meu deus quanta ignorância talvez se o ser humano fosse menos ignorante e olhasse menos para o seu próprio umbigo o mundo estaria bem melhor .Mas é complicado , pessoas ignorantes como alguns aqui olham um mendigo na rua com desprezo e sequer param pra pensar ou imaginar que historia de vida levou um ser humano a viver na rua , Se nos não respeitamos nem nos mesmo como iremos respeitar os peixes as minhocas e as plantas ?? TAMO TUDO FUDIDO MESMO !! racinha humana sem vergonha !!MERECEMOS TUDOS MORRER MESMO .. QUE VENHA O FIM DO MUNDO !!! RRSRSR
Eu como estudante de engenharia ambiental sou contra a construção de belo monte pelo motivo que que o estudo de impacto ambiental foi feito porcamente e se não fosse por algumas mexidinhas de pauzinhos jamais seria aprovado . Concordo com a construção da usina desde que as normas ambientais sejam respeitadas .
(desculpe a ironia e as piadinhas ) mas é minha opinião , só no bom humor pra ler algumas coisas por aqui )

Responder
Guilherme 18/11/2011 21:53:02

Andei lendo muitos artigos e críticas sobre o tal vídeo produzido pelos globais e este é o primeiro que irei de fato deixar um comentário.

Analiso alguns pontos:

- Concordo na maioria dos pontos colocados nos item 1, de fato este empreendimento se trata meramente de uma questão de interesses pessoais, onde a população local/regional/nacional é a que menos "ganha" com isso. Na verdade, perde!

- No item 2, em que é tratado a questão da propriedade particular, penso que quando algo, que após pesquisas e embasamento científico, prova que é realmente necessário a execução deste ou daquele empreendimento, o benefício de muitos deve vir à frente. Entretanto, quando pesquisadores e mais pesquisadores - os que compõem a camada intelectual de nossa sociedade, formada com dinheiro investido pelo próprio governo - vem a público com um documento, comprovando que tal empreendimento não deve ser feito da forma como é proposta, me desculpe governo, me desculpe microondas e me desculpe geladeira, mas prefiro acreditar neles. (documento disponível em: www.socioambiental.org/banco_imagens/pdfs/Belo_Monte_Painel_especialistas_EIA.pdf)

Vamos ao terceiro item e o que mais me incomoda, serei breve!
Eu, biólogo e professor, ativista da "causa ambiental", eco-chato para alguns, discordo completamente do que foi colocado. Dizer que 0,0X% do total da floresta vai ser devastado, blá blá blá, não me convence!!!! Por que quando um babaca entra em uma escola e mata 10... 20... 300 alunos que seja, isso ganha proporções estratosféricas da mídia, das conversas de bar, das salas de aula, de todo lugar. Mas espere um pouco, qual a porcentagem de pessoas que foram mortas em relação à população total daquela cidade, daquele estado, daquele país? 0,00....0X%? O que se espera do poder público para com o assassino?! Somos todos seres vivos de um único planeta e devemos conviver de forma pacífica! Homem x Homem, Homem x Cachorro, Árvore x Macaco, Árvore x Homem, e por aí vai...
Acredito sim, ser necessário o aumento da matriz energética brasileira, não discordo disso. Mas colocar essa necessidade acima de tudo e de todos é burrice! Burrice de uma população que não se preocupa, enquanto a água não bate no seu bumbum, burrice maior de um governo que quer simplesmente faturar.

Quanto ao vídeo acho interessante a forma como foi abordada, certa ou errada, faz o povo pensar, ou pelo menos propõe a isso.

O debate DEVE acontecer sim, por bem ou por mal! Mas para que isso ocorra, vou deixar um trecho que fala do posicionamento das pessoas diante de qualquer debate (retirado de um artigo comentando a ocupação da USP dias atrás (www.cartacapital.com.br/sociedade/ocupacao-patetica-reacao-tenebrosa/)

"[...]O episódio foi, em todos os seus atos, uma demonstração do que o filósofo e professor da USP Vladimir Safatle chama de pensamento binário do debate nacional - segundo o qual a mente humana, como computadores pré-programados, só suporta a composição "zero" ou "um". Ou seja: estamos condicionados a um debate que só serve para dividir os argumentos em "a favor" ou "contra", "aliado" ou "inimigo".[...]"

Saudações, até!

Guilherme

Responder
Leandro 18/11/2011 23:48:41

Parabéns pela honestidade, Guilherme! Para você, um homem = uma árvore.

Obrigado por fornecer um exemplo prático daquilo que só expliquei na teoria. E ainda vem gente aqui dizer que estou delirando...

Responder
Carlos Araujo 18/11/2011 23:56:03

"devemos conviver de forma pacífica! Homem x Homem, Homem x Cachorro, Árvore x Macaco, Árvore x Homem, e por aí vai... "

Porque homem é homem, menino é menino, macadco é macaco, e viado é viado....

Responder
Luis Almeida 19/11/2011 00:06:18

Mais honesto que o Guilherme somente os ambientalistas que deixaram suas máscaras cair e defenderam o assassinato de crianças em prol da preservação ambiental:
Dropping the Mask of Ecofascism

Responder
Rene 19/11/2011 00:39:45

Quando a Usina Hidrelétrica de Itaipu foi construída, houve um debate parecido com o que está acontecendo por causa de Belo Monte. Povoados, fazendas e florestas foram imundadas para a formação do lago. Entretanto, na última vez que tive a oportunidade de visitar a hidrelétrica de Itaipu, me chamou muita atenção o cuidado com o meio ambiente que os administradores da Usina possuem, por uma razão econômica. Basicamente, o desmatamento causa assoreamento no Rio Paraná e afluentes, fazendo com que a terra vá parar no lago, o que diminui o tempo de vida útil da Usina. Por causa disso, existem projetos voltados à preservação das matas que ficam à margem do Paraná e dos rios afluentes. Sem esses projetos de preservação ambiental, não sei se a floresta estaria tão bem preservada como está hoje. O fato da terra da Amazônia ser uma terra arenosa é conhecido de todo mundo. Sem um projeto de preservação ambiental ainda mais rigoroso, o lago de Belo Monte iria ser assoreado em pouco tempo se a floresta em torno dos rios não for bem cuidada.

Responder
Marcelo 18/11/2011 21:54:37

Excelente desconstrução. Parabéns, Leandro!

Responder
Advogado 18/11/2011 22:05:53

Quanto a desapropriação:

Maria Syvia Zanella Di Pietro, Direito Administrativo, 22ª edição, editora Atlas, página 168/169: A Constituição do Brasil indica como pressupostos da desapropriação, a necessidade pública, a utilidade pública e o interesse social (arts. 5°, inciso XXIV e 184). Doutrinariamente, costuma-se distinguir essas três hipóteses da seguinte maneira:
1."existe necessidade pública quando a Administração está diante de um problema inadiável e premente, isto é, que não se pode ser removido, nem procrastinado, e para cuja solução é indispensável incorporar, no domínio do Estado, o bem particular;
2. há utilidade pública quando a utilização da propriedade é conveniente e vantajosa ao interesse coletivo, mas não constitui um imperativo irremovível;
3. ocorre interesse social quando o Estado esteja diante dos chamados interesse sociais, isto é, daqueles diretamente atinentes às camadas mais pobres da população e à massa do povo em geral, concernentes à melhoria nas condições de vida, à mais equitativa distribuição da riqueza, à atenuação das desigualdades em sociedade" (cf. M. Seabra Fagundes, 1984:287-288)

Responder
Adriano 19/11/2011 04:05:34

Esse é um aspecto que me incomoda bastante. A lei se baseia uma argumentação essencialmente utilitarista (2. há utilidade pública quando a utilização da propriedade...; 3. ocorre interesse social ... diretamente atinentes às camadas mais pobres da população e à massa do povo em geral), o que pode ser eticamente questionável. Será que uma maioria, só por ser maioria, tem direito de impor sofrimento a uma minoria não criminosa?

Não sou hostil ao utilitarismo, mas, quando esse tipo de argumentação é usado desconsiderando valores morais, pode se defender quase qualquer tipo de arbitrariedade.

O primeiro questionamento que surge é: será aceitável impor a um pessoa ou grupo de pessoas um sofrimento, sendo que não cometeram nenhuma transgressão ou crime? Segundo: qual é o montante de sofrimento imposto aos poucos proprietários considerado aceitável?

Responder
M E N A U 18/11/2011 22:23:42

A história da humanidade (e da minhocoçu) pode ser resumida em:
Farinha pouca, meu angu primeiro.

Ou um pouco mais sofisticadamente:
O Homem - Um Ser Egoísta
O motor principal e fundamental no homem, bem como nos animais, é o egoísmo, ou seja, o impulso à existência e ao bem-estar. [...] Na verdade, tanto nos animais quanto nos seres humanos, o egoísmo chega a ser idêntico, pois em ambos une-se perfeitamente ao seu âmago e à sua essência.
Desse modo, todas as ações dos homens e dos animais surgem, em regra, do egoísmo, e a ele também se atribui sempre a tentativa de explicar uma determinada ação.
Nas suas acções baseia-se também, em geral, o cálculo de todos os meios pelos quais procura-se dirigir os seres humanos a um objetivo.
Por natureza, o egoísmo é ilimitado: o homem quer conservar a sua existência utilizando qualquer meio ao seu alcance, quer ficar totalmente livre das dores que também incluem a falta e a privação, quer a maior quantidade possível de bem-estar e todo o prazer de que for capaz, e chega até mesmo a tentar desenvolver em si mesmo, quando possível, novas capacidades de deleite.
Tudo o que se opõe ao ímpeto do seu egoísmo provoca o seu mau humor, a sua ira e o seu ódio: ele tentará aniquilá-lo como a um inimigo.
Quer possivelmente desfrutar de tudo e possuir tudo; mas, como isso é impossível, quer, pelo menos, dominar tudo: "Tudo para mim e nada para os outros" é o seu lema. O egoísmo é gigantesco: ele rege o mundo.

Arthur Schopenhauer, in "A Arte de Insultar". 1788//1860. Alemanha.

Boa noite.

Responder
anônimo 18/11/2011 23:02:02

Já que vc não liga pra morte das piranhas, micos e sapos (uma vez que será apenas uma pequenas parcela desses animais que vai morrer, quando comparamos com o seu número total existente no mundo), acho que vc não ficaria chateado emm saber que os ambientalistas também não se importam nem um pouquinho se vc, sua mãe e toda a sua família, responsável pela tragédia do seu nascimento, morrerem também! Afinal, o que são meia dúzia de pessoas ignorantes, que nada estão fazendo para melhorar o mundo, quando analisamos o número total de seres humanos no mundo???
Então, que morram vc, sua mãe (caso já esteja morta, melhor ainda!) e todos os que têm a infelicidade de viver perto de vc.
Ainda acho que as piranhas, sapos, micos etc são MUITO mais importantes.

Responder
Leandro 18/11/2011 23:41:55

Esses ambientalistas são seres tão amorosos e dadivosos... Ainda bem que ao menos são honestos em revelarem seus reais sentimentos. Os bichos acima de tudo!

Responder
Carlos Araujo 19/11/2011 00:10:14

Meu pai costuma dizer que quanto mais conheçe os homens, mais gosta dos seus animais.
É ele tem razão.

Responder
Breno Almeida 18/11/2011 23:21:24

O inimigo do meu inimigo é meu amigo. Não conhecia a campanha (pq não tenho mais paciência para ouvir ambientalista) mas se tiverem sucesso em impedir a construção de mais um elefante fico feliz.

Mas dessa vez o Leandro se superou deve ser o artigo de maior sucesso do IMB especialmente se analisado nas 24hs da publicação.

Responder
Carlos Araujo 18/11/2011 23:49:40

Parabéns Leandro, belo texto.

Quanto aos paraquedistas, me lembrei disto:

"é o paraquedista irmão do condor sua missão é destruir a tropa inimiga e o terreno invadir boina grená boot e brevê és deus é o capeta. és tu pqd ! ! !"

Responder
Kleber Rogério Duda 19/11/2011 01:26:26

Leandro,

O artigo foi excelente, também acho excessiva a causa ambientalista, mas a vejo como um grupo de pressão que influi na busca de tecnologias limpas que de outra forma nunca seriam pesquisadas, poluição é caso de saúde pública, afeta a vida de todos nós, como também é uma questão econômica, não penso como um ambientalista fanático que a causa deles deva ser perseguida sem considerar o aspecto econômico, mas consigo enxergar a importância dessas pessoas, apesar da ingenuidade e displicência das mesmas, e no final das contas, como estamos cansados de constatar, o que sempre irá prevalecer é o interesse do governo e seus comparsas, e paradoxalmente, esse é o bem invisível que nos faz esses brutamontes, são mediadores da ingenuidade destrutiva dos ambientalistas, e da igualmente destrutiva e ingênua obsessão econômica dos libertários, que fazem do aspecto econômico o que os ambientalistas fazem da preservação do meio ambiente, a panacéia da humanidade, quando na verdade os dois temas são relevantes, e os dois fazem parte da solução dos problemas da mesma, é evidente que o aspecto econômico sempre deve ter mais peso, pois sem isso deixaremos de evoluir em todas as outras ordens (cultural, social, espiritual), e nunca chegaremos a desenvolver tecnologias que nos livre dos problemas causados pela poluição, problemas que só tendem a aumentar na mesma escala do desenvolvimento econômico e que não podem ser ignorados, só faço mais uma ressalva ao seu texto, entre várias usinas hidrelétricas na Amazônia e a construção de usinas nucleares, prefiro aquela opção em relação a esta, pois a simples possibilidade dos estragos e danos à saúde a que estaríamos sujeitos em caso de vazamento de uma usina nuclear acaba por evidenciar que é possível usar o discernimento de forma inteligente nessa questão. Parabéns pelo seu trabalho, sou muito grato por sua visão, este artigo como outros de sua autoria estão entre os meus preferidos.

Responder
Yuri 19/11/2011 02:28:48

Oi, Leandro!\r
\r
Escreves muito bem, tua inteligência gerou um texto bastante persuasivo, por um momento pensei em virar economista, ou algo parecido :)\r
Contudo, não és inédito. Ecologicamente falando, não és uma espécie rara, mas creio que em extinção hehe. Destes que veneram o desenvolvimento a qualquer custo, para alcançar o chamado bem-estar humano. Algo tão ultrapassado quanto pensar em meio ambiente hoje em dia sem levar em consideração a questão social. \r
Eu também não sou inédito, não tenho ideias singulares, etc. Faço parte do outro grupo, aqueles que acreditam no clichê "desenvolvimento econômico real, aliado à preservação dos recursos naturais". E o mundo é assim mesmo, não dá para todos ter a mesma opinião, tendências e afinidades para o mesmo lado. Nunca foi e - talvez - nunca será assim.\r
Não consigo desvencilhar a natureza do Homem, já que considero uma ideia errônea discutir meio ambiente colocando o Homem como um elemento à parte, como se fosse um inimigo. Está tudo integrado e, mesmo às vezes o ser humano fazendo sim esse papel de inimigo, há exemplos naturais externos onde a natureza se mostra sua própria inimiga também. O Homem, com toda a sua singularidade neste mundo de tamanha biodiversidade têm muito a acrescentar, principalmente para atender aos seus próprios interesses e, claro, se defender daquilo que não pode controlar.\r
\r
Só não dá para esquecer dos ensinamentos básicos. Pensar em florestas/rios/animais/ é garantir água, ar, alimentos, cura de doenças e todas essas coisinhas manjadas (e abastecedoras do progresso) que parecem mais terem saído de uma aula do maternal, mas que ainda são tão difíceis de ser processadas na cabeça dos seres mais inteligentes e complexos do planeta. Talvez justamente porque são simples, e a simplicidade parece causar receio a alguns humanos que, diante de conclusões tão singelas, sentem-se impedidos de colocar em prática a guerra de egos. \r
Mas, quem sabe com todo esse desenvolvimento onde a geração de energia vale mais do que tudo e é a base do ápice da sociedade, o Homem não consiga ser capaz de descobrir formas de sobreviver sem precisar respirar, sem beber água, sem comer... Sobreviveremos à base de energia elétrica talvez? Com tanta tecnologia que está por vir e que já foi capaz de concretizar invenções que ninguém imaginava ser possível, não dá para duvidar... Só não dá para tornar as energias alternativas economicamente viáveis. \r
Engraçado...\r

Responder
Leandro 19/11/2011 02:55:52

Prezado Yuri, se você realmente acha que ser contra o rebaixamento coercivo do padrão de vida é o mesmo que defender o "desenvolvimento a qualquer custo" (coisa típica de keynesiano), então aí, realmente, o debate teria de ser rebaixado para outra dimensão. E eu não teria talento pra tamanha e inglória faina.

Mas agradeço aos seus elogios da primeira parte.

Grande abraço!

Responder
Bruno 19/11/2011 03:23:27

Muito bom o texto, parabéns. De modo geral, sua crítica à hipocrisia dos artistas é bastante pertinente e adequada. No entanto, ali no tópico "segundo item" tem um detalhe técnico: as terras indígenas não são particulares, são da União (art. 20, XI da Constituição Federal). Então a premissa de que os artistas defenderam a propriedade privada ao apontar a questão das terras indígenas é falsa, posto que terras indígenas são públicas (federais).
Já quanto aos ribeirinhos a sua crítica é pertinente, embora o vídeo me pareça mais preocupado com a lenga-lenga de "preservação cultural das populações tradicionais" do que propriamente com a propriedade privada.

Fora isso, bom texto.

Abraço,

Bruno.

Responder
Stella 19/11/2011 04:37:09

Leandro, vou lhe presentear com um livro chamado "Inteligência e Conhecimento,É um Bem! Arrogância e Sentir-se Superior é Burrice"
Creio que lhe ajudará muito!

Responder
Leandro 19/11/2011 11:18:27

Querida Stella, jamais recuso livros. Estou no aguardo. E por se tratar de um livro de auto-ajuda, é certo que aqueles que o lêem buscam entender exatamente aqueles fenômenos que desconhecem por completo. Por isso, estou interessado na parte final do título. Você certamente se interessou pela primeira.

Abraços e obrigado!

Responder
Paulo Sergio 19/11/2011 07:05:05

Alguém aqui já ouviu falar de especismo?
Tive o desprazer de conhecer isso teclando com uma bióloga recentemente
Quando eu falei que a casa dela pra ser construída teve que matar um monte de insetos, plantas, sei lá, ela n conseguiu entender que estava se contradizendo.

Mas eu até achei legal.Pra esse pessoal eu sou fascista(pq acredito no capitalismo) machista(pq acredito na ciência quando ela fala que h e m tem cérebros diferentes) e racista(pq sou contra cotas), agora ganhei um ista a mais pra minha coleção.

Responder
anonimo 19/11/2011 09:01:32

AMIGOS!!!
ARTISTAS SÓ FAZEM ESSAS PROPAGANDAS AÍ PORQUE RECEBEM DINHEIRO.
HAHAHA
QUE VENHA BELO MONTE! QUE VENHA O PROGRESSO!

Responder
Ronei 19/11/2011 09:48:22

Leandro,

artigo fantástico, perfeito e irretocável.

Responder
kennya 19/11/2011 10:20:19

Aiai, da pra entender pq nosso país está assim, vc achar normal esse gasto exorbitante para construir essa usina, cheia de contradições, não sou nem de perto uma "defensora da floresta", nem tão pouco simpatizo com ambientalistas...mas eu acho essa país uma graça. Quando demarcaram a Raposa e Serra do Sol, todos só falavam em: os índios chegaram primeiro...entao vamos sair de todo o território nacional. A usina é uma vergonha sim, por todo esse dinheiro escoando, apenas por isso e já é o suficiente. Aqui vcs são da turma do "rouba mas faz". Que tristeza, então vamos aplaudir tudo!!!!


Responder
Layssa Ramos 19/11/2011 13:37:31

Kennya, antes de criticar aprenda a ler e interpretar textos para não correr o risco de passar vergonha. O texto fala justamente da imoralidade de se utilizar dinheiro público para essa construção (e para qualquer outra também) e de forçar os moradores a sairem de suas propriedades. Ele só não acredita que os artistas utilizaram esses argumentos porque realmente acreditam neles, se fosse assim, eles não defenderiam o investimento do dinheiro extorquido do contribuinte para construir teatros.

Responder
anônimo 19/11/2011 10:37:31

Parabéns Leandro!

Responder
Klauber Cristofen Pires 19/11/2011 10:56:14

Extrema canalhice!

O vídeo acusa a hidrelétrica de funcionar apenas 1/3 do seu tempo, porque nos oito meses restantes o clima fica seco. A verdade: a produção de energia não será permanente porque a área de alagamento foi reduzida para atender justamente às pressões dos ambientalistas! Ambientalistas-marxistas são assim: te jogam um copo de vinho e depois dizem que tua roupa tá manchada!

Ôôo Marcos Palmeira e tutti quantti: se vocês acham inadmissível que um índio viva na cidade, então peçam para a Sra Indira Paes, a colega de vocês, tirar a sua roupa e ir socar mandioca.



Responder
Raphael Auto 19/11/2011 11:08:21

O Klauber está certo. O plano inicial era que a hidrelétrica fosse construída usando um sistema de vasos comunicantes, nesse caso a hidrelétrica não perderia eficiência por que o nível de água sempre estaria estável, só que ambientalistas barraram o projeto inicial.

Não concordo com a construção por respeitar a propriedade alheia, só estou comentando.

Responder
M E N A U 19/11/2011 11:39:44

Considere apenas um embate no campo das ideias... presunção maior alguma.

Ponto 1. A causa Unânime.
Apelar para a obviedade, de que somos esdruxulamente tributados, para que só assim possamos continuar a financiar políticos sanguessugas (que me perdoem os animaizinhos) em conluio com a iniciativa privada, velado ou descarado (não faz a menor diferença), e com toda a sorte de promiscuidade em todas as esferas (inclusive internacional se preciso for), é argumento que convence de imediato até uma ameba, ainda que estrangeira, não nativa, mas sabedora que na ''Terra Brasilis'' a corrupção é endêmica, e por isso mesmo, perpetuam impostos, taxas, burocratas e obras superfaturadas.

Ponto 2. O pudor convenientemente engavetado.
Defender o direito indígena é louvável não fosse hipócrita. Tão demagogo e falso quanto um ateu defendendo com unhas e dentes toda espécie de culto, indo o cético na defesa do panteísmo à magia negra e ciências ocultas, passando pelo catolicismo ''não praticante'' até o fundamentalismo islâmico.
Por que, ainda mais, além, demagogo e dissimulado?
Basta lembrar que toda essa indignação evaporaria caso a empreita fosse tocada inteiramente, sem dinheiro público algum, nem subsídio oficial de qualquer espécie, digamos, p.ex., por Eike Batista.
Jamais, abriria mão, a iniciativa privada, de um promissor empreendimento deste porte, ''legitimando'' por intermédio de acordos voluntários e em nome de uma verdadeira economia libertária.
O direito à propriedade indígena seria subjugado pelo poder esmagador dos grandes consórcios particulares. Índios, povos ribeirinhos, fauna e flora nativa, não passariam de pequenos empecilhos ao desenvolvimento e bem estar humano. Afinal, ninguém aqui confessa, mais o humano libertário é mais humano que seus semelhantes, afinal são intelectuais acima de qualquer suspeita, sabedores do que é bom para todos, todos os demais.
Na dúvida, resolve-se na bala, pois também se prega aqui o direito de andar armado e municiado. Resta saber do poder de fogo do silvícola, do ribeirinho, do caiçara, do Neon Verdadeiro (Paracheirodon innesi) .
Só faltou dizer que, no mundo encantado, libertário, livre da opressão do Estado, o ser humano e sua essência egoísta, seria transmutado, poética e magicamente, num ser digno de habitante de ''Pandora'', lembrando que houve aqui até a preocupação com o culto religioso dos pobres nativos da Amazônia. Quase chorei neste ponto...
Lembrar que também no conto de fadas de Carlos Máximo e seu socialismo utópico, tudo era previsível, ajustável, justificável, simples até, e para o bem maior. Na prática deu no que deu...
Ignorar a propriedade conseguida na base da grilagem, ou nas indenizações milionárias fraudulentas, é conveniente ao anarco-capitalismo, no direito absoluto de defesa da propriedade, até as últimas consequências.
Afinal, como convencer mega latifundiários que, o ''conselho libertário'', por meio de acordo voluntário e e em nome da verdadeira economia de mercado, concluiu que tais propriedades não são legítimas, a despeito de gerações e gerações beneficiadas por processos sucessórios.
Simplificar tudo é cômodo, quando na verdade nem dentro de casa, no conforto do lar, se consegue tamanha obviedade nas relações interpessoais, tampouco entre duas pessoas sequer.
Aqui esta a má fé, pois até uma criança perceberia isso, enquanto um adulto prega ''o mundo mágico da ''anarco-idolatria''''.

Ponto 3. Radicalismo condenável, mas só quando inconveniente?
Qualquer radicalismo é insano, egoísta, inconsequente, delirante.
Para resumir: de nada me vale o conforto de meu lar do século XXI se água que beberei estará contaminada, por minha omissão ou tanto ruim, minha cumplicidade.
Mas nem todos conseguem enxergar o encadeamento de um longo processo, muitos só enxergam, pela visão limitada, o resultado, o qual sendo de seu grado, justifica qualquer meio adotado.
A visão limitada pode levar a falsas conclusões, e a arrogância cobra seu preço, nem que a conta fique para o descendente pagar. Se temos água potável a baixo custo, no Brasil, talvez seja, por que alguém no passado se preocupou com a geração futura, ou talvez foi apenas pura sorte nossa.
Mas usufruir deste planeta não se resumiria a aqui e agora, ou sorte.
Achar natural, em nome do progresso da humanidade, beber dejetos industriais ou hospitalares reprocessados é tão radical quanto, em nome do efeito estufa, se preocupar com flatulência bovina. Se rios ainda não esgotos a céu aberto, talvez tenha dedo de ambientalista.
Na cultura hindu a vaca é sagrada, talvez seja pela liberdade do pensamento humano, livre até para idolatrar um ruminante, sem coerção. Pois é, observe o perigo da mistificação, religiosa ou sócio econômico filosófica.

Conclusão... que audácia, a minha...
Não concluo, apenas vislumbro caminhos, nada amigáveis, simples ou abundantes.
Um deles, o caminho da não radicalização:
Já Confúcio pregava, a melhor doutrina é a do caminho do meio.

Outro, o caminho da evolução pessoal:
Palavras atribuídas a Sócrates por Platão, ao final do seu julgamento.
"Se imaginais que, matando homens, evitareis que alguém vos repreenda a má vida, estais enganados; essa não é uma forma de libertação, nem é inteiramente eficaz, nem honrosa; esta outra, sim, é mais honrosa e mais fácil: em vez de tampar a boca dos outros, preparar-se para ser o melhor possível."

Mais outro, caminho da persistência, por Espinosa, em Ética.
Ainda que o caminho assinalado pareça muito difícil, pode, contudo, ser encontrado.
Certamente não há de ser fácil encontrarmos aquilo que não procuramos com freqüência.
Se a solução estivesse em nossas mãos, nós a desprezaríamos com tanta facilidade?
Tudo o que é grande é também raro e difícil de ser alcançado.
É livre quem se mostra capaz de raciocinar, pensar e concluir, opondo-se às paixões desabridas, reconhecendo o caráter errôneo ou falso das emoções, enfrentando ativamente a negação ou a afirmação, na ação ou na obstinação, dos que lutam pela verdade.

Complemento.
Sobre Monte Belo e seus ''empecilhos'':
Entre as irregularidades apontadas pelo MPF, a principal é a seca de 100 quilômetros da Volta Grande do Xingu, por onde o rio não mais passará em virtude de um desvio. Trata-se de uma região onde habitam pelo menos 12 mil famílias e 273 espécies de peixes. Conclui-se ainda que Belo Monte traz impactos sócio-ambientais sem precedentes na construção de usinas hidrelétricas no Brasil.
Entre as condicionantes ambientais, estão a obrigatoriedade da construção e reforma de equipamentos de educação/saúde em Altamira e Vitória do Xingu - obras de saneamento básico nesses municípios e implantação saneamento básico em Belo Monte. O próprio Estudo de Impacto Ambiental feito pela Eletrobrás e empreiteiras prevê que a migração de trabalhadores em busca de emprego na obra será de 100 mil pessoas. Considerando que a população atual de Altamira é de 94 mil, e que o máximo de postos de trabalho gerados pela obra será de cerca de 19 mil - e isso apenas no terceiro ano, pois nos demais anos esse número é menor .

Para maiores detalhes sobre Belo Monte:
blogdosakamoto.uol.com.br/page/2/

Eike Batista, fauna flora, nativos e outras ''fantasias''.
desacato.info/2011/10/quando-o-absurdo-chega-ao-fim/

Como disse e repito, apenas conjecturas, sem maiores pretensões.

Abraço(s) e bom fim de semana.

Responder
Carlos Araujo 19/11/2011 18:37:34

Corgosinho porque você mudou seu nick?

Responder
M E N A U 20/11/2011 16:01:33

@Carlos Araujo:
Corgosinho porque você mudou seu nick? (sic)

Consegueria você fazer algo de útil, começando por colocar comentário onde cabido?
Eu falo do ''Corgosinho(!?)''.
Agora se você me confundiu com alguém que usa o tal nick, cuidado, posso ter o direito de confundí-lo com o Tiririca ou o Lula, afinal, quando fizer uma pergunta, ainda que no contexto errado, separe o ''por'' do ''que'', ou então peça ajuda para quem consiga ao menos escrever 1 única frase, e no lugar certo.



Responder
Paulo Sergio 21/11/2011 08:36:56

'Achar natural, em nome do progresso da humanidade, beber dejetos industriais ou hospitalares reprocessados é tão radical quanto, em nome do efeito estufa, se preocupar com flatulência bovina.'

De um jeito ou de outro tudo é reprocessado.Seja pela natureza, seja artificialmente, nada impede que as moléculas de água que tu bebe hoje não tenham sido um dia o mijo de um camelo.

Responder
M E N A U 21/11/2011 09:36:45

Com certeza não bebo da mesma água da qual você parece preferir, tendo suas ideias tamanho ego-imediatistas, indiferentes às tentativas, acertos e erros, de crescimento sustentável.\r
Falo em crescimento, não em retrocesso.\r
Falo em sustentabilidade, não em extrativismo quinhentista.\r
Com certeza prefiro a água que bebo, a qual é proveniente da maior reserva de água doce subterrânea do planeta; já aquilo que você acha que você deve beber, o tal mijo de camelo reprocessado, deixo minha cota para você e os seus usurfruirem.\r
Tente se informar sobre o que é o Aquífero Guarani e similares, e por quais motivos essas reservas ainda existem. \r
Depois tente expor algum comentário, mas não exdrúxulo como o que fez.\r
Achar que tudo, de um jeito ou outro é reprocessado, é simplista, mais uma vez, como quase tudo dessa ideologia libertária.\r
Eu ainda prefiro e defendo, o direito à água da chuva reprocessada pela terra, como há milhões de anos, prefiro esta água à nosso dejeto - industrial, hospitalar ou camelino - reprocessado.\r
Tratar água de boa origem é algo simplório e barato.\r
Por outro lado, a água se torna artigo caro e raro, se não se cuidar de preservar rios, mananciais e reservas subterrâneas.\r
Processar esgoto é caro, não bastasse ser estúpido.\r
Para piorar, nem todas as pessoas poderão pagar o preço dessa ''boa água'' reprocessada, e beberão do tal mijo ''in natura''.\r
Tão claro, límpido e cristalino como a água.\r
\r
\r
\r

Responder
anônimo 23/11/2011 08:17:55

Nossa, até água do mar pode ser processada para consumo [www.h2ocean.com.br/novo/h2ocean.html]. Amigo, tu bebe chorinho, queira ou não.

Responder
void 19/11/2011 14:05:05

Concordando ou não com a construção, honestidade no debate é fundamental, e ignorar este "detalhe" prova o quão desonestos são estes "ambientalistas".

Responder
Martina 19/11/2011 11:10:58

Desprezível ser insignificante para você que uma parte, nem que seja mínima da Amazônia fique água abaixo. Eu não sou adepta de movimentos, campanhas , etc. Mas é lamentável ver que uma pessoa que dom com as palavras usar ela para o lado "podre" dos brasileiros. Se cada um fizer o que bem entender no mundo, esse 0,01% que será destruído virará mil vezes maior! Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro.

Responder
Leandro 19/11/2011 11:27:17

Prezada Martina, você entendeu bem o problema, faltou só apresentar um diagnóstico mais correto: ninguém fará o que bem entender no mundo casa haja propriedade privada e direitos de propriedade bem definidos. Assim como a senhora não faz o que quer com a casa do vizinho, ele também não faz o que quer com a sua. Se quiser que os recursos naturais sejam respeitados e eficientemente utilizados, faça isso aqui.

Responder
Ronaldo 19/11/2011 11:45:19

Leandro,

Concordo que Belo Monte não deve construída, entretanto, não me atrai esse enfoque que rotula os preocupados com o meio ambiente como se fossem loucos varridos...comunistas contrários ao mercado e à forma como vivemos.
Creio que o debate poderia ser menos contaminado com esse tipo de preconceito.
Tenho dificuldade de aceitar que nosso modo de vida seja incompatível com metodos sustentáveis e de preservação da natureza.
Será que não podemos ter preocupação com a qualidade da água dos rios, ou com a qualidade do ar que respiramos? Será que o caminho é destruir as florestas e poluir tudo? Não sei...
Eu ensino meu filho que é importante preservar nosso meio ambiente. Estou errado?
Será que é impossível o desenvolvimento com uma preocupação com o planeta em que vivemos?

Responder
Luis Almeida 19/11/2011 13:07:48

Ronaldo, a proposta aqui não é essa de destruir e poluir tudo, muito pelo contrário.

De fato, aqui é o único espaço onde se defende o combate direto contra a diminuição da qualidade da água que usamos e do ar que respiramos. Aqui é a linha de frente da luta pelos direitos de propriedade, e qualquer ataque feito contra a água e o ar que respiramaos é um ataque contra nossa propriedade.

Mas os ambientalistas não estão, de maneira nenhuma, preocupados com isso. A preocupação deles é outra. Eles querem manter imaculados milhões de km² que não são propriedade de ninguém e nem atacam a propriedade de ninguém. Muito pelo contrário; eles querem que estas áreas sem dono sejam proibidas de serem usadas de maneiras que aumentariam a qualidade de vida dos outros.

E isso é verdadeiramente o que esse movimento ambientalista defende. Não tem nada a ver com qualidade da água e ar que usamos. Isso quem defende somos nós. Veja mais aqui:www.mises.org.br/Subject.aspx?id=2

E não tem preconceito nenhum nisto, é apenas uma constatação.

Responder
eliane 19/11/2011 12:41:19

caríssimo,\r
\r
que pena que vc não estudou antropologia...assim, vc saberia que a gravidade não é só tirar pessoas de suas propriedades privadas...dica: leia o livro do Gustavo Binenboijm.

Responder
Rhyan 19/11/2011 13:05:46

Sabe quem vai resolver os problemas ambientais? A tecnologia e o livre mercado! Justos de mãos dadas! Meus heróis!

Pois a maioria das 'soluções' dos ambientalistas, não resolvem nada, ou acabam com confortos da era atual.

Responder
Ricardo Evandro 19/11/2011 13:17:18

Uma pena o artigo ter sido empobrecido ao final.

Como se a questão da Usina de Belo Monte se resumisse em uma análise econômica utilitarista.

Não te importas com com o alagamento do Xingu? Mas por quê? Isso em nada tem a ver com economia mesmo? Com o "bem viver" dos indivíduos?

Deverias ter te importado, antes de ter feito este texto, com os teus conceitos usados sobre as terras indígenas. A perspectiva destas terras estão para além do conceito liberal-positivista sobre propriedade privada. Teu conceito é retrógrado. Até teu dualismo, que tem como um dos pólos o ambientalismo, é antiquado. Não se resume estas terras no conflito liberalismo x ambientalismo.

Não se trata disto, autor. Estas são terras tradicionais. Foram modificadas pelos povos indígenas da região (que vivem ao longo do Xingu), que convivem com ela em uma relação de interdependência cultural e biológica.

Mas já que falas, aqui, de questões tributárias, contribuintes e Estado, caro autor, não podias ter esquecido, também, das questões jurídicas envolvidas, como, por exemplo, a falta de participação dos povos interessados que foram convocados de maneira duvidosa e ilegal para decidir sobre a Usina. É um absurdo defenderes a tua posição contrária a Belo Monte apenas com esta análise econômica sobre o assunto. E, o pior, com pretensão meta-economica.
Em nada contribui um pensamento tão simplista.

É este tipo de pensamento calculista que nos leva para qualquer fundamentação niilista sobre o que fazer com as minorias do Xingu que, ao contrário de ti, se importam, e muito, com suas terras. Porque dependem delas econômico e culturalmente. E não porque são "propriedade privada". Estas terras são o próprio elemento de identificação sobre o que eles são, como "povos indígenas". Coisa que sua argumentação não pode "entender" porque está presa a uma epistemé ultrapassada, sujeito-objetivista, que desconsidera/desconhece qualquer progresso do giro-linguístico semântico.

Esse tipo de argumento, apesar de ser contrário à Usina, como também endosso, contribui, de outra banda, para justificações teóricas de qualquer conteúdo, "contanto que preserve a 'propriedade privada'". E isso é um perigo para qualquer democracia fundada em direitos fundamentais e dignidade da pessoa humana. Tão cara ao próprio liberalismo que defendes (será?).

Responder
Luis Almeida 19/11/2011 13:50:05

Ricardo Evandro, você é algum tipo de analfabeto ou simplesmente pulou a leitura de tod o segundo item e da conclusão???

Que bizarro..

Responder
Ricardo Evandro 19/11/2011 14:02:52

Luis Almeida, és tu algum tipo de analfabeto, ou simplesmente não consegues entender o que eu escrevi, porque não sabe do que se trata, preferindo me atacar tão estupidamente?

Responder
Luis Almeida 19/11/2011 14:54:50

O texto diz: Sou contra Belo Monte pois envolve uma violação do direito de propriedade dos índios. Ninguém jamais deve ser obrigado a entregar sua propriedade contra sua vontade.

Ricardo Evandro diz: O texto é simplista pois só leva em consideração argumentos econômicos utilitarista e se esquece dos índios.

Responder
Ricardo Evandro 19/11/2011 15:37:00

Luis Almeida, lhe responderei, apesar do teu comentário grosseiro que cometeste contra mim.

Acredito que teu objetivo em por um trecho do artigo em oposição ao meu comentário foi com a finalidade de mostrar contradição no meu argumento.

Bem, posso comentar essa tentativa.

O que posso lhe traduzir sobre meu comentário é que o conflito Belo Monte x direitos indígenas não pode ser resumido com uma defesa da "propriedade privada dos indígenas", mesmo que esta defesa seja contrária à construção da Usina de Belo Monte.

Este tipo de defesa não interessa para o Estado democrático de direito. Porque resume a questão a uma perspectiva econômica e utilitarista travestida de jurídica.

Tanto o é, que o autor "não se importa" com as terras que irão ser alagadas, já que "não se importa" com as minhocas e piranhas da região do Xingu.

Isso é perigoso.

Porque a região do Xingu não se trata apenas da sua fauna e flora. Estes animais, assim como a flora do Xingu, estão associados à tradição cultural dos povos indígenas e dos ribeirinhos da região.

Não se importar com elas é o mesmo que não se importar com a tradição cultural indígena, pois são elementos de identificação psicossocial, ou seja, fazem parte do próprio conceito de dignidade deles.

Ser contrário a Belo Monte, porque desrespeita a "propriedade privada indígena", além de simplista, é perigoso porque desconsidera a importância cultural inerente às terras referidas, e a íntima relação delas com a própria dignidade dos povos envolvidos com as mesmas.

Não se trata de "propriedade privada dos povos indígenas". Este é "um" aspecto, de tantos, do que realmente estas terras significam.

E um aspecto muito pobre, diga-se de passagem.

Que constrói uma rigidez na separação homem-natureza epistemologicamente retrógrada.

E isso não se refere a um ambientalismo monista. Falo "apenas" de uma questão fenomenológica que supera esta oposição homem-natureza presente no conceito usado pelo autor, quando fala em "propriedade privada indígena".

Este tipo de discurso, niilista, de lógica oposicionista, permite "saltos lógicos" que podem levar a destruição da terras do Xingu pela construção da Usina de Belo Monte.

Luis Almeida, se fores responder este comentário, peço-lhe mais respeito e moderação.

Estarei no aguardo dos seus comentários moderados, meu caro.

Responder
Luis Almeida 19/11/2011 15:56:57

Ou seja, por uma aversão preconceitusa ao termo "propriedade privada", você prefere chamar a propriedade privada dos índios de outra coisa, já que defender o direito de propriedade deles iria de encontro aos seus ideais marxistas.

E vá estudar o que é utilitarismo. Segundo o utilitarismo, não há problema em desapropriar alguém para o "bem maior". A defesa aqui é jusnaturalista.

Responder
Carlos Araujo 19/11/2011 16:16:14

Esse cara estudou na USP. Estou reconheçendo-o.

Responder
Ricardo Evandro 19/11/2011 16:54:06

Luis Almeida, nem tudo que foge à Escola Austríaca é marxismo.

Obrigado pela aula sobre utilitarismo e pelas respostas moderadas. Abraços.

Responder
Isaias Barbosa 19/11/2011 14:14:20

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
youtube]www.youtube.com/watch?v=LIgZL2MqI6g[/youtube]

Responder
João 19/11/2011 14:26:01

"...imagine então tomar dinheiro da população para financiar coisas totalmente sem importância, como teatros, cinema e outros "projetos culturais"?

Teatro e cultura são coisas "totalmente sem importância"? O que é importante então? Só o dinheiro?

Responder
Luis Almeida 19/11/2011 14:59:21

Cultura é algo totalmente subjetivo e teatro, para mim, é algo totalmente sem importância.

Mas o que é importante é respeitar a propriedade dos outros. É não roubar. É ter ética. Se você considera teatro importante, então trabalhe e gaste seu dinheiro nisso. Não queira roubar através dos impostos o dinheiro dos outros pra pagar o que você acha importante.

Responder
Paulo 21/11/2011 08:31:28

É mesmo Luís? Seu comentário até me fez lembrar Hitler. Certa vez ele afirmou: "Quando alguém me fala de cultura me dá vontade de sacar o revólver!".

Responder
Luis Almeida 21/11/2011 09:03:48

O argumentum ad hitlerum é o último refúgio do incapaz despreparado. Você realmente defende que a "cultura" deve ser fornecida sob a mira de uma arma? Se eu não quiser financiar um teatro, você defende que eu seja preso?

Responder
Leninmarquisson da Silva 21/11/2011 09:54:19

Se Hitler fez alguma coisa, qualquer que seja, então ela é abominável e não deve ser copiada? Bom saber...pois Hitler foi um dos maiores AMBIENTALISTAS na história da política...e adorava cachorros.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=676

Responder
Luis Almeida 21/11/2011 10:01:23

Fora que ele também era um antitabagista feroz. Logo, pela lógica de raciocínio do Paulo, se um fumante bafejar na cara dele, ele tem de achar ótimo e rir de prazer. Se ele tossir e reclamar, é porque ele é fã de Hitler.

Responder
Fernando Chiocca 21/11/2011 11:14:43

Santa ignorância.

A atenção que o Terceiro Reich dispensava a cultura era enorme, inclusive fazendo o que o governo brasileiro faz, financiando a produção de muitos filmes. O nacional socialismo de Hitler considerava essencial o envolvimento do governo em cinema, teatro, livros e artes. Mises até usou Hitler como exemplo em As Seis Lições:

Nos Estados Unidos, o governo empreendeu certa feita, há alguns anos, uma experiência que foi qualificada de "nobre". Essa "nobre experiência" consistiu numa lei que declarava ilegal o consumo de bebidas tóxicas. Não há dúvida de que muita gente se prejudica ao beber conhaque e uísque em excesso. Algumas autoridades nos Estados Unidos são contrárias até mesmo ao fumo. Certamente há muitas pessoas que fumam demais, não obstante o fato de que não fumar seria melhor para elas. Isso suscita um problema que transcende em muito a discussão econômica: põe a nu o verdadeiro significado da liberdade. Se admitirmos que é bom impedir que as pessoas se prejudiquem bebendo ou fumando em excesso, haverá quem pergunte: "Será que o corpo é tudo? Não seria a mente do homem muito mais importante? Não seria a mente do homem o verdadeiro dom, o verdadeiro predicado humano?" Se dermos ao governo o direito de determinar o que o corpo humano deve consumir, de determinar se alguém deve ou não fumar, deve ou não beber, nada poderemos replicar a quem afirme: "Mais importante ainda que o corpo é a mente, é a alma, e o homem se prejudica muito mais ao ler maus livros, ouvir música ruim e assistir a maus filmes. É, pois, dever do governo impedir que se cometam esses erros." E, como todos sabem, por centenas de anos os governos e as autoridades acreditaram que esse era de fato o seu dever. Nem isso aconteceu apenas em épocas remotas. Não faz muito tempo, houve na Alemanha um governo que considerava seu dever discriminar as boas e as más pinturas - boas e más, é claro, do ponto de vista de um homem que, na juventude, fora reprovado no exame de admissão à Academia de Arte, em Viena: era o bom e o mau segundo a ótica de um pintor de cartão-postal. E tornou-se ilegal expressar concepções sobre arte e pintura que divergissem daquelas do Führer supremo.

Responder
Carlos Araújo 19/11/2011 16:05:46

O seu comentário traz um aspecto importante.
Se para o autor acha que artes é algo sem importancia e você não, como pode o estado cobrar impostos para dar incentivos a esta área?
Você acha justo obrigar uma pessoa pagar por algo que ela não tem o menor interesse?
Se sim, você não pode reclamar de nada que o governo invente subsidiar, porque sempre vai ter alguem que acha importante algo que você acha que não é.

Responder
Beto 24/11/2011 10:12:58

Brilhante Carlos!

Responder
mara sílvia faria 19/11/2011 14:33:09

Qualquer que seja nossa posição em relação à construção de Belo Monte, e mesmo em relação a qualquer assunto que tenhamos que julgar, é extremamente válido que tenhamos argumentos à disposição das nossas considerações, e nisso a internet é mister. achei muito interessante seu artigo, o texto é longo mas muitíssimo bem escrito e além dele, os comentários são um complemento importante pra quem tiver a fim de promover melhores discussões a respeito do tema.
Também assinei pela não construção da usina, pelos mesmos motivos mencionados no artigo, acrescentando por fim, que não entendi o porquê da Maithê Proença tirar a blusa, vc tem alguma explicação pra isso ??

Responder
Carlos Araujo 19/11/2011 17:08:03

Duas coisas que eu vejo nos comentários e que me assusta:

1- Falar que hidroelétrica não é energia limpa, sendo que eu aprendi [s]na escola[/s], que a hidroelétrica é uma forma de gerar energia sem poluir.

2- Falar que propriedade privada é algo puramente econômicista e que, então, pode ser relativizado.

Responder
Guilherme 19/11/2011 17:27:38

Você se "esqueceu" de falar sobre o periodo de estiagem. Como você pode defender o não-uso de energia solar (que é praticamente pleno no sertão) e eólica (quase plena na costa), quando a elétrica desse porte iria sofrem horrivelmente com o periodo de baixa?
E o custo dessas energias alternativas se torna menor com a maior procura, que é o que esta acontecendo agora.

E outra: Em vez de uma mega hidrelétrica, ja foi provado que é altamente mais proveitoso criar centenas de hidreletricas menores, em terrenos mais propicios, e nao tao planos como em belo monte.

Assim como existem motivos por tras de belo monte, ha motivos por tras da mobilização dos artistas, isso é certo. Os motivos por tras de belo monte são explicitos, mas e quanto à propaganda dos artistas?

Responder
Leandro 19/11/2011 17:33:23

Caro Guilherme, em momento algum defendi o não-uso de energia solar e eólica. Muito pelo contrário: defendo a total diversidade de matrizes energéticas (ao contrário dos ambientalistas, que querem impor somente aquelas que eles julgam corretas). Cada um que construa a matriz que lhe for mais economicamente viável. Quanto mais energia e quanto mais barata for, melhor.

Apenas disse que é insanidade querer trocar toda a matriz hidrelétrica por eólica e solar, pois ambas não são capazes de suprir energia para todo o território -- embora possam funcionar muito bem para oferecer energia em nível local.

Ademais, lamento lhe avisar, mas você será jurado de morte por ambientalistas caso eles ouçam essa sua ideia (com a qual concordo plenamente, aliás): "é altamente mais proveitoso criar centenas de hidrelétricas menores, em terrenos mais propícios"

Ora, você não pensa nos peixinhos, seu insensível?

Responder
anônimo 19/11/2011 18:01:27

Leandro.

E o Setor Noroeste, em Brasília, que vai destruir o Santuário dos Pajés, o que você acha?

www.midiaindependente.org/pt/red/2011/11/499911.shtml

Responder
Leandro 19/11/2011 18:16:19

Trata-se de um perfeito e explícito exemplo do estado fazendo aquilo que apenas ele pode fazer sem sofrer qualquer tipo de punição: confiscar e destruir propriedade privada, para beneficio próprio e de seus amigos com boas conexões políticas.

Hoje é um santuário indígena, amanhã é a sua casa. Coisa corriqueira em país de gente que desconhece o que seja propriedade privada e é ignorante do fato de que, sem o respeito a esta instituição, não há desenvolvimento e bem-estar.

Nada de novo aí, apenas finja que não viu nada e sigamos a vida.

Responder
Carlos Araujo 19/11/2011 20:39:50

Quando li no texto "Caso ainda não o tenha feito, reserve 5 minutos do seu tempo para a tarefa" eu fiquei puto com o Leandro kkkk
Mas já que perdi 5 minutos vendo a coisa toda, aproveitei para fazer um "minuto-a-minuto" da porcaria:

0:00 a 0:10 - Uma série de perguntas com temas atuais e que de certa forma induz quem estará assistindo ao vídeo, em se colocar na forma de educando, e os interlocutores como educadores nos temas levantados.
0:10 a 0:15 - Apresentação de um estereótipo de que você não está nem aí para esse assunto. Repararam na mulher fumando, meio "to nem ai"? Pois é, outra bandeira deles é o anti-tabagismo, e no video já deixam esta pequena mensagem.
0:15 a 0:21 - Outro estereótipo, agora o do "cidadão de bem". Ele paga impostos em dia [s] recicla lixo e ensina o filho a respeitar o próximo[/s], e porque ele vai importar com algo lá no Pará (lá no Norte, né? Eu to aqui no Sudeste, na cidade grande). Isto é uma bela de uma cutucada.
0:22 a 0:36 - Mais um, agora o da pessoa fútil, que coloca sua novela e seus aparelhos eletrônicos com algo importantíssimo. Estilo #classemediasofre Como se ele próprios como atores não dependessem disto para viver kkkkkkk

Bom, até aqui o vídeo coloca quem está assistindo como:
1 - Uma pessoa que não sabe o que é ecologia.
2 - Que não está nem aí para isso.
3 - Que é um cidadão metropolitano correto e educado, e que não liga para algo que está lá no Norte (você provavelmente é do sudeste).
4 - Que é uma pessoa fútil, que se importa com novela e tecnologias, e não com algo importantíssimo como a usina de Belo Monte.

Como reação, você provavelmente adotará a postura de alguem que, se realmente não sabe nada sobre ecologia, está disposto a aprender. Porque você não é uma pessoa fútil e que não está nem aí para a questão de Belo Monte, não é?

Vamos adiante:

0:37 a 0:54 - Apresenta Belo Monte como um projeto megalomaníaco, mas que só vai gerar 1/3 da capacidade. Só esqueçeram de falar que um lago serve justamente para evitar os períodos de estiagem, e que a área alagada prevista inicialmente era de 1.200Km²
0:55 a 1:00 - kkk eles mandam pesquisar sobre o assunto, mas parece que é algo que eles mesmos não fizeram.
1:01 a 1:27 - Apresenta a conta que você espectador vai pagar. Como você incorporou o papel de quem está preocupado com a ecologia, e que não é uma pessoa fútil que liga para as modernidades da cidade, você provavelmente estará muito indignado com isso.

Você está muito macho, está prestes a xingar muito no twitter hoje. Agora é deles empurrarem a agenda:

1:28 a 1:34 - Agora eles tocam no ponto que para eles é o que realmente importa, o grandioso parque nacional do Xingú. A questão do dinheiro fica até ofuscada, tamanha a esplendorosidade do parque nacional do Xingú.
1:35 a 1:43 - Um apelo emocional (vai alagar, vai destruir!) o grandioso parque nacional do Xingú, 640Km2 de pura devastação! Acontece que aqui na minha terra, que não tem nada de floresta, 64 ectares não são praticamente nada. Tem fazendeiro com terras muito maiores e que usam elas para pasto.
1:44 a 1:52 - "De onde tiraram que hidrelétrica é energia limpa?". Hahaha não sei. Acho que do fato de que a cinética da água não gera nenhum poluente.
1:53 a 1:56 - Essa foi épica. Seria energia limpa se fosse no deserto! kkkkk E eles estão tentando te escolar em alguma coisa de ecologia ein?!
1:57 a 2:19 - Levantam uma questão que provavelmente está incutida na cabeça do caro telespec. Como resolver a questão da produção de energia? E o ator vestido de guia turístico da a resposta: energia eólica e energia solar! Nossa, que impressionante, realmente nossos problemas se acabaram. Resta ele explicar como estas matrizes irão gerar 11.000 MegaWatts à um preço acessível.
2:20 a 2:22 - Levantada outra pergunta que provavelmente o espectador estava se fazendo.
2:23 a 2:41 - O personagem construído lá nos primeiros 36 segundos do vídeo responde a pergunta. Mas como você não é como ele, você não pensa assim, não é?
2:42 a 3:01 - Sensacionalismo barato para mostrar o que uma pessoa que não é aquele cara lá dos inicio do vídeo deve pensar. Fique esperto! Se não assinar vai acontecer algo terrível, algo sem volta, você se culpará para sempre!
3:02 a 3:24 - "várias pessoas pelo mundo estão se mobilizando" provavelmente eles está a falar do occupy Wall Street. Como você é uma pessoa antenada e preocupada com o que ocorre no Brasil e no mundo, você não vai ficar aí parado sem fazer nada. Não é?
3:25 a 3:30 - Se você está me ouvindo, você está conectado. Wait, mas se eu estou conectado, eu sou aquele carinha fútil lá do início do vídeo. Meu Deus, eu não posso ficar aqui parado, eu não sou aquele cara fútil e mimado que se importa com equipamentos eletrônicos ao invés dos peixinhos. Eu tenho que assinar.
3:31 a 3:56 - Não entendi merda nenhuma :D
3:57 a 4:05 - Você é o fútil conectado lembra? Você tem Facebook, tem twitter, você tem muitos amigos. Use o sistema contra o sistema (alguma corelação com Gramsci?)
4:04 a 4:07 - Onda verde de novo? Achei que já tinha acabando...aném...
4:08 a 4:12 - Uso da pressão como arma
4:13 a 4:39 - Um apelo emocional usando um idoso para convencer a presidente que se a usina for contruída, algo terrível irá acontecer. Como se uma terrorista não fosse imune o suficiente contra este tipo de artimanha.
4:40 a 5:08 - Momento para você desfazer a lavagem celebral. Talvez você seja muito sensível e prescise mais do que estes 28 segundos. Se for "vacinado" como eu, pode aproveitar para ir ao banheiro vomitar.

Resumo da ópera:

Lixo tendencioso e falso, que não merecia nem um pingo de elogio do Leandro, porque quando tocou no assunto da verba pública, foi só um gancho. Quando tocou na questão de propriedade privada, foi para ser irônico. E quando tocou nos índios, foi para fazê-los como massa de manobra.


Responder
Ninah 20/11/2011 04:39:09

Gostei da tua explicação. Mas até daria um pontinho pra eles se o vídeo fosse ao menos original, não uma cópia deslavada desse aqui: www.youtube.com/watch?v=0vtHwWReGU0&feature=player_embedded

Abraços.

Responder
Eliana 19/11/2011 20:40:51

Boa Noite,\r
\r
Obrigada pelas informações, não entendo nada da causa ambientalista.\r
\r
Pelo pouco que li, sabemos que já existiu a Pangeia, e que a Pangeia II está vindo.\r
E que hoje encontramos fósseis de animais. Naquela época não tinha indústrias, etc. Então de quem é a culpa?\r
\r
Pela linha holística toda a mudança que está ocorrendo na Terra,tem um próposito \r
maior: elevar o nível de espiritualidade dos Homens, ou seja despertar o altruísmo e a solidariedade,não sei. Será? \r
\r
Quando falo isso, as pessoas me condenam. Claro, parei de emitir minha visão.\r
\r
Vamos pensar: por que tantos artistas estão preocupados em desenhar roupas com material reciclado, existe até um desenho no canal CARTOON com uma modelo brasileira famosa defendendo a Terra pregando maneiras melhores de cuidar da natureza, claro que a modelo é a mocinha boa da história.\r
\r
Então, defender uma causa que gera tanto ibope e audiência, torna o indivíduo mocinho politicamente correto.\r
\r
Bom...exemplo as sacolas plásticas, quem lucra com a retirada delas dos mercados?\r
\r
\r
Até que enfim encontrei alguém que pensa como eu, já estava me sentindo um MONSTRO! rs\r
\r
\r
Grande abraço,\r
\r
\r
\r
\r

Responder
Carlos Araujo 19/11/2011 22:21:10

Continue no site, tem bastante conteúdo que você irá gostar (y)

Responder
Lucio 19/11/2011 22:38:29

Landro, também concordo plenamente que esta obra nada mais é do que um fardo no bolso de cada brasileiro pagador de impostos, e que, já que este dinheiro foi roubado de nós, então que se façam obras para nós, e não para os amiguinhos da Dilma.
Mas achei sua abordagem com relação ao meio-ambiente um tanto quanto pretenciosa. Não creio que o mundo venha a acabar se continuarmos a tomar banhos demorados, mas acredito que todos nós dependamos SIM da natureza de forma muito mais direta do que a defendida do texto. Concordo com alguns comentários sobre o meio excluído, pois não acho que você esteja errado em falar que ambientalistas são extremados e procuram embasamento científico apenas quando convém, mas também não vejo a atual estrutura como sendo perfeitamente sustentável. Energia traz sim bem-estar, seja em forma de produtos, ou por si só; porém, acredito que, se ainda não se tem tecnologia ou recursos para que o aumento da oferta de energia seja feita de maneira sustentável, pois, em minha humilde visão, mesmo que algo seja benéfico a curto prazo, se não for sustentável, então não é intrinsicamente benéfico, haja visto as expansões forjadas pelo keynesianismo.
Para finalizar, creio que o meio-ambiente não seja nem tão importante quanto alguns ambientalistas defendem, mas também não é tão dispensável quanto se entende pelas entrelinhas de seu artigo.
Sou a favor da construção da hidrelétrica, mas totalmente contra que utilizem o MEU dinheiro para que grupos privilegiados possam fazer mais dinheiro, me cobrando preços exorbitantes pela energia gerada por construções que eu ajudei a construir, aliás, algo típico neste vilarejo sul-americano, pagar 2, 3, n vezes para poder usufruir de um produto ou serviço apenas 1 ou zero vezes, para algum lugar vai esta diferença, e para o meu bolso que não é.
Belo artigo, mas acho que desmerece em demasia uma causa válida apenas por apresentar um motivo inválido.

Responder
Leandro 19/11/2011 23:00:17

Sem problemas, Lucio, podemos então conversar mais propositivamente.

Vamos lá: há 5 principais tipos de fonte de energia: hidrelétrica, carvão, nuclear, eólica e solar.

Hidrelétrica, carvão e nuclear são reconhecidamente eficientes e entregam o que propõem. Mas os ambientalistas não gostam delas e propõem sua total substituição por vento e sol.

Ok, vamos aceitar a proposta dos ambientalistas. Agora explique-me:

1) Como utilizar vento e sol -- energias caras e aplicadas apenas em pequena escala -- para fornecer energia para todo o Brasil?

2) O que fazer quando não estiver ventando e quando estiver de noite? Até onde se sabe, não há notícia de um método econômico e em larga escala capaz de armazenar a eletricidade gerada por estes dois métodos para uso posterior.

3) As usinas hidrelétricas possuem algo chamado reservatórios, que é onde fica a acumulada a água a ser utilizada quando não está chovendo. E os moinhos de vento? Onde acumular energia para ser utilizada quando não estiver ventando? Eles por acaso possuem "reservatórios de vento"? O que fazer também quanto às hélices dos moinhos, que geram uma verdadeira carnificina entre as aves? Os ambientalistas vão deixar isso passar? E a questão da alta poluição sonora gerada pelas hélices?

4) Para a energia solar, a questão do armazenamento pode ser parcialmente remediada, só que a um alto custo ambiental (outra contradição): os painéis solares precisam utilizar baterias com ácido sulfúrico e chumbo para armazenar a energia a ser utilizada à noite e nos dias em que não faz sol. Já pensou nisso? Chumbo? E dado que essas baterias não duram infinitamente, onde você sugere descartá-las?

Quando você juntar estes fatos e parar pra pensar, finalmente vai entender que, caso os ambientalistas sejam bem sucedidos e imponham à economia seu projeto ambiental, o resultado inevitável -- inevitável -- será uma redução de energia disponível per capita. Isso não é opinião minha, meu caro, isto é ciência. Assim como também é a ciência -- e, neste caso, a ciência econômica -- que explica que, quanto menor a energia disponível por pessoa, menor será a sua produtividade, e consequentemente menor o seu padrão de vida e mais intensa a sua pobreza.

Portanto, meu caro Lucio, quando digo que ambientalistas defendem a institucionalização da miséria para todos, não estou dizendo que eles fazem isso de propósito. Alguns fazem, outros não. Mas todos eles, sem exceção, defendem ideias que, caso sejam implementadas, inevitavelmente agravariam o nosso subdesenvolvimento.

Você pode tentar me mostrar onde o meu raciocínio está errado. Estou aberto ao debate -- ao contrário de alguns ambientalistas que invadiram este espaço e, cheios de amor, desejaram que eu morresse (ironicamente, comprovando na prática o que eu disse sobre eles na teoria).

Eu não tenho ideologia, eu tenho lógica. Se alguém me mostrar que eu estou errado e onde eu errei (até agora, tudo o que recebi foram insultos injuriados, efusões de indignação e afetações de bom-mocismo contra meu suposto vilanismo), aceitarei perfeitamente.

Grande abraço!

Responder
Lucio 20/11/2011 14:06:31

Leandro, respondi a seu comentário, porém não no lugar certo hehe, ao invés de clicar em RESPONDER, eu simplesmente adicionei um comentário ao artigo, só me dei conta disso agora há pouco. Portanto vou reproduzi-lo aqui, no lugar certo desta vez:

Concordo com você com relação às formas de produzir energia, por isso também concordo com a abertura da usina, desde que não seja com o meu dinheiro. A questão que eu levantei foi a de que eu concordo com o movimento, mesmo tendo a bandeira ambientalista no meio, acredito ser uma iniciativa válida, por confrontar essa palhaçada que acontece de a gente ser roubado pra encher o bolso de empresários bem apadrinhados. Se for pra usar dinheiro dos outros eu também quero uma hidrelétrica pra mim, assim fica fácil.
Apesar de ser uma campanha apelativa no ponto de vista ambiental, ela levanta junto questões éticas que deveriam ser mais discutidas e divulgadas. Não podemos simplesmente deixar que 24 bi do nosso suado dinheiro seja jogado aos porcos; creio que este seja o ponto mais importante. Portanto, no meu ponto de vista, tal iniciativa de revolta deve ser apoiada, uma vez que a causa defendida por ela (não permitir que empresários e politicos bem apadrinhados tomem conta do nosso país, usando nosso próprio dinheiro) é a mesma causa que eu defendo, e acho que qualquer brasileiro que não receba bolsa família gostaria de ver seu dinheiro roubado ser melhor aplicado.

Abraço!

Responder
Guilherme 19/11/2011 23:54:34

Muito bom o texto. Sei que muitos terão preguiça de ler pois preferem se acomodar com a opinião artística-global-ambientalista, porém as explicações sobre o vídeo são importantíssimas para entender o fato em questão.
Discordo apenas no tocante as necessidades de recursos para as classes artísticas, não globais, é claro.
O Brasil precisa de educação e cultura para ser civilizado. Se isto ainda for possível, o que eu duvido muito...

Responder
Andre Cavalcante 20/11/2011 00:22:53

Puts,

Bom artigo, Leandro e já são mais de 170 comentários em um dia! Mas há alguns poréns.

Ao menos alguns dizem: "não sei nada sobre a questão ambiental", outros dizem "não sei nada sobre a questão energética" etc.

A maioria dá palpite de qualquer forma e o pior não tem a mínima ideia do que está falando. Nem mesmo alguns comentários feitos por gente do norte foram levados um pouco mais em consideração.

Realmente o pessoal do site é muito bom em economia, mas em energia e ambiente vejo que ainda tem uma estrada grande a percorrer. Tudo bem, ninguém é especialista em tudo.

Para uma introdução à ecologia: www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=11057791&sid=831326988131119225567773381

Sobre o aquecimento global, ele é fato. Se é antropogênico ou não é que é questão: www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-01062011-104754/pt-br.php

A respeito da hidroeletricidade: a construção é "suja", mas após construída a barragem e formado o lago, a produção é sim "limpa", entendendo-se que aqui como "suja" e "limpa" eventuais impactos ambientais, segundo o Odum. Após a construção quase não há impactos ambientais pelo uso das barragens. Aliás, muitas deles inclusive beneficiam o curso dos rios, a formação de lagos melhora a pesca e, após umas poucas décadas, o lago passa a consumir o CO2 em vez de fornecer. Analisar os prós e contras de uma construção qualquer é o papel dos engenheiros eletricistas e florestais e aqui os critérios técnicos deveriam mandar. Infelizmente no Brasil tudo se resolve por critérios "políticos".

A respeito da eólica e solar: qualquer coisa com o petróleo a US$150.00 o barril é comercialmente viável. O problema não é a inconstância do vento ou sol, ou mesmo a eficiência dos painéis ou pás coletoras (se há intermitência, basta produzir excedente quando há disponibilização para quando não há). O problema da inconsistência da energia se resolve com a chamada rede inteligente e micro-geração. O problema mesmo é a criação da infra-estrutura e armazenagem da energia. A infra-estrutura está sendo subsidiada pelos governos (principalmente porque os governos é que detém os monopólios de energia em muitos países, inclusive na Europa). A armazenagem tem duas formas: química, através de baterias ou hidrólise ou outras reações, e mecânica: por exemplo, bombeamento de água para cima em barragem auxiliar. Todas essas formas contudo tem um custo associado: baterias tem o custo do lítio, cádmio e platina, e a hidrólise, o armazenamento do hidrogênio (como os carros a hidrogênio ainda não saíram dos laboratórios, o hidrogênio ainda não é alternativa viável) e esse custo ainda não é páreo para o petróleo (que diga-se de passagem é/foi bastante subsidiado pelo governo, por exemplo pela não incorporação no seu preço do custo ambiental associado a sua extração, armazenagem, beneficiamento, distribuição e uso), o qual, como sempre é socializado em regimes como o nosso.

Sobre a energia nuclear: o Brasil precisa desenvolver a energia nuclear assim como todas as outras formas mais do ponto de vista científico do que para vasto uso. Se uma usina hidroelétrica é cara para construir, imagine-se o custo de uma usina nuclear. Simplesmente o custo/benefício não compensa ao Brasil, a não ser do ponto de vista científico/tecnológico (por exemplo, para justificar as pesquisas do Brasil em enriquecimento de urânio, o qual pode ser um mercado interessante para outros países que não possuam as alternativas que temos: óleos vegetais, ar, mar, rios e petróleo).

O caminho que começa a dar resultados na Europa é o da micro-geração, no qual pequenos produtores (e.g. pessoas que tem uma casa ou um condomínio) investem em colocar um ou mais painéis solares e passa a vender a eletricidade gerada para a companhia, que a usa integralmente. Isso está poupando milhares de euros em investimento em energia e ampliação da rede. Agora imagina que isso realmente dê certo na Europa que tem 1/5 da irradiação solar que o Brasil tem?

Os pseudo-ambientalista (na verdade socialistas desesperados) do vídeo mostraram que entendem muito pouco de Amazônia, e menos ainda de ambiente e/ou impacto ambiental.

Leandro, entendo seus pontos, mas acho que há mais coisas que precisariam ser colocadas no texto (por exemplo, quais as considerações libertárias de um mercado para energia, ambiente e ocupação das áreas amazônicas e, principalmente, as relações entre eles, que são a base de conflito: quem é dono da terra, como precificar o impacto ambiental dentro da energia, seja ela baseada em petróleo, solar, eólica, hidráulica, nuclear, o que for). Sei que há outros textos que discutem isso, mas estão postos de tal maneira que a discussão fica fragmentada. Toma isso como um pedido para próximos artigos.

Um ponto que ainda não ficou claro, pelo menos para mim, é que a escassez econômica é também uma escassez do ambiente e vice-versa e, ao que parece, não é levado isso em consideração pela economia. O Brasil ainda possui uma vasta reserva de natureza, mas, ao mesmo tempo, não se pode dar ao luxo de permitir o consumo indiscriminado dessas reservas. O tempo de consumo é bem menor que o tempo de produção (da natureza), logo, o exemplo dado do cortador de madeira não é muito feliz porque a área desmatada não será recuperável em escala humana (ou seja, a área que ele desmatar somente virará floresta nativa novamente provavelmente com seus filhos ou netos). Ao contrário do que disse um comentarista aí atrás, uma vez a floresta cortada, ela não cresce novamente, o que cresce em seguida é o uma mata chamada capoeira (que não tem valor comercial algum), que deve ser substituída por capoeirão anos e anos depois (possui bem pouco valor econômico), seguida de mata secundária (já possui algum valor econômico), muitos outros anos depois e somente depois dessa é que a mata primária volta, essa sim com madeiras para corte. Essa é a realidade da natureza e mesmo os ambientalistas parecem não ter reconhecido isso. Mesmo água (que parece um bem ilimitado (e é do ponto de vista absoluto), mas como é muito mal distribuído no globo) é escassa, o que significa que deve ser tratada como um bem econômico e o seu uso deveria ser precificado de acordo, e os mananciais extremamente bem cuidados. Seja pela falta ou excesso de regulamentação no setor, não vemos nada disso e boa parte da população brasileira não tem acesso a água encanada, apesar de ter as maiores reservas de água doce do planeta, enquanto na Europa, em que todos tem água encanada, começa a faltar água nos mananciais.

A propósito: de onde tu tiraste a informação que apenas 0,02% da área do Brasil é de cidades? Fiz uma pesquisa simples na Wikipedia e peguei esses números (em km2):

Brasil 8,514,876,599

R.M. São Paulo 7,943,818
R.M. Rio de Janeiro 4,577,300
R.M. Belo Horizonte 9,459,100
R.M. Porto Alegre 10,097,186
Total 32,077,404

O que dá 0.38% só nessas regiões metropolitanas, fora todas as outras, como Curitiba, Recife, Belém etc.

Abraços

Responder
Leandro 20/11/2011 01:06:26

Prezado Andre, absolutamente todos os pontos que você levantou já foram levantados por outros leitores nos mais de 180 comentários deste artigo. Espero que você não se incomode de não repetir tudo, detalhadamente, só pra você. Por favor, tenha a bondade de navegar pelos comentários. Por exemplo, observei que você ainda insiste na falácia de que defendemos a depredação total do ambiente e seu exaurimento completo, quando na verdade somos resolutos defensores da propriedade privada dos meios naturais, pois julgamos se tratar da melhor e mais eficiente maneira de se colocar esses meios naturais para o uso dos seres humanos de maneira sustentável.

Você pede um artigo explicando como funcionário o livre mercado de energia. No final do artigo, há dois links para dois textos que falam exclusivamente sobre esse assunto. (Ou seja, se foram gastos dois artigos para falar sobre esse assunto, creio ficar claro por que seria impossível incluir esse mesmo assunto nesse artigo: viraria monografia).

No mais, repasso a você o mesmo desafio que fiz ao leitor Lucio, que utilizou a mesma retórica sobre recursos naturais, mas não apresentou nada de concreto. Por gentileza, leia os itens que enumerei para ele, logo ali em cima.

Quanto aos seus cálculos, você se embananou com as vírgulas, transformando centenas em milhares. Já pensou se Belo Horizonte tivesse 9 milhões de quilômetros quadrados, como você apontou?! Abaixo, seguem os números corretos. Pode conferir na própria Wikipédia, que foi onde você recomendou.

Brasil: 8.514.876.599

R.M. SP: 7.947,3

R.M. BH: 9.467,797

R.M. RJ: 5.292,139

R.M. PoA: 10.097,186


Total: 32.804,4; ou 0,000385% do território total.

E mesmo com essa trapalhada, você é um de nossos leitores novatos mais bem preparados intelectualmente, hein? Agora imagina o nível dos que caíram aqui de pára-quedas ontem?

Grande abraço!

Responder
void 20/11/2011 02:20:17

Leandro,

não sei se você chegou a considerar isso:

A área total do território brasileiro entraria como 8.514.876,599 km² no cálculo, na verdade. Com esse valor, fiz o cálculo e deu 0.385%. A menos que também tenha me embananado com os números. Enfim, o que eu queria comentar é que nestes números estão sendo considerados os tamanhos totais das áreas dos MUNICÍPIOS nas RM, e não das terras tomadas por CIDADES. Senão teríamos que considerar que todo o território brasileiro é tomado 100% por cidades, não restando espaço pra mato e campo. Afinal, somados os territórios de todos os municípios do país, temos 8.514.876,599 km². No mais, é importante citar ao amigo que a fonte dos dados do gráfico, como o Leandro respondeu para outro comentarista desatento, estão ali mesmo, na imagem.

Desculpem pela intromissão.

Responder
Leandro 20/11/2011 02:42:03

É verdade, Void. Perfeita observação. A mensuração das regiões metropolitanas de fato considera mato como sendo região metropolitana. Um ótimo exemplo prático disso é o município de Altamira, que tem incríveis 159.695,938 Km2, sendo que a maioria disso é só mato.

Grande abraço!

Responder
Andre Cavalcante 20/11/2011 11:01:32

OK!. Errei de fato na vírgula, é o problema de se usar o padrão americano e o padrão internacional de unidades em programas distintos.

Quanto a questão de mato, eu fiz as contas com as regiões metropolitanas mais importantes justamente porque sei desse fato: mas não dá para dizer que a R.M. de São Paulo tenha algum mato: é tudo cidade.

Vou ver com mais detalhes os links.

Abraços

Responder
Fernando Chiocca 20/11/2011 19:30:32

Hahahahahahahaha

Esse André Cavalcante deu vergonha alheia forte.

E ainda tentou dizer que só errou "uma vírgula", como se um erro de milhões de km que mostra que o cara não tem a menor noção espacial fosse um engano tão insignificante quanto um erro de digitação.

E ele não termina de piorar as coisas, agora dizendo:"mas não dá para dizer que a R.M. de São Paulo tenha algum mato: é tudo cidade."

Fazendo a simples pesquisa na wikipédia que o infeliz ainda diz ter feito:

Estatísticas da Grande São Paulo
Área territorial: 7.944 km²
Área urbanizada: 2.139 km²


Obrigado pela participação Cavalcante. Mostrou mais uma vez que a melhor arma contra os detratores da liberdade é deixar eles falarem.

Responder
Heber 20/11/2011 03:02:34

vc precisa parar de ver relatórios do IPCC.
www.youtube.com/watch?v=YaTJJCPYhlk
é comprido mas explica bem

Responder
Rubao Ombudsman 20/11/2011 00:47:57

Atores sao atores mesmo...tenho uma propriedade aqui em MG com a mata nativa preservada que foi "reclamada" por ser muito fechada por um "ator" que eh meu vizinho...ele pediu uma "retirada de parte da area verde para nao atrapalhar o aquecimento da moradia de "lazer" do mesmo...resumindo os mesmos nao se preocupam de "verdade" com o rendimento energetico de suas moradias...mas se for para aparecer em um video sobre a defesa dos "esquilos caxingueles gays da mata atlantica" capaz de apoiarem...rsrs...agora vamos relatar a verdade...foi um modismo pontual e "gostoso" curtir no face e apoiar a causa!!!uauuuu!!! e os 19.000kilometros quadrados de desmatamento continuam a "adornar" os ambientes "culturais" em que estes "atores" frequentam...ah...e eh meio antigo...mas nao acabem mesmo com a ilha de "Caras"!!!porque ai se extingue a especie que nem precisa relatar qual eh...resumindo o texto eh pragmatico!!!sem frescura eolica e ardor solar...

Responder
Carlos 20/11/2011 02:23:54

Sobre os paraquedistas no site:

img69.imageshack.us/img69/8288/serrar.png

Responder
Marco Aurelio 20/11/2011 02:45:08

Sensacional essa imagem, Carlos!

Responder
Lucio 20/11/2011 03:31:21

Concordo com você com relação às formas de produzir energia, por isso também concordo com a abertura da usina, desde que não seja com o meu dinheiro. A questão que eu levantei foi a de que eu concordo com o movimento, mesmo tendo a bandeira ambientalista no meio, acredito ser uma iniciativa válida, por confrontar essa palhaçada que acontece de a gente ser roubado pra encher o bolso de empresários bem apadrinhados. Se for pra usar dinheiro dos outros eu também quero uma hidrelétrica pra mim, assim fica fácil.
Apesar de ser uma campanha apelativa no ponto de vista ambiental, ela levanta junto questões éticas que deveriam ser mais discutidas e divulgadas. Não podemos simplesmente deixar que 24 bi do nosso suado dinheiro seja jogado aos porcos; creio que este seja o ponto mais importante. Portanto, no meu ponto de vista, tal iniciativa de revolta deve ser apoiada, uma vez que a causa defendida por ela (não permitir que empresários e politicos bem apadrinhados tomem conta do nosso país, usando nosso próprio dinheiro) é a mesma causa que eu defendo, e acho que qualquer brasileiro que não receba bolsa família gostaria de ver seu dinheiro roubado ser melhor aplicado.

Responder
Maria Fernanda Aidar 20/11/2011 12:44:34

Bom, é claro que cada um tem a sua opinião e seu ponto de vista. E é óbvio que nunca um ambientalista vai chegar a um acordo com um antropocentrista ou egocêntrico ou consumista.\r
Mas como eu também tenho direito à liberdade de expressão, eu vou expô-la.\r
\r
E eu vou começar dando uma aula básica de ecologia. O planeta Terra apresenta um conjunto de características que permite a vida...É claro que se refere a sobrevivência da vida humana, já que muitos animais vivem em condições extremas, que os seres humanos nunca poderiam viver.\r
Cada animal vive com uma organização social, alguns vivem sozinhos, outros em manadas e outros tem até uma hierarquia social -assim como a sociedade humana. Mas eles não transformaram o meio em que vivem, os humanos sim. Os humanos têm a necessidade de destruir tudo o que a natureza proveu todos esses anos, para o bem próprio. E ter esse poder de transformar tornou o homem ganancioso e aumento o ego deles de uma forma incrivelmente grande. Agora, tudo no que pensa é: conquistar, destruir para a sociedade crescer, destruir florestas porque vai trazer algum benefício, construir arranha céus enormes só para mostrar que podem.\r
\r
Entretanto, existem pessoas que ainda pensam que a natureza é importante. Que é dela que provem toda a matéria que o homem utiliza para seus arranhas céus, casas, combustíveis de seus carros. E são essas pessoas que valorizam o que ela dá. Então, pensando na ecologia, se não há mais florestas (por causa da inundação), não haverá mais animais para se alimentarem da vegetação; sem eles, os animais que se alimentavam desses, também não vão mais existir. E se nenhum deles existir, como as pessoas que vivem nesse ecossistema (como índios) podem se alimentar? Esse não é o único problema: também existe o desmatamento clandestino e as queimadas. Então, se o solo fica deficiente em nutrientes, não tem como haver mais plantações e a área não será utilizada, sendo que poderia ser um lugar com uma variedade de vida enorme.Tudo isso sso causa um desequilíbrio ambiental. \r
\r
Muitas pessoas não veem essa relação porque está muito longe da realidade delas. Afinal, Amazônia é tão longe, não é? Do outro lado do país, tudo o que importa é o que está perto de mim e faz diferença na minha vida. Como uma floresta pode fazer diferença na minha vida? Vou dizer, as florestas são muito importantes para a liberação de oxigênio, sabe, aquilo que nos permite respirar? Mas realmente, não faz diferença nenhuma na vida de ninguém. Se as florestas acabassem, também acabariam as plantações, já que o solo não seria fértil (para a agricultura: 1- o solo precisa ser rico em nutrientes e ele se torna pobre com as queimadas, principal forma de 'limpar' a área para plantação-. 2- o solo da Amazônia não é tão rico assim e não se recupera rápido). Mas também, quem precisa de plantações pra sobreviver, não é? Acho que não precisamos nem de arroz ou soja ou milho. \r
\r
Algumas pessoas sabem da importância que a natureza (incluindo animais e vegetais) tem e essa é a diferença entre um abientalista e um antropocentrista (que, por definição, acaba sendo um grande egocêntrico). Essas diferenças são muito grandes para que se possa chegar a um acordo.\r
\r
Se existem pessoas que estão dispostas a lutar para que a situação ambiental atual não piore, por que impedir? Pelo menos elas sabem que há alguma coisa errada acontecendo com o mundo e estão fazendo alguma coisa para reverter a situação, diferente de muitas pessoas que preferem fingir não ver ou acreditar e criticam os esforços de quem se empenha.\r

Responder
José Ricardo das C.Monteiro 20/11/2011 14:29:11

Saudações, respeitável M.Fernanda, para se formar uma opinião faz se necessário algumas definições, e vejo que você misturou conceitos quando citou: ambientalista,antropocentista,egocentrista e consumista, todos esses "ista" convivem juntos, quiçá são os mesmos, você conseguiu departamentalizar aquilo que nem a química conseguiria em uma torre de fracionamento catalítico.
Criou uma contradição quando afirmou que os animais vivem sós, desdisse.
Quando você afirma que os animais não transformam o meio-ambiente, equivocou-se.
E acredite, foi a ganância do homem que melhorou as condições planetárias, caso não houvesse a vontade de retirar o desconforto estaríamos morando em árvores.
Uma leitura com mais acuidade do texto faria com que você terminasse o seu último parágrafo mais inteligível.

Responder
Paulo Sergio 20/11/2011 16:45:39

'Mas eles não transformaram o meio em que vivem, os humanos sim.'

Ah é? Uma cobra quando come um sapo não transforma o meio dela? Ou uma vaca quando come grama?

Responder
Absolut 20/11/2011 17:23:53

Se as florestas acabassem, também acabariam as plantações, já que o solo não seria fértil (para a agricultura: 1- o solo precisa ser rico em nutrientes e ele se torna pobre com as queimadas, principal forma de 'limpar' a área para plantação-. 2- o solo da Amazônia não é tão rico assim e não se recupera rápido). Mas também, quem precisa de plantações pra sobreviver, não é? Acho que não precisamos nem de arroz ou soja ou milho.

Senhora, é pra isso que existem os... adubos! Hoje em dia dá pra plantar até em pedra, basta que se construa uma estufa.

Responder
Hay 21/11/2011 09:46:28

Bom, é claro que cada um tem a sua opinião e seu ponto de vista. E é óbvio que nunca um ambientalista vai chegar a um acordo com um antropocentrista ou egocêntrico ou consumista.
Mas como eu também tenho direito à liberdade de expressão, eu vou expô-la.


Peço a você um favor: não me faça de bobo. Não faça de conta que está somente respeitando a opinião alheia quando está, na verdade, dizendo que você é a ambientalista boazinha e eu, por exemplo, sou o egocêntrico ou consumista. Seria melhor se você fosse direito ao ponto, sem tantos rodeios.

E eu vou começar dando uma aula básica de ecologia. O planeta Terra apresenta um conjunto de características que permite a vida...É claro que se refere a sobrevivência da vida humana, já que muitos animais vivem em condições extremas, que os seres humanos nunca poderiam viver.

Poxa, é mesmo? Aula básica de Ecologia? Você já estudou Ecologia de verdade? Se estudou, só levou para a vida real o ambientalismo ecochato. Caso contrário, você não teria dito uma bobagem fenomenal como: Mas eles não transformaram o meio em que vivem, os humanos sim. Ora, um dos maiores desafios no estudo da Ecologia é justamente saber como cada organismo altera o meio.

...Então, pensando na ecologia, se não há mais florestas (por causa da inundação), não haverá mais animais para se alimentarem da vegetação; sem eles, os animais que se alimentavam desses, também não vão mais existir. E se nenhum deles existir, como as pessoas que vivem nesse ecossistema (como índios) podem se alimentar? Esse não é o único problema: também existe o desmatamento clandestino e as queimadas. Então, se o solo fica deficiente em nutrientes, não tem como haver mais plantações e a área não será utilizada, sendo que poderia ser um lugar com uma variedade de vida enorme.Tudo isso sso causa um desequilíbrio ambiental.

Ué, como assim "não há mais florestas"? Você, que quer dar aulas de Ecologia, imagina que, por causa de uma inundação de 630km2, uma floresta simplesmente deixará de existir e nada mais aparecerá no lugar? Você, sem querer, assume uma postura antropocêntrica. A natureza, minha cara, se adapta "rapidamente" (rapidamente no tempo da natureza, é claro).

Muitas pessoas não veem essa relação porque está muito longe da realidade delas.

Já você está longe da realidade do mundo, preferindo viver na ilha da fantasia ambientalista.

Vou dizer, as florestas são muito importantes para a liberação de oxigênio, sabe, aquilo que nos permite respirar?

Erro grotesco. Se tivesse dito "captação de CO2", tudo bem, mas as florestas não são "o pulmão do mundo". Os oceanos o são.

Mas realmente, não faz diferença nenhuma na vida de ninguém. Se as florestas acabassem, também acabariam as plantações, já que o solo não seria fértil (para a agricultura: 1- o solo precisa ser rico em nutrientes e ele se torna pobre com as queimadas, principal forma de 'limpar' a área para plantação-. 2- o solo da Amazônia não é tão rico assim e não se recupera rápido). Mas também, quem precisa de plantações pra sobreviver, não é? Acho que não precisamos nem de arroz ou soja ou milho.

Você realmente acha que fazendeiros são seres do mal, que se sentam em sacos de dinheiro e querem só acabar com o planeta? Ora, quem está plantando soja tem obviamente grande interesse em manter usa terra produtiva. Sim, há aqueles que não têm visão de longo prazo, mas quem realmente se dá bem nessa área é quem sabe que queimadas, por exemplo, são péssimas a médio prazo, pois matam as espécies fixadoras de nitrogênio e/ou que mantém uma boa aeração do solo.
Nota à parte: A tal "política do preço mínimo" serve como um incentivo às avessas, afinal, se o governo vai garantir um preço mínimo para um produto, aí o seu interesse em manter a produtividade do solo a longo prazo cai substancialmente.

Se existem pessoas que estão dispostas a lutar para que a situação ambiental atual não piore, por que impedir?

Você está acusando libertários de estarem tentando impedir alguém de fazer alguma coisa?

(Obs: uma curiosidade para você: várias estatísticas usadas inicialmente em estimativas de população, etc, e depois aplicadas à Ecologia, foram criadas por empresas de seguros. Isso mesmo. Os malvados capitalistas, que tinham grande interesse em traçar perfis, tendências e riscos de população, criaram métodos que passaram a ser usados em Ecologia!)

Responder
Célio Beserra 21/11/2011 11:05:34

Apenas um acréscimo ao debate: em "O Fim do Império Soviético", o jornalista Michael Dobbs relata um exemplo do descaso do governo soviético com o meio ambiente: a extração de gás e petróleo da Sibéria, durante os anos 70 e 80. Preocupados apenas com a entrada de divisas provenientes da venda dos produtos para os mercados ocidentais, os administradores dos poços deixaram que eles ficassem cheios de água, reduzindo em décadas a vida útil das perfurações. O que temos aqui é um exemplo lapidar do quão ruinoso foi o planejamento socialista. Para aquele que conhece a teoria misesiana, entretanto, não se trata apenas de desleixo estatal, mas de uma característica inerente ao planejamento centralizado.

Responder
Catarinense 20/11/2011 15:42:58

Maria Fernanda, desculpe-me, mas a sua aula básica de ecologia fica somente nesse âmbito por você delimitado, ele tem sua validade - não me leve a mal - em cursos primários, mas não se sustenta numa análise mais aprofundade. Lembro me das mimhas, ainda, que tive antes do começo do fenômeno ambientalista, e lembro-me da função das altas verdes na captação do carbono, e na liberação de oxigênio. Não preciso comentar a respeito da descomumal diferença nas proporções da quantidade de algas nos oceanos em comparação com o número de árvores, preciso?

Minha cara, você repete os jargões utilizados pelos ambientalistas liderados pelo Al Gore para espalhar estas inverdades. Inverdades que parecem verdades para o incauto especgador, leigo deste assunto.

Ah, antes que esqueça, os índios, defendidos por você como legítimos usuários da natureza, foram dos maiores desmatadores da mata, seja ela atlântica, amazônica ou onde for. Se quiser ler mais sobre este assunto procure o livro Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil.

Abraços!

Ps. Quanto a agricultura, os adubos vieram solucionar o problema definido por você faz algum tempo.

Responder
Gabriel 20/11/2011 20:32:55

Artigo enriquecedor. Compartilhei!
Infelizmente não tenho argumentos à altura para participar do debate, mas sou um curioso. Estudo administração de empresas e percorro, por hobbie, algumas áreas do conhecimento, como economia, sociologia, biologia e filosofia. O lado bom é que consigo interligar este conhecimento a fim de praticá-lo sob um ponto de vista amplo, mas, em contrapartida, não consigo me aprofundar em nenhum - como fazes com a economia. Acredito que este seja um dilema que pesquisadores enfrentam.
Continuo não vendo o bem-estar material como um fim e acreditando que sim, devemos reduzir o consumo de energia per capita, simplesmente por uma questão de consciência em relação ao que nos é necessário versus o que nos é supérfluo.
Abraço!

Responder
Fernando Z 20/11/2011 21:01:30

Leandro, O que você acha desse vídeo????

Desabafo: CONTRA o Movimento Gota D'água
www.youtube.com/watch?v=ZeR8kbhXXkM&feature=topvideos_news

Se você concordar você poderia atualizar o seu artigo com esse vídeo.

Flw, até a próxima!

Responder
Jeferson Furtado 20/11/2011 21:14:57

Bravo!!!! Bravo!!!!! Bravo!!!!

Responder
Thales 20/11/2011 21:24:45

Apesar de concordar com o artigo se fosse a Ísis Valverde tirando a camisa... ah, eu assinava!\r
Sério, parece que quando lêem algo contrário à cartilha ecológica politicamente correta que foi implantada no cérebro durante as aulas de Estudos Sociais na 3a. série os comentaristas se enfurecerem e perdem a capacidade de interpretar um texto.

Responder
Eve 20/11/2011 21:25:37

Precisamente tudo o que eu pensei quando vi esse vídeo, só que isento das pragas, maldições e ideias de torturas envolvendo os atores (eu já avisei por aí que, a qualquer hora, vou aderir ao "anarco-nazismo"), e acrescido de dados úteis e um resumo perfeito da mentalidade ambientalista, ao final.

No vídeo, eles apontam outro problema também: o da usina ser um gigante que não operaria em sua plenitude, coisa que jamais aconteceria sob a gerência de qualquer entidade empreendedora que internalizasse custos.

Responder
Angelo Viacava 20/11/2011 21:38:02

Aqui em Osório, RS, há 150MW de energia elétrica sendo gerados pela força dos ventos do nosso litoral. E há mais uma planta de geradores sendo construída bem próximo, em Tramandaí. Mas quando passo pela BR-290 em pleno mês de janeiro, 40°C de temperatura, época de pouca chuva para as barragens, e vejo os geradores eólicos parados por falta de vento, mesmo numa região onde o vento "Nordestão" é bem forte e persistente no verão, sem falar no vento oeste-sudoeste de inverno, fico pensando que não existe solução mágica. E ainda penso nos benefícios dados às empresas proprietárias e vendedoras da energia eóica, que custa quatro ou cinco vezes mais do que a mesma energia vinda de fontes hidrelétricas. E fico pensando na forçação de barra quando a venda de carvão nos leilões de energia fica praticamente toda inviabilizada por argumentos ambientalistas, e vejo os navios saindo carregados de carvão do porto de Imbituba-SC, para gerar energia barata em outros cantos do mundo. E ainda empresas brasileiras comprarem carvão da Colômbia com ajuda estatal. Há anos dizem que o carvão de Criciúma-SC e das minas do RS não servem porque tem enxofre demais, cinzas demais, causa chuva ácida. Tudo mentira. Carvão tem teores de pureza e a isso se dá preço de mercado, o resto é balela. Pode não ser o melhor do mundo, mas queima e dá pra usar, senão não compravam para levar pra fora, pô. Nada é sério porque tudo é controlado de alguma forma pelo governo. Fossem privadas as decisões, tudo seria garantidamente melhor, o dinheiro mais bem empregado, recursos poupados, pessoas mais bem remuneradas e mais livres.

Responder
Angelo Viacava 20/11/2011 21:39:57

Ah! E pra chover no molhado. Parabéns, Leandro, pelo excelente artigo.

Responder
Arion 20/11/2011 23:26:41

Aos membros do IMB e aos colegas da causa da liberdade que visitam o fórum com mais freqüência eu faço a seguinte pergunta:

Do ponto de vista de defender a instituição "propriedade privada", é válido assinar esse manifesto ambientalista que tenta a construção se, com isso, defendermos a propriedade privada dos índios e ribeirinhos (pessoas que detém propriedades na área que será roubada pelo estado)?

É nesse ponto que fico pensando se o pragmatismo é uma política válida já que vivemos em um estado e temos que atuar com as demais correntes.

PS: Leandro, melhor até do que o texto foram as respostas que tu deste aos parquedistas. Rolei de rir com alguns comentários e mais ainda com as tuas respostas. Eles parecem não ter cérebro.

Responder
Leandro 21/11/2011 05:25:14

Eis aí a grande questão, Arion. Se esta causa for ganha, e se a percepção geral for a de que ela foi ganha justamente por causa do envolvimento dos artistas, então eles ficarão ainda mais arrogantes e impossíveis, e poderão, futuramente, passar a se intrometer diretamente em grandes e importantes reformas, como a reforma da previdência, a reforma tributária e a reforma política, bem como aumentar seu poder de lobby para mais gastos com cultura, gastos sociais, e gastos com qualquer outra coisa que julgarem importante. Bastará publicar um vídeo no YouTube e o brasileiro médio sairá clicando "curtir" no Facebook, assinando petição e se achando o máximo por estar dando a sua contribuição para o "desenvolvimento" do país.

Responder
Tom Queiroz 20/11/2011 23:32:16

Legal a contribuição, mas o autor é tão xiita quanto aqueles a quem critica... nenhum radicalismo é necessário para melhorar o uso do recurso e garantir melhor qualidade de vida no LONGO PRAZO. É preciso seriedade, atitude contributiva visando eficiência e inovação positiva. Ela limita sua capacidade contributiva por imaginar o paradigma atual pra projetar o futuro sem grande alteração. Pense em tudo o que diziam ser inviável há 40 anos e que hoje usamos todos, facilitando a vida. O etanol, a tinta sem chumbo, a telha sem amianto, o alimento orgânico, a qualidade de vida para portadores de doenças crônicas...

Responder
Cristiano Mendes 21/11/2011 09:45:53

Leandro,\r
\r
Existe formas de energia limpa e barata sim! E falta vontade política e econômica sim!\r
\r
Os que estão no poder preferem destruir num instante kilômetros de florestas e vida animal, expulsar indígenas que estão lá há muito mais tempo que nós, por puro lucro. \r
\r
Veja este tipo de energia que está sendo aprimorado no Japão www.youtube.com/watch?v=DHdqUzW28dg&feature=youtu.be\r
\r
\r
E tenho ceretza que com um pouco de vontade é possível desenvolvermos muitos outros. \r
\r
Mas vocês preferem dar o assunto como encerrado dizendo que a única solução é esta e usar argumentos dizendo que os que defendem a natureza são contra o desenvolvimento. VOcês são tão radicais e cegos como os ambientalistas que também chegam ao extremo. Vocês não enxergam meio termo e qualquer pessoa que defenda a natureza vocês a classificam como um ambientalista radical. São tão raivosos e preconceituosos como como eles. \r
\r
Eu não estou de nenhum dos lados desses grupos radicais, nem o seu e nem dos ambientalistas, mas apenas sou a favor e uma solução mais humana e mais respeitosa ao planeta que vivemos. E já está provado que não precisa muito para se encontrar esta solução. Apenas é preciso deixar a ganância extrema de lado.

Responder
Leandro 21/11/2011 09:53:24

Sem problemas, Cristiano, então vamos conversar mais propositivamente.

Vamos lá: há 5 principais tipos de fonte de energia: hidrelétrica, carvão, nuclear, eólica e solar.

Hidrelétrica, carvão e nuclear são reconhecidamente eficientes e entregam o que propõem. Mas os ambientalistas não gostam delas e propõem sua total substituição por vento e sol.

Ok, vamos aceitar a proposta dos ambientalistas. Agora explique-me:

1) Como utilizar vento e sol -- energias caras e aplicadas apenas em pequena escala -- para fornecer energia para todo o Brasil?

2) O que fazer quando não estiver ventando e quando estiver de noite? Até onde se sabe, não há notícia de um método econômico e em larga escala capaz de armazenar a eletricidade gerada por estes dois métodos para uso posterior.

3) As usinas hidrelétricas possuem algo chamado reservatórios, que é onde fica a acumulada a água a ser utilizada quando não está chovendo. E os moinhos de vento? Onde acumular energia para ser utilizada quando não estiver ventando? Eles por acaso possuem "reservatórios de vento"? O que fazer também quanto às hélices dos moinhos, que geram uma verdadeira carnificina entre as aves? Os ambientalistas vão deixar isso passar? E a questão da alta poluição sonora gerada pelas hélices?

4) Para a energia solar, a questão do armazenamento pode ser parcialmente remediada, só que a um alto custo ambiental (outra contradição): os painéis solares precisam utilizar baterias com ácido sulfúrico e chumbo para armazenar a energia a ser utilizada à noite e nos dias em que não faz sol. Já pensou nisso? Chumbo? E dado que essas baterias não duram infinitamente, onde você sugere descartá-las?

Quando você juntar estes fatos e parar pra pensar, finalmente vai entender que, caso os ambientalistas sejam bem sucedidos e imponham à economia seu projeto ambiental, o resultado inevitável -- inevitável -- será uma redução de energia disponível per capita. Isso não é opinião minha, meu caro, isto é ciência. Assim como também é a ciência -- e, neste caso, a ciência econômica -- que explica que, quanto menor a energia disponível por pessoa, menor será a sua produtividade, e consequentemente menor o seu padrão de vida e mais intensa a sua pobreza.

Portanto, meu caro Cristiano, quando digo que ambientalistas defendem a institucionalização da miséria para todos, não estou dizendo que eles fazem isso de propósito. Alguns fazem, outros não. Mas todos eles, sem exceção, defendem ideias que, caso sejam implementadas, inevitavelmente agravariam o nosso subdesenvolvimento.

Você pode tentar me mostrar onde o meu raciocínio está errado. Estou aberto ao debate -- ao contrário de alguns ambientalistas que invadiram este espaço e, cheios de amor, desejaram que eu morresse (ironicamente, comprovando na prática o que eu disse sobre eles na teoria).

Eu não tenho ideologia, eu tenho lógica. Se alguém me mostrar que eu estou errado e onde eu errei (até agora, tudo o que recebi foram insultos injuriados, efusões de indignação e afetações de bom-mocismo contra meu suposto vilanismo), aceitarei perfeitamente.

Grande abraço!

Responder
Cristiano Mendes 21/11/2011 11:29:31

Olá Lendro,\r
\r
Acho o grande impasse é que alguns vão totalmente para o lado da lógica e outros para o lado do "amor" ( como você mesmo classificou de ambientalistas cheios de amor)\r
\r
A minha proposta é que se invista mais em pesquisas para desenvolvimento de novas energias e aperfeiçoamento das já existentes e que hoje são caras. Quando inventaram o carro ou a televisão só os ricos podiam usufruir dela. A teconologia se aprimorou e a escala de produção aumentou e se tornou viável para todos.\r
\r
Eu não vejo governos ou grandes empresas realemnte empenhados nesse sentido. Para eles é mais lucrativo explorar os recursos naturais.\r
\r
Eu não vo entrar na questão técnica porque não tenho conhecimento , mas apenas sei que se os esforços forem tão grandes como o que se utilizou para produzir a bomba atômica, ou qualquer arma de destruição em massa, nós conseguiremos essa energia.\r
\r
E ao contrário de alguns ambientalistas , não desejo a sua morte , pelo contrário, espero que você fique bem vivo e possa contrinuir com a resolução desse problema enrgético e ambiental\r
\r
abs\r
Cristiano

Responder
Leandro 21/11/2011 11:56:54

Ora, Cristiano, o que você está defendendo então nada mais é do que a solução capitalista de livre mercado. Empreendedores em busca do lucro e guiados pelo sistema de preços irão encontrar maneiras de produzir mais a custos menores, investindo os lucros obtidos dessa maneira de modo a ampliar seus negócios.

Foi assim que, como você perfeitamente disse, coisas como automóveis e televisões se popularizaram. Foram capitalistas em busca de lucros e guiados pelo sistema de preços, e não pessoas movidas puramente pela benevolência.

Com os recursos naturais será a mesma coisa. Se o mercado for livre, sem regulamentações e sem intervenções estatais, empreendedores -- guiados pelo sistema de preços e em busca do lucro -- irão descobrir processos que sejam de baixo custo e que tragam altos retornos. Esta é a única maneira de haver "energia" limpa e abundante. Sem se guiar pelo sistema de preços e sem a busca pelo lucro, é impossível haver criações eficientes. Daí a importância de não haver governo regulando o setor.

Agora, se mesmo com um mercado totalmente livre, não houver investimentos em "energia limpa", então é simplesmente porque tal mercado não é atraente, porque ele não é eficiente, porque não há recursos suficientes para permitir baixos custos de operação.

Se, como você disse, você não vê "grandes empresas realmente empenhados nesse sentido" -- pois, para elas, "é mais lucrativo explorar os recursos naturais" --, então é realmente porque o mercado de "energia limpa" (pelo menos na forma que você o quer) não traz lucro algum, ao menos em sua atual regulamentação. Logo, qualquer investimento nele é insustentável.

E não é com "amor" que você vai contornar esta realidade. Infelizmente.

Grande abraço!


P.S.: mantenho minhas 4 perguntas acima, que foram solenemente ignoradas.

Responder
anônimo 21/11/2011 10:46:03

Sim. falha minha na forma de dizer. Eu quiria enfatizar que essa fonte de energia requer armazenamento poisg nao produz a noite

Responder
M E N A U 21/11/2011 11:13:24

Já existem há tempos as grandes centrais hidrelétricas e não vi aqui, nesses embates, nada na direção para que sejam desativadas, pois são (ou foram) elas referência mundial em geração de energia a baixo custo, ainda que de dispendiosa implantação e de impacto ambiental severo.\r
Acontece que, obviamente, ou ao menos em tese, as tecnologias tendem a avançar com o passar do tempo, e o que foi válido no passado pode se mostrar ineficiente hoje.\r
Nesse sentido, hoje está em franco desenvolvimento a viabilização das PCH, pequenas centrais hidrelétricas e a geração de energia elétrica à Biomassa (bagaço da cana de açucar, p.ex.).\r
Isto mostra que se deve buscar as melhores alternativas e não necessariamente as mais óbvias, comuns ou tradicionais.\r
Há casos que se justifique a matriz nuclear, noutros a hidrogeração. Em menor escala, a energia eólica e solar.\r
Soma-se a isso as PCH e a matriz à biomassa.\r
Outras soluções surgirão, inclusive aquelas que resultem em eficiêcia energética, portanto menor consumo, seja por vias tecnológicas ou por vias de conscientização.\r
O que se tem então, são sistemas complementares, os quais deveriam se pautar por aspectos técnicos, incluído aí o desenvolvimento sustentável. \r
Eficiência nas 2 pontas:\r
- geração por matrizes diversificadas;\r
- consumo racional e responsável.\r
Enquanto existirem alternativas, deve-se buscá-las, e não ignorá-las, por comodismo, despreparo técnico ou mesmo a má-fé dos interesses ilegítimos.\r
Deve-se buscar algo concreto, eficiente, que na prática possa ser materializado, ou seja, com valor otimizado para ser ofertado num ambiente de livre mercado, dos acordos voluntários, genuína e minimamente regulado, NMHO.

Responder
Wagner 21/11/2011 12:09:28

Esses comentários parece uma conversa entre bi-polares, tantos os artistas quanto o Leandro e outros comentaristas, deviam buscar o equilibrio entre homem e floresta, sem energia é difícl viver, sem florestas também. EQUILIBRIO GENTE, BUSQUEM O EQUILIBRIO !!!!!

Responder
anônimo 24/11/2011 03:03:27

Claro! Entre o certo e o errado, a resposta é o equilíbrio; entre a ética e a completa psicopatia, o equilíbrio; entre a justiça e a injustiça, o equilíbrio; entre respirar ar puro e ter a boca presa a um cano de descargas, o equilíbrio; viver ou morrer, o equilíbrio... Radicalismo anarco-capitalista na perseguição da moralidade, deus me livre!

Responder
Cristiano Mendes 21/11/2011 12:22:05

Leandro,\r
\r
Eu vi que você é um defensor ferrneho do livre mercado, certo? Eu também o defendo.\r
Acho que através do lucro e a competitividde as empresas encontrarão as melhores solução, e sem intervenção do Estado.\r
\r
Mas Belo monte não está sendo feita paga com dinheiro público, embora seja executado por empresas privada que receberão para isso? Então já há uma contradição aí. Belo Monte não é resultado do livre metcado. As empresas apenas participaram de licitações abertas pelo governo para um projeto do governo.\r
\r
Então vocÊ defende Belo Momnte que é uma obra do governo com total intervenção dele, pu você defende que seja suspensa a obra de Belo Monte e deixemos que o Mercado encontre soluções?\r
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Na mimnha opinião, o livre mercado é saudável até certo ponto, mas quando se coloca o lucro acima de tudo, até da preservação do bem mais precioso que temos, qu eé o Planeta, o Estado tem o dever de intervir. Há coisas que não se pode deixar nas mãos da iniciativa privada. Se deixassem , a Amazônia já não existiria mais.\r
\r
\r
E sobre as suas perguntas, eu disse que não vou entrar em detalhes técnicos pois não sou técnico no assunto. Eu apenas defendo que o governo dê incentivos para empresas acharem soluções e tenho certeza de que elas são capazes disso\r
\r
\r

Responder
Robespierre 21/11/2011 13:22:35

Esses verdes são absolutamente hilários! Por mais que alguns deles tentem posar de moderados, a ideologia sempre acaba traindo. Segundo o Cristiano, "o bem mais precioso" que possuo é uma minhoca enterrada lá no Pantanal, ou uma ratazana lã do Vietnã. De maneira alguma possuo a mesma escala de valores de tais pessoas. Dou mais valor a um mendigo pedindo pão do que a um macaco-prego (e você, Cristiano?).

No mais, fiquei curioso com essa afirmação de que a Amazônia seria depredada se fosse propriedade privada. Será que o Cristiano arregaça o carro dele de propósito (só por ser propriedade dele)? Será que ele destruiria seu jardim se ele tivesse um? Isso é afirmação de quem não tem a menor ideia de como funciona a questão dos incentivos em um mercado privado.

Como já explicou outro artigo deste site, quando uma empresa é dona de sua própria terra, ela possui vários incentivos para cuidar muito bem daquela terra. Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo. Assim, ela vai ceifar apenas um número limitado de árvores, pois não apenas terá de replantar todas as que ceifou, como também terá de deixar um número suficiente para a colheita do próximo ano.

Já quando a madeireira possui um arrendamento de curto prazo, seu incentivo é ceifar o máximo de árvores o mais rápido possível antes que o período de locação expire.

O capitalismo leva à civilização, ao planejamento de longo prazo, à empatia e à contínua e crescente criação de valores.

No mais, o Cristiano fez uma pergunta que foi abertamente e explicitamente respondida no último parágrafo do artigo. Prova de que tá cheio de gente aqui comentando sem ler.

Responder
Cristiano Mendes 21/11/2011 15:50:09

Você realmente acredita que se privatizar a amazônia os seus donos vão cuidar bem e não detsruir tudo para retirar o máximo de lucro? Aqui no Brasil se destrói para lucrar e depois se abandona. Depois é só encontrar outro lugar para destruir e obter lucro. Sabemos que é assim que funciona, empresas fazendo loby e lucrando juntamente com políticos corruptos. \r
\r
E sobre amimhoca ou a ratazana do Vietnã, não vou responder um absurdo desses, de quem leva as coisas ao extremo e distorce totalmente as palvras de quem é contra alguma coisa.\r
\r
E com muito orgulho tenho valores diferentes dos seus, eu respeito qualquer forma de vida e acredito que possa existir uma harmonia , sem enxergar a natureza como inimiga e simplesmente destruindosem respeito nenhum algo existe bilhões de anos antes de vocÊ nem pensar em nascer

Responder
Leandro 21/11/2011 23:27:59

Cristiano, não entendi de novo a sua lógica. Quer dizer então que, no Brasil, as pessoas pagam caro para obter uma propriedade apenas para, logo em seguida, saírem destruindo tudo? Ou o Brasil aboliu a escassez ou então o brasileiro é o povo mais rico da galáxia para se dar ao luxo de agir assim...

Qual a lógica de alguém obter um pedaço de terra (e pagar caro por ele) apenas para, segundo você, destruir tudo e obter com isso "o máximo de lucro"? Como isso funciona? Como se cria valor com a destruição? Como funciona esse negócio de pagar caro por algo, destruir esse algo logo em seguida e, com isso, obter lucros máximos? Não sabia que isso era possível.

Aliás, nem precisamos ficar na teoria. Podemos ir para a prática. É só ver as fazendas de agronegócio espalhadas pelo Brasil. Vastos pedaços de terra bem cuidados e trabalhados, pois seus proprietários sabem que, se quiserem obter lucros futuros, terão de cuidar bem de sua terra hoje. Sua destruição não lhe trará nenhuma possibilidade de ganhos futuros.

Como perfeitamente explicou o leitor Hay ali em cima, "Você realmente acha que fazendeiros são seres do mal, que se sentam em sacos de dinheiro e querem só acabar com o planeta? Ora, quem está plantando soja tem obviamente grande interesse em manter usa terra produtiva. Sim, há aqueles que não têm visão de longo prazo, mas quem realmente se dá bem nessa área é quem sabe que queimadas, por exemplo, são péssimas a médio prazo, pois matam as espécies fixadoras de nitrogênio e/ou que mantém uma boa aeração do solo."

Responder
Bruno 23/11/2011 13:46:41

Conheço gente que também acha que "no Brasil, as pessoas pagam caro para obter uma propriedade apenas para, logo em seguida, saírem destruindo tudo". Vai entender...

Responder
EUDES 22/11/2011 18:19:54

Já pensou nas implicações de sua crença, Cristiano ? Se fôssemos respeitar toda forma de vida, então teríamos de ser contra a medicina, pois esta preconiza a morte de muitos seres vivos, tais como : bactérias, fungos, vírus, ratos, cachorros, gatos, etc. . Tudo isso para que vidas humanas sejam preservadas.Também teríamos de ser todos vegetarianos, a pesca também deveria ser condenada, etc., etc., etc. . Paro por aqui, pois não quero parecer estar sendo cômico, pois este assunto é muito sério.

O equilíbrio ecológico é conseguido por meio da morte. Cobras comem ratos, gaviões comem serpentes e assim por diante. O mundo selvagem é bem pouco romântico e a harmonia que você fala talvez seja possível somente em um paraíso celestial !

Também acho que você está muito enganado acerca do movimento ambiental da atualidade. Este fala dos direitos das pedras e das árvores, por mais absurdo que isso possa parecer. Como disse corretamente Luc Ferry :

"Os princípios dessa ecologia mais radical passam pela revisão do conceito de humanismo moderno : o 'contrato social' dos pensadores políticos deve ser substituído por um novo 'contrato natural', no qual o universo todo se torna uma figura de direito. Não se trata mais de considerar o homem como centro do mundo, e sim o cosmos, que, se necessário, deve ser protegido do próprio homem. O ecossistema - ou biosfera - passa a adquirir valor próprio, superior ao da espécie humana." (1)

É este ambientalismo extremista que está sendo preconizado pela ONU, Banco mundial e muitos outros organismos de alcance global. É este ambientalismo mesmo que está fazendo a cabeça da molecada por meio da "educação ambiental" já nos primeiros anos de escola, como também, fazendo com que haja uma legislação "ambiental" mais que ridícula no Brasil.




Referência:

(1) Luc Ferry, escritor e, não sei se ainda, professor de filosofia francês em Ecodúvidas - Reflexões Para O Futuro, Veja 25 Anos p.175 , Editora Abril.


Responder
Cristiano Mendes 21/11/2011 15:52:42

Porque vocês não formam um movimento a favor da Hidrelétrica de Belo Monte?\r
\r
O movimento contra já tem 1 milhão de assinaturas. \r
\r
Vamos ver quantos assinam a favor.

Responder
Luis Almeida 21/11/2011 15:57:03

E por que formaríamos um movimento a favor de Belo Monte se somos contra Belo MOnte?

De onde saiu esse gênio??

Responder
Cristiano Mendes 21/11/2011 17:19:25

Obrigado pelo elogio.\r
\r
E pelo que estou vendo a maioria aqui é a favor de Belo Monte

Responder
anônimo 22/11/2011 07:57:48

Cristiano, não seja estúpido, você já leu o artigo? Jura que não conseguiu captar a idéia do autor e o seu posicionamento quanto à construção da usina? Aliás, onde você está vendo uma "maioria" a favor aqui? E ainda sendo verdade que ALGUÉM defende, mostre porque a sua opinião fala pelo Instituto e não a do articulista. Feito isso, terá comprovada a sua honestidade no debate.

Responder
Isaias Barbosa 21/11/2011 14:07:10

Não foi pelo lucro que trocaram óleo de baleia por querosene ?

Responder
Hay 21/11/2011 14:08:31

i]Mas Belo monte não está sendo feita paga com dinheiro público, embora seja executado por empresas privada que receberão para isso? Então já há uma contradição aí. Belo Monte não é resultado do livre metcado. As empresas apenas participaram de licitações abertas pelo governo para um projeto do governo.

Então vocÊ defende Belo Momnte que é uma obra do governo com total intervenção dele, pu você defende que seja suspensa a obra de Belo Monte e deixemos que o Mercado encontre soluções? [/i]

A impressão que tenho é a de que você esteja só tentando inventar alguma coisa para responder, porque, se você leu o artigo até o fim, fica mais do que óbvio que não há contradição nenhuma.

Na mimnha opinião, o livre mercado é saudável até certo ponto, mas quando se coloca o lucro acima de tudo, até da preservação do bem mais precioso que temos, qu eé o Planeta, o Estado tem o dever de intervir. Há coisas que não se pode deixar nas mãos da iniciativa privada. Se deixassem , a Amazônia já não existiria mais.

A fiscalização na Amazônia é praticamente inexistente. Há aquelas apreensões feitas para inglês ver, mas, na prática, elas são insignificantes. Mesmo assim, a Amazônia continua existindo. Não é difícil imaginar que os maiores desmatamentos sejam realizados por quem tem boas ligações com o governo. Afinal, terras da União são do estado, são "bem comum". Políticos não precisarão arcar com as consequências de um desmatamento exagerado. Já um proprietário de uma terra, ao contrário do que você imagina, não tem interesse em destruir a terra e tudo à sua volta. Lembre-se de que um empresário do agronegócio, por exemplo, quer manter sua terra produtiva por muito tempo - se bem que as políticas de preço mínimo e garantias por parte do governo conseguem acabar com esse incentivo à boa manutenção das terras.

E sobre as suas perguntas, eu disse que não vou entrar em detalhes técnicos pois não sou técnico no assunto. Eu apenas defendo que o governo dê incentivos para empresas acharem soluções e tenho certeza de que elas são capazes disso

Ou seja, você quer que o governo tome recursos de impostos para financiar alguns grupos de empresas. Realmente, isso é inédito. Nunca foi feito na história da humanidade. Como ninguém pensou nisso antes? Basta financiar uns grupos de empresas! Como os políticos são conhecidos pro serem seres abnegados que sempre se recusam a fazer conluios com grandes conglomerados e outros tipos de lobbies, isso certamente funciona muito bem! Basta colocar no poder gente que não vai se unir a grandes empresários. Quando você encontrar essas pessoas, me avise, por favor.

Isso me lembra a empolgação irracional dos Obamistas em relação ao seu investimento em "energia verde". Realmente, a energia das verdinhas foi muito boa para alguns empresários. É fácil ser empresário quando você não tem a obrigação de vender algo que as pessoas queiram comprar, sob o risco de falir e perder uma parte considerável dos seus bens. Difícil é ter a obrigação de fazer seu investimento render alguma coisa de verdade.

Responder
Fernando Chiocca 21/11/2011 12:49:43





Sticking with the Canadian theme, here is a hilarious clip from a Canadian television show called the Rick Mercer Report poking fun at how people want to reduce almost every major form of energy production, but still want energy. Those in Germany, who shutdown all their nuclear power plants days after the Fukushima disaster due to the newly recognized risk of tsunamis to nuclear power production in mostly landlocked Germany, should pay close attention to this video. After Russia turns off their gas this may be a look at their future. (Thanks to Jim Letourneau and his excellent "Big Picture Speculator" blog for bringing this to our attention.)

Responder
Arion 21/11/2011 23:59:54

Fernando, o vídeo é hilário...

Olhei vários outros e também tem um peso político muito bom. Os fascistas morreriam de vergonha...

Responder
EUDES 23/11/2011 19:39:21

Numa alusão às pretensões da ONU, o título do vídeo poderia ser : OUR COMMON AND CERTAIN FUTURE

Responder
Ejota 21/11/2011 13:28:38

Perfeito o artigo, objetivo e direto. (Ressalto que a preservação também é importante, mas em alguns casos exige-se alterações e reestruturamento)
Afinal, quando os artistas aparecem para defender algo em nossa sociedade sem estarem amparados financeiramente (ou questão de repercussão na mídia)?
Sendo que grande parte da sociedade é facilmente seduzida por pessoas famosas (o que é de interesse a possíveis patrocinadores da campanha) que manipulam o modo de pensar dos mesmos. Em termos econômicos a usina é muito importante, gera sustentabilidade econômica e motiva o turismo, fonte de renda limpa (o que os ambientalistas defendem), maior movimento econômico e não diferentemente da usina de Itaipu trará novas formas de rentabilidade, o que acarreta em maiores investimentos e melhor estrutura da região, momento exato para se investir na manutenção da biodiversidade e conservação de áreas próximas procurando-se o equilíbrio. Pergunto, por que protesto contra a usina e não contra o desmatamento que realmente destrói sem posterior plano de recuperação e em escala muito maior conforme citado, sendo que beneficia uma minoria? Será que alguma empresa fico de fora do bolo e esta patrocinando a campanha... Por que não a um debate ambientalista sobre as madeireiras, fazendeiros, estes que realmente implicam em um impacto ambiental muito grande com o desmatamento desenfreado.

Responder
Daniel marchi 21/11/2011 14:17:21

E para aqueles que duvidam da íntima relação entre movimento ambientalista e marxismo/socialismo, aqui vão algumas informações.

Recentemente a Universidade de Brasília (UnB) promoveu um curso de curta duração chamado "Marxismo e a questão ambiental hoje". Os alunos apreciaram aulas de "Teoria econômica, marxismo e meio ambiente" e "Ecossocialismo".

naaunb.wordpress.com/2011/09/09/curso-na-unb-marxismo-e-a-questao-ambiental-hoje/

Existe ainda a Rede Brasileira de Ecossocialistas.

www.terrazul.m2014.net/spip.php?article435

"Os Ecossocialistas combatem tanto exploração clássica do homem pelo homem como também a exploração da natureza pelo homem. Assim, pregam que a luta ecológica é parte integrante da luta de classes."

É sempre a mesma história. Toda forma de coletivismo se baseia numa grande mentira. Os ambientalistas estão apenas preparando o terreno ideológico, da mesma forma que os socialistas fizeram no século XIX. Vão sedimentar a idéia que a Terra está em perigo exatamente como os socialistas associaram o trabalho assalariado à "exploração".

sds.

Daniel

Responder
anônimo 22/11/2011 08:01:24

"Os Ecossocialistas combatem tanto exploração clássica do homem pelo homem como também a exploração da natureza pelo homem. Assim, pregam que a luta ecológica é parte integrante da luta de classes."


Classe dos humanos exploradores e classe das companheiras árvores exploradas. lol
É muita droga na cabeça.

Responder
anônimo 21/11/2011 15:06:01

O que mais me irrita no ambientalista eco-chato, é ser contra, fazer alarde e protesto, e não apresentar nenhum projeto alternativo VIÁVEL!
É muito fácil pra eles criticar o que está sendo feito, ou tentando ser feito!

Ah e é claro!
Ninguém abre mão do seu notebook da última geração!

Chega ser feio isso!

Responder
1berto 21/11/2011 18:47:19

Quanto a crítica do vídeo nada a acrescentar.
E apesar de concordar com: "se trata de uma obra corporativista - na qual o dinheiro público é dividido entre os amigos do rei - e anti-mercado" eu prefiro a construção da usina. uma mudança no sistema de produção mesmo em um cenário muito otimista (não é o caso) demoraria muito para acontecer. É quase como a eleição no Brasil 'voto' no gasto MENOS PIOR.
O governo quase certamente pegaria o dinheiro de Belo Monte e gastaria em outras opções piores da mesma maneira corporativista e com os amigos do rei.

Responder
Allan Impédoclis 22/11/2011 17:13:13

Também penso assim, \r
já que não é possível fazer muito em relação aos gastos públicos, então que gastem com obras de infraestrutura como essa...

Responder
Leninmarquisson da Silva 23/11/2011 18:07:17

É escolhendo o "menos pior" que chegamos onde chegamos.

Numa eleição eles poem um esquerdista moderado e outro menos moderado. 4 anos deppois um menos moderado e um radical, depois um radical e um extremista...até que tenhamos que escolher entre Stálin ou Mao Tsé.

Essa sempre foi uma abordagem da esquerda; anestesiando-nos aos poucos para não nos assustarmos com o tamanho do nabo.

Responder
Vinícius 22/11/2011 12:59:03

Não me ligo muito nesses apelos ambientais no vídeo, mas pelo que costumo ler sobre fontes de geração de energia, realmente a energia solar não pode gerar energia a nivel nacional e nem a eólica(mesmo com a diminuição dos custos nos últimos anos), mas a energia TERMOSOLAR(uma que se faz com espelhos ao invés daquela que estamos acostumados a ver feita com placas solares), com cerca de 1000 metrosª no sertão nordestino consegue ter a eficiência até maior do que Belo Monte e sendo energia limpa de verdade, em vários países do mundo onde possui regiões "de deserto" ja se está utilizando esse tipo de energia e se analisar o custo dela no mundo, a previsão é que em 2012 o custo ja esteja comparável a de uma usina nuclear, e a tendência é que isso diminua exponencialmente nos próximos anos. Já existe inclusive um sistema que a faz continuar gerando energia por cerca de 10 horas sem iluminação, o que faz com que ela possa gerar energia mesmo durante a noite. Então pra mim o que fica bem claro é que existem soluções viáveis muito melhores do que a construção de Belo Monte, e não é porque não concordo com os apelos ambientais que preciso ser a favor da construção da mesma, mas com o potencial energético que o Brasil tem para esse tipo de energia, quase não se vê investimento, estavam para construir uma termoelétrica no Ceará para meados de 2011, e até hoje parece que essa usina não foi inaugurada.

Responder
Ingrid 22/11/2011 15:44:53

Olá Vinicius, poderia me encaminhar mais informações sobre a energia termossolar?

Responder
Vinicius 22/11/2011 17:19:16

Oi Ingrid, São várias superfícies espelhadas colocadas em forma de parabólica, e uma torre central exatamente no foco dessa "parabólica gigante", la dentro existe um recipiente com água(e nas novas ja estão misturando uma substância parecida com sal), essa água atinge uma temperatura absrudamente alta, transforma em vapor e movimenta um sistema pra gerar energia, sendo que essa aguá condensa novamente lá dentro, e volta pro estado líquido. Não sei explicar exatamente essa parte do processo pq não entendo muito.

A maioria das informações sobre essa energia você vai encontrar em sites gringos, no brasil encontra-se pouca coisa, vou te enviar alguns que achei procurando aqui agora.
O mais curioso é que tem como fazer um sistema individual pequeno com uma antena parabólica(tipo aqueles fogoes parabólicos que usam no interior). Mas eu não sei qual a eficiência dessa pequena antena parabólica.




mundoconectado.net/noticias/google-investe-na-maior-estacao-de-energia-solar-do-mundo/

www.wired.co.uk/news/archive/2010-06/22/europe-sahara-solar-power

inhabitat.com/solar-energy-from-sahara-will-be-imported-to-europe-within-5-years/

Responder
EUDES 22/11/2011 16:44:18

No Brasil, não existe energia mais viável que a hidrelétrica. Além de ser a mais barata, o país possui tecnologia para a construção das usinas, além dos rios, é claro. Desprezar este potencial é pura idiotice.

A hidrelétrica de Belo Monte já era para estar construída há muito tempo. Não está pronta porque, como disse Charles de Gaulle : "o Brasil não é um país sério."

Responder
anônimo 22/11/2011 14:49:13

por isso que qualquer um pode ser jornalista, sem faculdade, sem diploma e sem conselho de casse

Responder
Kleberson Costa Amaral 22/11/2011 21:45:43

Olá Leandro, volto aqui apenas para te mostrar esse vídeo:
www.youtube.com/watch?v=JhYd48tQav4

Nele sim você acha dados, números, que inclusive podem fazer você mudar sua opinião.

Responder
Leandro 22/11/2011 22:12:14

Não entendi seu ponto, Kleberson. Minha oposição a Belo Monte, como explicitado no artigo, se dá em bases éticas e morais. Jamais questionei a eficiência da usina em gerar em energia (quem faz isso são os ambientalistas). De minha parte, quanto mais hidrelétricas, melhor. Apenas defendo um mercado voluntário para a criação de energia, pautado pela livre concorrência e por uma utilização de recursos que siga preços de mercado (a melhor e mais eficiente maneira de se evitar desperdícios), e não um mercado coercivo.

Grande abraço!

Responder
Leandro 22/11/2011 22:28:50

Aliás, esse vídeo é muito bom. O cara utiliza números para comprovar exatamente aquilo que expliquei apenas na teoria: energia eólica e energia solar são totalmente inviáveis no momento, pertencendo unicamente ao âmbito onírico dos ambientalistas.

Responder
Kleberson Costa Amaral 24/11/2011 15:59:06

Muito bom mesmo o vídeo !

Mas Leandro, eu que não entendendo então seu ponto.
Aliás, entendo, mas acho incoerente.

Partindo do princípio que precisamos de construir a usina, como o faremos a não ser que desloquemos as pessoas e ignoremos a propriedade privada?

Quanto a ser totalmente privado qualquer tipo de investimento, eu discordo.
Mas pergunto: enquanto não for totalmente privado, devemos então não fazer nada?
Se não for privado é melhor então nem construir a usina?
E lembrando que embora não seja totalmente privado, é privado. BNDS vai financiar 80% da obra, ou seja, emprestar, bem diferente do que os globais falam.

E só para contra-argumentar o total apoio à iniciativa privada, cito-lhe um banco: O Banco do Brasil.
Tem um atendimento lixo se comparado a outros, serve para que os apadrinhados tenham bons cargos e mais várias outras ineficiências...
Mas pergunto: Que outro banco, a não ser um público, teria interesse de abrir agências no interior?
É tão claro isso, mas tão claro, que como prova basta ver que o único banco que faz isso é o BB.
Tenho uma fazenda em Santa Maria de Itabira e hoje estão abrindo uma agência do Bradesco lá também, mas apenas por que a cidade se desenvolveu. Vejo, com humildes olhos, que um dos motivos dela ter se desenvolvido foi a presença do BB há anos lá. E óbvio que não é do interesse privado abrir uma agência numa pequena cidade pobre do interior do Brasil. Na Europa, EUA esse problema não é tão grande, já que até em pequenas cidades há muito dinheiro, além de uma maior proximidade (já que sistemas de comunicação, transporte e todo o resto é muito bom!).
Santa Maria de Itabira também cresceu por causa de ótimos investidores que a cidade possui - conhece o grupo Bretas, até pouco o maior supermercado de capital nacional? vendido para um grupo chileno? Tem também a Tia Eliana, 2ª maior rede de lanchonete de Minas. São de lá. Mas a presença de um banco foi fundamental.

Investimentos privados funcionam muito bem em locais pequenos, ou se grandes, com muita população (a exemplo dos EUA). Serve muito bem onde há dinheiro circulando e onde as diferenças econômicas não são exorbitantes. No nosso caso é necessário sim que o governo interfira, mesmo sendo menos eficiente.
O que deve ser intolerado é a corrupção, o roubo...

Grande Abraço.

Responder
Alan Denadary 02/12/2011 05:30:58

"O que deve ser intolerado é a corrupção, o roubo.."\r
\r
Obrigar um inocente a dar dinheiro a um grupo sob a mira de uma arma é o que?\r
\r
Defender o estado e ser contra o roubo é uma antinomia.

Responder
Hay 02/12/2011 06:08:59

Partindo do princípio que precisamos de construir a usina, como o faremos a não ser que desloquemos as pessoas e ignoremos a propriedade privada?

Por acaso você ficaria feliz se tivesse uma fazenda e de repente o governo decidisse que, a fim de ajudar a sociedade, ela inundará sua propriedade e levará uns 10 anos para indenizá-lo? É claro que não.

[o]Quanto a ser totalmente privado qualquer tipo de investimento, eu discordo.
Mas pergunto: enquanto não for totalmente privado, devemos então não fazer nada?[/i]

Como assim não fazer nada? Parece até que a iniciativa privada não faz nada e o estado faz tudo. A demanda por energia é gigantesca. É óbvio que alguém vai querer atender essa demanda. O problema é que o governo decide quem pode ou não pode fornecer energia.

E lembrando que embora não seja totalmente privado, é privado. BNDS vai financiar 80% da obra, ou seja, emprestar, bem diferente do que os globais falam.[/i

O BNDES recebe dinheiro do governo e o empresta dinheiro a juros subsidiados. Caso não seja possível pagar, ainda faz uns acordos camaradas, beneficiando os caloteiros. Há até mesmo um certo blogueiro nojento que, depois de um acordo altamente lesivo ao BNDES, virou um puxa-saco sem vergonha do governo. Se você acha que isso é investimento privado, está na hora de rever esse conceito...

[i]E só para contra-argumentar o total apoio à iniciativa privada, cito-lhe um banco: O Banco do Brasil.
Tem um atendimento lixo se comparado a outros, serve para que os apadrinhados tenham bons cargos e mais várias outras ineficiências...
Mas pergunto: Que outro banco, a não ser um público, teria interesse de abrir agências no interior?


E sobre os bancos, você parece ter se esquecido de que estamos falando sobre um setor altamente regulado pelo governo. Há agências do BB no interior do Brasil porque o BB, mesmo sendo altamente ineficiente, tem o apoio do governo, e é usado para iniciativas de concessão de crédito pelo governo. Não há como competir com um banco que pode subsidiar juros. Aliás, nem é mesmo lá muito interessante para os bancos abrir agências no interior, já que eles estão bem protegidos pelo estado, logo, por que eles se arriscariam? Em um ambiente de livre mercado de verdade, havendo demanda por bancos no interior, os bancos dariam um jeito de atender às demandas. Certamente encontrariam maneiras bem mais rápidas e eficientes de atender seus clientes.

Investimentos privados funcionam muito bem em locais pequenos, ou se grandes, com muita população (a exemplo dos EUA). Serve muito bem onde há dinheiro circulando e onde as diferenças econômicas não são exorbitantes. No nosso caso é necessário sim que o governo interfira, mesmo sendo menos eficiente.

O estado não gera riqueza. Logo, não faz sentido afirmar que, sem o estado, os investimentos privados não funcionam em locais pequenos. Afinal, se não houver investimentos privados, não há de onde o estado tirar recursos.

Um dos maiores problemas do Brasil é justamente essa hostilidade (frequentemente implícita) ao empreendedor, como se a iniciativa privada fosse composta por seres ignóbeis ou retardados mentais, e fosse necessário que o estado, iluminado por seus representantes digníssimos e honestíssimos, guerreiros da virtude, viesse nos salvar das garras dos capitalistas.

Responder
Arion 23/11/2011 02:18:56

O maior problema de termos um estado tomando as decisões de última instância.

Uma entidade que reconhece seu erro mas não indeniza a vítima por 19 anos apenas para ganhar tempo!

E ainda perguntam porque queremos privatizar tudo...

g1.globo.com/pernambuco/noticia/2011/11/no-recife-ex-mecanico-morre-depois-de-saber-que-ganharia-indenizacao.html

Responder
anônimo 23/11/2011 07:21:44

Pessoal, em 5 anos o energia solar tem o mesmo preço que o energia carvao. O construção do Belo Monte vai lever muito mais tempo. Pensa em isso !! Brazil tem um fonte sufficiente, o SOL.

Mesmo um país como Alemanha pode gerar sufficiente energia para sustentar a demande, em 5 anos ! Aqui tem muito mais sol, se o governo vai usar R$ 24 bilh. no desenvolvimento dos coletores solar, podemos chegar bem antes de 5 anos num fonte barato e sustentavel.

Responder
Kleberson Costa Amaral 24/11/2011 15:39:02

É óbvio que você é leigo e não tem a mínima noção do que está falando.
Cada casa na Alemanha que tem placas foto-voltaicas tem também uma coisinha chamada inversor de frequência. A geração de energia elétrica é DC e para transmissão é necessário corrente alternada. Cada uma dessas coisinhas custa cerca de R$ 50.000,00 (as de pequeno porte).
NÃO é economicamente viável geração de energia em larga escala via placas foto-voltaicas.
Concordo que devemos sim fazer um esforço, mas não é nesse tipo de geração e sim incentivar redução de consumo, menos perdas no sistema, aquecimento solar e outras opções mais....

Responder
Rodrigo 23/11/2011 11:09:06

Prezado Leandro

Vou repassar este seu artigo para meus conhecidos e amigos, OK?

Responder
Bruno 23/11/2011 23:17:38

Comecei a ver o vídeo, mas esse tom apocalíptico forçado me fez embrulhar o estômago. Tá na cara que eles não têm a menor ideia do que estão falando!

Responder
Jean 24/11/2011 01:35:47

Olá,


Primeiramente quero parabenizar o Leandro pelo artigo. Fico realmente feliz ao ler uma argumentação séria e consistente.

Mas gostaria de fazer alguns acréscimos:

Achei curiosíssimo todo esse "rebuliço" a respeito de Belo Monte, quando temos uma outra usina já ativa com muitas questões problemáticas: a de Tucuruí, do Projeto Carajás.
Existe toda uma questão controversa sobre a utilização da capacidade energética de Tucuruí(a 2ª maior geradora de energia do país) para a extração da bauxita("precursora" do alumínio), pois se o Brasil é um grande reciclador de alumínio então porque ainda se utiliza tanto do potencial energético da usina (algo em torno de 50%) para utilização nas extrações? Acertou quem disse para exportação.
E essa é o meu questionamento: utilizamos um potencial energético pesado para abastecer países com o nosso alumínio (indiretamente), quando esses mesmos países poderiam assim como o Brasil, reciclar o mesmo para uma utilização muito mais eficiente; além de que um melhor aproveitamento da capacidade de Tucuruí tornaria altamente questionável a construção de uma nova usina como a de Belo Monte (pelo menos da forma como está apresentada).

Meu questionamento sobre Belo Monte é simples: é realmente necessário uma usina de tal porte e tal orçamento, numa região onde temos uma outra usina tão grande quanto e usada de forma tão pouco eficiente? Ainda tenho minhas dúvidas...

Saudações.

Responder
EUDES 24/11/2011 13:03:57

Você não terá mais dúvidas quando for afetado por apagões e racionamento de energia elétrica. Quando estavam construindo ITAIPU, também havia críticas e dúvidas, Mas ai de nós se as usinas de ITAIPU e TUCURUÌ não existissem!

Responder
Luis Henrique 24/11/2011 13:20:42

O artigo está muito bom. Só achei que a questão das externalidades foi negligência pelo desejo de reduzir tudo ao "argumento ambientalista".

Qualquer cidadão que possua uma propriedade no rio e dependa dos peixes para subsistência ou comércio é afetado diretamente. Até onde sei, em alguns casos, certos recursos são implementados nas usinas para que não haja impedimento da desova e reprodução - período em que os peixes precisam subir pelo curso do rio -, minimizam mas não removem os impactos. Outros peixes menores costumam desaparecer, o que também afeta a cadeia alimentar.

O argumento libertário seria que estes custos deveriam ser computados e ressarcidos, ou algum meio eficiente de amenizar ou remover completamente estes prejuízos deveria ser implementado. Acho que seria válido levar isso em consideração.

Abraços.

Responder
24/11/2011 13:42:30

Tenho um amigo formado em biologia. Ele trabalha em um setor de uma empresa chamado "Meio Ambiente".
Embora nunca mostrei minha posição em relação ao Ambientalismo(sou totalmente contra os ambientalistas), já ouvi comentários dele do tipo "Não sou contra o progresso, mas assim da maneira que as pessoas fazem, não dá!"
Mas hoje ouvi o comentário campeão, passamos ao lado de uns trolebus parados tivemos o seguinte dialogo("A" para "Ambientalista" e "Z" para Zé):

Z: Esses trolebus não queimam combustivel, mas quando para a energia eles ficam ai parados.
A: Não queimam combustivel? A área desmatada para construir as hidreletricas que alimentam esses trolebus desmatam uma área gigantesca e isso tudo joga muito CO2 na atmosfera.
Z: Pelo menos não jogam fumaça na rua, deixam o ar aqui melhor.
A: Ah, sua preocupação é com a saúde!
Z: Sim, claro, com a saúde das pessoas!
A: As pessoas que se f****, importante é o planeta, as pessoas podem morrer, a gente tá aqui só pra f**** com o planeta.
Z: (Pensamento: caramba, outro dia mesmo ele disse que não é contra o desenvolvimento, agora diz que as pessoas podem morrer?)

Isso sem contar uma outra conversa:

Z: A rodovia Rio-Santos deveria ser duplicada
A: Aquela região é area de proteção
Z: É só uma faixa de mata...
A: ..de 150km
Z: (Pensamento: Pessoas morrerem na pista unica tudo bem?!)

Responder
Joao Paulo 24/11/2011 17:29:25

Leandro, seu texto é ótimo!!!\r
\r
Sem contar que vc é quase santo, só de ter a paciência de tentar explicar economia pra esses imbecis coletivos (como diria Olavo).\r

Responder
Alexandre Zapruder 26/11/2011 08:21:12

o sr Klauber Cristofen, do blog Libertatum, colocou um video encontrado no youtube

Alguns numeros sobre Belo Monte

libertatum.blogspot.com/2011/11/alguns-numeros-sobre-belo-monte.html

Responder
Leandro 26/11/2011 15:44:08

Prezado Alexandre, este é o mesmo vídeo já postado logo acima pelo leitor Kleberson. E como eu disse a ele, esse vídeo é muito bom. O cara utiliza números para comprovar exatamente aquilo que expliquei apenas na teoria: energia eólica e energia solar são totalmente inviáveis no momento, pertencendo unicamente ao âmbito onírico dos ambientalistas.

Responder
Maurício Goncalves 26/11/2011 11:11:58

O Rafinha Bastos tb deu sua contribuição...

Hehehehehe

Responder
vanderlei 26/11/2011 15:24:20

O Brasil ou seu povo, nunca teve uma consciência a favor da natureza, todas as cidades estão se expandindo e as áreas verdes sendo eliminadas, porém, não existem políticas de controle. Não existe mais fauna e flora onde a cidade foi construída.\r
\r
Todos os rios brasileiros estão poluídos como esgotos ou lugar de despejo.\r
Política de picar o pau, para saber 1/3 da região norte do país está grilada, você não conseguirá viver ao lado do grileiro ou posseiro.\r
\r
Foi o caminho escolhido, pense mais, não pode haver uma curva de possibilidades, ou o governo apoia a demanda por grilagem de terras ou apoia a demanda por defesa da natureza, ocorre o binômio escasses de recursos e necessidades ilimitadas

Responder
Isaias Barbosa 26/11/2011 17:45:00




HAHAHAHAHAHAHA!

Responder
Jerry 26/11/2011 20:44:54

HUAHUAHUAHUAHUA, MUITO BOM! JÁ TINHA PASSADO DA HORA DO RAFINHA FALAR MAL DESSAS CELEBRIDADES CHATAS. O texto está perfeito. Esse site deveria ser mais lido. Por que não existe um jornal ou revista que siga as tendências liberais?

Responder
Andre Poffo 27/11/2011 07:45:10

Rafinha é totalmente politicamente incorreto, haha, incrível.

Responder
Paulo Sergio 27/11/2011 03:13:09

Esse é o cara que acha engraçado fazer piadas sobre estuprar um bebê.E esse vídeo dele é muito burro, a tal da usina ta certa porque os políticos aprovaram? pff

Responder
Aline Almeida 27/11/2011 09:33:58

Este artigo traz alguns erros de lógica. Um deles é associar crescimento da economia e aumento da riqueza material com bem-estar e, consequentemente, com seus pilares como saúde e felicidade. Julgar que aumentar cada vez mais o consumo, visando acelerar a economia num processo cada vez mais crescente e sem fim, achando que insumos/matéria-prima de um planeta finito são infinitos, o sujeito ou é tolo ou é economista.

Responder
Leandro 27/11/2011 13:38:56

Prezada Aline, em primeiro lugar, o referido artigo em momento algum associa crescimento a felicidade. Aliás, o conceito de felicidade sequer é utilizado ao longo do artigo, tampouco é aludido. Sua primeira distorção já começa aí.

Ademais, em momento algum o artigo afirma que o consumismo deve ser incentivado com o intuito de se “acelerar a economia”. Primeiro, simplesmente porque não é o consumo que gera crescimento econômico, e sim a produção. Consumo destrói capital; ele não cria capital. Não se gera riqueza consumindo, mas sim produzindo. O fato de você confundir produção com consumo -- e, ainda pior, dizer que defendemos tal conceito -- mostra que você ainda é neófita na ciência econômica.

Depois, basta você olhar qualquer outro artigo deste site para comprovar que essa ideia de que consumo gera crescimento econômico é por nós rechaçada quase que diariamente. Seria no mínimo uma ironia ignóbil caso passássemos, do nada, a defender consumismo como meio de se aumentar o crescimento econômico.

Ou seja, você, não tendo gostado do artigo, reinventou outro completamente diferente apenas para poder falar mal dele, jurando que estava criticando o original.

Por fim, fica aqui o meu humilde pedido: demonstre-nos como é possível aumentar a riqueza material de uma população -- e todo o seu consequente aumento no bem-estar, como melhores serviços de saúde, por exemplo -- sem que haja maior produção de bens e serviços na economia. Caso nos demonstre a possibilidade deste nirvana, fechamos este site.

Caso não consiga fazer isso, fica comprovado que a senhorita agiu desta forma porque “ou é uma tola ou é uma economista”.

Grande abraço!

Responder
Paulo Sergio 27/11/2011 14:02:36

Economistas são de marte, aliens de urano

Responder
Rodrigo 28/11/2011 21:17:39

Olá Leandro.\r
\r
Primeiramente parabéns pelo texto. Foi escrito com um encadeamento de idéias muito interessantes.\r
\r
Só gostaria de registrar minha opinião amadurecida. E quando falo opinião amadurecida, quero dizer que respeito a opinião de todos que aqui se manifestaram.\r
\r
Leandro, na qualidade de você desejar ser formador de opiniões, certos ataques feitos ao seu texto não devem ser tratados com tanta ofensividade de sua parte.\r
Mesmo algumas pessoas quando te acusam por alguma contrariedade que redigistes, seria ineressante somente contrapor de forma madura e não ofensiva.\r
\r
Eu não concordo com você, mas aceito sua opinião e seu texto melhorou muito o meu ponto de vista.\r
\r
Fica aqui a minha contribuição. Gosto da natureza e entendi seu ponto de vista e também entendi o esforço dos artistas e demais pessoas que investiram tempo na leitura e comentários deste artigo.\r
\r
Reforço que cada um tem o direito de se manifestar e também de cuidar da natureza como acredita que precisa fazer. Ou para dar melhor futuros aos filhos, ou simplesmente pelo fato de achar que é o certo. Ou simplesmente aproveitar o que ela fornece.\r
\r
Aos leitores e a vc Leandro, desejo saude para finalizar a sua missão nesta vida e sabedoria para interpretar as informações que nos é dada diariamente enquanto vivemos.\r
\r
Abraços.\r
Att. Rodrigo\r
\r

Responder
Leandro 28/11/2011 22:04:34

Não ataquei ninguém gratuitamente, prezado Rodrigo. Quem veio debater seriamente (pouquíssimos), obteve respostas sérias de minha parte. E quem veio me chamando de imbecil ou desejando a minha morte, ainda assim obteve respostas bem educadas de minha parte (tudo dentro de um contexto, é claro; pode conferir).

Ademais, caso você possa me apontar onde fui gratuitamente deselegante com algum leitor educado e genuinamente interessado em conversar, ficarei grato.

No mais, agradeço bastante seus elogios.

Grande abraço!

Responder
Régis 30/11/2011 06:16:05

Então achei o artigo interessante. sim! viver sem energia e impossível, mais o ponto que eu quero chegar é o seguinte mesmo se tratando de uma área ínfima da Amazônia lá ocorre um grande numero de endemismo como trabalhar em cima disso?
Oque vale mais espécies que só ocorrem naquela determinada região terem sua população em decadência? Ou apenas a construção de mais uma Uhe nas 'coxas' sem ter feito realmente um estudo de impacto ambiental com medida mitigadoras visando atenuar os imensurável impacto que uma usina causa, lembrando que só vamos saber a real dimensão desses impactos em gerações futuras.
A medida certa não seria fazer um estudo decente do caso? investir alguns milhões em pesquisas lá? para ai sim poder ser construir algo sem atropelar nada.

Responder
EUDES 30/11/2011 13:34:58

Você acha que os estudos foram insuficientes? Quem é contra a construção de hidrelétricas na Amazônia é assim mesmo; para eles, os estudos nunca são suficientes.

No caso de Belo Monte, eles têm uma posição abaixo do ridículo : não querem que os estudos sejam feitos !

Responder
Bruno 30/11/2011 15:48:48

O artigo é muito bom,concordo com a grande maioria do que foi escrito, mas, sobre os 640km² de derrubada da floresta serem ínfimos em comparação aos 19.000km² anuais, o problema não está no tamanho da área e sua representação perante toda a floresta, mas na diversidade de espécies fauna e florísticas encontradas lá. É, ou pode ser, inviável levantar todas as espécies existentes no local, coletar material genético e tentar perpetuar estas espécies em outro local, levariam muitos anos para obter as respostas à esse problema. Claro que os 19.000 anuais também perdem esta diversidade, mas essas perdas vem de cortes e derrubadas ilegais, e não de um projeto oficial. Ficou claro que esta ideia também é bem ambientalista, mas neste caso não diminui a importância deste fato.
Mesmo assim o texto é bom, pelo menos algumas pessoas sabem que alguns artistas são hipócritas a ponto de conquistar de coração e alma a população a defender o que defendem.

Responder
Fernando Chiocca 01/12/2011 10:14:37

Que problema terrível que você levantou Bruno!

Acho que este vídeo possui uma solução para este problema:

Responder
Amanda 01/12/2011 06:10:45

Impressionante!! Você, seu texto, seus argumentos... são RIDÍCULOS!
INSENSÍVEL! Daqui alguns anos, quando a SUA casa for desapropriada em nome do PROGRESSO E DESENVOLVIMENTO, que vc tanto vangloriza, e vc for ''despejado'' em um lugar que vc não quer estar, a gente conversa, ok?
I N A C R E D I T Á V E L !!

Responder
Luis Almeida 01/12/2011 10:06:14

Impressionante mesmo. O autor fica maia hora falando no texto que é totalmente contra qualquer tipo de desapropriação e você me faz um comentário desses!?
I N A C R E D I T Á V E L !!

Responder
Leandro 01/12/2011 10:18:35

Exatamente como havia dito ao leitor Rodrigo logo acima. Como seria a maneira correta e equilibrada de lidar com tamanho analfabetismo funcional? Além de me atacar sem absolutamente nenhum argumento, esta senhorita ainda conseguiu a façanha de entender -- mesmo após minhas seguidas reiterações -- que eu defendo o despejo de pessoas e a destruição de suas propriedades.

Quando afirmamos aqui, em outras ocasiões, que a miséria intelectual no Brasil não é uma coisa finita, podem ter certeza de que não vai aí absolutamente nenhum exagero.


P.S.: ah, sim: observem a explícita postura antiprogresso da indigitada. E ainda houve gente reclamando que eu havia exagerado quando disse que o movimento ambientalista é formado por pessoas que defendem um rebaixamento coercivo do nosso padrao de vida e que são profundamente anti-mercado, anti-bem-estar e anti-desenvolvimento.

Responder
01/12/2011 10:28:37

Você leu o texto Amanda?
Acredito que não, ou perceberia que ele é contra desapropriações.

Responder
mcmoraes 01/12/2011 10:33:17

O uso indevido do caps lock já diz tudo :)

Responder
Kleberson Costa Amaral 01/12/2011 20:28:11

Volto a dizer que anti-bem-estar é por sua conta... Se bem-estar é pegar 3 horas de trânsito todo dia para ir trabalhar 8 horas em um emprego que você não gosta e gastar seu suor com coisas que você não precisa, ok.

Concordo com muito do que diz Leandro, mas se de um lado temos ambientalistas ignorantes, vejo em você um capitalista cego.
Não tem um setor que você olhe e fale que não está disperdiçando esforço humano e recursos naturais.

Responder
Leandro 01/12/2011 21:41:08

Prezado Kleberson, sobre as três horas para se deslocar até o trabalho, agradeça ao estado, que detém o monopólio das vias públicas e do transporte público, não permitindo concorrência. Lembre-se que, sempre que você oferta um bem escasso (ruas) a preço zero, a demanda será infinita. Logo, o inevitável resultado será a escassez (ruas congestionadas e lentidão na locomoção).

Transporte alternativo, como metrô, é monopólio do estado, o que significa que, por exemplo, eu não posso construir uma linha para fazer concorrência ao estado e, com isso, aumentar a oferta de opções de locomoção, desafogando o congestionamento e facilitando a locomoção de trabalhadores.

Sobre trabalhar em um emprego que você não gosta, até onde sei você é perfeitamente livre para sair dele. Apenas certifique-se de arrumar alguém disposto a lhe sustentar (só não vale obrigar terceiros a lhe sustentar, assim como também é completamente errado você ser forçado a sustentar terceiros). Caso não encontre ninguém, você também pode se transformar em seu próprio patrão -- isto é, tornar-se um empreendedor. Nada impede que você, por exemplo, adquira um carrinho de pipoca e vá vender seu produto na esquina da sua casa. Você só não vai fazer isso justamente porque está preocupado com seu padrão de vida e com seu bem-estar -- por ironia, exatamente a preocupação que você critica que os outros tenham.

No mais, veja outra ironia: você me acusa de estar sempre dizendo que está havendo desperdício de recursos naturais, ao passo que os ambientalistas que vieram aqui me xingar me acusam exatamente do contrário: de ser indiferente ao desperdício de recursos naturais.

Mundo bizarro.

Abraços!

Responder
Kleberson Costa Amaral 02/12/2011 09:45:53

Hahaha, Leandro, de verdade...
Moro em Belo Horizonte, cidade de 2,3 milhões de habitantes e onde a principal fonte de emprego é a prestação de serviço, como em quase todo mundo moderno.
O problema não é o MEU emprego, mas sim o da grande maioria da população. São pessoas que trabalham na Riachuelo ou no McDonald's e que têm certeza que não agregam nada ao mundo. E essa é a realidade vivida pela grande maioria das pessoas, aqui, nos EUA ou na Europa.
As pessoas até se enganam e dizem que seu emprego é importante e que se não fossem eles o mundo acabaria, com seu pequeno salário compra um Laptop bacana no final do ano e se sente realizado: apenas uma outra vida qualquer.


E quanto ao trânsito, faça por favor a conta de viabilidade econômica de se construir um metrô aqui pra gente. Tenho certeza que nosso prefeito permitirá sua construção e que você o opere, ainda mais garantindo preço bom e qualidade...

Vai me dizer de verdade que fazer escavações subterrâneas para a passagem de trens só não é MUITO mais barata por falta de concorrência? Você realmente acha que é tão simples e bonito assim? Que nem os EUA não perceberam isso? Pois se fosse tão simples, tenha certeza, que pelo menos por lá a construção de vias públicas e sistemas alternativos seria totalmente privada.

Responder
Leandro 02/12/2011 10:12:47

Prezado Kleberson, também sou de Belo Horizonte. Nasci aqui, sempre morei aqui e conheço bem o trânsito. Não entendi muito bem o seu ponto a respeito da população, por isso vou me abster de comentar.

Sobre o metrô, o que existe (se é que aquilo pode ser chamado de metrô) é monopólio federal. Não admite concorrência. E isso não é opinião minha; é realmente assim que funciona. Curiosamente, embora seja um monopólio federal, desde 1996 (campanha de Célio de Castro), todos os prefeitos juram de pé junto que farão um metrô que liga a Savassi à Pampulha. Ou seja, desde 1996 políticos mentem desavergonhadamente e nada acontece! E você ainda bota fé nessa gente...

Sobre a construção privada de metrôs, por que não? Com que base você afirma que não seria viável economicamente? Não tem como você saber de antemão. Da mesma forma que não dá para prever se abrir uma lanchonete na esquina de uma rua será um empreendimento rentável. Esse processo de descoberta deve ser deixado para o mercado. Mas fica a pergunta: será que se o setor fosse completamente desonerado (desonerado mesmo, sem imposto algum), e aberto pra qualquer empresa do mundo, não haveria absolutamente nenhum consórcio (nacional, estrangeiro ou misto) interessado em vir aqui lucrar? Se você acabar com as barreiras legais, eliminar a tributação -- exatamente por este já ser um setor custoso -- e ainda permitir a vinda de investimento estrangeiro (inclusive grandes conglomerados internacionais), é muito ousado dizer que não haveria esse tipo de serviço.

Mas o fato é que, ao contrário do que você disse, o governo (estadual ou prefeitura) não deixaria eu construir o meu metrô. E por um motivo muito simples: políticos estão ali para tirar sua fatia ($$$) em cima de toda e qualquer obra. E um investimento 100% privado (e, como eu disse acima, totalmente desonerado, para ser viável) não traria nenhum benefício a eles e nem ao estado. Não teria como eles arrecadarem. Daí a total falta de atratividade para esse projeto.

Por fim, não entendi o que você quis dizer com esse trecho: "Vai me dizer de verdade que fazer escavações subterrâneas para a passagem de trens só não é MUITO mais barata por falta de concorrência? Você realmente acha que é tão simples e bonito assim? Que nem os EUA não perceberam isso?"

Pelo que sei e já vi, várias cidades americanas são muito bem servidas metrô. E a maioria delas com uma população muito menor que a de BH. E lá também não é 100% privada pelos mesmos motivos daqui: política e políticos. Onde existe essa raça, existe corrupção, chantagem, atraso e ineficiência. (E infelizmente você parte da mesma e surrada premissa que atravanca o progresso do país: empresários são gananciosos e malvados por natureza; já os políticos são abnegados, altruístas e interessados unicamente no bem-estar do povo. Empresários existem apenas para nos explorar, ao passo que só os políticos podem nos salvar, nos dar conforto e melhorar nossas vidas).

Grande abraço!

Responder
Kleberson Costa Amaral 02/12/2011 12:54:27

Não Leandro, de jeito nenhum parto do princípio que empresários são maléficos (embora existam os que pertencem a esse conjunto). Aliás, estaria falando mal de mim mesmo.
Tampouco acredito em política, pois tudo pode ser comprado.

Vou tentar me expor melhor: é economicamente inviável para a iniciativa privada a construção de metros e trens urbanos pelo fato de serem obras extremamente caras. e só.
Sim, encargos contribuem muito. Mas quando você diz tirar todos os encargos está também tirando encargos sobre funcionários (um dos mais pesados para qualquer construção). Sem esses encargos os operários vão se mobilizar para ganhar mais e pagar uma previdência privada, já que não mais o Governo toma conta disso (o que de acordo com você seria mais eficiente, melhor, menos roubalheira e eu concordo).
Mas na hora de fazer as escavações (o que anteriormente disse) não tem jeito... é caro.
O projeto, a construção de cada estação, a construção das vias e dos trilhos, o preço da locomotiva. Tudo isso, mesmo se fosse desonerado, ainda é caríssimo. E o retorno é pequeno. Partindo do princípio que o atendimento seria melhor e mais barato (por isso você o defende), em quantos anos ele irá recuperar o investimento? Aliás, de onde virá o dinheiro para investimento? Você está propondo que invistam bilhões de reais do bolso deles? (Sim, bilhões, pois mesmo sem impostos o sistema teria que ser melhor, certo? ou seja, muito mais amplo.)

Sua comparação de um sistema de transporte de uma cidade com uma lanchonete de esquina foi bem infeliz também. Não dá pra ter certeza do sucesso, mas o prejuízo depois é qual? Você vende tudo, o trailer, fogão e panelas.
E quanto ao metro? Se o cara investe bilhões de reais e fale, ele faz o que depois? vende o trilho ? as pedrinhas ? Você defende ferrenhamente investimento privado mas acho que nunca o fez.

E nos EUA e Europa existem cidades muito bem servidas, sim, graças ao Estado (mais sério e comprometido que o nosso). Na Alemanha é totalmente privado, hoje. Fizeram, construíram e várias empresas operam no setor (um meio termo entre totalmente privatizado e o nosso sistema de concessão).


E ainda discordo de algumas coisas. Se fosse viável, os empresários e grandes grupos fariam pressão para acabar com esse monopólio (quantas vezes já não vimos isso na história?). Assim, abririam o mercado para eles. Mas você não vê nenhum tipo de movimentação quanto a isso, vê? Sabe por que? Porque eles sabem que é economicamente inviável.



Quanto ao comentário do emprego, estava me referindo ao bem-estar. Disse que não há um bem-estar pois as pessoas na verdade são infelizes. As pessoas vão para seus empreguinhos medíocres, compram qualquer coisa no final do ano para se enganarem e depois morrem. A grande maioria sabe que não está agregando nada de real valor na sociedade, ignora isso e tenta compensar via consumismo e qualquer outro tipo de vício.



Hay, no caso não é ingenuidade não. Com todo perdão, vocês estão muito aquém da realidade da engenharia. Ou você acha que empresas que montam essas máquinas gigantes de milhões de reais (fora imposto) já não têm concorrência grande?
Hoje pode não haver concorrência para se fazer um metro, mas são várias as empresas de grande porte que fazem as máquinas, da escavadeira ao vagão do trem.
E óbvio que o que disse do prefeito foi uma hipérbole para ilustrar meu ponto, mas não creio que você realmente acha que eu disse aquilo com convicção.



Ps: sim sim Leandro, realmente, sempre a mesma promessa. ML pelo menos não prometeu que a prefeitura ia construir, sim que ia conseguir fazer o governo federal construir.

Grande abraço de um vizinho.

Responder
Leandro 02/12/2011 13:32:54

Kleberson, você segue dizendo que é inviável, que não será feito, que é irreal etc. Bom, sendo assim, devo assumir que você é um empreendedor de enorme sucesso e com um faro comercial ímpar. Afinal, sem qualquer tipo de projeto ou de avaliação, já concluiu peremptoriamente que "não dá".

Mas eu entendi onde está sua confusão. Como você disse "Sua comparação de um sistema de transporte de uma cidade com uma lanchonete de esquina foi bem infeliz também. Não dá pra ter certeza do sucesso, mas o prejuízo depois é qual? Você vende tudo, o trailer, fogão e panelas. E quanto ao metro? Se o cara investe bilhões de reais e fale, ele faz o que depois? vende o trilho ? as pedrinhas ?"

Ou seja, você parte do princípio de que o projeto será feito por uma pessoa ou, no máximo, por uma empresa. Ora, eu deixei claro que tal projeto seria viável com grandes conglomerados internacionais, e não com uma empresa qualquer de médio porte. Grandes conglomerados conseguem financiamentos de várias formas: além do capital próprio, eles podem fazer lançamento de ações em bolsa, podem recorrer a venture capital, private equities, emitir debêntures etc., e tudo isso em um mercado global. Em última instância, empresas estrangeiras podem também receber subsídios de seus respectivos governos. Isso seria ótimo para nós. Os contribuintes gringos financiaram nosso metrô.

Sobre o tempo para recuperar o investimento, ora, essa dúvida é para empreendedores, não é para mim. O que sei é que cada empresa não será a dona de todo o metrô; ela será dona apenas daquela fatia que ela construiu. Quando você divide a propriedade de um investimento em fatias, tanto o gasto quanto o retorno necessário se tornam muito menores. (or exemplo, uma coisa é uma empresa sozinha construir uma estrada BH-SP. Outra, bem diferente, são 10 empresas construindo essa mesma estrada, cada uma se responsabilizando por um trecho, o que daria uma média de 58 km por empresa. Nesse caso, você ainda acha irreal a construção? Acha irreal esperar retorno? Quando você vê por esse prisma, entende que aqueles bilhões necessários podem ser muito mais facilmente coletados e distribuídos.

E só um detalhe adicional: eu não defendo esse modelo porque "o atendimento seria melhor e mais barato". A qualidade do atendimento eu não posso especificar, mas em momento algum disse que teria de ser barato. As empresas escolheriam os preços que lhes trouxessem o maior retorno. Não poderiam ser muito altos porque o volume de vendas seria baixo. E não poderia ser muito baixos porque, mesmo se o volume de vendas fosse alto, as receitas ainda assim poderiam não ser suficientes. Portanto, o preço teria de ser finamente ajustado pelas empresas. Ademais, lembre-se que o metrô sofre concorrência de ônibus, táxi e veículos comuns. Sua intenção é justamente desafogar o tráfego e os congestionamentos. Portanto, mesmo que apenas uma linha fosse construída, não se poderia dizer que haveria um monopólio nos transportes.

Por fim, você pergunta: "Se fosse viável, os empresários e grandes grupos fariam pressão para acabar com esse monopólio."

Não, eles não fariam, pois é sempre mais fácil e muito mais lucrativo convencer o governo a fazer umaparceria público-privada. Trata-se de um arranjo com ganhos certos. Muito mais confortável e cômodo. E tem mercado garantido, sem perigo de concorrência. Logo, por interesse próprio, o esperado é que empresários façam lobby para manter esse monopólio. Estranho realmente seria se pedissem o fim dele.

"Assim, abririam o mercado para eles. Mas você não vê nenhum tipo de movimentação quanto a isso, vê? Sabe por que? Porque eles sabem que é economicamente inviável."

Não, eu não vejo movimentação para isso, justamente pelo motivo acima explicado.

Abraços!

Responder
Hay 02/12/2011 10:55:03

E quanto ao trânsito, faça por favor a conta de viabilidade econômica de se construir um metrô aqui pra gente. Tenho certeza que nosso prefeito permitirá sua construção e que você o opere, ainda mais garantindo preço bom e qualidade...

Isso é de uma ingenuidade que me toca o coração! Acho que você não conheceu muita gente envolvida em política.

Responder
Viviane 02/12/2011 18:36:18

Sou engenheira química e, tecnicamente, posso afirmar que o conjunto de tecnologias renováveis atuais É CAPAZ de substituir 100% a produção convencional de energia tradicional derivada dos combustíveis fósseis e usinas hidroelétricas.

Estudos mostram que se todas áreas do planeta recomendadas para implementação de energia eólica fossem utilizadas, somente a força dos ventos seria capaz de gerar 5 vezes mais a quantidade de energia elétrica atualmente produzida no mundo. Além disso, com uma ampla faixa costeira nesse país, seria possível utilizar a força das marés e das ondas que são FORTÍSSIMOS GERADOS DE ENERGIA ELÉTRICA, tanto ou mais que a própria energia eólica.

De fato, algumas fontes renováveis são de uso intermitente, mas já existem sim maneiras conhecidas de estocar energia por períodos de tempo relevante, muuuuuuuuuuuito mais eficientes que baterias. Além disso, existem zonas de fluxo quase contínuo, como por exemplo, parques eólicos instalados em alto mar. Estudos mostram que todos os parques eólicos dos EUA juntos mantam em média menos de 10 pássaros por ano. A poluição das cidades, dos combustíveis fósseis, e a construção de usinas hidroelétricas com certeza matam muito mais.

É pouco coerente falar em produção "intermitente" de energia morando num país tropical como o Brasil, com abundância de sol. Mesmo em dias de pouco sol, ou com poucas nuvens é possível gerar energia usando painéis solares, e existem sistemas acoplados de estocagem para uso dessa energia durante a noite e dias de baixa geração.

Se cada cidade brasileira tivesse usina de gaseificação de lixo urbano, nenhuma residência nesse país precisaria mais usar a rede atual de energia produzida por Itaipu e ainda resolveria o problema do lixo urbano e a liberação de liberação de gases de efeito estufa dos aterros. País ambientalmente evoluído e economicamente inteligente como a DINAMARCA, tem um programa de implementação de várias dessas usinas em vários bairros dentro da cidade.

Temos tecnologia suficiente para nos darmos ao luxo de dizer chega às usinas de carvão, as usinas nucleares, à construção de novas usinas hidroelétricas.

A pergunta é: Quanto vamos ter vontade política e amplo apoio da sociedade para aceleramos a implementação de tecnologias de energias renováveis em nosso país??????
O Brasil não mais precisa de idéia retrógradas, tecnologias ultrapassadas de elevado custo ambiental e finaceiro.

Responder
Ricardo Gomes 03/12/2011 15:36:22

Olá, Viviane, o que você teria a dizer sobre os estudos de engenharia que dizem que, para que a energia eólica gere a mesma quantidade de energia de uma usina hidrelétrica, os moinhos teriam de ocupar uma área 10 vezes maior à área de uma hidrelétrica?

Se isso realmente for verdade, então lamento mas a energia eólica continua sendo inviável. E não só inviável, como também ecologicamente destruidora. Se Belo Monte vai "alagar" 640 km2, então os moinhos de vento, para gerar o mesmo potencial de Belo Monte, teriam de ocupar 6.400 km2. Isso seria uma devastação e tanto, não?

Quanto aos métodos de estocagem de energia eólica, que segundo você são "muuuuuuuuuuuito mais eficientes que baterias", quais seriam? São economicamente viáveis? Duvido muito. Se fosse, já teriam falado neles.

Quanto à estocagem da energia solar, sim, existem baterias. Com ácido sulfúrico e chumbo. Nada ecológicas.

Em resumo, você apenas requentou aquele discurso de sempre: é possível usar uma combinação de energia eólica e energia solar para substituir todas as hidrelétricas. Mas em momento algum entrou na viabilidade financeira desse projeto, tampouco apresentou formas economicamente viáveis de estocar energia quando não estiver ventando e nem fazendo sol.

Por fim: você realmente acha que, por exemplo, São Paulo pode retirar toda a sua energia apenas dos ventos de Bagé?

Responder
Bruno 03/12/2011 16:58:34

De onde você tirou esses estudos?
As usinas eólicas conseguem gerar algo em torno de 10 MW por Km2 (em torno de 10 torres). Faça as contas: esses 640km2 poderiam gerar 6400 MW de energia eólica.
A potência instalada em Belo Monte é de 11.000 MW
Ou seja, muito distante das "10 vezes" que você fala.

Sem falar que como são apenas 10 torres por km2, esse terreno pode continuar a ser usado para agricultura por exemplo. O impacto é mínimo.

Responder
Ricardo Gomes 03/12/2011 17:54:36

Recomendo este excelente vídeo (já citado aqui nos comentários). Veja a partir do minuto 4. O cara refuta os argumentos com tamanha precisão que não sobra nada da defesa das eólicas. E explica por que, na realidade, seria necessário um terreno 10 vezes maior que o de Belo Monte para gerar a mesma capacidade. Segundo o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, a média do Brasil, isto é, o potencial de geração eólico, é na realidade de 2 MW/km2

www.youtube.com/watch?v=JhYd48tQav4


P.S.: Essa sua estatística é demasiado otimista. O fator de capacidade de uma hidrelétrica é de 0,52 (na média nacional). O de uma eólica é de 0,35.

Responder
Bruno 03/12/2011 20:09:23

Ele chegou a praticamente os mesmos números que eu!
Para a mesma área de uma usina hidroelétrica teríamos a metade de energia eólica.

Só que ele, para vender seu peixe, teve a esdrúxula idéia de utilizar o potencial médio de TODO o território nacional que é de 2MW/km2. Só que isso não faz nenhum sentido. Os geradores eólicos não vão ficar distribuídos uniformemente em todo o território nacional. Só faz sentido ter geradores eólicos nos lugares com potencial eólico. Não faz sentido ter gerador eólico onde não tem vento, assim como não faz sentido ter usinas hidroelétricas em rios sem potencial hidroelétrico.


Os lugares com potencial eólico no Brasil são os em vermelho no mapa.
www.oeco.com.br/images/stories/jun2010/Brasil%20eolico.jpg

Responder
Ricardo Gomes 04/12/2011 11:01:51

Exatamente Bruno! E eis o problema com o seu raciocínio. Se só pode haver gerador eólico onde há vento, então por definição a quantidade geradores está fortemente limitada. Estando limitada, então dizer que país pode depender de energia eólica é suicídio econômico. Não há como produzir energia suficiente sabendo-se que a produção é severamente limitada. Juro que não entendo o raciocínio. Ao mesmo tempo em que se diz que o vento vai nos dar eletricidade abundante, diz-se que o vento é escasso e que por isso os moinhos só podem ser construídos em locais mutuo específicos, onde venta muito.

Eu é que não quero ficar dependente de uma"engenharia" dessas.

Responder
Bruno 04/12/2011 11:33:30

Eu que não entendo seu raciocínio, você deve estar tendo delírios.
Onde foi que eu disse que a energia eólica vai nos dar eletricidade abundante?
Nenhuma fonte de energia que se conhece atualmente é abundante!
Só contestei os "estudos" completamente furados que você mencionou acima.

Saiba que a energia hidroelétrica também tem sua produção limitada. Aliás, o potencial hidroelétrico no Brasil já está quase chegando ao seu limite, restam apenas alguns rios na Amanzônia e pequenos rios onde estão sendo contruídos PCHs. Uma hora o potencial hidroelétrico acaba e com isso tem-se que voltar os olhos para outras fontes que, ao contrário do que seus "estudos" indicam, não são inviáveis.
Só para você ter uma idéia, até 2014 a vão ser instalados 6.000 MW de energia eólica no Brasil, o que equivale a quase uma Belo Monte, por um preço contratado igual ou menor que o preço da usina de Belo Monte.

agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-08-22/geracao-de-energia-eolica-deve-crescer-sete-vezes-ate-2014-segundo-epe

Responder
Ricardo Gomes 04/12/2011 11:41:59

Por que ficou agressivo assim, meu chapa? Eu hein? Meu objetivo foi apenas mostrar que é algo completamente insano querer substituir a nossa matriz energética por vento e sol, como querem os ambientalistas. Porém, se a sua intenção é apenas dizer que a energia eólica deve ser utilizada como fonte COMPLEMENTAR, então tudo bem. Nada contra.

Então os dados apresentados no vídeo são falsos? Você tinha concordado com eles, chegando a dizer que o autor "chegou a praticamente os mesmos números que eu!". Estranho.

Responder
Bruno 04/12/2011 12:16:53

Agressivo? Só fiquei impressionado de como as pessoas não leem o que os outros escrevem! Nunca falei em substituir, quanto mais diversificada a matriz energética melhor, senão ficamos reféns de uma única fonte.
A análise do vídeo é verdadeira até certo ponto. Até o ponto que que ele usa dados reais. Mas depois ele faz um jogo com os números usando um valor médio irreal (expliquei antes, não vou repetir) e distorce completamente a realidade. Pode-se ver claramente que é uma análise totalmente parcial. As pessoas mais desavisadas acabam acreditando. Não esqueça que o lobby das construtoras no Brasil é gigantesco.

Bom... no link que mandei deu pra perceber que o mercado já deu o recado mostrando como a energia eólica viável em grande escala. Então não tenho mais o que discutir.

Responder
Andre Cavalcante 04/12/2011 19:57:06

"Exatamente Bruno! E eis o problema com o seu raciocínio. Se só pode haver gerador eólico onde há vento, então por definição a quantidade geradores está fortemente limitada"

Olha, que eu saiba, toda e qualquer forma de conversão de energia possui essa limitação que você falou, inclusive o petróleo (só há refinarias em locais razoavelmente próximas da produção), ou então ele precisa ser transportado para estar disponível em alguns lugares que o não produz . Da mesma forma, poderíamos transformar energia elétrica produzida na costa em hidrogênio e fazer a mesma coisa, levá-la para o interior.

Sobre a viabilidade ou não da energia solar, creio que o melhor estudo ainda seja o da própria ANEEL:

www.aneel.gov.br/aplicacoes/atlas/pdf/03-Energia_Solar%283%29.pdf

Pode-se ver que o valor do MW já está na casa R$200,00 (e reconhecidamente é uma tecnologia embrionária, ou seja, ainda há muito o que crescer:

www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=celula-solar-silicio-eficiencia-real&id=010115111121).

Note que uma máquina térmica tem rendimento energético por volta de 36%, o que indica claramente que painéis solares são (ou se tornarão) mais eficientes que a produção por meio de gás, por exemplo.

A eólica já está na casa de R$100,00,

economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201108172117_RTR_1313615354nN1E77G1SS)

e

www.valor.com.br/brasil/1101014/aneel-aprova-edital-de-leilao-de-novas-usinas-e-define-precos,

ou seja, já bateu o preço de Belo Monte, por exemplo, e mesmo à gás: R$130,00 em média.

Já postei antes e volto a repetir, mesmo com a crise atual, o petróleo já voltou a subir. A tendência é ficar na casa do US$100,00 o barril.

www.dani2989.com/matiere1/priceoil1011gb.html

Mas pode ser ainda pior:

oglobo.globo.com/economia/ira-petroleo-pode-superar-us-250-se-exportacoes-forem-suspensas-3379946.

Conclusão:

Faça as contas: qualquer coisa se torna "economicamente viável" com o petróleo acima de US$170,00 ou US$180,00 dólares o barril, principalmente porque o governo (ou seja, nós) vamos acabar arcando com o investimento na infra-estrutura: painéis solares, torres eólicas, usinas hidroelétricas, sistemas de distribuição, etc.

Só por comparação: neste preço do barril, o preço da gasolina e o diesel disparam (a gasolina, por exemplo, irá para pelo menos R$3,50/l).

Abraço

Responder
EUDES 05/12/2011 16:53:46

As propostas dos "ambientalistas" são extremamente viáveis! Nos E.U.A, apesar de décadas de enormes subsídios fiscais, as energias "verdes" ainda são insignificantes!
Vejam:

"Political calls for a reduction of U.S. hydrocarbon use by 90% (123), thereby eliminating 75% of America's energy supply, are obviously impractical. Nor can this 75% of U.S. energy be replaced by alternative 'green' sources. Despite enormous tax subsidies over the past 30 years, green sources still provide only 0.3% of U.S. energy."*

Calma gente ! Isso acontece nos E.U.A ! Eles são um país muito pobre e atrasado ! No Brasil, a coisa é bem diferente ! Somos uma nação de primeiríssimo mundo e nossa tecnologia está anos-luz à frente da tecnologia norte-americana ! Portanto, desprezemos o nosso potencial hidrelétrico ! Isso não trará nenhum impacto negativo !

Quanto aos artistas globais, apesar de não concordar com Nelson Rodrigues, este pensamento vem à minha mente :

"O artista tem que ser gênio para alguns e imbecil para outros. Se puder ser imbecil para todos, melhor ainda." -- Nelson Rodrigues. **

_____________________________________________________
Fontes :
* www.oism.org/pproject/s33p36.htm
** www.dicio.com.br/imbecil/


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fabio 06/12/2011 04:30:14

olá meu nome e Fábio. Eu gostaria de pedir ajuda a um visionário que se interesse pela minha idéia.minha idéia e a seguinte eu bolei um motor que pode resolver os problemas da humanidade.mas já pedi ajuda a universidades,políticos,emissoras de TV,e nomes renomados da engenharia.mas eles só acreditam neles próprios ou no que estão vendo pronto na sua frente.esse motor pode gerar energia como uma turbina de hidrelétrica e 100% limpa e também pode mover carros.agora vem o mais interessante ele não usa combustível,água,vento ou luz solar. por favor eu não estou te pedindo dinheiro eu só peço um minuto do seu tempo, me ajude a encontrar alguém que acredite na minha idéia. passe essa mensagem para outras pessoas contato:f.lacerda.nascimento@bol.com.br.

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Vitor Hoher Nunes 06/12/2011 09:48:03

John Galt?

Responder
Leonardo Couto 06/12/2011 12:31:26

Afirmar que a adoção de medidas ambientais não irá retardar o desenvolvimento econômico é uma mentira. Porém admitir o crescimento da economia sem consciência ecológica é optar por uma crescimento econômico que não se mantém ( exatamento como fazem os governos ao criar ciclos econômicos ).\r
Danos ambientais irreversíveis não são algo fantasioso. É imprudência combater algo somente quando você já sofre por causa dele.\r
Liberdade é fundamental, porém se ela não for refinada pelo bom senso, ela será apenas aparente. O mesmo vale para todas as coisas.\r
Esse exagero contra a construção de Belo Monte evidentemente não apresenta bom senso. Ele foi fruto do instito ambientalista, não do pensamento ambientalista.\r
Cabe aos sensatos controlar tanto esse quanto um outro instinto, o instinto libertário.

Responder
Leninmarquisson da Silva 14/12/2011 09:58:52

Meu instinto libertário clama pela saída do Estado desse (e de todos) mercado, e que deixe a iniciativa privada negociar com os índios (exceto os da tribo "Tangafrouxas" e "Quidauanus" lá de Brasília) a posse de sua propriedade, para a construção dessa usina, caso seja economicamente interessante e viável, sem o dinheiro tomado coercivamente dos "contribuintes" (súditos)...

Não vejo nada mais sensato e controlado do que esse "instinto libertário".

Precisamos de energia e outras coisas mais. Se ficarmos contornando o problema só pra adiar o inevitável caos, e ao mesmo tempo abrindo espaço para as artimanhas do Estado, nunca nos livraremos dessa praga.

Responder
Leonardo Couto 14/12/2011 10:36:53

Elimine o Estado e veja qual será o resultado. O vazio criado por essa insanidade leverá ao totalitarismo. Cite alguma anarquia que deu certo. O Estado limitado é necessário e vital.\r
O Estado não deve interferir na economia, sem dúvida.\r
Se as pessoas não conseguem frear a expansão do estado, elas são irresponsáveis, elas não estarão em melhor situação nesta loucura de anarquia.\r
Qualquer um pode continuar com esses devaneios libertários, felizmente ficarão pensando sozinhos, longe do mundo real.\r
Não é porque o Estado erra agora que ele é sempre ruim. É necessário muita imaginação para ser anarquista.

Responder
Fernando Chiocca 14/12/2011 11:05:34

Claro, claro...

Se as pessoas não mais admitirem serem roubadas pro uma instituição, se a sociedade funcionar nas bases voluntárias, onde o uso da força contra pessoas pacíficas seja intolerável (que absurdo!), isso levará ao totalitarismo!

Isso sim que é imaginação...

Responder
Leonardo Couto 14/12/2011 21:36:48

Você citou as propostas de uma sociedade laissez-faire ( com exceção da eliminação absoluta de impostos), que é altamente necessária e desejável, por ser a correta.\r
A minha crítica foi às propostas anarquistas, que desejam ir além, que desejam privatizar a força policial e os tribunais.\r
O estado deve ser mínimo, limitado. É vital o funcionamento da sociedade em bases voluntárias e inaceitável o uso de violênci contra pessoas pacíficas.\r
A liberdade funciona. Não existe liberdade sem lei. Lei elaborada após um intenso discurso entre a população, ou entre os legítimos representates dela. Todos, inclusive o estado, deverão estar debaixo da autoridade da lei.\r
Esta é a teoria de uma sociedade livre. Se alguém acha que tal situação não irá se manter e beira ao ridículo, penso o mesmo de uma anarquia, que é realmente impossível.\r
O equilíbrio, definido pelo bom senso natural a cada ser humano, é o ideal: A sociedade laissez-faire.

Responder
Marcelo 21/12/2011 14:09:25

Bom, não concordo com isto, para deixar claro, mas houve um pequeno erro no segundo item: a propriedade é do Estado, a posse é que é dos indígenas, como rege a Constituição. Logo o Estado pode 'intervir' na região e construir a usina. Baseando-se na ideologia intervencionista prol Estado, que é adotada pelos ambientalistas, essa observação só acarreta em mais uma contradição interna do novo comunismo verde.

Responder
anônimo 29/12/2011 21:30:24

Mais um crime contra o meio ambiente e a sociedade,mais uma vez os responsáveis sairão impunes e com dinheiro no bolso. Esse e o meu brasil, onde vivo com vergonha de olhar para o próximo e falar, que tudo isso e pelo maldito dinheiro, que deteriora o ser humano, destruir o que deus fez, tem um preço mais pode ter certeza saíra muito caro e quem pagara sem duvida seremos nos.

Responder
Cássio T. Fernandes Teperkan 06/01/2012 19:11:50

Parabéns, este é um artigo inteligente e correto. Belo Monte TEM que ser realizada. E logo. Há muito misticismo errôneo na visão imposta pelas diferentes correntes de interesses predatórios que compõe a nossa sociedade. O filme acima é um exemplo claro desta manipulação. Sou geólogo e trabalhei para os governos de quatro países diferentes, em grupos de assessoria a planejamento estratégico. Entre as falácias que estão na moda e que em algumas décadas diminuirão em muito a sua repercussão estão o Aquecimento Global e a Superpopulação. O Clima, analisado em centenas de milhares ou milhões de anos apresenta suas oscilações, absolutamente claras como soma de movimentos de placas tectônicas, alteração de correntes marinhas e mais uns quarenta macros fatores. Mesmo com transformações químicas de combustíveis, a massa crítica não se mostra afetada em proporção de maior influência que os macro fatores. Para se ter idéia de proporções, o planeta inteiro já foi uma grande bola de gelo com um quilometro de espessura por cerca de um milhão de anos... (aqueceu bastante, né???) A Índia já foi ilha e o Everest estava abaixo do nivel do mar. Este "aquecimento" é uma variação que além de previsível, já ocorreu e ocorrerá muitas vezes. A questão da Superpopulação é outra falácia. Há espaço sim e recursos comprovados para dobrar ou triplicar a população humana. Há metais e terra produtiva e tecnologia. Porém não há GOVERNO E INTELIGÊNCIA para administrar corretamente os recursos imensos do planeta. Os governos teimam em interferir e atrapalhar o desenvolvimento natural da humanidade. Veja os países que passam fome, estão repousando em tesouros - de terra aproveitável e metais - imensos, mas teimam em brigar com os vizinhos, com outras etnias e pegam em armas para matar e não se dedicam a construir e prosperar. De tudo o que se vê hoje, o grande salto é o Desenvolvimento Sustentável, este sim, uma força que moldará o futuro da humanidade, porque usa a INTELIGÊNCIA!!!!!!!! Quanto a domar a Natureza, você, filho da Natureza, pode usá-la para sua felicidade. Mas a Natureza é preponderante, mandatória. Jamais será dominada. O impacto ambiental de Belo Monte, se bem administrado é mínimo, irrisório, insignificante!!! O Governo Brasileiro tem que construir logo a maior versão possível de Belo Monte (o projeto maior) e ignorar esta polêmica ignorante, destrutiva e retrógrada.

Responder
Lucas Maynard 12/01/2012 14:57:07

Grande artigo Leandro Roque, mas para contribuir ainda mais para a argumentação, e evitar o conflito de visão de mundo sobre a natureza, recomendo a reportagem de capa da revista veja de dezembro de 2011 (alguma das edições mensais) que descredita os argumentos ecoterroristas e mostra como o empreendimento é um exemplo de redução de impactos ambientais. No momento, recordo os seguintes pontos abordados.

- Dos 654 Km²(aproximado) de territorio a ser alagado, em quase 500 km² sem encontramos rios e afluentes
- Das 12 tribos indigenas supostamente removidas, apenas 2 de fato serão
- Remoção de população ribeirinha??Eles moram em casas de madeira, com canos de pvc dando direto no rio para despejo das necessidades, além de tomarem banho e lavarem a roupa no mesmo local (não ´r um local muito digno de se viver...)
- A media de rendimento da potencia das hidreletricas e de 0,51 (51%) mesmo, acima do apenas um terço dito pelos atores
-

Responder
Lucas Maynard 12/01/2012 18:22:49

apenas para complementar, há momentos de seca na região??? pera ai, se falassem no sertão nordestino eu até entenderia, mas lá?na Amzaônia?perguntem para os manauaras e os moradores de belem se há longos periodos de seca, eles apenas irão rir, até faz calor, mas dizer que não chove é dose...

Responder
Roberto 04/02/2012 16:02:47

"Hidrelétrica seria energia limpa no deserto" - Letícia Sabatella

Está ai a solução, vamos fazer hidrelétrica por todo saara entronca do petróleo deles.

Responder
Camila Brito 28/06/2012 18:49:02

ótimo artigo!

Responder
Vinicius 29/10/2012 19:51:54

O mesmo site que já defendeu a privatização da Amazônia falando sobre esse assunto...

Responder
Rafael 08/12/2013 21:24:38

E daí, o que voce quer dizer com isso? Ficou chocado que alguem pensa com a a razão e não com fanatismo politico anti-economico? Aliás, o que voce sabe a respeito da Amazônia e sobre o controle estatal sobre aquele território? Pelo menos uma coisa você acertou, aqui nesse site defende-se abertamente a privatização do territorio amazonico sim, e tem muitos artigos fundamentados defendendo o livre mercado, estes dos quais obviamente voce nao deve ter lido nenhum.

Responder
Gabriel Giacomelli pinheiro da cruz 05/11/2012 16:18:18

Pais 8 pior educação do mundo ,por que não se preucupam com isso ao vez de fazer á 3 hidrelétrica do mundo !!!!!!

Responder
Diego Ramos 18/05/2014 18:13:52

Excelente artigo, o melhor que já li. Excelentes argumentos e dados.

Responder
silvia 22/07/2014 00:20:10

Porque o Brasil não investiu o mesmo valor da usina Belo Monte em energia eólica? Renderia o dobro de energia (fiz as contas baseando em 24 bilhões). Jamais mataria pássaros... parece piada! As hélices giram devagar, nem podem girar rápido, existe um mecanismo que controla a velocidade das hélices, elas não podem girar igual um catavento, isso as quebrariam. O Brasil tem 9.198 km de litoral, litoral tem vento constante, não depredaria a Amazônia e teríamos mais energia, e energia limpa. Será que o problema com os parques eólicos seria impossível superfaturar?
A Alemanha esta desativando toda energia nuclear, sendo as mesmas substituídas por energia eólica. Vamos tentar aprender como o primeiro mundo, ou tentar continuar na pré-história?

Responder
silvia 22/07/2014 00:31:23

Retificando. Os 24 bilhões que dizem ser gastos em Belo Monte, investindo em energia eólica renderia 3,5 mais energia.

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