Nenhum imposto é neutro; qualquer imposto sempre afetará os mais pobres

Em praticamente todos os países do mundo há um constante apelo para se tributar mais a renda dos mais ricos e utilizar essa receita adicional para fazer a "justiça social", promovendo uma ampla "distribuição de renda". 

O problema de se tributar os ricos, bem como todas as consequências econômicas negativas deste fato, já foram muito bem explicitadas neste artigo, de modo que o objetivo aqui será outro.  O objetivo será explicar por que qualquer tipo de imposto, mesmo aquele voltado exclusivamente para as rendas mais altas, sempre acabará inevitavelmente sendo repassado aos mais pobres, de um jeito ou de outro.

Em todo o debate ideológico acerca do capitalismo, há duas visões opostas que curiosamente partem do mesmo princípio: tanto os detratores do capitalismo quanto seus defensores dizem se tratar de um sistema puramente individualista, em que cada um age por conta própria, pensando exclusivamente no seu bem.  Seus detratores condenam essa exortação à independência; já os defensores glorificam-na.  Porém, nenhum dessas posições parece apreciar a verdadeira natureza do capitalismo, e o problema é que ambas essas concepções erradas estão hoje bastante difundidas.

Há de fato um aspecto em que as pessoas realmente tentam ser as mais independentes possíveis: elas querem evitar pagar impostos.  Todas as discussões a respeito de carga tributária e a respeito de quem — isto é, qual classe social — deve arcar com a maior parte do fardo tributário demonstram um total desconhecimento sobre como o mercado funciona.  A esquerda sempre defendeu que os ricos sejam mais tributados, para que eles deem sua "contribuição justa" à sociedade.  Já a direita costuma reagir dizendo que os mais ricos — tanto os indivíduos quanto as empresas — já respondem pela maior parte da receita tributária do governo, que a camada mais rica da população paga o mesmo volume de impostos que todo o restante da população combinada, e que boa parte da população não paga nada de imposto de renda.   A esquerda então reage dizendo que a desigualdade permanece constante ou, em alguns casos, segue aumentando.  Os ricos estão ficando mais ricos, e isso supostamente é ruim, pois precisamos de maior igualdade para atingir a justiça social.  E por aí vai.

Não irei aqui entrar na (i)moralidade de se defender a espoliação da propriedade alheia; o enfoque será puramente econômico.  O problema em todo esse debate popular sobre impostos é que ele não leva em conta que os esforços para se evitar o pagamento de impostos vão muito além dessa pendenga sobre quais seriam as alíquotas de impostos "justas" e sobre quem deve pagar mais.  Os esforços para se evitar o pagamento de impostos se estendem para todo o mercado.

Se, por exemplo, a alíquota do imposto de renda que incide sobre as rendas mais altas fosse elevada em 20%, os trabalhadores de renda mais alta reagiriam a isso negociando um aumento salarial.  (Dado que a esquerda quer muita gente pagando mais imposto, então creio ser correto dizer que ela defende maior imposto justamente sobre pessoas mais produtivas; caso contrário, seria na prática impossível elevar impostos permanentemente.  Logo, por se tratar de pessoas produtivas, não é incorreto dizer que elas têm poder de barganha junto a seus empregadores).  Se essas pessoas conseguirem um aumento salarial de, por exemplo, 10%, isso significa que praticamente metade do aumento de 20% da carga tributária foi repassada aos seus empregadores.

Essa maior alíquota do imposto de renda reduziu os salários líquidos; o consequente aumento nos salários elevou os salários brutos.  Neste ponto, a exata divisão do fardo tributário entre empregados e empregadores vai depender do relativo poder de barganha entre eles no mercado de trabalho.  O que interessa é que os empregados de maior renda irão repassar uma parte, se não a maior parte, de qualquer aumento em seu imposto de renda para seus empregadores.

Consequentemente, estes empregadores irão contratar menos empregados — ou tentarão contratar oferecendo salários bem menores, algo difícil —, e irão tentar repassar esse aumento havido nos custos trabalhistas para os consumidores, na forma de preços maiores.  Esse aumento, no entanto, vai depender do relativo poder de barganha entre o vendedor e seus clientes, bem como do nível de concorrência no mercado.  Os empresários irão repassar estes maiores custos aos consumidores até o ponto em que possam elevar preços sem sofrer uma relativamente grande perda no volume de vendas.  Desta forma, os consumidores que ainda continuarem comprando a estes preços maiores estarão pagando parte do aumento na carga tributária que supostamente deveria afetar apenas os "ricos".

Logo, vê-se que a direita está errada ao alegar que os mais pobres não pagam imposto de renda.  Além de absolutamente toda a população pagar os impostos indiretos que estão embutidos nos preços dos bens e serviços, a classe média e os pobres também acabam pagando parte daquele aumento do imposto de renda que visava a atacar apenas os ricos.  A esquerda, por sua vez, também está errada ao crer que todo o fardo de uma elevação de impostos pode ser confinada exclusivamente aos "ricos".  A classe média e os pobres sempre acabarão pagando por um aumento de impostos sobre os ricos através dos maiores preços dos bens e serviços.  Qualquer aumento no imposto de renda da camada mais rica da população — seja o 1% mais rico ou os 5% mais ricos — irá acabar por elevar os impostos que toda a população paga indiretamente.

É possível contra-argumentar dizendo que o repasse para os preços desse aumento no imposto de renda seria muito pequeno.  Talvez apenas uma pequena porcentagem da elevação do imposto de renda, o qual foi repassado aos empregadores, seria repassada aos consumidores na forma de preços maiores.  No entanto, caso isso ocorra, o efeito de longo prazo será ainda pior.  Se os empregadores tiverem de arcar com uma elevação marginal dos custos trabalhistas sem uma correspondente elevação marginal de sua receita, suas margens de lucro diminuirão.  Redução nos lucros significa menos investimentos.  E menos investimentos inibem um maior crescimento econômico.  Um menor crescimento econômico significa menores aumentos nos salários e na renda de toda a população.  Os efeitos dos impostos sobre o crescimento econômico, portanto, são bem mais indiretos do que se imagina.

Economias de mercado são sistemas complexos nos quais os interesses de todos os indivíduos estão entrelaçados.  Qualquer esforço para alterar os resultados gerados pela livre concorrência no mercado irá gerar consequências inesperadas e indesejadas.  O conceito de justiça social é, por si só, algo indefinido e arbitrário.  No entanto, mesmo se todos nós de alguma forma concordássemos com uma ideia de redistribuição "socialmente justa", simplesmente não haveria como estruturar a carga tributária (ou os gastos do governo) de maneira a alcançar este objetivo.  A imposição de novos impostos altera preços e salários de maneiras impossíveis de serem previstas e difíceis de serem mensuradas mesmo após o fato já consumado.

Esquerda e direita parecem ter definitivamente abraçado o mito de que o estado é perfeitamente capaz de restringir os efeitos da tributação a apenas uma determinada classe de pessoas.  Embora não seja possível mensurar qual é realmente a verdadeira carga tributária que incide sobre cada pessoa, é perfeitamente possível entender que a real carga tributária é significativamente distinta daquela que havia sido planejada.  Pessoas de alta renda não pagam tanto quanto as alíquotas oficiais sugerem.  O mercado difunde o fardo tributário de uma maneira bem mais equitativa do que as pessoas imaginam.  Tentativas de "fazer os ricos pagarem sua fatia justa" irão apenas aumentar o fardo tributário mutuamente compartilhado por todos, por meio de uma maior tributação indireta e oculta.  Por outro lado, os benefícios de reduções de impostos são também mais amplamente compartilhados do que as pessoas imaginam.

Há duas lições a serem tiradas disso tudo.  A primeira é que nenhum de nós é realmente "independente" e está genuinamente "por conta própria", pois a economia de mercado é um sistema social.  A segunda é que políticos não são capazes de utilizar impostos para alcançar objetivos específicos como uma "renda justa", pois a economia de mercado é extraordinariamente complexa e ajustável.  E os políticos são qualquer coisa, menos oniscientes.  Uma autoridade onisciente e onipotente até poderia impor alguma noção de justiça social; no entanto, a nossa realidade é que a justiça social é algo arbitrário e não exequível na prática.  Estas duas lições possuem implicações profundas e extremamente importantes.

Felizmente, há uma solução fácil para o problema da carga tributária.  Dado que os benefícios do corte de impostos são também difundidos entre todos, qualquer corte no orçamento do governo que possibilite redução de impostos já seria um enorme "avanço social".  Todos nós pagamos impostos desnecessariamente altos.  Todos nós podemos pagar muito menos.


Leia também: O imposto sobre as grandes fortunas e os baixos salários no Brasil


1 voto

SOBRE O AUTOR

D.W. MacKenzie
é professor assistente no Carroll College, em Montana, EUA.

Tradução de Leandro Roque



"ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores não pode ser redução de salário?"

Não. Ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores significa produzir e vender exatamente aquilo que o consumidor quer. Se o empreendedor vai pagar salário astronômico ou mínimo para a mão-de-obra, isso é totalmente irrelevante para o consumidor.

"o trabalho não é fator de produção (um dos)"

Sim.

"o trabalho é um recurso escasso?"

Mão-de-obra é, por definição, algo escasso. Por isso mesmo, sempre haverá mais demanda por mão-de-obra do que mão-de-obra efetivamente disponível.

Falta mão-de-obra para tanto emprego disponível.

Sendo assim, a taxa de desemprego sempre deveria ser zero e os salários dos empregados sempre tende ao aumento. E por que o desemprego não é zero?
Por causa disso.

"demanda pode ser "criada" pelo marketing?"

Desejo pode ser criado pelo marketing, não demanda. Demanda significa aquisição. Eu tenho desejo por uma mansão, por um helicóptero e por uma Ferrari, mas não tenho como demandá-los porque não tenho o poder aquisitivo para os três. E não há marketing que me faça demandar esses três itens. Resta-me apenas desejar.

"sobre o trabalho escravo, nem entrei no mérito e na discussão sobre quando havia mais lucro e riqueza. Mas, o trabalho escravo é um fato que ainda existe. Existe por interferência governamental ou porque tem muitos empresários gananciosos e que buscam o lucro a qualquer custo (humano inclusive)?"

Ué, ainda existe trabalho escravo? Não sabia. Ainda existem pessoas trabalhando sem salário, sob chicotadas, proibidas de pararem de trabalhar e proibidas de pedirem demissão? Não sabia. Manda aí um link, por favor.

Até onde sei, nenhum indivíduo sai escravizado de sua casa e é levado a contragosto para trabalhos compulsórios. Um indivíduo, por definição, encontra trabalho porque saiu à procura de trabalho. Sua intenção sempre é melhorar de vida. Ele faz isso porque quer; porque a situação atual (sem trabalho) não lhe é atraente. Se ele está disposto a "trabalhar muito" é porque ele acha que assim ficará em situação melhor do que aquela em que se encontrava até então.

A menos que você comprove que o indivíduo está sendo [u]obrigado[u] a trabalhar sob a ameaça de um chicote, sem a opção de sair do emprego quando quiser, tal escolha sempre será benéfica para ele.

E se ele se sujeita a condições que para nós parecem degradantes é porque, para ele, aquilo ainda é melhor do que a situação econômica em que ele se encontrava antes. Cabe a você provar que esse indivíduo foi seqüestrado, levado a um emprego e ali mantido em cativeiro, contra sua vontade, sendo proibido de parar de trabalhar. Caso isso não tenha acontecido, então a única conclusão empírica é que esse indivíduo ainda prefere seu atual trabalho (assalariado) ao desemprego.
Errado.

Na economia, conhecemos a causa de tudo, pois a ação humana, ao contrário do movimento das pedras, é motivada. Sendo assim, é possível construir a ciência econômica partindo de axiomas básicos -- como a existência incontestável da ação humana e as implicações lógicas da ação --, axiomas estes que são originalmente reconhecidos como verdadeiros.

Destes axiomas, podemos deduzir passo a passo várias leis que também são reconhecidas como incontestavelmente verdadeiras. E este conhecimento é absoluto, e não relativo, exatamente porque os axiomas originais já são conhecidos. Eis alguns exemplos:

• Sempre que duas pessoas, A e B, se envolvem em uma troca voluntária, ambas esperam se beneficiar desta troca. E elas devem ter ordens de preferência inversas para os bens e serviços trocados, de modo que A valoriza mais aquilo que ele recebe de B do que aquilo ele dá para B, e B avalia as mesmas coisas do modo contrário.

• Sempre que uma troca não é voluntária e ocorre em decorrência de uma coerção, uma parte se beneficia à custa da outra.

• Sempre que a oferta de um bem aumenta em uma unidade, contanto que cada unidade seja considerada idêntica em utilidade por uma pessoa, o valor imputado a esta unidade deve ser menor que o da unidade imediatamente anterior.

• Entre dois produtores, se A é mais eficiente do que B na produção de dois tipos de bens, eles ainda assim podem participar de uma divisão de trabalho mutuamente benéfica. Isto porque a produtividade física geral será maior se "A" se especializar na produção de um bem que ele possa produzir mais eficientemente, em vez de "A" e "B" produzirem ambos os bens autônoma e separadamente.

• Sempre que leis de salário mínimo forem impostas obrigando os salários a serem maiores do que os salários que vigorariam em um livre mercado, um desemprego involuntário será o resultado.

• Sempre que a quantidade de dinheiro na economia aumentar sem que a demanda por dinheiro também seja elevada, o poder de compra da moeda irá diminuir.

Por outro lado, não existem elementos simples ou "fatos da natureza" na ação humana; os eventos da história são fenômenos complexos, os quais não podem "testar" nada. Eles, por si sós, somente podem ser explicados se forem aplicadas várias teorias relevantes aos diferentes aspectos de um determinado "fato" complexo que está sendo analisado.

Por que a matemática é tão útil na física? Exatamente porque os próprios axiomas utilizados, bem como as leis deles deduzidas, são desconhecidos e, com efeito, sem significado. Seu significado é exclusivamente "operacional", uma vez que eles são significantes somente na medida em que podem explicar determinados fatos.

Por exemplo, a equação da lei da gravidade, por si só, não tem sentido nenhum; ela só adquire sentido quando nós humanos observamos determinados fatos que a lei pode explicar. Consequentemente, a matemática, que efetua operações dedutivas sobre símbolos por si só inexpressivos (sem significado), é perfeitamente apropriada para os métodos da física.

A ciência econômica, por outro lado, parte de um axioma que é conhecido e possui significado para todos nós: a ação humana. Dado que a ação humana, em si própria, possui significado (o que não quer dizer que ela sempre será avaliada como racional e correta), todas as leis deduzidas passo a passo da ação humana são significativas.

Esta é a resposta para aqueles críticos que exigiram que Mises utilizasse métodos da lógica matemática em vez da lógica verbal. Ora, se a lógica matemática tem de lidar com símbolos inexpressivos, então seu uso iria destituir a economia de todo o seu significado.

Por outro lado, a lógica verbal permite que toda e qualquer lei tenha sentido quando deduzida. As leis da economia já são conhecidas aprioristicamente como significativamente verdadeiras; elas não têm de recorrer a testes "operacionais" para adquirir significância. O máximo que a matemática pode fazer, portanto, é converter laboriosamente símbolos verbais em símbolos formais inexpressivos e, então, passo a passo, reconvertê-los em palavras.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1690
O melhor a fazer, no caso de dúvida, é perguntar a quem conseguiu sobreviver à Cuba, ou imigrou de certa forma. Conheci uma cubana que imigrou há alguns anos, formada em Teologia por lá. Ela contou, e parecia ter medo de falar ou vergonha, que muitos do que vivem em Cuba, necessitam dois empregos para conseguirem viver pelo menos dignamente. Como ela fazia. E quanto aos médicos tão bem falados na boca dos brasileiros, têm de ir de bicicleta para o trabalho e chegam com as mãos tremendo para realizar cirurgias.
O que me faz questionar como seria se o mundo todo fosse socialista e Cuba não tivesse sido isolada tantos anos pelo embargo econômico americano. E por esta mesma linha de pensamento me perguntou porque não olhamos para países como Zimbabwe. A solução não está na mudança drástica para o socialismo, mas em uma evolução gradual do capitalismo que minimize as diferenças tão abruptas que temos em nosso mundo. Será possível um hemisfério sul e norte com os mesmo índices de desenvolvimento humano ? Fico nessa dúvida.

Alguns fatos sobre Zimbabwe.
Desde 2000 encontra-se em uma profunda crise, além da hiperinflação, há um alto índice de desemprego, pobreza e uma crônica escassez de combustíveis, alimentos e moedas estrangeiras.

A hiperinflação vem destruindo a economia do país, arrasando com o sector produtivo. Uma medida governamental congelou os preços, causando desabastecimento, fortalecimento do mercado negro e prisão de comerciantes contrários à medida.[3]

Em Julho de 2007, foi lançada a cédula de 200 mil dólares zimbabweanos, que apesar do elevado valor de face, é capaz de comprar pouco mais do que um quilo de açúcar. No mercado paralelo, a moeda era cotada a 1 dólar americano.[2] Em maio de 2008, foi lançada a cédula de 500 milhões[4] e em julho do mesmo ano foram lançadas cédulas com valores a partir de 100 biliões de dólares zimbabweanos.

Houve uma reforma monetária que entrou em vigor em agosto deste mesmo ano, no entanto, a taxa inflacionária parece não ceder, havendo projeções de que haja a necessidade de nova reforma em breve.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Paulo Sergio  17/11/2011 11:32
    Se isso diminui os empregos na iniciativa privada o brasileiro não está nem aí.O que ele quer é fazer concurso, mamar nas tetas do governo e o resto que se exploda
  • mcmoraes  17/11/2011 12:03
    O pior é que muitos dos vagabundos que se enquadram nessa descrição estão na folha de pagamento do MEC e trabalham na lavagem cerebral das novas gerações, perpetuando a idéia do Estado paizão, sem o qual nada funcionaria.
  • Santiago Staviski  17/11/2011 14:58
    Um dia vai acontecer como aconteceu em "A Revolta de Atlas"...
  • Andre Cavalcante  17/11/2011 20:57
    Oi mcmoraes,

    Olha, não queria falar não, mas eu estou na folha de pagamentos do MEC e aqui também. Sou um idiota de aqui estar? Deveria mesmo ficar com as cartilhas socialistas do MEC?

    Abraços
  • Carlos Santos  17/11/2011 15:46
    O buraco é mais embaixo. Muitos dos "concurseiros" não se interessam por empregos na iniciativa privada por vários motivos. Cito alguns:
    - As exigências no setor privado são maiores. Além de conhecimento e títulos, as empresas também querem que seus funcionários tenham garra, vontade de crescer.
    - O salário inicial no setor privado é menor.
    - A carga de trabalho é maior no setor privado, o cotidiano é muito mais corrido.
    - Trabalhar no setor privado não garante tantas benesses quanto um emprego no setor público.
    - Uma posição conquistada no setor público é praticamente vitalícia, enquanto no setor privado a segurança é muito menor.

    Portanto, não é apropriado chamar de 'vagabundo' alguém que está apenas escolhendo o que considera mais vantajoso financeiramente.

    Claro, deixando-se de lado o preconceito (justo) que se sofre por ser funcionário público e a questão da (i)moralidade de se receber vencimentos com dinheiro tirado a força de pessoas que recebem em troca 'serviços' que nunca solicitaram.
  • mcmoraes  17/11/2011 16:03
    @Carlos Santos: "...Claro, deixando-se de lado o preconceito (justo) que se sofre por ser funcionário público e a questão da (i)moralidade de se receber vencimentos com dinheiro tirado a força de pessoas que recebem em troca 'serviços' que nunca solicitaram."

    Mas isso não é algo que se possa deixar de lado. Você não está falando apenas de um pequeno detalhe. É justamente por esse motivo que eles são uns vagabundos. Toda a segurança deles vem do fato de que as pessoas que produzem são obrigadas à força a pagar pelos seus "serviços" e por sua estabilidade.
  • Fabio MS  17/11/2011 16:56
    A questão é que as pessoas buscam, ou pelos menos costumam buscar, um emprego/trabalho com os melhores benefícios/expectativas. A escolha é puramente racional. Se, por exemplo, o setor público paga melhor, por que ir para o setor privado? Quando esse cálculo é feito, pouco importa a (i)moralidade que advenha de trabalhar no setor público.\r
    Um servidor público, levando em consideração o seu ponto de vista mcmoraes, é tão imoral quanto um empresário que recebe subsídios do governo ou quanto quem investe em títulos da dívida pública. Sem falar dos banqueiros e de todos aqueles que, de alguma forma, se relacionam com o estado (por exemplo, participando de licitações públicas ou fazendo parte de um conselho diretivo de uma empresa estatal ou de uma que tenha parte de seu capital como propriedade, direta ou indireta, do estado). Todos vagabundos, seguindo a sua lógica.\r
    No entanto, creio que a equivalência funcionário público=vagabundo não é absoluta.\r
    Se você trabalha para o estado e não age, no exercício de sua função, com o propósito de aumentar a força do leviatã, mas de diminuí-la, seu comportamento não é imoral, nem você é um vagabundo.\r
    O Senhor Klauber Cristofen Pires (breve apresentação: www.mises.org.br/SearchByAuthor.aspx?id=185&type=articles), por exemplo, é técnico da Receita Federal (corrija-me se eu estiver errado), portanto, funcionário público. No entanto, as ideias e as atitudes dele, as quais eu admiro (provavelmente você conhece algumas), estão longe de caracterizá-lo como um vagabundo.\r
  • mcmoraes  17/11/2011 18:15
    @Fabio MS: "...as ideias e as atitudes dele, as quais eu admiro (provavelmente você conhece algumas), estão longe de caracterizá-lo como um vagabundo..."

    A quais atitudes exatamente você está se referindo? Se você se refere aos textos que ele escreve e ao belo blog que ele mantém, eu concordo com você. Mas isso não nega o fato de que ele recebe salário pago com dinheiro de impostos. No seu papel de escritor/pensador ele é admirável; já no seu papel de funça, ele é um vagabundo.

  • Fabio MS  17/11/2011 18:49
    @mcmoraes Respeito sua "feroz" opinião contrária.\r
    No entanto, eu acredito que se você trabalha para o estado e não age, no exercício de sua função, com o propósito de aumentar a força do leviatã, mas de diminuí-la, seu comportamento não é imoral, nem você é um vagabundo.\r
    Melhor ainda se você difunde/propaga ideias que podem acabar com o estado e, por conseguinte, com seu próprio emprego público. Não vejo nenhuma vagabundagem nisso.\r
    Infelizmente, o estado existe. Melhor um funça que luta contra o sistema, do que um que luta a favor da manutenção do sistema.\r
    Estou convencido de que o rótulo "funça=vagabundo" que você utiliza, não é absoluto.
  • Santiago Staviski  18/11/2011 06:52
    Mesmo que o funcionário público trabalhe para a diminuição do Estado, ele ainda estará fazendo isso com dinheiro espoliado, na verdade ele vai arrogar para si o mesmo que os governantes dizem/fazem, ou seja, "estou tirando seu dinheiro, mas é para o seu bem", e isso é completamente imoral
  • Antonio  05/12/2011 04:25
    Mcmoraes, você tem uma visão muito restrita do que seja o funcionalismo talvez por desconhecimento, não adianta chamar os funcionários públicos de vagabundos pura e simplesmente. O que ocorre no funcionalismo é que quem trabalha faz o serviço dele e o de outro, que deveria estar fazendo o seu respectivo papel, sem ganhar nada a mais por isso e muitas vezes ganhando até menos. O grande problema do funcionalismo está na gestão de seus recursos não no servidor em si. Na iniciativa privada você trabalha em equipe, no funcionalismo você está SOZINHO na maioria das vezes e tem de "carregar o piano", você não recebe por produtividade, você trabalha trabalha e trabalha e no final do mês você vê o seu contracheque igual ao do vagal que não faz nada, isso é estimulante?

    No Brasil temos uma das menores taxas de funcionário público per capita, na média de um servidor pra cada 20 pessoas, na Dinamarca essa taxa é de um pra dois na Índia é de um pra 4, nos EUA é um pra cada 15.

  • Santiago Staviski  05/12/2011 07:46
    Onde visse esse dado de taxas de funcionário público per capita? E com isso está a defender o aumento de funcionários públicos?
  • mcmoraes  05/12/2011 07:51
    Antônio, eu não chamo os funças de vagabundos pura e simplesmente. Eu concluo isso logicamente. Acompanhe meu raciocínio e aponte alguma falha por favor.

    Premissa 1) O trabalho não tem valor por si próprio. O valor do trabalho é dado pelas pessoas que julgam os frutos do trabalho.

    Premissa 2) Se alguém valoriza um trabalho a ponto de pagá-lo, esse alguém pagará espontaneamente pelo mesmo; não há necessidade alguma de forçar esse alguém a pagar pelo trabalho.

    Conclusão 1) Se alguém recebe seu pagamento de dinheiro tirado à força de terceiros pacíficos, esse alguém não pode dizer que está trabalhando. O mais correto é dizer que esse alguém vive dos frutos da expropriação indevida.

    Conclusão 2) Se alguém não trabalha, esse alguém pode ser chamado de vagabundo, sem problema algum.


    Portanto, logicamente, todo funça é vagabundo.
  • Marco Aurelio Agarie  25/05/2012 10:12
    Segundo a definição dos dicionários, vagabundo pode ser aquele que vagueia, errante, sem rumo ou na acepção mais corrente aquele que não gosta de trabalhar, trabalha pouco ou nada. Você afirmaria então que todos os funcionários públicos que existem se enquadram necessariamente numa destas duas categorias? Então eu estou realmente estupefato de que, pelos menos em teoria, nenhum amigo, conhecido, parente, familiar seu não seja funcionário público. Ou se alguém destes for, muito me admira a sua coerência ideológica de caluniar até pessoas de seu próprio círculo pessoal. Meus parabéns!
  • Renê  25/05/2012 18:02
    Mc Moraes

    Aí vai um outro raciocínio:

    Premissa 1 - Quem recebe presentes de um ladrão, que tem no roubo sua única fonte de renda, é um parasita, pois indiretamente toma algo que não é seu.

    Premissa 2 - O governo é um ladrão.

    Conclusão - Logo, todos os que aceitam "presentes" do governo são parasitas.

    Essa lógica faz com que mais da metade da população seja formada de parasitas, sendo conservador na estimativa. Faço uma ressalva, certos "presentes" somos forçados a aceitar, como por exemplo uma rua em frente a casa, porém, mesmo excluindo os de aceitação compulsória, ainda sobra uma longa lista de "presentes" que são opcionais como por exemplo um colégio público, uma universidade pública, um hospital público, um ginásio de esportes público, uma praça pública, etc.
    Infelizmente, acho que estamos todos forçosamente envolvidos neste enorme processo parasitário, não tem como escapar, estamos todos parasitando todos através do governo.
    Termino evitando chamar a todos aqui de parasitas, pois ainda ontem usei uma ciclovia que podia ter evitado, rs.
  • Fernando Chiocca  25/05/2012 18:47
    Sem lógica isso daí que você falou Renê. Se todos são parasitas, isso perde completamente o sentido. Um parasita precisa necessariamente depender de um hospedeiro, ou senão a relação parasitária não se configura.

    John C. Calhoun já respondeu a esse questionamento há muito tempo:

    "Few, comparatively, as they are, the agents and employees of the government constitute that portion of the community who are the exclusive recipients of the proceeds of the taxes. Whatever amount is taken from the community, in the form of taxes, if not lost, goes to them in the shape of expenditures or disbursements. The two — disbursement and taxation — constitute the fiscal action of the government. They are correlatives. What the one takes from the community, under the name of taxes, is transferred to the portion of the community who are the recipients, under that of disbursements. But, as the recipients constitute only a portion of the community, it follows, taking the two parts of the fiscal process together, that its action must be unequal between the payers of the taxes and the recipients of their proceeds. Nor can it be otherwise, unless what is collected from each individual in the shape of taxes, shall be returned to him, in that of disbursements; which would make the process nugatory and absurd. Taxation may, indeed, be made equal, regarded separately from disbursement. Even this is no easy task; but the two united cannot possibly be made equal."

    Disquisition on Government
  • Luiz Oliveira  26/05/2012 09:09
    "Portanto, logicamente, todo funça é vagabundo."

    Generalizações são sempre perigosas e, muito facilmente, embutem o risco de grandes injustiças, como essa do mcmoraes acima, que taxa pejorativamente servidores públicos de funças (coisa ou pessoa de pouco valor) e de vagabundos. A postura de outros comentaristas nessa questão aqui é idêntica, isto é, para eles todos os servidores públicos são vagabundos e parasitas.

    Os eminentes economistas "austríacos" , e também professores, Ubiratan Iorio (professor na UERJ, ver buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4261193H2) e Fábio Barbieiri (professor na USP, ver https://uspdigital.usp.br/tycho/CurriculoLattesMostrar?codpub=47A14A4A3F34) são servidores públicos, pois lecionam em universidades públicas, mantidas com impostos. Quando mcmoraes e outros aqui defendem o rótulo de vagabundos, parasitas e de funças para todos os servidores públicos, estão incluindo injustamente pessoas que deveriam defender, como os professores Iorio e Barbieri, que não fazem jus a esse qualificativo, pois são pessoas produtivas, trabalhadoras, decentes e que contribuem para o desenvolvimento e bem estar do nosso país. Estão denegrindo a imagem de seus próprios aliados. E isso não tem nobreza alguma.



    É preciso ter cautela com essas generalizações

    Grato pela atenção

  • Alguém que não rouba o povo  27/05/2012 00:24
    Caro Fabio MS, concordo sobre a questão financeira/racional. Financeiramente talvez compense também assaltar, matar, roubar. Ou entrar para a política e roubar. A única coisa que impede essas atividades são tuas preferências morais. Ao escolher minha carreira pensei em fazer Direito e ir para a carreira pública (promotor/juiz). Felizmente acabei fazendo outra faculdade e indo para a área de negócios e foi uma ótima decisão, pois hoje noto que eu JAMAIS conseguiria dormir tranquilo à noite sabendo que meu salário foi extraído de inocentes sob a mira de um revólver. Pelo contrário, durmo com um enorme sorriso no rosto sabendo que os clientes de minha empresa pagam 4 dígitos por dia de consultoria minha voluntariamente. Realização não tem preço. Outro detalhe é que a carreira pública é financeiramente vantajosa apenas na MÉDIA. É a escolha de medíocres. As recompensas no setor privado são muito maiores para quem mostrar que tem café no bule, para quem tem sede de desafios, para quem não está no mundo a passeio.
  • Andre Cavalcante  17/11/2011 21:15
    "O buraco é mais embaixo. Muitos dos "concurseiros" não se interessam por empregos na iniciativa privada por vários motivos. Cito alguns:
    - As exigências no setor privado são maiores. Além de conhecimento e títulos, as empresas também querem que seus funcionários tenham garra, vontade de crescer."

    Olha, não queria por fogo na discussão, mas não é verdade que a iniciativa privada tenha exigências maiores. Pode ser em algumas áreas, mas, pelo menos na minha, as exigências da iniciativa privada são fragorosamente menores que da pública.

    "- O salário inicial no setor privado é menor."

    Também nem sempre, quando comecei na indústria, como engenheiro eletricista, ganhava o equivalente a um técnico sênior de uma fundação pública na mesma cidade. Pode ser que seu comentário seja o genérico, só estou repassando a minha experiência de que nem sempre é assim.

    "- A carga de trabalho é maior no setor privado, o cotidiano é muito mais corrido."

    Isso assino em baixo: não pela carga de trabalho em si, mas o cotidiano é muito mais corrido. Por outro lado, há pouco espaço para inovação: se você passa o dia a "apagar incêndios" (como se diz no jargão industrial), como você terá tempo de pensar nos problemas "reais" (aqueles que são as verdadeiras causas dos incêndios a serem apagados) e nas suas respectivas soluções?

    "- Trabalhar no setor privado não garante tantas benesses quanto um emprego no setor público."

    Na verdade em termos gerias, as benesses são até maiores na iniciativa privada: em geral indústrias te pagam um plano de saúde ou seguro saúde privado, o funcionário público ou banca do próprio bolso ou vai para a fila do SUS. Em geral, também na indústria, tu ganhas uniformes. Em geral funcionários públicos pagam pelas roupas usadas; etc. A lista é bem grande aqui. O problema são as mordomias de uns e outros em Brasília (cartões de crédito, carros oficiais, apartamentos funcionais, etc. etc. etc. a lista é enorme aqui).

    "- Uma posição conquistada no setor público é praticamente vitalícia, enquanto no setor privado a segurança é muito menor."

    Também não é assim para todo caso. Já vi alguns saírem do governo para ganhar melhor na iniciativa privada (e.g. administradores). Já vi gente sendo expulsa do funcionalismo público por falta de probidade e outras coisitas mais. Tenho um amigo que está na mesma fábrica desde 1990 (começou como estagiário e hoje é chefe). Alhos e bugalhos. Acho que o que você colocou é em geral e principalmente sobre a estabilidade conseguida após alguns anos como funcionário público.

    Creio que o que você colocou está correto "no geral", mas há casos e casos. Só quis mostrar isso. Agora, como as pessoas em regra geral olham somente esses pontos e esquecem os detalhes, acontece como resultado uma verdadeira industria do "concurso" no Brasil, ah! isso há!

    Abraços
  • Paulo Sergio  27/05/2012 08:24
    'Eu tenho amigo assim, conheço fulano que é diferente'...quanto menor o universo menos verdadeira é a estatística
  • Marcus Benites  07/06/2012 21:19
    O dono de uma empresa faz produtos e os vende. Não é um parasita. Mas um funcionário público, parasita, recebe dinheiro do parasitismo e compra os produtos feitos por essa empresa. A empresa vende e sabe que parte de seus lucros se dá através de dinheiro roubado... Ou seja, em atual situação de estado parasita, ninguém consegue permanecer completamente limpo, daí a lógica em se admitir o parasitismo do sistema, a necessidade de combatê-lo, mas não caçar bruxas, pois direta ou indiretamente - mas nunca inconscientemente - todos participam do jogo.
  • Leninmarquisson da Silva  17/11/2011 15:18
    Eu acho que vocês são todos uns porcos capitalistas gananciosos. É claro que tem que aumentar os impostos. Marx já dizia; a melhor maneira de se acabar com o Capetalismo é taxas taxas e mais taxas!

    Quem cuidará dos pobres? O que eles vão fazer com MÍSEROS R$ 6mil por ano? Pagar plano de saúde, quando se tem o SUS? Pagar escola particular, quando o Estado dá escolas de graça, e ainda se preocupa de instruí-las na ideologia correta e dar educação sexual? Pagar segurança particular, quando o Estado garante nossa segurança, com APENAS 50mil homicídios ao ano (culpa, claro, da exclusão social do Capetalismo) e ainda promove a justiça social, através da bolsa-reclusão?

    O Estado BRASILEIRO oferece os melhores serviços PÚBLICOS de saúde, educação e segurança do BRASIL! Se duvídam, pesquisem; em nenhum lugar do Brasil há serviços públicos melhores do que os oferecidos pelo Estado Brasileiro. FATO.

    R$ 6mil é pouco, tem que arrancar ainda mais!
  • Ricardo  17/11/2011 17:17
    Esse cara tá falando sério ?
  • Russo  17/11/2011 18:29
    Sempre tem um troll solto por aí.

    Fora isso, excelente artigo.
  • Helio Souza  17/11/2011 20:56
    Poxa Leninmarquisson

    Se você é o mesmo Leninmarquisson que já fez outros comentários neste site defendendo o ponto de vista do IMB, avisa o pessoal que esse teu comentário foi irônico. Apesar de parecer absurdo o aviso, já vimos que existem trolls verdadeiros que comentam exatamente neste nível deste teu comentário irônico.

    Abraço
  • Leninmarquisson da Silva  18/11/2011 22:06
    É, inicialmente era só pra ser irônico.

    Mas eu mesmo acabei curioso: já imagino esquerdistas falando "mas 500 reais pelo que o governo proporciona, mesmo que precariamente, é até vantajoso para o povo; eles usam estradas, escolas, hospitais, etc". E aí é a lógica de sempre "Se houvessem marxistas sérios, se não houvesse corrupção, tudo isso renderia mais"
    "Se, se, se" Se minha vó tivesse rodas ela seria um Fusca. Mas como explicar isso pra esse povo?

    Sei que com mais concorrência e sem impostos, esses 500 reais renderiam pelo menos o dobro, e claro, nada justifica a coerção (embora esquerdopatas são imunes à argumentos de moralidade), mas as vezes fico pensando como alguns ficariam sem Estado. Não falo de funças, esses tem mais é que se foder mesmo, mas dos pobres, porque embora esses 500/mês pudessem pagar segurança, saude e rodovias, acho difícil pagar escola para 2 filhos, (faculdade então, nem se fala), ao menos aqui em São Paulo.
    Não adianta mostram como o sistema funciona totalmente inverso à premissa, como o pobre paga o ensino do rico (Federais) etc, ou que é melhor ter filhos fora da escola do que recebendo aulas de viadagem e marxismo. Eles dizem que por causa da falta de tempo dos pais o homeschooling seria improdutivo, e com as crianças ficariam sem aprender a ler ou escrever.

    Bom, talvez essa grana realmente não seja suficiente para pagar um ensino de qualidade, mesmo numa sociedade livre. Talvez o filho do pobre não tenha aulas de física, química, literatura brasileira e outras coisas que ele raramente usará na vida. Mas atualmente eles pagam por essas e várias outras aulas, e não conseguem nem aprender a ler direito.
    Melhor seria que os pobres ficassem com o dinheiro, e pudessem com ele pagar para que seus filhos pudessem ao menos aprender a ler e escrever direito.

    Bom, essa é a minha base argumentativa nesse assunto. Gostaria que dessem sugestões, porque sempre que tento defender o Libertarismo sinto que falta articulação na hora...
  • anônimo  02/02/2012 07:44
    Tem um amigo meu que defende justmente isso.\r
    \r
    Até imagino ele falando: "mas e quanto o estado gastou pra esse cara virar músico? E o investimento qeu foi feito?" heheheheheh\r
    \r
    Molecada, por favor, espalhemos esse texto pra tudo que é lado...
  • anônimo  25/05/2012 13:16
    Acho que entendo o que quer dizer. Realmente é muito difícil numa argumentação dessas, altamente especulativa, tentar fazer sentido de que a mera desburocratização, destributação e livre-concorrência na educação a tornaria tão acessível aos pobres quanto a escola pública atual. Eu pelo menos ainda não sei como, gostaria muito que me ajudassem. Aí acaba caindo muito na questão do argumento moral, de que é roubo da propriedade alheia, o que não convence muito, já que a maioria não liga muito para isso, pelo contrário, até apóia.
  • anônimo  18/11/2011 07:58
    O Lenimarquisson está brincando.

    "O Estado BRASILEIRO oferece os melhores serviços PÚBLICOS de saúde, educação e segurança do BRASIL! Se duvídam, pesquisem; em nenhum lugar do Brasil há serviços públicos melhores do que os oferecidos pelo Estado Brasileiro. FATO."


    Este trecho deixou bem claro.
  • Bruno  25/05/2012 12:31
    Pega um frasco de Reinaldox emprestado no blog do Reinaldo Azevedo pra higienizar o ambiente!
  • Inacio Neto  17/11/2011 17:58
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  • Arion  17/11/2011 19:42
    Não, é ironia. Puxa gente, tá faltando interpretação...

    MCmoraes: eu vejo muitos comentários teus por aqui e com ótima posição mas essa opnião que tens de que funcionário público ou servidor público é vagabundo porque não trabalha na iniciativa privada é equivocado.

    Esse pensamento só vale se tu disser que todo caixa de supermercado ou frentista de posto também é vagabundo afinal eles não fazem nada demais e nem possuem grandes talentos (como caixa ou frentista) para mudar suas organizações.

    Como eu já disse aqui por muitas vezes, sou servidor. Mas a parte que ninguém quer saber é se os servidores trabalham tanto quanto quem está na iniciativa privada. Muitos dos meus colegas certamente morreriam de fome no setor privado. Mas muitos outros iriam se dar tão bem quanto no setor público pelo simples fato de que o que os move é o seu bem estar.

    Tenho dois colegas que chegam as 8h da manhã e dificilmente saem antes das 19h. Assim como eu eles vêm trabalhar aos sábados, domingos ou feriados quando o serviço necessita ser colocado em dia. A parte melhor disto é que não recebemos horas-extras por esse trabalho. Não recebemos nenhum centavo. O que nos move é a vontade de fazer as coisas certas. Claro que não são todos, existem muitos que apenas cumprem sua carga horária e pronto.

    É claro que eu sei que meu dinheiro é obtido a força mas isso não me impede de lutar contra o sistema. Até mesmo Julio César avançava e recuava conforme fosse necessário. Seguir cegamente um caminho sem observar a sociedade ao teu redor é um erro.
  • Vinicius Aguilar  02/02/2012 09:46
    Olha, para o caixa de supermercado nem tanto, mas para o frentista, até vale, eles só existem porque é proibido EU abastecer o MEU carro se o dono do posto deixar, tudo isso para manter essa profissão.. Então não da para dizer que os frentistas existem por causa do livre mercado uma vez que esse mercado não é de fato livre, logo são todos no mínimo moralmente deploráveis, uma vez que se utilizam da coesão para nos obrigar a sustentá-los.\r
    \r
    Agora a questão de ser servidor parece até piada, se você trabalha 1 hora ou 20 não faz diferença a questão é que o governo aponta uma arma na minha cabeça para sustentar você, seu serviço não é confrontado com a lei de oferta e demanda logo, alem de ineficiente, o preço e a demanda são artificiais. \r
    \r
    Não consegui entender com essas suas declarações de que forma exatamente você luta contra o sistema, por acaso ta tentando levá-lo a falência com esse seu alto salário?\r
  • Andre Cavalcante  17/11/2011 21:27
    Essa questão toda sobre os funcionários públicos é que o Leviatã (como alguns aqui dizem) está tão grande que simplesmente não há espaço na iniciativa privada para certas coisa.

    Por exemplo, todo mundo fala que falta inovação privada no Brasil (e de fato a maior parte da pesquisa e inovação vem das Universidades Públicas). Mas o que acontece é que as empresas privadas no Brasil não tem duas coisas necessárias para isso:

    1) Dinheiro: o qual vai para os impostos e não para inovação
    2) Cultura: já que o governo faz por que eu tenho que fazer? para que inovar se o meu produto o brasileiro vai acabar comprando, afinal o imposto de importação é tão alto que ninguém vai comprar o produto importado?

    Resultado só há p&d&i na iniciativa privada em empresas realmente muito grandes e que estão competindo lá fora!

    Assim como nesta área há muitas outras que seguem o mesmo raciocínio.

    É por essas e outras...

    Abraços
  • Mr.Garone  18/11/2011 10:10
    Se os funcionários públicos trabalhassem de verdade, não teríamos uma educação deficitária, uma policia corrupta, com juízes bandidos e médicos vagabundos. Não fariam greves para receber sem trabalhar, prejudicando o contribuinte e aqueles que dependem dos serviços públicos.

    Eu sou muito político com os vagabundos públicos, diz uma coisa na frente e faz outra, não existe outra forma para tratar a cambada de vagabundos públicos. Quem manda não e o governo e sim o contribuinte, pois e nos que pagamos os salários, soldos de vocês através de impostos absurdos. Vocês enganam muita gente.

    O que vocês querem e segurança, só que essa segurança não existe e nunca existiu e nem existira. Pagamos caro e não podemos exigir por que e desacato, somos os seus patrões e estamos exigindo e vocês vem com a desculpas de sempre, que trabalham muito, que pagam incêndios todos os dias e se reúnem para fazer greve.

    E estranho, tem tempo para pensar em fazer greve e não tem tempo para pensar como prevenir os problemas dos incêndios.

    A solução do problema e simples: Diminui a carga tributaria, manda um monte de vagabundos públicos embora, diminuem o tamanho do estado, desestatizem e privatizem e eliminem a burocracia.

    Vocês não querem isso por que irão perder as suas tetas.

    Leiam esse capitulo: www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=437

    Um livrinho bom para os vagabundos públicos lerem: www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=379064&google&gclid=co6f4tsswkwcfy2b7qodiws4pq
  • anônimo  18/11/2011 10:41
    @Mr.Garone A solução do problema e simples: Diminui a carga tributaria, manda um monte de vagabundos públicos embora, diminuem o tamanho do estado, desestatizem e privatizem e eliminem a burocracia.

    Realmente, sua solução é bastante simples. O mundo livre está a salvo. Liga pro Ron Paul e avisa pra ele.
  • Observadordepirata  21/11/2011 22:51


    Na minha conta da Light de R$ 212,52 , eu pago de encargos R$ 136,47. O que dá 64,22% de impostos sobre o total da nota (por dentro). Esse cálculo por dentro é um artifício usado no Brasil, para ENGANAR o consumidor!

    Já se pegarmos o valor da energia + transmissão e distribuição, da minha conta = R$ 76,05 (o que eu pagaria sem nenhum imposto)e somarmos o que eu paguei efetivamente de impostos variados , R$ 136,47, os encargos atigem ASTRONÔMICOS 179,45% (do consumo propriamente dito). VERDADEIRO ASSALTO em se tratando de um serviço de primeira necessidade.

    A LIGHT me cobrou 76,05, pela revenda da energia, pois não é geradora, mais a trasmissão, toda a manutenção do sistema, com frotas, empregados, etc, etc , etc. E ainda LUCRA!

    E O GOVERNO ME TOMOU COMO UM ASSALTANTE, R$ 136,47 na conta, para não fazer p...@ nenhuma!!!!!!!!

    Só de ICMS o governo do estado cobra 30%!

    Garanto e provo que esse valor de 48% em impostos sobre a conta de luz desta matéria é TOTALMENTE EQUIVOCADO. Quem dera fosse "só isso", o que já seria absurdo!
  • bjordan  25/05/2012 21:50
    eu não entendo , como você , pq os que combatem os impostos não tem noção de matemática elementar e primária, acho que % é matéria de 6ªou 7ª série , se não menos, para entender que % é um número relativo e o valor cobrado de imposto é sobre o valor sem imposto e não sobre o total.

    acredito que isso serve de prova para demonstrar a falência do ensino de matemática nesse país
  • Andre  25/05/2012 09:34
    Me causa espanto como "filósofos destros ou canhotos" não entendam algo tão básico sobre a tributação.

    Trolagem mesmo é colocar aquela tabela dos estados pagadores e os recebedores de dinheiro do governo....
  • Rodrigo Mak  25/05/2012 09:53
    Como funcionário público que sou, digo o seguinte:
    - Nem todos são vagabundos, mas a maioria quase absoluta trabalha menos do que trabalharia na iniciativa privada, e eu me incluo nisso.
    - A questão da oportunidade tem que ser considerada. Não foram os funcionários que inventaram o estado gigante e na hora em que uma pessoa vai procurar um trabalho, ela acaba levando em conta uma vaga em um órgão público.
    - A existência do funcionalismo pode ser imoral, mas a pessoa que ingressa no serviço público não pode ser considerada imoral por lá estar. Se não fosse eu, seria outro. Ademais, a maioria não tem essa visão da EA, tendo recebido uma educação marxista-keynesiana-intervencionista desde sempre. Acham que o serviço público faz parte da vida e pronto, aliás como a maioria da população. Não tem dilema.
    - De minha parte, além de fazer o meu trabalho da melhor forma possível, faço o que posso para difundir as ideias da EA, tento lançar um raio de luz, pequeno que seja, nessa direção. É difícil, mas consegui convencer algumas pessoas em alguns pontos.
    - No meu caso, engenheiro civil, estaria recebendo mais na iniciativa privada hoje, principalmente por conta da bolha imobiliária. E estaria trabalhando muito mais também. Nesse caso, se eu estivesse ganhando mais por conta de uma política equivocada do governo, isso seria imoral?
    - Poderia continuar, mas para não me alongar, digo que a estabilidade do funcionalismo é uma ilusão, que acaba aprisionando a pessoa na mediocridade daquele mundinho besta. Não vejo a hora de cair fora, estou me esforçando para isso. Mas outro irá ocupar meu lugar.
  • Arlindo César  25/05/2012 12:33
    Caramba, qdo veja a pouca adesão neste movimentos, cada vez nutro menos esperança. Amanhã haverá a tal Marcha das Vadias e garanto q haverá mais adesão de imbecis. Nosso povo é assim, só interessa por assuntos sem importancia.
  • Paulo Sergio  25/05/2012 22:24
    Exato, e os libertários ficam quebrando a cabeça pra pensar em qual o melhor sistema pra todo mundo, como lidar com todo mundo, isso pra mim não faz sentido.Tinha que pensar em qual o melhor sistema pros libertários, e o resto que se exploda.
    Nós não vamos ser a maioria nunca.
  • Arlindo César  02/06/2012 20:35
    O problema, caro Paulo Sérgio, é q estes "libertários" nem sabem o q defendem. Em questoes éticas e morais eles ficam totalmente neutros. Será q eles tem alguma iéia sobre o q há por trás da tal "Marcha das Vadias". 100% de certeza q eles nem tem...
  • oneide teixeira  25/05/2012 13:20
    O brasileiro na média paga mais de 40 % em impostos, não estão contados os impostos cobrados antes do pagamento e compulsórios como o INSS e FGTS que não deixam de ser impostos.

    40% antes de receber e após receber 35% = 75% da riqueza gerada do trabalhador assaláriado.

    Isso merecia uma pesquisa séria com este dado poderia se realmente mensurar o quanto o estado "rouba" do povo.
  • Celio Beserra  25/05/2012 14:34
    Sobre a questão da moralidade de se trabalhar no serviço público, entendo que podemos fazer um cálculo puramente racional e concluirmos que é mais vantajoso ser um funcionário público. Mas também somos dotados de senso moral e, fazendo uso desse senso, podemos decidir que é inaceitável receber salários pagos por uma entidade (o Estado) que confisca a riqueza alheia. De fato, eu mesmo cursei uma faculdade com o objetivo de ingressar no serviço público. Entretanto, depois de conhecer o liberalismo defendido por este site, decidi continuar em meu trabalho numa empresa privada, mesmo ganhando menos. Hoje, quando vejo um humilde faxineiro executando seu trabalho no setor onde trabalho, cumprimento-o e tenha ganas de exclamar: "o seu trabalho é infinitamente mais nobre e útil à sociedade do que o prestado por um burocrata que ganha trinta vezes mais do que você".
  • Leandro  25/05/2012 14:53
    Obrigado pelo depoimento, Célio. E parabéns pela coragem da iniciativa.

    Grande abraço!
  • Mr.Garone  25/05/2012 14:43
    Eu como já conheço 246 países do mundo, economicamente falando e culturalmente dizendo, o Brasil é um dos países piores para se viver. Aqui se paga muito imposto é o retorno é um dos piores, sem esquecer a ignorância total do povo Brasileiro. O povo brasileiro é totalmente hipócrita. Os serviços públicos oferecido pelo governo brasileiro é o mais caro e o retorno é um dos piores e por isso prefiro a iniciativa privada. É quem paga todos os funcionários públicos no Brasil é o povo através de impostos. Uma coisa que eu não irei ver no Brasil: Transparência nos impostos - O quanto que o povo paga e o quanto e retornável.



    Transparência nos Impostos - Vocês não irão ver transparência dos impostos por que? Muito simples, pois se o governo abrir as contas públicas o povo vai perceber que pagou impostos e teve desvio de dinheiro, vão reparar que pagou impostos e não teve retorno em serviços.

    Experimentem não pagar impostos por 12 meses! Vocês irão reparar que o governo vai começar a mandar embora funcionários públicos e nem irão abrir novos concursos públicos.

    Vocês nunca trabalharam para o governo em bancos do tipo central que você sabe muita coisa, mas por ética subjetivista, você é obrigado a ficar quieto.

    Da missa vocês não sabem 1/3. Graças a D´us que eu sempre vi como passa tempo remunerado ou melhor como meio de sobrevivência, mas vocês olham o trabalho como carreira. Façam carreira e enchem o cú do governo de dinheiro. Eu hoje sou investidor forex. Me livre do lixo do governo.

  • Daniel Monteiro  25/05/2012 16:21
    Muito bom o artigo.

    Não me atrevo em criticar os que almejam em trabalhar no serviço público, até porque esse não é o tema central. Eu mesmo estudo para ter melhor condição de vida e, se o setor público paga bem, que mal tem? Não acho que estou explorando o faxineiro da iniciativa privada.

    Sobre os impostos, fala-se sempre a mesma coisa: impostos altos e retorno ínfimo. O aumento de impostos sempre é transferido aos pobres e etc...

    Sou um admirador do site e estava um pouco afastado; percebo que os comentários estão muito aquém do que se pode esperar.


  • anônimo  25/05/2012 19:07
    Sempre vai ter gente com questionamentos básicos e que está começando a conhecer a ideologia, fazendo os questionamentos mais refutáveis do mundo. Faz parte. Essa é a graça de existir um ambiente como este, é exatamente assim que ele conquista mais adeptos. Não consigo imaginar como isso possa incomodar alguém.
  • Edimar Pacheco Estevam  25/05/2012 19:29
    Você não acha que estará explorando o faxineiro da iniciativa privada, mas você estará. Você não estaria se o governo fosse um legítimo produtor de riquezas, mas ele não é. É como se você visse um assaltante roubando alguém na esquina e vindo até a sua loja comprar um cerveja com o dinheiro roubado. Você (e o assaltante) não estará(ão) explorando o coitado da esquina?
  • Paulo Sergio  25/05/2012 22:25
    É o faxineiro e todo o resto da iniciativa privada que trabalha quase metade do ano pra pagar teu salário
  • Atylla  25/05/2012 19:46
    O Brasil é um país continental.Logo novas formas sociais e políticas poderiam ser testadas, uma região onde não existissem barreiras comerciais e a participação do estado fosse mínima, o livre comercio e a propriedade privada soberana a exemplo de Hong Kong. Um cidadão poderia escolher o modelo atual do estado brasileiro ou outros modelos, A ideologia dos Cachoeiras ou dos Austríacos.
  • Heisenberg  25/05/2012 21:39
    Pelo teor de alguns comentários, os funcionários de empresas privadas com financiamento pelo BNDES são todos vagabundos também, pois o crescimento dessas empresas tem como base o dinheiro extorquido e emprestados a juros menores. Os funcionários de grandes empresas monopolista que venceram concessões governamentais também são grandes vagabundos, pois o início da atuação dessa empresa está fora do ideal libertário. Os de grandes multinacionais também, pois geralmente foram subsidiadas pelos governos de seus países-sede. Bem, por um cálculo simples, mais de 50% dos profissionais altamente qualificados no país são verdadeiros VAGABUNDOS?
    Julgar o valor do trabalho do profissional pela fonte do capital do patrão só abre caminho para os ideais marxistas de expropriação do grande capitalista, pois segundo a história deles, as origens da acumulação do capital não foram nada justas e não seguiram nenhum princípio de não agressão.
    Não adianta querer perseguir o cara que vendeu uma pizza pro ladrão, tem que prender o ladrão. Se o consumidor é o grande julgador no mercado, basta seguir essa visão para saber onde tem vagabundo. Se alguns serviços públicos chegam a competir com privados e o consumidor procura o serviço público, tem gente trabalhando e oferecendo serviço. Vagabundo tem em todo lugar, inclusive nessas empresas monopolistas privadas com excessiva margem de lucro. O grande problema é que no setor público há mais incentivos à vagabundice, mas a grande perda vem da corrupção e má administração.
    O foco tem que ser o não pagamento de impostos, depois de pago, uma grande parte já estará perdida.
  • Fernando Chiocca  26/05/2012 06:38
    "Julgar o valor do trabalho do profissional pela fonte do capital do patrão só abre caminho para os ideais marxistas de expropriação do grande capitalista, pois segundo a história deles, as origens da acumulação do capital não foram nada justas e não seguiram nenhum princípio de não agressão."

    Corrigindo-se o erro conceitual marxista de exploração, não há nada de ruim em abrir este caminho:
    A análise de classe marxista vs. a análise de classe austríaca

    E todos que, no final das contas, recebem de alguma forma subsídios do governo retirados coercitivamente do setor produtivo, podem ser considerados parasitas.
    É díficil e, em alguns casos que vc citou, virtualmente impossível de se saber de que lado alguns estão, no entanto, é conceitualmente possível.. e em casos como os de burocratas por exemplo, é muito fácil de se saber que se tratam de parasitas.
  • Cedric  26/05/2012 11:44
    Heisenberg, nesses casos que você citou os donos das empresas e etc beneficiadas pelo dinheiro público são os parasitas, não os funcionários. Estes não são beneficiados pelo dinheiro público, não tem nenhum privilégio dos funcionários públicos e etc. Os funcionários públicos, tal como donos desass empresas, são diretamente beneficiados pelos governos e tem enormes privilégios quando comparados com os de empresas privadas.
    Você está confundido as "ordens de grandeza".
    Um funcionário privado de uma empresa privilegiada seria análogo a um vendedor de lanches na frente de um hospital público.
  • Luiz Oliveira  27/05/2012 21:50
    Nesse caso, Cedric, os donos dessas empresas estão sendo beneficiados pelos contratos com o governo, mas os empregados que nelas trabalham também, porque estão recebendo salários que os seus patrões lhes pagam... com dinheiro originado em impostos. Assim, de acordo com essa lógica, esses empregados estão sendo, também, receptadores de dinheiro roubado, não importa que não usufruam de privilégios de funcionários públicos.
    E os vendedores de lanches, como você menciona, em frente a hospitais públicos, escolas públicas, repartições públicas, etc. ,entidades estas mantidas com dinheiro de impostos, também estão sendo cúmplices do estado, mesmo sem o saber. Isso porque esses vendedores estão obtendo lucros a partir de instituições que funcionam custeadas por dinheiro tomado à força.
    Mesmo os vendedores de lanches em frente a hospitais privados e escolas privadas terão uma parcela de seus clientes formada por servidores públicos "parasitas, funças e vagabundos". E segundo o raciocínio de alguns comentaristas aqui, já que esses vendedores recebem dinheiro de roubo, estarão sendo cúmplices de roubo, mesmo ignorantes destes fatos . Como evitar receber esse dinheiro roubado?
    Na verdade, isso é um círculo sem fim.
    Dinheiro originado de roubos e assaltos, sejam estes de caráter estatal ou privado, está circulando, a todo momento, nas mãos de todos os indivíduos. Para evitar ter contato com dinheiro desse tipo, só recorrendo ao escambo puro, já que o próprio dinheiro existente é de curso forçado, emitido pelo estado, não sendo permitida a circulação de papel-moeda privado.
    Na verdade, todos seríamos parasitas, mesmo sem o querer, já que dependeríamos, forçosamente, de dinheiro estatal, de propriedade estatal (emitida pela casa da moeda, uma instituição estatal), que é a nós imposto por lei, mesmo para fazer trocas voluntárias. Fiat money estatal está passando pelas mãos de todos que fazem trocas monetárias, incluindo todos os anarcopitalistas.
    Vejam que curioso: mesmo para fazer trocas voluntárias, que não tenham como base o escambo puro, teremos que utilizar um instrumento de troca provido pelo estado roubador. Como atualmente esse instrumento é o fiat money criado sem lastro, mesmo o mais convicto e inflexível anarcocapitalista é obrigado, por lei, a utilizar uma criação estatal, fiat money, para fazer suas trocas monetárias. Um dinheiro que, nos dias atuais, é produto da emissão inflacionária de moeda, portanto um imposto monetário, ou um roubo, como queiram.
    Para evitar isso, como disse anteriormente, somente se se lançar mão do escambo puro e simples para fazer trocas voluntárias. Pois do contrário, se terá que usar um produto oriundo da violência estatal, pois é imposto pelo estado, o fiat money, obrigando a todos a fazerem trocas monetárias com esse dinheiro.
    Assim, somos todos pecadores, de um jeito ou de outro, uns mais outros menos. Dinheiro de roubo sempre está passando pelas nossas mãos, mesmo que estejamos inconscientes disso. Está tudo perdido? Não. Um coletor de impostos, um "funça" (sim, naquela época a Receita Federal já existia...) chamado Mateus foi chamado por Jesus Cristo para segui-lo, e foi transformado em Apóstolo. Interessante que funça significa pessoa ou coisa de pouco valor ou sem valor, mas Jesus Cristo viu nesse homem algo de valor e por isso o chamou para segui-lo. Mesmo um ladrão crucificado se arrependeu dos seus crimes e foi salvo, pouco antes de morrer, segundo a promessa de Jesus Cristo.
    Não estou dizendo que o atual estado roubador tenha conserto. Não é isso. Mas pessoas tem conserto e nunca se deveria achincalhar as pessoas dizendo que elas não tem valor algum. Quem somos nós para julgarmos o nosso próximo como algo sem valor? Deveríamos ser mais moderados, pois que todos nós somos imperfeitos, limitados e pecadores. Mesmo os coletores de impostos e os ladrões são objetos da Graça e do Amor Divino, e podem ser salvos como mostra a narrativa bíblica.
    O fato de eu ser um admirador do pensamento do grande Ludwig Von Mises, e estudar suas obras, não me torna superior a ninguém. Mas há aqui muitos que se julgam superiores a outras pessoas, só porque seguem o anarcocapitalismo, ao ponto de qualificar aos outros de coisas sem valor. É uma lástima. Creio que é essa não é a melhor forma a ser empregada para atrair mais pessoas para o movimento libertário.
    Pelo contrário. Um discurso virulento e ofensivo, na maioria dos casos, só tende a afastar as pessoas. Mas alguém, por má fé, poderia objetar que a virulência dos discursos nazistas atraiu multidões. Bem, os resultados desses discursos todos sabem em que deu. Esses ataques generalistas contra pessoas aqui fazem ecoar discursos, com sinal trocado obviamente, do PCO ou do PSTU, todos virulentos e radicais. Não é à toa que tais partidos são seguidos por meia dúzia de gatos pingados (ainda bem...).
    É fato que uma boa parte dos servidores públicos realmente são vagabundos, parasitas e funças, começando com os políticos. Mas será que todos servidores públicos realmente merecem essa adjetivação, incluindo pesquisadores e economistas "austríacos" que lutam para diminuir o tamanho do estado, mas que ensinam em universidades públicas, sendo, portanto, servidores públicos? Tenho certeza que não. Mas é nisso que dá as generalizações.
    Ao invés de se gastar energia e tempo atacando pessoas, como alguns fazem aqui, com ódio ou desprezo, tais recursos deveriam ser usados para se criar modos práticos, eficientes, eficazes e efetivos de se colocar freios no estado roubador e diminuir o seu tamanho. A luta ou combate intelectual não deveria ser contra pessoas, mas contra instituições que trazem em si a face da perversidade.
  • bjordan  25/05/2012 21:42
    não entendo a insistência em fazer a conta de impostos ao contrário.

    o imposto é , ou pelo menos deveria ser cobrado sobre o falo sem imposto , portanto se em um determinado produto 50% do preço dele for imposto a Tx cobrada é de 100% sobre o valor sem imposto

    divulgar dessa maneira não só é mais correto matematicamente como produz números maiores portanto com maior efeito publicitário

    esse calculo de imposto depois do valor com imposto é oq cria o fato bizarro de o ICMS de uma coita de luz por exemplo que é de 25% é 25% do valor final , portanto é pago ICMS sobre ICMS sendo assim o valor pago de ICMS é na verdade 33% sobre o valor sem imposto

    é simples é só ver que em uma conta de $100 $25 é imposto e $75 é o produto em si.

    não entendo como essa maneira de calculo é legal
  • Luís  26/05/2012 06:37
    Quanto ao funcionalismo.

    Vagabundo é quem não trabalha, ou não gosta de trabalhar, ou faz corpo mole e coisas do tipo. Não há como generalizar isso para todos os funcionários públicos, logo não se pode afirmar que todos são vagabundos. Dai entra a questão da imoralidade de receber do governo. O governo é ladrão. Se você aceita dinheiro de um ladrão você é cúmplice de roubo. Se você aceita dinheiro de um cúmplice de roubo você é o que? Na minha opinião cúmplice também. Como eu não conheço nenhum empresário que se nega a prestar serviços para funcionários públicos, então são todos cúmplices. Se todos os empresários são cúmplices, então não há onde trabalhar sem receber (pelo menos uma parte) dinheiro proveniente de roubo. Agora veja o que foi postado mais acima por outro autor:

    "Conclusão 1) Se alguém recebe seu pagamento de dinheiro tirado à força de terceiros pacíficos, esse alguém não pode dizer que está trabalhando. O mais correto é dizer que esse alguém vive dos frutos da expropriação indevida."

    Logo, na atual sociedade em que vivemos ninguém pode dizer que esta trabalhando, pois direta ou indiretamente esta recebendo dinheiro fruto de roubo. Ou seja, somos todos vagabundos.

    Estão querendo negar o fato que as pessoas escolhem o funcionalismo público porque isso é mais vantajoso para elas, e só por isso. Por isso os ataques deveriam ser institucionais e não pessoais. Não faz nenhum sentido atacar os funcionários enquanto pessoas. Me parece aquela coisa meio fanática típica de regimes totalitários. Primeiro você encontra um bode expiatório, então coloca toda a culpa nele. Depois faz as pessoas terem ódio desse grupo de pessoas e acreditarem que se eliminarem essa parcela da população tudo vai melhorar. Por fim é só construir as câmaras de gás.
  • anônimo  26/05/2012 09:30
    Será que é difícil perceber que o sr. mcmoraes fez um uso aforístico do termo "vagabundo" quando qualificou todos os funças como vagabundos?

    Existe a necessidade de todo um discurso piegas em torno do assunto? É claro que a maioria dos funças despendem alguma energia e tempo em alguma atividade, mesmo que seja para se deslocarem das suas casas até as suas respectivas repartições.

    Funças e aspirantes a funças: esqueçam o sentido literal do termo "vagabundo" nesta discussão, pois não é disso que se trata (e muitos comentaristas já perceberam isso). Caiam na arena da discussão cientes de que todo funça é um receptador de propriedade furtada (sentido mais próximo do termo "vagabundo" empregado pelo sr. mcmoraes).

    E cientes disso, tentem dormir tranquilos.
  • anônimo  26/05/2012 13:38
    A discussão do artigo mises.org.br/Article.aspx?id=1216 esclarece bem essa questão.
  • Luís  02/06/2012 22:24
    Anônimo, eu percebi o que ele escreveu, e estou mostrando como isso leva a uma conclusão errada, basta ler a minha resposta inteira que você perceberia isso.

    Minha intenção foi demonstrar que a definição dele é totalmente incoerente. Se vagabundo é todo aquele que recebe dinheiro que foi roubado de terceiros, então todos somos vagabundos, a não ser que você seja um monge que vive no interior e nunca encostou em dinheiro. O simples ato de aceitar a nossa moeda (o Real) ja o qualifica como vagabundo. Veja porque:

    1- O Real é impresso constantemente desde que foi criado;

    2- A impressão monetária é uma tributação indireta;

    3- Tributação é roubo;

    4- Se você aceita pagamentos em reais, você esta aceitando riqueza roubada;

    5- Quem aceita o roubo é vagabundo (segundo o mcmoraes);

    6- Todos aceitamos Reais (que é fruto de roubo), logo todos somos vagabundos.
  • Atylla  26/05/2012 07:51
    Chamar funcionários públicos de vagabundos ou parasitas só gera conflito Desnecessário,
    que tiram o foca da principal questão, O pagamento obrigatório por serviços que não serão utilizados ou desnecessários ex:uma familia que tem filhos na escola privada,etc.
  • Thyago  26/05/2012 08:39
    O artigo é muito bom...

    Isso precisa ser mais difundido. A confusão é generalizada.
  • Eliel  26/05/2012 08:48
    Sou empregado publico ( CLT trabalhista ) de uma empresa de economia mista que cuida de transito, transporte, sinalização viária, coletas de lixos organico e reciclavel e outros serviços. Lá se vão 12 anos nessa labuta. É duro viver às custas do imposto coersitivo e compulsório sabendo quem paga a conta, embora até esse conhecimento esteja disperso. Não é alta minha renda porém sou contra tributar a riqueza, pois essa é relativa. Meu pai já dizia em minha infancia: não são as coisas que são caras, somos nós que ganhamos pouco. Ou vice versa. Como cobrar imposto dessa avaliação subjetiva espalhada entre indivíduos dispersos no meio social ? O que se vê e o que não se vê: vê-se o colar de ricas bijouterias no pescoço de uma madame rica. O quê não se vê é o emprego que seu colar criou. Vem o político e tributa esse colar. Lá se vai um emprego ...
    Tenho IPVA 2012 a pagar. Pra quê ? Para o político criar empregos ao abrir estradas? Nem o Patatí e o Patatá pagariam o dito cujo se pudessem ficar livres disso. E olha que não é IPVA de fucão de circo ! O estado( "e" minusculo mesmo como ensina o Professor Iorio ) tá de olho é na Mercedes, no Audi, etc.
    Agora, tanto eu quanto a dupla de famosos mencionada criaríamos emprego para mecânicos, borracheiros, autoeletricistas ...
    tem tanta coisa que poderia falar, ou escrever, sobre políticos. Convivemos com essas ... pessoas, que sabem o que é melhor para o povão. Mas quando aumentam o próprio salário dizem não saber se isso tá sendo bom para eles. Ho coitado! Mas para mandar embora funcionario de carreira pra isso eles prestam. Com excessão dos baba-ovo.
    É melhor ficar por aqui antes que um baba-ovo traíra lê isso e me oriente a se apresentar no ARH ( Tribunal da Santa Inquizição Moderna ).
    P.S.: Refiro-me aos maus políticos, pois sabemos que há os bons. Ou não?
    Fui!
  • Cedric  26/05/2012 13:02
    Os funças parecem estar confundindo ESFORÇO, DEDICAÇÃO, QUALIFICAÇÃO, COMPETÊNCIA, PLANEJAMENTO com TRABALHO. São coisas distintas. Um assaltante de bancos precisa de todas as qualidades mencionadas e nem por isso ele está trabalhando, continua roubando. Trabalho é uma produção de valor que não se usa da força, violência e coerção, requer a livre troca.
  • Bernardo  27/05/2012 01:45
    Acho que fazem muito drama quanto a moralidade do emprego público, funcionários públicos aproveitaram a melhor oportunidade do mercado, isso é racional. Gastos publicos e consequentemente empregos publicos devem ser drasticamente diminuidos, mas alguns, mesmo na melhor das hipóteses, continuarão existindo. Empregos públicos não serão diminuidos ofendendo e crucificando os funcionários públicos como é feito a todo instante aqui, isso só denigre a imagem do instituto e repele qualquer novato que esteja se interessando pela EA, repele principalmente os funcionários públicos que poderiam aprender algo útil aqui. As pessoas são individualistas, e querem o melhor pra si mesmo, não tem como mudar esse instinto das pessoas, mas tem como ensinar e mostrar o quanto a intervenção, e gastos governamentais são ruins, o que felizmente o IMB também faz.
  • Paulo Sergio  27/05/2012 08:19
    'funcionários públicos aproveitaram a melhor oportunidade do mercado'
    governo não é mercado.
  • vanderlei  27/05/2012 08:57
    O que ocorre no emprego público e não é divulgado à sociedade relaciona-se com a corrupção, dentro de uma empresa pública existe uma organização em torno da corrupção.

    Cargos comissionados por pessoas estranha ao entendimento do setor, falta de organização proposital, hierarquia e centralização excessiva.

    O funcionário pode ser competente, mas se não participar do esquema de uma panelinha não conseguirá progredir.

    Não o deixarão progredir.

    O emprego público gira em torno da corrupção, nomeações políticas, terceirizações, e muita corrupção.
  • vanderlei  27/05/2012 07:04
    CVV = (18 + 0,65 +2,00 +0,96 +5,00 +1,20 + 10) = 37,81
    CVV (Icms, Pis, Cofins, Contribuição, Comissão, Previsão IR, Lucro)

    R$ 100 = Custo total incluindo os encargos trabalhistas
    R$ 85 = Custo total sem os encargos trabalhistas

    PV = 100/ 0,6219= 161
    PV = 85/ 0,6219= 137

    Redução de 18% (tirando todos os encargos trabalhistas)

    O comércio encarece o valor do produto em até 100%, dobra o valor do produto, paga mal e se analisarmos o estudo de mercado com o preço do produto sem o custo do comércio, verificamos que este é bem maior que o custo brasil.

    As tarifas cobradas são quase todas abatidas no incentivo fiscal (IR) o próprio PLR é abatido, vale-transporte, auxilio alimentação, entre outros.

    Precisamos de reformas profundas desde a produção até a comercialização dos produtos brasileiros, o caminho para a reindustrialização, penso que esteja relacionado com alguns fatores e principalmente na comercialização dos produtos internamente.

    Câmbio, Melhora do processo produtivo, tributação, créditos do pré-sal para produção e aumento do mercado interno.
  • Heisenberg  27/05/2012 10:09
    Parabéns, pelo o que alguns aqui vêm pregando, para o julgamento da moralidade dos empregos em uma economia não libertária basta com que todos os cidadãos sejam oniscientes, simples assim.
    Para quem comparou o F.P. com o ladrão de banco, esqueceu que o funcionário público é a doméstica que trabalha para o ladrão, sem saber exatamente sua fonte de renda. E assim continua, o cara que vendeu o carro pro ladrão.......Ah, lógico, basta com que essas pessoas sejam oniscientes e tenham todos os fluxos financeiros em suas mentes. Bem, se é necessário que todos sejam oniscientes, é mais fácil acharmos " O Grande Líder" comunista onisciente.
    Um bom conceito de vagabundo é o cara que ganha mais que o valor de mercado de sua produtividade marginal efetiva. Exemplo, o médico que ganha mais do que um equivalente na iniciativa privada e faz de tudo para não trabalhar, aproveitando-se da péssima administração que é inerente ao serviço público. Esses médicos são minoria, acredito.
    Os vazamentos do impostoduto ocorrem antes de chegarem à ponta do serviço público. Por isso seria mais simples esses trabalhadores serem remunerados diretamente pela população, sem administração pública. Ou seja, o problema pode ser resolvido sem o assassinato em massa de funcionários públicos em praça pública, ou privada.
  • Daniel F.  28/05/2012 15:25
    Colega, a diferença é que você (como funça que imagino ser) SABE estar se aproveitando de 100% de pilhagem a terceiros. É um caso hors concours - por mais que tentes apenas um ladrão propriamente dito é totalmente comparável. Sobre todas outras pessoas há algum grau de incerteza - se não fosse aquela ajuda o BNDES a empresa seria apenas menor? Iria sumir? Aquele salário seria menor? O emprego desaparecer? Ou desapareceria o emprego do colega ao lado? Essas perguntas são impossíveis de responder - ao contrário dos funças, que todos desapareceriam se o roubo fosse eliminado.
  • Eliel  27/05/2012 10:33
    "Empregos públicos não serão diminuidos ofendendo e crucificando os funcionários públicos como é feito a todo instante aqui, isso só denigre a imagem do instituto e repele qualquer novato que esteja se interessando pela EA, repele principalmente os funcionários públicos que poderiam aprender algo útil aqui."
    Concordo com o Bernardo. A propósito, para conquistar é necessário persuadir. Para persuadir é preciso conhecer outro lado. Não é com violência verbal e muito menos com o sofrimento físico e/ou psíquico desferido em menor ou maior grau contra o próximo. Muitos confundem liberdade de e liberdade para com libertinagem e leviandade. Como interagirão com os pensamentos de um Mises ou de um Hayek procedendo dessa maneira ?
    Há coisas que só Freud explica, Adler testifica, Jung intui e Gikovate explora.
    Antes de começar a estudar EA devorei alguns livros de economia como os dois volumes de Introdução de Analise Econômica, do Samuelson, Economia, dos Irmãos Wonnacott e o Introdução à Economia do Rossetti, só para citar alguns.
    Dai a Keynes o que é de Keynes e a Hayek o que é de Hayek.
  • Johnny Jonathan  27/05/2012 23:00
    Pessoalmente, acho um saco argumentos morais. Eles são muito pouco objetivos.
    Quem escolhe o serviço público estar logicamente certo. E fim de papo. Se ele escolher privado, também oras, são valores subjetivos.
    Tem gente que prefere ficar com a cabeça "leve no travesseiro". Ótimo.
    Eu tou cagando e andando pra isso: só quero o meu bolço cheio... pra esvazia-lo com coisas que eu julgo ter valor.

    Essa é a natureza humana: alguns ligam pra a moral da não-coerção e outros não.
    Sinceramente, eu não acredito no altruísmo... no máximo num egoísmo-altruísta que na verdade é tão interesseiro quanto o egoísmo egocêntrico imoral. Não queriam ser especiais... vocês sempre serão tão merdas quanto a merda que criticam. Só não aparentam e não cheiram tão mal.

    Na real, sejamos mais objetivos. Digamos que estejamos numa guerra. Vencer a guerra significa fazer o lado contrário desistir de guerrear.
    E não exterminar todos os soldados adversários... por mais que você odeie o fato dele eles estarem do lado de lá, eles são tão humanos quanto você é: cheio de defeitos.

    Pra mim a questão é perguntar o porque's das coisas... e não demonizar o ato.
    Digamos que você ache imoral as pessoas fazerem sexo.(seus motivos, normal)
    Se pergunte primeiro porque elas fazem. Se conseguir chegar na resposta exata do porque, tente fazer ela fazer a mesma coisa sem exatamente cruzar a linha moral.
    Tipo quando você é viciado em cigarro e para de fumar, mas substitui o vicio de fumar tomando café.
    Você não muda a natureza humana (que não é perfeita moralmente)... mas a torna menos nociva (de acordo com os seus critérios).

    Se é moralmente condenável que alguém roube o outro. Se pergunte porque razão as pessoas roubam. No caso de um funcionário público ou de um ladrão de banco, ele "rouba" porque é vantajoso roubar (valor pessoal). O que se tem que fazer não é roubar a sua liberdade, sua vida, ou fazer qualquer outro movimento vingativo. Isso é só combater tiranismo com mais tiranismo. É querer controlar o governo com mais governo. (como se "controlar o governo" já não fosse absurdo o suficiente haha)
    Isso é só em ultimo caso. Remediação não funciona. Pra mim, qualquer tentativa de se fazer justiça é injusta... já que valore são sempre subjetivos.

    Você roubou meu carro? Vou roubar a sua vida. Como contabilizar que esse é o valor correto? E pior, você nem reaver o que foi roubado.

    Esse ódio colocado aqui sobre o quão "vagabundo" é um funcionário público é completamente irrelevante.

    Ao meu ver, o mais lógico é prevenir: diminuir o tamanho da vantagem que é se roubar. Quanto menor é ela, menor é a possibilidade de que aconteça. E só admito se pensar em conceitos evolutivos... não acredito nem um pouco que um dia não haverá corruptos, ladrões etc: ser esperto e tentar conquistar algo sem necessariamente ter capacidade pra aquilo, só por mentiras, e manipulação é uma característica humana. Porque mais que você não goste, vai ter que conviver com ela.

    E que me desculpe os moralistas: eu realmente admiro muito a essa habilidade humana de não precisar ter habilidades (use a dos outros!).
  • Antonio  30/05/2012 05:56
    Se alguém tiver disposto a me ajudar, gostaria de esclarecimento a respeito do seguinte ponto:\r
    \r
    " É possível contra-argumentar dizendo que o repasse para os preços desse aumento no imposto de renda seria muito pequeno. Talvez apenas uma pequena porcentagem da elevação do imposto de renda, o qual foi repassado aos empregadores, seria repassada aos consumidores na forma de preços maiores. No entanto, caso isso ocorra, o efeito de longo prazo será ainda pior.Se os empregadores tiverem de arcar com uma elevação marginal dos custos trabalhistas sem uma correspondente elevação marginal de sua receita, suas margens de lucro diminuirão. Redução nos lucros significa menos investimentos. E menos investimentos inibem um maior crescimento econômico. Um menor crescimento econômico significa menores aumentos nos salários e na renda de toda a população. Os efeitos dos impostos sobre o crescimento econômico, portanto, são bem mais indiretos do que se imagina."\r
    \r
    Com relação ao que raciocínio que destaquei restou uma dúvida: o repasse aos mais pobres (menos produtivos) não geraria um maior consumo que compensaria a redução da margem de lucro por unidade de produto vendida? Ainda, alternativamente, não aumentaria a quantidade poupada pela classe "favorecida" simplesmente mudando de mão a poupança de empregadores para empregados? Ou não poderia haver uma combinação dos 2 efeitos acima citados? Não existem essas possibilidades? I.E. "uma correspondente elevação marginal de sua receita" não estaria encomendada justamente como consequência da suposta redistribuição nos termos que descrevi? Elas existem mas são em dimensões não compensatórias do ponto de vista da sociedade como um todo?\r
    O que vocês acham?\r
    \r
    Faço um curso de economia de viés keynesiano e tenho certeza que argumentos como esse (inclusive de mentes não propensas ao keynesianismo como a minha) surgiriam naturalmente. Gostaria, se possível, que indicasse referências sobre esse assunto.
  • Leandro  30/05/2012 07:51
    Prezado Antônio, um repasse aos pobres, bem como a transferência de poupança de empregadores para empregados, é algo que estimula o consumo e desestimula o investimento.

    Gastos em consumo são, como diz o próprio nome, consumo (duh!). Consumir significa exaurir algo. O oposto de consumir é poupar e produzir. Quem consome não está poupando nem produzindo. Para você produzir é necessário haver poupança, isto é, abstenção de consumo. Um aumento do consumo significa menor disponibilidade de bens físicos para serem utilizados em investimentos, o que fará com que a oferta futura de bens e serviços esteja aquém do potencial.

    Logo, tirar poupança de empregadores e distribuí-la para empregados é algo que estimula o consumismo e desestimula investimentos. Não é possível comer o bolo e guardá-lo ao mesmo tempo.

    Recomendo este texto, que explica de forma mais clara e didática toda esta mecânica:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=487

    Grande abraço!
  • Antonio  30/05/2012 09:07
    Obrigado por responder Leandro e um abraço pra você também!\r
    \r
    Ainda resta uma variação da mesma dúvida.\r
    Observe as seguintes situações:\r
    Situação 1: A firma vende X sendo que o lucro líquido por unidade vendida é Y. Nesse caso o lucro líquido total seria de XY.\r
    \r
    Situação 2: Com o repasse, digamos que o consumo aumenta para (1+?)X e digamos que o lucro líquido por unidade seria Z.\r
    \r
    O que eu questiono é:\r
    Para que o lucro da firma seja menor (e isso implique em uma redução do nível de investimentos, se é que entendi corretamente seu argumento no texto base - caso contrário me corrija por favor), Z deveria ser menor que Y/(1+?).\r
    \r
    Reformulando a questão acima: o que garante que isso de fato ocorrerá?\r
    \r
    Obs 1: Ainda não li a referência que você me passou, lerei assim que terminar esta pergunta.\r
    Obs 2: Esta é uma dúvida honesta, não tenho o objetivo de trolar ninguém.\r
    \r
    Por fim, agradeço a paciência e desejo aos mantenedores do site que permaneçam sempre vigilantes com relação ao despropósito que é esta entidade governo!
  • Antônio  15/06/2012 12:20
    Eu realmente tenho dúvidas honestas sobre este ponto e se alguém poder me esclarecer segundo a visão da EA eu agradeço. Inclusive pode ser no e-mail referenciado, não precisa necessariamente ser postado como comentário se vocês preferirem. A dúvida é:

    Se o dinheiro dos impostos é repassado aos consumidores, ao exercitar o consumo não existe a possibilidade de aumento das vendas possibilitem um lucro das firmas tal que superem o lucro que teriam em uma situação de livres trocas sem impostos?

    Em termos simplistas

    Antes do imposto
    Custo de produção = 900
    Preço no mercado = 1000
    Consumo total da economia = 1000 unidades
    lucro 1 = 100000

    Após um imposto de 50% sobre o lucro (Deus nos livre, mas só para ilustração):
    Custo de produção = 903
    Preço de mercado = 1000 (o pior caso relatado, de estabilidade do preço ao consumidor final)
    Consumo = 1000 + 50 (totalidade do que foi tributado foi consumido)
    lucro 2 = 101850


    O que garante que tal situação nunca ocorreria? Ou seja, quem garante que o poder de barganha dos empregados mais produtivos exija um aumento salarial maior do que 3 (aumento do custo -> 903-900), e assim provocando uma redução do lucro a um nível inferior ao vigente antes do imposto?

    O argumento moral contra a tributação eu aceito bem, mas ainda permanece essa questão que procurei deixar em termos os mais simples possíveis.

    Obrigado pela Paciência

  • Luis Almeida  15/06/2012 12:40
    Não consegui entender nada dos seus cálculos, Antônio. Revise-os, por favor, não se esquecendo do seguinte fato aritmético: um imposto de 50% sobre um lucro de 100.000 é 50.000, algo que o senhor parece ter ignorado no cenário 2.

    Logo, no cenário 2, em cada venda, há um lucro de 97, certo? Com 1.000 vendas, o lucro é de 97.000. Com um imposto de 50%, o lucro líquido seria de 48.500. Não entendi como estes 48.500 viraram 101.850.
  • Antonio  15/06/2012 13:00
    Como assim ignorei?
    A única coisa que fiz, inclusive sob o respaldo do comentário do Leandro ("um repasse aos pobres, bem como a transferência de poupança de empregadores para empregados, é algo que estimula o consumo e desestimula o investimento")foi dizer que
    o total do imposto tributado foi direcionado ao consumo. O que é, inclusive, o pior caso para o total da poupança.

    Talvez a confusão tenha ocorrido pois eu fiz em unidades adimensionais, vou refazer o problema:

    Antes do imposto
    Custo de produção = 900 dinheiros/unidade produzida
    Preço no mercado = 1000 dinheiros/unidade produzida
    Consumo total da economia = 1000 unidades produzidas
    lucro 1 = 100000 dinheiros

    Após um imposto de 50% sobre o lucro (Deus nos livre, mas só para ilustração):
    Custo de produção = 903 dinheiros/unidade produzida
    Preço de mercado = 1000 dinheiros/unidade produzida (o pior caso relatado no texto, de estabilidade do preço ao consumidor final)
    Consumo = 1000 + 50 = 1050 unidades produzidas (totalidade do que foi tributado foi consumido -> exatamente o pior caso em que o leandro disse no comentário anterior: se o imposto é de 50000 dinheiros isso permite comprar 50 unidades adicionais)
    lucro 2 = 101850 dinheiros

    Sinceramente não reparei nenhuma inconsistência lógica, mas caso tenha havido por favor me corrija.

    Abraço ao Pessoal do Mises
    Boa tarde!
  • Leandro  15/06/2012 13:18
    Prezado Antonio, seu lucro 2 será de $52.425

    Acompanhe:

    Após obter um lucro bruto de $100.000, você pagará $50.000 de impostos. Logo, seu lucro líquido será de $50.000. Até aqui, sem discordâncias, correto?

    Aí você afirma -- e eu não vou discordar -- que estes $50.000 de impostos voltam como consumo do governo. Correto. Estes $50.000 compram 50 unidades. Pelos seus números, 50 unidades vendidas dão ao produtor um lucro de $4.850. Sobre este lucro, 50% vão embora de volta pro governo, de modo que você fica com $2.425.

    Ou seja, após vender 1.050 unidades, seu lucro foi de $52.425.

    Mantenha essa progressão aritmética e você verá que jamais será possível ter um lucro líquido maior com uma carga tributária de 50% em relação a uma de zero. Aliás, seria uma enorme mágica: você aumenta o imposto sobre o lucro e seu lucro final aumenta. Sendo assim, uma carga tributária de 100% criaria um país de bilionários.

    Grande abraço!
  • vanderlei  03/06/2012 04:24
    www.terra.com.br

    Todo o trabalho dos brasileiros neste ano até esta terça-feira só foi suficiente para pagar impostos, de acordo com pesquisa elaborada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Conforme o instituto, o brasileiro teve que trabalhar em média até o dia 29 de maio, ou 4 meses e 29 dias (150 dias), apenas para pagar os impostos federais, estaduais e municipais.

    Esse é o maior tempo gasto apenas para pagar tributos, garante o IBPT. Conforme o presidente executivo do instituto, João Eloi Olenike, em 2011, o brasileiro trabalhou 149 dias, um dia a mais que em 2010 (148 dias) e dois dias a mais que em 2009 (147 dias). Em relação à década de 1970, quando eram necessários 76 dias de trabalho, o número praticamente dobrou, diz o presidente.

    A pesquisa avaliou a tributação incidente sobre os salários, que é formada principalmente pelo Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), pela contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e pelas contribuições sindicais. Além disso, o cidadão paga a tributação sobre o consumo - já inclusa no preço dos produtos e serviços - (ICMS, IPI, ISS, por exemplo) e também a tributação sobre o patrimônio (IPTU, IPVA, ITBI, dentre outros). Arca ainda com outras tributações, como taxas de limpeza pública, emissão de documentos e contribuições para iluminação pública, por exemplo.

    Segundo o levantamento, dependendo da faixa de renda, o contribuinte terá de trabalhar mais dias apenas para pagar os impostos. Os que têm rendimento mensal de até R$ 3 mil trabalharão 143 dias, os que possuem rendimento de R$ 3 mil a R$ 10 mil vão trabalhar 159 dias, e aqueles que ganham acima de R$ 10 mil trabalharão 152 dias.

    Para Olenike, apesar de trabalhar um dia a mais para pagar tributos em 2012, o brasileiro continua não vendo o retorno dos valores em serviços públicos como segurança, transporte, educação, saneamento básico, saúde e iluminação e outros.

    A pesquisa faz ainda uma comparação com outros países e comprova que o Brasil fica atrás apenas da Suécia, onde o contribuinte gasta 185 dias de trabalho com tributos. Na França são necessários 149 dias, nos EUA, 102 dias, e no México, 95 dias
  • Hay  03/06/2012 07:59
    Como sempre, o mesmo lenga-lenga de que o problema não é a carga tributária pornográfica, mas o fato de "não haver retorno em serviços". Cacete, estão falando isso há DÉCADAS, os países que eram o paraíso dos defensores da carga tributária alta já estão tendo cada vez mais dificuldades de manter esse modelo, e as pessoas ainda estão falando que o problema está na falta de serviços correspondentes. O modelo de estado de bem-estar social realmente precisará entrar em colapso total para que essa mentalidade mude.
  • Leandro  18/07/2012 11:29
    Invista 3 minutos do seu dia neste excelente vídeo, que explica bem didaticamente o que o governo brasileiro faz com o seu salário. (Mas ignore a metade final do vídeo, que infelizmente cai na velha ladainha de que basta 'votar certo', que tudo se resolve).


  • ricardson  19/12/2012 20:12
    leandro,

    Há divergência conceitual sobre o imposto de pigou entre a escola austriaca e keynesiana? Em caso positivo,favor indicá-las.

    certo de seu esclarecimento, no aguardo,

    ricardson
  • Paulo H  05/05/2014 22:23
    Caros, perdão por escavar esse artigo, mas surgiu uma dúvida.. Ouvi um economista citar os impostos lump sum como imposto que não distorce a eficiência da economia. É obvio que meu alarme austríaco soou alto, não há desvio de recursos escassos para o estado que não distorça a economia de mercado, estou certo?
  • Rherison  14/09/2014 02:02
    Artigo muito interessante, porém desconsiderou os efeitos da elasticidade da demanda quando falou no aumento dos preços que as empresas fariam devido ao repasse do aumento das despesas com pagamento de salário de seus funcionários.

    Também não considerou na análise a relação "Remuneração X Número de funcionários". Os funcionários com altos salários costumam ser em número bem reduzido de pessoas dentro de uma empresa, em relação ao número de funcionários com baixos salários.

    Aqui vai uma ideia que contribui e corrobora com o defendido no artigo, o aumento desmedido no imposto de renda poderia desestimular a qualificação profissional, pois a renda líquida dos ricos e pobres, ou seja, o que sobra pra cada um após pagar o imposto de renda, seria mais ou menos o mesmo para todos, portanto a longo prazo as pessoas se sentiriam desestimuladas a obter alta qualificação profissional, pois lhes sobraria a mesma quantidade de dinheiro que sobra às pessoas pouco qualificadas.
  • Reinaldo  14/09/2014 14:06
    Há um artigo inteiro dedicado a essas questões. Por isso é sempre bom pesquisar antes de sair comentando.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1453


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