"Falhas de mercado" e informações assimétricas

O Prêmio Nobel de economia de 2001 foi concedido ao trio George A. Akerlof, Joseph E. Stiglitz e A. Michael Spence por "suas análises sobre mercados com informações assimétricas" e por seus "avanços na análise dos mercados e do controle de informação".

Quando estava no meu primeiro ano da pós-graduação, foi-me concedida a tarefa de ler a famosa monografia de George Akerlof, "O Mercado dos Limões", a qual havia sido publicada no The Quarterly Journal of Economics em 1970, e desde então é tida como um trabalho clássico.

O trabalho é bastante interessante e até mesmo intelectualmente instigante.  "Limões" é altamente lido, ao contrário da maioria das coisas que são publicadas hoje nos "principais" periódicos acadêmicos sobre economia.  No que mais, o trabalho representou uma bem-vinda ruptura com a tese da "informação perfeita", a qual dominou a economia neoclássica desde a época de Alfred Marshall.

O tema da "informação imperfeita" defendida por economistas é o seguinte: os indivíduos que interagem no mercado não dispõem de toda a "informação perfeita" que é necessária para fazer com que os mercados funcionem de maneira adequada, como indicado pelo ponto de equilíbrio demonstrado na famosa Interseção Marshalliana, em que oferta e demanda sempre se igualam.  Considerando-se, portanto, que há essa "falha de mercado", o que os indivíduos devem fazer para que os mercados funcionem?

Ademais, os mercados também são flagelados pela assimetria de informação, que é o que ocorre quando a informação necessária para que compradores e vendedores cheguem ao "equilíbrio" não está igualmente distribuída entre todos os participantes de mercado.  Akerlof fornece o exemplo do mercado de carros usados (daí o "limões" do título de sua monografia; "limões" são uma gíria para carros usados em mau estado, mas que apenas os donos sabem dessa condição).

De acordo com um ditado popular sobre o mercado de carros usados, quando alguém compra um carro usado, ele "está comprando os problemas de outra pessoa".  Os compradores de carros usados possuem muito menos informação do que os vendedores sobre quais carros são "limões".  O que parece ser um bom carro no estacionamento da revendedora pode perfeitamente acabar se revelando uma tremenda barca furada tão logo o novo proprietário o estiver dirigindo no centro da cidade.  A perspectiva de um carro usado acabar se revelando um limão pode gerar uma espiral catastrófica no mercado de carros usados.  Por causa dessa incerteza, compradores serão mais relutantes a pagar bem por um determinado carro usado, sendo que, caso eles de fato soubessem com certeza que o carro que estão comprando não é um limão, estariam dispostos a pagar mais.  Em consequência dessa relutância em se pagar mais, os vendedores retirarão seus melhores carros do mercado, dado que consideram que os preços oferecidos são inadequados.  Isso, por sua vez, induz os compradores a oferecer preços ainda menores, já que, com os melhores carros fora do mercado, as chances de se adquirir um limão aumentam substancialmente.  Essa espiral descendente ameaça destruir esse mercado por completo.

Note que todo o problema se originou de um fato: os compradores desconfiados decidem que não há como saber se o carro é bom ou ruim, e os vendedores são incapazes de persuadi-los do contrário.  Daí a teoria da "informação assimétrica": uma situação em que o vendedor ou o comprador possui alguma informação importante que o outro lado não possui.

A solução apresentado pelos economistas seguidores dessa teoria é que o governo imponha novas regulamentações ao mercado.  A regulamentação, argumentam eles, obriga todos os lados a fornecerem todas as suas informações.  Ademais, "leis antilimões" que obriguem os vendedores a restituir os compradores caso o carro não corresponda ao esperado irá impedir que o mercado entre em colapso.

Essa análise econômica da informação imperfeita foi criada com a intenção de abolir da ciência econômica os modelos irrealistas de "concorrência perfeita", modelos estes nos quais não há "falhas de mercado" e todos os lados obtêm todas as informações necessárias.  Akerlof nem de longe foi a primeira pessoa a explorar esta área.  Ludwig von Mises, F.A. Hayek,  Murray N. Rothbard e Israel Kirzner já escreviam sobre isso antes de Akerlof publicar seu ensaio.  (O artigo de Israel Kirzner de 1976, Knowing about Knowledge: A Subjectivist View of the Role of Information, é, em minha opinião, um ensaio bastante superior ao dos limões.  Foi publicado no livro Perception, Opportunity, and Profit: Studies in the Theory of Entrepreneurship.  Kirzner e os outros austríacos sabem que a informação imperfeita é parte inerente ao processo de mercado, e não um obstáculo ao funcionamento do mercado.)

Não apenas isso, como também a análise austríaca é muito superior a tudo o que foi escrito pelo trio Nobel, pois os austríacos reconhecem o papel do empreendedor em lidar com as realidades da informação imperfeita.

De acordo com Akerlof e outros, os participantes do mercado, ao lidarem com as realidades da informação imperfeita, têm pouco ou nenhum incentivo para adquirir mais informações para si próprios.  Eles estão "empacados" em um desequilíbrio que não pode ser corrigido — isto é, não pode ser corrigido a menos que o governo venha ao socorro.  No entanto, tanto a teoria quanto uma simples observação prática mostram que Akerlof está errado.

Em primeiro lugar, o livre mercado possui meios para fornecer informações para aqueles que delas precisam.  Por exemplo, empresas frequentemente oferecem todos os tipos de suporte aos seus produtos para mostrar que elas creem que seus produtos são dignos de serem adquiridos.  Elas oferecem garantias e concedem reembolso para proteger os consumidores contra eventuais defeitos e para garantir que eles fiquem satisfeitos.  Se os compradores de carros querem ter mais informações sobre carros usados, por que eles não conseguiriam obtê-la?  Há várias maneiras de isso ser feito.

Tenho um conhecido que é especialista em assuntos automotivos.  Frequentemente ele é chamado por seus amigos, e por amigos de seus amigos, para acompanhá-los até uma revendedora para analisar os carros lá vendidos.  Ele leva consigo algumas ferramentas para testar a qualidade do carro e constatar a veracidade das informações fornecidas pelo vendedor.  Dentre outras coisas, ele leva um ímã o qual ele desliza ao longo do carro para descobrir se a lataria já foi danificada e se o vendedor utilizou alguma substância à base de fibra de vidro para cobrir os amassados.  Especialistas como esse meu amigo podem ser livremente contratados para ir às revendedoras e "equalizar" um pouco a assimetria de informações.

Ademais, vale notar que o mercado de carros usados nunca entrou em colapso em nenhum lugar do mundo (ao menos, não nas economias razoavelmente desenvolvidas).  Em vários locais, inclusive, ele é ainda mais dinâmico do que o mercado de carros novos [como aconteceu no Brasil na década de 1980, durante o Plano Cruzado].  Outra pergunta que vale ser feita é: por que se pressupõe que os vendedores dos melhores carros, ao estabelecerem seus preços, não irão levar em conta a falta da informação dos compradores?

É quase impossível encontrar uma transação na qual os indivíduos possuam exatamente as mesmas informações.  Assimetrias de informações estão presentes em todos os lugares, e nenhum critério aceitável já foi proposto para separar as assimetrias "aceitáveis" das "inaceitáveis".  Ademais, suponhamos que um determinado mercado realmente entre em colapso, exatamente da maneira como Akerlof descreveu.  Tal colapso teria ocorrido em consequência das ações voluntárias dos consumidores, e isso não viola direitos de ninguém.  Logo, não haveria nenhuma justificativa para pedir a intervenção governamental em um processo cuja ocorrência se deu justamente de acordo com os desejos do público consumidor — isto é, do mercado.

No mais, empreendedores já criaram na internet vários websites em que consumidores fornecem suas opiniões sobre vários produtos e serviços, atribuindo notas aos vendedores destes produtos e serviços.  Há também vários websites em que vendedores e potenciais compradores se "encontram" e fazem ofertas, expandindo desta forma a concorrência e abrindo novos mercados para todos que quiserem participar.

Em outras palavras, as pessoas sabem criar maneiras de lidar com a questão da imperfeição das informações, as quais são, por si sós, uma mercadoria escassa e valiosa.  Negar tal fato é se negar a examinar as transações que ocorrem no mundo real.

A crença de que regulamentações governamentais podem "solucionar" o "problema da informação" é risível, para não dizer completamente fora da realidade do mundo.  No mínimo, o governo cria problemas de informação, pois várias regulamentações proíbem as pessoas envolvidas em transações de descobrir — ou agir de acordo com — fatos relevantes.  Um bom exemplo aconteceu há alguns anos, em Washington, D.C.  A câmara municipal promulgou uma lei que proibia os planos de saúde de discriminar potenciais clientes com base em doenças já adquiridas.  Isto é, se um indivíduo já doente quisesse fazer um seguro-saúde para ter menos gastos, ele não poderia ser rejeitado (que é exatamente a mesma coisa de um indivíduo querer fazer um seguro anti-incêndio enquanto sua casa está sendo destruída pelo fogo).  Com efeito, pela lei, as seguradoras nem sequer poderiam fazer perguntas às pessoas sobre questões relativas à saúde.  Algum tempo depois, os vereadores disseram estar "estupefatos e furiosos" com o fato de os planos de saúde terem ameaçado não mais emitir apólices para absolutamente nenhum habitante da cidade.

Portanto, o governo não traz mais certeza às transações; na verdade, ele apenas piora tudo.  É impossível os indivíduos saberem tudo sobre tudo.  O defeito essencial da literatura sobre informação assimétrica está no fato de ela centrar-se nos incentivos relacionados a dados dispersos sobre produtos e não nas informações sobre as instituições e os procedimentos que nos permitem lidar com essa dispersão.  A noção de que autoridades centrais podem corrigir imperfeições de mercado pressupõe que essas autoridades sabem exatamente quais medidas funcionarão melhor mesmo elas estando fora da experiência do mundo real.  É só a experiência de mercado, com o sistema de lucros e prejuízos, que pode revelar dados sobre condições econômicas obscuras.  E é só assim que podemos saber como melhor lidar com estes problemas.

Em vez de indicar a necessidade de intervenções governamentais, assimetrias de informação fazem com que o livre funcionamento do mercado seja algo ainda mais importante.  Tendo como guia a busca por lucros e a aversão a prejuízos, empreendedores irão determinar os métodos menos custosos para lidar com os problemas de informação.  Decretos governamentais podem até fazer com que alguns se sintam melhores, na crença de que os problemas foram resolvidos, mas a ausência de cálculos de lucro e prejuízo, para não falar também da pressão de lobistas e grupos de interesse, faz com que a possibilidade de haver resultados economicamente mais eficientes em decorrência das regulamentações esteja apenas no campo das superstições.

A vida é incerta, não importa como ela seja vivida.  A ideia de que o processo político, que é uma das coisas mais volúveis da face da terra, pode fornecer as bases para a certeza e para a estabilidade é uma ideia que só pode ser defendida por quem vive em alguma espécie de dimensão paralela.

 

2 votos

SOBRE O AUTOR

William L. Anderson
é um scholar adjunto do Mises Institute, leciona economia na Frostburg State University. 

Tradução de Leandro Roque



"uma proposta legislativa que congele os gastos públicos por 20 anos."

Esse aí é de uma ignorância ímpar.

Querido Henrique, os gastos não serão congelados. Os gastos crescerão à mesma taxa da inflação do ano anterior. A menos que a inflação passe a ser zero, não haverá nenhum congelamento de gastos.

Outra coisa: os gastos com educação, saúde e assistência social poderão continuar aumentando aceleradamente, sem nenhum teto, desde que os gastos em outras áreas sejam contidos ou reduzidos.

Isso será um ótimo teste para ver o quanto os progressistas realmente amam os pobres. Se quiserem que mais dinheiro seja direcionado à educação, à saúde e à assistência social, então menos dinheiro terá de ser direcionado ao cinema, ao teatro, aos sindicatos, a grupos invasores de terra e, principalmente, aos salários dos políticos (descobriremos a verdadeira consciência social dos políticos de esquerda).

Se quiserem mais dinheiro para educação, saúde e assistência social, então terão de pressionar o governo a reduzir os concursos públicos e os salários nababescos na burocracia estatal. Terão de pressionar o governo a fechar emissoras estatais de televisão. Terão de pedir para o governo parar de injetar dinheiro em blogs progressistas.

Terão de pedir por um amplo enxugamento da máquina pública. Terão de ser extremamente vigilantes em relação à corrupção, impedindo superfaturamentos em obras contratadas por empresas estatais.

Terão de exigir a redução do número de políticos. Terão de exigir a abolição de várias agências reguladoras custosas. Terão de exigir menores gastos com a Justiça do Trabalho, que é o mais esbanjador dos órgãos do Judiciário.

Acima de tudo, terão de pedir para que o estado pare de administrar correios, petróleo, eletricidade, aeroportos, portos e estradas, deixando tais áreas a cargo da livre iniciativa e da livre concorrência.

De bônus, para que tenham um pouco de diversão, terão também de pedir para que o estado pare de gastar dinheiro com anúncios publicitários na grande mídia (impressa e televisiva) e em times de futebol. E que pare de conceder subsídios a grandes empresários e pecuaristas.

Se os progressistas não se engajarem nestas atividades, então é porque seu amor aos pobres era de mentirinha, e eles sempre estiveram, desde o início, preocupados apenas em manter seus próprios benefícios.

Com a PEC, o dinheiro que vai para a Lei Rouanet, para a CUT, para o MST e para o alto escalão do funcionalismo público passará a concorrer com o dinheiro do Bolsa-Família, do Minha Casa Minha Vida, da Previdência Social e do SUS.

Vamos ver quão sérios são os progressistas em seu amor aos desvalidos. Veremos o real valor de sua consciência social.

Pela primeira vez, incrivelmente, os burocratas do governo perceberam que o dinheiro extraído pelo governo da sociedade não é infinito.

A tímida PEC 241 possui falhas, mas é um passo no rumo certo - e suas virtudes apavoram a esquerda

"Gostaria de abordar aqui, como causa da crise e do desajuste das contas do governo, o vertiginoso aumentos dos juros ocorrido nos últimos anos"

Ignorância econômica atroz.

Ao contrário do que muitos acreditam, o governo gasta menos com juros quando estes estão subindo.

Sim, é isso mesmo: quando os juros estão subindo, há menos despesas com juros.

E a explicação é simples: quando os juros estão subindo, os preços dos títulos públicos estão caindo. Com os preços caindo, há menos resgates de títulos. Consequentemente, há menos gastos do Tesouro com a dívida.

Não precisa confiar em mim, não. Pode ir direto à fonte. Esta planilha do Tesouro mostra os gastos com amortização da dívida. Eles caem em anos de juros em ascensão e diminuem em anos de juros em queda.

Eis os gastos do Tesouro com amortização da dívida a partir de 2011:

2011 (ano em que os juros foram de 10,75% para 12,50%): R$ 97.6 bilhões

2012 (ano em que os juros caíram para 7,25%, o menor valor da história): R$ 319.9 bilhões (sim, o valor é esse mesmo)

2013 (ano em que subiram de 7,25% para 10%): R$ 117.7 bilhões

2014 (ano em que subiram para 11,75%): R$ 190.7 bilhões

2015 (ano em que os juros subiram para 14,25%): R$ 181.9 bilhões

Conclusão: o ano em que o governo mais gastou -- e muito! -- com a amortização da dívida foi 2012, justamente o ano em que a SELIC chegou ao menor nível da história.

Vá se educar em vez de ficar falando besteiras em público.

Quanto ao nível dos juros em si, durante todo o primeiro mandato do governo Lula eles foram muito maiores do que os atuais. E, ainda assim, houve crescimento e investimentos.

Quando o cenário é estável, confiável e propício, juros não impedem investimentos. Quando o cenário é instável e turbulento, juros não estimulam investimentos.

No mais, a subida dos juros foi uma mera conseqüência inevitável das políticas econômicas heterodoxas de dona Dilma.

"Nada disso precisava ocorrer caso o governo continuasse com sua política de contenção de preços, como o da gasolina e da energia elétrica"

Putz, e eu perdendo meu tempo escrevendo isso tudo achando que o sujeito era sério...

Por fim, quer saber por que os juros são altos no Brasil? Você só precisa ler esses dados aqui.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Alan  09/11/2011 11:02
    Esse artigo é excelente. Não apenas o tema e seu consequente desenvolvimento sob uma perspectiva laissez-faire estão muito bem feitas, mas a linguagem e a metodologia estão muito boas.
  • M E N A U  09/11/2011 11:22
    ''A vida é incerta''.\r
    Corretíssimo.\r
    Somente a morte é certa, só não sabemos dela quando, onde e de que modo?\r
    As informações são assimétricas, assim como não existe simetria entre os próprios viventes, sejam eles amebas ou seres humanos.\r
    Mesmo que duas pessoas recebam a mesma infrmação, o processamento que cada uma fará será assimétrico. Eis a diferença entre o visionário empreendedor e o gari, com todo o respeito que este merece.\r
    Um governo, seja qual for o título que receba, acabará por ser oligárquico, afinal sempre prevalecerá o interesse da minoria mais bem preparada, que fatalmente detérá o poder, financeiro em última e simples análise.\r
    Só num passado muito distante o poder era sintetizado pela força bruta, mas daí evoluiu a criatura para o atual ''loby-sapiens'', esse que pode se articular melhor financeiramente, e assim domina.\r
    A democracia funcionaria num estado de simetria de informações, portanto de inclusão total, ainda que, cada um, fizesse o que quisesse desta utópica condição.\r
    Na própria gestação, o indivíduo, por capricho da natureza, estará apto ou não a galgar as melhores condições socio-políticas.\r
    Ou seja, nunca houve isonomia de condições, desde a concepção biológica.\r
    Para o menos privilegiado, se o grau de despreparo o tornar um alienado, melhor para sua existência de gado, pois pode ser tamanha a disparidade, que de nada adiantaria a lucidez da própria incapacidade.\r
    Todos só são iguais perante a lei, ou nem isso.\r
    Um Estado, que conseguisse implementar o verdadeiro tratamento desigual para os desiguais, estaria mais próximo de resolver injustiças intra-uterinas, entrementes, a lei natural de preservação da espécie não carrega no DNA tamanho sofisticamento.\r
    Malgrado as iniciativas mundo afora, com milênios de tentativas e erros, o máximo que se conseguiu foi a venda de ilusões de regimes perfeitos, ilusão sim, pois só perfeitos para a casta que estiver no poder.\r
    \r
  • ANDREA  16/04/2016 05:09
    Olá Boa Noite

    Parabéns! Muito interessante seu artigo, fiquei curiosa sobre o tema. Mas tenho uma dúvida, você acredita ser desnecessária ou irrelevante a regulação de grandes empreendimentos que dizem respeito a uma parcela realmente grande da população, digo, gostaria que fosse falado sobre os limões da ANEEL por exemplo ou da ANATEL. Como você enxerga isso, quando o Governo representa parte da população na negociação de um serviço. Obrigada
  • Magno  16/04/2016 16:49
    Irrelevante? De jeito nenhum.

    Não fossem as agências reguladoras, haveria concorrência estrangeira, haveria liberdade de entrada no mercado, e as grandes empresas não usufruiriam seu oligopólio e sua reserva de mercado garantida pelo governo.

    Artigos a respeito:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2384
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2049
  • Cristiano  09/11/2011 11:49
    Excelente artigo.
    Todo estudante de economia deve andar com ele a tira-colo pois enfrentará essa falácia nas salas de aula em algum monento.
  • Leninmarquisson da Silva  15/08/2013 15:53
    Precisei dele um ano atrás :\
  • Anny  25/06/2014 15:03
    sou estudante de marketing e este documento
    deu-me uma boa base para o meu estudo **

    gostei muito
  • Flavio  09/11/2011 12:41

    Gostei do artigo.

    Pode-se aplicar essa história do limão a quase tudo.

    Quando duas pessoas se casam pode-se dizer que as duas partes não sabem tudo sobre o outro, quando passam a morar juntos vão descobrindo os "defeitos" em alguns casos isso invibializa a negócio (relação).
  • Rhyan  09/11/2011 13:21
    Muito bom, parabéns!
  • Alexandre M. R. Filho  09/11/2011 15:37
    Pelo amor de Deus, troquem a bendita figura! Que agonia!!!
  • Vitor Sousa  15/08/2013 14:24
    Também passei rapido por ela, que agonia.
  • Emerson Luis, um Psicologo  16/08/2013 17:09
    Concordo! Troquem essa figura!

    * * *
  • Thyago  09/11/2011 21:47
    A morte e o pagamento dos impostos hehe...

    Artigo fenomenal. Esse merece maior relevância. É importantíssimo para todo aquele que estuda a economia na universidade. Desmorona toda a argumentação desses caras...
  • Alex  09/11/2011 21:48
    Poxa... Já estou pensando no tema de minha monografia e gostei deste tema, meu problema é que certamente não terei um orientador a altura :(
  • vincibode@gmail.com  10/11/2011 12:56
    Recentemente, a B2W, que comanda os site de vendas 'Lojas Americanas', 'Submarino' e Shoptime teve suas atividades suspensas no prazo de 72h, por não cumprir com os prazos de entrega dos produtos ou não ter nem ao menos entregue, podendo também sofrer multa de mais de 1 milhão. O fato é que esses casos aumentaram em quase 250% desde o ano passado.

    A pergunta é: como o livre mercado resolveria esse impasse? Obviamente os consumidores que solicitaram os produtos no prazo não sabiam sobre esse elevado descumprimento dos prazos de entrega. Como os consumidores prejudicados resolveriam essa situação, sem o auxílio do estado?
  • Leandro  10/11/2011 13:00
    Alguma palavra sobre a culpa dos Correios nisso tudo? E como, exatamente, o estado fechar as operações destas empresas vai ajudar a acelerar o processo de entregas?

    No mais, se há desrespeito a contratos, não há nada de errado em se utilizar meios judiciais. O problema é que o judiciário é monopólio do estado, e por isso oferta serviços de maravilhosa eficiência e rapidez (exatamente a eficiência e rapidez que o estado agora cobra das empresas).
  • Thiago  10/11/2011 13:23
    Simples. As pessoas param de comprar nas lojas que nao cumprem prazo. E elas vao a falencia se continuarem assim.
  • Alexandre M. R. Filho  10/11/2011 14:26
    Vinci,\r
    \r
    é muito difícil prever como se dariam as coisas em ambientes livres que hoje são estatizados.\r
    \r
    Mas dá pra fazer um exercício.\r
    \r
    Então, devemos presumir que não há justiça estatal.\r
    \r
    Dessa forma, seria muito temerário contratar sem a garantia de ter "pra onde correr" caso desse zebra.\r
    \r
    Provavelmente, então, as pessoas tenderiam a contratar com empresas que aceitassem se submeter a uma instituição privada de resolução de conflitos. Um árbitro, uma câmara de conciliação, qualquer coisa.\r
    \r
    Num ambiente assim, teríamos empresas de resolução de conflitos mais e menos confiáveis. O mercado faria a seleção delas.\r
    \r
    Logicamente, algumas empresas preferirão não aderir a nenhum serviço desses. Provavelmente, estas seriam menos procuradas e teriam qeu ofertas produtos e serviços mais baratos. Muito certamente, o serviço seria de pior qualidade.\r
    \r
    Bom, feito o contrato, com a inadimplência vc acionaria a empresa "judicial". Esta emitiria uma decisão qeu deverá ser cumprida. Com o não cumprimento, empresas de execução de decisões - que podem também ser a empresa de resolução de conflitos - entrariam em cena confiscando bens da parte que não cumpriu a decisão.\r
    \r
    Mesmo assim, alguém pode dizer: e se a empresa não cumprir o acordado, não cumprir a decisão e, finalmente, não aceitar a execução, quem poderá nos ajudar?\r
    \r
    Ora, uma empresa que descumpre todos esses passos - COM OS QUAIS VOLUNTARIAMENTE DISSE QUE CONCORDARIA EM OBEDECER - vai ficar muito tempo no mercado ainda?\r
    \r
    Muitas pessoas será que vão "cair" no conto dessa empresa?\r
    \r
    O que eu imagino é que, pelo contrário, elas procurariam o mais rapidamente se adequar a essas questões.\r
    \r
    Mesmo porque, num ambiente livre, vc não seria obrigado a contratar com ela e, certamente, empresas concorrentes estariam à espreita só esperando pra pegar o filão no mercado.\r
    \r
    Nâo é difícil imaginar que aparecia uma outra empresa se dispondo a adimplir a obrigação de outra empresa apenas para angariar clientes. Quase tivemos isso no nosso super regulamentado setor de telefonia móvel.\r
    \r
    Mas, como eu disse, é difícil prever como será o arranjo voluntário.
  • Daniel  10/11/2011 15:03
    Tu já compraste alguma coisa no Ebay?\r
    \r
    Não é o melhor sistema do mundo, mas tem um sistema de arbitragem privado que garante teus direitos de comprador de maneira MUITO mais eficiente que qualquer justiça estatal, e com ótimos prazos (geralmente um "dispute" é resolvido em poucas semanas).\r
    \r
    No caso de um atraso significativo, produto diferente do descrito e etc tu pode usar esse sistema. E vendedores que sistematicamente caem nisso e que tem resultados ruins nas notas que os clientes dão são eliminados do mercado.\r
    \r
    Um sistema voluntário de certificação, confiança e arbitragem é sempre melhor que justiça estatal. Tu quer saber como EU me protegi disso? Tive problemas em 2010 com a Americanas e simplesmente não comprei mais lá. Tem dezenas de outras lojas online confiáveis com os mesmos produtos e inclusive preços menores. E se eu quiser comprar novamente na Americanas irei verificar os feedbacks recentes no Buscapé, Ebit, Reclame Aqui e outros, onde tu pode notar, com qualquer consulta rápida, que a loja não vem satisfazendo seus consumidores.
  • Carlos Araujo  11/11/2011 00:11
    Bom, eu comprei no Ebay e recebi um produto que não valia nem 1/4 do que o que eu teria de receber.
    Abri dispute no ebay, enviei o produto pro vendedor com rastreio nos correios. O vendedor não estava no endereço e se recusou ir na USPS pegar o item.
    Resultado: Não recebi o meu dinheiro de volta.
    Agora estou aguardando uma ajuda da operadora do meu cartão de crédito, para ver se eles cancelam a compra. Se não cancelarem, terei que apelar à justiça comum.

    Não estou falando que a justiça estatal é melhor que meios privados de solução de problemas, mas este também não está livre de falhas.
  • Daniel  14/11/2011 17:01
    Carlos, ele tem falhas, mas é muito mais eficiente que os sistemas estatais. Justamente pois tem muitos concorrentes tanto diretos (outros sites de leilão, amazon market) quanto indiretos (basicamente todo e qualquer varejo online e físico no mundo).\r
    \r
    Imagine se tu fosse tentar resolver uma questão de comércio internacional pelas vias jurídicas normais. Só o custo para um bom advogado pensar no assunto já passa fácil o custo de praticamente qualquer causa de coisas compradas no ebay (que dificilmente passam de $500).\r
    \r
    O ebay tem muita gente fraudulenta, principalmente vendedores da ásia. Mas é facílimo de pegar, só ler os feedbacks. Qualquer coisa abaixo de 99,9% já serve para desconfiança. Agora imagine se fossem criadas restrições e regulações antes do vendedor poder operar... Seria uma porcaria, muito menos concorrência e maiores preços por lá.
  • Carlos Araujo  14/11/2011 20:43
    Claro Daniel.

    Apesar das falhas, a moderação privada está anos luz da estatal.

    Isso sem contar o fator moral.

    Abraço.
  • vinci  10/11/2011 13:30
    O atraso via monopólio e incompetência dos correios realmente deve ser levado em conta.


    "E como, exatamente, o estado fechar as operações destas empresas vai ajudar a acelerar o processo de entregas?"

    R: Nesse caso, imagino que como os sites não terão pedidos no prazo de 72h, utilizarão esse período para efetuar as entregar em atraso, tentanto resolver o mais rápido possivel a situação penosa, buscando também não repetir esse problemas, por conhecer as penas.

  • Carlos Araujo  15/11/2011 00:43
    Sem contar que dentro dos Correios está cheio de ladrão.
    Eles levam o seu produto e colocam um tijolo ou qualquer coisa dentro.
    As vezes a encomenda simplesmente "some".

    E tem também o fato de que muitos carteiros são extremamente descuidados.
    Outro dia cheguei em casa e tinha duas caixas no chão. O carteiro filho da .... simplesmente jogou as caixas por cima do muro.

    Eram dos produtos de informática, e felizmente não estragaram. Pois se tivesse estragado, eu ia pedir ajuda pra quem?
  • João Paulo  10/11/2011 15:40
    Pode até parecer bem intencionada a pretensa ideia de que os governos podem controlar e melhorar as chamadas falhas de mercado, mas não é isso que o bom senso e a realidade tem nos mostrado. O artigo é muito bom e como diria o historiador David S.Landes "prefiro a verdade ao pensamento bem intencionado".
  • vinci  10/11/2011 16:55
    Prezados Alexandre e Daniel, vocês sanaram minha dúvida! Valeu! A explicação teórica de Alexrandre e o exemplo prático do Daniel foram esclarecedores.
  • Bernardo Emerick  11/11/2011 07:55
    Só um detalhe. A tradução ficaria melhor substituindo "limões" por "abacaxis". É exatamente este o sentido. O artigo do Akerlof em português é "O mercado dos abacaxis". Viu como faz sentido? Carros usados são abacaxis etc. Aí não é necessário explicar que, em inglês, limão é abacaxi...
  • Leandro  11/11/2011 08:20
    Eu havia pensado nesta hipótese, Bernardo. Mas recuei ao constatar que todos os livros de micro realmente utilizam o termo "limões", assim como toda a literatura econômica em português também se refere ao artigo utilizando o termo limões. Ademais, busquei no Google "O mercado dos abacaxis" e só surgiu uma referência.

    Por isso mantive 'limões'.

    Mas concordo que abacaxis faria mais sentido.

    Grande abraço!
  • M E N A U  11/11/2011 09:14
    Eu prefiro limões, dos quais posso fazer uma boa limonada, ou seja, prefiro carros semi-novos, ainda na garantia de fábrica. Dá trabalho achar um semi-novo realmente ''não-limão'' ou seja achar um processável (limonada), e um pouco de sorte é bem vinda, aquela coisa, estar no lugar certo na hora certa, ou neste caso específico estar com dinheiro na mão justamente quando alguém quer trocar sua viatura com 1 anos de uso pelo carro do ano.\r
    Já abacaxi me dá aftas...rs
  • Angelo T.  14/11/2011 09:03
    Bom texto!
  • Thiago  19/12/2011 10:44
    Como estou acostumado a escrever em inglês, vou misturar Português com Inglês o tempo inteiro.

    O artigo não é ruim. É péssimo para quem conhece os textos dos três autores citados. Não que eu goste de nenhum dos três; sou "a free-market guy", mas o simplismo do artigo beira o ridículo. Esse artigo é de 2001, logo após do Nobel. O Willian estava começando o trabalho no Mises.

    Vamos ao texto:
    "A solução apresentado pelos economistas seguidores dessa teoria é que o governo imponha novas regulamentações ao mercado."

    Os economistas,

    Market of Lemons:
    Problema: Advise Selection. (minha definição: refers to a situation where one side of the market can not observe the quality of the goods on the other side of the market. Adverse selection may result in too few transactions being made.)
    Soluções do ARTIGO(1970)(capítulo 4):
    1.) Guarantees.
    2.) Brand-name Good.
    3.) Licensing practices.

    O autor apenas cita regulação govermental na introdução e apenas defende em alguns casos, que não é citado no texto. "[...] in some cases, governmental intervention may increase the welfare of all parties. Or private institutions may arise to take advantage of the pontial increases in welfare which can accrue to all parties."

    Spencer:
    Tradicional "counteract" do Adverse Selection não é "regulação", e sim, "Signaling". Como no texto do Spencer( por isso ele ganhou o Nobel):
    "Spence M.(1973): Job Market Signaling" . Depois em 1974 escreveu um livro.
    Os agentes mais informados transmitem sinais para os agentes menos informados. Exemplo: Diploma.
    Governo não está no modelo..

    Stiglitz: a obra do autor é ampla sobre o assunto. Eu devo ter lido uns quatro textos. Acredito que o mais importante seja:
    1.) Stiglitz responde: o que os agentes "menos informados" podem fazer para diminuir o problema sobre incertezas. Resposta: ações dos mais informados gera informações úteis sobre o produto. ( "Screening through self-selection")
    2.) Mostra que a "Indiference Curve" não é convex (como os tradicionais modelinhos assumem) em mercados com informações incompletas.


    Original texto do Willian:
    Not only that, but the Austrian analysis was (and still is) far superior to anything written by the latest Nobel-winning trio because the Austrians have recognized the role of the entrepreneur in dealing with the realities of imperfect information."

    Os três autores reconhecem que "entrepreneur" podem resolver informação incompleta. Por sinal, esse foi o trabalho mais importante do Spencer e Stiglitz sobre o assunto. A diferença está é que em alguns casos intervenção governamental é necessário.

    "De acordo com Akerlof e outros, os participantes do mercado, ao lidarem com as realidades da informação imperfeita, têm pouco ou nenhum incentivo para adquirir mais informações para si próprios. " .

    O problema principal problema é o custo de transição. Eles reconhecem que esse seu amigo possa existir. Mas existe um custo para obter essa informção: o preço pago para o mecânico diferenciar os "lemons" dos "plums".

    O que fica claro após esse texto:
    1) O autor só leu o texto do Akerlof dos Lemons, o resto que ele conhece é dos manuais de microeconomia.
    2) Tradução coloca o Spencer no bolo sobre como "counteract" o "Adverse Selection". O que é de uma IGNORANÇA TOTAL sobre o assunto. O Spencer ganhou o Nobel por que criou o "Signaling". Não o simplismo: regulação govermental. " Original: "Akerlof's "solution," like that given by Stiglitz, is more government regulation of the market. "].
  • Leandro  19/12/2011 11:18
    Tentou sacar pra cima da gente e se deu mal, Thiago.

    Em primeiro lugar, Spence é citado uma só vez no artigo -- e não as várias vezes como você dá a entender -- e unicamente por ter sido um dos três vencedores do Nobel de 2001. Só. Depois dessa citação, o nome dele não mais volta a ser citado, muito menos o corpo de sua obra é analisada. Curiosamente, você gasta mais da metade de sua mensagem falando sobre Spence, defendendo posições suas que nem foram citadas no artigo. É como reclamasse de um artigo que estivesse falando apenas sobre Milton Friedman dizendo que tal artigo estava sendo injusto com Mises, e daí eu começasse a discorrer sobre suas obras.

    Portanto, tudo o que você falou sobre Spence foi desnecessário, pois o artigo não lida com ele.

    E o mesmo pode ser dito sobre Stiglitz! Seu nome aparece apenas uma vez. Por outro lado, no seu paper que lhe rendeu o Nobel, está escrito lá, de maneira explícita: "There exist government interventions (e.g., taxes and subsidies) that can make everyone better off." E daí ele começa a discorrer sobre essas intervenções (e isso é exatamente o seu item 1 sobre o Stiglitz). Isso não é invenção nenhuma, está tudo lá. Agora, se você gosta ou não, aí já não é problema nosso. Quaisquer críticas que o autor fizesse ao Stiglitz dentro desse contexto seriam totalmente válidas.

    Por fim, quanto às críticas ao Akerlof -- que é exatamente o tema principal do artigo --, você próprio deixou claro que concorda com tudo o que foi dito.

    Ou seja, não entendi nada da sua reclamação. Você concordou com o que estava escrito e saiu inventando um monte de coisas que simplesmente não estavam escritas, apenas para assim poder atacar algo.

    Grande abraço!
  • cris correa  15/08/2013 12:48
    Excelente artigo, lembrou-me que é na dimensao paralela que vivem nossos políticos e economistas.
  • amauri  15/08/2013 13:11
    Bom dia Leandro!
    As pessoas que recebem informações privilegiadas, tiram proveito disto. Seria como o estudante que cola no exame?
  • Vitor Sousa  15/08/2013 14:40
    Eu tenho uma dúvida sobre essa questão do livre mercado.

    É natural que as pessoas deixem de comprar na B2W à medida que seus itens passarem a não ser entregues.

    Porém, o mau atendimento de um hospital não geraria entregas atrasadas... geraria cadáveres. Ou seja, antes mesmo do mercado ter tempo para avaliar os serviços do hospital, pessoas teriam morrido. Poderiam ser 10, 100 ou 1000 pessoas. Quem sabe?

    Sendo um governante, como lidar com isso?
  • Leandro  15/08/2013 14:59
    O que um governante faria? O SUS produz cadáveres todos os dias, e os governantes, que são os gestores do SUS, não apenas nada fazem, como continuam se gabando do sistema.

    A resposta à sua pergunta é óbvia: se um hospital -- assim como qualquer outro serviço -- promete uma coisa e entrega outra, então isso configura uma clara quebra de contrato. E quebras de contrato são resolvidas na justiça. Se o estado existe, se ele se arroga o monopólio da justiça, e se ele torra nossa paciência diariamente com seus impostos e burocracias, então sua obrigação precípua é zelar pelo cumprimento dos contratos, punindo severamente quem não os cumpre.

    Mas isso não ocorre. Por quê?

    Porque a nossa justiça estatal é lenta e corrupta, o que faz com que as chances de um malfeitor sair impune sejam enormes, o que gera ainda mais relapso nos serviços. E o povo, em vez de pedir a total desestatização do judiciário -- note que nem é necessário privatizar nada; basta apenas legalizar a concorrência de cortes privadas --, continua com seus devaneios de que "o estado deve tornar a justiça mais célere".

    Sem desestatização, não há solução.
  • Andre Cavalcante  15/08/2013 15:29
    "Sem desestatização, não há solução."
    E agora com palavras de ordem? hihihi :)
  • Lopes  15/08/2013 15:47
    Perdoe-me interromper uma magistral réplica sua, Leandro, porém em uma recente discussão com um professor de economia sobre o impacto do gasto governamental na sociedade, eu utilizei o termo "o BACEN cria dinheiro para comprar títulos de dívida em posse de bancos privados" e fui interrompido ansiosamente pelo mestre que negou a criação de dinheiro do nada pelo banco central, afirmando que o que ocorre é, na realidade, o uso de dinheiro que existirá no futuro para realizar tal operação(O que não faz sentido algum, sob minha perspectiva).

    Haveria algum novo estratagema de refutação do mainstream à essa denúncia ou os mestres brasileiros estão abraçando o esoterismo? Devo eu comprar o horóscopo para prever o comportamento do BACEN?
  • Leandro  15/08/2013 15:58
    Isso de modo algum chega a ser esoterismo. Esoterismo era uma doutrina secreta que alguns filósofos antigos comunicavam apenas a alguns discípulos. Ou seja, era algo que exigia um tanto de intelecto. Já esse professor seria recusado até mesmo em um terreiro de macumba -- pois macumbeiros que se prezam exigem um nível mínimo de intelecto em seus terreiros.

    Com efeito, o único habitat propenso a acolher este espécime realmente é o meio universitário, que é um ambiente totalmente fecal.
  • Julio Heitor  15/08/2013 19:32
    HAHAHA!

    O Leandro, intencionalmente ou não, consegue ser hilário. Primeiro chama o professor de "espécime", e depois chama o ambiente universitário de "fecal".

    Mas as duas colocações são adequadas.
  • Pobre Paulista  15/08/2013 17:35
    Mas no fundo não deixa de ser verdade. Estamos roubando o futuro dos nossos sucessores em troca de sabe-se lá o que hoje. Já teve um artigo a respeito por aqui uns meses atrás...
  • Vitor Sousa  15/08/2013 18:14
    Ok.

    Concordo. Mas veja bem:

    Mas eu me referia mais (sem ter sido muito claro, admito) que não seria papel do estado/governante ser o "regulador" dos requisitos minimos do hospital para atendimento mínimo da qualidade dos seus serviços antes mesmo do empreendimento ofertar seus serviços a sociedade?

    Eu digo isso, por que depois que ele começa a oferta os seus serviços ruins, ele geraria óbitos antes mesmo de mercado ter uma avaliação precisa sobre os seus serviços.

    Por que uma coisa é um restaurante ruim abrir e expulsar clientes. No caso de um hospital as consequências seriam piores.
  • Leandro  15/08/2013 19:01
    Todo e qualquer empreendimento tem de entregar aquilo que ele se propõe a fazer. Caso contrário, isso implica quebra de contrato, sendo então cabíveis punições.

    No entanto, é preciso tomar cuidado com algumas exigências. Pelo que entendi, você está perguntando o que o governo deve fazer para que um hospital ruim não mate ninguém. Ao fazer esta simples pergunta, você já está conferindo a burocratas o dom da onisciência. Como o governo irá saber antecipadamente que determinado serviço é ruim? Isso não é tão simples quanto certificar uma infraestrutura. Saber que uma ponte é instável e está prestes a ceder é fácil; mas saber antecipadamente que toda a equipe médica de um hospital é ruim é algo impossível. Infelizmente, há empreendimentos que só podem ser impedidos após uma vida ter sido ceifada. Isso decorre do fato de que seres humanos não são oniscientes, e não têm o dom de impedir que estragos ocorram em ambientes insuspeitos. Governo nenhum, por mais competente que seja, tem essa capacidade. Trata-se de uma realidade que infelizmente tem de ser aceita.

    Por exemplo, no caso específico de hospitais, é necessário entender que até mesmo o melhor hospital com a melhor equipe técnica está sujeito a apresentar falhas humanas que resultem em morte. Isso é um fato da vida, uma inevitabilidade inerente ao fato de sermos humanos.

    Todos nós desejamos do bom e do melhor, mas isso é impossível de se ter o tempo todo. Querer que os hospitais nunca matem ninguém por erro médico -- uma falha humana como qualquer outra, presente em todas as áreas da economia -- é o mesmo que querer que nunca mais haja acidentes aéreos. Quando você compra uma passagem aérea, você quer chegar inteiro ao seu destino. Mas se houver um acidente, não é sensato exigir que o governo feche tal empresa.

    O mesmo vale para hospitais. E, considerando-se o fato de que o governo segue promovendo os hospitais públicos mesmo já sabendo que eles são um açougue, você estaria fazendo bem em confiar em qualquer outra entidade que não o governo para distribuir atestados sobre a qualidade de hospitais.
  • Marcio L  16/08/2013 02:10
    Acho que é por isso que existem as certificações, conjunto de normas técnicas e outros, a exemplo do 5S e ISO, etc etc
  • Bob brasileiro  15/08/2013 19:41
    Sinceramente não dá para tirar uma conclusão satisfatória das ações de um governo tirando por base o nosso caso aqui do Brasil em relação a saúde. É como já foi dito por outros ai, o governo tem sido incapaz não só de ofertar um serviço de saúde de qualidade, como também de fiscalizar os demais que não está sob a sua responsabilidade direta. A prova está escancarada para quem quiser ver país a fora.

    Ainda agora estamos assistindo o protesto da classe medica diante do governo que quer impor e colocar sob as costas deles a culpa das mazelas da saúde no país, dizendo que os médicos não querem ir para o interior, que não são humanistas e coisas que tais. Mas qualquer um de nós minimamente que conhece o lugar onde mora sabe que que não existe infraestrutura e logística digna para um atendimento satisfatório na prestação de saúde as pessoas. Qual medico quer ir para uma região ou localidade em que ele tem apenas uma mesa e uma cadeira para atender um paciente e nada mais? Falta tudo.

    Então está mais do que claro que o poder estatal não é a garantia de nada, isso está provado para nós que tem um pouquinho de cérebro e sabe observar as coisas em volta de si.
  • Marcio L  16/08/2013 02:16
    Poxa, mas essa é uma reação corporativista dos médicos que querem manter a sua reserva de mercado, impedindo que outros venham para trabalhar. É uma luta de interesses para manter as regulações que os beneficiam, nada diferente de como costuma agir qualquer setor corporativista.
  • anônimo  16/08/2013 11:54
    Tem muito mais nessa história.Os petralhas queriam trazer médicos de cuba.Justamente de cuba, não é suspeito?
  • Emerson Luis, um Psicologo  16/08/2013 17:22
    Sim.

    Alguém disse que, em vez de médicos de Cuba, deviam importar militares do Egito...

    * * *
  • Bob brasileiro  16/08/2013 12:14
    Certo Marcio L, no entanto não podemos perder de vista alguns aspectos reais e que são relevantes nestas questões quando estamos discutindo o livre mercado e suas variantes de comportamento dos agentes econômicos verso o contexto de realidade estatal que temos hoje.

    Digamos que os médicos estejam sendo corporativistas nas suas reivindicações e alegações com o governo, mas eles deveria agir diferente dentro do contexto econômico no qual eles estão inseridos? Dentro das regras que eles participam não é justo o que eles estão alegando, inclusive para desmascarar as alegações do governo que são falaciosas e demagógicas?

    Veja bem, se de um lado, dos médicos por exemplo, eles tem que cumprir um conjunto de regras x, e derrepente o governo por questões "n" resolve mudar essas regras para outros profissionais de fora só para atender interesses y do governo, mas que estão claramente contra as regras vigentes e aceitas pelos que estão jogando internamente, então é mais que logico e humano de que os que estão no jogo interno irão reagir, isso também faz parte do mercado, por mais que ele seja estatal.
  • Marcio L  16/08/2013 12:44
    É o mesmo que os mesmos médicos fez com relação ao Ato médico, uma tentativa de, através de regulamentações, ter exclusividade sobre procedimentos terapeuticos que até então podem ser usados por outros profissionais, na tentativa de manter sua reserva de mercado. Que os psicologos, fisioterapeutas e acupunturistas que o digam.

    Interessante notar que a maioria dos médicos estrangeiros que se inscreveram são, em mais de 50% da Argentina, 140 médicos, e da Espanha, 100 médicos, sendo 75 médicos cubanos.
  • Leonardo Couto  15/08/2013 23:32

    Só para (tentar) complementar a resposta do mestre Leandro, Vitor Sousa. Saiba que um ambiente livre fornece meios muito mais eficazes de se atestar, previamente, a qualidade de serviços médicos.

    Um hospital certamente estaria interessado em adquirir boa reputação e confiança perante o público, e existiria um competente ramo econômico atuando para satisfazer tal demanda: As empresas de certificação. Leia, por favor, este artigo:

    A bem-sucedida regulação privada

    Você verá que este receio com a qualidade de serviços e produtos pode ser minimizado, na medida do possível, pela certificação privada; bem como pela própria preocupação com a própria imagem do fornecedor.

    É o melhor dos cenários, Vitor Sousa. A alternativa estatal fracassa miseravelmente não só no Brasil, mas em todo lugar do planeta.

    Diga-se de passagem, impedir absolutamente qualquer morte por erro médico, como o Leandro disse, é impossível para nós seres humanos.

    Um abraço.
  • Eliel  15/08/2013 19:15
    Meses atrás fui "assediado" por duas operadoras de TV a cabo. Como já era e ainda sou cliente de uma delas ficava repassando informações custo-benefício até decidir pela melhor oferta. Uma informava as falhas da oferta da outra, por exemplo.
    Estive num intercambio de informações assimétricas?
    Seria a informação assimétrica mais uma lei universal a somar com as já estabelecidas leis de oferta e procura e da utilidade marginal decrescente além de outras?

    Valeu Mises.

  • Antônio Galdiano  15/08/2013 22:58
    Gostaria de expor uma teoria que acabei de criar aqui (o uso da palavra criar pode ser indevido, mas considerem que foi pelo menos um desenvolvimento autônomo, ie, se eu não criei, pelo menos não copiei de ninguém) e gostaria de um feedback de meus amigos da escola austríaca.

    Considerem a instituição cristã do Casamento. O período imediatamente anterior ao casamento é uma das formas mais antigas que a humanidade tem de lidar com a assimetria de informações antes de uma grande decisão na vida de um casal. O casamento em si é a consagração da união, mas o período anterior ao casamento é o período em que as partes se conhecem mais, em que avaliam se possuem projetos de vida compatíveis, formas de compreensão da visão que comunguem, etc. É essencialmente um período de compreensão do outro e a análise da viabilidade da vida conjugal. No catolicismo, por exemplo, defende-se a ausência de sexo antes do casamento. Do ponto de vista econômico, isso certamente foi (ao menos antes dos métodos anticoncepcionais) uma medida acertada para os casais, uma vez que o processo de conhecimento do outro poderia revelar uma união que não vingaria por presenças de incompatibilidades irresolúveis (imediatamente me vem a cabeça a imagem de um austríaco e uma comunista, a chance de não virar boa coisa é explosivamente grande), e essa fase de aprendizado mútuo evitaria uma união entre incompatíveis como seria o caso de uma criança nascida dessa união posterior entendida como indesejada.

    A teoria em si então é: não só 1)a abstenção de consumo é salutar por possibilitar consumo futuro como também 2)a abstenção de fruição de coisas boas não monetizáveis pode possibilitar a fruição de coisas ainda melhores (ou a desistência de fruição de vivências piores) em decorrência de um ganho, no primeiro caso de poder aquisitivo futuro, e no segundo caso de informação relevante para decisões futuras. Evidentemente isso não derroga risco nem nada que já conheçamos.

    Essa teoria parece ser, além de banal, um corolário quase que imediato da cataláxia. O que vocês acham?
  • IRCR  16/08/2013 05:03
    Se o SUS fosse privado o "mercado" já teria fechado suas portas. Imagine um hospital privado "matando" tantas pessoas quanto o SUS, o que vc acha que aconteceria com ele ? muito provavelmente ninguem compraria seus serviços e passaria a usar do concorrente. Mas como o SUS é do estado e dinheiro publico não é de ninguem, ele pode continuar matando pq o pobre não tem escolha mesmo e para piorar mais ainda os burocratas brasileiros idealizam o SUS como um NHS.
  • Marcio L  16/08/2013 14:48
    Estive conversando com algumas pessoas, sobre esta questão das regulações em um contexto em que precisava comprar um medicamento oftalmológico a base de antibióticos.

    Surgiu a questão das superbactérias, que a venda livre de antibióticos fez com que proliferassem. Sabemos que as doenças são muito democráticas, elas não respeitam o Direito Natural e infelizmente, por mais que um indivíduo seja sábio no uso de tais medicamentos, ele será afetado pelo comportamento da maioria que vem fazendo históricamente um uso abusivo.

    O que vocês pensam a respeito desse assunto? Confesso que para mim é um caso bastante desafiador.
  • Leonardo Couto  17/08/2013 00:32

    Aprioristicamente, um defensor da liberdade sabe que não se terá uma melhor situação mediante agressão, Marcio L.

    Essa resistência à determinado antibiótico é superada simplesmente alterando-se a composição do medicamento utilizado. Descarta-se a substância contra qual a bactéria adquiriu resistência, e adota-se outra mais eficaz.

    Vale dizer que não existem evidências suficientes de que a restrição do uso de antibióticos melhoraria o quadro de combate à agentes infecciosos.

    O que ocorre é que determinada população de bactérias, por exemplo, naturalmente tem indivíduos resistentes e indivíduos não-resistentes a dado antibiótico. Após a ação desse antibiótico, logicamente se constatará uma maior presença de bactérias resistentes à ele, já que as não-resistentes morreram. Se esses "sobreviventes" não lograrem em continuar com o quadro de infecção, pode-se recorrer ao uso de medicamentos novos. Hoje se investiga o uso de novas práticas, como o uso de ozônio, por exemplo, no combate a bactérias resistentes.

    Enfim, como você pode perceber, Marcio L, não há sustentação científica suficiente para sua alegação.

    Lembre-se que, independente disto, não há legitimidade em se usar da força para determinar o que uma pessoa pode ingerir ou não.

    Torço para que você escolha, finalmente, o lado da liberdade. Um traço característico nos genuínos adeptos da liberdade é a noção apriorística de que a agressão é deletéria.

    Prossiga com seus estudos sobre a EA e o PNA, Marcio L, e conte conosco nesse processo. O tempo faz o seu trabalho, em breve você estará totalmente conosco!

    Um abraço.
  • Andre Cavalcante  17/08/2013 13:45
    "Confesso que para mim é um caso bastante desafiador."

    Não é não. Na verdade muito simples. Para o bem da discussão, vamos supor que você esteja certo e que o uso indiscriminado de antibióticos leva a produção de bactérias mais resistentes (na verdade discutível, mas plausível). Vamos supor inclusive que isso gera a morte do paciente que abusar dos antibióticos (mais discutível ainda), uma vez que, resistente a bactéria, não haverá antibiótico no mundo que possa curá-la (como se o ser humano não pudesse criar ou descobrir coisas novas...).

    Como o mercado lida com a situação? Simples: pelo preço cada vez mais "extorsivo" que as empresas farmacêuticas cobrariam de antibióticos cada vez mais potentes, o que limitaria imediatamente o alcance do uso - devido ao preço, as pessoas não poderiam abusar de antibióticos, principalmente os mais fortes.

    Logo, se ocorresse algum aumento das mortes por superbactérias, em relação ao número que temos hoje, seria um aumento marginal, nada a ver com essa ideia de epidemia de superbactérias que o Marcio L. se mostra tão preocupado.

  • Marcio L  17/08/2013 16:47
    André Cavalcante e Leonardo Couto, muito obrigado pelas respostas. Não tive a pretensão em nenhum momento de fazer uma provocação, foi uma questão sincera que para mim era desafiadora e que surgiu em uma conversa coloquial.

    Realmente fiquei pensando muito nisso, mas analisando mais de perto e com o instrumental da EA (foi o que fizeram afinal) a questão realmente é de simples resposta. Sigo aprendendo.
  • Andre Cavalcante  18/08/2013 20:40
    "Sigo aprendendo."

    Bem-vindo ao clube :-;

  • Mogisenio  16/08/2013 15:15
    Também achei interessante o artigo. A forma que o autor abordou inicialmente um determinado tema ( " limões").

    Mas, a partir da passagem abaixo, em minha opinião, ele começa a desenvolver o "tema" efetivo( digamos assim) de seu texto, a saber:

    "No entanto, tanto a teoria quanto uma simples observação prática mostram que Akerlof está errado."

    Aqui, como se percebe, ele afirma categoricamente que o economista estaria errado.

    E passa a buscar argumentos para nos provar que o "Estado" ao interferir no "mercado" estaria prejudicando o desenvolvimento deste, gerando assim mais problemas. (em linhas gerais mais ou menos isso)

    Em que pese a boa exposição dos argumentos, penso que o autor comete equívoco sério.

    Vejamos porque.

    O Estado, de fato, não tem a função precípua de interferir "no mercado", embora, interfira constantemente. ( não temos dúvidas quanto a isso. Nem temos dúvidas dos problemas que pode causar).

    Todavia, é preciso compreender que o "Estado" não "nasceu" para isso embora possa, ao fundo, servir para isso.

    É preciso compreender bem o papel desempenhado por uma "entidade" conhecida como Estado.

    Essa entidade pode ser usada para qualquer fim.
    Ela não passa de um "criação" humana que pode agir para bem ou para o mal. Enfim, desempenha alguma função visando atingir um fim específico.

    Notem bem, não estou "defendendo" ou contrariando o Estado. Não se trata disso.

    Trata-se de analisar adequadamente a sua função e admitir que ela existe. Afinal, já há um bom tempo vivemos num mundo de "Estados".

    Ademais, foi exatamente da AÇÃO HUMANA que se chegou a existência do Estado e consequentemente, de sua intervenção onde quer que seja.( ainda que esta seja recorrentemente péssima para determinados fins)

    Se o Estado interfere nisso ou naquilo de forma boa, ruim ou péssima, tudo isso, é também fruto de nossa própria análise e, portanto, de nossa própria ação.

    Negar isso é se deparar com um erro, ai sim, um erro "insanável".

    Lado outro, o Estado visa e desempenha( bem ou mal) a precípua função de possibilitar uma vida humana razoavelmente pacificada. Comete erros em seu "agir", como todos nós humanos cometemos. ( criadores do Estado). O estado também não possui informações completas e perfeitas. Ele está no mundo "assimétrico".

    Por outro lado, o Estado NÃO interfere em nada. Quem o faz somos nós mesmos, os humanos. Apenas nós humanos agimos comissivamente, omissivamente etc.

    O Estado, sem humanos, não passa de um NADA, ou um amontoado de "bens" inanimados ou irracionais que não podem agir racionalmente.


    Portanto, eis o equívoco do autor:

    Acreditar que "Estado", "mercado" , "empresas" estão agindo.

    Ora, essas instituições NÃO AGEM. Quem age é o ser humano.

    O "Estado" não atua para assegurar uma suposta "simetria" de informações".
    O "Estado" ( nós mesmos ao fundo) pretendemos uma vida razoavelmente pacificada, considerando-se , inclusive, o relacionamento INTERNACIONAL. Tudo isso para que possamos prosperar, procriar e perpetuar a vida humana na terra.

    Encontrar e manter a pacificação é o problema precípuo.

    A mudança do status quo acaba se tornando algo temido, exatamente por isso.

    Eis o meu comentário inicial.

    Vamos ao debate

    Saudações


  • Molibdênio  16/08/2013 15:24
    Não entendi nada do que esse Mosigenio quis dizer. Tá parecendo discurso da Dilma...
  • Emerson Luis, um Psicologo  16/08/2013 17:06
    Superproteção ou Paternalismo: proteger alguém de tal forma que o impeça de desenvolver sua capacidade de proteger a si mesmo, neutralizando sua autonomia.

    * * *
  • anônimo  16/08/2013 19:57
    Eu já diria que quem defende regulamentações,além de burra,e incapaz de concorrer com outras pessoas.
  • Caio Silva  18/08/2013 14:18
    O tremendo sucesso de sites como o Mercado Livre já confirma que é besteira pedir regulação estatal no caso de informações imperfeitas.


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