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A Nova Ordem Mundial está se desintegrando

A Nova Ordem Mundial está em apuros.  A subdivisão europeia está visivelmente em processo de desintegração.

É fácil perceber quando um importante arranjo da NOM entrou em crise.  Os representantes da grande mídia perguntam repetidamente aos porta-vozes do alto escalão: "Os atuais eventos ameaçam seus planos?" E eles respondem: "Não, trata-se apenas de uma anormalidade temporária".  E esse mantra é repetido incessantemente.  Enquanto isso, os eventos que geraram a pergunta seguem irreprimíveis, tornando-se cada vez mais ameaçadores.

Outro sinal de que há uma verdadeira crise é quando os líderes políticos mundiais fazem sucessivas reuniões em um curto espaço de tempo, algo chamado 'reunião de cúpula' ou 'encontro de líderes'.  Uma cúpula significa "o topo do monte".  Os burocratas do mais alto escalão se encontram em privado, mas a reunião é visível para toda a mídia.

Os jornalistas adoram uma reunião de cúpula porque tais encontros sempre ocorrem em hotéis elegantes e em localidades pomposas.  Afinal, quem levaria a sério uma reunião ocorrida em, sei lá, Hoboken, Nova Jersey?  Ninguém.  Por isso, os líderes se encontram apenas em locais extremamente caros e sofisticados.  Os jornalistas designados para cobrir o evento se deliciam às expensas de seus jornais.  E todos os envolvidos se divertem bastante.

O problema com essa estratégia é que sempre aparecem alguns manifestantes, e eles quase nunca são importunados.  Eles não se hospedam no mesmo hotel luxuoso.  A mídia jamais relata onde exatamente eles se hospedam.  De alguma forma um tanto estranha, milhares deles possuem dinheiro sobrando para gastar com passagens aéreas.  Eles provavelmente encontram abrigo em algum subsolo de alguma loja a preços camaradas.  E então eles saem para se manifestar em frente ao hotel, carregando cartazes e fazendo muita balbúrdia.  "Chega disso!  Chega daquilo!  Chega disso!  Chega daquilo!".  Alguns até carregam um cartaz escrito "Libertem Mumia!".  E tudo segue inalterado até o fim do encontro.

Algumas vezes, as coisas ficam um pouco violentas, e alguns manifestantes são presos.

Os membros da cúpula nunca se manifestam publicamente sobre os protestos.  E a mídia educadamente jamais faz perguntas a respeito.

Findado o encontro, os líderes soltam um comunicado à imprensa assegurando ao mundo que a reunião foi repleta de discussões francas.  E que novas discussões francas serão mantidas por membros de um comitê permanente que foi criado com a missão de examinar as questões com mais profundidade.  Os participantes então se reúnem para uma foto do grupo.  E assim termina o encontro.

E Mumia continua preso.

Reuniões seguidas

Quando o grupo se reúne novamente em menos de dois meses para analisar O Problema, podemos ter a certeza de que as pessoas do topo do monte — e aqui me refiro ao topo verdadeiro, aos poderosos que jamais aparecem na mídia, e não aos seus meros representantes eleitos — estão com sérios problemas.  O encontro anterior de seus porta-vozes não acalmou a situação.  A crise só fez piorar.  Assim, uma ordem é emitida do Alto Escalão para os Líderes Oficiais: é melhor agendar outra reunião de cúpula.  O comunicado à imprensa emitido pela última reunião não funcionou.

Ato contínuo, os Líderes Oficiais pedem às suas assistentes para agendarem uma reserva em outro hotel garboso.  Eles fazem as malas, juntam seu séquito, acionam as turbinas de seus jatos exclusivos para Líderes Oficiais, e voam para outra cidade de prestígio, onde será realizado o próximo encontro.  Eles se reúnem em privado, mas desta vez permitem que os fotógrafos da mídia adentrem o recinto para tirar algumas fotos, as quais devem retratar uma ostentosa discussão franca entre os dois mais proeminentes Líderes Oficiais — uma alemã e um francês (ou, o que é mais raro, os três principais, ao qual se inclui um italiano).  A fotografia mostra os Líderes sentados em cadeiras de $2.500 e com um semblante de muita preocupação.

E então o grupo solta outro comunicado à imprensa anunciando a criação de uma estrutura permanente para futuras discussões sobre O Problema.

As bolsas de valores ao redor do mundo sobem acentuadamente por um dia.  E então, no dia seguinte, elas caem de volta para o nível em que estavam no dia anterior ao comunicado à imprensa.

Eis uma regra inquebrável: se houver uma terceira reunião de cúpula em um período de três meses, é porque o sistema bancário está realmente com sérios problemas.  Se, entre a segunda e a terceira reunião, houver algumas falências de bancos ou de corretoras dos quais o público jamais ouviu falar, mas os quais revelaram possuir ativos de dezenas de bilhões de dólares, então o pessoal do topo do monte estará em pânico.  Eles estarão se perguntando, "Quem será o próximo?"  Cada um deles irá pensar, "Talvez seja o meu banco".  Mas é claro que eles irão mencionar entre si apenas algum grande banco que vem tentando há anos entrar nesse círculo de privilegiados, mas que ainda não logrou êxito.

Múltiplas e seguidas reuniões de cúpula que discutem exatamente o mesmo problema são um sinal de que se trata de um problema que eles não estão conseguindo resolver.  O problema só faz piorar.

Reuniões de fim de semana

Uma reunião de cúpula sempre começa em uma sexta-feira e acaba no domingo.  O encontro sempre começa após as bolsas de valores localizadas no mesmo fuso horário do hotel elegante já terem encerrado o pregão do dia.  Desta forma, o mercado de ações dessa região não irá despencar, o que mandaria um sinal negativo para os outros mercados ainda em funcionamento nas outras zonas horárias.

A reunião de sábado é aquela na qual os líderes decidem quais questões serão abrangidas pelo comunicado à imprensa de domingo.  As principais áreas de discussão são as seguintes:

  1. Qual a quantia de dinheiro de impostos o comunicado à imprensa irá mencionar?
  2. Quais países ou quais organizações internacionais mais perderão com esse arranjo coletivo?  Em que quantia?
  3. Quanto tempo irá levar para se conseguir o dinheiro emprestado, e de quem?
  4. Quanto tempo até que a quantia necessária de dinheiro seja coletada?
  5. Quem irá telefonar para o primeiro-ministro chinês implorando por novas rodadas de compra de títulos?

As discussões são muito francas.  "Nem pensem em jogar esse problema pra mim!  Quantas vezes vocês acham que eu posso ir aos meus eleitores pedindo compreensão?  Minha coalizão já está prestes a se esfacelar!"  "Como vamos convencer os eleitores de que não estamos jogando o dinheiro deles no esgoto?"  "Qual país cujos três maiores bancos irão necessitar de uma nova rodada de injeção de fundos?"  "Qual país cujos bancos poderão vir ao nosso auxílio fornecendo os empréstimos necessários caso ofereçamos algumas garantias?"  E por aí vai.

E então chega o domingo.  Ninguém da reunião vai à igreja.  Como eles não participam de cultos religiosos em seu país natal, qualquer indicação de que estão necessitados de intervenção divina poderia mandar um sinal errado para os mercados na segunda-feira.

No domingo à tarde, eles emitem o comunicado à imprensa.

Se eles esperarem até o final da tarde de domingo, os mercados abrirão na segunda com uma queda de 1%.

Se eles não anunciarem nenhuma decisão, os mercados irão abrir em queda de 3%.

O comunicado à imprensa deve passar a impressão de que está dizendo alguma coisa nova.  Haverá um novo arcabouço para as futuras discussões.  O grupo prometeu um total de [X] bilhões de euros, a ser pago ao governo de [Y].  Isso significa que os bancos que emprestaram 4X euros a Y não irão à bancarrota.  Por enquanto.

O problema enfrentado pela reunião de cúpula deveria ser óbvio.  Dado que os grandes bancos fizeram empréstimos estúpidos — baseando-se em informações contábeis falsas fornecidas pelo último governo do país em questão —, ninguém sabe ao certo quais bancos possuem a classificação de crédito e o capital líquido suficiente para fazer os empréstimos prometidos à agência intereuropeia de resgate.  Toda a estrutura do sistema bancário está à beira do abismo.  Se dois ou três bancos anunciarem que estão quebrados, como aconteceu recentemente com o MF Global e com o Dexia, haverá uma corrida em manada dos hedge funds para realocar seus fundos remanescentes para aqueles bancos que todos julgam ainda estarem saudáveis.  Quais bancos seriam esses?  Ninguém sabe.  "Façam suas apostas.  O guichê já vai fechar."

As reuniões anuais do G-20

O G-20 é uma organização especializada em soltar comunicados anuais à imprensa dizendo que as condições financeiras mundiais estão sempre melhores do que estavam quando da ocasião imediatamente anterior à última reunião.  O último encontro agendado ocorreu na França, nos dias 14 e 15 de outubro.  Houve uma reunião de emergência na semana passada.

Nunca é demais analisar o website oficial de qualquer organização do alto escalão da Nova Ordem Mundial.  Tal tarefa requer uma tradução à parte, para desemaranhar todo aquele palavreado aparentemente inócuo.

O G-20 foi estabelecido em 1999, logo após a Crise Financeira Asiática de 1997, para reunir as principais economias desenvolvidas e emergentes em um esforço de estabilizar o mercado financeiro global.  Desde sua criação, o G20 realiza encontros anuais entre ministros das finanças e presidentes de bancos centrais para discutir medidas de promoção da estabilidade financeira mundial e de desenvolvimento e crescimento econômico sustentável.

Tradução: O G-20 foi criado para lidar com a primeira grande ameaça aos planos da Nova Ordem Mundial de lançar o euro em 2000, medida essa que representa o primeiro passo para a criação de uma moeda gerenciável em nível mundial.

Para atacar a crise financeira e econômica que se alastrou por todo o globo em 2008, os membros do G-20 foram chamados a fortalecer ainda mais a cooperação internacional.  Consequentemente, as reuniões de cúpula do G-20 ocorreram em Washington em 2008, em Londres e Pittsburgh em 2009, e em Toronto e Seul em 2010.

Tradução: o socorro à Ásia em 1998 manteve o sistema funcionando como deveria, principalmente porque os asiáticos estavam vivenciando um crescimento econômico.  Isso tirou os bancos do buraco.  Porém, em 2008, uma cepa diferente do vírus da "gripe asiática" contaminou o Ocidente.  Isso vem exigindo encontros anuais para tentar manter contidos os eminentes sinais de um colapso.

As ações coordenadas e decisivas do G-20, com sua equilibrada participação de países desenvolvidos e em desenvolvimento, ajudou o mundo a lidar de maneira eficaz com a crise financeira e econômica, de modo que o G-20 já apresentou um número de resultados concretos e significativos:

Tradução: quando uma reunião — da qual participam chefes de estado que entram e saem de seus respectivos cargos em formato de rodízio (no Japão, vários em apenas um ano) — diz solucionar os problemas financeiros mundiais em um encontro de fim-de-semana que ocorre apenas uma vez a cada ano, e do qual só se produz um comunicado à imprensa, pode estar certo de que há várias coisas ocorrendo por trás dos panos entre um encontro e outro.  Dentre as quais:

Primeiro, o escopo da regulamentação financeira tem sido enormemente ampliado, e a supervisão e regulamentação prudencial dos bancos tem sido intensificada.  Houve também um enorme progresso na coordenação política graças à criação de um arcabouço que permite um crescimento robusto, sustentável e equilibrado, criado para aprimorar a cooperação macroeconômica entre os membros do G-20 e, por conseguinte, mitigar o impacto da crise.  Finalmente, a governança global tem sido dramaticamente aprimorada para levar em consideração com mais eficiência o papel e as necessidades de países em desenvolvimento, especialmente por meio de reformas ambiciosas da governança do FMI e do Banco Mundial.

Tradução: a automática solução keynesiana para todos os problemas é uma só: mais regulamentações.  Em outros círculos, isso é conhecido como trancar a porta do estábulo após o cavalo já ter fugido.  O G-20 possui um arcabouço para um crescimento equilibrado, cuja oferta tem sido escassa desde 2008.  O FMI, por sua vez, se endividou pesadamente para poder conceder empréstimos vultosos a ditadores do Terceiro Mundo, os quais utilizaram esse dinheiro para aditivar suas contas bancárias na Suíça.

Baseando-se nos resultados destes importantes progressos, o G-20 tem agora de se adaptar a um novo ambiente econômico.  Ele deve comprovar ser capaz de coordenar as políticas econômicas das principais economias mundiais, de modo contínuo.

Tradução: o novo ambiente econômico é este: todo o sistema bancário de reservas fracionárias está se esfacelando, e será necessário um pouco mais do que meros comunicados à imprensa para mantê-lo operante.  Por trás do pano, cada governante está tentando jogar as responsabilidades para os outros governantes.  "Nossos bancos estão em piores condições do que os seus bancos!"

2011 será a ocasião para se aproveitar os recentes sucessos do G-20 e assegurar uma ativa continuação dos processos já iniciados.  Será também o momento para abordar outras questões essenciais que são cruciais para a estabilidade global, como a reforma do sistema monetário internacional e a volatilidade dos preços das commodities.

Tradução: "Estamos penando para conseguir manter o sistema coeso em decorrência de inúmeras quebras.  Isso é o máximo de sucesso que podemos apresentar no momento.  Enquanto isso, os mercados estão tão voláteis que estão chamando a atenção para o fato de que a combinação de inflação e recessão está se tornando visivelmente perturbadora."

Realmente acreditamos que os principais desafios econômicos da atualidade requerem uma ação coletiva e ambiciosa, a qual o G-20 é capaz de impulsionar.

Tradução: não sei o que "capaz de impulsionar" significa.  Desculpe.

Volatilidade revela instabilidade

As bolsas de valores este ano refletiram a presença de pessimismos relacionados (1) à iminente saída da Grécia da zona do euro, (2) à crescente probabilidade da Grécia dar um calote em suas dívidas baseadas em euro, (3) aos prejuízos de centenas de bilhões de euros sofridos pelos grandes bancos europeus, (4) à ameaça de quebras bancárias na Itália após o governo grego dar seu calote, (5) às trôpegas condições dos bancos portugueses e espanhóis, (6) à crescente probabilidade de uma recessão mundial em 2012, e (7) ao medo de um evento 'cisne preto' resultante de algum colapso à la Dexia.

As bolsas de valores também refletiram otimismos relacionados (1) ao poder relaxante dos comunicados à imprensa emitidos pelas reuniões de cúpula, (2) à esperança de que o banco central da China ainda continuará inflacionando sua moeda para poder comprar títulos lastreados em euro (com isso mantendo sua moeda desvalorizada e estimulando as exportações), (3) à esperança de que o Federal Reserve irá fazer algo novo que, de alguma maneira, irá reverter as coisas, (4) à esperança de que empresas com dinheiro em caixa irão anunciar programas de recompra de ações com o intuito de fazer com que as compras de opções sejam lucrativas para seus altos executivos.  

As bolsas de valores hoje estão mais voláteis do que jamais estiveram em épocas recentes.  Quem aplica em bolsa já sentiu: ninguém sabe o que está acontecendo.  Para o cidadão comum, as coisas não estão melhorando.  As girações das bolsas de valores são apenas ruídos.  Ele está preocupado com seu emprego — e por uma boa razão.

Conclusão

Os Detentores do Poder estão enfrentando problemas que não desaparecerão.  O núcleo do controle deles é o sistema bancário de reservas fracionárias e o mercado para títulos governamentais (dívida soberana).  Ambos estão sob enorme pressão.  Ambos estão mostrando sinais inéditos de vulnerabilidade.

As reuniões de cúpula do euro estão se transformando em reality shows.  Qual time será o dos Sobreviventes?  Merkel-Sarkozy?  Papandreou-Berlusconi?

Enquanto isso, a Estônia é a única nação no Ocidente que não está com problemas fiscais.

E há também a Islândia.

A Islândia, cujos bancos deram um calote de $85 bilhões em 2008, completou em agosto um programa de 33 meses do Fundo Monetário Internacional.  O Fundo projeta que a economia da Islândia irá crescer mais do que a média da zona do euro neste ano e no ano seguinte.  De acordo com o mercado de derivativos da dívida, é mais barato fazer seguro contra um calote islandês do que fazer hedge contra um evento qualquer no bloco monetário único europeu.

Islândia e Estônia nunca foram convidadas para as reuniões de cúpula europeias.  Ambas não estão no G-20.  Há uma lição aí.


1 voto

autor

Gary North
é Ph.D. em história, ex-membro adjunto do Mises Institute, e autor de vários livros sobre economia, ética, história e cristianismo. Visite seu website

  • Leninmarquisson da Silva  07/11/2011 11:37
    O otimismo do Gary North me assusta.

    Só eu que acho que a NOM ainda irá arrumar um jeito de descreditar o Capitalismo e usar as crises vindouras para aumentar mais ainda a sua influência?

    Só vejo pessoas clamando por mais Estado, por toda parte...
  • Marcelo  07/11/2011 11:45
    A verdade é que as crises do Estado sempre são justificativas para ter mais Estado - quando o oposto deveria ocorrer. Como a liberdade não tem os defensores compulsórios que querem a sua boquinha, nem a máquina de doutrinação das escolas e universidades, acho que isso não vai mudar.
  • Cristiano  07/11/2011 11:47
    Mas esse otimismo é que virá uma crise sem precedentes desmantelando o sistema como o conhecemos. A diferença é que ele acha essa crise algo bom. Eu também acho.
  • mcmoraes  07/11/2011 13:15
    @Cristiano

    Essa me fez lembrar de um texto sobre a peste negra que li num dia desses:


    "...Por todo o lado, o mundo feudal parecia ruir. A Peste Negra apressou o seu fim... A primeira consequência, a nível económico, foi uma diminuição acentuada da mão-de-obra disponível, que atingiu sobretudo e em primeiro lugar, a agricultura e os que dela viviam. Pouco antes da Peste atingir a Europa, secas e inundações sucessivas tinham arruinado, por vários anos, as colheitas de extensas regiões, diminuindo drasticamente os rendimentos da Nobreza e do Clero, e condenando à fome grande parte dos camponeses. Assim, os campos, outrora férteis, estavam agora ao abandono, pois os que tinham sobrevivido à fome e à Peste eram poucos e exigiam melhores salários e condições de arrendamento, para continuarem a trabalhar as terras da Nobreza e do Clero. Os laços de dependência em que assentava o poder feudal começavam a romper-se. Muitos foram, assim, os que fugindo à servidão e à miséria abandonaram os campos, procurando nas cidades ocupação no comércio e nos ofícios..."
  • André Lima  08/11/2011 08:44
    O problema é a resolução disso acabar em uma nova experiência comunista.
  • Paulo Sergio  07/11/2011 14:55
    finalmente a grande cirrose?
  • Leandro  07/11/2011 11:50
    É uma questão de realidade econômica, Leninmarquisson. Um determinado arranjo econômico só pode ser mantido se mantiver fundamentos minimamente sólidos e se estiver beneficiando uma determinada parcela da população.

    Se a Grécia der o calote, os bancos franceses e alemães sofrerão prejuízos enormes. Se forem socorridos com dinheiro dos impostos da população, a revolta tende a ser incontrolável. Se forem socorridos com impressão de dinheiro, a inflação de preços tende a gerar enorme instabilidade. Em ambas as situações, a situação do euro fica difícil.

    Não há arranjo econômico que sobreviva à insatisfação de uma população rica que esteja empobrecendo.
  • Catarinense  07/11/2011 13:06
    Leandro, será que um novo fogo no reichstag, um pearl harbor, um 11 de setembro, não faria a população aceitar a imposição de medidas de austeridade, com o pretexto de combater um inimigo externo? Israel está a beira de atacar o Irã, o que pode acabar desencadeando uma série de eventos que poderia levar a uma nova guerra global, contra um inimigo como a China, por exemplo, que poderia ser facilmente culpada pela crise, acabando por gerar fôlego novo para a NOM, não?
  • Leninmarquisson da Silva  07/11/2011 13:07
    @Cristiano, Leandro;

    A crise causará muita dor e ranger de dentes (especialmente dos funça); mas se realmente eliminar esse arranjo atual, abrindo caminho para liberdade, que venha. Seria excelente.
    Torço pela quebra desse sistema, mas o que quero dizer é que, com uma população bovinamente adestrada, momentos desesperadores apresentam oportunidades para demagogos como Stalin, Lenin, Hitler, etc conseguirem poder total.

    As pessoas acreditam piamente em declarações absurdas como a da Kirschner. Elas clamam por mais Estado, acham que a culpa é do Capitalismo, querem o fim dele.
    A mim parece óbvio o que elas querem no lugar; o mesmo que a NOM deseja. Isso me preocupa, por isso não consigo ser otimista como o Gary.

    Mas não sei, talvez meu pessimismo é resultante de considerar apenas a realidade tupiniquim. Talvez lá fora as pessoas estejam mais conscientes. Soube que houve até protestos abertos contra o governo na Coréia do Norte.
    Mas de qualquer forma, o Brasil parece sem esperanças.
  • Catarinense  07/11/2011 13:07
    Lendo o artigo, esta passagem me veio a cabeça:

    E vi uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta.
    Apocalipse 13:3 - Almeida revisada
  • André Cavalcante  07/11/2011 14:22
    Leandro, mais umas dúvidas.

    Segundo a escola Austríaca então, o remédio aplicado nos EUA na crise de 2008 e, provavelmente o mesmo que será aplicado no caso dos bancos europeus, que é basicamente o viés da estatização, mesmo que temporária, com a injeção de capitais nos bancos foi o remédio errado? O EUA então deveriam ter quebrado em 2008 e a Europa agora em 2012? E com eles provavelmente o resto do mundo, porque mesmo o Brasil acredito não conseguiria se manter fora dessa NOM?

    Ainda segundo os princípios libertários, como se evita essas bolhas? Como evitar que um banco cresça tanto que qualquer erro impacta a vida de milhões?

    Desculpa tantas questões, mas essa "nova" forma de pensar (ainda que para mim seja uma pouco difícil, dados os anos de cabresto recebidos) realmente me empolgou.

    Abraços
  • Leandro  07/11/2011 14:39
    Prezado André, normalmente não sou do tipo que responde apenas indicando links. Mas as suas perguntas são importantes demais para serem respondidas com frases curtas em uma seção de comentários. Logo, recomendo os seguintes textos:

    Como lidar com crises bancárias
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=946

    Como funciona um processo de formação de bolhas
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1108

    Como se deu a bolha imobiliária americana
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=786
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=168

    Grande abraço.
  • empreendedores.rh  15/11/2011 03:45
    Prezado Leandro,\r
    Será que, além do que foi dito por André Cavalcante 7/11/2011, 14:22:19, e, de todos os comentários, a intenção é exatamente o caos intencionalmente, para depois, a NOM (entendido como os reis e amigos dos reis), ter o poder total.\r
    \r
    E, em relação ao dólar, sei que talvez este não seja o artigo pertinente para postar, mas houve um comentário, e, achei um artigo que talvez responda, ainda que vários pontos ja tenham sido abordado pelos vários artigos da EAE, nunca li nenhum que abordasse o assunto do lastro do dólar ser hoje em petróleo (apesar de ter lido neste artigo "www.mises.org.br/Article.aspx?id=110" - A bolha do petróleo, mas, no entanto não correlacionar com o fato lastro do dólar ser hoje em petróleo.\r
    \r
    Destaco a parte do primeiro artigo, abaixo citado, que explica porque o dólar será ainda a moeda comercial do mundo, a saber:\r
    \r
    5- A guerra contra o Iraque\r
    \r
    O dinheiro é expresso em divisas. Cada país tem uma divisa oficial. Nos EUA é o dólar. O dólar também é um bocado utilizado fora dos EUA. Desde 1973 a quantidade de dólares fora dos EUA aumenta cada vez mais rapidamente. Metade das suas importações são pagas com dólares, pelos quais os EUA nada entregam em retorno. Aqueles dólares permanecem no exterior indefinidamente. Deste modo os EUA compram a cada minuto 1,25 milhão de dólares de bens e serviços de outros países, pelos quais os outros países nada obtém em retorno. As quantias são simplesmente acrescentadas à dívida externa. Esta dívida é tão alta agora que os EUA não podem resgatá-la mais. Assim, os EUA estão em bancarrota. Uma das principais razões porque todo o mundo ainda quer dólares é porque quase todo o gás e petróleo no globo tem de ser pago em dólares. Deste modo, os EUA também têm a vantagem de que podem sempre dispor livremente destas reservas de gás e petróleo. Pois os EUA podem sempre criar tantos dólares quanto quiserem para pagar pelas mesmas. Assim, para manter a procura mundial por dólares e dispor livremente das reservas de gás e petróleo, os EUA tentam garantir que os países da OPEP continuem a vender o seu petróleo em dólares. Contudo, o Iraque, que dispõe das segundas maiores reservas de petróleo do mundo, comutou para o Euro em 6 de Novembro de 2000 [19] . Embora os EUA procurassem durante muitos anos um meio de restabelecer a sua influência no Iraque, a guerra tornou-se inevitável por causa desta comutação para o Euro. O dólar afundou em toda a parte e em Julho de 2002 a situação tornou-se tão séria que o FMI advertiu que o dólar poderia entrar em colapso [20] . Uns poucos dias mais tarde os planos para um ataque foram discutidos na Downing Street [21] . Um mês depois Cheney proclamou estar seguro de que o Iraque tinha armas de destruição em massa [22] . Com este pretexto os EUA invadiram o Iraque em 19 de Março de 2003. Os EUA restabeleceram o comércio de petróleo em dólares a 5 de Junho de 2003 [23] . Assim, agora, pelo menos financeiramente, os EUA dispõem livremente das reservas de petróleo iraquianas outra vez. (E enquanto jornalistas em Bagdad jornalistas relatam acerca da guerra, em Bassorá o petróleo é exportado em dólares). A partir da Primavera de 2003 o Irão também comutou para o Euro e desde 8 de Junho de 2006 a Rússia vende o seu gás e petróleo em rublos. (Pode ler mais explicações e pormenores em "Cost, abuse e danger of the dollar" [24}. Nota: por trás do conflito dos EUA com o Irão há mais do que um conflito de divisas. Nos bastidores também está a formação de um cartel no mercado mundial de combustível nuclear. Pode ler mais acerca disto em "Raid on nuclear fuel market" [25] ).\r
    \r
    fonte "www.resistir.info", o autor Rudo de Ruijter, o artigo: "Segredos do dinheiro, dos juros e da inflação" (www.resistir.info/financas/secrets_of_money_p.html#cap_5), e, "Custos, malfeitorias e perigos do dólar" (resistir.info/eua/custos_dolar_p.html#1).\r
    \r
    Grato pela atenção.\r
    P.s.: Leandro se possível gostaria de ler um artigo comentado/ analisada sobre os dois supracitados a luz da EAE (mandei esta sugestão via "contato", mas ratifico aqui).\r
    Abs e saudações libertárias.\r
  • Rhyan  07/11/2011 17:23
    Leandro, e sobre a hipótese da Grécia abandonar a UE e o euro sobreviver?
  • Leandro  07/11/2011 17:54
    A Grécia abandonar a UE é a única chance de sua economia se recuperar. Enquanto estiver sob o euro, os países do norte irão exigir da Grécia "pacotes de austeridade" (leia-se aumento de impostos) cada vez mais severos, pois os bancos franceses e alemães precisam receber do volta o dinheiro que emprestaram ao governo grego.

    Nota: quando se ouve falar em "pacote de ajuda à Grécia", leia "pacote de socorro aos bancos franceses e alemães que emprestaram dinheiro ao governo grego e agora estão pulando miúdo". Estão querendo que o governo grego sacrifique a população apenas para que ela possa pagar juros e principal aos bancos do norte.

    Portanto, apenas saindo do euro a Grécia poderá se recuperar.


    Quanto ao euro sobreviver, isso independe da Grécia. É como você perguntar se o real irá desaparecer caso o Piauí decrete uma moratória em sua dívida para com o governo federal -- aliás, foi exatamente isso que Itamar Franco fez em 1999, quando era governador de MG. E o real seguiu.

    O euro só irá desaparecer se 1) a Alemanha abandonar a UE e 2) se o BCE gerar uma hiperinflação pra salvar os bancos.

    Fora isso, não vejo como o euro possa sumir.

    Note que a existência do euro é o de menos. O problema todo está nesse maciço aparato burocrático criador de regulamentações e leis idiotas chamado União Europeia. Isso é que tem de ir. Se pedaços de papel chamado euro continuarão sendo utilizados como meio de troca, isso é irrelevante. Aliás, se o BCE for abolido, as notas de euro em circulação ficarão com sua oferta rigidamente congelada. Isso seria ótimo.
  • Andre Cavalcante  07/11/2011 18:21
    "Portanto, apenas saindo do euro a Grécia poderá se recuperar."

    Não seria o fim de morte matada a saída da Grécia da zona do euro? Pois, se ela sai do euro sai igualmente da UE, o que é igual a isolacionismo.

    Por outro lado, a saída do euro não significa o fim das dívidas, antes um agravamento, porque a moeda da Grécia (o drakma) se desvalorizaria em relação ao euro (mais desvalorizado que em relação ao real, por exemplo) o que implica em valores maiores para a população já no 5o pacote de austeridade.

    É claro acho que esses pacotes não vão dar em nada, o problema é que o euro é hoje a moeda mais valorizada do mundo (deveria ser o yuan), mas boa parte das alavancagens, mesmo na Europa, estão em dólares. Me explica melhor como seria essa saída para a Grécia.
  • Leandro  07/11/2011 18:30
    A saída da Grécia do euro teria o mesmo efeito que a saída, sei lá, da Bahia da federação brasileira. Quem tiver concedido empréstimos para ela irá se estrepar, mas não há motivo algum para a moeda sumir.

    Ademais, a Grécia, ao sair do euro, pode e deve dar o calote em suas dívidas. Não faz sentido algum sacrificar a população para garantir o pagamento aos bancos do norte.

    Fora que um calote traz efeitos totalmente salutares, como o total descrédito do governo, que passa a ter enormes dificuldades para se financiar (veja este artigo)
  • Maurício Goncalves  07/11/2011 22:23
    Olá, Leandro, concordo com vc com relação ao calote, porém acho que os problemas da Grécia (e da Europa) estão no planos das idéias. O Constantino escreveu um artigo interessante sobre eles, não sei se vc tem algo mais a acrescentar.

    Mesmo que o país saia do euro e dê o calote, se nada for feito no plano das idéias, os sacrifícios serão feitos, por uma questão de necessidade, e assim que as coisas começarem a melhorar, os governantes vão levantar as mangas e começarão a "trabalhar" de novo...

    Como diria Roberto Campos:

    "Os comunistas sempre souberam chacoalhar as árvores para apanhar no chão os frutos. O que não sabem é plantá-las..."

    O que mais me surpreende são as soluções propostas para os problemas da Europa. Estão querendo aumentar o poder de intervenção dos orgãos internacionais.

    O que me preocupa é que o discurso tá começando a ficar "mainstream". Já foi pauta de entrevista do Sargent e do Sims (trecho 18:35) e até aqui no Brasil (os primeiros dois minutos da entrevista).

    Eu não estou otimista. Daqui a pouco ouviremos que será necessário perder um pouco de soberania nos países em troca de uma maior estabilidade no mundo...

    Grande abraço!
  • Leandro  08/11/2011 05:07
    Exatamente, Maurício. Eis aí o problema. Uma coisa é dizer o que deve ser feito. Outra coisa, completamente diferente, é imaginar que burocratas e políticos terão interesse em fazer o que é certo -- afinal, quase sempre o que é bom para o povo, é ruim para a burocracia.

    E sim: a tendência futura, pelo menos no curto prazo, é de agigantamento do estado e de supressão ainda mais intensa das liberdades individuais, tudo em prol da máquina estatal. A batalha de ideias está cada vez mais desequilibrada. Será difícil.

    Abração!
  • Rhyan  07/11/2011 20:07
    Existe, na Grécia, o risco de sairem da UE para monetizar a dívida?
  • Leandro  07/11/2011 20:28
    Isso não faria muito sentido. Dado que sua dívida está cotada em euro e está em posse de bancos de outros países, ao sair do euro e adotar, por exemplo, o dracma, não teria sentido inflacionar o dracma pra pagar dívida em euro.

    É como se o Brasil possuísse uma dívida em dólares com os EUA e saísse imprimindo reais pra pagá-la. Os reais não teriam utilidade para os EUA.

    O interesse da Grécia em sair do euro seria o de ter a sua própria autonomia monetária, com o governo imprimindo à vontade para financiar seus próprios gastos.
  • Rhyan  07/11/2011 20:57
    Entendi! Valeu, prof!

    Abraço!
  • mcmoraes  07/11/2011 11:41
    Como eu gostaria de ver esse texto publicado na Folha de São Paulo.
  • Roberto  07/11/2011 11:54
    Esse artigo me soou um tanto paranóico quanto ao G20 e as "reuniões de cúpula". Desacredita um pouco o site.
  • Luis Almeida  07/11/2011 12:23
    Prezado Roberto, talvez você possa nos explicar onde exatamente está a benevolência dos burocratas do G-20, bem como por que a desconfiança de tais seres é algo que deva ser classificado como "paranóico".

    Para completar, seria interessante você apontar também quais atitudes do G-20 vão contra a ideia de uma nova ordem mundial.

    "Não estou interessado em teorias da conspiração; estou interessado nos fatos da conspiração."
  • Rhyan  07/11/2011 13:51
    Concordo, um site sério como esse deveria ter mais cuidados com artigos com crendices e religiosidades.
  • Leandro  07/11/2011 14:37
    Perdoe-me, Rhyan, mas Nova Ordem Mundial está longe de ser uma "crendice" ou uma "religiosidade". Vai dizer que você realmente acha que FMI, Banco Mundial, ONU, Comissão Trilateral etc. (todas elas instituições abertamente keynesianas) são instituições inócuas que existem apenas para 'estabilizar' o mundo? Não têm nenhuma sede de poder e nenhum afã de controlar nada? Qual a função delas, o bem da humanidade? Ora, é exatamente isso que elas querem que você pense.

    No mais, vale lembrar que o North é um dos que mais rechaça a genuína teoria da conspiração que é por aí difundida:

    O mito de que a crise econômica foi planejada
  • Gustavo S.  07/11/2011 14:22
    Eu também não usaria os termos que o autor usou. No lugar de nova ordem mundial, usaria o termo keynesianismo. Faria o mesmo sentido, com a vantagem de atacar uma teoria que é aceita e ensinada por todos.
  • Rhyan  07/11/2011 15:12
    Concordo com tudo isso, Leandro. Mas chamar de NWO tira o crédito pelo raciocínio anti-estatismo. Parece coisa de conspiracionistas, aqueles malucos que fazem mil teorias sem sentido nenhum.

    O Gustavo colocou bem o probleme do Gary North.

    Abraço!
  • Leandro  07/11/2011 15:24
    Bom, então o problema está exclusivamente com a nomenclatura escolhida, e não necessariamente com as ideias. Você deu a entender que o problema todo estava nas ideias. Mas se é só uma questão de nomenclaturas, então ok.

    Abraços!
  • mcmoraes  07/11/2011 15:45
    @Rhyan:

    1) "Concordo, um site sério como esse deveria ter mais cuidados com artigos com crendices e religiosidades."

    2) "Concordo com tudo isso, Leandro... O Gustavo colocou bem o probleme do Gary North." (leia-se: vocês apenas escolheram mal as palavras)

    Isso é que eu chamo de se expressar mal.
  • Rhyan  07/11/2011 17:21
    Quis dizer que o conteúdo do artigo é muito melhor do que o título.
  • Paulo Sergio  08/11/2011 02:36
    Só o título? E esse desenho da pirâmide da maçonaria,pra que serve?
  • Leandro  08/11/2011 04:59
    Prezado Paulo, essa pirâmide nada mais é do que o desenho que se encontra na cédula de 1 dólar.

    en.wikipedia.org/wiki/File:United_States_one_dollar_bill,_reverse.jpg

    A sua reação comprova que cada um vê o que quer.

    Abraços!
  • Paulo Sergio  08/11/2011 07:32
    Mas Leandro, uma coisa não exclui a outra, muitos dos pais fundadores dos EUA eram maçons, fora que o desenho tem essa faixa escrito NWO bem claro
  • Paulo Sergio  08/11/2011 08:19
    E qual o sentido de botar o desenho de um pedaço do dólar num artigo que fala do euro?
    Acho sinceramente que a intenção dele era falar da NOM mesmo
  • Carlos Santos  07/11/2011 12:52
    O chato é que o processo, embora inevitável, é cheio de idas e vindas. Ás vezes o colapso parece estar próximo, depois as coisas esfriam um pouco para voltar a esquentar logo em seguida... E eu aqui doido pra ver o circo pegar fogo!
  • Flavio  07/11/2011 13:27

    Achei o artigo interessante, faz ligar alguns pontos do quebra-cabeça.

    Talvez um bom negócio no futuro seja fabricar carriola para a dona de casa levar dinheiro pra comprar pão na padaria.
  • Paulo Sergio  07/11/2011 14:47
    A Nova Ordem Mundial é o sistema que vai botar o mundo na direção de um governo único, nem que seja um governo velado, por debaixo dos panos, que é onde o poder fica mesmo.
    E depois disso vai estar tudo preparado pra vinda do anticristo, que não vai ser um cara detestável, pelo contrário, vai ser alguém bem carismático, bem articulado como o Obama.
  • Paulo Sergio  07/11/2011 15:05
    Pelo pouco que sei a china, que é uma peça importante na NOM, anda comprando muito ouro, isso significa que se viesse realmente a grande cirrose ela não seria afetada?
  • Giovanni P  07/11/2011 16:21
    vocês acreditam na NOM ? Seus olavetes metidos a besta.
    (Eu acredito e sou olavete, diga-se.)
  • Fernando Z  07/11/2011 22:23
    Acho que esse Gary não conhece o mecanismo de funcionamento da nova ordem mundial.

    A Ordem Skull and Bones (da qual o Bush faz parte) ....
    Prova:www.youtube.com/watch?v=uyCjbj3g2B8

    .... tem como base o Hegelianismo. Se você estuda a dialética Hegeliana pode entender que uma grande crise pode servir como antítese para uma síntese. Isso é conhecido entre os "conspiracionistas" como Ordem através do Caos e tem como símbolo a Fênix.

  • Fernando Cinelli  08/11/2011 00:30
    Paulo Sergio,

    Você acredita nisso mesmo de anticristo?

    O problema da europa é de incentivos. De um lado o moral hazard que será criado se os bancos que não fizeram análise de seus empréstimos forem salvos, do outro uma união, principalmente, política fortalecida pela união monetária que geraram laços e interdependência entre povos e nações que esta em crise devido aos excessos de alguns governantes fanfarrões e povos gastadores. As medidas de austeridade são necessárias para reduzir a quantidade de parasitas na economia grega. Alguém por acaso conhece outro caminho para se saldar seus compromissos a não ser poupando seus recursos? Lembrem que a Grécia é uma democracia e farra foram de governos eleitos democraticamente.

    O papel do libertário não deve ser ver coisas além da própria racionalidade, mas sim gerar eficiência no seu cotidiano que permita refutar os argumentos dos centralizadores e dos coletivistas. Combater os Estados patrimonialistas com o individualismo.
  • Paulo Sergio  08/11/2011 08:01
    Fernando, acho no mínimo estranho que a época de maior decadência moral, de maior força na destruição de valores como família, época em que o movimento gls quer poder definir o que é homofobia e decidir que é crime quem tem a OPINIÃO sobre o homossexualismo que eles não gostem, e a maioria dos governos os apóia nisso, por ex, seja também a época em que meia duzia de gatos pigados resolve juntar os governos em blocos seguindo as orientações de um poder centralizado.

    Também acho a filosofia dos ateus simplista.Eles falam que tudo que acreditam se baseia em evidências, mas a própria base filosófica usada pra julgar o que é e o que não é uma evidência é uma coisa intuitiva, simplesmente dita e aceita, não existe uma evidência antes dela pra justificar ela
  • ex-cristão  08/11/2011 01:37
    Paulo Sérgio,

    O Obama não é bem articulado. Lembre-se que o anticristo será aceito pelos judeus, portanto não faz sentido ser o Obama. Precisa ser alguém filho de judia. Vá ler a bíblia antes de falar besteira sobre obama ser o anticristo.
  • Paulo Sergio  08/11/2011 07:38
    Meu caro, quem falou baboseira foi você, eu nunca disse que ERA o Obama, disse que seria alguém POPULAR como o Obama, popular como ele era quando foi eleito.
  • Daniel V.  08/11/2011 01:49
    Otimo exemplo da Bahia Leandro, que por sinal possuí o mesmo PIB da Grécia.
  • Vitor R.  08/11/2011 13:16
    Quem disse que a bíblia ( parte cristã )é aceita por todos.\r
    É um besteirol dizer: "o anticristo será aceito pelos judeus". \r
    Lembro que a ideia de messias é judaica, nunca foi cristã. \r
    O que veio anteriormente não era/é legítimo, adulteraram os livros ( escrituras ) para parecer.
  • Fernando Cinelli  08/11/2011 14:07
    Paulo Sergio,

    Qual a base de comparação dos seus valores familiares? Até onde eu sei, as tradições culturais da humanidade sofrem mudanças ao longo do tempo devido a fatores como costumes sociais, inovações e aos novos valores que se adequam a essa realidade. Minha mãe é mestre e dá aula em uma faculdade, a de um amigo meu é uma das maiores empresárias do meu estado. Qual é a probabilidade de isso acontecer nos tempos que você considera que as famílias detinham "decência moral" e "valores familiares"? A mulher não detinha direitos. E a questão dos homossexuais, até onde eu sei, sempre existiram relatos na história da existência deles, são trabalhadores e preguiçosos, bem sucedidos e mal-sucedidos como todos nós, ELES PAGAM IMPOSTOS, e não poderiam ter direitos básicos reconhecidos perante a lei e o Estado?

    Viva sua vida, pratique o bem e o individualismo racional. Não pense que os outros estão errados pela forma como se comportam, mas sim se eles invadirem sua privacidade e ofender os seus direitos.

    OBS: DIREITOS DOS HOMENS! não me vem com papo de direito divino, já passamos dessa fase a muito tempo.

    OBS2: A visão dos ateus é simplista mesmo, simplesmente não acredito.
  • Paulo Sergio  19/11/2011 07:38
    Fernando, não tenho nada contra mulheres empresárias, mas não é isso que as feministas de hoje querem.O que elas querem é por exemplo, se a ciência mostra que homens e mulheres tem cérebros diferentes, elas querem ridicularizar e proibir a divulgação disso.Ou então lutar por cotas pra mulheres nas empresas, nos governos etc
    E quanto aos gays, também não me incomodo com o que dois gays fazem dentro de um quarto.O que eu me incomodo é em eles usarem o governo e as leis pra tornar criminoso qualquer um que tenha opinião diferente das deles, sobre homossexualismo.Um pastor que dentro da sua igreja, da sua propriedade resolve botar um casal gay pra fora seria preso.Um psicologo que acredita e fala que o homossexualismo não é uma coisa saudável seria preso.Ou seja o que esse pessoal quer é ter poder sobre os outros, não é que os outros deixem eles em paz.
  • Paulo Sergio  19/11/2011 07:52
    'ELES PAGAM IMPOSTOS, e não poderiam ter direitos básicos'

    Não acho que direitos venham do fato de pagar impostos, mas tem gente aqui que pode falar disso melhor que eu.
  • Absolut  08/11/2011 15:10
    É uma pena que o foco do artigo tenha ficado irrelevante aos comentaristas, tudo por causa de uma simples expressão: Nova Ordem Mundial...
    Perda de tempo idiota. Poderíamos gastá-lo combatendo os estatistas e ambientalistas - já que, aparentemente, todos os comentaristas também os odeiam.
  • Paulo Sergio  19/11/2011 07:42
    tirado de um artigo aqui desse site

    Daily Bell: É possível que um número ínfimo de famílias incrivelmente ricas estabelecidas no centro financeiro de Londres seja parcialmente responsável por tudo isso? Essas famílias e seus líderes podem realmente estar em busca do governo mundial comandado pelas elites? Ou é tudo uma conspiração? O senhor vê o mundo nesses termos: como uma batalha entre os impulsos centralizadores das elites dominantes e os impulsos mais democráticos do resto da sociedade?

    Hoppe: Não estou certo se conspiração ainda é a palavra certa, pois, nesse meio tempo, graças a pessoas como Carroll Quigley [historiador especialista em sociedades secretas], por exemplo, muito já se sabe sobre o que está acontecendo. Em todo caso, é certamente verdade que existem essas famílias incrivelmente ricas, residindo em Londres, Nova York, Tel Aviv e em outros lugares, que já perceberam o imenso potencial de enriquecimento pessoal que há no processo de construção de um império e de um estado mundial.
    (...)
    Se quisermos evitar que a história siga seu atual e previsível curso rumo a um desastre econômico sem precedentes, é realmente imperativo sacudir e estimular a indignação pública expondo - implacável, incessante e inflexivelmente - os perversos motivos e as maléficas maquinações dessas elites poderosas, não apenas daquelas que trabalham no aparato estatal, mas principalmente também daquelas que estão fora de cena, por trás das cortinas, controlando os bastidores.
  • Guilherme  27/11/2011 18:52
    Não duvido que exista muitos poderosos e "espertinhos" querendo controlar o mundo, por meio de uma ideologia ou algo parecido, mas achar que existam "famílias" que dominam todos os acontecimentos(por séculos) é paranoia. Se um grupo de pessoas tem poder suficiente para reduzir a população e controlar todos, não sei por que ainda não estariam fazendo.

    Sobre o termo "Nova Ordem Mundial", ele é usado para descrever uma mudança em um certo cenário politico dos países. Alguns conspiracionistas se apropriam do termo para difundir a ideia de que políticos ou estudiosos estariam denunciando ou até envolvidos na conspiração.


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