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Todo o seu conforto você deve ao capitalismo e aos ricos

Os pacotes de socorro ao sistema financeiro mundial — o qual, após incorrer em práticas insensatas de expansão de crédito estimuladas pelos seus respectivos governos e bancos centrais, foi socorrido justamente por eles — em conjunto com um quadro de recessão aguda que vai se prolongando ao redor do mundo — recessão essa causada justamente por políticas governamentais — se combinaram para gerar um fenômeno semelhante ao colapso de uma enorme represa, desencadeando uma torrente não de água mas sim de ódio: ódio ao capitalismo e aos seus mais visíveis e valorosos representantes — as grandes empresas e os grandes empreendedores. 

Grandes empresas e sua "ganância epidêmica" por lucros estão sendo responsabilizadas pela causa do colapso.  Uma turba ignara de jornalistas e manifestantes doidivanas — que não sabem ao certo o que querem —, armados com câmeras, microfones e toda uma infinidade de guarnições da mais moderna tecnologia, em vez de se dedicarem ao tricô, estão salivando para ver grandes empresas e grandes empreendedores sendo capturados e demolidos em público, exatamente como faziam as multidões da Revolução Francesa que queriam ver os odiados aristocratas sendo levados para a guilhotina.

O que está ocorrendo atualmente ao redor do mundo não pode ser entendido sem se levar em conta a profunda ignorância que domina os intelectuais da atualidade no que diz respeito à natureza e ao funcionamento do capitalismo e da busca por lucros.  Não obstante o colapso mundial do socialismo e o inegável e visível sucesso do capitalismo, grande parte do mundo intelectual apresenta uma predisposição ao socialismo e uma oposição ao capitalismo como raramente já se viu.

A grande maioria dos intelectuais de hoje — desde comentaristas de jornais e televisão até professores universitários, incluindo-se aí a maioria dos professores de economia, para não mencionar políticos e seus apologistas — considera o fracasso do socialismo e o sucesso do capitalismo como meros "fatos brutos", isto é, fatos sem bases inteligíveis, fatos que desafiam e contradizem toda a compreensão.  Se quisessem realmente pensar de maneira racional, tais pessoas teriam de ler e estudar as obras de Ludwig von Mises e dos outros proeminentes teóricos da Escola Austríaca de pensamento econômico, bem como também da Escola Britânica clássica.  Mas isso eles não irão fazer. 

Como resultado dessa fundamental incapacidade intelectual e moral da parte deles, e de acordo com tudo em que eles ainda acreditam, o socialismo, com sua suposta preocupação para com o bem-estar de todos e sua suposta racionalidade de planejamento, deveria ter prosperado e prevalecido, ao passo que o capitalismo, com sua preocupação exclusiva com o lucro individual e sua suposta 'anarquia no sistema de produção', é quem deveria ter fracassado.  Na mente dos intelectuais da atualidade, o fato de ter ocorrido o resultado oposto no mundo real é algo que deve colocar em dúvida a confiabilidade da própria razão em si — postura essa que, creio eu, ajuda enormemente a explicar a ascensão de um ostensivamente declarado irracionalismo nas últimas décadas, cujo melhor exemplo são os ataques à ciência e à tecnologia oriundos do movimento ambientalista. 

Os intelectuais se agarram aos eventos da atualidade porque tais eventos parecem oferecer um alento para o desmoronamento do seu universo intelectual.  Eles acreditam, pelo menos por enquanto, estarem mais uma vez na posição de professar ao mundo que seus conceitos sobre o capitalismo foram confirmados pela realidade.

Não será o objetivo deste artigo explicar as reais causas do atual cenário econômico, como a criação de dinheiro fiduciário, a expansão artificial do crédito e a manipulação dos juros, tudo isso realizado integralmente pelos bancos centrais mundiais, que nada mais são do que órgãos estatais.  Tal tarefa já foi proficuamente apresentada em outros artigos deste site.  O objetivo aqui será o de apresentar uma contra-argumentação aos aspectos relevantes dessa ignorância anticapitalista dos intelectuais da atualidade, demonstrando como toda a população se beneficia justamente daquilo que os intelectuais mais atacam: o interesse próprio e a busca pelo lucro dos capitalistas.

A busca pelo lucro é a base de todas as melhorias econômicas

O que os intelectuais e sua hostilidade ao lucro ignoram é que a busca pelo lucro em um livre mercado é exatamente a fonte de virtualmente todas as melhorias econômicas de uma sociedade.

Em um livre mercado, todo e qualquer indivíduo tem a liberdade de empreender e consumir sem ser tolhido por decretos, regulamentações e burocracias.  Sua liberdade deve ser plena, desde que, em suas atividades, ele não agrida a propriedade, a vida e a liberdade de terceiros.  Ele é livre para não sofrer coerção e força física, mas também é proibido de adquirir a propriedade de terceiros por meios desonestos, inclusive por meio da fraude. Tudo que um indivíduo receber de outros deve ser por meio da escolha voluntária destes.

Se tais condições não são respeitadas, e alguns indivíduos conseguem ganhar à custa de todos os outros por meio de força, fraude, coerção, tributação ou regulamentações, então tal situação representa uma falha de governo, não do livre mercado.  O fracasso do governo está precisamente no fato de ter feito com que os indivíduos que participam do mercado fossem submetidos a tais tipos de agressão. 

Em um livre mercado, a maneira de um indivíduo obter dinheiro de terceiros é ofertando algo que eles julgam ser valioso e que desejam possuir.  Esses são os tipos de bens e serviços que um indivíduo busca produzir e vender em um livre mercado: bens e serviços valiosos para os consumidores.  Desta maneira, a busca pelo lucro é a base de um contínuo processo de inovação, no qual são constantemente introduzidos novos e melhores produtos e novos e menos custosos métodos de produção.  O desenvolvimento de novos e melhores produtos que as pessoas desejam comprar, e o aprimoramento de mais eficientes e menos custosos métodos de produção daqueles produtos que já existem e que as pessoas continuam querendo comprar, são as principais formas de um empreendedor obter lucros em um livre mercado.

Tão ignorado quanto isso pelos intelectuais de hoje é o fato de que a esmagadora maioria dos lucros obtidos em uma economia livre é poupada e reinvestida, e que a acumulação de qualquer fortuna em uma economia livre é o resultado da introdução de toda uma série de aprimoramentos nos bens e serviços adquiridos voluntariamente pelos consumidores.  E a maneira de se criar os meios para produzir esses aprimoramentos é reinvestindo justamente a quase totalidade dos lucros obtidos.  É por meio desse processo que o público geral se beneficia da riqueza dos capitalistas.

Assim, para utilizar um exemplo clássico, Henry Ford, que começou com um capital de aproximadamente US$ 25.000 em 1903 e terminou com um capital de aproximadamente US$ 1 bilhão à época de sua morte em 1946, foi responsável pela maior parte do tremendo progresso ocorrido nos automóveis produzidos ao longo desse período, bem como na eficiência com que eles passaram a ser produzidos.  Foi amplamente graças a ele que os automóveis de 1946 eram incrivelmente superiores àqueles produzidos em 1903.  Mais ainda: foi graças a ele — que reinvestiu quase todo o seu lucro para aprimorar o processo de produção — que os automóveis apresentaram uma espetacular redução real de custo, indo de um preço hoje comparável ao de um iate para um preço que praticamente qualquer pessoa podia bancar.  Ou seja, à medida que sua fortuna ia crescendo, Ford ia reinvestido-a exatamente na expansão da produção destes automóveis aprimorados.  Em outras palavras, o outro lado da moeda da crescente fortuna de Ford foi o crescente beneficiamento do público em geral.

Um exemplo mais recente e igualmente óbvio destes mesmos princípios é o caso da Intel.  No início da década de 1980, a Intel estava na vanguarda da produção daquilo que, à época, era o mais avançado chip para uso em computadores pessoais: o 8086.  No entanto, a concorrência entrou no mercado e não permitiu que os altos lucros obtidos pela Intel com a comercialização deste chip durassem muito tempo.  Para continuar à frente da concorrência e obtendo uma alta taxa de lucro na indústria de computadores, foi necessário que a Intel introduzisse o amplamente aprimorado chip 80286.  E então a mesma história se repetiu.  Para continuar obtendo uma alta taxa de lucro frente à concorrência, que estava sempre em seus calcanhares, a Intel teve de desenvolver e introduzir o 80386, e depois o 80486 e então sucessivas gerações do chamado chip Pentium.

A Intel foi capaz de fazer uma fortuna durante todo este processo.  Sua fortuna foi investida exatamente na produção dos radicalmente aprimorados chips que atualmente são produzidos a uma fração do custo dos chips de uma década ou duas atrás.  (Obviamente, os lucros obtidos com qualquer tipo de aprimoramento podem ser também investidos na expansão da produção de outros produtos completamente diferentes).

Tais exemplos não são isolados.  O princípio que eles ilustram funcionam universalmente, e mostram a importância de se ter um livre mercado, sem regulamentações e sem a tributação do lucro. 

As fortunas empresariais, em um livre mercado, são acumuladas por meio dos altos lucros gerados pela introdução de novos e aperfeiçoados produtos e também pela introdução de métodos de produção mais eficientes e menos custosos.  Estes altos lucros são seguidamente poupados e reinvestidos justamente para ampliar e melhorar a produção destes mesmos produtos ou até mesmo de produtos distintos.  Por exemplo, a fortuna de $6 bilhões do falecido Steve Jobs foi construída em decorrência de Jobs ter feito com que fosse possível que a Apple Computer introduzisse novos e aperfeiçoados produtos, como o iPod, o iPhone e o iPad, e então poupasse e reinvestisse uma expressiva fatia dos lucros que vieram pra ele.

Isso é algo que vale a pena ser repetido e enfatizado: as fortunas que são acumuladas desta forma são normalmente direcionadas à produção em larga escala justamente dos produtos que forneceram os lucros utilizados para acumular esta fortuna.  Assim, por exemplo, os bilhões de dólares de Jobs serviram em grande parte para aprimorar a invenção e a produção de produtos da Apple.  Similarmente, a grande fortuna pessoal do velho Henry Ford — adquirida em decorrência da introdução de grandes aprimoramentos na eficiência da produção automotiva, o que fez com que o preço de um automóvel novo caísse de US$ 10.000 no início do século XX para US$ 300 em meados da década de 1920 — foi utilizada para tornar possível a produção em larga escala de milhões de automóveis Ford.

Adicionalmente, as altas taxas de lucro adquiridas com produtos novos e aprimorados e com métodos de produção mais eficientes são meramente temporárias.  Assim que a produção de um novo produto ou o uso de um novo método de produção mais eficiente se torna padrão em uma indústria, ele deixa de gerar lucros excepcionais.  Com efeito, novos e contínuos aprimoramentos fazem com que os aprimoramentos anteriores tornem-se completamente não-rentáveis.  Por exemplo, a primeira geração do iPhone, que era altamente lucrativa há apenas alguns anos, já deixou de ser ou rapidamente deixará de ser lucrativa, pois novos avanços a deixaram obsoleta.

Como resultado, a acumulação de grandes fortunas empreendedoriais requer a introdução de uma série de aprimoramentos nos produtos criados ou nos métodos de produção utilizados.  Isto é um pré-requisito para se manter uma alta taxa de lucro frente à concorrência em um livre mercado.  A capacidade da Intel de manter sua alta taxa de lucro ao longo de vários anos dependia completamente de sua capacidade de introduzir melhorias sequenciais em seus chips de computador.  O efeito líquido desse processo foi o de fazer com que os usuários de computadores se beneficiassem de contínuas melhorias e avanços tecnológicos; e não apenas não houve nenhum custo adicional, como na verdade ocorreu um drástico declínio nos preços destes chips.  Enquanto os altos lucros se basearem na redução dos custos de produção, a concorrência fará com que os preços dos produtos sejam reduzidos correspondentemente à redução dos custos de produção, o que obrigará as empresas a descobrirem novos métodos de reduzir ainda mais seus custos para manter seus altos lucros.

O mesmo resultado, é claro, é válido não somente para a Intel e seus microprocessadores, mas também para o resto da indústria da computação, na qual gigabytes de memória e terabytes de capacidade de armazenamento de disco rígido hoje são vendidos a preços menores que os preços de megabytes de memória e de disco rígido há algumas décadas atrás.  Como efeito, se olharmos cuidadosamente, este princípio de produtos cada vez melhores e mais baratos a custos cada vez menores se aplica a todo o sistema econômico.  Está presente tanto na produção de comida, de roupas e de abrigos quanto nas indústrias de alta tecnologia, e em praticamente todas as indústrias entre estes dois extremos.

Está presente em todas estas indústrias não obstante a inflação da oferta monetária — totalmente gerenciada pelo governo — ter feito com que os preços dos produtos aumentassem acentuadamente ao longo dos anos.  Apesar disso, quando calculados em termos da quantidade de trabalho que o cidadão comum deve despender a fim de adquirir o salário necessário para comprar tais produtos, os preços de tais bens caíram fortemente.

A melhor ilustração deste raciocínio pode ser vista no aumento do padrão de vida que ocorreu ao longo dos últimos 100 anos.  Em 1911, o cidadão comum trabalhava 60 horas por semana.  O que ele recebia em troca da sua mão-de-obra era exatamente o padrão de vida de 1911 — um padrão de vida que não incluía bens como automóveis, ar condicionado, viagens aéreas, antibióticos, geladeiras, congeladores, filmes, televisão, videocassetes, aparelhos de DVD, Blu-ray, rádios, toca-discos, CD players, computadores, notebooks, celulares, moradias confortáveis, comidas e roupas abundantes e de qualidade, medicina e odontologia modernas, máquina de lavar e secar, forno de microondas e por aí vai.  Em 1911, telefones e energia elétrica eram raros.  Aparelhos elétricos eram praticamente desconhecidos.  Telefones celulares não eram nem objetos de ficção.

Os bens que podiam ser produzidos à época, como vários tipos de comida, roupas e moradias, eram de menor qualidade e muito mais caros em termos reais do que são hoje — isto é, em termos do tempo necessário para ganhar o dinheiro necessário para adquiri-los.  A alimentação, o vestuário e a moradia do cidadão comum eram muito mais modestos do que são hoje.  Todos esses bens só se tornaram mais acessíveis e aumentaram em qualidade e variedade porque a busca por lucros levou ao necessário processo de corte de custos e a outros aprimoramentos no processo de produção.  E todos aqueles bens que não existiam em 1911 só passaram a existir por causa da busca por lucros.

Em outras palavras, o que aumentou tão radicalmente o padrão de vida de todos foi nada mais do que a busca por lucros e a liberdade de agir de acordo com esse objetivo.  A busca por lucros foi a força-motriz da produção e da atividade econômica.  Em todos os lugares, em cada indústria, em cada cidade, havia homens ávidos para lucrar aprimorando produtos e métodos de produção.  Eles tiveram a liberdade de fazer isso e foram bem sucedidos.  Essa "ganância", "epidêmica" a ponto de se tornar generalizada, foi o que aprimorou tão radicalmente o padrão de vida do cidadão comum.  É algo pelo qual todos nós devemos ser profundamente agradecidos.  Caso tal "ganância" fosse menos "epidêmica" e menos generalizada, o aprimoramento do nosso padrão de vida teria sido, sem a menor sombra de dúvida, muito menos intenso. 

O grau de aprimoramento do padrão de vida do cidadão médio pode ser mensurado utilizando-se o fato de que seu padrão de vida é hoje pelo menos 10 vezes maior do que era em 1911 (e essa é uma estimativa conservadora), e tal padrão é obtido trabalhando-se em média apenas dois terços do que se trabalhava em 1911 — 40 horas de trabalho por semana ao invés de 60.  Assim, dois terços do trabalho realizado em 1911 hoje consegue adquirir dinheiro suficiente para comprar 10 vezes a quantidade de bens.  Ou, colocando de outra forma, um simples décimo daqueles dois terços — ou 6,66% — é hoje suficiente para comprar bens equivalentes ao padrão de vida médio de 1911.  Isso significa que, na média, graças à ganância de empreendedores e capitalistas, houve, desde 1911, uma queda nos preços reais da ordem de 93,33%!

Apenas este fato já deveria servir para demonstrar que o capitalismo de livre mercado — o capitalismo laissez-faire — é o sistema econômico mais ético e moral que existe.  Ele é a materialização das liberdades individuais e da busca pelo interesse próprio.  Ele resulta no progressivo aumento no bem-estar material de todos, algo que se manifesta no aumento das expectativas de vida e no contínuo aprimoramento do padrão de vida das pessoas.

O papel dos ricos capitalistas na melhora do nosso bem-estar

Os atuais protestos contra os ricos, contra os lucros das grandes empresas e contra a ganância partem do velho princípio marxista de que uma pequena fatia de abastados vive à custa da exploração da esmagadora maioria da população mundial.  Tal raciocínio seria verdadeiro caso a revolta se direcionasse especificamente para aqueles indivíduos cuja riqueza foi adquirida por meios que atentam justamente contra o capitalismo, como subsídios governamentais, protecionismo e outras formas de governo que obstruem a livre concorrência.  Nesse caso, os protestos mereceriam o apoio de todos os pró-capitalistas. No entanto, a gritaria tem sido generalizada e o alvo comum tem sido os ricos, os lucros e a ganância de forma geral.

A óbvia solução apresentada é que a população explorada — a esmagadora maioria da população mundial — confisque a riqueza da ínfima minoria abastada e a utilize para seu beneficio próprio ao invés de permitir que ela continue sendo utilizada para o benefício dessa ínfima minoria, que é supostamente formada por indignos e gananciosos capitalistas exploradores.  Em outras palavras, o programa implícito por trás das atuais manifestações é o socialismo e a redistribuição de riqueza.

Deixando de lado as hipérboles utilizadas nos protestos, é verdade que uma relativamente pequena minoria da população de fato detém uma excepcionalmente grande fatia da riqueza da economia.  Mas o que os manifestantes não percebem é que a riqueza dessa ínfima minoria é exatamente o que fornece o padrão de vida da esmagadora maioria.

Os manifestantes não se dão conta disso porque veem o mundo através de uma lente intelectual totalmente inapropriada para a vida sob o capitalismo e sua economia de mercado.  Eles veem um mundo — que ainda existe em alguns lugares atrasados, e que era prevalecente há alguns séculos — povoado de famílias autossuficientes que vivem da agricultura de subsistência, cada uma produzindo para consumo próprio, sem nenhuma ligação com um mercado de compra e venda de bens e serviços.

Em tal mundo, quando alguém vê uma plantação, ou um celeiro, ou um arado, ou animais de carga, e pergunta a quem tais meios de produção servem, a resposta é "ao agricultor e sua família, e a ninguém mais".  Neste mundo, à exceção de algum ocasional gesto de caridade dos proprietários, aqueles que não possuem meios de produção não podem se beneficiar dos meios de produção existentes, a menos que eles próprios de alguma maneira também se tornem proprietários de meios de produção.  Eles não podem se beneficiar dos meios de produção de terceiros, a menos que herdem-nos ou confisquem-nos.

No mundo dos manifestantes, os meios de produção possuem essencialmente a mesma característica de bens de consumo, os quais, em regra, beneficiam apenas os seus proprietários.  Justamente por seguirem esta mesma visão de mundo, aqueles que compartilham da mesma mentalidade dos manifestantes tipicamente imaginam os capitalistas como homens obesos, cujos pratos estão repletos de comida enquanto as massas de assalariados têm de viver à beira da fome.  De acordo com essa mentalidade, a redistribuição de riqueza é simplesmente uma questão retirar a comida do prato transbordante dos capitalistas e redistribuí-la para os trabalhadores esfomeados.

Porém, ao contrário de tais crenças, no mundo moderno em que realmente vivemos, a riqueza dos capitalistas simplesmente não está na forma de bens de consumos, pelo menos não de maneira significativa.  Não apenas ela está predominantemente na forma de meios de produção, como também esses meios de produção estão empregados na produção de bens e serviços que são vendidos no mercado.  Em total antagonismo às condições das famílias agrárias autossuficientes, os beneficiários dos meios de produção dos capitalistas são todos os membros do público consumidor em geral, que compram os produtos dos capitalistas.

Por exemplo, sem ser dono de uma única ação de alguma grande montadora (GM, Daimler, Ford, BMW, Scania, VW, Toyota, Volvo) ou de alguma petrolífera (Exxon Mobil, BP, Shell, Chevron), qualquer pessoa em uma economia capitalista que compre os produtos destas empresas se beneficia de seus meios de produção: o comprador de um automóvel Volvo se beneficia da fábrica da Volvo que produziu aquele automóvel; o comprador da gasolina da Shell se beneficia de seus poços petrolíferos, oleodutos e caminhões-tanque.  Adicionalmente, também se beneficiam destes meios de produção todas aquelas pessoas que compram produtos de clientes da Volvo ou da Shell, desde que tais meios de produção indiretamente contribuam para os produtos destes seus clientes.  Por exemplo, os clientes dos supermercados cujos produtos foram entregues em caminhões feitos pela Volvo ou abastecidos com diesel produzido nas refinarias da Shell se beneficiam da existência da fábrica de caminhões da Volvo e das refinarias da Shell.  Mesmo aqueles que compram produtos dos concorrentes da Volvo e da Shell, ou dos clientes destes concorrentes, também se beneficiam da existência dos meios de produção da Volvo e da Shell.  Isso porque os meios de produção da Volvo e da Shell resultam em uma oferta mais abundante — e, logo, mais barata — dos bens que os concorrentes vendem.

Em outras palavras, todos nós, 100% de nós, nos beneficiamos da riqueza dos odiados capitalistas.  Nós nos beneficiamos sem que nós mesmos tenhamos de ser capitalistas.  Os críticos do capitalismo são literalmente mantidos vivos em decorrência da riqueza dos capitalistas que eles odeiam.  Como demonstrado, os campos de petróleo e os oleodutos das odiadas corporações petrolíferas fornecem o combustível que movimentam os tratores e os caminhões que são essenciais para a produção e a distribuição de comida que os críticos comem.  Os manifestantes atuais e todos os outros que têm ódio dos capitalistas simplesmente odeiam os alicerces de sua própria existência.

O benefício que os meios de produção dos capitalistas trazem aos não-proprietários dos meios de produção se estendem não apenas aos compradores dos produtos fabricados por esses meios de produção, mas também aos vendedores da mão-de-obra que é empregada para trabalhar com esses meios de produção.  A riqueza dos capitalistas, em outras palavras, é a fonte tanto da oferta de produtos que os não-proprietários dos meios de produção compram, como também da demanda pela mão-de-obra que os não-proprietários dos meios de produção vendem.  Donde se conclui que, quanto maior o número e quanto maior a riqueza dos capitalistas, maior será tanto a oferta de produtos quanto a demanda por mão-de-obra.  Consequentemente, menores serão os preços e maiores serão os salários — logo, maior será o padrão de vida de todos.  Nada pode ser mais benéfico para o interesse próprio do cidadão comum do que viver em uma sociedade repleta de capitalistas multibilionários e suas grandes empresas, todos ocupados utilizando sua vasta riqueza para produzir bens que este cidadão irá comprar e para disputar a mão-de-obra que ele irá vender.

Não obstante tudo isso, o críticos do capitalismo desejam um mundo no qual os capitalistas bilionários e suas grandes empresas foram completamente banidos e substituídos por pequenos e pobres produtores, que não seriam significativamente mais ricos do que eles próprios, os críticos — o que significa que todos seriam pobres.  Eles creem que em um mundo com tais produtores, produtores que não possuem o capital necessário para produzir quase nada, muito menos para conduzir a produção em massa dos produtos tecnologicamente avançados do capitalismo moderno, eles irão de alguma forma estar economicamente em melhor situação do que estão hoje.  Obviamente, tais críticos e manifestantes não poderiam estar mais iludidos.

Além de não perceberem que a riqueza dessa ínfima minoria é o pilar do padrão de vida da esmagadora maioria, o que os críticos e manifestantes também não percebem é que a "ganância" daqueles que se esforçam para fazer parte da ínfima minoria — ou que se esforçam para ampliar sua posição dentro dela — é o que faz com que o padrão de vida da esmagadora maioria seja progressivamente aumentado.

A ironia fatal que está destruindo os EUA

A estagnação e o declínio econômico, os problemas do desemprego em massa e a crescente pobreza observada nos EUA nos últimos anos são o resultado de violações da liberdade individual e da busca pelo interesse próprio.  O governo emaranhou o sistema econômico em uma crescente teia de regras e regulamentações paralisantes que proíbem a produção de bens e serviços que as pessoas querem consumir, e ao mesmo tempo obrigam a produção de bens e serviços que as pessoas não querem, fazendo com que a produção de praticamente tudo seja muito mais cara do que deveria ser.  Por exemplo, proibições na produção de energia atômica, petróleo, carvão e gás natural encarecem o custo da energia; e com menos energia disponível para ser empregada na produção, a mão-de-obra humana tem de ser utilizada mais intensamente para produzir uma dada quantidade de bens.  Isso resulta em menos bens disponíveis na economia, o que afeta a remuneração de todos os assalariados.

Gastos governamentais descontrolados e seus concomitantes déficits orçamentários, em conjunto com altos impostos sobre a renda, sobre a propriedade e sobre ganhos de capital, todos incidentes sobre fundos que caso contrário teriam sido amplamente poupados e investidos, destroem o capital do sistema econômico.  Desta forma, eles impedem o aumento tanto na oferta de bens quanto na demanda por mão-de-obra, algo que mais capital nas mãos das empresas teria gerado. 

E há as inúmeras e crescentes regulamentações que aumentam o custo da produção, reduzem sua eficiência e impedem novas acumulações da capital.  E houve também a formação e o estouro de duas bolhas, a do mercado de ações e a imobiliária, ambas geradas pela expansão de crédito orquestrada pelo Banco Central americano e que amplificaram o consumo de capital da economia.  Trilhões de dólares em capital foram destruídos.

Toda essa destruição de capital afeta a capacidade das empresas de produzir e empregar mão-de-obra.  É essa perda de capital que é responsável pelo atual problema do desemprego em massa.

No entanto, não obstante toda essa maciça destruição de capital, o problema do desemprego pode ser eliminado.  Porém, devido a essa perda de capital, para que tal problema seja resolvido seria necessária uma redução nos salários.  Essa redução, entretanto, foi praticamente tornada ilegal em decorrência da existência de leis de salário mínimo e legislações sindicais.  Tais leis impedem que os empregadores ofereçam salários menores, aos quais os desempregados estariam reempregados.

Consequentemente, por mais irônico que seja, o fato é que praticamente todos os problemas dos quais os intelectuais, os críticos do capitalismo e os manifestantes reclamam são resultado justamente da implementação de políticas que eles apóiam e nas quais eles fervorosamente acreditam.  É essa mentalidade, o marxismo incrustado nela, e as políticas governamentais resultantes, que são responsáveis por tudo aquilo de que estão reclamando.  Os críticos e os manifestantes estão, com efeito, na posição de autoflagelantes involuntários.  Eles estão se chicoteando e, como bálsamo para suas feridas, exigem ainda mais chicotadas e algemas.  Eles não veem isso porque não aprenderam a fazer a correlação entre fenômenos básicos.  Eles não entendem que, ao violarem a liberdade de empreendedores e capitalistas, e ao confiscarem e consumirem suas riquezas — isto é, ao utilizarem armas de constrangimento físico e mental contra esse pequeno e odiado grupo —, eles estão destruindo as bases de seu próprio bem-estar.

Por mais que os críticos do capitalismo mereçam sofrer em decorrência dos danos causados pela aplicação de suas próprias ideias, seria muito melhor se eles acordassem para o mundo moderno e passassem finalmente a entender a verdadeira natureza do capitalismo, e então direcionassem sua ira aos alvos que realmente merecem recebê-la.  Caso fizessem isso, eles poderiam, aí sim, trazer alguma contribuição real para o bem-estar econômico, inclusive o deles próprios.


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autor

George Reisman
é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: www.capitalism.net. Seu blog georgereismansblog.blogspot.com.

  • Felipe Barbosa  27/10/2011 09:00
    Isso sem falar que capitalismo é liberdade, inclusive de expressao, mesmo para ideias idiotas, os mesmo ntelectuais poderiam falar mal de um regime totalitario impunemente? Acho fantastico como os intelectuais gritam que querem ser solenciados
  • Bruna  03/04/2013 22:54
    Duvido, D-U-V-I-D-O que alguém que acha esse desprezível texto um sinônimo de liberdade passa fome ou não tem o que dar a seus filhos... Engraçado é compactuar com essas ideias quando você possui uma casa, um carro, um bom emprego e uma farta mesa.
  • Thales  04/04/2013 13:39
    "Duvido, D-U-V-I-D-O que alguém que acha esse desprezível texto um sinônimo de liberdade passa fome ou não tem o que dar a seus filhos..."

    Certamente alguém que leu esse texto já esteve nestas condições no passado, mas hoje, graças ao capitalismo, está em situação muito melhor e pode se dar ao luxo de ter computador e internet para ler este magnífico artigo. E você, como subiu na vida?

    "Engraçado é compactuar com essas ideias quando você possui uma casa, um carro, um bom emprego e uma farta mesa."

    Por que é engraçado? Não entendi a lógica.
  • Marcio  04/04/2013 14:05
    Belo polilogismo.
  • Neto  04/04/2013 18:01

    @2:45
    'How many of you, have worked twelve ours a day and got paid 78 cents?'

    Taí dona Bruna, duvidou, perdeu, satisfeita?

  • Marcio  04/04/2013 18:22
    Morro de rir da cara do sujeito que fez a pergunta pro Milton e foi devidamente humilhado com a resposta.
  • anônimo  04/04/2013 18:11
    Bruna, vá estudar o que é argumentum ad hominem.
  • Juliano Torres  27/10/2011 09:43
    Maravilhoso o artigo. Reisman como sempre indo além do politicamente correto e dando nome aos bois.
  •   27/10/2011 09:54
    Isso deveria ser publicado em todos os jornais do mundo.\r
    \r
    Ficou brilhante.
  • mauricio  27/10/2011 10:09
    A maior riqueza dos grandes capitalistas está no conhecimento científico e tecnológico agregados a cada produto consumido pela sociedade, é ela que nos permitiu viver mais e melhor. É esse o maior benefício disponível para toda a humanidade, ricos ou pobres.\r
    A curiosidade humana não é o único combustível que alimenta o progresso científico e tecnológico. Somente em um sistema onde a competição (outra palavra injustamente amaldiçoada)se faz presente, o sucesso e as conquistas de um são usufruídas em algum grau pelos demais, e é justamente isso que favorece o desenvolvimento dessa verdadeira riqueza.
  • Marcelo Pinto  27/10/2011 14:42
    Um texto para deixar de ser socialista de uma vez por todas. Simples e verdadeiro.
  • Luiz  27/10/2011 15:35
    Muito bom, mas então... como você explica a China conseguir se manter em pé até hoje?
  • Joao  27/10/2011 15:49
    A China não ficava exatamente em pé até que passou a existir ao algum capitalismo por lá. Dezenas de milhões de pessoas morreram de fome graças às maravilhosas políticas dos governos comunistas.
  • Leandro  27/10/2011 15:57
    A China se mantém, mas está muito longe de ser um país que apresente alta qualidade de vida. Duvido muito que alguém trocaria algum país industrializado do Ocidente pela China.

    O que realmente mantém o país é o fato de possuir uma mão-de-obra dedicada e trabalhadora, escassos dias de férias por ano (uma média de 3 dias) e uma a alta taxa de poupança da sua população. Como não há uma previdência social, os chineses têm de poupar grande parte de sua renda -- e é essa poupança que permite investimentos e acumulação de capital, um fenômeno bastante incomum para um país de população pobre. Ou seja, o país precisa do sacrifício dos pobres (sacrifício no sentido de os pobres não consumirem) para prosperar.

    Ademais, é essa poupança -- em conjunto com a produtividade e o trabalho duro chinês -- que permite que um grande volume de bens não consumidos seja exportado a preços baixos para todo o mundo. Com as exportações, o país adquire dólares para importar produtos do exterior, o que ajuda a elevar o padrão de vida do país.

    O volume de produção chinês em si é enorme (e seria maior caso houvesse mais liberdade econômica), mas falta qualidade nos produtos -- fator que reduz o padrão de vida. Logo, os produtos importados precisam compensar essa deficiência da produção interna.

    Portanto, não há nada de estranho no fenômeno chinês. A população poupa em média 40% de sua renda (um sacrifício enorme), e é essa poupança que permite acumulação de capital e investimentos. Mesmo assim, isso ainda é insuficiente e a economia chinesa está longe de produzir um conforto ocidental para sua população. Seria ótimo se eles tivessem mais ricos por lá.
  • ANDRE LUIS  27/10/2011 22:35
    Prezado Leandro

    Esta é uma boa teoria sobre a China, porém outra me parece mais acertada.

    O fenômeno chinês deve-se ao maciço investimento de capital, mas este está longe de ter sido fruto da poupança dos chineses. Um grupo seleto de multimilionários, por volta do início dos anos 90, resolveu adotar aquele país para servir de base para suas industrias, daí a orígem do capital chinês.

    A partir daí, concordo com vc que a população passou a acumular capital, mas infelizmente não para que a economia cresça nos moldes da economia de um país livre. Lembremos que a China é ainda um dos regimes mais nocivos as liberdades individuais que há hoje no mundo. Não há um ambiente culturalmente favorável para o florescimento de uma sociedade de trocas comerciais, pois valores como liberdade, confiança, segurança jurídica, até mesmo a possibilidade material de se constituir família não fazem parte da vida da população. O capitalismo não florece apenas com a simples acumulação de capital, ele precisa vir acompanhado de um sistema de valores e liberdades que, infelizmente, não ocorre como um passe de mágica. Recomendo o livro "Sociedade da Confiança" de Alain Peyrefitte.





  • anônimo  07/11/2011 18:16
    Os chineses poupam 40% da renda e nós aqui somos assaltados em 40% pelo governo.Pode-se dizer que eles estão numa situação de maior liberdade?
  • Leandro  07/11/2011 18:24
    Não conheço bem as coisas por lá, mas sinceramente creio que não; eles não têm mais liberdade que a gente. Seria muita humilhação para nós e acho que ainda não chegamos a esse ponto, por mais torturante que seja empreender nessa país. Ademais, aqui ainda há uma certa liberdade de expressão e o padrão de vida é maior. Eu não trocaria o Brasil pela China de jeito nenhum.
  • Johnny Jonathan  01/06/2012 11:54
    Bem por isso que O Fascismo Moral, mesmo aliado a uma minima liberdade econômica, não da a devida liberdade, e só leva ao agigantamento do estado.

    Essa liberdade econômica em meio a um ditadura só vai fazer o estado aumentar de tamanho futuramente.... o tal fenômeno do estado minimo virar um estado máximo.

    Seja por teoria Clássica Britânica e/ou Austríaca, ou por "instinto" (não é muito dificil, vá!)... me parece que os Chineses sabem muito bem como se tornar um estado alá EUA e muito mais gingante que o mesmo. (tanto em população quanto em controle)

    O único ponto fraco é que a falta de liberdades individuais (em um país com 1,5 bilhão de indivíduos) pode levar o país a uma guerra civil e dividir o país em vários estados menores.

    E não querendo ser moralmente injusto aqui, eu torço por essa guerra....
    (assim como torço por mais crises econômicas que de alguma forma mostrem as pessoas o quanto o Socialismo não dá certo.)

    apesar de achar que os futuros estados chineses possam ser reacionários e inverter as liberdades e controles: economia controlada, indivíduos com mais liberdade individuais as quais não tem atualmente. Social-democracia é um vírus muito teimoso, oh merda!
  • conservatore  27/10/2011 15:53
    Apesar de compartilhar parte das premissas liberais/capitalistas, como acadêmico de ciências sociais, vivo uma realidade que está me permitindo ver alguns pontos interessantes. 1°, realmente o socialismo se mostrou impraticável historicamente, contudo, seus defensores comunistas não são intelectuais ingênuos, eles sabem o que atacar e como atacar e, o querem é uma revolução, principalmente cultural, não apenas econômica, poderia se resumir numa busca pelo poder em si,com uma total inversão dos valores ocidentais judaico-cristãos,sem as responsabilidades inerentes aos processos das mudanças. Eles deliberadamente, ignoram os benefícios oriundos do capitalismo, porém, quando o artigo só destaca o lado bom, comete o mesmo equivoco, omitindo que, o sistema capitalista, principalmente nos chamados paises emergentes, não paga salários justos na mesma proporção dos lucros, é preciso reconhecer a possibilidade de melhorar os ganhos de quem efetivamente trabalha, é claro que o empreendedor deve ganhar mais que seus empregados, isto não significa, que esta diferença tenha que ser extratosférica. Levantemos uma questão: como um empresário do ramo de calçados por exemplo, acumulará capital? trabalhando sozinho? impossível; como ele levantará este capital para começar? há inumera formas, todas, porém, dependerão de uma conjunto de seres humanos em suas complexas relações socias; pode ser uma herança, um empréstimo, se desfazendo de um bem; idéias geniais sem capital, ficam só na abstração, de maneira nenhuma gerará riqueza, se não for posta em prática,i.e.,todo empreendimento depende de capital financeiro para começar, seja grande ou pequeno, sei que há alguns, que se esforçam mais, abdicam de umas regalias no começo, mas, mesmo estes, não o fazem sozinho, dependem sempre de terceiros,em maior ou menor grau, seja a familia, seja um amigo, uma fraternidade, etc... O caminho para um entendimento entre capitalistas e socialistas, foi fechado por um elemento, alimentado por ambos : materialismo exarcebado , negação da lógica transcendental, como diria Voegelin: "projeto sotereológico imanentista".
  • Max  27/10/2011 17:00
    1. Realmente eu acredito que tem que ser ingênuo para ser socialista/comunista hahaha.
    Alguém que defende uma teoria cujo alicerce é a teoria valor-trabalho e a mais valia só pode ser.

    2. O que eles chamam de revolução "cultural/ideológica" na prática significou controlar a imprensa e a liberdade de pensamento. Cuidado ;)

    3. Essa questão dos salário é muito relativa, amigo. Entenda o seguinte:

    Quanto maior a disponibilidade de pessoas para fazer um trabalho, menores serão os salários para essa função. Exemplo: Trabalhos braçais, onde qualquer pessoa saudável pode exercer. Como no Brasil (e em qualquer país emergente) existe um grande déficit educacional, ou seja, de qualificação profissional, a maioria das pessoas estão habilitadas apenas para fazerem serviços de baixa complexidade. Logo, se você tem um restaurante e oferece um salário baixo, caso um indivíduo não aceite esse valor, logo outro o fará. Os empregadores não tem que disputar pelos empregados. Quanto mais especializada uma população, menor a oferta de trabalhadores para serviços pouco complexos (Exemplo: Nos Estados Unidos praticamente não existem mais frentistas e empregadas domésticas são normalmente artigo de luxo). Logo, essa diferença salarial que você coloca como culpa do capitalismo, na verdade é culpa do nosso déficit educacional - onde, diga-se de passagem, as intervenções do governo só tendem a desacelerar esse processo, apesar de comemorarem com fogos o aumento de vagas e o número de universidades públicas.

    Daí vem as diferenças ditas estratosféricas.

    Abraço.
  • Max  27/10/2011 17:24
    Só acrescentando:

    Sobre salários baixos e más condições de trabalho serem colocadas como condições Sine qua non do capitalismo, só cito esses pequenos exemplos:

    - Salários de médicos em PSF's do interior, onde as prefeituras disputam médicos, dada a escassa mão-de-obra (mais uma vez, em virtude da baixa qualificação técnica geral aqui no Brasil) onde salários de 15mil reais são comuns. Maiores até que os salários para prefeitos ou governadores (obviamente, o salário "legal").

    - A disputa por profissionais de TI entre Google, Facebook e Microsoft, onde normalmente se convencionou se ter 25% do horário livre para projetos pessoais, empresas equipadas com academias, restaurantes e lanchonetes gratuitos e infra-estrutura de lazer. Além, é claro, de salários estratosféricos.
  • Alexandre M. R. Filho  27/10/2011 17:01
    Defina:\r
    \r
    1. salário justo\r
    2. trabalho efetivo\r
    \r
    Sem essas definições, ninguém vai conseguir entender seu texto.\r
    \r
  • conservatore  27/10/2011 19:14
    Quando me refiro a salário justo, não ignoro que a qualificação e ou especialização são fatores diferencias no mercado de trabalho, porém, a questão que levantei, não pretende ser axiomática, só pretendi chamar à reflexão que não vivemos num mundo perfeito(eu, particularmente, não acretido que neste mundo, teremos perfeição, tal qual apregoada por alguns ideólogos, principalmente socialistas), mas, se você acha que as relações entre empregador e empregado, são 'justas', a sua realidade pode ser vista por um prisma, diferente do meu, não é um questão de quem está certo ou errado, os fatos mostram que o mundo não é perfeito, apesar, de eu também acreditar, que o capitalismo, dentre os sistemas experimentados históricamente, seja o mais próximo do ideal,agora, daí a dizer que é perfeito, é contestar os fatos.Em relação ao trabalho efetivo, comparando com o exemplo dos trabalhadores na área de tecnologia, é óbvio que o trabalho intelectual exige menos esforço fisico, não necessariamente a remuneração vai ser exponencial, há uma tendência, não uma lei que garanta que pessoas mais "inteligentes" serão mais bem sucessidas financeiramente, o mundo não gira só em torno do dinheiro. Outro ponto a ser considerado é a questão do trabalho chamado subalterno, quem definiu que um trabalho manual é menos importante?, que, por haver muitas pessoas dispostas a realiza-los, tem, obrigatoriamente, de ser menor remunerado?Em sua cidade, seria possível viver sem lixeiro, carpinteiro, pedreiro, pintor, enfim, todas profissões socialmente estigmatizadas, como sendo "inferiores", o trabalho efetivo pode ser entendido como todo trabalho realizado por um ou mais trabalhadores, dentro ou fora de uma fábrica que, apesar de possuir um ou poucos proprietários, não se produzirá uma roela, sem um ser humano trabalhando efetivamente, de forma manual, operando maquinas automatizadas, ou fabricando as maquinas, os softwares, enfim, toda cadeia produtiva de um determinado segmento, com isto não quero dizer que os patrões são obrigados a pagar salários superiores ao estabelecido pelo mercado, se assim o fizesse, provavelmente quebraria, agora, se a regulação de mercado fosse mais equitativa, os salários o seriam também, na verdade, caminha para isto quando as condições são mais flexíveis, quando há menos tributos, todavia ficar só cupando o governo, obstrui o fato de muitos empresarios financiarem campanhas eleitorais, elegendo este governo, que tributa, justamente para pagar o " apoio", que diga-se de passagem, em alguns casos, são volumes consideráveis.Se o governo é todo este montro(o que na maioria das vezes é), porque os homens do capital, não financiam políticos sérios?tecnicamene capazes, que poderiam efetuar mudanças estruturais em nossa política, geralmente o que ocorre,é o financiamento as figurinhas carimbadas, desta forma, a tendência será a tributação aumentar cada vez mais,será que os detentores da maior parte da riqueza,estão mesmo interessados numa mudança política?pelo montante do dinheiro que possuem, poderiam no minímo, provocar uma reflexão, fortalecendo o capitalismo através de políticas realmente liberais. Só para refletir: quem ganham as maiores licitações públicas? pequenos e médios empresarios, ou os grandes grupos?os pequenos só ficam com as migalhas, daí o interesse no círculo vicioso, os governos só são corruptos, porque há corruptores . Considero também, que há pessoas para todo tipo de trabalho, reconheço que há indivíduos intelectualmente superiores, porém, se todos fossem assim, quem iria fazer o trabalho sujo? No deserto, um copo com água,em condições de extrema sede, vale mais que um diamante.Penso que a confusão se dá pela distorção de utilidade e valor, os dois são importantes e interdependentes.Justificar a diferença salarial, confundindo valor com utilidade, não me parece mais justo, ético, humano. Como uma pessoa pode melhorar de vida, se as condições financeiras e culturais, limitam muito suas possibilidades, digo isto com propriedade, sou morador de periferia, com muito esforço passei em um vestibular para uma universidade federal, para tentar aumentar meus horizontes, não sou paternalista, me movo todos os dias para sustentar eu e minha familia e, posso garantir, romper esta barreira, não é tão simples, nem todos ao meu redor tem consciência da possibilidade da mudança, a maioria está limitada, em parte, pelas condições materiais(não no sentido da dialética marxista, que é uma inversão do conceito hegeliano, de maneira deliberada, por uma revolta contra Deus), as limitações são materiais, porque sem condições de se qualificarem, sem incentivo cultural(como nos EUA), que promove a meritocracia, com o diferencial de oferecer condições reais(se bem que, hoje a situaçao parece estar mudando, infelizmente, para pior), a nossa socialização diz muito no que podemos nos transformar, talvez quem tenha inciativa própia, seja destemido,inovador, tenha dificuldade de compreender porque outras pessoas ficam estagnadas, leve em consideração, os estímulos que, em uns surtem efeito, em outros, por motivos desconhecidos empiricamente, não os tiram do lugar, neste ponto não faço juizo de valor, dou honra a quem venceu na vida, porém, não fico condenando um semelhante por ser um "fracassado", não estou dentro dele, para saber os reais motivos do seu insucesso, como também sei que há alguns, que mesmo com todas as condições favoráveis possíveis, não saem do lugar, esta é a vida real, teses e teorias humanas, não mudam muito esta verdade.Eu tenho uma esperança, mas ela está depositada na Transcendencia, não sou utópico, neste mundo.
  • Victor  28/10/2011 04:14
    Em valores corrigidos no ano de 1820 75% da populacao mundial vivia com renda abaixo de 1 dolar/dia, em 2001 esse numero era 20%. Logicamente os paises que adotaram o capitalismo primeiro ou de forma mais pura, hoje possuem apenas uns poucos indigentes vivem nesta situacao.

    De acordo com a FAO em 1970 35% da populacao mundial passava fome, hoje sao 16%.

    Se AINDA ha pobreza absoluta no mundo a culpa eh dos governos, que inibem a produtividade do sistema.

    Dizer que "O capitalismo nao eh perfeito" eh apenas a velha falacia do nirvana.










  • mcmoraes  27/10/2011 17:10
    @conservatore:

    "...realmente o socialismo se mostrou impraticável historicamente, contudo, seus defensores comunistas não são intelectuais ingênuos..."

    Até onde entendo, não podem existir intelectuais ingênuos. Existem apenas intelectuais honestos ou desonestos. Ingenuidade não se mistura com intelecto, visto que de acordo com o dicionário, ingenuidade é relativa ao sentimento (em oposição ao intelecto).

    "...porém, quando o artigo só destaca o lado bom, comete o mesmo equivoco, omitindo que, o sistema capitalista, principalmente nos chamados paises emergentes, não paga salários justos na mesma proporção dos lucros, é preciso reconhecer a possibilidade de melhorar os ganhos de quem efetivamente trabalha, é claro que o empreendedor deve ganhar mais que seus empregados, isto não significa, que esta diferença tenha que ser extratosférica..."

    E qual o lado ruim do capitalismo? O fato de, supostamente, não serem pagos salários justos? E como é que alguém, além dos próprios empregadores e empregados, pode definir o que é um salário justo? O próprio fato dos empregadores oferecerem o emprego e dos empregados aceitarem o emprego oferecido (supondo que não haja coerção) é a prova de que o salário acordado é justo. Caso contrário eles nem ofereceriam/aceitariam o emprego e iriam fazer outra coisa. Essa sua conversa de diferença estratosférica me fez lembrar da teoria (furada) da mais-valia.
  • Fernando Chiocca  27/10/2011 17:28
    Eu vou definir salário justo pra esse infeliz.

    Salário justo é aquele acordado voluntariamente entre empregado e empregador.
    É justo pois é voluntário, de livre acordo, nenhum crime foi comentido, logo, não houve nenhuma justiça violada, sem injustiça.
    As duas partes saem ganhando.


    Salário injusto é aquele onde existe a coerção, onde o uso ou ameaça do uso de violência fisica está envolvido, onde existe agressão contra a liberdade e a propriedade das partes envolvidas.
    Exemplos de salário injusto seriam um empregador ameaçar a vida do empregado para que ele aceite o salário (como no caso da escravidão em que o "salário" basicamente era alimento, vestuário e abrigo) ou empregados que recebem um salário maior graças a leis de salário mínimo (mas que, na maioria dos casos, os empregados deixam de ser contratados por conta dessa lei, ficando sem emprego algum).
  • Raphael Auto  27/10/2011 17:40
    Fernando, é tanta gente que fala besteira sobre essa história de "salário justo" que vocês deviam traduzir ou fazer um texto elucidando essa história de uma vez por todas.
  • Leninmarquisson da Silva  28/10/2011 19:51
    Fernando, gostaria de saber sua opinião:

    Suponha que empresa e empregado acordaram um salário x por t horas de trabalho num serviço qualquer. Após um tempo trabalhando, a empresa começa a exigir mais horas do empregado, sem lhe oferecer nada em troca, a não ser a garantia de demissão, caso ele rejeite trabalhar mais pelo mesmo salário.
    Sei que ele tem a opção de dizer "não" e procurar outro emprego. Mas ele terá de gastar combustível, tempo e etc para procurar outro emprego, porque a empresa não cumpriu o contrato. Supondo que não compensa para ele empreitar essa jornada e ele decida ficar no emprego, com salário reduzido. Isso é de certa forma uma espoliação (ou tentativa) por parte da empresa? Constitui salário "justo" se a empresa encurrala o empregado?

    Abraço.
  • Alan Denadary  28/10/2011 20:02
    Permita-me responder a sua pergunta Leninmarquisson:

    O acordo entre um empregado e empregador se dá através de um contrato. Se a empresa não arcar com os termos, o empregado deverá recorrer a um tribunal e este irá forçar a empresa a arcar com todos os custos e multas.

    Creio que a resposta do Instituto é nao. A empresa cometeu um crime e deverá arcar com todos os custos envolvidos.
  • Leandro  28/10/2011 20:07
    Você citou a palavra-chave: contrato. Se havia um contrato e se tal mudança de postura da empresa configura quebra desse contrato, então o empregado tem o direito de acionar a justiça (que serve justamente para impor a observância dos contratos).

    Agora, se não havia contrato nem nada, então o empregado ou aceita a proposta ou pede o boné e vai se dedicar a outras atividades. No entanto, atente para o fato de que, se ele for um empregado bom, a empresa só tem a perder caso adote tal postura. Nenhuma empresa faz isso com empregado bom que traz receita, só por sadismo. Quem opera assim não dura no mercado.

    Outra coisa: no mundo real haveria negociação e diálogo, hipóteses essas que você deixou de fora do seu cenário.

    Agora, se mesmo assim o empregado aceitou ficar e aceitar o acordo, então não há espoliação nem nada. Afinal, ele tinha a opção de sair. Tampouco pode se dizer que a empresa "encurralou" ou espoliou o empregado. Isso não existe em um livre mercado.

    Na mais extrema das hipóteses, se uma empresa recorre a esse artifício é porque ela quer se livrar de um empregado ruim, mas não pode demiti-lo diretamente por causa de legislações trabalhistas restritivas. Aí ela recorre a este artifício justamente para forçar o sujeito a pedir demissão. Resta óbvio que, nesse caso, todo o arranjo se deve a essa intervenção no mercado de trabalho, intervenção essa que praticamente aniquila a voluntariedade das trocas. Ademais, um sujeito improdutivo não tem direito a estabilidade em empresa nenhuma -- que, no fundo, é o princípio a que você está implicitamente defendendo.
  • Mario  30/10/2011 21:43
    Por isso que há muito tempo eu parei de trabalhar...
    Prefiro ficar em casa me coçando do que aceitar o salários que esses pseudo-empresários estão dispostos a pagar.
  • Leandro  27/10/2011 17:37
    Conservatore, a questão dos salários é interessante porque ela expõe o real conhecimento econômico de um debatedor, separando quem discute economia de quem se limita a fazes meros apelos emocionais.

    Em primeiro lugar, é uma impossível uma empresa pagar altos salários quando 70% de todo seu rendimento é tributado. No Brasil, por exemplo, sobre a receita bruta incidem PIS e COFINS. E depois, sobre o lucro restante incidem a CSLL e o IRPJ. Além destes impostos, há também os encargos sociais e trabalhistas sobre a folha de pagamento. E estamos apenas na esfera federal. A essa sopa de letras acrescente também o ICMS (estadual) e o ISS (municipal).

    Dados Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário indicam que uma empresa paga tributos equivalentes a 70% do lucro obtido nos negócios -- isso é recorde mundial.

    É impossível haver uma grande acumulação de capital desta forma. Lucro que poderia ser reinvestido na compra de bens de capital modernos, que aumentariam a produtividade dos trabalhadores -- e, consequentemente, seus salários -- é confiscado pelo governo e desperdiçado no sustento da burocracia e no salário de seus parasitas. A atividade governamental é destruidora de capital. Ela impede o enriquecimento de empresas e trabalhadores.

    O Brasil não pode virar uma Alemanha por meio de um simples decreto governamental que estipule salários, como muita gente acha. Para que o Brasil pague salários de primeiro mundo, antes é preciso acumular capital. E para acumular capital, é preciso investir. E para investir, é preciso poupar. E para poupar, é preciso trabalhar. E para que a economia faça tudo isso, o governo não pode atrapalhar, não pode obstruir a livre iniciativa e não pode confiscar capital acumulado.

    Qualquer discussão que não se atenha a estes fatos é mera espuma.

    Grande abraço!
  • Max  27/10/2011 17:44
    Perfeito, Leandro.
    Não sabia desses números, 70% é bizarro.
    Essa razão, obviamente, vem antes do baixo nível de especialização da população em geral que eu falei um pouco acima.

    Aliás, essa condição é certamente resultado de um setor produtivo livre da intervenção e tributação absurda do Estado.
  • Max  27/10/2011 17:49
    Eliminando a ambiguidade aí acima:

    Essa condição (alto nível de especialização da população em geral) é certamente resultado de um setor produtivo livre da intervenção e tributação absurda do Estado.
  • Leandro  27/10/2011 18:08
    Fora que essa questão da educação é frequentemente superestimada, pois está longe de explicar salários. Por exemplo, um imigrante ilegal nos EUA ou na Europa, sem direitos trabalhistas e sem nada, ganha salários maiores do ganharia no seu país de origem, com todos os seus direitos trabalhistas. Ora, a educação do sujeito é a mesma (aliás, em termos relativos, é até menor no país em que trabalha, pois provavelmente ele não domina o idioma local), logo ela não pode sozinha explicar essa diferença salarial.

    Da mesma forma, existem inúmeros brasileiros mais cultos que seus congêneres americanos, e que executam exatamente o mesmo serviço. Mas o americano tem um salário maior. De novo, apenas a educação não explica isso.

    Sem se levar em conta a carga tributária e a acumulação de capital, o debate sobre educação é apenas tergiversação e distração. Aliás, é o estratagema favorito de políticos, pois assim eles podem desviar a atenção da população do assunto que realmente interessa: o tamanho do governo e o tanto de riqueza que ele confisca.
  • Max  27/10/2011 18:30
    Mas tava falando mesmo é da oferta desses trabalhadores, em relação à demanda em determinado país/região. A mesma especialização tem um ambiente de oferta e demanda diferente nos Estados Unidos e no Brasil. Um trabalhador aqui ou lá não concorre por uma vaga com um candidato do outro país, na grande maioria dos casos.

    Do mesmo modo, o mercado de trabalho para médicos, por exemplo, tem diferenças aqui dentro do Brasil... tipo o salário de um médico no interior de algumas regiões excederem os que fazem a mesma função na capital, com a mesma formação.

    Numa população com baixa especialização técnica geral, a oferta de trabalhadores para uma atividade de baixa complexidade é bem maior, o que acarreta em salários menores.
    Exemplo: fila com milhares de candidatos para concurso de gari numa cidade no Brasil, como saiu em uma notícia alguns anos atrás. Ou fila com centenas de pedreiros para uma grande obra.

    Mas concordo que a tributação é o GRANDE fator hehe. De longe.
    Até porque a alta tributação atrapalha o desenvolvimento do setor produtivo e sua especialização, não é?

    Mas é isso aí, quando para um empregador o custo de um empregado é o dobro do seu salário por conta da tributação, dá pra entender porque os salários são bem mais baixos do que o esperado. Explica BEM melhor o problema dos salários baixos aqui no Brasil.

    Eu que esqueci de falar mesmo, até tinha dividido o post em pontos, mas fui falando do primeiro e acabei esquecendo o mais importante haha. Fiquei uns 15s tentando lembrar do que ia falar, mas mandei como estava mesmo.

  • Robson Cota  29/10/2011 02:28
    Conservatore, você está dizendo que não podemos culpar só o governo, mas também os mega-empresários que financiam os lobbies para o governo, para que este aja em seu interesse. Você diz que, se o livre mercado é tão bacana assim, porque os empresários (que você acha que seriam os maiores interessados no livre mercado) não financiam os políticos bons, e sim os políticos corruptos? Você diz que esses empresários são os corruptores, e os políticos não seriam nada sem eles. Esses, segundo você, seriam os responsáveis pelo que existe de ruim na economia, e não deveríamos culpar apenas o governo.

    A resposta é que o sistema do jeito que está interessa muito aos mega-empresários, pois é garantido que uma parte da renda que o governo confisca dos cidadãos vai pro bolso deles. Mas você não vê que o problema não é exatamente "os corruptos", ou "os corruptores", mas sim o sistema que permite que eles existam? Se o governo fosse impedido pela lei de interferir na economia, nenhum deles teria poder de fazer nada. O governo estaria de mãos atadas quando um lobista corruptor entrasse em sua sala lhe oferecendo vantagens, pois pela lei ele não poderia interferir no mercado em favor de seu corruptor.

    Esse sistema onde o governo é proibido pela própria lei de interferir na economia se chama livre mercado, capitalismo puro, sistema de preços, o que preferir. Agora não diga que o sistema atual é capitalista.
  • Paulo Sergio  08/12/2011 05:23
    'Mas você não vê que o problema não é exatamente "os corruptos", ou "os corruptores", mas sim o sistema que permite que eles existam? Se o governo fosse impedido pela lei de interferir na economia, nenhum deles teria poder de fazer nada.'

    Como assim nada? Num anarquismo eles também não poderiam corromper por baixo dos panos as justiças e polícias privadas?
  • Hay  08/12/2011 05:53
    Como assim nada? Num anarquismo eles também não poderiam corromper por baixo dos panos as justiças e polícias privadas?

    É claro que poderiam. Porém, as pessoas não seriam obrigadas por lei a aceitar a justiça e polícia privadas corruptas.
  • Paulo Sergio  08/12/2011 06:39
    Mas ninguém ia saber quem é quem, qual juiz recebeu dinheiro por baixo dos panos, como é que ia poder evitar?
    Não to falando que um sistema é melhor que o outro, acho mais que esse é um problema sem solução.
  • Ebert   08/12/2011 05:31
    Perfeito Leandro!!! O grande problema é que muitos sociólogos metidos a intelectuais tem essa visão de mundo perfeito e igualdade às custas dos outros menos às custas deles. \r
    E ainda por cima tem essa mania de achar que o empresário não trabalha, só aplica o capital. Se eles não sabem existem empresários que trabalham mais de 10 horas por dia. Normalmente quem investe busca lucro e corre riscos. Isso também acredito que deva ser levado em consideração, claro que para sociólogos ou filósofos que se julgam em sua maioria acima dos mortais não é o que ocorre.\r
    Alguns desses "intelectuais" tem salários acima da média nacional e vem aqui com esse discurso igualitário, porém vivem muito diferente do que pregam. Isso se chama hipocrisia. \r
    Tem 2 pensamentos que refletem muito do que esse pessoal "politicamente correto" são:\r
    \r
    "É um erro popular muito comum acreditar que aqueles que fazem mais barulho a lamentarem-se a favor do público sejam os mais preocupados com o seu bem-estar.." Edmund Burke\r
    \r
    "Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. \r
    Quem duvida disso não conhece a natureza humana." Mikhail Bakunin \r
    \r
    \r
    \r
    \r
  • Eduardo  27/10/2011 17:40
    Muito bom o artigo e os comentários ainda mais! Muitas vezes entro aqui no site só para lê-los, inclusive, entro em artigos que não me interessam, mas leio os comentários!\r
    \r
    Para quem gosta do tema, estou lendo o genial A Revolta de Atlas, da Ayn Rand. Recomendo fortemente a todos.
  • Felipe Barbosa  28/10/2011 09:55
    me falaram muito bem do filme, vou procurar ver
  • Sérgio Araújo  28/10/2011 21:01
    Não deixe de ler o livro, o filme jamais transmitirá a proposta filosófica da obra. Ler o livro é um favor que vc faz a si mesmo.
  • Luis Soares  27/10/2011 19:32
    as pessoas ricas já ajudam, como exemplo através de donativos e patrocínio das artes. Além disso, quando alguém rico guard seu dinheiro no sistema bancário, ele fica disponível para ser empestado para terceiros, o que consiste numa caridade indireta
  • Rubao  27/10/2011 20:29
    Texto claro...sem falacias...o gerador de riquezas eh condicionalmente "generoso" do ponto de vista tecnologico...e a manutencao desta generosidade deve ser alicercada na contrapartida do lucro...estamos chegando a 7 bilhoes de humanos...poderia ter sido fatal sem o capitalismo...
  • Rafael Hotz  27/10/2011 20:41
    Não gosto desses textos do Reisman. Cheios de chavões e rótulos.
  • Leandro  27/10/2011 20:58
    Quais seriam os chavões, Rafael? E com qual ideia do texto você não concorda?
  • Andre  27/10/2011 22:31
    Os textos do Reisman são totalmente excelentes!
    Muito bem didático e explicativo.
    Não são complexos, a leitura não cansa e ele consegue falar aquilo que é necessário sem se estender muito.
  • mcmoraes  28/10/2011 11:13
    @Rafael Hotz: "Não gosto desses textos do Reisman. Cheios de chavões e rótulos."

    Assumindo que vocês esteja se referindo a "chavão" com o significado de "lugar-comum, coisa que se diz ou escreve por costume; chapa, clichê", eu te peço encarecidamente que me informe em que país/comunidade/ambiente diferenciado você mora. Tenho que me mudar para aí o mais rápido possível :)
  • Rafael Hotz  28/10/2011 21:08
    Questão de estratégia Leandro.

    No Brasil, não me parece interessante associar o processo de aumento da poupança e da produtividade a figuras pessoais e ao rótulo capitalismo. Também acho perda de tempo abrir uma cruzada contra um rótulo - coisa que os left-libs americanos fazem.

    Acho que enfatizar outros pontos é muito mais proveitoso.

  • Fernando Z  27/10/2011 20:47
    Mas os mais ricos também são responsáveis pelo Estado socialista. O texto não levou isso em consideração.
  • Luiz  27/10/2011 23:29
    Existe um trecho no comentário do (conservatore) que me chamou atenção:

    "Reconheço que há indivíduos intelectualmente superiores, porém, se todos fossem assim, quem iria fazer o trabalho sujo?"

    Um país que consegue desenvolver uma economia de livre mercado(sem intervenção do governo), e acrescentando o que o Leandro disse(com baixa carga tributária e uma acumulação de capital da população), resulta em um aumento gigantesco da educação do seu povo, fazendo com que o país se torne um paraíso(com alta qualidade de vida).

    Em um país com tantos intelectuais, quem iria fazer os trabalhos braçais? será que a solução encontrada, pelos americanos por exemplo, de utilizar mão de obra de países em desenvolvimento é a resposta?

    Posso estar sendo utópico, mas e quando, daqui a alguns anos, todos os países(e não apenas o do G7) aprenderem os conceitos passados pela Escola Austríaca?

    Quem vai limpar a bagunça?

  • Tiago RC  28/10/2011 06:46
    Máquinas?
  • Alan Denadary  28/10/2011 08:31
    Provavelmente será lançado tecnologias para fazer esse "trabalho sujo", devido a grande demanda aliado a criatividade e empreendedorismo capitalista.
  • Leandro  28/10/2011 11:45
    Luiz, este é um ótimo ponto. Você acabou de perceber não só a importância da divisão do trabalho, como também da desigualdade de renda -- ponto esse que ninguém tem coragem de fazer, pois é politicamente incorreto demais.

    Em tal cenário, haveria três soluções:

    1) Tornar mais financeiramente atraente tais trabalhos, o que significa aumentos salariais para este setor;

    2) Contratar imigrantes de países mais pobres, que ainda aceitem trabalhar por salários menores; ou

    3) Como o Tiago RC disse, desenvolver tecnologia capaz de fazer tais serviços.


    O mais simples, obviamente, é recorrer ao item 2. O único problema da imigração são os aspectos culturais, aos quais muitos se opõem. Em termos puramente econômicos, entretanto, não há nenhum argumento racional contra a imigração.

    Abraços!
  • Carlos Araujo  28/10/2011 22:42
    Um erro do socialismo é achar que todos tem "direito" de um trabalho intelectual, e se esqueçem de que é necessário pessoas para fazerem trabalhos menos nobres. Daí surge políticas como o universidade para todos, e o efeito são bizarrices como engenheiro-taxista ou medico-operário.
    Uma das vantagens do capitalismo é a divisão do trabalho. Nela cada um se aperfeiçoa e trabalha naquilo em que é mais profícuo. Assim, uma pessoa com talentos para medicina não é disperdiçada varrendo rua, nem um gari se mete a cirurgião.
    A menos que seja inventada uma máquina que acabe com todos os trabalhos braçais do mundo, sempre haverá trabalho duro à fazer.

    O interessante é que o mesmo socialismo que diz que as pessoas tem direito à um curso superior e à trabalho nobres, é totalmente contra a mecanização da produção, alegando desempregos em massa.

    O socialismo é contraditório por natureza, como pode-se ver nos mais simples exemplos.

    Abraço.
  • Humberto Meireles  28/10/2011 01:25
    Uma turba ignara de jornalistas e manifestantes doidivanas - que não sabem ao certo o que querem -, armados com câmeras, microfones e toda uma infinidade de guarnições da mais moderna tecnologia,(...)\r
    \r
    É engraçado ver esse pessoal fazendo manifestações contra o capitalismo enquanto usam todo o tipo de coisa que é produzida, e que só existe graças ao alvo dos seus protestos. Parece até piada.\r
  • Renato Albin  28/10/2011 21:21
    o pior é que são pessoas mal agradeçidas ao capitalismo, sem condições nenhumas de entender uma ECONOMIA DE MERCADO. grande abraço
  • Rhyan  28/10/2011 02:07
    E aquela idéia que alguns libertários têm sobre a não existência de mega-empresas numa sociedade livre?
  • Tiago RC  28/10/2011 06:52
    Acho que nenhum libertário diz que não existiriam mega-empresas ou mega-ricos numa sociedade livre. Apenas que seria muito mais difícil.

    Chuto que mais da metade dos bilionários do mundo ou são aristocratas árabes, ou são ex-agentes soviéticos que enriqueceram incrivelmente rápido com os espólios da URSS. Uma outra parte considerável pratica "capitalismo de compadres", como o clássico exemplo brasileiro ou mesmo aquele mexicano que já foi o homem mais rico do mundo.
    Poucos bilionários são como o criador do Facebook, i.e., construíram sua riqueza sem ajuda estatal.
  • Alan Denadary  28/10/2011 08:43
    Creio que seria muito difícil a permanência de mega-empresas numa sociedade isenta de direitos autorais, patentes, burocracias e aliança entre Estado e organizações coercivas. Talvez seja possível com a fusão de um grupo, porém ainda assim presumo que, nesse cenário, outros grupos poderiam se formar e concorrer igualmente. Minhas suposições apontam para uma sociedade de classe predominantemente alta e média.\r
    \r
    Esse artigo explica muito bem a questão de monopólios:\r
    \r
    mises.org.br/Article.aspx?id=1057\r
    \r
    Seria interessante ver como o livre-mercado reagiria a esses fenômenos, porém como o Chiooca disse em um comentário de outro artigo: tá difícl deles largarem o osso!\r
    \r
  • Rhyan  28/10/2011 17:01
    A questão das patentes foi o argumento principal do Rufino numa discussão recente no facebook sobre corporativismo e mega-empresas.

    Penso que nem o segredo industrial sobreviveria com a tecnologia atual.
  • Felipe Barbosa  28/10/2011 10:09
    grande parte do sucesso das mega empresas é reflexo da reserva de mercado, feita por regulações e barreiras tarifarias.

    o caso da standard oil... ela se agigantou por competência, foi diminuída por concorrência, mas só se ouve a maldita lei anti trust que o benevolente governo aprovou para nos proteger de um maléfico homem que reduziu o preço do querosene em 95% e permitiu os mais desprovidos de terem acesso a luz de noite.

    sem falar que deu um fim a caça das baleias, Rockfeller sozinho salvou mais baleias do que o green peace seria capaz de salvar em 200 anos!
  • José R.C. Monteiro  28/10/2011 12:54
    Saudações, assim como disseram anteriormente, faço coro: artigos e comentários excelentes, há comentários para todos os gostos, sem contar com as explicações do Leandro.
    Um de meus rebentos já consegue beber nas águas da Escola-Austríaca-de-Economia, e acreditem,amigos virtuais, o pai de meu genro fez fortuna com muito trabalho árduo e estudo (empresário,professor, engenheiro-inventor),tem medo dos socialistas/jornalistas/sindicalistas/intelectuais, em virtude da visão distorcida que os citados possuem e também devido à violência como os mesmos agem.
    Estou vivo para ver tudo isso!
  • Jorge Nogueira  29/10/2011 14:02
    É curioso ver que alguns liberais, tão pródigos em denunciar o intervencionismo estatal quando estoura uma crise, não se ruborizem nenhum pouquinho em apontar como exemplo de capitalistas indivíduos que não vacilaram em se utilizar do intervencionismo estatal para ampliar seus lucros e negócios. Parece o típico argumento da conveniência.
  • Max  29/10/2011 20:00
    Como é? Já vi aqui trocentos comentários criticando o o enriquecimento privado por meio de relacionamentos com o Estado.
  • Leandro  29/10/2011 20:09
    Essa é a nossa maior chateação atual, prezado Max: os pára-quedistas.

    Esse pessoal que chega sem querer ao site, lê apenas um texto e imagina que já está plenamente apto a sair apontando supostos erros e incoerências. A impressão é que querem que apenas um artigo contenha absolutamente todos os princípios e doutrinas de uma teoria.

    Aliás, o artigo menciona exatamente esse ponto criticado pelo Jorge, o que apenas prova que ele nem leu o artigo; provavelmente parou no título:

    Tal raciocínio seria verdadeiro caso a revolta se direcionasse especificamente para aqueles indivíduos cuja riqueza foi adquirida por meios que atentam justamente contra o capitalismo, como subsídios governamentais, protecionismo e outras formas de governo que obstruem a livre concorrência. Nesse caso, os protestos mereceriam o apoio de todos os pró-capitalistas. No entanto, a gritaria tem sido generalizada e o alvo comum tem sido os ricos, os lucros e a ganância de forma geral.

    Abraços!
  • Leandro  29/10/2011 20:02
    Prezado Jorge, eu até concordaria com você caso realmente fosse esse o problema do texto. Aliás, muito pelo contrário: o texto fala explicitamente de homens que enriqueceram e serviram à população produzindo justamente sob condições concorrenciais, sem recorrer ao governo para barrar o mercado.

    É fato que existem algumas pendências com Jobs, que usava direitos de propriedade intelectual. Porém, isso não impediu que outras empresas criassem tablets e cópias de iPhones e iPods. Simplesmente os produtos da Apple eram melhores.

    Infelizmente, aqui no Brasil, creio não termos tais exemplos de empreendedores que enriqueceram no livre mercado (o último deve ter sido o Barão de Mauá). Aqui os heróis são os micro, pequenos e médio empresários.

    O texto seria incoerente se estivesse tecendo louvores a Eike Batista, por exemplo.

    Logo, sigo no aguardo que você explicite nosso "argumento da conveniência".

    Abraços!
  • Zeh  29/10/2011 20:40
    Continuo fã do Silvio Santos.
  • Carlos Araujo  29/10/2011 20:37
    Bom Jorge, um dos pontos que me fez fixar raízes neste site é justamente a crítica do uso do intervencionismo por parte de grandes empresas. Acho que não leu muitos textos do site, já que se tivesse feito, saberia disto.

    É para isto que o intervencionismo existe, para garantir reservas de mercado à grupos de pessoas com boa influência política. E é isso que o site aponta na maioria de seus textos.

    O intervencionismo é só a atividade-meio usada por grupos de grande influência para conseguir o objetivo-fim (a reserva de mercado). E isso é mostrado a todo tempo no site.

    A única explicação para seu comentário é - a menos que esteja mal intencionado - falta de conhecimento do que é defendido aqui neste site. Sugiro que leia o máximo de matérias possíveis para poder se inteirar do assunto, antes de publicar comentários inverídicos.

    Abraço.
  • Absolut  29/10/2011 21:41
    As "ferramentas e máquinas são produtos de idéias"? Que grande novidade que contou o senhor Mises! Ele nos dá essa informação no intuito de querer zombar do marxismo. Mas como ele - e não Marx - reduz as forças produtivas às "ferramentas e máquinas" então tem de dizer que seriam somente essas que refletiriam nos cérebros dos homens e criariam as idéias. Por fim nos informa outra "novidade": também a sociedade é produto de idéias. Ora, ora, vejamos a seguir quem poderá zombar por último.

    Haha, agora, sim, você conhece quem zomba por último!
  • Jorge Nogueira  29/10/2011 21:41
    Não posso falar pelos outros, mas no meu caso particular já tentei estabelecer debates de forma sadia em outros sites de defesa do capitalismo, mas tão logo sejam feitos questionamentos ou intervenções incomodas e a censura, acobertada pelo "direito de propriedade", logo se estabelece. Por aqui não é diferente, conheço amigos que tiveram seus comentários, cujo teor não era ofensivo e se limitavam aos argumentos, não serem publicados. Essa postura que faz os indivíduos "aparecerem" e "desaparecerem" acaba criando o efeito "para-quedista", o qual foi referido. A utilização de tal termo aliás mostra o quanto alguns se incomodam com os questionamentos e intervenções dos divergentes.

    Feita a observação acima vamos ao teor da polêmica aqui estabelecida. Iniciei questionando os louvores a dois empresários que são apresentados no texto como campeões do empreendedorismo e rechaçadores do Estado intervencioinista mas que não vacilaram em se utilizar dessa instituição para ampliar negócios e lucros. No seu primeiro comentário o Leandro destaca um trecho do texto que criticaria tal postura. Mas como o problema e a contradição estão no texto e não no meu questionamento o Leandro foi obrigado a reconhecer, em seu segundo comentário, que Jobs não foi tão puro assim. Aliás, tampouco o foi o Ford também.

    Caso eu não seja mais um "para-quedista" abatido, os leitores poderão ler, comparar e tirar as suas próprias conclusões.
  • Leandro  29/10/2011 21:55
    Prezado Jorge, você diz que "conheço amigos que tiveram seus comentários, cujo teor não era ofensivo e se limitavam aos argumentos, não serem publicados."

    Isso é desonestidade sua e não será permitido aqui. Todos os comentários contraditórios são publicados e devidamente respondidos. Os únicos comentários que não publicamos são aqueles de teor ofensivo (inclusive intelectualmente), contendo palavras de baixo calão, ataques pessoais e patéticas ironias, que fariam com que até meninos do jardim de infância ficassem acometidos da tal "vergonha alheia" ao lê-los.

    Publicar tais comentários serviriam apenas para poluir o site.

    Se os conhecidos do senhor se encaixam nessa categoria, então você não pode dizer que os comentários deles se limitavam a argumentos.

    Abraço.
  • Luis Almeida  29/10/2011 22:04
    Aponto outra calúnia: o texto em momento algum diz que os referidos empreendedores eram "rechaçadores do Estado intervencionista". Ora, o texto em momento algum diz isso -- e nem poderia, pois sempre que se pode, o empreendedor quase que certamente irá recorrer ao estado para frear a concorrência. Há vários artigos aqui no site falando justamente sobre isso.

    Essa sua postura de tentar sair malandramente inserindo frases especiosas, as quais têm a finalidade da calúnia, da distração, e que tentam acusar alguém de algo que esse alguém explicitamente rechaça, é um bom motivo da postura intolerante por vezes demonstrada aqui.

    Afinal, tal artifício astuto nada mais é que vigarice intelectual, e debater respeitosamente com vigaristas intelectuais apenas rebaixa o debatedor sério.
  • Jorge Nogueira  30/10/2011 12:38
    Calúnia? Vejamos:

    O autor começa definindo o funcionamento de um livre mercado:

    "Em um livre mercado, todo e qualquer indivíduo tem a liberdade de empreender e consumir sem ser tolhido por decretos, regulamentações e burocracias. Sua liberdade deve ser plena, desde que, em suas atividades, ele não agrida a propriedade, a vida e a liberdade de terceiros. Ele é livre para não sofrer coerção e força física, mas também é proibido de adquirir a propriedade de terceiros por meios desonestos, inclusive por meio da fraude. Tudo que um indivíduo receber de outros deve ser por meio da escolha voluntária destes.
    Se tais condições não são respeitadas, e alguns indivíduos conseguem ganhar à custa de todos os outros por meio de força, fraude, coerção, tributação ou regulamentações, então tal situação representa uma falha de governo, não do livre mercado. O fracasso do governo está precisamente no fato de ter feito com que os indivíduos que participam do mercado fossem submetidos a tais tipos de agressão.
    Em um livre mercado, a maneira de um indivíduo obter dinheiro de terceiros é ofertando algo que eles julgam ser valioso e que desejam possuir. Esses são os tipos de bens e serviços que um indivíduo busca produzir e vender em um livre mercado: bens e serviços valiosos para os consumidores. Desta maneira, a busca pelo lucro é a base de um contínuo processo de inovação, no qual são constantemente introduzidos novos e melhores produtos e novos e menos custosos métodos de produção. O desenvolvimento de novos e melhores produtos que as pessoas desejam comprar, e o aprimoramento de mais eficientes e menos custosos métodos de produção daqueles produtos que já existem e que as pessoas continuam querendo comprar, são as principais formas de um empreendedor obter lucros em um livre mercado."

    Pulando um parágrafo, na sequência ele vai em busca do empírico para corroborar o que fora anteriormente colocado:

    "Assim, para utilizar um exemplo clássico, Henry Ford, que começou com um capital de aproximadamente US$ 25.000 em 1903 e terminou com um capital de aproximadamente US$ 1 bilhão à época de sua morte em 1946, foi responsável pela maior parte do tremendo progresso ocorrido nos automóveis produzidos ao longo desse período, bem como na eficiência com que eles passaram a ser produzidos. (...)
    Um exemplo mais recente e igualmente óbvio destes mesmos princípios é o caso da Intel. No início da década de 1980, a Intel estava na vanguarda da produção daquilo que, à época, era o mais avançado chip para uso em computadores pessoais: o 8086. No entanto, a concorrência entrou no mercado e não permitiu que os altos lucros obtidos pela Intel com a comercialização deste chip durassem muito tempo. (...)"
  • Luis Almeida  30/10/2011 13:07
    Ué, e qual o problema entre estes dois trechos? No primeiro, o autor apenas apresenta a descrição teórica do que seria um livre mercado. No último, ele cita dois exemplos práticos de concorrência capitalista que geraram aprimoramento de produtos e concomitante queda de preços.

    Ambos estes empreendimentos, caso porventura tivessem recebido auxílios governamentais -- o que não ocorreu --, tais auxílios serviriam apenas para reduzir a intensidade do processo descrito nos dois exemplos. Isto é, aprioristicamente, é possível dizer com toda a certeza que, não fosse o governo, a redução de preços e o aumento da qualidade dos produtos teria sido ainda maior.

    Onde está a contradição? Ou você é desonesto e quer apenas trollar (ótimo exemplo de poluição desnecessária no site) ou é apenas ignorante daquilo que acredita estar sinceramente criticando. Seja mais humilde e estude mais.
  • Jorge Nogueira  30/10/2011 13:25
    Então você não vê contradição entre o processo descrito pelo autor e os exemplos por ele apontados? Então Henry Ford e Steve Jobs não se utilizaram de expedientes "intervencionistas estatais" para ampliar seus lucros e negócios? Foram "livre cambistas" puros sempre? Ora, ora, quem será que está precisando de mais humildade, honestidade e estudo aqui?
  • Luis Almeida  30/10/2011 18:30
    E volta o cão arrependido...

    A cansativa e vigarista técnica de, em vez de responder diretamente a pergunta, se limitar a ficar repetindo uma interpretação própria de um trecho do texto, na esperança de vencer pelo cansaço. Mas aqui não passará.

    Logo, repito a pergunta: como, por favor me diga, intervenções governamentais e protecionismos podem fazer com que empresas aumentam a qualidade de seus produtos e reduzam seus preços? De US$10.000 para US$300 no caso da Ford? Como? Qual foi a intervenção governamental da qual Henry Ford se beneficiou?

    Repito as mesmas perguntas para a Intel. Como tais empresas receberam proteção governamental e mesmo assim reduziram os preços de seus produtos ao mesmo tempo em que aumentaram a qualidade dos mesmos?

    Ora, estes dois fatores em conjunto só ocorrem em ambientes concorrenciais. Se os capitalistas fizeram ao mesmo tempo em que usufruíam proteção estatal, então eles realmente são anjos que estão mais preocupados em agradar a população de que cm encher o próprio bolso. Você inadvertidamente fez a maior propaganda em prol dos capitalistas já vista aqui nos comentários deste site. Mesmo recebendo proteção estatal, eles insistiram em reduzir preços e aumentar a oferta e a qualidade de seus produtos.

    Grato pela sabedoria.

    Outra coisa, que eu já falei ali em cima, e que o texto também ressaltou, mas você convenientemente fingiu ignorar: no que tange a Steve Jobs, a questão da PI serviu para retardar o processo de desenvolvimento e queda de preços. Ou seja, esta foi justamente a parte que atrasou o processo capitalista de queda de preços e aumento da qualidade. E, mesmo assim, ambas as coisas ocorreram para os produtos da Apple (os quais são voluntariamente consumidos). Como pode você utilizar esse mesmo argumento contra o capitalismo e contra Jobs? Mesmo desfrutando de proteção o desgraçado ainda reduziu preços e melhorou a qualidade de seus bens? Que malvado ganancioso!
  • mcmoraes  30/10/2011 13:11
    @Jorge Nogueira:

    Você perdeu o foco do artigo. O objetivo principal não é apontar "campeões do empreendedorismo e rechaçadores do Estado intervencioinista", mas, como o próprio título do artigo diz, mostrar qual a origem do conforto de que dispomos em nossa sociedade. Ao afirmar que "todo o seu conforto você deve ao capitalismo e aos ricos", o autor está apenas dando uma cara mais palpável à verdade econômica que diz que toda produção deve ser precedida por poupança de propriedade privada. Trocando seis por meia-dúzia, o conforto vem da produção e a produção vem da poupança; ou seja, todo conforto vem da poupança. Portanto, todo o conforto é originado por aqueles que acumulam capital, poupam (i.e. os ricos). O próprio conforto dos ricos de hoje é devido aos acumuladores de capital que os precederam. Assim, os próprios indivíduos citados no texto devem seu conforto aos que acumularam capital suficiente para que eles pudessem montar seus negócios.

    O fato de que algumas pessoas chamadas capitalistas eventualmente requerem intervenções estatais em benefício próprio e em detrimento dos outros não tem nada a ver com a idéia principal do texto. Vivemos num mundo dinâmico, onde tudo muda. Ninguém em sã-consciência escalaria o Pelé ou o Maradona para um seleção de futebol profissional hoje, pois eles já não são o que foram um dia. Da mesma forma, ninguém diria que é Sofia Loren é uma mulher linda, apesar de ela já ter sido um dia. O mesmo se aplica a grandes empresários que conseguiram enriquecer sem benefício estatal, mas que se acomodaram e passaram de alguma forma a depender das intervenções. Esses não podem ser chamados de capitalistas, apesar de já terem sido um dia.
  • Jorge Nogueira  30/10/2011 14:25
    mcmoraes quero parabenizá-lo pelo comentário respeitoso. Percebe-se que, diferente de outros leitores, você usou o cérebro, e não o fígado, para redigir esses caracteres.

    Agora permita-me divergir, também respeitosamente, de suas colocações. Primeiro não considero que eu tenha perdido o foco do artigo embora o seu centro não seja a dicotomia apontada por você, pois na construção do teor o qual você se refere o autor incorre na contradição de descrever um processo e buscar exemplos que, quando melhor observados, não se encaixam adequadamente em tal processo.

    Em segundo considero interessante a questão da acumulação passada trazida por você, pois se profundamente analisada verificamos que ela não se deu apenas através de poupança mas também através de métodos violentos e fraudulentos.

    Por último considero que a analogia feita por você entre o Pelé, o Maradona e a Sofia Loren e os capitalistas atenta exatamente contra a defesa que você buscou fazer. Sabe-se que os primeiros perderam a condição anterior por fatores de ordem natural e não porque o mundo está dinâmico, mudando a todo instante. Se o seu exemplo for levado a sério a conclusão seria a de que ou os empresários deixam de ser livre cambistas por causa dessa dinâmica ou que "naturalmente" com o tempo se acomodariam e buscariam benesses estatais.
  • mcmoraes  30/10/2011 19:45
    @Jorge Nogueira:

    "mcmoraes quero parabenizá-lo pelo comentário respeitoso. Percebe-se que, diferente de outros leitores, você usou o cérebro, e não o fígado, para redigir esses caracteres..."

    Minha opinião é de que não é possível haver desrespeito num debate escrito e virtual como esse. Meu conselho é que julgamentos de qualidade dos comentários feitos aqui devem ser feitos apenas pelos leitores presentes e futuros.

    "...Agora permita-me divergir, também respeitosamente, de suas colocações. Primeiro não considero que eu tenha perdido o foco do artigo embora o seu centro não seja a dicotomia apontada por você, pois na construção do teor o qual você se refere o autor incorre na contradição de descrever um processo e buscar exemplos que, quando melhor observados, não se encaixam adequadamente em tal processo..."

    Por que não? De que forma o exemplos não se encaixam adequadamente?

    "...Em segundo considero interessante a questão da acumulação passada trazida por você, pois se profundamente analisada verificamos que ela não se deu apenas através de poupança mas também através de métodos violentos e fraudulentos..."

    Acúmulo de riqueza por métodos violentos e fraudulentos não constituem poupança. Poupança é deixar de consumir algo no presente com a intenção de consumir esse algo no futuro. Sendo assim, mantenho meu comentário anterior.

    "...Por último considero que a analogia feita por você entre o Pelé, o Maradona e a Sofia Loren e os capitalistas atenta exatamente contra a defesa que você buscou fazer. Sabe-se que os primeiros perderam a condição anterior por fatores de ordem natural e não porque o mundo está dinâmico, mudando a todo instante. Se o seu exemplo for levado a sério a conclusão seria a de que ou os empresários deixam de ser livre cambistas por causa dessa dinâmica ou que "naturalmente" com o tempo se acomodariam e buscariam benesses estatais..."

    Mas essa é exatamente a minha crença. Com exceção de uns poucos exemplos de heróis "fora-da-curva", a grande maioria das pessoas vai naturalmente procurar o caminho mais fácil, que requer menos esforço. Num mundo onde existe o monopólio da força em um determinado território (= estado), as pessoas vão naturalmente tender a se beneficiar de alguma forma desse monopólio. Os caras que trabalharam duro no início de suas carreiras para fazer fortuna beneficiando a todos em um sistema capitalista tenderão a usar métodos não-capitalistas, que requerem menos trabalho e mais influência assim que tiverem capacidade para comprar/influenciar um número suficiente de vermes concursados/eleitos.
  • Jorge Nogueira  30/10/2011 21:26
    mcmoraes mantenho a minha admiração pela sua educação e respeito.

    Sugiro que leia a minha resposta ao Luis para ver porque os exemplos não se encaixam adequadamente no processo.

    Eu não disse que métodos fraudulentos e violentos constituem poupança. Disse que, na acumulação passada, houveram esses métodos. Acho pertinente fazer essa lembrança pois há concepções apologéticas sobre esse assunto.

    O equívoco da crença que você reafirma é a analogia de um processo natural (as condições físicas advindas do tempo de vida que tiraram as condições anteriores do Pelé, do Maradona e da Loren) com um processo social (a postura de alguns empresários). Essa crença, me desculpe a franqueza, é determinista demais! Ela não deixa margem para a mudança.
  • Absolut  31/10/2011 00:45
    Essa crença, me desculpe a franqueza, é determinista demais! Ela não deixa margem para a mudança.

    Explique, por favor.
  • Absolut  31/10/2011 00:47
    Por que seu blog não permite comentários?
  • Joao  31/10/2011 07:49
    Eu não disse que métodos fraudulentos e violentos constituem poupança. Disse que, na acumulação passada, houveram esses métodos. Acho pertinente fazer essa lembrança pois há concepções apologéticas sobre esse assunto.

    Poxa, é mesmo? Houve métodos fraudulentos e violentos? Ninguém aqui sabia disso! Acho que é por isso que eu nunca li nada a respeito disso neste site! Ora, adivinhe quem recorreu as métodos violentos e fraudulentos? Foi o estado, que, aliás, é baseado em métodos violentos e fraudulentos.

    O equívoco da crença que você reafirma é a analogia de um processo natural (as condições físicas advindas do tempo de vida que tiraram as condições anteriores do Pelé, do Maradona e da Loren) com um processo social (a postura de alguns empresários). Essa crença, me desculpe a franqueza, é determinista demais! Ela não deixa margem para a mudança.

    Hã? É óbvio que analogia só tinha como objetivo afirmar que... as coisas mudam com o tempo. Pensando bem, se a melhor resposta que você pode dar é apelar para filosofia barata, não há muitos motivos para continuar respondendo ao que você escreve.
  • mcmoraes  31/10/2011 09:15
    Jorge Nogueira,

    Vou encerrar minha participação nesse debate, resumindo meus 2 argumentos:

    - poupança não pode ser confundida com fraude, mesmo quando são praticadas pelas mesmas pessoas.;

    - o Capitalismo não pode levar a culpa quando pessoas que já foram capitalistas no passado deixam de ser.

    Além disso, não acho que sua resposta ao Luis tenha sido satisfatória. Para isso, ela teria que deixar bem claro de que forma o artigo acima erra ao usar os exemplos que ele usou.

  • Absolut  29/10/2011 22:42
    mas tão logo sejam feitos questionamentos ou intervenções incomodas e a censura, acobertada pelo "direito de propriedade", logo se estabelece

    Ué, mas a censura pelo IMB é a censura privada. Nada te impede de publicar uma resposta no seu bloguete marxista MonBlog (aliás, muito engraçado, parabéns!).
  • Absolut  30/10/2011 17:33
    Matemáticos revelam rede capitalista que domina o mundo: blogdomonjn.blogspot.com/2011/10/matematicos-revelam-rede-capitalista.html
    [SIC!!!!!!!!!!!!]

    Essa é a sua tentativa de "refutação" do capitalismo?
  • Joao  30/10/2011 11:01
    o Leandro foi obrigado a reconhecer, em seu segundo comentário, que Jobs não foi tão puro assim. Aliás, tampouco o foi o Ford também.

    Aqui você deixa claro que não leu mais nada neste site e quer nos fazer pensar que você já tentou várias vezes escrever comentários que foram censurados pelos malvados capitalistas. Por favor, não insulte a minha inteligência. Neste site eu encontrei as críticas mais ferozes às empresas que se unem ao estado para conseguir vantagens e dificultar a concorrência.

    A utilização de tal termo aliás mostra o quanto alguns se incomodam com os questionamentos e intervenções dos divergentes.

    Você deixa claro que não vê nada de errado no fato de não ter nenhuma vontade de ler outros artigos do site para ficar melhor informado. Afinal, para-quedista é justamente o termo usado para quem faz o que você está fazendo, e você ainda quer se sair de gostosão na história. Eu só posso rir dessa vigarice.
  • Isaias Barbosa  30/10/2011 18:32
    Interessante essa discussão sobre os comentários, acessei por curiosidade seu blog e lá não pode comentar. Estranho?

    Entrei e nada. Entrei com minha conta google e nada. Segui o blog e nada...

    "É mais fácil separar a água do vinho que a hipocrisia da verdade no julgamento das acções humanas."
    Carlos Malheiro Dias
  • Arion  01/11/2011 13:43
    Jorge,\r
    Vou mostrar para ti o porque da tua idéia estar errada. Quando tu diz:\r
    "Então você não vê contradição entre o processo descrito pelo autor e os exemplos por ele apontados? Então Henry Ford e Steve Jobs não se utilizaram de expedientes "intervencionistas estatais" para ampliar seus lucros e negócios? Foram "livre cambistas" puros sempre? ", tu foge do expediente do artigo.\r
    \r
    Foge porque o que o artigo diz é que o processo capitalista é que reduz o custo dos bens e isso somente acontece porque existem pessoas ricas (capitalistas) que investem sua riqueza (independente do fato dela ter sido roubada ou conseguida honestamente).\r
    \r
    E são essas pessoas ricas que reduzem os custos dos bens que permitem que as pessoas pobres possam comprar atualmente aquilo que, no passado, não conseguiam.\r
    \r
    Esse capitalismo, mesmo as avessas, consegue reduzir o custo beneficiando as camadas mais pobres da população. E o que todos aqui dizem é que se o estado se envolvesse menos na economia as pessoas pobres estariam menos pobres hoje.\r
    \r
    As empresas, hoje mega-corporações, são grandes porque pegaram seu lucro e investiram novamente na empresa. Elas não usaram o lucro para ficar esnobando. Se tu fizeres uma proporção do quanto ganha um Bill Gates e quanto ele gasta com ele mesmo tu vais pensar que o esnobador é tu mesmo. Ele não detém US$ 50.000.000 em dinheiro vivo (chutei o valor) mas em patrimônio! E esse patrimônio consiste em edifícios, maquinários e empregados bem pagos que desenvolvem seus programas. O mesmo vale para o dono da Gerdau. O patrimônio dele pode ser grande, mas ele está lá, enterrado no chão recebendo aço para ser fundido ou em todo o restante de seu maquinário e não em dinheiro vivo para ser gasto ao sabor do vento.\r
    \r
    Um dos muitos pontos utilizados aqui é o índice de liberdade econômica. Tu poderás ver que é nos países de maior liberdade econômica que residem pessoas com melhores condições de vida.\r
    \r
    Mas o governo detém a bola e é o dono do campinho. Então, temos que jogar conforme as regras deles. E isso faz corromper toda a cadeia produtiva. O governo altera as regras sozinho, sem consultar os jogadores. Pior, o governo nem mesmo joga, limita-se a roubar parte do produzido.
  • Andre Cavalcante  10/11/2011 22:48
    Olá Arion

    "As empresas, hoje mega-corporações, são grandes porque pegaram seu lucro e investiram novamente na empresa. Elas não usaram o lucro para ficar esnobando."

    Desculpe mas não há "mega-corporação" na Terra que não esteja entranhada no Estado. Veja o caso das petrolíferas nos EUA e mesmo as nossas "mega-corporações" estão TODAS de braços dados com o Estado. Como você pode ver aqui, as maiores companhias do mundo são em geral bancos e fundos de capital, todas elas viventes das espoliações do Estado. Pode ter certeza que em um mundo verdadeiramente livre, elas não existiriam ou seriam bem diferentes do que são hoje.

    "Se tu fizeres uma proporção do quanto ganha um Bill Gates e quanto ele gasta com ele mesmo tu vais pensar que o esnobador é tu mesmo. Ele não detém US$ 50.000.000 em dinheiro vivo (chutei o valor) mas em patrimônio! E esse patrimônio consiste em edifícios, maquinários e empregados bem pagos que desenvolvem seus programas. O mesmo vale para o dono da Gerdau. O patrimônio dele pode ser grande, mas ele está lá, enterrado no chão recebendo aço para ser fundido ou em todo o restante de seu maquinário e não em dinheiro vivo para ser gasto ao sabor do vento."

    Você quase acertou, a fortuna do Bill Gates é (especulada) de U$ 53M. Mas isso é a fortuna "pessoal". Não tem nada a ver com a Microsoft ou com a sua Fundação. É fortuna acumulada sim. É dinheiro (conta corrente, patrimônios que comprou etc.) na mão! Não querendo meter a Gerdau no meio, mas é umas empresas que cresceu muito como empreiteira de obras do Estado.

    Tudo que cê escreveu vai bem, mas seus exemplos é que não foram lá muito felizes.
    Aliás, esse é o problema com os exemplo. É difícil achar um incólume. Os exemplos do texto também não foram muito felizes: o Ford, por exemplo, forçou leis para barrar o carro elétrico, que na época começava a concorrer com o seu modelo T. Também fez forte lobby para a não aprovação de leis ambientais que restringiriam a poluição gerada pelos modelos a combustão. Steve Jobs foi gênio criativo, ninguém duvida, mas a Apple só é a Apple pelo modelo de PI código fechado vigente (regulamentação governamental).

    Interessante é quem começou essa crítica, o Sr. Jorge Nogueira, não apresentou justamente esses conflitos, mas cabe a nós fazer isso e esclarecer os pontos.

    Mais uma vez, exemplo são sempre mais ou menos bons, mais ou menos ruins.

    Abraços.
  • Leandro  11/11/2011 03:50
    Prezado André,

    Carro elétrico nunca, em lugar algum do mundo e da história, foi uma genuína demanda de mercado. Não se deve confundir produtos que as pessoas genuinamente desejam possuir com produtos que o movimento ambientalista, a mídia e todo establishment politicamente correto querem empurrar goela abaixo das pessoas.

    Carro elétrico é algo só demandado pelos socialistas ricos de Hollywood, que genuinamente acham que estão salvando o mundo e contribuindo para uma civilização melhor ao dirigirem "modelos verdes". Pessoas comuns não desejam ter carros que andam a no máximo 100 km/h e têm autonomia máxima de 200 a 300 km -- e custam uma barbaridade.

    Se o carro elétrico continua sendo inviável hoje, o que dizer então em 1910? É realmente sério que o carro elétrico naquela época concorreria com o Modelo T? Com a tecnologia da época?

    Sobre Ford ter lutado contra legislações ambientalistas -- não conheço os detalhes e nem sei se é verdade, mas vou partir do princípio de que você está dizendo a verdade --, ora, isso nada mais é do que um empreendedor lutando para que o governo não imponha obstáculos ao seu caminho. Isso nada tem de favorecimento governamental. Muito pelo contrário, aliás. Trata-se exatamente de o governo querer tolher o empreendimento. Em nada difere de impostos e de outras regulamentações.

    Abraços!
  • Flavia  05/11/2011 21:14
    O que um socialista nunca vai entender é que eu não quero só comer o que veio do campo, eu quero é um bom e engordurado Bic Mac!
  • mcmoraes  05/11/2011 21:56
    haha, boa, Flávia!! No entanto, eles vão dizer que na verdade não é isso que você quer, embora você pense que é isso que você quer, devido à propaganda que lavou sua cabeça, blá blá blá. Essa gente não acredita em livre-arbítrio. Eles acham que é dever deles, ou de algum sábio benevolente eleito/concursado nos convencer por meio da intervenção estatal que na verdade a gente não quer o Big Mac, mas é obrigado a achar que a gente quer (sic)
  • Edmar Ferreira Jr  10/11/2011 18:33
    Não acho que o lucro seja o verdadeiro estimulo dos grandes capitalistas porque estes são pessoas inteligentes e associá-los ao puro acúmulo de dinheiro seria diminuí-los em importância se considerarmos tudo o que fazem e que já fizeram pelo mundo em que vivemos. Quando penso em grandes capitalistas sou incapaz de associar à sua imagem uma que não seja a de um Hank Rearden em Atlas Shrugged.\r
    E aproveitando a menção, penso que os argumentos de Ayn Rand ao jornalista Mike Wallace permanecem imbatíveis a respeito do intervencionismo: aquele que se der ao trabalho de estudar a Economia perceberá claramente que uma economia livre baseada nas relações de mútuo interesse jamais quebrará e que tudo aquilo que temos de mais perverso nas relações econômicas (monopólios e oligarquias) foi criado justamente pelas mãos do Estado, a partir de concessões e condições especiais.
  • Paulo Sergio  10/11/2011 18:44
    'Não acho que o lucro seja o verdadeiro estimulo dos grandes capitalistas porque...'

    Eu também acho que não.Uma das coisas que o Donald Trump fala é que não faz nada por dinheiro, dinheiro ele já tem demais, tudo que ele faz, todos os negócios, é porque gosta.
  • Alexandre M. R. Filho  11/11/2011 02:49
    Ação humana, explicada por mises: nego só faz algo se acha que esse algo vai tirar ele duma situação pior pruma situação melhor.\r
    \r
    Aí tanto faz se o "melhor" é mais dinheiro, mais reconhecimento, mais mulheres, mais gente sendo ajudada, mais risadas ou mais chibatadas nas costas (tem gente que gosta).
  • Catarinense  10/11/2011 18:54
    Isso só é possível depois que o empresário já alcançou um certo nível de riqueza. O empreendedor geralmente começa uma empresa para melhorar o seu padrão de vida e garantir seu futuro. Abraços.
  • Catarinense  10/11/2011 21:12
    Só corrigindo, meu comentario foi uma resposta aos comentários dos Srs. Edmar e Paulo Sérgio.
  • Andre Cavalcante  10/11/2011 23:12

    Só para não dizerem que estou falseando as coisas, completo a história:

    Ford, depois do seu modelo T a gasolina, viu que as coisas não estavam indo bem por causa da poluição e tentou, junto com Tomas Edison, criar um modelo T elétrico. O problema é que isso já aconteceu tardiamente, porque um cartel havia sido criado e eles foram sistematicamente sabotados.

    A ironia é que o carro elétrico hoje parece ser a solução dos nossos problemas de poluição das cidades e da dependência do petróleo e suas intermináveis guerras. Me questiono aonde nós estaríamos se um mercado verdadeiramente livre tivesse tido seu curso.

    Abraços
  •   11/11/2011 08:44
    É fato que o comum era usar carro elétrico antes do Ford T. Porém também era comum pouca gente ter acesso a eles.\r
    \r
    O unico problema real da queima de combustiveis fósseis é a questão da saúde, causam problemas respiratórios.\r
    Antes do Ford T, excluindo os poucos que usavam carro elétrico, as pessoas usavam cavalos. Ou seja, os problemas de saúde eram muito piores por causa do resíduos que o escapamento dos cavalos eliminam, causam doenças. Sem contar o fedor que ficava nas cidades.\r
    \r
    O carro movido a combustiveis fósseis melhorou até mesmo a questão da saúde nas cidades, foi um avanço importante, talvez no futuro(ligeiramente distante) quando o petróleo estiver mais escasso, seja viavel usar carros eletricos,e isso vai melhorar ainda mais nessa questão.\r
    \r
    Por enquanto, quero um V8.
  • Leandro  11/11/2011 09:11
    "Comum" seria uma força de expressão. O carro elétrico daquela época era acessível somente aos bem abastados. Sem Ford, o automóvel dificilmente teria se popularizado ainda naquela época.
  • Vinicius  11/11/2011 09:46
    Excelente artigo.


    Falando em Ford, realmente ele revolucionou a industria e o mundo, me lembrei que a algum tempo atras li em Zero Hora artigo de Luis Fernando Veríssimo (sic), em q o canalha simplesmente teve a coragem de caluniar, falar inúmeras mentiras, a respeito de Ford, uma verborragia completa, aquele tipo de coisa que meu deu vontade de queima a porra do jornal. Os "(pseudo)intelectuais" brasileiros me dão medo.
  •   11/11/2011 09:42
    Pois é, por isso eu completei "Porém também era comum pouca gente ter acesso a eles."
  • Mestre  07/12/2011 20:54
    Fracos,vêem valor em um pedaço de papel pintado.
  • anônimo  08/12/2011 03:42
    Pois é, dois erros dos estatistas(marxistas e keynesianos): vêem riqueza em cifras sobre pedaços de papel pintado. Só não explicam porque no Zimbábue pessoas com todo este dinheiro (www.portaldascolecoes.com.br/images/zimbabwe50trilhoes.jpg) não eram necessariamente ricas.
  • Paulo Sergio  08/12/2011 05:30
    'Ação humana, explicada por mises: nego só faz algo se acha que esse algo vai tirar ele duma situação pior pruma situação melhor. '

    Então se eu pego um monte de papel e desenho onça, papagaio, etc, e troco por um carro, o cara que ficou com o papel não saiu de uma situação pior pra uma melhor? Ele trocou porque quis.
  • Thyago  14/03/2012 16:44

    Sensacional esse artigo...

    Mais um ótimo trabalho do Reisman...
  • Juan Rossi  12/06/2012 22:53
    Céus, o que vocês escrevem existe?? Que horror. "Sou conservador sim?" Olhem bem, percebam, meus pais foram presos na ditadura de 68 no Brasil e, por sorte, não ganharam torturas físicas. Realmente eu fiquei perturbado após adentrarem em nossa casa com metralhadoras R15 em nossas cabeças! Eu e minha ex já fomos a Cuba em 91 e, devo lhe dizer, fomos o único casal a pedir que morássemos por lá - lógico que não tinham emprego... Parentes nossos que estiveram em Cuba, muito ocos por dentro, viram um país pobre, sem comércio, sem carros novos, sem consumo; um horror, achavam. Para nós era uma ode ao livre arbítrio, pois quando você possui vitrines sem produtos - alguma coisa russa somente - e tem sua comida racionada e carros sempre sendo recauchutados e salários altos a professores, médicos e músicos (400 Pesos, o máximo de 8 vezes maior que o salário mais baixo!!) há sim uma nova sociedade sendo modelada, destarte ranços de corrupção governamental existentes. A nossa liberdade é inexistente, atiram-nos propaganda de todos os cantos possíveis e não há muita saída ou você é devorado se tentar se esquivar!
    Percebi que vocês possuem ótimos argumentos, porém, embora concorde que o Capitalismo funciona mais ou menos e é o que nos restou de melhor, creio que "ser vermelho" é, antes de tudo, pensar em possibilidades fora da vigente, na qual somos jogados - como vocês, inteligentemente, declaram - em escusas realidades (celulares, programas de TV nefastos e a transformação de tudo, principalmente mulheres, em objetos consumíveis). Mas respeito vossa opinião no seu todo. Só que fiquei assustado e, ao que vi, muitas pessoas e páginas que são visitadas advogam pela mesma causa.
    É, éramos comunistas e isso era tudo, e caiu por terra. Nossa família e outros milhares de seres do planeta sentiram-se impotentes, perdidos e mais indigentes por novos paradigmas. Não possuo vossa cultura geral, porém posso lhes afirmar que essa história de ser "conservador com orgulho" é como dizer que se é "comunista declarado de carteirinha" por julgar o Capitalismo o mais nefasto ataque às massas no que elas mais tem de essencial: direitos e liberdade de escolha. Esperamos que sobrevenha um novo sistema social e político, não central ou centro-direita ou esquerda, mas e contudo um pouquinho mais justo e menos opressivo. Além de tudo, sabemos, da maneira como as coisas andam, que a Internet ou robôs podem nos julgar malignos ao planeta e nos subjugarem - em questão de 50 a 200 anos no máximo. Sorte a nós todos, colegas! Bom Blog este, pena se manter por opiniões conservadoras - embora até com ótimos argumentos.
  • Ricardo  13/06/2012 05:09
    É cada figura que vem nos divertir aqui...

    E o mais engraçado é que eles utilizam rótulos que simplesmente não têm nada a ver com o artigo -- "Sou conservador sim", "Ditadura no Brasil", "conservador com orgulho" e outros besteirois.
  • Camarada Friedman  13/06/2012 07:00
    Essa dos robôs foi foda :P
  • Henrique  13/06/2012 08:08
    Incrível como ele ignora que em Cuba até hoje agentes do estado invadem as casas e apontam metralhadoras para a cabeça dos que se opõem, exatamente como fizeram com a família dele por aqui.

    Esse cara é um exemplo da enorme cara de pau dos socialistas, que se transvestem nas mais diversass causas, tudo para o nosso bem e salvação é claro. Quando as melancias ambientalistas falharem logo surgirá um movimento clamando por intervenções e um governo forte para impedir que os robôs nos subjulguem.

  • Deilton  31/10/2012 08:50
    Eu ri muito com esse comentário: "Além de tudo, sabemos, da maneira como as coisas andam, que a Internet ou robôs podem nos julgar malignos ao planeta e nos subjugarem - em questão de 50 a 200 anos no máximo". KKKKKKKKKKK
    Você anda assistindo muitos filmes e isso não está te fazendo bem.
  • Ismar  04/08/2013 18:13
    Cara, que viagem desse elemento. Sinceramente, acabei não entendendo o que ele quis dizer, mas a dos robôs nos dominarem foi meio "Exterminador do Futuro" demais pro meu gosto, chegou a ser engraçado, kkkkk.
  • Juan Rossi  13/06/2012 19:33
    Retificando algumas interpretações já ditas como respostas atrás:
    a) Pessoal, não usei os termos atrás citados por estarem nestes artigos específicos destas páginas, são rótulos reiteradamente utilizados por aí;
    b) Não disse ignorar coisas ruins acontecendo em Cuba - ou na ex-URSS -, somente acho que se fala mal da esquerda sem se perceber problemas gravíssimos na direita;
    c) Não há problemas em se achar domínio de robôs ou de Internet absurdo, pois mentes como Kurzweil predizem tais possibilidades, há inclusive o "ponto de singularidade", em que não distinguiremos humanos de andróides.
    Bem, procurarei ler os artigos em questão com maior profundidade, não vim para atacar, mas para conhecer outras cosmovisões. Obrigado pelas dicas...
  • Erick V.  31/10/2012 09:23
    A prova de que o capitalismo é essencialmente mau, perverso, explorador, chato, feio e bobo:

    tecnologia.uol.com.br/album/2012/10/30/conheca-quanto-custavam-antigamente-celulares-pcs-notebooks-e-windows.htm?abrefoto=4#fotoNav=1

    Não fosse o Bolsa-Gadgets, não sei o que seria de nós.
  • Leandro  31/10/2012 09:51
    Muito bom o link, Erick. Ainda mais impressionante do que a acentuada queda nominal nos preços, foi o fato de tal queda ter ocorrido em um ambiente maciçamente inflacionário, o que significa que a queda real dos preços foi ainda mais intensa.

    E é justamente isso que ocorre com setores livres e desregulados da economia. A concorrência é plena, a produtividade aumenta, a qualidade melhora e os preços caem. Felizmente, o governo não teve a ideia de criar uma agência reguladora para cartelizar o setor eletrônico, tampouco impôs barreiras à entrada e nem estipulou políticas de preços mínimos. Lamentavelmente, apenas o setor tecnológico foi agraciado com esta liberdade, tornando-se uma ilha de eficiência cercada de regulamentações por todos os lados. A nós, resta apenas sonhar com como poderiam ser todos os outros setores da economia caso gozassem da mesma liberdade. O quão mais ricos poderíamos ser e quão mais alto seria nosso padrão de vida.

    Abraços!
  • Thyago  26/11/2012 16:55
    Texto fantástico!
  • Servidor Federal  27/02/2013 20:07
    Lembrei deste artigo ao ler essa reportagem da veja: veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/vasto-mundo/estados-unidos-ricos-milionarios-bilionarios/

    "O dilema é que os Estados Unidos, mesmo sendo a economia mais desigual entre os países ricos, ainda ocupam o pelotão de frente da inventividade econômica. São americanas as empresas mais inovadoras do nosso tempo – Google, Facebook, Apple. Por que essas empresas não nasceram em economias mais igualitárias? Os americanos estão ao mesmo tempo revolucionando a economia e mantendo uma nova classe de super-ricos. Isso, de certa forma, é um grande enigma. As virtudes de uma economia dinâmica deveria ser o bastante para corrigir a desigualdade extrema.
    Esse enigma levou alguns estudiosos a desenvolver a tese segundo a qual a desigualdade de renda pode até ser positiva. Para cada dólar que alguém investe, a sociedade receberia um estímulo de 5 dólares, sustentam aqueles estudiosos. Portanto, ao aplicarem o grosso do próprio dinheiro em investimentos, os super-ricos azeitam uma engrenagem em que todos saem ganhando.

    A tecnologia agrícola foi desenvolvida ao cabo de bilhões de investimentos de milionários. O resultado é que os preços dos alimentos vêm caindo há meio século, para benefício da humanidade. Quem investiu na tecnologia da informação ganhou bilhões. O resto do mundo se beneficiou com a multiplicação dos computadores e a democratização do acesso à informação.

    Os investidores arriscam fortunas em ideias que podem (ou não) funcionar porque esperam ganhos fenomenais. Ao fazerem isso, incentivam a inovação. Para que a distribuição desigual da renda não seja um câncer, há alguns requisitos: os ricos precisam investir boa parte de sua fortuna na produção de ideias – e, claro, o dinheiro não pode comprar privilégios nos tribunais e no mundo político."
  • Sérgio  13/04/2013 07:28
    Bom texto, bem argumentado, porém, o sistema capitalista não nos faz escravos dele mesmo? principalmente quando você tem de viver para tal coisa? O capitalismo não pode ser considerado uma regressão?
  • Reacionário  13/04/2013 16:10
    Por quê? No capitalismo, você não é obrigado a fazer nada. Caso arranje alguém para lhe sustentar, você estará com a vida feita. Viverá bem sem jamais ter de trabalhar.

    Caso queira ganhar dinheiro, mas não queira ser empregado, você pode empreender -- por exemplo, vender pipoca em parque de diversões. Você faz o que quiser.

    O único elemento escravizador que existe no arranjo atual vem justamente do governo, que confisca o seu dinheiro por meio de impostos, taxas e contribuições -- e se você oferecer resistência, vai em cana. E se oferecer ainda mais resistência, pode ser morto. Isso sim é escravidão. Você deveria dirigir sua artilharia contra o estado, o real sistema opressor.
  • Hay  13/04/2013 16:20
    Essa falácia é comum. Parte da ideia de que, antes do capitalismo, as pessoas viviam livres, havia prosperidade, ninguém passava fome. Uma parte da resposta a isso está no artigo Fatos e mitos sobre a "Revolução Industrial".
  • Gunnar  02/01/2014 16:57
    Desde quando liberdade pode ser considerada um "sistema"?
  • historiador  06/09/2014 06:19
    Muitos destes empresários citados se envolveram com atividades criminosas para manter seu império. Henry Ford, por exemplo, lucrou com o nazismo....


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