A segunda crise do socialismo

O mundo está enfrentando a pior crise financeira desde pelo menos os anos 1930, "se não a pior de todas", disse o presidente do Banco Central da Inglaterra na semana passada, enquanto tentava explicar para um crescentemente cético e fatigado público a decisão do Banco da Inglaterra de imprimir ainda mais dinheiro para comprar ainda mais títulos do governo.  Duvido que suas palavras ou suas ações ajudarão a restaurar a confiança.  E obviamente elas não significarão o fim desta crise.

Que tipo de crise é esta?

Esta certamente é uma crise financeira.  Suas origens estão firmemente localizadas no sistema financeiro e monetário: dinheiro, crédito, endividamento e setor bancário.  E não creio que o presidente do Banco da Inglaterra tenha exagerado quando especulou sobre a magnitude da crise.  Esta definitivamente é a maior de todas.

Dado que todos nós concordamos que o que estamos vivenciando não é apenas mais um ciclo econômico corriqueiro, a pergunta é: com o que exatamente estamos lidando aqui?  Como devemos definir esta crise e em qual contexto ela pode ser mais bem compreendida?

Esta crise é sistêmica, e não cíclica.  É uma crise de instituições.  É uma crise de políticas.  É uma crise da nossa arquitetura financeira.

Quando a crise começou em 2007 e se intensificou ao longo de 2008, ela foi frequentemente rotulada como sendo uma "crise do capitalismo".  Hoje você não mais ouve esse slogan com tanta frequência.  É verdade que ainda há aqueles lapsos ocasionais, tristemente pronunciados até mesmo por economistas, mas quanto mais a crise se prolonga e quanto mais os holofotes permanecem direcionados sobre os sistemas bancários e financeiros, mais se torna explícito para o público o tanto que a atual arquitetura financeira é evidentemente conduzida não pela "mão invisível" do mercado, mas sim pela mão controladora do estado. 

Sempre que uma nova rodada de "recapitalização" de bancos é anunciada, presumivelmente à custa dos pagadores de impostos — explicitando assim mais uma vez o fato de que os bancos estão acima do status de empresas capitalistas normais e falíveis —, e quando se anuncia pela enésima vez que a salvação de nossa extremamente endividada economia dar-se-á por meio de ainda mais endividamento do governo ou por meio de mais injeções de dinheiro criado do nada pelo banco central (um monopólio estatal) — o qual será entregue às pessoas como um aparente incentivo para elas se endividarem ainda mais —, o público começa a imaginar se as autoridades econômicas não estão completamente perdidas, e se não deveríamos temer mais os "pacotes de estímulo" do que o mercado desregulamentado.

Por que estamos nessa bagunça?

"Bancos descapitalizados" é um eufemismo para bancos que emprestaram demasiadamente, mais do que deveriam.  Como podem os bancos ter emprestado tanto assim — algo que eles obviamente vêm fazendo há anos, até mesmo há décadas, e o fizeram ao redor de todo o mundo nesta que foi a mais duradoura e persistente farra creditícia da história — estando todos eles sob o controle de seus respectivos bancos centrais estatais?  Afinal, sabe-se que, em um sistema de dinheiro de papel, os bancos centrais possuem o monopólio da impressão (ilimitada) de reservas bancárias, e são eles que administrativamente decretam as taxas básicas de juros da economia, o que significa que eles podem controlar as condições em que são realizados empréstimos.  Logo, por que o atual colapso não é mais adequadamente rotulado de falha estatal, em vez de falha de mercado?

Lembrem-se de que a mudança de um sistema monetário apolítico, inflexível e baseado em uma commodity pra um sistema monetário em que há impressão ilimitada de dinheiro de papel, tudo sob total controle do estado, foi uma decisão puramente política, e não o resultado de forças de mercado.  E tudo isso só desabrochou completamente com a abolição dos últimos resquícios do padrão-ouro, por obra e graça de Richard Nixon, em 1971.  O atual sistema financeiro é resultado de planejamento político e de teorias macroeconômicas populares, ambas as quais foram criadas para proveito próprio dos governos e que agora se revelam completamente falhas, justamente por não serem resultado da espontânea cooperação humana que ocorre nos mercados. 

A adoção de um sistema monetário cuja moeda é fiduciária e totalmente elástica libertou tanto os governos quanto seus protegidos — o setor bancário — dos grilhões impostos por uma moeda-commodity naturalmente inelástica, como era o ouro.  Sem a camisa de força de um padrão-ouro, os governos obtiveram controle irrestrito sobre as impressoras de dinheiro, o que lhes permitiu "gerenciar" a economia, socorrer bancos, impedir ou encurtar recessões, e determinar as condições dos empréstimos — condições mais generosas, é claro, inclusive para si próprio.

Após 40 anos de moeda totalmente controlada pelo governo, eis aí o resultado.

Esta crise é o inevitável resultado da perigosa crença de que baixas taxas de juros, investimentos e prosperidade duradoura podem ser estimulados por meio do atalho fornecido pela impressão de dinheiro e por seus dois filhos gêmeos: empréstimos a juros artificialmente baixos e criação infinita de crédito bancário.  A intenção era justamente abolir a maneira mais difícil (a maneira capitalista) de se enriquecer: o tradicional método de poupar e acumular capital genuíno.

Esta não é uma crise do capitalismo.  Meu bom amigo Brian Micklethwait criou uma frase muito melhor para defini-la: estamos vivenciando a segunda crise do socialismo.  Estamos testemunhando a morte do padrão-dinheiro-de-papel, 40 anos após o sistema financeiro global ter perdido seu último elo com o ouro e todo o sistema monetário ao redor do mundo ter se tornado simplesmente um monopólio territorial e irrestrito dos governos.  O que estamos descobrindo agora é isto: o estado e os bancos precisam de uma camisa de força, caso contrário eles irão, mais cedo ou mais tarde, arrastar todos nós para um buraco negro.

Por que este sistema é socialista?

Há duas maneiras pelas quais um sistema monetário pode ser organizado: ou o mercado escolhe qual será seu dinheiro, ou o estado o faz.

O dinheiro escolhido pelo livre mercado, pelo capitalismo, sempre foi uma moeda-commodity que estivesse fora do controle político.  Sempre que o público teve liberdade de escolha, ele optou por utilizar como dinheiro commodities cuja oferta fosse razoavelmente inelástica.  Quase todas as sociedades, em todas as culturas e civilizações, utilizaram metais preciosos como dinheiro.

Um dinheiro baseado em commodity é um dinheiro apolítico.  Ninguém pode criá-lo à vontade para se financiar a si próprio ou para manipular a economia.  De maneira crucial, a cooperação humana por meio do comércio não acaba nas fronteiras políticas, de modo que a moeda-commodity sempre transcendeu tais fronteiras.  Se o ouro era a moeda de um lado da fronteira, ele normalmente também era dinheiro do outro lado da fronteira, independentemente de qual imagem ou figura estava estampada nele.

Em contraste, sistemas baseados completamente em um dinheiro de papel que não possui elos a nenhuma commodity são e sempre serão criação de políticos.  Em tais sistemas, o dinheiro pode ser "imprimido" essencialmente a custo zero — e, logo, praticamente sem limite.  Mas não por qualquer pessoa.  Impressão de dinheiro é privilégio exclusivo do estado e de seu banco central.  O dinheiro, neste sistema, é totalmente elástico.  No entanto, trata-se de um dinheiro político e estreitamente ligado às autoridades políticas.  Em um mundo de dinheiro de papel, se você cruza uma fronteira política você tem de trocar seu dinheiro por um dinheiro diferente.  Toda a eficiência dos atuais mercados de câmbio, que funcionam 24 horas por dia e movimentam vários trilhões de dólares, e que tão facilmente impressionam o observador leigo — para quem ele exemplifica o próprio capitalismo global —, nada mais é do que a tentativa do mercado de lidar da melhor maneira possível com a ineficiência do nacionalismo monetário e da segregação monetária, que são resultado do fato de todos os governos nacionais quererem ter seu próprio dinheiro de papel sob seu próprio controle político e territorial.

Chamar este sistema de capitalista significa despojar a palavra capitalismo de qualquer significado.

Neste admirado novo sistema de papel-moeda fiduciário e totalmente elástico, deixamos nossas questões financeiras não nas mãos do mercado livre e desimpedido, mas sim nas mãos do estado, de políticos e de bancos centrais.  Seria muito mais adequado rotular este sistema de socialista, e não de capitalista.  E este sistema fracassou.  Novamente.

Quem são os beneficiários?

Por décadas, este sistema beneficiou o estado, os bancos, a ampla indústria financeira — todos os quais cresceram muito mais do que qualquer outra área da sociedade —, e todos aqueles que possuem ativos que são utilizados como colateral para alavancar os balancetes dos bancos: imóveis, ações, opções.  Os custos deste sistema foram difundidos para todo o público por meio de inflação e de ocasionais pacotes de socorro financiados pelo contribuinte.  Isto é socialismo para os ricos.

Exatamente como a primeira crise do socialismo — o colapso das economias planejadas sob orientação soviética em 1989 —, esta atual crise, a crise das finanças controladas pelos governos, também irá testemunhar a derrubada do atual establishment, embora as lideranças partidárias continuem nos dizendo que está tudo sob controle: "Não há nada a temer, camaradas!  Bastam mais alguns déficits e novas rodadas astutas de impressão de dinheiro, e a produção de tratores rapidamente voltará aos níveis de antes."

E assim como ocorreu durante o colapso dos estados socialistas, a burocracia do papel-moeda estatal também possui seus crentes fervorosos, que se negam a enxergar o óbvio.  Pessoas como o economista Adam Posen, grande entusiasta das políticas de "afrouxamento quantitativo" do Banco da Inglaterra mantêm um otimismo e uma fé pueris no poder mágico da impressora.  Se 200 bilhões de libras criadas pelo Banco Central inglês, engenhosamente colocados nos cofres dos bancos e do governo, não solucionaram a crise, então certamente as próximas 75 bilhões de libras irão.  E por que parar por aí?  Com mais 175, ou 275 ou 375 bilhões de libras, todos os britânicos irão novamente encontrar bons empregos, com bons salários.  Para pessoas como Posen, o problema com uma economia planejada não é que ela seja planejada, mas sim que o planejamento não esteja sendo suficientemente ousado.

Já o presidente do Banco Central da Inglaterra, Mervyn King, parece fazer as vezes de Gorbachev: ele não é um descrente, mas é cético e esperto o bastante para não se apresentar como um membro completo deste Politburo.  Há uma fascinante entrevista sua, de setembro do ano passado, que não ganhou a atenção que deveria nos círculos financeiros, presumivelmente porque era parte de um programa de história da BBC sobre o papel-moeda da China e não sobre as políticas monetárias atuais.  Você pode conferi-la aqui, vale muito a pena.  Se você for ao marco de 11 minutos e 58 segundos, verá a seguinte pergunta lhe sendo feita: estariam todos os sistemas baseados em dinheiro de papel fadados ao colapso?  King responde que não, crê ele, nem todos (embora absolutamente todos de fato já tenham fracassado), mas admite que a recente crise fez com que ele se tornasse um pouco mais cauteloso quanto a essa sua afirmação.  Talvez o júri que irá decidir sobre o destino do dinheiro de papel ainda não tenha retornado à bancada.  Pensamento notável para um banqueiro central.

Em meu novo livro Paper Money Collapse - The Folly of Elastic Money and the Coming Monetary Breakdown, demonstro — conclusivamente, creio eu — que sistemas baseados em dinheiro elástico são sempre inferiores a sistemas baseados em dinheiro inelástico, e que sistemas de dinheiro elástico não podem se manter estáveis; eles sempre, inevitavelmente, desorganizam e perturbam o mercado, levando a um acúmulo de desequilíbrios ao longo do tempo.  Eles inevitavelmente acabam em desintegração econômica e caos.  O dinheiro de papel não é apenas ineficiente; ele é insustentável.

Esta crise ilustra simplesmente o fim da mais recente encarnação de um sistema monetário fiduciário e estatal.  Assim como a primeira crise do socialismo, esta crise também irá afetar as vidas de inúmeras pessoas, irá causar revoltas, sublevações e irá desalojar toda uma elite financeira de sua arraigada e bem estabelecida posição de poder e privilégio.  Assim como a primeira crise do socialismo, temos uma oportunidade de liberdade.

Porém, ao contrário da primeira crise do socialismo, desta vez não há um Muro de Berlim a ser derrubado, e nem um canteiro lamacento no interior da Hungria com um buraco na cerca, por meio do qual podemos atravessar.  O atual socialismo monetário é global.  E o colapso deste sistema também será global.

Obviamente, os estados têm tudo a perder, e o poder estatal tem o hábito de não aceitar pacificamente perdas de poder.  Sabe-se lá o que pode acontecer.  Talvez haja estatizações de bancos, imposição de controles de capital, confisco de ouro em posses privadas ou mesmo uma pesada tributação do metal, banimento total da Bitcoin e a imposição de que todos os fundos de pensão comprem mais títulos do governo.

Neste caso, pode-se argumentar que não estamos no verão de 1989, mas sim na primavera de 1968.  Não mudaria o estágio final, apenas a linha do tempo.  Mas ainda assim creio que já é tarde demais.  Estamos mais próximos do 'momento Muro de Berlim' do atual sistema do que muita gente imagina.

Até lá, a devastação do papel-moeda vai continuar.

 

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SOBRE O AUTOR

Detlev Schlichter
é formado em administração e economia.  Trabalhou 19 anos no mercado financeiro, como corretor de derivativos e, mais tarde, como gerente de portfolio.  Nesse meio tempo, conheceu a Escola Austríaca de Economia e, desde então, dedicou seus últimos 20 anos ao estudo autônomo da mesma.  Foi apenas após conhecer a Escola Austríaca que ele percebeu o quão mais profundas e satisfatórias eram as teorias austríacas para explicar os fenômenos econômicos que ele observava diariamente em seu trabalho.  Visite seu website.

Tradução de Leandro Roque




"Por exemplo, o relativo à questão estrutural, que devido ao orçamento praticamente ser engessado pelos gastos com servidores, aposentados e pensionistas, tem-se muita dificuldade em fazer qualquer redução ou enxugamento da máquina estatal."

Na verdade, isso foi abordado no artigo.

O fato é: durante a expansão do crédito, quando a quantidade de dinheiro na economia aumentava continuamente, a arrecadação dos governos estaduais não parava de subir. Consequentemente, os governadores não paravam de criar novos gastos. Era uma farra que foi vista como perpétua.

Agora que o crédito secou, a oferta monetária estancou e a economia degringolou (com o fechamento de várias empresas), o aumento previsto das receitas não ocorreu. Na verdade, pelos motivos explicados no artigo, as receitas estão caindo. Mas os gastos contratados continuaram subindo.

Gastos em ascensão e receitas caindo -- é claro que a conta não vai fechar.

O RJ teve o problema adicional da lambança feita na Petrobras, o que reduziu bastante as receitas do estado com a extração de petróleo. Mas, mesmo que a Petrobras estivesse supimpa, a situação do estado continuaria calamitosa. Um pouquinho melhor do que é hoje, mas calamitosa.

Lição: é impossível brigar contra as leis da economia.

"a partir de 2009, os estados puderam voltar a se endividar. [...] Aí os estados passaram a se financiar, ou a financiar seus investimentos, através de endividamento e não de a partir de suas receitas. E mais com o dado de que o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, assinou (uma a uma) autorizações de crédito pra estados e municípios que tinham classificação de crédito C e D."

Como você corretamente colocou, os estados eram avalizados pelo governo federal. Eles só podiam pedir emprestado se o governo federal fosse o fiador do empréstimo.

Vale ressaltar que esses empréstimos aos estados são efetuados pelos bancos estatais (com a garantia do governo federal). E esse foi exatamente o tema do artigo.

Esses empréstimos dos bancos estatais direcionados aos governos estaduais também permitiram que eles inchassem suas folhas de pagamento, mas sem qualquer garantia de que as receitas futuras continuariam cobrindo esse aumento de gastos.

Como a realidade se encarregou de mostrar, isso não ocorreu.

No final, tudo passa pelos bancos estatais e sua expansão do crédito de acordo com critérios políticos.

Obrigado pelas palavras e grande abraço!
Posso me meter nessa contenda.

Roberto, analisei o nexo temporal de necessidade x invenção dos medicamentos e diria que sim, Thiago está correto.

E pensando sobre isso, a necessidade antes da criação engloba tudo aquilo que escapa a ação humana e interfere em nossas vidas, como doenças, mudanças climáticas e a gênese química e biológica. Porém o cerne da Lei de Say não é o apriorismo da criação como antecedente da necessidade, mas sim de como o mercado valora a criação, e se por essa valoração intrínseca ela se perpetua ou não através do tempo. Mas vamos voltar ao exemplo do Thiago.

Por exemplo, se analisarmos técnicas de irrigação em uma biosfera árida, e existem centenas delas. A partir daqui conseguimos estabelecer o cenário de solo árido (criado por... enfim eu acredito em Deus, mas quem quiser acredite no ocaso), a necessidade subjetiva de irrigação para agricultura, e a ação humana, que irá mover recursos escassos para ali produzir, calculando custos e impondo preços, e em contrapartida novamente a ação humana, que irá verificar se esses custos são viáveis, comprando ou não os frutos daquela terra.

Com isso conseguimos estabelecer um nexo causal entre a necessidade primeira e a criação posterior, onde o agente primário criador daquele cenário árido não está entre nós. Não sabemos o por quê de ser árido. O criador desse quadro não o vendeu para nós, logo esse agente não busca o mesmo resultado que nós - o lucro. Só nós, o solo e a oportunidade subjetiva de aproveita-lo para produzir e prosperar.

O mesmo paralelo podemos estabelecer entre a doença e a medicina, onde nós somos o terreno criado pelo agente oculto, e neste terreno habitam doenças causadoras de distúrbios (também criadas pelo mesmo agente).

Apriorísticamente desde quando nascemos existe a necessidade primária de solução, ou o resultado é muitas vezes a morte. A partir dessas quase infinitas necessidades, profissionais de todas as partes do mundo criam desde os primórdios da nossa espécie técnicas e substâncias para, se não possível resolver, mitigar a necessidade trazendo conforto ao doente.

Nesse emaranhado de técnicas foram se perpetuando as mais eficientes E mais econômicas, tanto ao doente quanto ao profissional. Novamente conseguimos enxergar o nexo causal, onde a ação humana só existe após a doença, e com ela cessada, a ação humana também cessa. Sendo mais lúdico, remonto as palavras do Mestre: "Os sãos não precisam de médico".

Para concluir, os homens que estão a frente de seu tempo são aqueles que não somente criam antes da necessidade, basicamente inventando-a (afinal, quem diria como um Iphone é útil sem saber que ele existe?), mas aqueles que conseguem lidar com a necessidade criada pelo agente oculto de forma mais efetiva que seus pares, em menos tempo, e de forma mais econômica.

Obrigado por quem leu até aqui.
Leandro, me referi que em um período ou em uma ''reforma'' anunciada, seria mais racional seguir essa ordem..

E mais, eu disse:

''Eu entendo que cortar as tarifas e permitir importar carro usado, iria de fato ser positivo, ao mesmo tempo aumentaria o desemprego substancialmente nessa grave recessão e pior: O desemprego iria continuar se o empreendedorismo continuasse como esta''

Ai que ta, mesmo sobrando dinheiro para as pessoas consumirem, investirem, pouparem e empreenderem, nessa recessão e nessa burocracia asfixiante o efeito não seria tão significante, imagine nesse cenário nacional onde empreender é coisa pra maluco, uma recessão tremenda, um governo intervindo mais novamente e etc, como que poupança vai surgir, consumo, empréstimo, renda....
Repito, você esta completamente correto sobre esses efeitos lindos, só que isso em um país fora de recessão e um pouquinho mais livre... Não vejo que esses feitos aconteceriam no Brasil nesse caos atual, uma economia que no ranking de liberdade economica fica junto a países socialistas....Entende?

Sera mesmo que os resultados seriam significantes?
Essa a questão sobre ''a situação atual''.

Mas você fez eu perceber um ponto que eu antes não havia pensado, muito obrigado!

''A única maneira garantida de fazer reformas é havendo uma "ameaça" concreta e imediata. No Brasil, sempre foi assim.

Por outro lado, ficar empurrando a situação com a barriga, à espera do surgimento de uma "vontade política" para fazer uma mudança que não é urgente (e não será urgente enquanto não houver livre comércio) é garantia de imobilismo.''

Ainda acho essa ameaça utópico aqui, porque:
Que político estaria disposto a abrir a economia mas continuar engessando a economia nacional? Uma contradição pura, se algum burocrata eleito tiver disposto a abrir a economia, muito provável que ele também estará disposto a facilitar o comercio nacional. Nunca vi um exemplo de um cara que chegou e falou ''temos que abrir a economia pro mundo, mas devemos criar toda dificuldade para as pessoas empreenderem''
Ele nunca daria esse tiro no pé e criar essa ameaça que você falou, até porque mesmo que fizesse, os empresários chorariam pela volta da reserva de mercado porque é caro a produção aqui e o burocrata voltaria a estaca zero...

Por outro lado você exagerou um pouco sob minha colocação:

''Essa ideia de que primeiro temos de esperar o governo ter a iniciativa de arrumar a casa para então, só então, conceder a liberdade para o indivíduo poder comprar o que ele quiser de quem ele quiser é inerentemente totalitária''

Acho que o que der pra fazer primeiro que faça, não acho que devemos esperar o governo arrumar pra então abrir.
No meu comentário eu também quis dizer que se algum presidente estivesse disposto a fazer uma reforma pró-mercado, que então fosse assim, acredito que seria mais eficiente e com menos ''choro'' assim. Você sabe, Argentina, Brasil e afins são países inviáveis, você quer fazer reforma trabalhista nego chora, reforma da previdência nego chora.... Imagine o que os empresários brasileiros não iriam fazer quando soubessem que um presidente esta disposto a destruir as reservas de mercado amanha....
Eu acho que ''politicamente'' também seria mais eficiente do jeito que eu falei...

Agora se tivermos a oportunidade de acabar com as reservas de mercado amanha, antes de qualquer outra reforma, que ACABE!. Seria uma conquista e um passo rumo a liberdade e por isso os resultados não importariam, eu questionei a significancia desses resultados no Brasil de hoje, não acredito que seria como você disse por causa do nosso desastre e dessa economia estatal. Nunca que vou ser contra esse passo, no máximo como eu falei, em uma reforma liberal geral eu iria ''adia-la por um ano''.
Principalmente olhando mais pra realidade ''Política'' e como o País e seu povo é.

''Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz sentido tolher os consumidores ou impor tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina. ''

Não tem lógica mesmo, nesse seu comentário brilhante você respondeu como se eu fosse um protecionista, o que não é o caso kkk.
Eu apenas levantei a reflexão que: Se tivesse um cara do IMB na presidência, com carta branca pra fazer o que quiser, acho que seguir a ''ordem'' que eu disse seria mais racional, politicamente mais viável (daria pra conter melhor o choro) e por ai vai...

Nesse seu trecho, você não esta me contra-argumentando e sim um protecionista que eu não presenciei..kkkk

Novamente, não defendo o protecionismo de maneira alguma, só disse que em uma reforma austríaca no Brasil, as tarifas de importação deveriam ser extintas depois de certas reformas(não demoraria, seria uma das prioridades sim).
E questionei a significancia dos efeitos sob nossa situação atual.
Se esse fosse o tema do referendo amanha, eu votaria contra?
Obvio que não, independente de qualquer coisa....

Foi isso que eu quis passar....

tudo de bom e Grande Abraço!
Sim. A sorte é que, na prática, elas não são impingidas. Há tantos requisitos que têm de ser encontrados para que tais restrições sejam impingidas que, na prática, isso não ocorre.

https://www.hoganlovells.com/~/media/hogan-lovells/pdf/publication/competition-law-in-singapore--jan-2015_pdf.pdf

Aliás, veja que interessante: o caso mais famoso em que essa medida foi aplicada foi quando a CCS (Competition Commission of Singapore) multou 10 financistas por eles terem pressionado uma empresa a retirar uma oferta do mercado.

Ou seja, o governo, uma vez que ele existe, atuou exatamente naquela que é a sua função clássica: coibir a coerção a terceiros inocentes. No caso, coibiu uma pressão que estava sendo feita a uma empresa que estava vendendo produtos (seguro de vida) mais baratos.

www.channelnewsasia.com/news/business/singapore/10-financial-advisers/2611160.html

Eu quero.
Opa, eu também tenho correlações irrefutáveis!

tylervigen.com/images/spurious-correlations-share.png

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Caso queira mais é só pedir!


P.S.: ah, só para você não mais ser flagrado como desinformado, os irmãos Koch financiam o Cato Institute, que é inimigo figadal do Mises Institute. Os Koch desprezam o Mises Institute e seus integrantes. E o Mises brasileiro sobrevive das doações de voluntários, como você. Faça a sua parte!

www.mises.org.br/Donate.aspx
Sim e não.

De fato, se todo o crédito fosse para consumo -- uma coisa irreal, pois o crédito para consumo é o mais caro e arriscado --, o efeito imediato seria o aumento dos preços dos bens e serviços. Muitas pessoas estariam repentinamente consumindo mais (maior demanda) sem que tivesse havido qualquer aumento na oferta.

Só que tal aumento de preços mandaria um sinal claro para empreendedores: tais setores estão vivenciando aumento da demanda; ampliem a oferta daqueles bens e serviços e lucrem com isso.

Ato contínuo, a estrutura de produção da economia será rearranjada de modo a satisfazer essa nova demanda impulsionada pelo crédito.

Mas aí, em algum momento futuro, acontecerá o inevitável: se essas pessoas estão se endividando para consumir, como elas manterão sua renda futura para continuar consumindo? A única maneira de aumentar a renda permanentemente é produzindo mais, e não se endividando mais.

Tão logo a expansão do crédito acabar, e as pessoas estiverem muito endividadas (e tendo de quitar essas dívidas), não mais haverá demanda para aqueles bens e serviços. Consequentemente, os empreendedores que decidiram investir na ampliação daqueles setores rapidamente descobrirão que estão sem demanda. Com efeito, nunca houve demanda verdadeira por seus produtos. Houve apenas demanda artificial e passageira.

É aí que começa a recessão: quando vários investimentos errados (para os quais nunca houve demanda verdadeira) são descobertos e precisam ser liquidados.

E de nada adiantará o estado tentar estimular artificialmente a demanda para dar sobrevida a esses investimentos errados. Aliás, isso só piorará a situação.

Se um empreendedor investiu em algo para o qual não havia demanda genuína, ele fez um erro de cálculo. Ele imobilizou capital em investimentos que ninguém realmente demandou. Na prática, ele destruiu capital e riqueza. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo inútil. A sociedade está mais pobre em decorrência desse investimento errôneo. Recursos escassos foram desperdiçados.

O governo querer estimular o consumo de algo para o qual nunca houve demanda natural irá apenas prolongar o processo de destruição de riqueza.

O que realmente deve ser feito é permitir a liquidação desse investimento errôneo. O empreendedor que errou em seu cálculo empreendedorial -- e que, no mundo real, provavelmente estará endividado e sem receita -- deve vender (a um preço de desconto, obviamente) todo o seu projeto para outro empreendedor que esteja mais em linha com as demandas dos consumidores.

Este outro empreendedor -- que está voluntariamente comprando esse projeto -- terá de dar a ele um direcionamento mais em linha com os reais desejos dos consumidores.


Traduzindo tudo: a recessão nada mais é do que um processo em que investimentos errôneos -- feitos em massa por causa da manipulação dos juros feita pelo Banco Central -- são revelados e, consequentemente, rearranjados e direcionados para fins mais de acordo com os reais desejos dos consumidores.

A economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados.

Nesse cenário, expandir o crédito e tentar criar demanda para esses investimentos errôneos irá apenas prolongar esse cenário de desarranjo, destruindo capital e tornando a recessão (correção da economia) ainda mais profunda no futuro. E com o agravante de que os consumidores e empresários estarão agora bem mais endividados, em um cenário de inflação em alta -- por causa da expansão do crédito -- e sem perspectiva de renda.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Fernando Ulrich  12/10/2011 09:52
    O Sr. Schlichter anda escrevendo muito bem. Ótimo artigo.
  • Tiago RC  12/10/2011 11:20
    Não sei onde ele tira a amostra de "público" dele, mas eu estou cansado de ver gente culpando a "falta de regulamentação" pela crise....

    E, quando ele fala sobre a primeira crise do socialismo, que ela desalojou "toda uma elite financeira de sua arraigada em bem estabelecida posição de poder e privilégio", isso é questionável. Uma boa parte dos bilionários do mundo hoje são ex-agentes russos com boas conexões que simplesmente se tornaram donos de gigantescas empresas soviéticas. Eles provavelmente estão melhor hoje do que antes. Mas enfim, ao menos os russos em geral não estão mais submetidos ao mesmo nível de violência.

    Bom, vamos torcer pra que ele e outros otimistas estejam certos.

    OBS: Gostei de ver finalmente uma menção a bitcoins no IMB, mesmo que mínima. :) Esse mesmo autor tem um texto sobre bitcoins: papermoneycollapse.com/2011/06/bitcoin-gold-and-the-demise-of-fiat-money/
  • Alan Denadary  13/10/2011 10:23
    Também me impessionei pela mensão ao Bitocin, porém, ainda aguarda ansiosamente um artigo totalmente dedicado essa a moeda virtual! O que acha dessa ideias Leandro Roque e cia?
  • André Poffo  12/10/2011 11:44
    Excelente.
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  12/10/2011 12:46
    Saudações, penso que mais claro que esse artigo não é possível,acertou no cerne da questão,quem tiver olhos verá, não escrevi "entenderá", inclusive veremos estados e instituições fomentando cortinas de fumaças, obviamente estará nas mãos deles as ferramentas para o conserto, postergarão apenas, fica para as próximas gerações o abacaxi, e para nós fica a doação de sangue (mais impostos).
  • mcmoraes  12/10/2011 18:39
    Se o Schlichter estiver certo, estamos vivendo o fim da era da alquimia nos domínios da economia, ou a era das tentativas de encontrar o moto-contínuo (com os recursos dos outros, à força). Torçamos!

    ps.: o autor tem um estilo parecido com o do Gary North.
  • Rhyan  12/10/2011 18:58
    Bom texto!

    No final ele mostra que não é tão otimista assim. As possibilidades mais radicais são: 1) Volta do padrão-ouro em escala mundial; 2) Banco central mundial; 3) Liberdade monetária total; 4) Caos.

  • Alexandre M. R. Filho  12/10/2011 19:17
    Texto perfeito.
  • renan  12/10/2011 21:08
    um leigo cai aqui (eu), lê isso, vê sentido, e fica apavorado!\r
    \r
    como proceder?\r
    \r
    tá feia a coisa!\r
    \r
    Mas alguém tem uma opinião sobre os reflexos disso no brasil?\r
    \r
    A crise vai bater de frente na nossa economia, ou apenas reter um pouco o crescimento? Já que temos ainda um longo caminho de crescimento até a população atingir um nível de qualidade razoável?\r
    \r
    Não sei se me fiz entender, mas quero dizer que ainda há muita população que precisa trabalhar, desenvolver-se, etc.. e isso vai puxar a economia do Brasil, independentemente da crise lá fora.\r
    \r
    Ou estou errado? (o que pode ser mais provável, já que, repito, sou leigo)\r
    \r
    Um abraço
  • Absolut  12/10/2011 21:35
    ainda há muita população que precisa trabalhar, desenvolver-se

    A questão não é essa e sim: O estado permitirá isso?
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  12/10/2011 21:52
    Saudações, prezado colega virtual, os problemas são: 1º- os mandatários agindo com toda divindade irão atuar dolosamente nos efeitos; 2º- a maioria tangida compulsoriamente, e o pior sem procurar aprender aquilo que está acontecendo,sentirá um reflexo de (pseudo)calmaria de mercado votará pela permanência dos moldes atuais, mal sabendo que se trata de tsunami,mesmos governantes e mesmas cabeças, estamos andando em círculo.
    Precisamos romper com o assistencialismo,governos inchados,acabar com restrições comerciais internas e alfandegárias, ou seja, deixar que o mercado se acerte.
  • Antonino Martins  12/10/2011 23:12
    O negócio é bem simples. O objetivo de tudo isso é exatamente esse: acabar com o dinheiro de papel. Esse é mais um dos artifícios utilizados para que se obtenha controle total. Com o fim do papel-moeda, o dinheiro será basicamente eletrônico. Ninguém mais poderá ir a um caixa eletrônico e sacar qualquer quantia que seja. Tudo deverá ser interligado ao sistema. Em sua conta-corrente, haverá somente "créditos" em forma de moeda, como já o é hoje, o sistema de cartões de crédito. A questão é que haverá somente esse sistema. Será possível controlar tudo o que qualquer indivíduo consuma ou deixe de consumir. Se algum indivíduo não se adequar, ele poderá simplesmente ser desligado do sistema. O nome é disso é Controle Total da População através da Nova Ordem Mundial. Simples assim... Podem me chamar de conspiracionista, mas tá aí pra quem quiser ver...
  • Tiago RC  13/10/2011 04:23
    Não digo NOM, mas o governo japonês já considerou acabar com o dinheiro em espécie. E onde você vai existem leis limitando o uso de dinheiro vivo. Recentemente, aqui na Fraça, proibiram a compra de metais preciosos com dinheiro vivo, por exemplo.

    Dinheiro em espécie é a maneira mais anônima possível de se fazer pagamentos. Não é à toa que o estado detesta.
  • Filosofo  13/10/2011 10:28
    Se o dinheiro vivo for abolido, a única saída será o suicídio em massa.
  • David  13/10/2011 13:30
    Eu achei esse texto oportunista. Dizer que é crise do socialismo é demais.

    Se não existir estado não vão existir fronteiras, assim veremos estados querendo ampliar seu território vão acontecer guerras e mais guerras já vimos isto...

    O autor fala como se fosse fácil mudar todo o sistema financeiro, na prática é outra história.

    Quantas crises econômicas cuba sofreu ?
  • Leandro  13/10/2011 14:38
    "Se não existir estado não vão existir fronteiras, assim veremos estados querendo ampliar seu território vão acontecer guerras e mais guerras já vimos isto..."

    Eu, hein? Como é que algo que não existe (estado) vai atacar outro algo que não existe (outro estado) para ampliar aquilo que não existe (fronteiras)? Essa guerra seria uma guerra de fantasmas, ocorrendo em outra dimensão, como naquele filme Os Outros.

    Quantas crises econômicas cuba sofreu ?

    Apenas uma, a qual já dura 52 anos.

    Grande abraço!
  • David  13/10/2011 16:37
    52 anos.... Vc é um fanfarrão, rs.

    O texto é muito bom, mas já ultrapassa muito o campo prático. Cai numa coisa muito irreal.

    Acho que é muito tentador ter uma máquina de imprimir dinheiro. Antigamente lia a coluna do Paul Kruggman me baseando no pensamento austríaco, achava mesmo que era louco e suas são soluções não iam dar em nada como vcs aqui sempre provam.
    Mas agora eu já até "entendo" o Sir Kruggman, pois é muito prático e lógico, se os EUA devem para eles mesmos é só imprimir dollar, a solução é muio simples. Eles inundam o mundo de dolar sem pensar duas vezes. Alguem já imaginou se a China vendesse tudo que tem investido no EUA ?
    Acho que os republicanos tem que voltar ao poder nos EUA, quanto mais direita melhor. Obama é muito vasilina.



    "Se 200 bilhões de libras criadas pelo Banco Central inglês - engenhosamente colocados nos cofres dos bancos e do governo, não solucionaram a crise, então certamente as próximas 75 bilhões de libras irão. E por que parar por aí? "

    NOTA 10 !
  • Fernando Chiocca  13/10/2011 17:39
    Quantas crises econômicas cuba sofreu ?

    Essa está entre as maiores pérolas já soltadas aqui.
  • David  13/10/2011 20:25
    Pérola ?

    Cada a resposta baseada em gráficos ?

  • Fernando Chiocca  13/10/2011 20:29
    Hiihihihihihiii

    Só agora que percebi que é gozação, hehehe

    boa...
  • Absolut  13/10/2011 21:33
    Hehe
  • Felipe  28/11/2011 20:18
    Engraçado que o povo ri, mas responder que é bom...
  • Leandro  28/11/2011 22:05
    Mas a pergunta já foi respondida, Felipe. E como disse em minha resposta ao David, só consigo contabilizar uma crise cubana, e bastante prolongada. Tipo, a crise é uma só, mas de vez em quando há alguns agravamentos (uma espécie de recidiva, uma crise dentro de outra crise), como quando falta papel higiênico e as pessoas têm de recorrer ao mercado negro de jornais ou até mesmo comprar o último livro de Fidel, bem apreciado por suas folhas macias -- o que é bom até mesmo em termos biológicos, pois utilizar jornal recorrentemente faz mal ao conduto ano-retal.

    Em Cuba, pode-se dizer que as crises literalmente vão direto no do povo.
  • anônimo  17/10/2011 00:41
    "O texto é muito bom, mas já ultrapassa muito o campo prático"\r
    Isso parece frase do James Taggart, Mouch e outros 'praticos' excelentemente descritos pela Ayn Rand.\r
  • Alexandre Alkmim  13/10/2011 16:55
    Adorei seu artigo e a perspectiva. Sou estudante de Relações Internacionais e eu já venho pensando sobre um modelo de estado que intermedie o estágio socialista e o comunista. Veja, não que eu seja um pesquisador, parte disto vi na faculdade, mas não é isso, é a primeira vez que vejo alguém que pensa como eu.
    Seu texto foi muito esclarecedor em vários aspectos como a transposição da moeda ouro para papel. E me faz pensar SE o papel não fosse baseado nos commodities? Ainda assim, commodities são mesmo o melhor valor a se atribuir como base? Li outro artigo, recentemente, tomando o sistema mercantilista como mais seguro, partindo do princípio de dificuldade de acúmulo de capital, uma vez que os produtos tem prazo de validade, assim impossibilitando/dificultando o acúmulo de riquezas.

    Obrigado.
  • ...........  13/10/2011 19:51
    Não entendi nada da tua mensagem.\r
    \r
    "SE o papel não fosse baseado em commodities"? Mas não é hoje! É baseado em "confiança", e ar! E o resultado são as crises, como o artigo demonstra.\r
    \r
    Prazo de validade? Desde quando o ouro tem prazo de validade? E a prata? Só tomar cuidados básicos que a validade dos metais preciosos é, do ponto de vista humano, indeterminada. Ou tu acha que só soja é commodity?\r
    \r
    E se uma commodity é usada de meio de troca não existe qualquer "atribuição" de valor ao "papel", aquele papel É efetivamente um título de propriedade de uma certa quantidade daquela commodity, conversível a qualquer momento. Ponto. O valor atribuído é tão-somente o valor direto daquela commodity no mercado.
  • anônimo  15/10/2011 13:12
    "(...)venho pensando sobre um modelo de estado que intermedie o estágio socialista e o comunista. Veja, não que eu seja um pesquisador, parte disto vi na faculdade(...)"

    Triste realidade MUNDIAL.
  • anônimo  15/10/2011 13:17
    Incrível o tanto de besteira que se lê nesse comentário. O que é que estão ensinando nestas faculdades? É por ser inútil assim, uma faculdade, que eu pedi meu trancamento, e cada vez mais penso em cancelar minha matrícula.
  • EUDES  13/10/2011 20:12
    Aqui, no Instituto Mises Brasil, é dito tudo aquilo que políticos e burocratas não diriam de forma alguma. Essa crise é sim pior que aquela de 1929 e anos posteriores. Ela está expondo para o mundo toda a vulnerabilidade do dinheiro de papel. Este, durante o século XX e início do XXI, vem sendo acompanhado por terrível irresponsabilidade fiscal e o resultado não poderia ser outro. \r
    \r
    Parabéns ao autor pela coragem e sinceridade.\r
    \r
  • anônimo  15/10/2011 00:43
    ¨Quantas crises econômicas cuba sofreu ?¨\r
    \r
    \r
    Cuba está em uma crise financeira desde que tornou-se uma nação socialista. Os cubanos enfrentam tubarões de peito aberto para deixar o inferno cubano.
  • Laszlo  16/10/2011 14:53
    Vou ter que me comprar uma dessas...

    www.cafepress.com/+blaming_capitalism_light_tshirt,425147804
  • anônimo  28/01/2012 14:29
    Vejam o que se passou em Porto Alegre há poucos dias, num evento lotado que políticos e professores universitários, que tem como tema "A atual crise do Capitalismo". Esse mundo tá perdido.
  • mcmoraes  23/02/2012 05:43
    Sugiro a publicação legendada e/ou transcrita deste discurso aqui.


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