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Europa quebrada, sonho acabado

A União Monetária Européia (UME) vai quebrar.  Isto será seguido por um desmembramento da União Européia.

Este fato é negado pelos promotores da New World Order (NWO) da unificação internacional.  Eles têm planejado isso desde o fim da primeira Guerra mundial.  Eles vêm implementando isso ativamente, em segredo, desde os anos 50.  Eles usaram tratados para passar essa unificação política.  Eles usaram a unificação econômica como isca.  O gancho da unificação política sempre esteve na isca.

A ameaça que a NWO enfrenta é que a isca se tornou um veneno.  A UME é baseada em um banco central comum e em uma moeda comum.  Mas sem um sistema de governo comum, não pode haver união fiscal.  Não pode haver um plano centralizado por meios keynesianos.

O nacionalismo implícito pela manipulação fiscal keynesiana levou à crise grega.  A UME paira sobre uma premissa improvável: a sabedoria dos banqueiros comerciais europeus (BCE), que passaram suas carreiras nos altamente regulados mercados domésticos.  Antes, banqueiros de grandes bancos poderiam sempre contar com seus bancos centrais nacionais para socorrê-los.  Mas, nesta nova ordem bancária mundial, o banco central europeu não tem a flexibilidade para salvar todos os grandes bancos nacionais que estão vivendo turbulência.  Alguns membros do conselho do BCE são parte do eixo germano-holandês, o que favorece a redução monetária e os preços estáveis.  O conselho deve acalmá-los a certo ponto. Isto reduz o tempo de resposta do BCE.

A linha de pensamento da UE e do BCE é de que não há nenhum problema ou série de problemas enfrentados pelo governo central.  Eles insistem que os problemas atuais são temporários.

Nos já ouvimos tudo isso anteriormente.

O colapso do comunismo

O maior acontecimento da minha vida foi o suicídio da União Soviética em 31 de dezembro de 1991.  O império comunista caiu sem que um tiro fosse disparado.  Oficiais superiores do partido comunista saquearam os fundos do partido e enviaram o dinheiro para contas em bancos suíços.  Em seguida, eles privatizaram os principais ativos econômicos do estado para que eles e seus comparsas se tornassem incrivelmente ricos.

O segundo maior acontecimento foi à decisão de Deng Xiaoping em 1978 de liberar a agricultura chinesa.  Isto levou ao crescimento econômico mais rápido da história.  Nada como isso já aconteceu com tamanho número de pessoas.  O crescimento da economia per capita da Coréia do Sul de 1950 a 1990, foi maior, mas a Coréia do Sul era uma nação muito menor.

O comunismo foi à ideologia tirânica mais poderosa na história do homem.  O comunismo falhou operacionalmente na União Soviética em menos de 75 anos.  A China comunista falhou em menos de 30 anos.

A lógica do dinheiro seduziu a vanguarda do proletariado.  A inevitável vitória socialista foi exposta como uma fraude gigante.  A religião messiânica do Marxismo afundou com os dois navios comunistas.

Hoje, o exército esfarrapado de professores Marxistas nas universidades do ocidente tem como modelos de sobrevivência apenas Cuba e a Coréia do Norte. A foto de satélite das duas Coréias — luzes brilhantes no sul, uma luz no norte — é o epitáfio mais poderoso que existe do comunismo.

Agora mais uma vitoria da liberdade sobre as políticas centralizadas está em andamento.  Isto está acontecendo no oeste europeu, e isto não será revertido.  O garoto propaganda da New World Order — a União Européia — começou a desmoronar.  Nada irá reverter este fato.

Existem alguns no ocidente que irão negar.  Também existem aqueles que de 1992 até hoje insistem que o colapso da União Soviética foi na verdade um grande engano.  Os comunistas ainda estão no controle, dizem eles.  Essas pessoas não admitem que o comunismo perdeu a batalha.  Como os comunistas originais, eles acreditam na soberania absoluta do poder político.  Eles acreditam que o ocidente não poderia ter ganhado, porque os comunistas eram melhores na intriga e no poderio militar.  Mas o ocidente ganhou, porque os líderes comunistas desistiram do sonho de um mundo socialista e decidiram seguir o dinheiro.

Vou contar como que eu sei que os comunistas fracassaram completamente.  Primeiro, o novo governo russo mudou o nome das cidades principais de volta para os seus nomes pré-Bolchevique.  Leningrado se tornou São Petersburgo.  Stalin mudou o nome de Volgagrado para Stalingrado em 1925.  Khrushchev mudou de volta em 1961 como parte do seu programa de "de-Stalinização".  Ambas as mudanças revelaram a natureza dos políticos na Rússia.  Os nomes das cidades eram testemunhas do poder dominante.  Por isso que as mudanças de nome depois de 1991 foram significantes.

Segundo, multidões derrubaram estátuas de lideres soviético.  Uma das estátuas que desapareceram foi a de Pavlik Morozov, o garoto de 13 anos que denunciou seu pai.  Ele foi transformado em herói por Stalin depois de seu assassinato aos 15 anos.  Ele executou os parentes do garoto pelo crime, apesar de todos terem negado envolvimento no crime.  A história de Morozov era ensinada as crianças soviéticas até o fim do regime.  Sua estátua desapareceu do parque público construído em sua homenagem.

A queda da União Soviética não foi um engano.  Foi real.  Aconteceu há duas décadas.

Há outra queda se aproximando.

Do colapso à separação

Eu vou dizer novamente.  O colapso da União Monetária Européia vai ser seguido pela separação da União Européia.

A UME está se rompendo.  Alguns colunistas do ocidente estão agora admitindo isso.  No geral, entretanto, o caminho seguido pelas linhas de comunicação é o mesmo seguido pelos burocratas da UE: "A crise na Grécia é uma aberração temporária.  Ela será resolvida pela UE, FMI, e pelas políticas dos banqueiros europeus."

O problema com esta afirmação é que a Grécia continua a queimar.  Taxas de juros de curto-prazo estão acima de 100%, indicando a perda de confiança por parte dos investidores na capacidade do governo grego em pagar seus juros em euros.  Se a UE, o FMI, e o BCE tivessem um plano para lidar com o problema na Grécia — sua incapacidade iminente para fazer pagamentos de juros em euro — eles o teriam implantado.  Eles continuam anunciando "empréstimos-ponte" temporários.  Estes "empréstimos-ponte" são na realidade empréstimos sem fundos.  É presumido que todos sabem disso, porém eles não investem adequadamente.  Os vários giros nos mercados de ações europeus indicam que a esperança e o medo estão equilibrados, ao contrário de qualquer orçamento do governo.

A esperança vai se transformar em medo enquanto a realidade aparece.  O que é realidade?  Que grandes bancos europeus compraram títulos do governo grego, porque eles assumiram que nenhum membro da UME iria sair em omissão a dívida em euro.  Mas é claro que isto é exatamente o que a Grécia fará.  O calote é estatisticamente inevitável.  O buraco é um poço sem fundo.

O euro foi o garoto propaganda da unificação européia, assim como a unificação européia era o garoto propaganda da NWO para a unificação mundial, o sonho da Comissão Trilateral.  O euro foi empurrado goela abaixo dos bancos centrais europeus em 1999.  Eles desfrutavam de uma autonomia considerável.  Políticos nacionais também ressentiam o fato de que eles não teriam mais muita influência nos negócios monetários domésticos.  Eles passaram a ter que convencer os banqueiros do Banco Central Europeu a seguir políticas que sustentariam o estado de bem-estar social.

Este mundo se foi, mas existem políticos nas nações PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha) que gostariam muito de restaurá-lo.  Eles estão sendo pressionados por eleitores para se libertarem dos programas de "austeridade" que estão sendo enfiados em suas gargantas pelo FMI e pelo BCE.

A Bíblia ensina, "O rico domina o pobre, e quem pede emprestado é servente de quem empresta" (Provérbios 22:7).  Isso incomoda os devedores.  A Bíblia também ensina, "O ímpio toma emprestado e não paga" (Salmo 37:21a).  Isso incomoda muito os devedores.  "Isto é um insulto a nossa integridade!"  Então, quando seus governos anunciam cortes limitados no gasto doméstico, os trabalhadores ameaçados tomam as ruas.  "Você nos deve o que você nos prometeu!"

Resumindo, eleitores querem impor austeridade nos credores.  Eles não querem credores impondo austeridade nos seus governos de bem-estar social.

Alguns grupos interessados vão ser inflexíveis.  Na opinião da UE, BCE, FMI os funcionários de países com grande dívida serão inflexíveis.  Na opinião dos sindicatos gregos os burocratas da BCE, FI, UE vão ser inflexíveis.  Políticos das nações PIIGS alegam que ninguém vai ser inflexível se o BCE, FMI, e a UE emprestarem mais dinheiro.  Os banqueiros querem que a UE e o BCE sirvam de provedores de última instância para os bancos, para que, quando os PIIGS derem calote, os banqueiros não percam seus bônus.  Eleitores na Alemanha não querem ficar presos com as contas a pagar dos PIIGS ou bancos.  Investidores no mercado de ações da Europa parecem Rodney King ao dizer. "Não é possível todo mundo se dar bem?"

Os promotores da New World Order estão apertando as mãos e pedindo: "Nós trabalhamos tanto para passar este acordo.  Nós ainda não terminamos nossos planos.  Agora eleitores estão tentando matá-lo.  Não é justo!"Eu penso em uma cena clássica que melhor descreve o atual predicamento da NWO.

Os melhores planos

Wall Street Journal publicou um relatório sobre a repartição da EMS.  Eu gostei da maneira que este começou:

Quando a história da ascensão e da queda do oeste europeu pós-guerra for algum dia escrito, ela será lançada em três volumes.  Vamos chamá-los de "Fatos Concretos," "Ficção Conveniente" e — o volume que ainda está sendo escrito — "Fraude."

O autor diz que os fatos concretos foram necessidades militares do pós-guerra.  A Guerra fria começa.

O próximo fato concreto foi o dinheiro.  Ele corretamente identifica este como "o presente de Ludwig Erhard, autor das reformas econômicas que criaram o marco alemão, aboliu o controle de preços, e colocou a inflação em controle por gerações."  Erhard foi um discípulo de Wilhelm Roepke, que foi um discípulo de Ludwig von Mises.  Em junho de 1948, Erhard unilateralmente aboliu inteiramente o sistema militar aliado de controle de preços, moeda fiduciária, e racionamento.  No dia seguinte — literalmente — o "milagre econômico alemão" começou.

O autor continua: "O terceiro fato concreto foi a criação do mercado comum de Jean Monnet que deu a Europa uma economia compartilhada — não política — idêntica." O autor foi enganado pela última fraude.  Monnet estava trabalhando para a unificação política desde que ele e Raymond Fosdick, agente de John D. Rockefeller Jr., sentaram-se juntos na conferência da paz de Versailles em 1919.  Em 1919, Fosdick enviou uma carta a sua esposa.  Ele disse a ela que ele e Monnet estavam trabalhando diariamente para lançar as bases "do quadro de governo internacional." [31 de  julho de 1919; em Fosdick, ed., Letters on the League of Nations (Princeton, New Jersey: Princeton University Press, 1966), p. 18.]  Fosdick retornou a Nova York em 1920, onde ele assumiu a Fundação Rockefeller pelos próximos 30 anos.

Monnet era o homem de frente para a New World Order.  Ele promoveu unificação política envolvendo-a em princípios de unificação econômica.

O autor precisamente descreve o suicídio do oeste europeu.

Em 1965, gastos do governo como percentual do PIB eram em média 28% no oeste europeu.  Hoje paira há um pouco menos de 50%.  Em 1965, a taxa de fertilidade na Alemanha era um saudável 2.5 crianças por mãe.  Hoje é um catastrófico 1.35.  Durante os anos pós-guerra, o crescimento anual do PIB na Europa era em média 5.5%.  Depois de 1973, raramente excedeu 2.3%.  Em 1973, europeus trabalhavam 102 horas para cada 100 trabalhadas por um americano.  Em 2004 eles trabalharam apenas 82 horas para cada 100 trabalhadas por um americano.

Ele argumentou que "Foi durante esta desaceleração geral que a Europa entrou na conveniente fase de ficção." Uma ficção de que adicionando novos membros a UE iria permitir a economia européia a rivalizar com a produção Americana.  Outra ficção era de que havia um núcleo central de visões e valores que unificariam a nova coletividade.  Aqui, ele é terrivelmente ingênuo.  Que tinha sido a hipótese da Organização das Nações Unidas desde o começo, e da Liga das Nações antes dele. Este era o coração da visão de Monnet.  Isso não começou em 1973.

E houve, finalmente, a ficção gritante que a Europa tinha seu próprio "modelo," distinto e superior ao modelo americano, que a imunizou de correntes internacionais: globalização, Islamismo, demografia.  Os europeus amam seus feriados e eles pensaram que tinham direito a um longo feriado da história também.

Ele acertou essa!

Depois ele listou as fraudes.  Primeiro, a Grécia foi autorizada na União Monetária Européia.  Mas isso não era uma fraude.  Os críticos nos anos noventa disseram que todas as nações do Club Med teriam déficit.  Eles alertaram que o euro não conseguiria aguentar.

Não houve fraude ao deixarem os PIIGS entrarem no bloco.  Isto era fundamental para a visão de Monnet de 1919.  Isto tinha que funcionar.  Isto é ordenado a funcionar.  Esta é a religião da NWO.

Os banqueiros não PIIGS pensaram que iria funcionar.  Eles se sobrecarregaram de dívidas dos PIIGS.

Isso não era uma fraude.  Isto era uma implementação de uma religião profundamente política.  Este foi um autoengano em escala continental.

No entanto, ele está certo sobre este ponto.

Houve a fraude do chamado critério de Maastricht — as leis fiscais que deveriam governar o euro apenas para serem rapidamente desrespeitadas pela França e Alemanha e depois jogadas na crise atual.  Houve a fraude da Constituição Européia, esmagadoramente rejeitada sempre que um voto nela fosse permitido, apenas para ser revisada e imposta por decreto parlamentar.

O que esta acontecendo agora na Europa não é bem uma crise como é uma exposição: um evento do tipo Madoff ao invés de um Lehman.  O choque é que é um choque.  A Grécia nunca que seria socorrida e irá, cedo ou tarde, dar calote.  Os bancos detentores da dívida grega serão, cedo ou tarde, recapitalizados.  A recapitalização virá de contribuintes alemães, e isso irá colocá-los — mais cedo do que tarde — no limite de sua paciência.  Os chineses não irão ao resgate: Eles sabem que não se deve gastar bom dinheiro em mau dinheiro.

E depois a Itália será a nova Grécia.  A crise européia chegará as costas dos EUA, e os problemas econômicos americanos vão para as costas europeias — um tsunami de mão-dupla.

Ele vê que esta fraude não vai se segurar.  Há uma razão para isso.

A "união fiscal" que está sendo debatida nunca irá passar:  Eleitores alemães não a querem, assim como nenhum outro país que quer manter independência fiscal — o que quer dizer, o principal atributo da soberania democrática.

Ele faz uma previsão: "O que vem a seguir é a explosão do projeto europeu." Então ele faz uma avaliação: "Dado o que os líderes europeus fizeram deste projeto nos últimos 30 e poucos anos, isto não é uma coisa totalmente ruim." Eu digo não.  Isto é ótimo.  Isto é, em fato, a melhor coisa que provavelmente vai acontecer nas primeiras duas décadas do século XXI.  Isto é a extensão das duas separações do século XX.

Mas isso chegará com um custo altíssimo.  Os distúrbios de Atenas tornar-se-ão os de Milão, Madrid e Marselha.  Partidos a margem ganharão forças.  Postos de fronteira irão voltar, moedas serão ressuscitadas, e depois desvalorizadas.  Países escolherão decadência ao invés de reforma.  Isto é um longo desfile de horrores.

Conclusão

O preço da separação do BCE, da UME, e da UE será alto por causa das fraudes e ficções convenientes que a precederam.  Se eleitores europeus não tivessem criado um estado de bem estar social, se eles não tivessem consentido com uma moeda comum, mas ao invés tivessem abolido todos os bancos centrais e tivessem permitido a competição entre moedas, e se eles tivessem abolido tarifas e não criado uma monstruosidade burocrática de agências não governamentais com poder de governo — a WTO e seus amigos — o preço de transição seria baixo.  Mas eles escutaram a Monnet.  Eles agora pagaram o preço.

Assim como todos os seus parceiros comerciais.  Assim como os grandes bancos americanos que venderem seguros de inadimplência de crédito para bancos europeus.

 

Tradução de Diego Santos

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autor

Gary North
, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros sobre economia, ética e história. Visite seu website

  • Rhyan  27/09/2011 10:08
    Precisa ser conspiracionista para entender a crise européia?

    Outra coisa: Outro texto recente disse que o euro não corre risco se a Grécia der o calote, quem está certo?
  • Tiago RC  27/09/2011 10:58
    Costumo gostar dos textos do Gary North, mas esse me pareceu meio otimista demais.

    Não acredito que a UE vá quebrar assim tão fácil. Mesmo que vários governos deem calote e/ou o euro deixe de existir, a Comissão Européia (deveria chamar de governo federal, talvez?) vai continuar lá, uniformizando tudo. E depois tentam de novo um euro 2.0, com alguma desculpa pra poder dizer "agora é diferente".
    Aliás, tenho até receio de que consigam explorar essa crise de alguma forma pra justificar ainda mais poder pro governo central. Algo como a campanha pesada que fizeram na Irlanda durante o segundo referendo do tratado de Lisboa. (diziam que a Irlanda precisava da Europa pra sair da merda)

    A URSS e a China se dissolveram em parte porque o estado de pobreza causado pelo comunismo nesses países era medonho ao ponto dos próprios políticos decidirem maneirar - pra não acabarem como o antigo czar. A Europa ocidental está longe dessa calamidade.

    Bom, vamos ver. Dissolver a UE seria ótimo. Só espero que isso não traga os velhos nacionalistas de volta ao poder. O partido nacional-socialista francês (Front National) cresceu bem recentemente. Ainda está longe de ser majoritário, felizmente.
  • Tiago RC  30/09/2011 07:00
    Olha aqui um exemplo nítido do que estou tentando dizer: economia.estadao.com.br/noticias/economia,george-soros-defende-tesouro-comum-para-a-zona-do-euro,86221,0.htm

    Usam a crise como desculpa pra dar mais poder pro governo central. Outro dia ouvi no rádio (moro na França) comentaristas políticos dizendo que é "justamente para poder responder com a urgência necessária a emergências como a que estamos vivendo que precisamos direcionar a Europa a um modelo federalista".

    Um colapso do euro pode justamente ser usado como desculpa para mais poder central. E a população compra a desculpa.

    Tomara que o Gary North tenha razão e que a UE perca toda a credibilidade, se esfacelando. Mas me parece otimista demais isso.
  • Glelson  27/09/2011 11:19
    "Existem alguns no ocidente que irão negar. Também existem aqueles que de 1992 até hoje insistem que o colapso da União Soviética foi na verdade um grande engano. Os comunistas ainda estão no controle, dizem eles. Essas pessoas não admitem que o comunismo perdeu a batalha. Como os comunistas originais, eles acreditam na soberania absoluta do poder político. Eles acreditam que o oeste não poderia ter ganhado, porque os comunistas eram melhores na intriga e no poderio militar. Mas o oeste ganhou, porque os líderes comunistas desistiram do sonho de um mundo socialista e decidiram seguir o dinheiro."\r
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    Só vou acreditar nisso quando existir pelo menos concorrencia ideológica maior, pois nos locais que frequento (fisiciamente) tudo está dominado pela ala esquerdista - marxismo cultural (quase tudo, pois eu estou no meio).
  • Filosofo  27/09/2011 14:29
    Eu acho que o problema é que más decisoes políticas só sao sentidas nas gerações futuras. E depois que essas gerações arcam com os projuízos, vem uma nova e mete as mãos pelos pés novamente. Parece faltar um grande conhecimentod e história e de usar a lição economica mais importante: a de que as é preciso enxergar o longo prazo, aquilo que não se vê na tomada da decisão. Parecem ainda nao ter aprendido a lição mais importante da economia.
  • mcmoraes  27/09/2011 14:41
    A foto de satélite das duas Coréias é incrível.
  • Tucker Carioca  27/09/2011 15:58
    A foto de satélite das duas Coréias é incrível[2]

    Como que a crise não tivesse solução libertaria. Mas nenhuma nação quer abaixar seu ego, e preferem salvar o seu setor privado, subsidiando(que aumenta imposto) ou estatizando(o que leva a crise para o estado, vide Grécia).
  • Zucka  27/09/2011 21:11
    Nova Ordem Mundial?Pensei que a galera aqui não apoiasse esses delírios conspiratórios, me senti lendo um artigo do Olavo de Carvalho.
  • Fernando Z  28/09/2011 07:07
    Recomendo que veja esse vídeo:

    www.youtube.com/watch?v=mHYx-p_dwT4
  • EUDES  28/09/2011 23:32
    Zucka,\r
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    União Europeia, euro, Megaestado europeu, fim do dólar como moeda de reserva mundial, megacrise econômica mundial, moeda global; governo mundial. Esses temas são bem inquietantes, mas nenhum deles são delírios conspiratórios. \r
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    Quero jogar mais lenha na fogueira. Leia este artigo : www.mises.org.br/Article.aspx?id=902. Visite este portal : www.discerningtoday.org/. Examine este outro artigo : www.discerningtoday.org/world_govn_outline.htm . Pesquise mais sobre estes assuntos em outras fontes.\r
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    Os socialistas querem não apenas um Megaestado europeu. Eles querem também um governo mundial. Alguns deles dizem isso abertamente : "o socialismo só é viável a nível global." Porém, os militantes marxistas trocaram a ideia de revolução pela ideia de evolução. O que fazem agora é doutrinar. Também, estão tentando levar avante seus planos quase que imperceptivelmente. \r
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    Aproveitando o ensejo, a Bíblia também ensina : "mas, nos dias destes reis [nações europeias], o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; ...esmiuçará e consumirá todos estes reinos, e será estabelecido para sempre" ( Daniel 2: 44). Após a queda do império romano, já tentaram e estão tentando unir politicamente a Europa, mas a profecia é bem clara : qualquer tentativa de unificação fracassará. O mesmo também acontecerá no que diz respeito a um governo mundial. Um Megaestado europeu ou um governo global até poderão ser implementados, mas certamente serão efêmeros. \r
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    Para uma explicação mais detalhada desse texto bíblico, acesse www.bibliaonline.net/cursos/escola.cgi?acao=estudar&inscricao=&estudo=28&licao=4&forma_estudo=1&link=bol&instrutor=&sessao=&escolabiblica=0&lang=pt-BR .\r
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  • David  27/09/2011 22:56
    Muito bom Texto, eu não queria parar de ler...

    Pensando em Geopolítica, seria um desastre o fim da UE, os países ficariam fragilizados, descobertos. A OTAM viraia uma piada. Russia e China certamente colocaria muito medo na eurolandia.

    Lí a última coluna do Paul Krugman, ele disse:

    Os empresários gregos estão sem crédito e o estado grego também está sem crédito. Ele claro, acha que sem $$$ não há crescimento.

    Gostaria muito de saber a solução da escola Austríaca para um país sem crédito.


  • mcmoraes  28/09/2011 00:05
    Tomara que eles fiquem fragilizados e descobertos como a Suiça.
  • David  28/09/2011 11:07
    È meu amigo Mcmoraes,

    Estou da falando de Rússia ! Aquela que segurou com muito custo o 3° Reich. Ao contrário que a propagando Aliada diz, o verdadeiro dia D foi em Dezembro de 1941, quando pela 1° vez os nazistas recuaram às margens do rio Volga. O Às Guderiam admitiu que não era possível chegar em Moscow !. Aí meu amigo o rolo compressor russo apareceu denovo. Eles adsorveram 60% do poder bélico alemão e ainda foram capazes de chegar e conquistar Berlim. Como nosso mestre Lula que adora expressões futebolísticas, foi como naquele jogo Palmeiras x Vasco. O Verdão fez 3 x 0 no 1° tempo, daí o Vasco virou para 4 x 3 no segundo e foi campeão !

    Geopolítica é feita a longo prazo e poder não acaba, apenas muda de mão !
    Imagina nosso querido ex KGB Putin denovo dando as cartas na Eurolandia ?

  • Luis Francisco  28/09/2011 13:11
    Caro David

    Cuidado com o louvor a Stalin na segunda guerra. Ela só começou de fato quando Hitler invadiu a Polônia e Stalin, seu aliado na época, invadiu a Finlândia. E se os japoneses, ao invés de atacar no Pacífico, tivessem atacado o leste da Rússia ao mesmo tempo que Hitler invadia o oeste, o Urso Comunista teria morrido ali mesmo.
  • David  28/09/2011 23:42
    Meu amigo,

    Fato é fato. Especulacões são especulações
    Bola na trave não altera o placar !



  • Luis Francisco  30/09/2011 08:41
    Amigo

    Sua frase é óbvia, assim como os fatos que citei também o são. Não estou dizendo que Stálin não teve méritos na luta contra Hitler. Apenas comentei que devemos ter muito cuidado na análise desta figura. No jogo das maldades, Stálin e Hitler são do mesmo time, embora tenha gente que goste deles...
  • Hugo m machado  04/11/2011 17:49
    Estou no celular e por isso não publico aqui para mostra-lo, mas procure gráficos sobre quantos soldados foram enviados/soldados mortos dos países na GM 2. Os soviéticos ajudaram muito contra os alemães? Sim. Contudo isso foi a custa de um massacre de russos sem liberdade alguma obrigados a entrar nessa luta. Nao adianta olhar o placar final sem enxergar qual foi o custo disso.
  • Tiago Moraes  28/09/2011 10:58
    A mesma solução que você encontraria caso tivesse dívidas a pagar e crédito indisponível, cortar gastos e pagar suas dívidas.
  • Zeca  28/09/2011 10:40
    No início do ano, também acreditei que a Grécia fosse sair do Euro e em seguida os PIIGs e, por fim, tudo voltaria ao passado, cada um com a sua moeda, desvalorizando-a e praticando o velho e viciativo mercantilismo.\r
    Mas agora, andei lendo alguns informes e artigos na mídia dando conta do seguinte:\r
    1 - A Grécia dará calote em metade de sua dívida, mas continuará na Eurolândia - Incrível!!!;\r
    2 - O tal fundo de resgate europeu se elevará de uns 440 bi para 2 tri de euros, com dinheiro impresso pelo BCE e socorrerá os bancos atolados de dívidas soberanas;\r
    3 - O euro continuará sendo empurrado com a barriga ... acho q será o tal Euro 2.0 que um dos leitores escreveu anteriormente.\r
    \r
    Conclusão: A capacidade de políticos e dirigentes ir remendando e empurrando a coisa com a barriga é interminável.\r
    \r
    Obs. Também li um artigo q fiquei estarrecido ao saber que 4 grandes bancos americanos (Wells Fargo, BofA, Citi e JP Morgan) continuam atoladísssimos e expostos em elevaldos riscos (derivativos alavancados) e que a bolha em suas carteiras é muito maior do que era em 2008.\r
    \r
    boombustblog.com/BoomBustBlog/So-When-Does-3+5=4-When-You-Aggregate-A-Bunch-Of-Risky-Banks-Then-Pretend-That-You-Didn-t.html
  • Felix  29/09/2011 15:41
    O que ando lendo no mises é que os bancos americanos estão com 2 trilhões em conta apenas sendo remunerados pelo governo...
  • Maurício Goncalves  28/09/2011 19:22
    Olá, Leandro, me tire uma dúvida, por favor:

    Saiu esta reportagem sobre os países mais endividados do mundo:

    O que me chamou a atenção foram países como Suíca, Hong Kong, Holanda e até a Alemanha terem dívidas muito maiores que o PIB.

    Pelo que dá a entender na reportagem, este endividamento excessivo foi fruto de políticas anticíclicas. Será que, no caso dos países que eu mencionei, eles não estão misturando divida pública com privada?

    Abraços

    Maurício
  • Leandro  28/09/2011 19:38
    Prezado Maurício, esta reportagem foi uma simples (e incompleta) cópia desta:

    www.cnbc.com/id/33506526

    E como a original deixa claro, os números se referem à dívida externa do país como um todo (na verdade, referem-se aos passivos de um país em relação ao estrangeiro. Por exemplo, se um sueco abre conta na Suíça, a dívida externa do país aumenta).

    Citando a própria reportagem: "One way to look at a nation's debt situation is by comparing external debt - the combined total of liabilities, plus interest, that corporations, private citizens and the government owe to entities outside their borders - to that country's GDP, a comparison called the debt-to-GDP ratio. External debt is more worrisome and important than public debt, as public debt is generally recycled back into the economy".

    Eu particularmente ainda não vejo muita importância nesta variável, mas OK; é uma ideia a mais.

    Grande abraço!
  • Maurício Goncalves  28/09/2011 20:14
    Obrigado pela resposta, Leandro.

    Não sei se concorda comigo, mas eu acho que faz sentido este indicador. Com ele podemos analisar o quanto o país está exposto a problemas cambiais, pois tem um descasamento entre a geração de riqueza (PIB) numa moeda e o tamanho da dívida em outra.

    Mais ou menos como as empresas analisam o seu passivo exposto em moeda estrangeira, seja para fazer um hedge ou ver o qto tem de gerar de receita em reais para pagar juros em dólares...

    Outra dúvida (bem básica): Pq qdo abrimos conta no exterior, aumentamos o passivo externo?

    Abraço e obrigado pela paciência!
  • Leandro  29/09/2011 17:26
    Prezado Maurício, quando você abre uma conta em um banco, o valor da sua conta bancária entra no balancete dos bancos como um passivo (veja este artigo para uma ilustração deste conceito).

    É por isso que fiquei um pouco reticente quanto a este indicador. Um colombiano abrir uma conta bancária na Suíça aumenta o passivo externo deste país. Isso significa que, no extremo, quanto mais aberto for o sistema financeiro de um país, maior será esse indicador da dívida externa -- o que não quer dizer nada. Observe também que o Japão, país de maior dívida interna do mundo (em relação ao PIB) sequer entra nesta lista -- mais um motivo para não ver muita validade neste indicador. Mas é claro que eu posso estar enganado.

    Grande abraço!
  • mcmoraes  30/09/2011 17:18
    Notícia relacionada ao artigo:

    "...Former European Central Bank chief economist Otmar Issing, one of the architects of the euro, said Greece's exit from the 17-nation monetary union is inevitable..."
  • mcmoraes  03/10/2011 17:28
    Na sequência, a Alemanha já começou a se afastar: Germany 'won't give more to EU bail-out fund'.
  • Luis Francisco  03/10/2011 19:24
    Li de fontes inseguras no Xukruts News:

    "Nós non querrer jogarr dinheirra forra ! ! "
  • mcmoraes  12/10/2011 23:15
    Essa notícia aqui está surpreendente:

    "...(Reuters) - Euro zone countries will ask banks to accept losses of up to 50 percent on their holdings of Greek debt, officials said on Wednesday, as part of a grand plan to avert a disorderly default and stem a crisis that threatens the world economy..."
  • Carlos Araujo  13/10/2011 19:50
    O que isso quer dizer Moraes?
  • mcmoraes  13/10/2011 22:55
    Quer dizer que os bancos que tem titulos da divida grega vao perder metade ou mais do dinheiro que deveriam receber, tudo isso como parte de um plano para evitar um calote desordenado (o que vem a ser um calote ordenado, Carlos?).
  • Carlos Araujo  14/10/2011 20:33
    Obrigado pela resposta!
    Recebendo metade do que deveriam receber, não haverá uma contração monetária?
    E se sim, isso não acarretará em uma recessão?
  • mcmoraes  14/10/2011 23:25
    Desculpa, Carlos, mas eu acho que precisaria estudar mais pra responder essas perguntas. O que eu posso sugerir é que vc pergunte ao Leandro.
  • Carlos Araujo  15/10/2011 16:37
    Hehehe, vi outros cometários seus no site e achei que você era economista.
    Abraço.
  • Leandro  15/10/2011 17:02
    É isso mesmo, Carlos. Quanto maior for o calote, maior será a contração monetária -- tudo o mais constante, é claro. Isto é, caso o Banco Central Europeu nada faça.

    E a explicação é simples.

    Se houver o calote, os vários bancos da Europa que investiram nos títulos da dívida grega sofrerão enormes perdas. Pensando em termos contábeis, haverá uma perda de ativos desses bancos, o que significa que eles terão também de reduzir seus passivos. E reduzir passivos significa contrair o número de contas-correntes.

    Portanto, tal medida geraria uma deflação monetária na economia, pois, explicando novamente, após sofrerem essas perdas, os bancos têm de restringir novos empréstimos e requisitar a quitação antecipada de empréstimos pendentes, pois agora seu capital sofreu uma redução. Isso faz com que várias contas-correntes que foram criadas para esses empréstimos sem lastro sejam encerradas. E como o sistema bancário trabalha com reservas fracionárias, tal medida inevitavelmente iria gerar um processo deflacionário, pois se está requisitando a devolução de um dinheiro que foi criado do nada -- um dinheiro cuja criação expandiu a oferta monetária e cuja extinção contrai a oferta monetária.

    Portanto, haveria uma redução na oferta monetária de euros. Embora seja um processo recessiva, tal fenômeno deixaria o euro mais valorizada, e não menos.

    Porém, há também a outra hipótese, que é a de o BCE simplesmente jogar fora as cláusulas de seu mandato e sair imprimindo dinheiro para socorrer os bancos, o que, aí sim, geraria uma grande desvalorização do euro. Os bancos, entretanto, poderiam ser salvos. Quem pagaria por isso seriam os cidadãos que utilizam o euro, que teriam de lidar com preços mais altos sem um concomitante aumento de suas rendas.

    E há também a terceira hipóteses: os países caloteiros voltam à suas moedas originais.

    Creio que a segunda hipótese seja a mais factível, mas não quero especular nada.

    Abraços!
  • mcmoraes  15/10/2011 17:11
    Lamento frustrar suas expectativas, Carlos, mas sou apenas um auto-didata. Espero que isso não seja impeditivo para que possamos discutir sobre assuntos sobre os quais ambos tenhamos opiniões formadas. Afinal, o que é uma canudo, além de um mero formalismo burocrático?
  • Carlos Araujo  15/10/2011 17:32
    Obrigado Leandro, esclareceu todas as minhas dúvidas.

    "...Lamento frustrar suas expectativas, Carlos, mas sou apenas um auto-didata. Espero que isso não seja impeditivo para que possamos discutir sobre assuntos sobre os quais ambos tenhamos opiniões formadas. Afinal, o que é uma canudo, além de um mero formalismo burocrático?..."

    E letra de música:

    letras.terra.com.br/martinho-da-vila/127065/
  • mcmoraes  15/10/2011 19:09
    Acho que a biografia dele é mais eloquente :)

    "... Cidadão carioca criado na Serra dos Pretos Forros, sua primeira profissão foi como Auxiliar de Químico Industrial, função aprendida no curso intensivo do SENAI.
    Um pouco mais tarde, enquanto servia o exército como Sargento Burocrata, cursou a Escola de Instrução Especializada, tornando-se escrevente e contador, profissões que abandonou em 1970, quando deu baixa para se tornar cantor profissional..."

  • B. Dutra  05/10/2011 12:03
    As manifestações de descontentamento mostram que não se pode continuar organizando a economia apenas em função das finanças. Há que se pensar no equilíbrio geral, mas isso exige desprendimento e as atenções voltadas para um objetivo maior da humanidade, com evolução individual e sustentabilidade. Mas o dinheiro e o poder político se sobrepõem a tudo. Os povos se esforçam por uma vaga na economia global, visando produzir para exportar, mas os atuais paradigmas impulsionam para limites críticos. Há uma forte efervescência que dificulta o controle monetário e financeiro tão bem urdido até agora. As consequências se tornam visíveis cada vez com mais rapidez. A situação assume contornos sombrios, pois ao contrário de outras crises, não se visualizam soluções viáveis diante dos embates que colocam a conservação de privilégios adquiridos em primeiro plano.
  • Eduardo Rodrigues, Rio  31/10/2011 15:52
    MEE, o novo ditador europeu

    Encontrei esse vídeo no site português O Insurgente.
  • Paulo  02/06/2012 09:04
    Pq a população européia está em declínio?
  • Mauá  06/07/2015 08:10
    Profético.


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