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Até quando vamos aguentar Guido Mantega e sua Gosplan?

Qualquer cidadão que utilize unicamente a mídia para se informar poderia jurar que a era das economias centralmente planejadas por burocratas é algo do passado, e que a simples ideia de planejamento central é algo já universalmente desacreditado.

Isso pode ser verdade para vários países do mundo, principalmente para os do Leste Europeu, que vivenciaram a plenitude desta magnífica ideia.  Aqui no Brasil, no entanto, a lógica funciona de maneira peculiar.  Aliás, funciona de maneira inversa.  Ideias que comprovadamente deram errado onde quer que foram aplicadas exercem um fascínio quase erótico sobre os burocratas que vivem na Candangolândia.  Parodiando Roberto Campos, tais ideias são como as damas balzaquianas, de vida airada: rejuvenescem à medida que se esquecem as experiências passadas. 

Em Brasília, trabalha-se em postura dinâmica e extenuante.  Os burocratas têm duas preocupações que lhes atormentam continuamente, e eles passam seus dias fazendo a si próprios as duas seguintes perguntas:

1) O que vou inventar hoje para atrapalhar ainda mais a vida daqueles idiotas que me puseram aqui e que me sustentam? 

2) O que devo fazer para mostrar aos lobistas que financiam minhas mordomias que sou muito ativo (e que os brasileiros são os passivos)?

Estou me referindo, obviamente, à mais recente e asinina ideia do governo: a elevação de 30 pontos porcentuais do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de automóveis e caminhões para as montadores que não cumprirem os seguintes requisitos:

1) Utilizar no mínimo 65% de conteúdo nacional ou regional (Mercosul);

2) investirem em pesquisa e desenvolvimento, e (acha que são só três requisitos?)

3) preencherem pelo menos 6 dentre outros 11 outros requisitos de investimentos. 

E quais seriam alguns desses outros 11 requisitos?

De acordo com o inexaurível Guido Mantega — cuja fisiologia, cor da tez e corte de cabelo cada vez mais se assemelham às de um apparatchik do terceiro escalão soviético da era Brejnev —, dentre estes outros requisitos há a exigência de que os veículos sejam montados e estampados no Brasil, bem como seus motores, embreagens e câmbio. 

Ou seja: temos agora um burocrata determinando especificidades sobre como se deve fabricar carros no Brasil.  Se isso não é um exemplo explícito de planejamento central, então o conceito deve ser urgentemente reinventado.

O mais incrível é ver um sujeito como Mantega, que não saberia gerir uma concessionária de Yugo na Mongólia, pontificando sobre questões automotivas, falando com pretensa desenvoltura e segurança sobre embreagens, motores e câmbio.  Mais um pouquinho e ele começaria a determinar especificações para relações de marcha, diferencial, injeção eletrônica e comando de válvulas.

Após apresentar essa sua lista de exigências, que seriam consideradas retrógradas até mesmo pela Gosplan, nosso Nikolai Baibakov tranquilizou a todos, com seu sorriso triunfante: "Para as empresas que já preenchem esses requisitos, não muda nada."  Muito fofo!  Vai me dizer que, após essa impecável lógica de jardim de infância, você também não ficou com vontade de comprar pra ele um Chicabon?

E o intrépido prosseguiu: "É uma medida que garante a expansão dos investimentos no Brasil, o desenvolvimento tecnológico e a expansão da capacidade produtiva no Brasil".

Entendeu a lógica?  Impedir que as montadoras possam escolher a origem e a qualidade das peças a serem colocadas em seus produtos — algo que afeta diretamente suas planilhas de custos — é uma medida que miraculosamente vai "garantir a expansão dos investimentos no Brasil, o desenvolvimento tecnológico e a expansão da capacidade produtiva no Brasil". 

Realmente, empreendedores ficam ávidos para ampliar seus investimentos em uma economia em que é o governo, e não os consumidores, quem determina as peças que ele deve utilizar.  Da mesma forma, o desenvolvimento tecnológico dá um salto olímpico quando se impede a concorrência.  É assim que um país prospera, como bem mostram os exemplos auspiciosos da Coréia do Norte, de Cuba, da Venezuela e do próprio Brasil na década de 1980, com nossos potentes computadores fabricados sob a vigência da Lei da Informática. 

Faça o leitor um esforço mental para tentar raciocinar como Guido Mantega (mas faça isso só uma vez, para evitar danos irreversíveis).  Qual a consequência lógica do cumprimento destes requisitos?  Como eles funcionariam caso realmente fossem levados a sério?  É simples.  Quer vender uma BMW M3 no Brasil?  Sem problema, mas troque a embreagem original por outra gentilmente fornecida pela indústria nacional.  É simples e seguro. Experimente essa embreagem do Gol, ficará ótima no seu carango!  Não quer trocar a embreagem?  Sem problemas, você tem liberdade. Basta então trocar o motor.  Recomendo este 1.0 da Fiat.  A sua BMW será uma parada!

Pode parecer uma piada sem graça, mas o que foi dito acima é exatamente o que ocorreria caso os requisitos do ministro fossem de fato levados a sério por algumas montadoras.

Logo, é claro que a intenção principal do governo não é realmente impor tais restrições às montadoras (não pode ser; não é possível tamanha ignorância, mesmo para os padrões do governo).  O objetivo único é o velho e imortal protecionismo a favor das montadoras, só que apenas daquelas montadoras que são politicamente mais convenientes defender.  A novidade, no entanto, é que agora a medida vem travestida com uma novilíngua, um exemplo típico do duplipensar orwelliano.  'Protecionismo' agora tem um novo rótulo: protecionismo significa "garantir a expansão dos investimentos, do desenvolvimento tecnológico e da expansão da capacidade produtiva".

É realmente difícil saber o que é pior: a política protecionista em si ou o fato do governo nos tratar como exímios idiotas, achando que ao adotar novos eufemismos seremos mais passivamente ludibriados.  Mas governo é isso mesmo: mentiras, desrespeito à nossa inteligência, deturpação da linguagem e, claro, confisco de riqueza em prol de seus protegidos (nesse caso específico, empresas cujos sindicatos são poderosos e que representam uma mina de votos).

Para se proteger os interesses e a renda desse oligopólio, a solução é blindá-lo de todo e qualquer tipo de concorrência estrangeira, seja de carros chineses e indianos, seja de carros alemães, japoneses, italianos e ingleses.  Para que se submeter às exigências do mercado quando se pode simplesmente proibir os consumidores de exercerem livremente seus direitos?  Montadoras nacionais e seus sindicatos têm um direito natural a uma renda garantida, ao mesmo tempo em que oferecem produtos que, na mais benevolente das hipóteses, podem ser considerados apenas satisfatórios.  Para que se estressar e se esforçar muito para agradar aos consumidores?  Muito mais eficaz é apenas fechar os portos.

Nada de dar aos pobres a chance de comprar um Tata indiano ou um QQ chinês.  Se pobre quiser andar de carro, que se endivide para comprar um Gol, um Uno ou um Palio.  Nada de dar aos ricos o prazer de comprar facilmente um Maserati.  Eles que se contentem com um Vectra.  Se quiserem o Maserati, até pode.  Mas vão ter de deixar uma contribuição para a caixinha do governo, pois há uma enormidade de funcionários públicos em greve querendo aumentos — e essa é uma base eleitoral que não pode ser desapontada.

Assim, o governo resolve dois problemas de uma só vez.  Agrada a base sindical e as montadoras, e ainda consegue uma grana extra pra tentar apaziguar os ânimos dos funcionários públicos.  Consumidores que se estrepem.  Afinal, eles estão aí é pra isso mesmo: sustentar a mordomia da patota.

A desculpa oficial é que o câmbio está sobrevalorizado e as importações aumentaram, sendo necessário barrá-las para proteger a indústria nacional.  Em primeiro lugar, não existe isso de câmbio sobrevalorizado.  É impossível um câmbio ficar sobrevalorizado em um regime de câmbio flexível.  Câmbio sobrevalorizado só ocorre quando há um regime de paridade cambial, como quando um país adota uma âncora cambial.  Em segundo lugar, as pessoas estão preferindo importar simplesmente porque a inflação de preços no Brasil — por obra e graça do próprio governo — está assustando.  Seres racionais não querem pagar por carros ruins cujos preços aumentaram a uma taxa maior do que a taxa de aumento da renda.  Não é difícil de entender.  Em terceiro lugar, indústria que só se sustenta com protecionismo não merece existir.  Na prática, comporta-se como uma estatal.  E estatais devem ser vendidas e submetidas à concorrência do livre mercado.

Mas assim como milicianos de favela, o governo só deixa você comprar os produtos que ele autoriza.  "Você tem toda a liberdade para comprar carros.  Desde que sejam aqueles fabricados por nossos amigos."

E o pior é ver a imprensa tratando tudo isso como uma mera "política industrial".  Em um país genuinamente livre, o termo 'política industrial' ficaria restrito exclusivamente ao Manifesto Comunista.  Perguntar qual é a política industrial de um governo seria equivalente a perguntar qual é a política de distribuição de celulares, computadores e TVs.  A política industrial de um país livre é aquela decidida exclusivamente pelo mercado.  E quem é esse tal mercado?  Somos nós.  Você, eu e todos os cidadãos.  Nós é que decidimos, por meio de nossas decisões de comprar e de se abster de comprar, qual indústria sobrevive, qual deve ser extinta e qual deve trocar de gerência.  Não é nada complicado.  Se houver alguma política mais eficaz e mais ética do que essa, estou muito interessado em saber dessa revolucionária descoberta.

Até quando vamos tolerar esse Politburo nos dando ordens, ditando e especificando nosso estilo de vida?  O senhor Mantega ainda não foi informado de que a parte oriental da Europa é muito mais próspera e rica hoje, com seus habitantes agora munidos de liberdade de escolha, do que era naquela época do muro protecionista cuja ausência — ao que tudo indica — lhe provoca tanta nostalgia?


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SOBRE O AUTOR

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


"partindo da premissa de que em um futuro infinito nosso IBGE vai calcular um relação ativos/inativos = 1, neste ponto cada trabalhador [...] tem que contribuir com 50% do salário para se haver uma previdência estável. Ou seja, no extremo teórico, a previdência é financeiramente sustentável (ainda que extremamente sacrificante para o contribuinte.)"

Aí lascou tudo, né, cidadão? Se uma previdência só se mantém estável se o volume de contribuições for crescente -- de modo que o ativo terá uma renda disponível cada vez menor --, então, por definição, tal sistema é insustentável.

Outra coisa: sua neurose com o fator tempo mostra que você realmente não sabe como funciona a previdência. Não se trata de um sistema de capitalização, mas sim de repartição.

O dinheiro que você dá ao INSS não é investido em fundo no qual ele fica rendendo juros. Tal dinheiro é diretamente repassado a uma pessoa que está aposentada. Não se trata, portanto, de um sistema de capitalização, mas sim de um sistema de repartição: o trabalhador de hoje paga a aposentadoria de um aposentado para que, no futuro, quando esse trabalhador se aposentar, outro trabalhador que estiver entrando no mercado de trabalho pague sua aposentadoria.

Ou seja, não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra.

Logo, essa sua insistência com o fator "tempo de contribuição" como sendo o grande diferencial da equação é desarrazoada.

"A título de curiosidade, se os 1,43 do IBGE se confirmarem em 2060, pela matemática a contribuição por trabalhador terá de ser de "apenas" 28% do salário. Ainda um absurdo, mas devo lembrar que hoje a alíquota de autônomos, dentre outras categorias, é de 20%."

Esse cálculo seu não faz nenhum sentido, mesmo tendo por base suas próprias premissas. Se um aposentado precisa de $10/mês, então cada trabalhador terá de contribuir com $6,99.

Isso dá quase 70% do valor de suas necessidades básicas. Sustentável?
Ambos trazem cenários e fatos possíveis, plausíveis. Todavia, meu entendimento pessoal é de que o Estado tende a ver fortalecido seu desígnio de maior controle. Maior significando mais amplo, intenso e profundo. O maior volume de dados não é, de modo algum, limitante para uma ação controladora. Antes, a facilita! E a razão disso o próprio North expõe: a evolução tecnológica. Na minha pré-adolescência o sumo da capacidade de processamento e memória estava em um DGT-100, suplantado em seguida pela capacidade de uma mera calculadora científica Dismac. Os muitíssimos Tera serão coisa pouca para as tecnologias que estão por vir, algumas das quais já existem no estado prototípico. É bem possível que a tecnologia também seja utilizada para dar proteção às pessoas, mas a tecnologia, ou ao menos o seu uso mais legal, sempre estará do lado do Estado ou de quem terá o poder de controlar a pessoa comum. Ademais, penso ser uma visão ingênua a de que a versão futura de aplicativos, empresas de TI e Zuckerbergs da vida venham a nos salvar de alguma coisa, vez que eles mesmos hoje já servem ativamente ao controle estatal sobre os indivíduos. Pior, hoje já servem ao policiamento das ideias e a projetos de controle social. Quem conhece uma coisa simples como marketing digital sabe que se pode ter perfeita ideia dos hábitos e padrões de uma quantidade incalculável de pessoas. Um amigo me disse querer viver centenas de anos para poder testemunhar como se daria esse embate entre as forças da liberdade e as da servidão. Ainda que eu aprecie uma boa e justa luta, não tenho a mesma veleidade. A história mostra que não há motivo especial algum para imaginar que a liberdade prevaleça inconteste ou que sobrepuje, campeã, os que a tolhem.
Jeff, imagino que esteja começando a descobrir a Escola Austríaca, essa dádiva deixada por Mises ainda pouco divulgada pelo senso comum.

Vou ser lúdico ao extremo, para que entenda as diferenças entre desigualdade e injustiça - essa sim, combatida pelos austríacos. Adiante:

- Em economia, existem dois tipos de desigualdade de renda, a seguir:

1- Desigualdade espontânea: Essa, como o nome pressupõe, é causada pelo enriquecimento do agente por meios próprios. Um exemplo bem comum seria um sujeito que começa a vida poupando uma parte de sua renda, e com essa poupança ano a ano investe em imóveis, comprando barato, reformando e alugando, ou vendendo por um preço mais alto. O lucro realizado é reinvestido em mais negócios. Se ele souber enxergar as distorções no mercado e fizer o correto, provavelmente ele estará muito mais rico que a maioria de seus pares após algumas décadas.

Seu enriquecimento não faz mal a ninguém, aliás muito pelo contrário: é graças a sua poupança que pessoas podem alugar um imóvel sem ter de compra-lo, ou mesmo comprar um imóvel ou compra-lo sem ter de se preocupar em comprar terreno, construir, etc. Paralelamente mas não menos importante, seu investimento gera empregos diretos e indiretos, seja na obra em si, seja para os fabricantes de insumos para construção, além dos mais indiretos, como corretagem de imóveis, serviço cartorial etc.

Ou seja, essa desigualdade é BOA. Ela gera riqueza a todos, independente para onde se olhe. É a alquimia de Flamel se fazendo presente em nossas vidas, transformando chumbo em ouro a olho nu.

2- Desigualdade provocada: Ao contrário da primeira, esta só pode acontecer quando o Estado interfere na economia, gerando distorções que enriquecem alguns e empobrecem a maioria, e vou citar os exemplos mais fáceis para que enxergue bem:

Barreiras econômicas: Quando se proíbe ou taxa a importação de bens e serviços, o privilégio a certas empresas é certo. E todo privilégio acarreta na obrigatoriedade do consumo, e com isso, a reserva de mercado traz crescimento absurdo a certas empresas, em detrimento do consumidor, que é obrigado a pagar mais caro por produtos e serviços pífios. Os setores mais consagrados são:
- Telefonia
- Segurança
- Medicamentos

Serviços e obras estatais: Ao passo que o Estado extorque o cidadão com impostos e taxas, ele monopoliza quantias absurdas de capital para realizar obras ao gosto de seus governantes. Nesse meio são escolhidas empresas alinhadas com o Estado, conseguindo concessões e direitos a fornecimento com preços altos e qualidade pífia. O resultado? Enriquecimento compulsório de poucos, em detrimento de muitos.

Cargos públicos: Se o valor dos salários e a métrica de manutenção dos empregos no livre mercado é o lucro, para o Estado vale o corporativismo e a ideologia. Contrata-se sem necessidade, paga-se mais do que se deve, criam-se empregos por pura força eleitoral. Este movimento injusto gera além de desigualdade, mais pobreza a maioria, pois tais postos são pagos com o dinheiro surrupiado de quem gera riqueza.

Câmbio: pouco se fala a respeito no senso comum, mas uma das formas mais objetivas de gerar desigualdade em um país é enfraquecendo a moeda, pois uma minoria exportadora enriquece vendendo barato ao exterior em detrimento da grande maioria, que perde poder de compra, logo empobrece.

Conclusão: enquanto a desigualdade espontânea é justa e depende somente de quem poupa, investe e toma as decisões corretas, carregando implicitamente riqueza a todos, a desigualdade provocada pelo Estado é injusta, pois proíbe pessoas não alinhadas prosperadas, e protege aqueles que estão ao lado do Estado, mantendo castas eternas.

Abraços,

Não, Xiba. Continua sendo pirâmide do mesmo jeito.
(...)
Eis o fato irrevogável: contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada.


O colega começou discordando de mim, mas no final me pareceu que não. :-)

Vejamos, em uma sociedade em que alguém precise de $10/mês para atender suas necessidades, bastam 10 trabalhadores contribuindo com $1. Essa sociedade sobrevive assim e, após 1.000.000 anos, (ignorando inflação) continuarão sendo preciso 10 trabalhadores contribuindo $1, porque haverá sempre novas pessoas entrando no mercado contribuinte, e outras deixando de precisar de assistência (i.e. morrendo).

Ora, mas se só há 2 trabalhadores para cada 1 aposentado nesta sociedade (exemplo seu, arredondado pra facilitar), então a contribuição terá que ser de $5/trabalhador. E enquanto os números não mudar, sobrevimentos assim por mais 1.000.000 anos.

Matemática, certo?

Agora... Em sua resposta você ignorou completamente o fator tempo de contribuição/expectativa de vida, e ele é fundamental para se equilibrar qualquer previdência.

Exemplificando, em um sistema de 40 anos de contribuição e 20 anos de expectativa de vida, em média 1 só trabalhador contribui para 2 beneficiários.

(Existem outros fatores que criam mais complexidade, como por exemplo valor contribuído x renda, mas vamos ignorá-los de propósito agora para facilitar nossa vida.)

Bom, isto posto, os números do IBGE contêm basicamente este fator ignorado. Porém, os números do IBGE não vão diminuir pra sempre. Eles não tendem a zero, mas a 1, porque não é factível que a população ativa seja menor que a não-ativa, a não ser em casos de guerras, catástrofes, etc.

Ora, partindo da premissa de que em um futuro infinito nosso IBGE vai calcular um relação ativos/inativos = 1, neste ponto cada trabalhador (num regime de 40 anos de contribuição e 20 anos de expectativa de vida) tem que contribuir com 50% do salário para se haver uma previdência estável.

Ou seja, no extremo teórico, a previdência é financeiramente sustentável (ainda que extremamente sacrificante para o contribuinte.)

A título de curiosidade, se os 1,43 do IBGE se confirmarem em 2060, pela matemática a contribuição por trabalhador terá de ser de "apenas" 28% do salário. Ainda um absurdo, mas devo lembrar que hoje a alíquota de autônomos, dentre outras categorias, é de 20%.

Veja: em nenhum momento quis colocar que é fácil ou até factível se criar um sistema justo aqui no Brasil. Meu único objetivo foi contribuir pra discussão mostrando que previdência é matemática e estatística, e que aplicando os cálculos certos é fácil ver que ela pode ser um sistema financeiramente sustentável, ainda que instável e/ou injusto.

E sistema financeiramente sustentável, por definição, não é uma pirâmide (vide texto da Wikipédia, citado no artigo).

Não representa. O próprio Rothbard explicou que, se existisse um botão que destruísse o Estado imediatamente, ele o apertaria já; mas este botão infelizmente não existe, então temos que ir lutando para reduzi-lo na medida do possível (ou pelo menos conter seu crescimento), mas advertiu que existem formas de fazê-lo coerentes com a ética liberal e existem formas incoerentes.

Rothbard explicou que nem toda isenção ou redução de impostos promove o liberalismo e a diminuição do Estado, então temos que prestar atenção a COMO uma determinada isenção ou redução de impostos será feita para não corrermos o risco de promover sem querer o crescimento do Estado pensando que estamos promovendo sua redução.

PS: Percebi certa dificuldade de comunicação entre os colegas, então vou dar um toque de psicologia cognitiva/programação neurolinguística:

"Juízo de Realidade": Afirmação reconhecendo que algo existe (ou que não existe), sem entrar do mérito disso ser bom ou ruim, certo ou errado, melhor ou pior, importante ou sem importância, etc.

"Juízo de Valor": Afirmação de que algo deve/deveria existir porque é/seria bom, ou certo, ou melhor, ou importante, etc. (ou que não deve/não deveria existir pelos motivos inversos), sem que a afirmação queira dizer que este algo de fato existe (ou que não existe).

Exemplos:

JR: "Mulheres devem evitar andar sozinhas e desarmadas em locais isolados e desconhecidos à noite"

JV: "Não diga às mulheres para evitar o estupro, diga aos estupradores para não estuprar"

Notem como a aparente incompatibilidade entre estas duas afirmações desaparece quando percebemos que elas pertencem a categorias diferentes de afirmativas e não são mutuamente excludentes, mas sim complementares. O mesmo ocorre com grande parte do debate minarquistas x anarcocapitalistas.

* * *
Qual o padrão de vida em Auroville? A população tem acesso a uma grande variedade de bens e serviços? Se a pessoa ficar doente, ela tem pronto acesso a serviços médicos? Há escolas? Há universidades?

Isso meio que me lembra a experiência da cidade espanhola de Marinaleda, que passou a ser venerada pela esquerda como "exemplo de coletivismo que deu certo".

Primeiro,
assista ao vídeo. É rapidinho.

Assistiu? Então vamos lá.

Em primeiro lugar, você deve ter visto que se trata de um arranjo que não tem nada de novo ou original. É como se fosse uma comunidade amish (com 2.700 pessoas não pode ser uma cidade), na qual as pessoas subsistem e trabalham apenas para se alimentar.

Ali, como relatou a reportagem, há pleno emprego. Qualquer pessoa que quer trabalhar encontra trabalho.

Só que o padrão de vida ali é extremamente precário. Note o semblante das pessoas e veja se há algum conforto ali. Tem gente ali que nem tem dente (certamente não deve ter dentista na comunidade). O local é parecido com o interior do Piauí. O trabalho agrícola mostrado é totalmente precário e pouco produtivo. Não há nenhuma máquina no campo (ou seja, não há a "temida" acumulação de capital). Tudo o que eles conseguem fazer na cooperativa é transformar a colheita (pimenta, azeitona e alcachofra) em azeite. Isso é vida do século XIX. Isso é algo que pode ser classificado como "imune à crise"?

A veneração a este arranjo é a prova suprema de como as pessoas perderam completamente o senso de proporção. Não discuto que há quem goste de viver assim, e defendo totalmente a liberdade destas pessoas de fazerem isso. Mas dizer que aquela pobreza maranhense é um oásis invejável é de uma imbecilidade econômica grotesca.

Ademais, qualquer pessoa que goste de trabalhar muito sem poder usufruir os frutos do trabalho -- isso é, trabalhar duro de sol a sol mas viver sem conforto nenhum e sem usufruir da tecnologia moderna -- é adepta da escravidão voluntária. Nada contra; só uma constatação.

Mas dizer que quem vive ali sob aquelas condições de trabalho precárias está "bem" e que tal arranjo é um "oásis a ser imitado", bom, aí já é forçar bastante. Isso aí é desejo de retornar às condições de vida do século XIX. Bom proveito pra quem quer. Eu preferiria ser desempregado em Madri. A qualidade de vida é muito mais alta.
Isso segundo a Oxfam, esse portento da imparcialidade. Pergunta: você por acaso conhece a metodologia utilizada por essa Oxfam?

Segundo a bizarra metodologia da Oxfam -- que diz que 8 pessoas têm mais dinheiro do que metade da população mundial --, se você tirar um real do bolso e der para seu sobrinho de dez anos, ele vai ter uma riqueza maior do que "2 bilhões de pessoas somadas".

Sim, seu sobrinho instantaneamente passa a ser um magnata com mais riqueza que bilhões de pessoas juntas.

Como isso é possível? Porque a metodologia considera apenas a riqueza "líquida" (ou seja: patrimônio menos dívidas) das pessoas. E 2 bilhões de pessoas, tendo dívida, têm riqueza negativa.

Segundo essa metodologia, alguém que se formou em Harvard, vive num apartamento de cobertura em Nova York e ganha 100 mil dólares por ano mas tem 250 mil dólares em dívidas estudantis é mais pobre do que um camponês indiano que tem uma bicicleta, vive com um dólar por dia e não tem dívida.

Não importa se o cara de Harvard gasta centenas de dólares tomando McCallahan's 18 anos todas as vezes em que sai para a balada. Para a Oxfam, ele é mais pobre que o camponês indiano.

Ainda segundo esta metodologia, quando você compra um jatinho, você se torna imediatamente mais pobre. Como? Você acaba de assumir uma dívida de 25 milhões de dólares (incluindo juros) e adquiriu um patrimônio de valor de mercado de uns 20 milhões de dólares. Logo, você está 5 milhões de dólares mais pobre.

Para a Oxfam, quem viaja de jatinho usando financiamento é mais pobre do que quem viaja de ônibus pagando à vista.


Dica: não seja apenas mais um desavisado repetindo chavões ignorantes.

Classificar o "Relatório da Desigualdade" da Oxfam de farsa seria pouco
Esse debate precisa de uma comprovação de tal relação:

www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/11/1836839-commodities-pressionam-petrobras-e-vale-e-ibovespa-cai-3-dolar-sobe.shtml

oglobo.globo.com/economia/com-commodities-em-alta-bolsa-ganha-092-dolar-cai-043-20265162

extra.globo.com/noticias/economia/dolar-cai-abaixo-de-r325-com-recuperacao-de-commodities-japao-19834792.html

www.valor.com.br/financas/4530505/alta-de-commodities-impulsiona-bovespa-e-dolar-cai-para-r-355

https://economia.terra.com.br/dolar-cai-mais-de-1-com-valorizacao-de-commodities-e-fluxo,e48105674452ef52d0892d0a457891d2u3jzcvnm.html

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2016/08/02/dolar-cai-abaixo-de-r325-com-recuperacao-de-commodities-e-japao.htm

www.jornaldepiracicaba.com.br/economia_negocios/2016/11/commodities_pressionam_petrobras_e_vale_e_bolsa_cai_3_d_lar_sobe

https://www.poderjuridico.com.br/ibovespa-ganha-forcas-com-commodities-e-com-dados-dos-eua-dolar-cai-e-encosta-nos-r-320/

m.folha.uol.com.br/mercado/2016/09/1812849-commodities-derrubam-mercados-bolsa-cai-3-e-dolar-sobe-a-r-330.shtml

https://massanews.com/blogs/agronegocio/eugenio-stefanelo/precos-das-commodities-aumentam-em-outubro-e-dolar-cai-vDkl5.html

www.fiorde.com.br/wordpress/blog/bolsa-sobe-092-com-commodities-e-expectativa-de-aprovacao-de-pec-dolar-cai/

portalcm7.com/negocios/bovespa-sobe-2-5-e-d-lar-cai-1-com-salto-das-commodities/

www.aviculturaindustrial.com.br/imprensa/dolar-cai-commodities-sobem/20100615-105531-O832

www.referenciagr.com.br/china-e-commodities-animam-mercados-bolsa-sobe-4-e-dolar-cai/

www.arenadopavini.com.br/acoes-na-arena/com-commodities-em-alta-ibovespa-ganha-180-dolar-cai-r-255

www.istoedinheiro.com.br/commodities-incentivam-apetite-por-risco-e-dolar-fecha-em-queda/

https://economia.uol.com.br/noticias/valor-online/2013/12/10/dados-da-china-beneficiam-moedas-atreladas-a-commodities-e-dolar-cai.htm

www.valor.com.br/financas/4354060/dolar-sobe-194-puxado-por-cenario-politico-e-queda-de-commodities

exame.abril.com.br/mercados/dolar-abre-em-leve-queda-apos-japao-aprovar-medidas/

www.arenadopavini.com.br/acoes-na-arena/ibovespa-sobe-15-com-cenario-externo-e-commodities-em-alta-dolar-cai-para-r-392

g1.globo.com/economia/noticia/2011/05/derrocada-das-commodities-e-alta-do-dolar-pautaram-a-quinta-feira.html

https://economia.terra.com.br/panorama-dolar-sobe-commodities-e-bolsas-caem,50ae95246a40b310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

exame.abril.com.br/mercados/panorama2-acoes-commodities-sobem-e-dolar-cai-na-vespera-do-fed/

https://economia.uol.com.br/ultnot/2008/08/22/ult29u62955.jhtm

economia.estadao.com.br/noticias/geral,dolar-fraco-sustenta-commodities-imp-,709088

economia.estadao.com.br/noticias/geral,queda-do-dolar-ajuda-alta-de-commodities-diz-meirelles,206267

https://noticias.bol.uol.com.br/economia/2007/02/14/bolsa-quebra-3-recordes-num-dia-e-sobe-177-dolar-cai-abaixo-de-r-210.jhtm

Existem notícias de 2007 a 2017, todas com essa relação entre o dólar e commodities, é claro que existe exceções como o dólar caindo e o apenas o petróleo subindo ou do café, mas não postei por ser "simplista" demais. Veja que sempre tentam dar outras explicações sobre esse fenômeno.

Mas agora a parte que mais me agradou nessa pequisa foi exatamente isso:
https://tradingcafe.wordpress.com/2011/02/03/correlacao-entre-precos-de-commodities-e-a-moeda-de-cotacao/
economia.estadao.com.br/noticias/geral,dolar-fraco-sustenta-commodities-imp-,709088
economia.estadao.com.br/noticias/geral,commodities-caem-com-alta-do-dolar,528831
https://tradingcafe.wordpress.com/2011/02/23/o-dolar-enfraquece-udo-que-e-cotado-em-dolar-sobe-de-preco-petroleo-e-ouro-em-alta/
www.planetaforex.pt/relaciones_economicas_entre_divisas/


Embora alguns deles tentaram dar outras explicações sobre essa relação de dólar e commodities, enfim...

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Francisco Quiumento  16/09/2011 19:51
    A frase é fictícia, e é citada como sendo de Aristóteles em "O Nome da Rosa", mas aqui cabe como uma luva (logicamente, de nacional pelica!):

    "A ironia leva à verdade."

    Aguardemos o que a mercantilista China vai fazer em retaliação a esta ideia brilhante de "Noços Guias" (sic).
  • Felix  21/09/2011 15:38
    Acho que a China tá "andando" pra isso...
  • Diogo de Castro  22/12/2011 06:55
    Me desculpem .. mas dizer indústria que só se sustenta com protecionismo não merece existir... é a burguesia dizendo mais uma vez que os unicos que tem capacidade de Criar, Montar, desenvolver technologia é soh quem Já o Faz!!... Teriamos nós capacidade de fazer exatamente a mesma coisa que eh feita fora?.. \r
    \r
    Não temos doutores.. engenheiros .. suficientes?.. que se invista em educação... facil assim.. \r
    \r
    \r
    Mas dizer que Privatizar é a melhor saída... é ajudar quem ja controla a sociedade.. \r
    \r
    Nos somos os 99%
  • Peter Schiff  22/12/2011 07:20
    Eu sou o 1%. Vamos conversar? Watch me and educate yourself
  • Fernando Chiocca  22/12/2011 07:32
    Teriamos nós capacidade de fazer exatamente a mesma coisa que eh feita fora?..

    Nós quem?
    Brasieliros?
    Pq não nós paulistas? Teriamos nós capacidade de fazer exatamente a mesma coisa que eh feita fora do Estado de São Paulo?
    Paulista?
    Pq não nós paulistanos? Teriamos nós capacidade de fazer exatamente a mesma coisa que eh feita fora da cidade de São Paulo?
    E assim até chegar em você.
    Teriamos você capacidade de fazer seu prórpio iPad?


    Mas pode guardar suas "grandes ideias"pra você mesmo, por favor.
    Eu prefiro me beneficiar das vantagens da divisão do trabalho global.
    Usar de violência para obrigar brasileiros a pagar mais caros por produtos piores que forem produzidos dentro de uma fronteira imaginária, impedidno que eles compraem de quem eles quiserem, é uma sandice nefasta.



  • Bernardo Emerick  16/09/2011 21:08
    Leandro, você está escrevendo cada vez melhor! Eu rachei de rir ao ler que nós somos os passivos. Só faltou dizer que o Mantega está fazendo bronzeamento artificial para superar o Kid Bengala...

    Por fim, deixa apenas eu fazer uma breve correção. No parágrafo que começa com "é realmente difícil saber o que é pior", não se deve escrever "o fato do governo etc.", mas "o fato de o governo etc." Tirando essa distração, o seu texto está pronto para levar zero no Enem! Espetacular!
  • Leandro  16/09/2011 21:35
    Obrigado pelos elogios, Bernardo. E é verdade: a norma culta proíbe a contração da preposição com o artigo antes de um substantivo (embora para textos coloquiais isso não seja necessário).

    Mas é que quando falo do Mantega, perco minha cultura. Mantega e norma culta são imiscíveis. Aí sai isso.

    Grande abraço!
  • Bruno  06/12/2011 16:13
    Fiquei curioso sobre como são recebidas as redações de ideologia libertária no ENEM. Pesquisei redação+libertária+enem no Google, e me veio essa notícia, sobre uma redação do ENEM que foi publicada em um livro da UNESCO. Ao ler a tal redação, dá pra ter noção do que esses vermes de Brasília querem que pensemos.

    O título do texto é "Pátria madrasta vil" ... alguns trechos incríveis:

    "Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
    A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica."

    "As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)… ..."

    "Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
    Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos…"

    www.mundovestibular.com.br/articles/5348/1/Redacao-de-estudante-carioca-vence-concurso-da-Unesco/Paacutegina1.html
  • Marcelo  16/09/2011 21:38
    Perguntar qual é a política industrial de um governo seria equivalente a perguntar qual é a política de distribuição de celulares, computadores e TVs.

    No lugar onde estudo, esse tipo de pensamento (para TV, computador, celular, internet...) é amplamente aceito. Afinal, o Estado está fechando uma "brecha" dos "excluídos" da "sociedade informacional", tornando o acesso "democrático" e "promovendo" o "bem geral para todos". A premissa sempre fica dada. O argumento a favor de que o Estado consegue fazer isso não...
  • Leandro  16/09/2011 22:52
    A promessa de Mantega de que sua política industrial iria gerar "expansão dos investimentos, do desenvolvimento tecnológico e da capacidade produtiva" já começa a dar resultados.


    Chinesa JAC diz que IPI maior inviabiliza fábrica no Brasil

    O presidente da JAC Motors no Brasil, Sérgio Habib, disse nesta sexta-feira que o decreto que aumentou o IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) para veículos importados inviabiliza a construção da fábrica da montadora chinesa no país.

    O investimento previsto pela JAC nesta fábrica é de US$ 600 milhões.

    "Do jeito que está hoje, fica inviável [a construção]", disse.

    Habib ponderou que pretende negociar com o governo e que, por ora, o projeto não está suspenso.

    "Só começaremos a produção no início do ano que vem, e até lá, as coisas podem mudar. E acho que vão mudar."

    O executivo ressaltou, no entanto, que só poderá começar o projeto se houver "segurança jurídica de que seu investimento é viável economicamente".

    Ele garantiu que, por enquanto, a JAC tem estoque superior a 30 dias, e que até lá, a empresa não irá aumentar o preço dos carros. "Não vamos repassar isso integralmente. Por enquanto nossos preços continuam os mesmos."

    Segundo ele, a JAC pretende cortar custos em propaganda e margem de lucro das concessionárias e do importador.

    Mais cedo, a Abeiva (associação dos importadores de veículos) afirmou que a medida é lobby da indústria automotiva brasileira contra o crescimento do comércio de carros importados no país.

    O presidente da entidade, José Luiz Gandini, disse que a concorrência com os importados impede que as montadoras elevem os preços dos veículos no mercado interno.

    De acordo com a Abeiva, o consumidor deverá sentir o impacto do aumento do imposto maior no preço dos carros importados em cerca de um mês.

    O ministro Guido Mantega afirmou ontem que a mudança pode representar reajuste de 25% a 28% nos preços para carros que não atenderem às exigências.

    www1.folha.uol.com.br/mercado/976559-chinesa-jac-diz-que-ipi-maior-inviabiliza-fabrica-no-brasil.shtml
  • André  16/09/2011 23:49
    Apenas uma informação.\r
    \r
    Funcionários públicos, os concursados e não os em cargos de comissão, em sua maioria, estão IRRITADISSIMOS com o governo. A proposta da LOA para o executivo repete para 2012 um péssimo aumento, novamente abaixo da inflação.\r
    \r
    Os sindicalistas dos servidores foram comprados e aceitam o que o governo diz.\r
    \r
    Por outro lado, o governo cria a cada momento mais bolsas, auxílios, sistemas que precisam de servidores, além de muitas reposições com aposentadorias. Além disso há muitos funcionários terceirizados trabalhando em áreas proibidas pela CF 88. Em outras palavras, abrir concursos em geral, são determinações do TCU/MP para acabar ocm os terceiros. \r
    \r
    Agora pagar bem e dar estrutura para servidor é outra história. Não se enganem com alguns poucos abastados lotados na capital federal e os bajuladores. Vão ver o plano de cargos e salarios de um professor ou um servidor do ministerio da saude ou do trabalho, e as instalações desses pontos de atendimento em locais distantes de Brasília.
  • Luis Almeida  16/09/2011 23:58
    Ora, se os funças estão irritadíssimos com seus salários, então que caiam fora do setor público e vão para o setor privado fazer algo de útil pela primeira vez em suas vidas. Nada os impede, exceto a covardia -- e a certeza de gordos benefícios no setor público.

    Funças querendo reajuste estão na verdade querendo que o governo aponta armas para a cabeça dos trabalhadores brasileiros e confisquem deles ainda mais dinheiro para pagar esse aumento salarial dos funças. Qualquer pedido de reajuste salarial de funça é em si um ato completamente imoral.

    Que se explodam todos. Tirem a mão do meu bolso e vão trabalhar, vagabundos!
  • carlos wagner  17/09/2011 14:36
    Luis\r
    \r
    Seu comentario não condiz com o nivel intelectual deste espaço.
  • Leninmarquisson da Silva  18/09/2011 01:26
    Carlos Wagner;

    Desde quando falar a verdade, nua e crua, doa a quem doer, não condiz com o nível intelectual desse espaço?

    Se os funças estão irritadinhos problema é deles. Cada um colhe o que planta. Na hora de apoiar aumento de impostos vão todos lá fazer passeatinha, aí quando descobrem que não ganharam nem uma migalha do assalto, ficam chorando.

    Concordo com o Luís. Esses funças que se exfodam.
  • Absolut  19/09/2011 13:09
    O Luis se referiu aos funças grevistas.
  • Peterson Mota  19/09/2011 11:23
    Onde eu assino Luiz?
  • André Lima  20/09/2011 22:22
    Já fui funcionário público e posso dizer que essa visão do Luiz é preconceituosa e é de quem desconhece o setor público. Eu e meus colegas sempre trabalhávamos muito e fazíamos até hora-extra sem receber um tostão por isso. Por outro lado, em empresa privada, vejo muita gente fingindo trabalhar. E não digam que fui exceção, pois viajei o Brasil participando de congressos onde muitas ideias inovadoras dos "funças", como vocês dizem, ganhavam prêmios de reconhecimento, competindo com empresas privadas. Também não venham dizer que os funcionários públicos não podem reclamar dos salários, apenas pedir as contas e procurar outro emprego. Os empregados privados fazem isso? E para concluir, existe tolice maior que dizer que funcionário público faz passeata a favor de impostos? Eles pagam impostos como qualquer mortal, meu caro. Somente uma lógica canhestra associa aumento de impostos com aumento de salários dos "funças".
  • Gui  23/09/2011 00:53
    André Lima, ninguém aqui disse que todo funcionário público é idiota. Aliás, essa é uma das perversidades dos disputados concursos públicos, que retiram grandes cérebros dos setores produtivos. E se você testemunhou colegas esforçados no serviço público, onde desempenho conta pouco, imagina o quanto eles se dedicariam na iniciativa privada.\r
    \r
    Bom, se um empregado só finge trabalhar, o problema é só do seu empregador, e esse tipo de tolerância está longe de ser a regra na iniciativa privada. Pensa em um servidor estável fazendo greve, operação tartaruga, etc, e agora pensa em um vendedor de shopping tentando adotar um desses expedientes.\r
    \r
    No mais, deixa de ser hipócrita. A tributação é condição "sine qua non" de qualquer gasto do estado, então SEMPRE que alguém sustenta que o estado deve invistir, contratar, financiar, subsidiar, aumentar salários, esse alguém está pedindo que o estado antes tribute.\r
    \r
    O servidor pode pagar uma bolada de IR e previdência, achando ruim, claro, mas sabendo que é um "recebedor líquido de tributos", que deixa 3, mas leva 10.\r
    \r
    Todo mundo que defende os gastos do estado espera ser um recebedor líquido, ou seja, quer pagar x, mas receber muito mais que x em benefícios pagos com o dinheiro de outros súditos. Isso, meu caro, é exatamente o que Bastiat constatou há séculos, na lição que é, muito provavelmente, a mais relevante de todas, e bem resume a lógica da adoração estatista:\r
    \r
    "O estado é a grande ficção por meio da qual todos querem viver às custas de todo o resto".
  • Cerqueira  23/09/2011 07:36
    'Aliás, essa é uma das perversidades dos disputados concursos públicos, que retiram grandes cérebros dos setores produtivos. '

    É muito bizarro que justamente aqui tenha gente que acredita nessa conversa de concurso selecionando os 'melhores'
    Melhores em que, em decoreba? Ler uma coisa e repetir mil vezes, não vai muito além do nível de um papagaio.
    Uma vez mostrei uma prova de informatica de concurso pra um amigo meu que trabalha na área.Ele ficou impressionado com tanta falta de noção, eram questões que parecem difíceis mas que na verdade não tem sentido nenhum.Coisa que um profissional da área não sabe porque NÃO TEM que saber.
    Nem sei se vcs vão publicar isso, mas enfim...
  • Titônio  17/09/2011 00:05
    Alguém já fez um comparativo sobre a relação entre empregos existentes nas indústrias de automóveis e nas redes de concessionárias? No caso dos importados, para cada emprego que dizem proteger na indústria nacional de carros quantos empregos serão fulminados nas redes de concessionárias dos importados? Cada concessionária emprega desde faxineiras e seguranças até técnicos especializados e executivos, passando pelos vendedores e uma legião de mecânicos, entre muitas outras funções, sem falar que os salários nessas concessionárias geralmente são mais altos que os das concessionárias de carros nacionais. Daí aparece alguém (de camisa e boné vermelhos) dizendo:"mas vão diminuir os empregos nas concessionárias de carros nacionais", mas esquecem que esses trabalhadores poderão ser absorvidos pelas concessionárias de carros importados, até mesmo com remuneração maior, pelo fato de já estarem no ramo.
  • Fernando Ulrich  17/09/2011 01:20
    Leandro, brilhante! Vc articulou a minha indignação muito melhor do eu poderia ter feito! Brilhante! Por sinal, estava sentindo falta de dar umas risadas lendo teus artigos. Hehehe... é uma pena o assunto ser tão sério, pois está hilário!
  • Leandro  17/09/2011 02:26
    Muito gentil, Ulrich. Obrigado. Grande abraço!
  • Marcelo Soares  17/09/2011 09:42
    Bom , com relação á sobretaxação dos carros importados , penso que é correta. No entanto , o governo usou mais que um peso e uma medida: deixou de prejudicar as importações dos carros fabricados na Argentina e México , o que foi um grande erro...O governo errou em não abranger essas duas localidades , uma vez que os maiores importadores de veículos são justamente o "Big Four" da "indústria nacional"!! Resta saber QUANTO os srs. Guido Mantega e Aloízio Mercadante ganharam de caixinha para tomar tal decisão.Enquanto isso , o consumidor brasileiro é obrigado á comprar os "nacionais" , que se não são ruins também não são bons. Parabéns ao senhor Leandro Roque pela crônica.
  • Yassu  17/09/2011 09:54
    Parabéns por esse artigo Leandro!

    Estou a muito tempo desanimado e deprimido. Penso que só uma passagem aérea de ida poderá atenuar os sinto...
  • Russo  17/09/2011 12:17
    Excelente texto!

    Colocarei em um forum de Grand Strategy para outras pessoas terem o prazer da leitura.
  • Álvaro  17/09/2011 12:41
    Excelente artigo!
  • Jonas Lopes  17/09/2011 13:21
    Parabéns Leandro, pelo artigo. É tão fácil, exigir de nossos fabricantes que melhorem a qualidade dos veículos para serem competitivos e a maneira mais fácil que acharam foi taxar os impostos dos importados. Encomendei um Picanto p/ minha esposa e agora estou na dúvida, pois o aumento sobre ele será de aproximadamente R$2.000, mesmo mais caro ele fica abaixo do preço dos nacionais com muito menos opcionais, também estava aguardando o Elantra e agora vou aguardar, pois isto é uma vergonha. Fui ver o Cruze, melorou um pouco em realção ao Vectra, porém não dá para comparar com Elantra e além de tudo à um preço de R$78.000. Vamos ver aonde vai dar, acho que a Abeiva e Mandini, não devem ficar quietos. cadê a concorrência, realiação a este governo que não sabe o que fazer.
  • Wellington  17/09/2011 14:18
    Fomos Roubados, vamos parar de comprar Carros deixar os pátios super lotados. Não somos burros queremos os mesmos carros dos europeus e americanos com preço justo. Chega de LUCRO BRASIL, roubando quem trabalha honestamente neste país, sabemos que não é o caso de Palocci, Mantega, Sarney e etc esses andam de carros de luxo pago pelo povo. Chega!!!
  • Rovison  17/09/2011 16:17
    Os carros importados, exceto os provenientes do Mercosul e do México, já pagam todos os impostos que um carro nacional paga e mais uma alíquota de importação de 35%, o que resulta numa carga tributária escorchante sobre os importados, mas o governo não satisfeito decide aumentar ainda mais essa carga tributária com a elevação em 30 pontos perecentuais do IPI. Estamos retrocedendo à década de 1980. A única coisa que podemos fazer é boicotar a compra de carro fabricado no Brasil pelos próximos 12 meses.
  • mcmoraes  17/09/2011 18:19
    Existem outras formas de protesto: Nove (outras) razões para evadir impostos.
  • Carlos   18/09/2011 13:09
    O problema é a passividade do povo brasileiro - se revolta, mas aceitam numa boa.\r
    Tá na hora de agir, vamos nos manifestar. É só não comprar carro das quatro grandes montadoras nacionais (FIAT, VW, GM e FORD), até que as mesmas e o Governo mudem de ideia. \r
    Ficar esperando que somente a ABEIVA faça algo para convencer o Governo Ditado do PT, não dará em nada. VAMOS PARTICIPAR... VAMOS BOICOTAR... Essa de o Governo determinar o carro que devo comprar... E me punir se eu optar por um carro melhor, aplicando taxas abusivas... Isso eu não aceito...\r
    \r
    Nenhum carro popular nacional dispõe de série Ar condicionado, Direção Hidráulica e Vidros elétricos. Que dirás ABS e AirBag Duplo por menos de R$30.00,00.\r
    \r
    Não aguento mais esses carros nacionais pé-duro/peladão e caros. \r
    \r
    Vamos boicotar... Boicote Já!\r
  • Fernando Z  18/09/2011 14:23
    Esse caso do aumento de imposto para produtos Chineses de certa forma é uma comprovação de que o mundo tem uma divisão de elites? Uma divisão do ocidente e do oriente?
  • Capitale  19/09/2011 04:53
    E o Brasil ainda quer que outros países façam coisa parecida...

    economia.estadao.com.br/noticias/economia,brasil-vai-propor-na-omc-barreiras-comerciais-contra-a-guerra-cambial,84576,0.htm
  • Steve Ling  19/09/2011 10:35
    Não é de se espantar termos um ministro do quilate de Guido Mantega, afinal tivemos um ministro que no momento em que assumiu sua empresa esta em concordata. O mais incrivel é que muitos acreditam que ele foi um grande Ministro graças ao plano cruzado.
  • Wellington  19/09/2011 10:38
    Mais um absurdo, com certeza alguém molhou a mão de alguém, só demostra a incapacidade do PT de gerir o país e sem duvida somos nós os maiores prejudicados, temos que dar uma resposta simples a este cartel das 4 grandes montadoras, simplesmente não comprando nada, ao invés de prejudicar os carros que vem da China, Coreia e etc deveriam oferecer carros de qualidade e competitivos.
  • Luiz Augusto Victorino Alves Corrêa  19/09/2011 17:37
    O aumento do IPI dos autos importados foi uma das maiores idiotices do Mantega. Além de proteger algumas poucas montadoras e o sindicato, todo o restante do país será prejuticado.\r
    \r
    Se não bastasse o absurdo da medida, a maneira que foi feita eleva ao cubo o absurdo. Qual o respeito do governo pelos vários empresários que fizeram investimentos e planejamentos, e de um dia para outro, sofrem desvantagem de uma alíquota 30% maior que de alguns concorrentes.\r
    \r
    Se Mantega está realmente preocupado e quer proteger a indústria automobilistica nacional, deveria começar reduzindo impostos sobre energia elétrica, desatando o emaranhado tributário, propiciando logística decente e flexibilizando as leis trabalhistas.\r
    \r
    Guido Mantega concorda com o marido que encontra a esposa traindo no sofá, e este resolve jogar o sofá fora para resolver o problema.
  • anônimo  19/09/2011 18:23
    Excelente texto, mas confesso que o tom cômico me deixou ainda mais triste com a situação, triste senhores... acredito que a fase da indignação já consumiu todas as minhas energias a tempos, notem bem eu sou MARANHENSE! Se Mantega é adepto dos preceitos econômicos soviéticos de algumas décadas atrás (mesmo George Orweel ficaria surpreso com os rumos que o duplipensar tomou aqui no Brasil, cheguei até a imaginar que nosso ministro fez um estudo minucioso sobre a obra do autor britânico, mas logo me dei conta de que ele nunca seria de tal sensibilidade), então é sensato afirmar ser Sarney no mínimoo o maior representante dos senhores feudais da atualidade, sendo o maranhão seu pedacinho de terra de onde primeiramente extirpou suas riquezas ilícitas, aqui não há lei de mercado quase ninguém prospera por mérito próprio, as relações econômicas são pautadas no mais descarado clientelismo, certamente não há lugar algum no Brasil onde fique mais evidente a cultura do "Você sabe quem eu sou?" A população naturalmente permanece na mais absoluta ignorância e pobreza, afinal nosso senhor feudal é o controlador dos meios de comunicação e ensino (que ensino? o maranhão teve o pior despenho do país no enem), o poder executivo é absolutamente disfuncional pois existe apenas para atender as necessidades de uma pequena parcela populacional e enriquecer (mais ainda!) o restrito grupo político vigente há cinquenta anos através de obras fantasiosas propagandeadas em época de eleição, vocês não fazem ideia das barbaridades que acontecem nesse estado para manter a população desinformada dos ilícitos praticados por nossos políticos, só para efeito de ilustração recentemente a revista Istoé desapareceu de todas as bancas de São Luís por trazer em sua reportagem de capa denúncias de corrupção no programa Saúde é Vida da governdora Roseana Sarney que prometeu entregar 72 hospitais em seu mandado, o mais lamentavel é que já decorridos 2 anos de governo absolutamente nenhum tijolo dos hospitais foi colocado e já existem propagandas até com hospitais repetidos!( marrapa.com/?s=Governo+distribui+revista+do+programa+'Saúde+é+Vida'+com+hospitais+'repetidos' ) Quase todo o judiciário daqui, principalmente os tribunais colegiados, são muito semelhantes aos da santa inquisição exceto não ser a igreja a decidir o culpado e sim o grupo sarney-murad, mas isso não é nenhuma novidade lembrem-se que na ultima quinta feira até o STJ anulou as provas obtidas pelo Ministério Público e a PF contra Fernando Sarnay filho do senador.
    Gosto muito do meu estado mas a sua atual situação é pertubadora e eu honestamente já perdi completamente a fé em alguma mudança efetiva, a solução é mesmo comprar uma passagem só de ida como o amigo Yassu já havia dito!


  • Mateus Moreno  19/09/2011 19:23
    Desculpem esqueci de me identificar no comentário acima, meu nome é Mateus Moreno sou aluno de medicina da UFMA e apenas mais um maranhense cansado de viver em meio a miséria desse estado.
  • Bruno  20/09/2011 12:33
    Excelente artigo... Infelizmente essa é a grande verdade, nossos políticos "protegem" as montadoras nacionais, até quando? Carros com interiores de plásticos, extremamente mal acabados e com preço absurdo (li que o Brasil é o país no qual mais de lucram com as vendas de carros zero Km), VAMOS BOICOTAR, eu por exemplo nunca mais comprarei um carro nacional.
  • maycon  20/09/2011 12:34
    Gostei muito do seu texto, porém faltaram soluções!!!
    Por favor coloque soluções, devemos deixar um pouco a internet e irmos mais além, afetar de qualquer maneira esse tipo de abuso.

    Não troquem seus carros, não comprem tal marca, não compre carros 0Km.Tomem medidas, não se submetam a tudo. Utilizem ônibus, vans, vamos combater de alguma maneira.
    Protestar não é somente ir nas ruas, os objetivos podem ser atigindos de várias formas desde que todos se juntam.

    Abraços

    Maycon
  • anonimo  22/09/2011 11:38
    www.libertarios.com.br
  • Leninmarquisson da Silva  20/09/2011 14:22
    Maycon;

    A solução é bem simples: acabar com o Estado.

    Como fazer isso, num país que supera até mesmo a Rússia em Estatolatria, sem poderes sobrenaturais, eu já não sei. Aliás, é através da conscientização e blá blá blá...
    Mas todos sabemos que o brasileiro é o filho da puta mais ignorante, arrogante e parasita de todos; quando você explica tudo a ele, ele simplesmente retruca com "eu como sua bunda e foda-se o lobby automobilístico, com FHC eu andava de bicicleta e agora eu tenho um golzão 2001 1.0"

    Enfim, eu também estou frustrado, justo agora que meu pai ia trocar a mercedes dele por uma mais nova, esse porra do Mantega vem e fode tudo.
    Também gostaria de medidas mais práticas, mas não dá pra escapar das garras desses monstros. Opção mesmo só enxergo essas:

    1- Boicotar as carroças nacionais e comprar importados mais absurdamente caros do que nunca, sendo que é bem provável que a qualidade deles caia, ao menos no atendimento/garantia, já que as opções simplesmente sumiram. Nessa a gente ajuda o Estado a arrecadar mais impostos. Ele ganha, a gente perde.

    2- Fazer voto de pobreza e utilizar o transporte "público", bicicletas ou andar à pé; o que agradaria muito aos comunistas do governo, além das viações que também fazem lobby com o governo, especialmente no Rio de Janeiro. Novamente, o Estado ganha e a gente perde.
    Mas vans "ilegais" seria ideal. Afinal, geralmente são motoristas independentes sem vínculos com o Estado...

    3- Comprar seminovos fora das concessionárias. Talvez a melhor opção?

    Imagino que não sejam essas as melhores opções, mas a princípio é o que consegui enxergar. Gostaria de mais alternativas também...
  • Giovanni P  21/09/2011 17:24
    O melhor protesto é a revolta fiscal. Fuja das notas fiscais, venda sem nota na sua empresa, atrapalhe a vida dos lojistas que quiserem fazer nota fiscal em seu nome. A sonegação é uma virtude. Compre nas lojas que não dão nota. Compre ouro no mercado negro de ouro da sua cidade.

    Declare o IR, mas não pague. Não pague IPTU (a prefeitura não pode fazer nada contra quem não paga o IPTU, ao menos não facilmente). Identifique falhas no recolhimento de impostos e aproveite-as, o Estado é grande demais, eles não têm controle sobre tudo.

    Crie um mercado negro. Se criarmos e expandirmos aos poucos vários mercados negros pelo Brasil, lentamente tomaremos conta. Cada centavo que deixarmos de pagar em imposto é um centavo a menos para ser usado contra nós (em medidas que nos tomarão muitos outros centavos).
  • Absolut  21/09/2011 19:25
    E um centavo a mais para comprar espaço na mídia visando à divulgação da Escola Austríaca de Economia...
  • Gui  23/09/2011 00:02
    Essa sua conclamação, Giovanni P, realmente me emocionou... a desobediência civil (resistência pacífica a ordens ilegítimas) deveria ser incorporada ao DNA de toda pessoa de bem, e a revolta fiscal é indubitavelmente uma forma muito efetiva de podar o monstro.\r
    \r
    Pessoal, que tal uma cartilha?
  • Observadordepirata  19/11/2011 17:25
    Caro Giovanni P

    Voce não faz idéia de quanto é rápido hoje perder um imóvel por falta de pagamento de IPTU. Claro que essa regra não vale na favela, mesmo porque, lá ninguém quer saber o que é isso! Experimente dever por um ano o IPTU e veja o que incide de multa, mora e juros, em apenas um ano. Voce vai achar o seu banco o melhor amigo do mundo! Vai convidar o gerente pra passear na pracinha de mãos dadas com ele! O estado hoje vampiriza a sociedade e já me disseram que os morcegos hematófagos estão totalmente humilhados com isso !
  • san  04/02/2012 05:48
    a coisa mais facil que existe é perder uma casa se não pagr o IPTUprimeiro a prefeitura te cobra se vc não paga mandam pra justiça ou vc paga ou tiram sua casa.
  • Alinson  20/09/2011 16:08
    A esquerda vive de falácias: rede.outraspalavras.net/pontodecultura/2011/09/20/ipi-sobre-automoveis-o-populismo-de-direita-e-o-debate-relevante/
  • Bruno  20/09/2011 16:49
    É brabo. Nem o Ron Paul salva esse mundo.
  • Fabricio  22/09/2011 13:28
    Esse Margarina (Mantega) é liso. Um verdadeiro tempero ao paladar das montadoras nacionais, preservado-nas as fatias do pão do mercado. Feliz café da manhã ao ler o jornal, só não se esqueça da Margarina ou Manteiga, prefira chama-lo como quiser!.
  • Isaías Barbosa  23/09/2011 18:28
    JAC criticou o aumento do IPI brasileiro e o chamou de "irracional"

    Segundo uma resposta por escrito da JAC à Folha, a política do governo brasileiro em aumentar o IPI é "descontínua, irracional e parcial". Para a empresa, O Brasil abalou a confiança das empresas chinesas no país, uma vez que a montadora foi a que mais vendeu carros neste ano, cerca de 14,5 mil.

    No mês de agosto, a JAC Motors anunciou uma nova fábrica prevista para 2014. De acordo com a companhia, seriam gerados 3.500 empregos diretos e mais 10 mil indiretos.

    exame.abril.com.br/negocios/empresas/noticias/jac-interrompe-abertura-de-fabrica-brasileira-e-critica-aumento-do-ipi
  • amauri  26/09/2011 08:15
    Bom dia Leandro!
    Voce já leu o artigo na Folha de ontem do N. Roubini?
    Quais os estados que ele acha que ainda tem como injetar dinheiro na economia? Ele ainda insiste nisto? abraço
  • amauri  27/09/2011 08:35
    Bom dia Leandro!
    No governo FHC ('1995/2002) a despesa total (correntes e capitais) foi de 27,71% do PIB e a receita total (correntes e capitais) foi de 24,02% do PIB, gerando um déficit fiscal nominal de 3,69% do PIB.

    No governo Lula (2003/2010) a despesa total (correntes e capitais) foi de 31,69% do PIB e a receita total (correntes e capitais) foi de 27,54% do PIB, gerando déficit fiscal nominal de 4,15% do PIB.

    Nos sete primeiros meses do governo Dilma a despesa total (correntes e capitais) foi de 27,46% do PIB e a receita total (correntes e capitais) foi de 28,61% do PIB, gerando superávit fiscal nominal de 1,15% do PIB.

    A dotação orçamentária das despesas da União para o exercício de 2011 é de R$ 1.290,3 bilhões, tendo sido empenhado até julho de 2011 o montante de R$ 882,9 bilhões e liquidado R$ 624,0 bilhões.

    Isto significa que o governo atual está mais cauteloso? abs
  • Fernando  17/10/2011 21:08
    Há! - que saudades dos noeliberais da era FHC, esses sim é que eram ministros/economistas de verdade. Quando deixaram o poder, este país era de uma prosperidade impar.
    Empregos em abundãncia, reservas cambiais elevadas, salário mínimo nas alturas.
    Que país é este que atualmente vivemos, sem emprego, com uma economia em baixa, reservas cambiais quase zeradas, tb foram entregar este país a um metalúrgico e a uma terrorista, esperar o quê?
    O famoso muro foi derrubado, qdo será que os muros no México e Israel vão ser demolidos?
  • Leandro  17/10/2011 21:17
    Veio ao site errado para fazer propaganda política e ideológica, meu caro Fernando. Qualquer crítica que você faça a qualquer partido político terá em nós um sólido aliado. Aliás, para lhe dar uma ideia, pode começar por este artigo.

    Abraço!
  • Isaias Barbosa  25/10/2011 18:03
    Alta de IPI sobre importados é um 'sucesso', diz Mantega

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, classificou como uma medida de "sucesso" a elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os veículos. Para Mantega, o anúncio de novos investimentos de empresas no Brasil é a prova "cabal" de que a medida está surtindo efeito. Mantega relatou que dados da Anfavea apontam investimentos de US$ 21 bilhões entre 2011 e 2014.

    Segundo Mantega, os objetivos que o governo perseguia com a adoção das medidas foram atingidos, o de garantir que nesse momento de crise internacional e de grande disputa da concorrência que o mercado brasileiro fosse desfrutado pelas empresas que fazem investimentos no Brasil, geram empregos e pagam tributos. "Está surtindo efeito depois que estamos vendo várias fábricas anunciarem novos investimentos", disse.

    www.dgabc.com.br/News/5922205/alta-de-ipi-sobre-importados-e-um-sucesso-diz-mantega.aspx

    _____ ---- ______


    JAC suspende abertura de fábrica no Brasil e chama governo de 'irracional'

    A montadora chinesa JAC Motors congelou a abertura de fábrica no Brasil e considera que o aumento da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) fere as diretrizes da Organização Mundial do Comércio (OMC), diz reportagem do jornal Folha de S.Paulo nesta sexta-feira. De acordo com o texto, o investimento previsto era de US$ 600 milhões para produzir 100 mil veículos por ano.

    No mês de agosto, a JAC Motors anunciou uma nova fábrica prevista para 2014. De acordo com a companhia, seriam gerados 3.500 empregos diretos e mais 10 mil indiretos.

    www.memesgestao.com.br/jportal/portal.jsf?post=36493
  • Leandro  25/10/2011 18:09
    Ótimo exemplo do corporativismo e do "capitalismo de compadrio" que dominam nossa economia. O governo ordenou e as montadoras -- aquelas privilegiadas pelo sistema -- imediatamente "anunciaram" investimentos, exatamente como forma de agradecer ao governo que ciosamente as protegeu da concorrência, fechando o mercado.

    E a imprensa, como sempre, fazendo seu papel servil, noticiando sem mostrar a realidade.

    Tempos difíceis.
  • Maurício Goncalves  26/10/2011 23:04
    É verdade, Leandro. De acordo com este site de notícias, o governo convocou as empresas para exigir investimentos.

    Ou seja, ligou para cobrar o favor:

    "O ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai cobrar dos representantes das montadoras instaladas no Brasil vai cobrar um compromisso com a manutenção dos empregos no setor e dos preços dos automóveis. O governo entende que estas deveriam ser as contrapartidas das empresas ao aumento do IPI para carros importados.O ministro não está satisfeito com a sinalização de que as montadoras podem reduzir vagas em função da queda nas vendas de veículos. Também entende [??????] que não há motivo para reajuste das tabelas de preços."

    Vai ser difícil desarmar esta arapuca que o governo montou com as grandes corporações.

    Só resta saber de onde vai vir este dinheiro. Só falta o governo financiar as montadoras através do BNDES...

  • Leandro  26/10/2011 23:42
    Obrigado pelo link, Maurício. Como se vê, o corporativismo mussoliniano agora é explícito no Brasil. De certa forma, isso é até bom: fica mais fácil explicitar para o cidadão comum como o governo sempre atua contra ele.

    Aí é ficar na esperança de que, um dia, a maioria entenda isso.

    Grande abraço!
  • Observadordepirata  19/11/2011 17:12
    Se a indústria dependesse desses lixos do dirigismo, para o fabrico e distribuição de um parafuso sequer, as linhas de montagem paravam no dia seguinte. Eles, não contentes com a própria incompetência, dormem e acordam pensando no que farão, para no próximo passo, ferrar o consumidor, algum setor da economia, conspurcar qualquer coisa que seja, pois isso deve ser fruto de enorme prazer para eles. Governo no Brasil é o maior atraso de vida! O Brasil será sempre uma sombra do que poderia ser , por conta da oligofrenia dessa gente. Roberto Campos, visionário como sempre, já falava: tem uma coisa no Brasil que jamis sofrerá escassez, a BURRICE.
  • Isaias Barbosa  23/11/2011 16:37
    Aumento do IPI de carros importados beneficia trabalhadores, diz ministro

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira que a decisão do governo de aumentar o IPI dos carros importados teve o objetivo de privilegiar os trabalhadores brasileiros. Segundo o ministro, o cidadão é visto prioritariamente como trabalhador e, depois, consumidor.

    (...)

    Mantega respondeu que, nos últimos cinco anos, os preços dos carros novos subiram menos que a inflação. Ele disse também que não haverá reserva de mercado, pois as montadoras que ainda não estão instaladas no País querem entrar.

    diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=330549&modulo=968

    Oh! Que bom anjo é este Mantega!
  • Daniel Marchi  18/12/2011 08:25
    Mesmo o que é ruim sempre pode piorar...

    Brasil vai aumentar defesa comercial, diz Mantega
    www1.folha.uol.com.br/poder/1022934-brasil-vai-aumentar-defesa-comercial-diz-mantega.shtml

    "O Brasil vai adotar uma série de medidas de defesa para blindar o mercado brasileiro contra produtos importados que se valem de meios de "concorrência desleal" (subfaturamento) e de barateamento artificial devido ao "câmbio manipulado". Segundo o ministro Guido Mantega (Fazenda), o governo vai reagir com impostos de proteção para alguns setores."
  • Leandro  14/03/2012 06:35
    BMW pode desistir de fábrica

    A demora do governo em anunciar o novo regime automotivo -- esperado desde o fim de 2011 -- atrasa planos de novas montadoras no País. A última data prevista foi esta semana. Dependendo do conteúdo, o novo regime pode afugentar investimentos, ao contrário do que pretende o governo.

    Hoje o diretor de produção da BMW, Frank-Peter Arndt, disse na Alemanha que o grupo pode desistir de construir uma fábrica local, em Santa Catarina ou São Paulo. "Não iremos para o Brasil para termos prejuízo."

    A fábrica deveria ter sido anunciada em novembro. Foi postergada por causa da medida que aumentou o IPI em 30 pontos porcentuais para carros importados (que não tenham 65% de nacionalização). Na época, o governo avisou que empresas com planos de produção local teriam regime especial.

    "Estamos aguardando a divulgação do novo regime para avaliar todo o projeto, refazer as contas e ver se é viável ou não", disse o presidente da BMW do Brasil, Henning Dornbusch. Segundo ele, a fábrica "é muito interessante" para o grupo, mas a matriz está preocupada com as novas regras para o setor no País.


    A alta do IPI deve ser mantida além de 2012. Novas montadoras, segundo fontes, terão direito a um crédito presumido. Ainda não se sabe se será devolvido quando a fábrica iniciar operação ou se haverá agenda progressiva de acordo com o cumprimento de etapas da produção.

    A BMW vê com dificuldade a primeira opção, pois teme que nos três anos em que a fábrica estiver em construção terá de trabalhar com preços mais altos, o que pode dificultar a formação de caixa e ampliação da rede. No ano passado, a marca abriu 11 concessionárias, processo interrompido neste ano.

    Sobre o conteúdo regional, é possível que o governo estabeleça 45% para o primeiro ano, 55% para o segundo e 65% para o terceiro. Mesmo o índice menor é visto com relutância por algumas empresas, como o grupo Brasil Montadora de Veículos, que planeja fábrica no Espírito Santo para montar os modelos chineses Haima e Changan, e o coreano Ssangyong. O grupo avisou que o projeto só será confirmado se houver flexibilização do regime.

    economia.estadao.com.br/noticias/economia,montadoras-freiam-producao-industrial,105943,0.htm
  • Leandro  05/10/2012 09:52
    É praticamente impossível comentar qualquer notícia que envolva estes dois cavalheiros (Mantega e Pimentel) sem emitir uma profusão de palavras de baixo calão. A notícia de hoje serviu para coroar tudo. Aviso: o setor automotivo nacional encontra-se já estatizado.


    Governo anuncia novo regime para o setor automotivo brasileiro

    "O governo quer que a indústria invista e, para isso, montou uma estratégia. A partir de janeiro, vai punir com um aumento de 30 pontos percentuais do IPI as empresas que não cumprirem exigências de investimento mínimo em pesquisa e desenvolvimento, e em engenharia.

    As montadoras terão que aumentar as etapas de fabricação realizadas no Brasil. No caso dos carros, são 12 etapas, como soldagem e fabricação do motor. Em 2013, seis deles precisarão ser nacionais e em 2017, oito. Além disso, no prazo de cinco anos, todos os carros terão que sair da linha de montagem com selo do Inmetro que classifica o consumo de combustível.

    Quem cumprir tudo isso poderá pleitear o desconto da nova alíquota do IPI, mas para isso, uma nova condição: ter pelo menos 55% dos componentes de fabricação nacional. Quem superar as metas poderá ter redução ainda maior do IPI. O regime automotivo protege as montadoras instaladas no Brasil e tenta promover a chegada de novas. [u]Os veículos importados vão continuar pagando a taxa extra de 30% do IPI[/b]."


    De um lado, é bem feito para as montadoras, que correram para o governo para que este fechasse o mercado contra os importados e as protegesse. Agora, elas estão no cabresto.

    Se você já tem carro, sugiro que cuide muito bem dele, faça a manutenção em dia e garanta ao máximo sua sobrevida. Os carros futuros tendem a ser vagabundos e com peças de reposição mais caras e de mais baixa qualidade. Se você não tem carro, se estrepou. O carro zero que você comprar vai lhe deixar na mão com muito mais frequência.

    Tenho um Palio 1.3 16V modelo 2002 que nunca me deixou na mão. Obviamente, boa parte de sua mecânica é importada. Não o troco por nenhum carro popular zero atual. Ainda mais agora, que voltamos à década de 1980.
  • Felipe  05/10/2012 10:57
    É extremamente desanimador ver essas notícias, Leandro. Eu simplesmente fico imaginando o motivo da inércia de tanta gente que sabe que isso é puro suicídio econômico. Isso é pura palhaçada. No mais, mais um excelente artigo, Leandro. Parabéns!
  • Catarinense  05/10/2012 11:49
    O pior é que muitos vão aplaudir estas medidas, achando que assim o governo está colocando um "freio" na lucratividade dos malvados capitalistas e fomentando o avanço tecnológico...
  • Blah  05/10/2012 12:11
    Sabe o que mais me diverte? Os que defendem essas medidas ficam reclamando dos preços dos carros e de outros produtos no Brasil, e costumam comprar produtos de sites que importam tudo da China. Ou seja, protecionismo é legal, mas os preços por aqui são altos demais, melhor comprar da China! heheheeh


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