A educação estatal - e como ela seria em um livre mercado

N. do T.: o artigo a seguir foi adaptado para a realidade brasileira

 

De todos os passos que foram dados rumo ao caminho da servidão, qual foi o pior?

Em minha opinião, foi o de permitir que o estado educasse nossos filhos, seja diretamente por meio de escolas públicas, seja indiretamente por meio de escolas privadas reguladas integralmente pelo Ministério da Educação.

Dado que a educação que nossos filhos recebem é toda controlada por funcionários públicos, que operam dentro das normas estabelecidas por um sistema estatal, não é surpresa nenhuma que nossos filhos cresçam acreditando que:

  • o estado é um árbitro justo, imparcial, amoroso e caritativo, ao contrário de empreendedores privados, que agem somente em interesse próprio;
  • programas governamentais realmente entregam aquilo que prometem e, sem eles, as pessoas estariam em situação muito pior;
  • sem a saúde e a educação públicas, e sem programas de assistência social do governo, todos morreríamos doentes ainda muito jovens, seríamos analfabetos e as ruas estariam repletas de pessoas passando fome; e
  • o estado é o país, e é nosso dever patriótico apoiar toda e qualquer política idiota que o governo decida implementar.

A educação é um desastre.  Se você não acredita em mim, pergunte aos próprios políticos.  Todo ano de eleição eles aparecem para nos contar como a educação está terrível — crianças que não conseguem ler em idade já avançada, violência nas salas de aula, professores incapacitados e mal pagos, infraestrutura precária e aos pedaços, drogas sendo vendidas dentro das escolas, salas de aula com excesso de alunos etc.

É claro que todos os políticos têm na ponta da língua soluções que irão sanar todos estes problemas.  Porém, mesmo depois de eleitos, e de implementarem suas soluções, eles sempre voltam nas eleições seguintes dizendo como a situação da educação continua terrível.

A política e as escolas públicas

A primeira coisa que precisa ser entendida a respeito das escolas públicas é que elas não são instituições educacionais.  Elas são agências políticas — logo, são controladas pelo grupo que tenha mais influência política.  E isto exclui você e eu.

Não é de se estranhar, portanto, que suas políticas de ensino e de funcionamento sejam ditadas pelos sindicatos dos professores e dos funcionários, bem como pelas fantasias utópicas das universidades nas quais esses professores se formaram.  Não existe um sistema de recompensas ou de incentivos para inovações.  Mesmo os professores mais bem intencionados não têm oportunidades para utilizar métodos originais, lógicos e sensatos para resolver problemas rotineiros.  Não há nenhuma chance de se recompensar aqueles que demonstram um desempenho superior.  É a burocracia quem comanda tudo, e a ela todos devem ser submissos.

Para piorar, as escolas públicas acabam ensinando muitas coisas que iriam deixar os pais apavorados — isto se os pais soubessem exatamente o que se passa nas escolas.  Orientação sexual e "kit-gay" são apenas a ponta do iceberg.  Os alunos são ensinados a atormentar seus pais para que eles reciclem lixo, para que fechem a torneira do chuveiro enquanto estiverem se ensaboando durante o banho, e para que adotem inúmeros outros rituais da nova religião ambientalista.  Literatura clássica quase nunca é mencionada.  Quando o é, é apenas para mostrar como as pessoas já foram ignorantes e insensíveis, e não para mostrar aos alunos a complexidade da vida e a riqueza do idioma.

Tempo e recursos parece haver de sobra para ensinar as crianças a se conformarem com a ideologia e o pensamento politicamente correto da moda.  Porém, se os pais reclamam que seus filhos não estão aprendendo ciências, português, história e matemática, os políticos respondem que está faltando dinheiro, os professores respondem que são mal pagos e vários "agentes sociais" dizem que a nova metodologia de ensino, com maior ênfase na 'consciência social do aluno', é bastante superior ao velho e reacionário método clássico de educação.  E, no final, todos se unem para concluir que o grande problema realmente é o governo, que destina pouco dinheiro para a educação — logo, novos impostos são necessários.

A questão é: teria como as coisas realmente serem diferentes?  Nesse atual arranjo, sem estarem submetidos a uma pressão competitiva, sem estarem sujeitos à concorrência, as pessoas que realmente estão no controle das escolas públicas — os burocratas sindicalizados — estão livres para saciar seus desejos mais indômitos de doutrinar as crianças para que elas sejam cidadãos exemplares da Nova Ordem.  Em um sistema como este, os bons professores não têm a menor chance — nem o estímulo — de fazer a diferença.

Público vs. Privado

O problema não são professores despreparados. O problema não é a falta de recursos ou a falta de participação dos pais.

O problema é que as escolas são administradas pelo governo.

Podemos ver isso claramente ao comparar a educação pública com a indústria de computadores — um dos ramos menos regulados em todo o mundo.

  • A educação está sob o comando de políticos e burocratas, gente que jamais irá enfrentar pessoalmente as consequências de suas próprias medidas, por mais que arruínem a educação de nossos filhos.  E assim, os custos da educação vão ficando cada vez maiores, ano após ano, ao mesmo tempo em que a qualidade e a utilidade decrescem velozmente.
  • A produção de computadores, notebooks e afins está sob o comando de empreendedores, pessoas que visam ao lucro e que, por isso mesmo, têm de estar sempre encontrando novas maneiras de nos satisfazer, produzindo cada vez mais com cada vez menos — caso contrário, perderão o que investiram e irão à falência.  E assim, computadores, notebooks e demais apetrechos tecnológicos vão ficando cada vez mais baratos, ano após ano (ou mês após mês), ao mesmo tempo em que sua qualidade e utilidade aumentam velozmente.

Ao contrário das empresas de tecnologia, as escolas públicas são organizações monopolistas isoladas da concorrência — e inteiramente sustentadas pela coerção do governo.  Um sistema de vouchers para as escolas privadas, nos moldes defendidos por alguns liberais genuínos, não tornaria as escolas públicas mais competitivas simplesmente porque as escolas do governo não precisam competir.  (Em nível universitário, já temos os exemplos práticos do ProUni e do Fies, que nada mais é do que uma variância desse esquema de vouchers.  O único resultado foi piorar a educação das universidades particulares que recebem esse subsídio, pois agora elas não mais têm de competir por novos alunos; o governo já garante a receita.)

Não importa quantos alunos as escolas públicas percam para as escolas privadas e para aqueles heróis que, à revelia do governo, praticam ensino doméstico; o fato é que as escolas públicas ainda obtêm seus recursos por meio da força — e quanto maiores os seus fracassos, mais eles são utilizados como desculpa para se exigir ainda mais recursos.

Dado que o governo possui livre acesso a um recurso que empresas privadas não têm — o dinheiro dos pagadores de impostos —, ele consegue oferecer seus serviços "gratuitamente".  Eles não são realmente gratuitos, é claro; no contexto estatal, "gratuito" significa que todas as pessoas pagam pelo serviço, queiram elas ou não.

Infelizmente, isso que irei dizer agora não é compreendido por todos, mas enquanto o governo puder tributar os cidadãos para lhes fornecer serviços educacionais a preço marginal zero, todo um serviço educacional privado que poderia existir jamais é criado.  Não deixa de ser irônico constatar essa contradição: ao mesmo tempo em que o governo vigilantemente pune empresas que praticam "concorrência predatória" (leia-se: fornecem produtos e serviços a preços baixos), ele próprio incorre nessa prática — só que de maneira totalmente coerciva, pois o faz com o dinheiro que confisca da população — no serviço educacional.

Inversão de papéis

Suponhamos que o governo tenha estatizado a indústria de computadores tão logo ela surgiu (tudo para o "bem do povo", claro).  Não é difícil imaginarmos como ela seria hoje:

  • Um computador pessoal custaria alguns milhões de reais e seria maior que uma casa
  • Ele provavelmente seria capaz de realizar operações de soma e subtração, porém os funcionários públicos iriam nos explicar por que é cientificamente impossível uma máquina destas realizar multiplicações e divisões;
  • O custo de um computador subiria continuamente, e cada modelo novo seria pior e mais caro que o do ano anterior;
  • Haveria grupos de interesse organizados tentando fazer com que o governo produzisse computadores com DOS, e outros grupos exigindo interface gráfica.  Haveria intensos debates sobre se os computadores fornecidos pelo governo deveriam poder acessar sites religiosos ou não.

O lado positivo seria que todos os computadores viriam com um software que ensinaria às crianças como manusear uma camisinha.

Por outro lado...

Agora vamos supor o contrário, que a educação fosse organizada de acordo com a indústria de computadores — formada por empresas privadas concorrendo em um mercado sem barreiras à entrada, livres de todos os tipos de regulamentações, que não estivessem sujeitas a matérias obrigatórias ou a comissões políticas.  Em suma, por empresas que simplesmente tivessem de competir pela preferência dos pais.

Como as escolas seriam? Parece-me óbvio que:

  • O custo da educação cairia ano após ano, com as empresas encontrando maneiras de fornecer educação de qualidade a custos cada vez menores.  E todo o dinheiro que você gasta hoje para pagar pelas escolas públicas por meio de impostos ficaria integralmente com você, para gastar como achar melhor.
  • A concorrência faria com que as escolas tivessem de melhorar ano após ano.  Não dá para fazer previsões, mas é bem possível que as crianças precisassem passar apenas 3 horas por dia na escola para receber uma educação muito superior do que a obtida hoje nas escolas controladas pelo governo.
  • As escolas seriam tão mais estimulantes, que as crianças poderiam perfeitamente querer passar várias horas por dia explorando o mundo da matemática, da história, da geografia, da literatura, da redação ou de qualquer outro tema que tenha despertado sua imaginação.
  • Dado que não haveria nenhum Ministério da Educação impondo um determinado tipo de currículo para todo o país, não veríamos mais as brigas amargas sobre os conteúdos ministrados, sobre a necessidade ou não de se ensinar religião, "sensibilidade social" e educação sexual; não haveria problemas com a imposição estatal de "kit-gay" ou com a aceitação ou não de professores homossexuais.  Se uma escola quisesse se especializar exclusivamente em esportes, por exemplo, caberia aos pais decidir se querem ou não que seus filhos estudem ali.  A liberdade definiria as escolhas.  Não mais haveria as centenas de controvérsias que vemos na educação atual, completamente controlada pelos burocratas do Ministério da Educação.  Se você não gosta do que a escola do seu filho está ensinando, você simplesmente vai atrás de outra melhor — do mesmo jeito que vai atrás de um supermercado que tenha o que você quer.
  • Haveria dezenas de opções disponíveis para você — escolas mais severas, escolas com disciplinas especiais, como música e cinema, escolas alternativas e até mesmo escolas que ofereçam um ensino completo sobre o funcionamento do livre mercado e do empreendedorismo, o que iria ajudar seu filho a obter uma vida mais confortável quando crescesse, além de poupar seu cérebro de infecções marxistas.  Algumas escolas poderiam perfeitamente criar um currículo personalizado baseando-se em suas expectativas e nas capacidades de seu filho, ao passo que outras ofereceriam uma educação mais simples a um custo menor para aqueles que precisam economizar.

Temos de agradecer aos céus pelo fato de que nossos computadores e demais aparelhos eletrônicos não são fornecidos pelo estado.  Mas também nunca podemos nos esquecer de como a educação poderia ser muito melhor, mais dinâmica e estimulante, se ela fosse tão livre do estado quanto é a indústria tecnológica.

Não há nada de específico na educação que nos faça duvidar de que o mercado poderia fornecê-la.  Assim como qualquer produto ou serviço, a educação é uma combinação de terra, trabalho e capital direcionados a um objetivo claro: a instrução de assuntos acadêmicos e relacionados, os quais são demandados por uma classe de consumidores, majoritariamente pais.

O argumento de que uma educação de alta qualidade seria intrinsecamente cara para uma fatia significativa da população não se sustenta.  Um livre mercado que consegue saturar a sociedade com telefones celulares, geladeiras, fornos microondas, televisões da alta definição, computadores, tablets e máquinas de lavar certamente pode produzir educação de alta qualidade para as massas.  O segredo é a liberdade de empreendimento.

Imagine um mundo em que os impostos para a educação deixassem de existir, em que a liberdade conduzisse a educação de seus filhos e você pudesse escolher uma escola para eles da mesma maneira que escolhe qual artefato eletrônico quer comprar.

Isso é querer demais?


Leia também: A obrigatoriedade do diploma — por que a liberdade assusta tanto?


2 votos

SOBRE O AUTOR

Harry Browne
, o falecido autor de Por que o Governo Não Funciona e de vários outros livros, foi candidato à presidência dos EUA pelo Partido Libertário nas eleições de 1996 e 2000.



O IR se encontra todo desonesto. Em principio não se exclui uma só pessoa que não teria direito de buscar todo o seu imposto ou parte dele contra a Receita. Só possui forma e aspecto de honesto. Em primeiro lugar a declaração desenvolvida não abrange situações individuais. Estaria ferindo o principio da individualização do tributo ou capacidade tributária. Mais do menos, não combina os ítens da cesta básica, nem as garantias da saúde, dando um tiro ao vento, alvejando quem possa. Em faixas menores desatende ao principio constitucional do piso mínimo legal.É valentemente ou leão contra a distribuição de renda, pois fixa e presume gastos com educação de parcela dedutiva não real. Só exemplo e o mesmo vale para vários itens. Covarde, o IR financia trapaças dos economicamente mais fortes, vertendo isenções de todo gênero, fazendo gracinhas a título de incremento ao desenvolvimento. Atua como bancos, pegando o dinheiro dos desfavorecidos, e atua como os salários de países pobres, não havendo igualdade de direitos e proporcionalidade nas bocadas. As declarações obrigatórias anualmente são falaciosas e preguiçosas invertendo o ônus da prova, o que contraria o principio da dignidade humana. Se torna medida de Príncipe, não permitida pela Constituição Federal, existente somente em casos de graves prejuízos à ordem econômica e social, o que seria só permitido com o respaldo do congresso. Para quebrar um pouco essa fuga dos objetivos éticos de Estado, até se poderia cogitar da sua apresentação de cinco em cinco anos. É feito guerra,e possui até armísticio pois dispo e de uma série de princípios que permite o ladrão sair pela porta da frente, via atitudes de prescrições e decadência. Só governos e juristas sabem engendrar um galope desses.
Sim, é o poder de compra. E apenas o poder de compra.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2402

Fluxos cambiais atípicos afetam o câmbio no curtíssimo prazo, coisa de um dia. No longo prazo, o que determina o câmbio é pura e simplesmente o poder de compra.

Prova empírica disso é que, em 2015, o fluxo cambial para o Brasil foi positivo, mas o dólar subiu de 2,30 para 4,20.

br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0UK1WC20160106
"Leila 10/11/2016 14:38
Cobrança de impostos realmente atrapalha a economia.
"

Prove! Prove com raciocínios lógicos e não com argumentos emotivos. A linha de raciocínio de Hope em
The Economics of Taxation é que o imposto atrapalha a formação de longas cadeias de produção, partindo do pressuposto que o produtor arca com o custo do imposto. Eu aceito esse argumento, mas há uma ligação direta em aceitar esse argumento e aceitar a existência da mais-valia. Quando você lê o artigo de Hope, e por alguns instantes pensa na mais-valia, verá que tem uma grande semelhança com os argumentos de Karl Marx. Ora, se existe a mais-valia, uma sociedade sem imposto não estará livre da coerção econômica. Logo, o imposto se justifica por si.
Essa é pra você, Dementador:

Em 2015, a Seguridade Social recebeu R$ 2,5 bilhões em repasses das loterias da Caixa para garantir benefícios previdenciários.

www.loterias.caixa.gov.br/wps/portal/loterias/landing/repasses-sociais/

Como disseram os outros acima -- para desespero seu -- toda a conta do Seguridade Social só fecha por meio do desvio de rubricas.

Eu sabia que a Previdência era deficitária, mas eu jurava que a Seguridade Social era superavitária. Nem isso.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Filosofo  12/08/2011 10:46
    Sou professor do sistema federal de ensino, e posso afirmar que a escola publica é EXATAMENTE isso que o autor propõe: uma agência política destinada a reproduzir (e aumentar) a estatizacao da sociedade. E o pior de tudo: é impossível eu não trabalhar para o Estado. Só se eu desistir da profissão! Minha frustracao é enorme e já pensei diversas vezes em sair dessa vida de "agente estatizador".
  • inacio  07/04/2015 14:37
    Concordo...
  • André  07/04/2015 14:46
    Falar é fácil, difícil é mudar. Veja o depoimento do professor Filosofo. O ideal seria não produzir estadista. Mas e dai José? Ser estadista ou não ser? O que se diz socialista e democrático, criou a situação e sua matem na situação de estadista. Alguém quer mudar?
  • Marcelo Simoes Nunes  07/04/2015 18:37
    Filosofo, não faça isso, deixar o ensino. Sempre haverá um espaço para você ensinar o que não está no currículo. A intervenção estatal, principalmente nessa área, aumentou muito nos últimos anos e isso está produzindo uma reação dos pais. Há um ambiente favorável para a divulgação de idéias como as do texto acima. No mais, acredito que jogamos uma guerra de posições no dia a dia. Cada um tem de aproveitar cada momento para enfrentar o que acha errado. O pai descontente com a escola pública tem de ir lá e confrontar o diretor o professor etc. Temos de acuar o Estado em nossas ações diárias. Quando se trata de um filho, um pai tem mais é que fazer barraco, na escola, no judiciário, na rua, onde quer que seja.
  • Arthur  11/06/2015 23:43
    Não é possível que você se considere liberal, muito menos um leitor de Mises. Qualquer liberal que se preze sabe que a educação pública deve ser um investimento social para garantir que TODOS os cidadãos tenham estudos e direitos iguais. A escola privada é uma deturpação, pois compromete a livre competição ao favorecer um grupo social em detrimento de outros.
    Também é notório que você entende pouco de educação, pois não há professores marxistas nas escolas. No máximo em algumas faculdades, incluindo também as particulares. A educação pública de qualidade e o combate ao ensino privada é um dever de todo liberal que se preza.
    Você utiliza o liberalismo e Mises de maneira desconexa, sem fidelidade, no intuito de perpetuar um discurso conservador e constituinte de castas. Preconceito acima da razão.
  • Tio Patinhas  03/07/2015 13:32
    "A sociedade que coloca a igualdade à frente da liberdade irá terminar sem igualdade e liberdade." Milton Friedman.
  • anônimo  03/07/2015 15:24
    Você não é liberal coisa nenhuma, muito menos leitor do Mises. Você não passa de um comunista enrustido.

    Nenhum liberal decente defende a educação pública.

    Educação pública é uma aberração da sociedade. Ensino tem que ser livre de qualquer burocrata, tem que se submeter a vontade do consumidor e não de um burocrata.

    E não venha com essa papo de educação pública de qualidade, pois isso não existe.

    Um sistema sem concorrência, engessado e refém dos caprichos de alguns políticos nunca terá de qualidade.

    E não adianta citar alguns países europeus, a qualidade deles é apenas comparativa. A qualidade real só pode ser medida pela escolha do indivíduo, e não existe qualidade onde não existe escolha.

    Agora vai sacar lá na Carta capital ou na uol, porque aqui só vai passar vergonha.
  • anônimo  03/07/2015 17:55
    'E não venha com essa papo de educação pública de qualidade, pois isso não existe.'

    Claro que existe.Pode não ser financiada de forma honesta, mas que existe existe.
  • Andre  19/10/2015 09:53
    Claro que existe... existe sim... 1 em cada 1000 escolas públicas é de qualidade!!
    E repare que as Universidades Públicas, que no início do século passado eram a grande maioria, diminuíram radicalmente a qualidade a medida que pipocaram as privadas por ai e ainda continuam em vertiginosa decadência.
  • Anonimo  27/10/2015 10:49
    Eu queria saber que mundo é esse em que vc vive, por que aqui no mundo real as públicas ainda são as melhores sim
    exame.abril.com.br/carreira/noticias/as-universidades-mais-valorizadas-no-mercado-de-trabalho#1

    Enquanto existir vestibular ou enem selecionando e mandando os melhores alunos pras públicas, isso sempre vai ser assim.
  • Anonimo  27/10/2015 11:02
    Mas felizmente as cotas irão ajudar a acabar com isso (com a qualidade das públicas consequência de terem os melhores alunos)
  • anônimo  01/03/2016 06:54
    Quem viveu a vida universitária na transição dos vestibulares próprios para o enem, sabe que a qualidade dos alunos que estão entrando nas federais vem caindo drasticamente desde a implementação obrigatória do enem no processo de seleção e das cotas.

    E o ensino superior público é um lixo, pois o fato dos docentes serem funcionários públicos garante que apenas os piores se tornem professores, portadores de todos os defeitos dos servidores públicos : soberba(adoram os famosos "puxa-saco" e exalam aquele ar de superioridade infundada) , conservadorismo e orgulho em manter práticas retrógradas (falam de peito cheio que a faculdade é voltada para a formação de "pesquisadores", não para o mercado de trabalho) , irresponsabilidade embasada na impunidade (é comum professores com altas taxas de reprovação não serem punidos ou sofrerem sanções, mesmo com o fato do alto índice de reprovação não ser um caso pontual),

    Provavelmente a boa imagem das universidades públicas no mercado se deve ao fato de elas ainda agregarem boa parte da juventude que ainda é capaz de raciocinar, mas sempre ressaltando que o mérito deve ser dado ao estudante, não a universidade, pois para a sua real formação profissional ela pouco adiciona de positivo.

    Ps: sou formado em exatas(engenharia)
  • anônimo  01/03/2016 14:37
    O enem tem questões fáceis e difíceis, tem que ser assim pro pessoal muito burro possa fazer alguma coisa, entrar e preencher as vagas que sobram nos cursos que ninguém quer.
    Mas a culpa não é só do enem as cotas também tem muito peso nisso.Eels falam que cotista tem notas melhores que não cotista...cara eu já vi cotista na engenharia fazendo dois elevado a terceira = seis.
    É o começo do fim da qualidade das universidades públicas.
  • Andre Cavalcante  01/03/2016 16:00
    Puxa anônimo 01/03/2016 06:54:58, começaste bem, mas depois...

    "Quem viveu a vida universitária na transição dos vestibulares próprios para o enem, sabe que a qualidade dos alunos que estão entrando nas federais vem caindo drasticamente desde a implementação obrigatória do enem no processo de seleção e das cotas."

    Ok. Os alunos que entram não prestam, mas...

    "...Provavelmente a boa imagem das universidades públicas no mercado se deve ao fato de elas ainda agregarem boa parte da juventude que ainda é capaz de raciocinar, mas sempre ressaltando que o mérito deve ser dado ao estudante, não a universidade, pois para a sua real formação profissional ela pouco adiciona de positivo."

    Como isso é possível? Quer dizer que os piores entram, mas a "boa imagem" se deve justamente a esses caras que, segundo você, são a "parte da juventude que ainda é capaz de raciocinar"? E ainda ressalta que o mérito dessa "boa imagem" é só do aluno.

    Interessante esse "duplipensar"


    "Ps: sou formado em exatas(engenharia)"

    Puts cara, não mata o nosso curso :) ...

    Abraços
  • anônimo  01/03/2016 17:48
    'Como isso é possível? Quer dizer que os piores entram, mas a "boa imagem" se deve justamente a esses caras que'

    É óbvio que ele está falando da imagem construída no tempo do vestibular antigo.Logo não são 'esses' caras.
  • Andre Cavalcante  01/03/2016 20:49
    Já se vão vários anos de Enem.
    Os "antigos" já estão no mercado.
    Os que estão entrando no mercado agora já são os que entraram pelo Enem.
    De qualquer forma não é esse o ponto, mas como o pensamento do amigo foi formado.
    Já passei por isso.
    É necessário muito cuidado para não cair neste tipo de pensamento que diz uma coisa no início e depois diz outra coisa no final.

    Abraços
  • anônimo  02/03/2016 14:15
    Não tem pra onde correr, comparado com o antigo o enem é fácil sim.Isso é feito de propósito pra preencher as vagas dos cursos que ninguém quer.
  • Rafael  13/07/2015 15:54
    Te digo uma coisa: a vontade do consumidor é ser aprovado com o menor esforço possível. E temos os carteis tbm. Estou vendo que vocês liberais são iguais os comunistas em um ponto: vocês acham que o ser humano não possui defeitos. O que é o estado senão um grupo de poderosos que se sentiu no direito de tomar o poder sobre os outros? Vocês tomam por base esse lixo de educação pública que temos aqui...isso é leviano. Afirmar que educação pública não presta tomando por base a educação brasileira é, no mínimo, inocência.
  • Donatello  13/07/2015 16:18
    "a vontade do consumidor é ser aprovado com o menor esforço possível."

    Generalização infantil e tosca, típica de mentes coletivistas. Você pega uma parte e a transforma no todo. E, para piorar, acredita que está proferindo um vaticínio arrasador ao recorrer a esse lugar-comum.

    "E temos os carteis tbm."

    Certamente. O leitor Michelangelo, lá baixo, lhe deu uma aula, citando todas as áreas da economia em que encontramos cartéis. Todas elas estritamente reguladas pelo estado. Você, covardemente, fez que nem viu e fugiu.

    "Estou vendo que vocês liberais são iguais os comunistas em um ponto: vocês acham que o ser humano não possui defeitos."

    Gentileza apontar onde tal despautério é dito. Você são desesperado. Até agora não contra-argumentou com nenhum fato ou mesmo teoria. Apenas atacou.

    "O que é o estado senão um grupo de poderosos que se sentiu no direito de tomar o poder sobre os outros?"

    Ué, você pensa isso do estado e, logo em seguida (como veremos abaixo), defende que esse grupo de poderosos ladrões pode fornecer educação de qualidade? Dissonância cognitiva.

    "Vocês tomam por base esse lixo de educação pública que temos aqui...isso é leviano."

    Por que é leviano apontar que nossa educação estatal é -- segundo você próprio! -- um lixo? Desde quando falar uma obviedade é "leviano"? Se eu disser que o céu é azul e que a grama é naturalmente verde estaria eu sendo leviano? Quero entender sua mente (minto, não quero não).

    "Afirmar que educação pública não presta tomando por base a educação brasileira é, no mínimo, inocência."

    Primeiro você diz que o estado é uma quadrilha de ladrões poderosos que querem apenas ter poder sobre os ouros. Depois diz que aqueles que afirmam que essa quadrilha não fornece educação de qualidade (uma constatação puramente empírica) são levianos. E conclui dizendo que é inocência desconfiar das capacidades benéficas dessa quadrilha que só quer mandar nos outros.

    Desculpe a sinceridade, mas acho que seu caso é de hospício.
  • Alex  19/10/2015 15:59
    Análise perfeita do Miscellaneous!

    Parabéns!
  • Anonimo  27/10/2015 10:54
    'Primeiro você diz que o estado é uma quadrilha de ladrões poderosos que querem apenas ter poder sobre os ouros. Depois diz que aqueles que afirmam que essa quadrilha não fornece educação de qualidade (uma constatação puramente empírica) são levianos.'

    É sério que vc não consegue entender como uma coisa não exclui a outra?
    Independente da intenção da gangue de parasitas, educação pública de qualidade é possível sim.
  • anônimo  13/07/2015 17:35
    "Te digo uma coisa: a vontade do consumidor é ser aprovado com o menor esforço possível. "

    Se estamos falando de uma educação livre, porque eu pagaria um curso para não aprender?

    Neste modelo, ninguém iria a uma escola pelo diplominha, mas sim para aprender o que for de útil para sua vida prática.

    "Afirmar que educação pública não presta tomando por base a educação brasileira é, no mínimo, inocência."

    Não só pela educação brasileira, mas tomando como base qualquer outra educação pública.

    Educação pública é sempre um modelo engessado e refém dos caprichos de uns burocratas. Nunca será superior a uma educação livre para concorrência e submetida a vontade do consumidor.
  • Anônimo 2  21/09/2016 11:40
    Pombo enxadrista detected
  • André  19/10/2015 09:48
    Em que mundo vc vive?
  • Professor de matemática  22/01/2016 13:38
    Exatamente.
  • HEITOR ARAÚJO OLIVEIRA  12/08/2011 11:32
    Olá\r
    \r
    Acabei de entrar no curso de Ciências Contábeis na Universidade do Vale do Acaraú, no Ceará, após muita insistência de um amigo meu. Por muito tempo queria fazer História ou Filosofia, mas não queria ter de enfrentar a lavagem cerebral e o patrulhamento ideológico que existem nesses cursos, onde pensar diferente da regra geral é quase um crime. Optei por Ciências Contábeis porque, além de ser algo interesse e que vai me ajudar a estudar mais sobre economia (inclusive acabei de comprar um livro escrito por Ludwig Von Mises), acredito que não haverá ideologia canhestra para ser assimilada (espero que eu esteja certo).\r
    \r
    Amplexos para todos.\r
  • Gutemberg  08/04/2015 14:51
    Heitor...

    infelizmente, o filósofo está certo. Keynesianismo, cuidado com esse bicho!! Mesmo de leve voce deve aprender...
  • Gilmar  19/10/2015 11:22
    Cuidado, não duvide da capacidade que professores universitários tem de falar bobagens.

  • Filosofo  12/08/2011 12:19
    Haverá sim: o keynesianismo.
  • Francisco Alfaro  12/08/2011 14:47
    Fantástico artigo, simples, mas que vai direto ao ponto. É incrível constatar que mesmo pessoas que não são exatamente hostis ao livre-mercado possuem várias restrições ao fornecimento privado de saúde e educação. É como se existisse um corte: bens e serviços "opcionais" poderiam ser melhor oferecidos por empresas privadas competindo livremente, no entanto, bens e serviços "essenciais" deveriam ser ofertados pelo governo, apesar das pessoas não negarem que o mercado competitivo tem vantagens superiores a organização da produção baseada na coerção.
  • Rafael  13/08/2011 01:21
    Nos EEUU, produção de carros é considerado essencial: não há como domar esses valentes.
  • mcmoraes  12/08/2011 15:45
    Ótimo artigo! Aposto que num futuro não muito distante surgirão dicas mais específicas de como educar libertariamente os filhos, com níveis de detalhes curriculares e sugestões de conteúdo por idade ou algo assim.
  • Filipe Celeti  12/08/2011 18:33
    Gostei da provocação.

    Vou pensar a respeito e ver se consigo escrever sobre o assunto.
  • mcmoraes  12/08/2011 19:19
    Não considero meu comentário uma provocação, mas já adianto que eu e minha filhinha agradecemos desde já seu interesse na idéia.
  • Lengler  16/08/2011 21:43
    Excelente artigo. \r
    Também me incluo nesta demanda, sabemos da precariedade do ensino, público e privado, no Brasil em termos de pensamento cientifico, econômico e político. E gostaria muito de inserir minha filha nesta corrente muito antes do que eu me inseri, para que isso auxilie e contribua para sua melhor formação.
  • Leonardo Ferreira  16/08/2011 22:54
    Acho que a resposta para essa questão tem mais de 50 anos de idade, procurem ler os livros de A. S. Neill, sendo que o principal é "Liberdade sem Medo", mas tem outros. No sistema de ensino ministrado em Summerhill tem um currículo totalmente livre e opcional que o aluno pode fazer. O autor se apoia sobre coceitos como autorregulação e liberdade para trabalhar o ensino, um livro deveras inteligente e sensacional para pensarmos a educação (pena ue nossas pedabobas prefiram aprender a fazer teatrinho de bonecos à ler um livro de 500 páginas...)\r
    \r
    Abraços, Leonardo
  • mcmoraes  16/08/2011 23:16
    Muito obrigado! Acabei de baixar o livro em www.4shared.com/document/CCbO8fwx/Liberdade_sem_Medo_-_A_S_Neill.html
  • Ismael  07/04/2015 16:28
    Acrescendo a resposta de Leonardo Ferreira chamo a atenção para a transformação do YouTube num grande banco de dados de video-aulas sobre quaisquer assuntos que procurar. Cada vez mais brasileiros autodidatas, entusiastas, profissionais técnicos se dedicam à gentileza de com uma câmera caseira em mãos mostrar o que sabe.
    Impulsionados pelo apoio que o YouTube oferece à qualquer um que domine uma determinada área do conhecimento em poder criar seu próprio canal para organizar suas postagens e criar grupos para trocas de ideias. Sejam desde mecânicos automotivos que mostram o passo-a-passo de um reparo na oficina, ou algum instalador orientando sobre procedimentos técnicos de um dado aparelho,e até mesmo professores de salas de aula estatais, de matemática por exemplo, que desanimados com a ineficiência dos livros didáticos resolvem ensinar e explicar em videos pessoais macetes e formas mais aprimoradas para o domínio de cálculos que o estado não tem interesse em trazer para os livros escolares já que não este não precisa de sociedade desenvolvida mas apenas pagadores de impostos.
    Assim estes profissionais são grandes libertários que desafiam o conhecimento institucionalizado e disponibilizam para aceso livre aquilo que sabem, aproveitam oportunidade para trocar ideia com demais profissionais e nós brasileiros ganhamos cada vez mais com isso já que muitas das vezes precisamos da informação em linguagem fácil, visualmente detalhado, sem precisar deslocar-se a um centro de estudos, e ainda a possibilidade de tirar dúvidas com demais que oferecerão de bom grado. Seja lá que trabalho técnico voce queira realizar, provavelmente vai encontrar algum video que algum brasileiro já postou explicando como se faz, e segue a lei da otimização contínua, se um outro profissional percebe que pode acrescer mais informações, já liga sua câmera e se põe a explicar.
  • Interessada  12/08/2011 17:21
    Ok, faz sentido.

    E para os que não podem pagar? A escola privada atenderia essa fatia (enorme, gigantesca) da população de que jeito?

    E no fim do mundo, os sertões brasileiros, as periferias... a iniciativa privada estaria interessada nesse mercado?

    Digamos que sim, haveria quem se dispusesse a se instalar em cidades com renda per capita ridícula. Como o empresário desonesto (claro, eles existem) seria punido em caso de má prestação de serviços educacionais nesses confins do planeta?

    De qualquer forma o Estado seria cobrado a intervir. E isso seria feito segundo algum critério etc etc.. não estaríamos voltando lá no começo?

    É isso. Como ficaria quem não pode pagar e o mal gestor. Gostaria de ter sua opinião sobre isso.
  • Leandro  12/08/2011 17:54
    Interessada, como você pune o "empresariado desonesto" que lhe presta um serviço ruim? Você vai a um restaurante e descobre que lhe cobraram a mais ou até mesmo acha a comida uma porcaria. Como você reage? Parando de frequentar tal lugar e parando de dar seu dinheiro para tal empresário, correto?

    A educação funcionaria da mesma maneira. Estabelecimentos bons se manteriam; estabelecimentos ruins fechariam as portas. (Já viu algum restaurante ruim e desonesto se manter funcionando por muito tempo?)

    O que muita gente tem dificuldade pra visualizar é a concorrência entre escolas. Como hoje em dia o setor é extremamente regulamentado pelo governo, é impossível surgirem várias escolas em várias regiões. Só se estabelecem aquelas escolas que o estado autoriza. Sem tais regulamentações, várias escolas poderiam surgir na mesma região, e a concorrência entre elas garantiria a qualidade dos serviços e a contenção dos custos.

    Outro fator desconsiderado é a internet. Sites de internet totalmente voltados à educação infantil poderiam ser criados, vários até mesmo de graça, sendo mantidos por doações voluntárias ou por patrocínios. Alguns poderiam ministrar aulas online, outros poderiam simplesmente dar dicas de estudo, outros poderiam fornecer currículos montados e indicações de leitura etc. Os pais utilizariam estes sites para nortear a educação de seus filhos. Aqueles sites que prestassem bons serviços, seriam perpetuados; aqueles ruins, seriam ignorados. A satisfação dos usuários garantiria a boa propaganda.

    Por fim, sempre é válido enfatizar que a educação é algo que acima de tudo começa em casa. Se os pais não incentivam seus filhos, lamento, mas dificilmente estes se sentirão estimulados para os estudos. É do ambiente familiar que nasce o genuíno impulso para a educação; se os pais não conseguem estimular seus filhos para tal, não serão os burocratas do Ministério da Educação (que, em última instância, são quem determinam os currículos) que o farão. Educação é uma conquista pessoal e ninguém se educa por mera obrigação, contra a própria vontade e sob pressão externa.

    Logo, se uma família não estimula os filhos aos estudos, desculpe, mas não serão as suas boas intenções que farão com que aquelas crianças aprendam. Muito menos as "boas intenções" dos burocratas.

    Abraços!
  • Roberto  07/04/2015 16:52
    Entendo e concordo com a maioria das idéias, mas vamos lá.
    A educação seria uma obrigação ou eu poderia deixar meu filho ignorante, sem ler e escrever?
    Teríamos um currículo básico pensando na sociedade ou teríamos que ter empresas certificadores no mercado, como se fossem Agências de Rating, avaliando a qualidade das escolas?
    Como dividir ensino fundamental, médio, superior, pós, técnico, etc? Não teria divisão?
    O que diferenciaria um médico de um enfermeiro ou dentista? Ou não teríamos esta divisão?
    São estas e outras duvidas de minha mente carregada de Estadismo que dificultam a visualização de um futuro destes.
  • Carlos  08/04/2015 10:50

    "A educação seria uma obrigação ou eu poderia deixar meu filho ignorante, sem ler e escrever?"

    Você tem a obrigação moral de fornecer educação para o seu filho, mas não deve ir para a cadeia se não o fizer.  Quem coloca filho no mundo tem de arcar com as responsabilidades inerentes a isso, em vez de empurrar essas obrigações para terceiros.

    "Teríamos um currículo básico pensando na sociedade ou teríamos que ter empresas certificadores no mercado, como se fossem Agências de Rating, avaliando a qualidade das escolas?"

    A primeira opção não faz nenhum sentido. O que significa "pensando na sociedade"? Um catarinense deveria ser obrigado a criar um currículo pensando na realidade de Roraima? Um piauiense deve impor sua visão de mundo a um paulista?  E um burocrata em Brasília seria capaz de unificar tudo isso?

    Sobre agências de rating, nada contra, desde que não fossem uma imposição e houvesse livre concorrência e livre entrada nesse mercado.  Só acho que uma livre associação de consumidores fiscalizando seria muito mais eficaz. Só acho.

    "Como dividir ensino fundamental, médio, superior, pós, técnico, etc?"

    Utilizando o bom senso. (E sempre lembrando que essas próprias classificações já sofreram inúmeras alterações nos últimos 50 anos). Ou você realmente acha que é difícil distinguir entre uma criança em idade de maternal de um homem de 20 anos em idade universitária?

    Não entendi muito bem essa pergunta.

    "O que diferenciaria um médico de um enfermeiro ou dentista? Ou não teríamos esta divisão?"

    Entendi ainda menos essa pergunta. Você está dizendo que se o MEC fosse abolido hoje, amanhã ninguém mais saberia qual é sua profissão?  
  • Nemo  12/04/2015 03:33
    Caro Roberto, boa noite!
    Acredito que o problema é realmente este: Não conseguimos facilmente nos livrar de uma "mente carregada de Estatismo", como você citou. No entanto, hoje é que as coisas estão erradas: como é que fazemos para definir quem é médico, enfermeiro ou dentista? Delegamos isto inteiramente ao estado. Se tal indivíduo tem um diploma de tal profissão, isto automaticamente o autoriza a exercê-la e pior, faz-nos faz acreditar que ele é capaz disto.
    Vamos tomar o exemplo do médico: Vamos partir do pressuposto que existem diferentes instituições e portanto, diferentes níveis de formação, para esta profissão específica (lembrando que tem aquela questão de que uma faculdade boa pode formar um aluno ruim e uma faculdade ruim pode formar um profissional exemplar). Pode parecer importante para quem se submeterá a uma consulta com este profissional, mas a verdade é que quase ninguém consulta um médico tendo verdadeiramente se informado sobre sua qualidade técnica. Basta ter um diploma na parede e, sejamos sinceros, o MEC é bem pouco exigente para dar tal certificado. Ainda que fosse exigente, seria por definição ineficiente (é um órgão burocrático estatal), ou seja, não avaliaria o que é importante.
    Numa sociedade livre, sem termos delegado esta importante função ao estado, com certeza só procuraríamos quem fosse de nossa confiança. E como seria isso? Hoje, a maioria das pessoas não tem como avaliar quem são os melhores médicos (mais competentes), mas apenas os mais simpáticos. Dado que com um currículo livre, qualquer faculdade de medicina em tese pudesse "ensinar o que bem entendesse e formasse quem bem entendesse", o que importaria no fim é uma questão só: "sabe diagnosticar e tratar?". Não importaria portanto os métodos (e aí métodos melhores poderiam se destacar) se no fim o médico chegasse ao que é importante. Quem avaliaria? Agências. Várias poderiam fazê-lo. Para elas também valeria as regras de mercado, sendo que aquelas que realmente diferenciassem os melhores profissionais sobreviveriam, enquanto as outras parariam no caminho. Assim elas refletiriam as melhores faculdades, que teriam portanto maior procura e sobreviveriam.
    Para avaliação de profissionais individuais, aqueles que quisessem poderiam realizar testes periódicos onde demonstrariam conhecimento. Por que isto não funcionaria hoje? Mais uma vez repito: porque delegamos ao estado a entrega de diplomas e quase ninguém se preocupa em procurar médicos verdadeiramente diferenciados (veja bem, em tese todo mundo gostaria de fazê-lo, mas na prática muito poucos o fazem).
    Para diferenciar médicos de dentistas? Ué, se ele se formou em medicina, fez cursos extra para tratamento odontológico e passar num teste realmente acreditado para a profissão de odontologistas, qual seria o problema? Da mesma forma, se se formou em odontologia mas sabe diagnosticar tumor cerebral e patologias intestinais, está credenciado. Não veria nenhum problema. Só lembro que hoje é muito pior: Tem profissional de enfermagem que se forma sem sequer saber "pegar uma veia", quanto mais fazer uma "punção venosa central", mas estão atuando (não passariam num teste mesmo de baixo rigor). E a gente não fica nem sabendo.
    Citei os profissionais da área da saúde porque você se referiu a eles, mas vale para qualquer profissão. Dá até medo de pensar no que aprontam alguns engenheiros estruturais. Meu Deus!
    Com relação ao primeiro e ao segundo grau, o raciocínio é semelhante. Não importa o método, importa que saiba ler, compreender, criar, calcular, imaginar, ter conhecimentos básicos de ciências e história e escrever. Só uma minoria termina o segundo grau assim hoje. Também basta ter passado pelos bancos da escola, mesmo que sem aprender nada.
  • Daniel  12/08/2011 18:12
    Seu questionamento é interessante... Porém você deve refletir: por que sempre que um empresário faz algo mal feito deve ser punido e o estado não? Quem pune o estado quando esse presta serviços péssimos de educação e saúde?

    E não se engane... Existem lugares no sertão que nem ensino público tem... São problemas que devem ser analisados, mas não se engane que deixando nas mãos do estado esses problemas serão solucionados...
  • Edilson  12/08/2011 21:19
    Daniel

    Quem pune o estado somos nós! O estado só faz o que faz porque deixamos tudo nas mãos de políticos burocratas. Não estou dizendo que é o seu caso, mas nos brasileiros não nos interessamos por politica por sermos induzidos, repito induzidos a acreditar que politica é uma merd... Os maus intencionados da politica (não são todos, não sejamos radicais e não menosprezemos alguns que têm boas intenções) não podem tudo e fazem de tudo para nos manter ignorantes, pois sabem que o dia que acordarmos acabou para eles.
  • Filipe Celeti  12/08/2011 18:36
    Interessada:

    O preço da educação é alto porque há excesso de controle.

    Falei sobre o assunto no O paradigma ético da liberdade em educação
  • Alexandre M. R. Filho  12/08/2011 19:02
    Interessada, sinta-se à vontade para montar uma escola voluntária e beneficente num desses grotões que vc indicou.\r
    \r
    O Bradesco faz isso. A IBM também. O Raí e o Leonardo fizeram. O Cafú foi na cola. E por aí vai.\r
    \r
    Se não fosse o estado roubando a riqueza do povo, muito mais gente estaria disposto a ajudar dessa forma.\r
    \r
    Concorda??
  • Interessada  12/08/2011 19:32
    Alexandre, seja razoável.

    A solução que você ofereceu é um grão de areia no deserto.

    Você tem uma solução de verdade ou só gosta de apertar a campainha e sair correndo?
  • Fernando Chiocca  12/08/2011 19:09
    heheheheh, o engraçado é que o Harry escreveu um artigo subsequente a este exatamente respondendo essa pergunta:

    Education for All

    I received the following comment in an email in response my article "Free the Schools"(Que é o título em inglês do artigo acima):

    I agree wholeheartedly with your conclusions regarding the state of public education. However, there is one aspect of complete privatization I've been unable to work out, and wondered your opinion.

    What happens to the students whose parents are too poor to afford to send them to any private school, even a very inexpensive one? Are these children simply denied education based on the socioeconomic circumstances of their birth?
  • Interessada  12/08/2011 19:21
    Entendo e admito todas as falhas e falta de produtividade do Estado.

    Mas ainda ficamos sem resposta para a empregada doméstica de Tucano, interior da Bahia, que ganha R$ 20,00 por mês e tem 5 filhos pra educar.

    Como os miseráveis pagarão pela escola privada, se nem o que comer têm?

    O modelo proposto é bom para as grandes capitais, onde HÁ concorrência. E aonde não há? Nestes lugares o ensino público será precário, mas existirá por força da lei.

    Notem que a observação no começo da página: o artigo foi adaptado para as condições brasileiras e cita ProUni etc. Mas nem assim consegue ser uma solução completa para o Brasil. No lugar em que foi escrito certamente não tem o histórico nem as dimensões, nem a corrupção brasileira.

    Pro Brasil é preciso um modelo novo. O Estado poderia adotar um sistema de presença seletiva e concentrar esforços onde ele é mais necessário até o dia em que não for mais.

    E a USP, nosso modelo de excelência em ensino público? Se privatizada, manteria o mesmo padrão?





  • Fernando Chiocca  12/08/2011 19:30
    Como os miseráveis pagarão pela escola privada, se nem o que comer têm?

    Existem 4 opções:

    1) Não pagar e ficar sem.

    2) Trabalhar e com o dinheiro que ganhar com o suor de seus trabalhos pagar pela comida, escolinha dos filhos e o que mais quiserem.

    3) Outras pessoas caridosas pagar para eles. (e as pessoas são caridosas).

    4) Roubar dos que trabalham e pagar com dinheiro roubado.

    Eu não considero o 4) uma opção, pois tenho ética, mas, infelizmente esta é a opção que atualmente o estado coloca em prática. E ética é algo que independe de local ou nacionalidade.

  • Leandro  12/08/2011 19:33
    Interessada, sobre a educação superior, gentileza ler o nosso artigo que foi linkado ao final do texto. Ali você vai entender por que é falacioso esse debate sobre universidade pública x universidade privada.

    Sobre a doméstica com 5 filhos e renda de R$20 mensais, o problema nunca abordado é o da responsabilidade individual. Pessoas com essa renda não podem irresponsavelmente começar famílias, muito menos jogar a responsabilidade pela criação de seus filhos sobre terceiros. Entretanto, dado que o problema já existe e não pode ser ignorado, a solução para o alívio da aflição dessas pessoas é por meio da caridade privada. Você, por exemplo, pode iniciar um esforço para coletar donativos para ajudar essas pessoas, propagandeando o sofrimento delas e o quanto necessitam de ajuda.

    Só não vale impor a outras pessoas a obrigatoriedade da ajuda. A coerção é a negação da essência da caridade.

    Abraços.
  • Interessada  12/08/2011 20:40
    Leandro, ajuda humanitária faz parte do mundo capitalista. E por um motivo altamente egoísta: a garantia do nosso bem-estar. Ou é legal ter medo de ficar parado no semáforo?

    E há quanto tempo os Estados Unidos ajudam gente do mundo todo? Ficaram mais pobres por isso? Governo que produz riqueza em abundância é isso aí!

    Vou ler o texto sobre as universidades com calma, obrigada pela indicação! =)
  • Luis Almeida  12/08/2011 21:02
    Governo não produz riqueza, Interessada. Governo confisca e destroi riqueza. Indivíduos operando em ambiente concorrencial, levados pela ânsia de servir aos outros e buscando o lucro, produzem riqueza.
  • Interessada  13/08/2011 00:28

    Luis Almeida,

    Claro que não, nem eu disse isso. Governos são facilitadores da geração de riqueza, ou de pobreza, através de seus mecanismos de proteção, incentivo, sistema econômico etc. Cabe à iniciativa privada produzir riqueza. O governo, que não gera riqueza, recolhe das empresas impostos para manter a estrutura necessária para o desenvolvimento do país.

    E como a economia americana é incentivada e próspera seu governo pode até se dar ao luxo de ser provedor além de suas fronteiras.
  • Fernando Chiocca  13/08/2011 01:13
    Fake interessada, é impressão minha ou você está defendendo a opção 4!?!?

    Meu Deus!!

  • Felipe Barbosa  13/08/2011 23:59
    www.youtube.com/watch?v=5Hewo7jZQ_4&feature=channel_video_title

    esse video diz tudo que eu gostaria de dizer...
    Gana é um dos paises mais miseraveis do mundo, mas mesmo lá estão surgindo escolas particulares, melhores do que a que o estado provém
  • anônimo  09/10/2013 09:30
    E como a economia americana é incentivada e próspera seu governo pode até se dar ao luxo de ser provedor além de suas fronteiras.

    Você precisa se atualizar, viu? Ainda bem que está no lugar certo.
  • oneide teixeira  12/08/2011 21:57
    "A coerção é a negação da essência da caridade." grande frase.
  • Rafael  09/10/2013 07:35
    De novo, Interessada: A educação pública não é gratuita. Essa mulher que ganha 20,00 por mês atualmente está pagando sob a ponta do cano de um revólver pela educação daqueles que estão na universidade pública quando ela paga impostos diretos e indiretos. Ela simplesmente não tem escolha: tem de pagar senão vai presa. E aposto com você que o preço que ela esta ajudando a pagar pela escola pública que NÃO é gratuita é muito superior a este salário de 20,00 reais que ela ganha. No ensino privado não seria gratuito, mas seria mais barato além de ter muito mais opções das quais ela não estaria obrigada a escolher por alguma em específica.
  • Eduardo  13/08/2011 00:06
    Exato, a educação é uma responsabilidade individual.

    Não vejo sentido na idéia corrente de que "educação é um direito".

    Alguém acha certo eu, sem dinheiro ou condição, sair agora e fazer um filho, e bater na porta da sua casa pedindo seu dinheiro porque meu novo filho tem um suposto direito a uma educação?
    É um absurdo. Não existe direito a uma educação, porque alguém tem que pagar por esse "direito", e não é você.

    Infelizmente, a vida não é tão fácil quanto botar um filho no mundo sem qualquer consequência e esperar chover um dinheirinho pra pagar pelos "direitos" dele.
    Se pra cada filho meu vocês pagassem uma educação, prato na mesa, Sucrilhos de manhã e TV a cabo com desenhos animados, eu já estaria no meu 8º filho.

    Uma solução é a caridade, sim. Como mencionado da internet, já existem muitas aulas online de excelente qualidade e absolutamente gratuitas, que apenas requerem um computador com internet. Menos que isso, só se a telepatia em massa fosse realidade.
    O Google e o capitalista selvagem explorador do Bill Gates andaram investindo alguns milhões em institutos educacionais completamente voluntários que estão rapidamente atingindo os mais carentes, tanto financeiramente, quanto a terem tomado aulas péssimas na escola.
    Procure por KhanAcademy.

    Testemunhei isso, pois acompanhava essas lições (melhores que quaisquer que já obtive por funcionários, diga-se) desde o humilde começo, até chegar nessas doações milionárias, e milhares de acessos pelo mundo inteiro, com resultados fantásticos.
    DÁ, SIM, pra educar sem ter governo metido no meio.
  • Andre Poffo  12/08/2011 19:44
    Note que onde for inviável construir uma instituição de ensino, certamente não será construída, o sistema de preços do capitalismo trata muito bem desse assunto.
    Se por prosperidade entendemos o menor dispêndio possível de recursos escassos, por lógica, se destruirmos riqueza ao construir uma escola onde não é viável, com certeza teremos menos prosperidade.

    No interior não vemos grandes universidades, mal vemos Faculdades.
    Se o sistema educacional não fosse tão burocratizado, como o é hoje, certamente haveriam soluções para as áreas menos afortunadas, como já mencionaram acima. Porém certamente não iria sair uma USP em uma cidade como esta que você citou.

    O caso que você citou é extremo, e com esse salário certamente preferiria comer do que ir para a escola. Mas veja que vários acima já consideraram a ideia da caridade, que existe e certamente atenderia essa pessoa. Mas veja, não seria um DEVER do Estado, seria uma CARIDADE de um indivíduo, percebe a diferença?

    Além disso tudo, o caso que você citou tem mais a ver com comida(que é muito mais necessário) do que com educação.
  • Leo  09/04/2015 00:12
    Falam muito em caridade, mas como se pode construir um argumento destes visto que todos dizem e concordam que ninguém deve ter responsabilidade pelos filhos dos outros? Em um comentário até foi dito:" se para cada filho meu as outras pessoas pagassem educação, prato na mesa, sucrilhos e tv a cabo, eu já estaria no 8º filho".

    Acredito que são dois argumentos conflitantes. Como vai haver esta "caridade" se se constrói uma consciência de que cada um é responsável pela sua própria família?
  • Lins  09/04/2015 01:48
    E você acha que caridade compulsória é caridade?

    Não é possível que você não entende a diferença entre a caridade voluntária e espontânea e o ato de confiscar dinheiro de terceiros e redistribuí-lo de acordo com critérios políticos...

    Libertários são totalmente a favor da caridade espontânea e voluntária. E essa não tem absolutamente nada a ver com políticas de redistribuição de renda, que se baseiam no roubo e na extorsão.
  • Leo  09/04/2015 13:41
    Em nenhum momento eu disse que se deve praticar a caridade compulsória. Por favor,leia o que escrevi. Sei perfeitamente distinguir a diferença entre forçar as pessoas a ajudar os outros através da coerção e entre não haver espoliação.

    Só gostaria, se possível, que se explicasse o seguinte: em uma cultura (organização social) em que se apregoa a liberdade individual e que, consequentemente, implica em cada um sendo responsável por seus atos e suas atitudes, como pode sequer existir o conceito de ser caridoso com os outros? De novo, a meu ver, são dois argumentos conflitantes. Como vai haver esta "caridade" se se constrói uma consciência de que cada um é responsável pela sua própria família? São coisas excludentes. Um não pode co-existir com o outro. (a não ser a caridade entre membros de uma mesma família, que também não teria obrigação para com qualquer dos outros membros, ainda assim seria, talvez, a única forma expressa deste tipo de comportamento).

    Não sou a favor de se obrigar as pessoas a praticar caridade forçada, nem de que se lhes imponha qualquer forma de agir, de pensar, de vestir se elas não quiserem naturalmente estas coisas. Não sou a favor de qualquer tipo de coerção. Somente acho que alguns ficam falando sobre a caridade espontânea em um ambiente de imputação de responsabilidade individual sem no entanto atentarem para o conflito entre estes conceitos.

    São dúvidas genuínas de um estudante que tem tomado conhecimento apenas recentemente sobre os conceitos de libertarianismo e da escola austríaca e que gostaria de ficar cada vez mais esclarecido.
  • Rennan Alves  09/04/2015 14:29
    E como não pode? Perdão mas não consigo enxergar conflito entre ambos, a caridade é uma escolha individual, ou seja, é um exercício de liberdade individual.

    Hoje, a despeito do estado babá e seu monopólio da assistência social, você é livre para ser caridoso com quem você quiser. Ninguém o impede de entregar uns trocados a um mendigo, ou doar roupas que você não quer mais. Essa é uma liberdade individual sua.

    Em um arranjo ainda mais livre, você ainda terá liberdade para dar trocados e roupas, com o adicional de não ter sua renda confiscada pelo estado babá. A escolha ainda será sua.

    Como não pode existir caridade no segundo caso?
  • Filipe Celeti  14/08/2011 00:23
    já que você não leu o que indiquei, eu cito:

    Se uma educação estatal não é eticamente desejável, visto que justifica-se no roubo, os mais pobres ficarão à mercê do mercado educacional? James Tooley[5], em seu último livro, The beautiful tree: a personal journey into how the world's poorest people are educating themselves, mostra que isso não irá ocorrer. Tal previsão é contrária ao que tem ocorrido nos países mais pobres do mundo. Suas pesquisas tem sido feitas sobre educação privada de baixo custo. Em países como Nigéria, Índia, Paquistão e China, diversas famílias pobres tem preferido pagar pela educação de seus filhos ao invés de matriculá-los em instituições públicas.

    Na Índia, ao interrogar os pais sobre mandar seus filhos para a educação pública, Tooley ouve a seguinte resposta: "Eles [professores]... os tratam como escravos" (TOOLEY, 2009, p. 17, tradução nossa)[6]. Não é um pouco o que ocorre no Brasil? Até um certo ponto o número de professores com ensino superior e habilitados para exercer a profissão aumentou. Em estudo publicado pelo INEP, 68,5% dos professores na educação básica possuem ensino superior e 93,4% possuem este mesmo grau de escolarização no ensino médio (PESTANA, 2009, p. 27). Entretanto, caímos nas falas dos pais indianos: "Eles podem ser muito bons estudando, mas não são muito bons ensinando"(TOOLEY, op. cit., p. 17).

    Neste ponto, pode-se argumentar que ainda faltam muitos professores concluírem o ensino superior. Além disto, que seria necessário que todos lecionassem a disciplina na qual possuem habilitação. A solução apresentada é ampliar vagas nos cursos de licenciaturas das universidades públicas. Resumidamente, a solução é sempre aumentar regulamentações, criar novas leis, aumentar os gastos para, enfim, uma sociedade mais justa e equitativa ser construída.

    É na contra-mão disto tudo que está o estudo de Tooley. As regulamentações e engessamentos não atingem o esperado. A própria LDB, vigente desde 1996, ainda não está completamente em vigor. Ainda existem professores que concluíram apenas o ensino fundamental. Afinal, quem são os melhores professores? Carl Sagan, no prefácio de O mundo assombrado pelos demônios, escreve sobre seus professores. Ao relembrar toda a sua trajetória intelectual conclui: "quando recordo o passado, parece-me claro que não aprendi as coisas mais essenciais com meus professores da escola, nem mesmo com os meus mestres universitários, mas com mais pais, que nada sabiam sobre ciência" (SAGAN, 2006, p.16).

    Quem são os melhores professores? Aqueles que detêm um papel que alega isto? O melhor pedreiro é o que possui diploma de engenharia? Toda a busca pela qualificação dos professores é resultado de uma tentativa de mostrar que existia um modelo de educação ruim e que agora um novo modelo, melhor, será inserido. Milhões ou bilhões em moeda irão resolver o problema. Mas, é o mesmo governo e instituições que irão aplicar este dinheiro. "O que os leva a crer que farão o correto desta vez?" (TOOLEY, op. cit.. p. 140, tradução nossa)[7]. No Brasil presenciamos o acesso à educação seguido de um sucateamento do ensino. Deve ser óbvio que destruir o ensino não é a solução. A solução deve ser pensada juntamente com quem se interessa por ela. Professores e governos geralmente pretendem decidir modelos e conteúdos educacionais. Talvez seja um momento do governo recuar do seu papel centralizador.

  • Interessada  14/08/2011 10:13
    "Se uma educação estatal não é eticamente desejável, visto que justifica-se no roubo, os mais pobres ficarão à mercê do mercado educacional?"

    Filipe, se eu sou alguém que apoia o Estado mínimo, pra mim esta é uma falsa premissa e toda a lógica que a segue é inconsistente.

    Eu acho o uso da palavra "roubo" marketeiro. Chama a atenção como um elogio, só que às avessas. Afinal, alguém pode optar por não ser "roubado" procurando outras alternativas de vida em outros lugares e a maioria das pessoas concorda em ser "roubada", contanto que lá na frente seja ressarcida com bons e essenciais serviços públicos.

    Será que tem alguém reclamando de ser "roubado" na Dinamarca? Até onde eu sei o índice de desemprego lá é zero e a qualidade de vida é excelente.

    Uma empresa privada também pode muito bem extorquir o usuário. Veja as nossas teles. A privatização trouxe avanços enormes, mas estamos anos-luz de um bom atendimento porque essas empresas sabem que o usuário não tem pra onde correr.

    Concordo com muitas ideias apresentadas no texto inicial. As ressalvas não são provocações, nem petismo, nem xiitismo, nada. São dúvidas genuínas para as quais gostaria de ver propostas exequíveis.

    Bom domingo!

  • Engenheiro Anti-Cartorios  14/08/2011 11:01
    Sra "Interessada",
    Tentando esclarecer o seu questionamento "...Uma empresa privada também pode muito bem extorquir o usuário. Veja as nossas teles. A privatização trouxe avanços enormes, mas estamos anos-luz de um bom atendimento porque essas empresas sabem que o usuário não tem pra onde correr...", a Sra. ainda não se deu conta por que isto aconteceu?
    Vou tentar ajudar (desculpe a pretensão), aí vai:

    a) Uma empresa privada somente consegue extorquir o cliente até o momento em que este se dá conta do fato e procura outro fornecedor do produto ou serviço em questão, o que pode durar alguns meses ou alguns segundos, dependendo do caso. Num mercado verdadeiramente livre, sem regulamentções restritivas, o empresário que tenta "se dar bem" explorando (no mau sentido) o cliente simplesmente perde mercado até a sua total extinção.

    b) O usuário não tem aonde correr *exatamente* devido à regulação absurda e restritiva das agências governamentais, que engessam os serviços e impedem a concorrência criando obstáculos gigantescos à criação de novas empresas do ramo, pois como são abstecidas pelo dinheiro sujo da corrupção das empresas que elas protegem, nunca terão interesse em quebrar a lealdade à mão generosa que alimenta o órgão controlador. Simples, não é?: a agência finge que moraliza o setor, na realidade criando privilégios para as empresas oligopolistas, e estas por sua vez alimentam com benesses financeiras e políticas o referido patrocinador do cartel. Uma simbiose nefasta e quase indestrutível!!

    Imagina se qualquer empresário pudesse abrir uma empresa de telefonia celular e oferecer o seu serviço segmentado por fatias de mercado específico, com custo para todos os bolsos. Em pouco tempo, as tais empresas que hoje estão extorquindo o usuário teriam que se mexer e baixar os preços e melhorar a qualidade.

    Sugiro começar a pensar na liberdade de mercado como a solução, e a Sra. verá que o real vilão da história é aquele que finge nos proteger...

  • Filipe Celeti  15/08/2011 09:18
    Interessada:

    Você só leu a primeira frase ou leu tudo o que foi dito sobre a pesquisa do Tooley?

    Seu questionamento foi sobre os mais pobres ficarem sem educação e a pesquisa dele mostra que isso não ocorre nem nas periferias mais pobres do mundo. Logo, o seu fantasma argumentativo é falacioso, pois existe educação de baixo custo quando não há tanta regulamentação do estado. é o estado o responsável por abolir tais escolas pregando que só ele pode prover tal serviço.

    Não precisa partir da minha premissa para ler o resto.

    Vá ser desonesta assim bem longe!
  • anônimo  09/10/2013 09:36
    Chamar de 'roubo' não tem nada de marketeiro. As pessoas na dinamarca não se incomodam porque em parte são influenciadas pela conversa de que o que elas tem de bom veio do estado, e em parte a vida realmente é melhor, e isso graças ao livre mercado.
    E as teles não são exemplo de como uma empresa privada pode prejudicar seus clientes. Lendo mais coisas por aqui você vai ver como elas na verdade não são livre mercado mas sim parte da aliança entre o governo e algumas poucas grandes empresas. Elas são algo como o Eike Batista, que conseguia milhões de reais arrancados dos pagadores de impostos só porque é um bom puxa saco do governo atual
  • Tiago  17/08/2011 05:38
    Meus avós nasceram num canto bem pobre do interior, e estudaram apenas 3 anos de suas vidas, o suficiente apenas para aprender a ler/escrever e fazer operações básicas. E isso não os impediu de conseguir trabalho para sustentar uma família com 4 crianças, dando a eles uma infância bem melhor do que aquela que tiveram - todos os meus avós trabalharam desde pequenos na roça, coisa que meus pais nunca precisaram fazer. Meus pais conseguiram me dar condições ainda melhores, graças a seus esforços e talentos (minha mãe só concluiu ensino superior depois de ter mais de 40 anos).

    Resumindo, educação formal não é um pré-requisito para sair da pobreza. Há muita gente que consegue sem.

    Bom, estou só repetindo o que o Fernando já disse aqui: mises.org.br/Article.aspx?id=1078 Ele inclusive linka para um trabalho que mostra como em lugares muito pobres escolas privadas podem surgir e funcionarem melhor que as do governo.
  • anônimo  09/10/2013 09:24
    'Mas ainda ficamos sem resposta para a empregada doméstica de Tucano, interior da Bahia, que ganha R$ 20,00 por mês e tem 5 filhos pra educar.'
    Como se a culpa dela ter escolhido fazer cinco filhos sem ter dinheiro pra criar nem um fosse dos outros. Você não quer despesa? Então não faz despesa, ora bolas.
  • inacio  07/04/2015 15:01
    Já existem modelos privados de universidade mais atrativo que o publico. Exemplo é UniCesumar na cidade de Maringá-PR, e só para deixar claro não sou estudante, formado e professor da entidade. UniCesumar vem com proposta de currículo e modo de avaliação próximo (adptado) do Harvard, mesmo com regulamentação do governo que prejudica todo currículo. Todos que se formam na UniCesumar tem orgulho em falar que estudou lá, tem um integração com sociedade produtiva, e muitos exemplos de profissionais de sucesso, empreendedores que se formaram la. Os formados nas faculdades publicas estão ficando distante da economia moderna e em grande parte dos formados são canalizados para trabalhar para estado, pois o modelo educacional imposto não permite uma integração com economia dinâmica e moderna.
  • Rafael  08/04/2015 17:45
    "Como os miseráveis pagarão pela escola privada, se nem o que comer têm?"

    Os miseráveis hoje já pagam pela educação dos seus filhos e dos filhos dos outros via impostos indiretos (alimentos, transportes, medicamentos, vestuário) que em média atinge 40% da sua renda, ou seja, desses hipotéticos R$20 mensais, R$8 são pagos em impostos. Retire os impostos da equação e já sobrarão R$8 para o gasto em educação. Claro, assumindo que o indivídio enxerga algum valor na educação e prefere gastar nela do que em moradia, alimentos, vestuário...

    "O modelo proposto é bom para as grandes capitais, onde HÁ concorrência. E aonde não há? Nestes lugares o ensino público será precário, mas existirá por força da lei. "

    Só não há concorrência onde o Estado impede. Outros artigos no site detalham a questão.

    "Notem que a observação no começo da página: o artigo foi adaptado para as condições brasileiras e cita ProUni etc. Mas nem assim consegue ser uma solução completa para o Brasil. No lugar em que foi escrito certamente não tem o histórico nem as dimensões, nem a corrupção brasileira. "

    Nunca li ninguém neste site afirmando ter uma solução completa, do que quer que seja, para o Brasil. Aliás, esta ideia é sempre combatida neste forum, assim como a panacéia de Planejadores Centrais. O que se sugere é a LIBERDADE, na maioria das vezes, traduzida na forma de livre concorrência, inclusive de ideias.

    "Pro Brasil é preciso um modelo novo. O Estado poderia adotar um sistema de presença seletiva e concentrar esforços onde ele é mais necessário até o dia em que não for mais. "

    Você fala em modelo novo, mas o que você sugere é mais do mesmo: o Estado interferindo e/ou atuando diretamente num mercado que estaria melhor com livre concorrência.

    "E a USP, nosso modelo de excelência em ensino público? Se privatizada, manteria o mesmo padrão?"

    Sim, manteria. Privatizada, ainda teria que seguir a cartilha do MEC que nivela todas universidades, públicas ou privadas, no mais baixo nível de mediocridade. Haja vista a decadência de citações de artigos brasileiros na ciência mundial.

    www.unicamp.br/unicamp/noticias/2012/09/05/crescente-irrelevancia-da-ciencia-brasileira-artigo-de-jacques-wainer
  • Rafael  09/10/2013 07:28
    "Interessada", sei que minha resposta não vem a tempo, mas respondendo à sua pergunta quanto aos pobres que não teriam como pagar pela educação privada. Responderei com outra pergunta: Por acaso a educação pública é gratuita? Já pensou em pesquisar quanto custa um aluno na rede pública superior, por exemplo? Aposto que o valor deve estar na casa dos milhares. A gente se esquece sempre de que a educação pública é tão cara, que até aqueles que não vão participar da rede pública de educação têm de bancar os que estudam nas universidades.
  • Geraldo Milagre  12/08/2011 20:41
    O texto é interessante.
    Mas acho que a comparação entre indústria de ensino e indústria de computadores tem vários problemas.
    1) Computador é produto. Escola é serviço.
    2) Compramos um computador e vamos embora, na maior parte das vezes não lidamos mais com o fabricante. Quando formos comprar o próximo, vamos escolher de novo onde comprar em uma decisão totalmente nova. Com a escola é diferente. A criança precisa frequentar a escola durante anos, todos os dias. Uma mudança implica em mudar de ambiente, perder amizades, fazer novas amizades, se adequar a um currículo diferente, ajustar notas anteriores ao novo sistema, enfim, há várias complicações. A barreira de saída para o consumidor de escola é alta. Para o consumidor de computador é baixa. A escola tem muito mais poder na relação comercial com o aluno do que o fornecedor de computador com seu consumidor.
    3) Já existem escolas particulares, e nenhum dos benefícios preconizados pelo texto para escolas privadas se aplicam a elas.
  • Leandro  12/08/2011 21:16
    Geraldo,

    1) Computador é produto, escola é serviço. Produtos e serviços, em uma sociedade livre, são fornecidos pelo mercado, de maneira livre e desimpedida. Ou será que a faxina do seu apartamento, um serviço, deve ser ofertada pelo estado?

    2) Você disse que "A escola tem muito mais poder na relação comercial com o aluno do que o fornecedor de computador com seu consumidor." O poder da escola na relação comercial com o aluno, em uma sociedade livre, com mercados desimpedidos, é o mesmo que o poder de uma churrascaria na relação comercial com você -- caso você não goste de uma, irá no dia seguinte frequentar outras. Você tem liberdade nesse ramo. Ademais, tenha a bondade de ver a minha resposta à leitora Interessada acima e veja como a internet altera esse problema de "mudar de ambiente".

    3) As escolas particulares que existem hoje operam em ambiente totalmente regulado, sem concorrência. E é exatamente por isso que o texto foi escrito: para explicar o que ocorreria caso a educação fosse desregulamentada. Seria impossível que, no atual sistema, a coisa funcionasse exatamente como preconiza o texto. Se funcionasse assim, o texto seria desnecessário.

    Abraços!
  • Zeh  13/08/2011 18:29
    Eu não concordo com a existencia de escolas públicas. Mas nós austriacos temos que entender que abolir a escola publica é algo muito dificil, beirando o impossivel. O interessante primeiro seria brigarmos para que todas as leis sobre escolas(e saúde) fossem obrigadas a serem seguidas APENAS por instituições públicas. Deixando que toda a rede privada fosse isenta de impostos e regulamentações, podendo atuar como quiser. Isso mostraria o poder do setor privado, chegando até a um momento onde a minoria das pessoas usariam os serviços criminosos do governo, ai seria só passar a rasteira final e abolir os serviços publicos por completo.

    A unica dificuldade que vejo nisso, é que conforme forem crescendo as instituições privadas, as publicas ficarão com menos clientes, oq eu resultará numa inevitavel melhora dos serviços publicos, tornando um pouco mais dificil sua extinção, já que muita gente brigaria para que elas continuassem a existir.
  • Engenheiro Anti-Cartorios  14/08/2011 09:04
    Interessante é lembrar que, faz apenas algumas décadas, neste Brasil varonil as escolas públicas tinham bom conceito em geral, e os alunos que cursavam algumas escolas públicas tinham melhores chances de classificação nos concursos de admissão à universidade. Houve época em que as escolas particulares eram consideradas uma espécie de refúgio para os alunos de menor desempenho - lembram do lema "pagou-passou"?

    A diferença básica entre aqueles tempos e os atuais não é o papel doutrinário da escola em si, como ferramenta ideológica do estado (coisa que sempre existiu), mas sim o grau absurdo a que esse aspecto foi elevado, em conjunto com o crescimento exponencial da corrupção estatal - pois antigamente a ladroagem era menos intensa, e ainda sobrava um pouco da verba pública para realmente alocar nas escolas do estado.

    Como o autor deste brilhante artigo expressou, o cerne da questão é neutralizar a lavagem cerebral que faz com que a maioria acredite nas premissas citadas no início do texto. Isto somente será possível como uma reação a partir da própria família - o que me deixa mais desanimado ainda, pois como diz aquele fânqui (expressão máxima da nossa cultura popular atual...) "tá tudo dominado !!!"

    Mais uma vez parabéns ao IMB pelo conteúdo divulgado.

    Apenas uma filosofia barata sobre o IMB: tenho a impressão de que este maravilhoso site pratica aquilo que em inglês é designado como "preaching to the choir", ou seja a veiculação destas verdades que libertam a mente fica restrita ao próprio público que já tem uma visão libertária e pró-mercado.

    Como fazer para que estas idéias possam atingir o povão que sustenta - sem querer e sem ter consciência disso - a orgia estatal?

  • Leandro  14/08/2011 10:51
    Prezado Engenheiro, é justamente para isso que contamos com nossos leitores para a propagando boca a boca -- além de muni-los, é claro, com argumentos que possam utilizar em qualquer discussão que porventura tenham com estatistas.

    Sempre lembrando que, ao discutir com estatistas, seu intuito não deve ser o de convertê-los -- pessoas cegadas pela ideologia não ligam para a razão --, mas sim o de convencer as prováveis testemunhas desse debate de que você possui os argumentos corretos.

    Grande abraço!
  • Engenheiro Anti-Cartorios  14/08/2011 11:18
    Prezado Leandro,

    Desde o início do site do IMB - e vários anos antes, quando leitor diário do site do LvMI em inglês - tenho divulgado o conteúdo libertário e pró-livre mercado para os meus conhecidos e amigos (com moderação, para não provocar uma "indigestão" libertária súbita nos estatistas mais contumazes).

    Apenas receio que este tipo de divulgação não tenha uma velocidade e eficiência compatível com o estado de calamidade intelectual em que o mundo se encontra.

    Desculpe o desabafo, às vezes olho em volta e me sinto como se fosse um estranho animal dentro de uma jaula, sendo observado com perplexidade pelas pessoas cujo pensamento parece irremediavelmente contaminado pela ideologia coletivista.

    Nesse ritmo, acho pouco provável influenciar um número de pessoas suficiente para promover qualquer mudança econômica ou política significativa...

    Oh vida, Oh azar!!! Sorry, não pude evitar a melancolia...

    Grande abraço p/ todos.

  • Rovison  14/08/2011 12:10
    Sou professor de geografia de turmas de ensino fundamental e médio da rede pública há dez anos e tenho constatado que o estado é completamente ineficiente para ofertar ensino de qualidade. Mesmo que os gastos governamentais fossem duplicados não haveria grandes melhoras no ensino público no Brasil. A questão não é falta de recursos e sim péssimo uso deles. Um grande mito difundido por sindicatos de professores e por "especialistas" em educação é o de que o principal problema da educação pública no Brasil são os baixos salários. Isto é uma grande falácia. Mesmo que os governos decidissem amanhã triplicar o salários dos professores da rede pública, ainda assim o ensino no Brasil continuaria num estado deplorável. Muitos colegas meus tem dois empregos e o conjuge também e auferem uma renda líquida de mais de 8 mil reais e nem por isso dão uma aula de qualidade. A minha experiência como professor tem me mostrado que a classe dos professores de escola publica é uma das que mais tem picareta entre todas as categorias profissionais. Os burocratas do Ministério da Educação desconhecem por completo o que se passa no interior de uma escola pública. É tanto faz de conta, é tanto desperdício de dinheiro público, é tanto projeto inútil que o resultado só poderia ser este que nós conhecemos.
    Outra ideia estúpida é essa de o estado querer oferecer educação de qualidade para todos. Isto é impossível. Primeiro porque não há professores bem qualificados para atender a demanda; segundo, mesmo que houvesse, o estado teria que gastar uma quantidade absurda de recursos públicos para remunerar esses professores, engessando, portanto, o orçamento público; terceiro, educação é um processo interativo entre alguém que quer aprender e fontes de conhecimento (livros, revistas, jornais, os pais e os professores). O processo educativo só se torna bem sucedido se houver um forte interesse por parte do aprendiz em querer realmente aprender, de querer se apropriar de um conjunto de conteúdos. Acontece que boa parte das crianças e jovens brasileiros não tem esse interesse por n razões. Sendo assim, quando os governos gastam bilhões de reais para tentar educar indivíduos que não querem ser educados, está havendo um gigantesco desperdício de dinheiro público. Seria mais produtivo se os governos pegassem essa montanha de dinheiro e aplicassem em cursos profissionalizantes para jovens. Nem todo mundo nasceu para fazer faculdade. Agora se formos para o ensino superior, o desperdício é várias vezes maior.
  • Felipe Barbosa  14/08/2011 13:41
    Nossa, sabia que a situação era péssima, mas não sabia desse nível...
  • Rovison  14/08/2011 14:43
    No meu comentário nem toquei na questão do desvio de recursos públicos na área da educação que é uma prática corriqueira em todos níveis do aparelho estatal.
  • Beto  14/08/2011 19:06
    Rovison, fico feliz de ler seu comentário! MInha mãe também trabalha na rede e ela sempre fez as mesmas observações que vc, e sempre esteve isolada entre as colegas dela. Acho impossível atrair para a educação mais pessoas sensatas como vc e minha mãe sem que haja um afastamento do estado em relação à educação (inclusive das escolas particulares). Mas não adianta, o povo vai eternamente acreditar na educação de qualidade para todos (não que eu ache impossível, mas não no curto prazo com os recursos presentes) e vão sempre achar que "enfiar" todo mundo no ensino superior é a chave para acabar com a desigualdade social. Enquanto isso o mercado se entope de mão de obra mal qualificada, aprovada nas suas faculdades que aprovam todo mundo (do contrário, perderiam todos os alunos) e recebem incentivos do Pro-Uni.
  • Rovison  15/08/2011 00:48
    A maioria dos professores da área de humanas tem uma formação acadêmica e um nível intelectual muito baixos. Além disso, a quase totalidade deles é defensora de ideias esquerdistas, que são ensinadas aos alunos como as coisas mais corretas e avançadas que há na sociedade. Resultado: o aluno aprende muito pouco de conteúdos relevantes de geografia, história, sociologia ou filosofia e muito sobre os "males" do capitalismo, do neoliberalismo, da grande agricultura comercial, do imperialismo norte-americano, as "virtudes" do socialismo, do welfare state, do modelo cubano de sociedade, do MST, do intervencionismo estatal na economia, dos movimentos sociais, de ser um "cidadão crítico" etc. Com uma escola nas mãos de professores desse tipo como é possível falar em ensino de qualidade, boa preparação dos jovens para o mercado de trabalho, desenvolvimento da autonomia intelctual etc. Eu, por exemplo, até evito de discutir certos temas pedagógicos com outros professores para não criar um ambiente de trabalho muito hostil para mim.
  • Marcos  14/08/2011 19:36
    Há muito tempo as escolas são apenas um grande repositório de ideologias escolhidas pelos grupos de pressão para infundir aos jovens. Isso tudo data da queda vertiginosa da qualidade nos cursos de pedagogia, desde o momento em que deixaram os conceitos clássicos para adotar porcarias como "educação cidadã", "pedadogia dos excluídos" e outras palhaçadas que no final significam uma coisa só: fazer com que os alunos adotem determinados conceitos em vez de ajuda-los a se desenvolver intelectualmente, para que eles próprios possam raciocinar e fazer suas escolhas por si mesmos.
  • anônimo  21/08/2011 00:34
    "Há muito tempo as escolas são apenas um grande repositório de ideologias escolhidas pelos grupos de pressão para infundir aos jovens."

    Nossa! Fato! Você precisa ver os livros acadêmicos que guardo da época da ditadura militar. São cômicos(assim como são os de hoje, a sua maneira).
  • cândido leonel teixeira rezende  14/08/2011 21:32
    "Temos de agradecer aos céus pelo fato de que nossos computadores e demais aparelhos eletrônicos não são fornecidos pelo estado. Mas também nunca podemos nos esquecer de como a educação poderia ser muito melhor, mais dinâmica e estimulante, se ela fosse tão livre do estado quanto é a indústria tecnológica."

    Quantos anos esperei pra "ler" isso? hahahaha
    Esssa frase se aplica a todos os "Estados" que conhecemos.
  • mcmoraes  14/08/2011 22:26
    Deleite-se um pouco mais, Cândido: mises.org.br/Article.aspx?id=84
  • Filipe Celeti  15/08/2011 09:13
    Bem vindo à causa Rovison. Leciono filosofia há 5 anos no ensino público. Estou me afastando no momento, mas nunca deixei de ensinar as virtudes do livre mercado e rebater as aulas pobres de geopolítica e história.
  • Rovison  15/08/2011 12:21
    Obrigado, Filipe. Eu também já venho há pelo menos 3 anos fazendo um trabalho de desideologização dos meus alunos de ensino médio. Quando lhes mostro a verdade, eles atordoados, confusos, porque todos os demais professores que tiveram ensinaram-lhes apenas como ser um cidadão crítico do sistema capitalista, como ser um agente de tranformação social, etc. Quando mostro aos meus alunos as virtudes de uma economia de livre mercado, dando exemplos que eles conhecem, eles acabam concordando com as novas ideias. Infelizmente, sou um pingo d'água no oceano, mas me sinto bem, ao menos, por tirar a venda desses meus alunos. Sei que muitos dos meus colegas de trabalho já sabem dessas minhas ideias e não me suportam, mas eles não podem fazer nada contra mim, exceto falar mal de mim por tras.
  • Peterson Mota  16/08/2011 19:54
    Parabéns Rovison! Prossiga assim mostrando exemplos...os alunos ao se deparar com o óbvio vão querer mais!
  • Diogo Siqueira  17/08/2011 21:23
    Parabéns pela coragem Rovison! Você não é "pingo d'água no oceano". É um tremendo balde de água fria sobre as cabeças que fervilham o coletivismo!
  • Rovison  18/08/2011 00:06
    Obrigado, Diogo, pelo incentivo. Encaro esse meu trabalho de ataque às falácias esquerdistas como um dever de consciência, uma espécie de imperativo moral. Infelizmente nossas escolas estão eivadas dessa mentalidade coletivista, estatista, que atrofia a inteligência dos alunos. Hoje, minha ojeriza a tudo que se assemelhe a marxismo, socialismo, welfare state é tão grande que não consigo dialogar, sem perder a calma, com indivíduos defensores dessas sandices. A cada dia que passa me torno mais anti-estatista e mais defensor do livre mercado e da meritocracia, dois conceitos considerados anátemas nos órgãos públicos em geral, incluindo as escolas.
  • Johnny Jonathan  24/06/2012 21:40
    Isso me lembrou quando um professor meu de história (que era muito bom MESMO, mas esquerdista) começou a falar sobre comunismo e anarquismo. Eu como era anarquista me manifestei em favor da anarquia, mas sem o comunismo (aliás, ele nem tinha citado a anarquia capitalista).
    Meu primeiro "argumento" foi um esquerdista (corrompido por eles) por sinal, o de que somos todos diferentes, e de que a igualdade comunista era impossível.

    Apesar de a nossa sala ser "a mais bagunceira do colégio" também tinha a acunha de a "mais debatedora" (nem digo que tinha dedo meu rs), alguns professores gostavam, como o meu de geografia, que apesar de capitalista era keynesiano meio welfare state (não conseguir convence-lo do contrário, mas as testemunhas, como o leandro falou, começaram a se questionar, o que já é um boa semente.)ou seja, um liberal estadista "minimo" de esquerda.
    Já outros não, já que não sabiam responder ( o de filosofia era só pedagogo, então...). E nas aulas inúteis, como inglês e espanhol, todo mundo conversava a vontade. HAHA'

    Enfim, quando questionei sobre essa impossibilidade, a sala inteira começou, como de praxe, a perguntar sobre como seria, e no fim colocamos ele na parede: se o professor teria um status maior do que um lixeiro, mesmo ganhando bem, já teríamos um mundo desigual, não em riqueza material, mas em riqueza ~ espiritual ~, ou seja, eu poderia até não passar fome, mas se fosse um lixeiro ficaria mais solitário do que um professor.
    Dae a sala meio que desacreditou nesse troço de comunismo, a pena é que o povo caiu perfeitinho na lábia do meu professor de geografia sobre welfare state... é dificil explicar que empresário mesmo sendo egoístas e querendo o lucro podem fazer algo de bom pra você, eu tentei, algumas pessoas até concordaram em parte, mas é difícil. Professor é sempre uma autoridade maior e dizer que o estado ´injusto sempre gerá o medo do CAOS.

    Mas acho que, quem tem o dom de ensinar, gosta ou quer entrar na área por algum motivo (grana é o que não falta no setor =P) mesmo sendo liberal, tem que ser a gota d'aguá no oceano SIM!
    São essas gotas que farão futuros professores que serão gotas maiores e assim por diante...

    Não acho o esquerdismo é um problema, eles só tem boas intenções corrompidas pelo o estado. Logo, o conceito progressista sera muito válido pra ideia libertárias. Esse endeusamento da educação deveria ser mais abraçado pelos libertários, ao passo que só vilanizar essa instituição só faz os esquerdistas progressistas dominarem a educação dos filhos da nossa sociedade.
    Acho que o conceito liberal só terá relevância no mundo se fizemos uma revolução cultural.
    É difícil por que já estamos dentro de uma, a revolução esquerdista. Temos que acreditar que da pra empatar ou até virar o jogo. ( se não, ao menos incomodar, pra que a tendência pragmática politica atual vá pra um caminho mias próximo da liberdade.
    Sendo pragmático ou radical às vezes, é importante mostrar cada vez mais que o estado é inútil.
  • Killarney  08/04/2015 20:16
    Rovison, sou professor de área técnica de curso na área de saúde e, sempre que posso, também faço 'minhas gotas no oceano'. E os alunos gostam. Acham interessante, afinal, eis diante deles uma pessoa que não compactua com o SUS como os demais fazem bovinamente.

    Ademais, dando o meu exemplo: conheci o Mises há menos de 1 ano e estou radicalmente transformado. E vejo que à minha volta, outras pessoas estão tendo contato com ideias libertárias, anarco-capitalistas, anti-coletivistas e por aí vai. Fiquei muito surpreso (positivamente) quando vi faixas em diferentes cidades mencionando (leia-se, criticando) o 'patrono' da educação brasileira, Paulo Freire. Jamais imaginei que algo que julgava extremamente circunscrito à sites liberais ou de 'direita' estaria nas ruas daquela maneira. Então, sigamos em frente. Façamos nossa parte.

    Seja bem-vindo e continuemos nessa seara. É árdua, é longa, mas ela tem que começar.
  • Janny  15/08/2011 10:01
    Puxa gente, faço ensino superior em Administração Pública e cada vez mais me sinto atraída pela ideia de abolição do Estado e de toda a sua estrutura administrativa, que ironia... rsrs.. ainda, este artigo chega bem em tempos de greve na UFPR...\r
    \r
    Escreve para deixar os parabéns a toda a equipe pelos textos, artigos e publicações, principalmente, pela difusão dos conhecimentos de liberdade. Certamente eu teria uma visão bem diferente do Estado caso não tivesse encontrado este site ao acaso.\r
    \r
    Não posso dizer que concordo totalmente com tudo, mas obviamente, não consigo discordar de nada.
  • Paulo  15/08/2011 14:59
    O problema não é necessariamente a educação pública. Em países como a Finlândia e a Singapura, a educação pública é de qualidade. E por que nestes países deu certo? Porque nestes aíses há um sistema meritocrático de seleção de professores O problema da educação pública em países como o Brasil, é o corporativismo dos sindicatos.
  • Rodriguez  15/08/2011 15:48
    "[...]Em nível universitário, já temos o exemplo prático do ProUni, que nada mais é do que uma variância desse esquema de vouchers. O único resultado foi piorar a educação das universidades particulares que recebem esse subsídio, pois agora elas não mais precisam competir por novos alunos; o governo já garante a receita."

    Acho que não...
    noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI3624632-EI8266,00-Bolsistas+do+ProUni+elevam+qualidade+do+ensino+superior.html

  • Luis Almeida  15/08/2011 16:09
    Rodriguez, o artigo se refere à qualidade do ensino, e não à qualidade do estudante. Estudantes bons obviamente tendem a tirar notas boas em instituições ruins. Mais atenção a essa diferença crucial.

    Ademais, colar a opinião burocratas a respeito de programas que eles próprios criaram é como colocar pais para aplaudir a apresentação escolar de filhos -- por pior que seja, eles sempre estarão lá para dar aquela força e ofuscar os resultados reais.

    Esperamos mais capacidade de discernimento dos leitores deste site.
  • Rodriguez  15/08/2011 17:03
    "Rodriguez, o artigo se refere à qualidade do ensino, e não à qualidade do estudante. Estudantes bons obviamente tendem a tirar notas boas em instituições ruins."

    Quando eu afirmei isso? Apenas mandei um link que refutava o que o autor escreveu quanto ao ProUni (que o mesmo não melhorava a qualidade do Ensino Superior)


    "Ademais, colar a opinião burocratas a respeito de programas que eles próprios criaram é como colocar pais para aplaudir a apresentação escolar de filhos -- por pior que seja, eles sempre estarão lá para dar aquela força e ofuscar os resultados reais."


    Não é opinião burocrata, é um comentário acerca do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).
  • Luis Almeida  15/08/2011 17:35
    A burocrata não "refutou" nada. Apenas justificou seu emprego dizendo que "bolsistas do ProUni ajudam a elevar a qualidade dos cursos universitários do país". O senhor queria que ela dissesse o quê? Que o ensino piora? Que as faculdades se acomodam ao receber a renda garantida do governo?

    Não é opinião burocrata, é um comentário acerca do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).

    É a opinião de uma burocrata sobre o que ela acha do Enade

    Do link:

    A secretária do Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC), Maria Paula Bucci[b], afirmou que o bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni) ajudam a elevar a qualidade dos cursos universitários do país. Em entrevista concedida à Agência Brasil, [b]ela disse que estudos feitos por meio do Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade) demonstram que o desempenho desses estudantes ajuda a qualificar as faculdades em que eles estudam.

    Ou seja, no máximo, pode-se inferir que os alunos que são bons entram bons e saem bons. Eles não melhoram na faculdade. Ou, colocando-se de outra forma, a faculdade não os piora -- algo que, de fato, já é uma conquista e tanto.

    Dado que jornais precisam produzir notícias, é bastante compreensível que eles gastem página e tinta publicando a opinião de burocratas. Agora, impressionante mesmo é como as pessoas (leitores) possuem fé cega em qualquer coisa que essa gente do governo diga. Isso é que é vontade de ser comandado. O burocrata diz: "Pule!". Você diz: "Até que altura?"
  • Angelo T.  16/08/2011 13:15
    Só agora percebi que o autor do texto é o autor de um dos livros que mais me fizeram pensar ultimamente:
    How I Found Freedom in an Unfree World
  • Filosofo  16/08/2011 23:36
    A educação pública é exatamente o que o Rovison descreveu. Logo o Estado irá sequestrar seu filho aos 5 anos para educá-lo, de maneira parecida com o que faziam em Esparta. Quem sabe os pais terão direito de visitação nos fins de semana.
  • Engenheiro Anti-Cartorios  18/08/2011 21:51
    Hoje na volta do escritorio no Centro do Rio, o trânsito da Av. Rio Branco estava congestionado, e ao me aproximar me deparei com uma ruidosa manifestação do syndikato dos prefeçores, que gritavam bizarras palavras de ordem e musiquinhas bem ao gosto petista-marxista-leninista-ditatorial.

    A mais engraçada tinha um refrão mais ou menos assim: "...educação não é mercadoria !!"

    LOLLLLLL, tive que rir muuuito (pra dentro, obviamente, para evitar o risco de linchamento pela massa ignara) !!

    Se fosse mesmo uma mercadoria, estaria fora das garras do estado, sujeita às leis de mercado, com produtos para todos os preços e gostos, e certamente teria uma qualidade infinitamente melhor do que aquela mediocridade que o estado enfia goela abaixo e comulsoriamente, sob pena de prisão para os pais que não matricularem seus pobres rebentos no gulag pseudo-educativo.

    Em vez de ficarem nas escolas cumprindo o que os barnabés alegam ser sua missão, andam por aí gritando bobagens, atrapalhando o trânsito e atrasando o ano escolar dos consumidores do seu precário e deficiente serviço.

    Tá tudo dominado !!!! Socorrrrooo !!!

  • Valmor  20/08/2011 23:51
    Tal como três rezas a Ave Maria, rezam:

    "O Estado é arbitrário, o Estado é arbitrário, o Estado é arbitrário".

    Esquecem-se que o Estado pode se tornar arbitrário e ineficiente onde falta democracia.

    Assim, a questão é da formação da consciência.

    Onde a consciência é ignorante ou alienada há falta de democracia, e portanto Estado e Mercado ineficientes.
  • Luis Almeida  21/08/2011 00:17
    Ingenuidade sua, caro Valmor. A Venezuela, por exemplo, possui um estado totalmente arbitrário e é um dos países onde a democracia é exercida no seu sentido mais pleno. Aloizio Mercadante estava corretíssimo quando disse que "Na Venezuela, há democracia até em excesso". Claro! Lá, basta a pequena maioria demandar, e o governo faz. Confiscos de renda, expropriação de terra, congelamento de preços e censura. Tudo democraticamente exigido pela pequena maioria da população. Elas mandam, o governo prontamente obedece. E a minoria se estrepa. Democracia em sua plenitude.

    Na Bolívia, a mesma coisa.

    Quanto mais democracia, mais arbitrário o estado - o que não quer dizer que na ditadura ocorra o oposto. Onde há estado, há arbitrariedade - varia apenas o grau de explicitude com que a espoliação é feita.
  • Valmor  21/08/2011 21:07
    Democracia, meu caro, não é nem a ditadura da maioria, nem a ditadura da minoria.

    Democracia é o respeito a integridade do indivíduo, e portanto a tudo aquilo que assegure sua existência.

    Recomendo uma leitura na obra de Kelsen.
  • Luis Almeida  21/08/2011 23:31
    Respeito à integridade do indivíduo e a tudo aquilo que assegura a sua existência é algo que só acontece em um regime de respeito absoluto à propriedade privada, caro Valmor.

    E respeito à propriedade privada é algo absolutamente impossível de ocorrer onde quer que haja democracia, pois a democracia depende exclusivamente do assalto à propriedade privada para existir. É impossível existir democracia sem esbulho da propriedade privada.

    Você me recomenda Kelsen, eu lhe recomendo Hoppe, que não apenas janta Kelsen, como ainda palita os dentes na frente de todos.

    Democracia - o deus que falhou
    A democracia não é a solução; é o problema
    Como os piores são eleitos
  • Johnny Jonathan  24/06/2012 21:46
    https://fbcdn-sphotos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/252624_388484237867130_66236662_n.jpg

    Qualquer semelhança não é mera coincidência.
  • Carlos Araujo  27/06/2012 15:27
    Baixei uma apostila de história para estudar para o enem deste ano, e a primeira página é "Capitalismo - Crises econômicas" com a foto de Smith, Marx e Keynes. Smith do lado liberal, Marx do lado socialista, e Keynes apresentado como uma terceira via.

    Hahaha

    Estamos bem....
  • Patrick de Lima Lopes  27/06/2012 15:47
    É por este tipo de coisa que digo que Marx teria feito um grande bem à humanidade se nunca houvesse aprendido a escrever.
    Não falo em nome dos crimes que outros cometeram com suas palavras, mas sim da destruição promovida pelo filósofo no estudo da história e da economia.
    Na América Latina e na Europa, os danos feitos pelo Tio Karl são ainda mais evidentes. Basta ir à uma universidade pública(Em especial as federais) e abrir um livro de historiografia, economia, geografia, sociologia, filosofia e estudos sociais.
    A simples ideia de que a história é uma luta de classes transformou o debate social em um insano combate entre "burguesia VS justiça".
    Tolerei professores marxistas por toda a minha vida. E, sinceramente, aprendi algo: Entre DESeducar e não educar, prefiro não educar.
  • Fernando Chiocca  27/06/2012 16:18
    Mas a história é sim uma luta de classes:

    "A história, portanto, se corretamente contada, é essencialmente a história das vitórias e derrotas dos dominadores em suas tentativas de maximizar suas rendas adquiridas exploratoriamente, e dos dominados em suas tentativas de resistir a essa tendência e de tentar revertê-la."

    A análise de classe marxista vs. a análise de classe austríaca

    E o mal que Karl Marx causou a teoria economica, ele herdou de Adam Smith:

    "Adam Smith abandonou as contribuições anteriores centradas na teoria subjetiva do valor, a função empresarial e o interesse em explicar os preços que se verificam no mercado real, substituindo a todas pela teoria do valor trabalho, sobre a qual Marx construirá, como conclusão natural, toda a teoria socialista da exploração."

    A decadência da tradição escolástica e a influência negativa de Adam Smith
  • Patrick de Lima Lopes  27/06/2012 17:37
    Mas Fernando, afirmar que a história é uma luta de classes termina como a rejeição do princípio de que nenhuma ação humana é igual.
    Se eu afirmo que o declínio do Império Romano e a revolução francesa foram dois eventos de luta de classes, não estaria eu afirmando que a história é um mero ciclo e que o agente humano é irrelevante visto que ele apenas estará sendo parte de um dos reagentes desta reação perpétua?
    Irei ler os artigos mencionados, mas mantenho firme minha ideia de que a crença na história como sendo uma luta de classes é uma simplificação romântica e até mesmo perversa(pois estabelece a ideia de dominação e dominados como inerente da existência humana) da teoria histórica.
    Obrigado pelo seu comentário, não estava esperando uma réplica sua.
  • Fernando Chiocca  27/06/2012 19:39
    É isso mesmo Patrick, a historia da humanidade é a história da luta de classes; é a história de uma luta entre os dominantes e os dominados, entre os exploradores e os explorados.

    Mas isso, de maneira alguma, quer dizer que o agente humano é irrelevante, e nem que essa é uma reação perpétua. Eventualmente, os explorados podem vencer os exploradores e colocar um fim nessa luta; embora, como Ben Franklin proferiu, o preço da liberdade é a eterna vigilância.

    Lei o magistral texto do Hoppe que eu linkei e você vai compreender tudo isso que foi dito.
  • Patrick de Lima Lopes  28/06/2012 12:17
    Tudo bem, obrigado pela atenção.
    Não sei se é ego, paranoia ou bom senso, mas acompanho com suspeita toda frase com "luta", "classes", "burguesia", "proletariado" e "mais-valia".
    Fui abusado e violentado pelo marxismo.
    Mas obrigado, irei ler.
  • Ponto final.  07/04/2015 19:37
    Essa coisa de história enquanto "luta de classe" é uma bobagem imensa. Doutrinação ressentida da esquerdopatia que se alastrou por esse continente e é onipresente nos habitats acadêmicos.

    Onde há "classes" na guerra entre aqueus e troianos? Acaso isso não é história?

    Dei só um exemplo pois acho que é suficiente.

    Mas se há ainda relutantes de tal bobagem, fica a pergunta: onde estão as classes na expansão de Alexandre pelo oriente? Acaso isso não é história?

    Chega dessa bobagem de "luta de classes" como motor da história. Isso é do ressentimento dos fracos. Sequer a palavra "classe" se aplica aos diversos períodos da história. Basta de doutrinação do ressentimento.
  • Johnny Jonathan  29/06/2012 12:40
    Acho que o nome "luta de classe" não é bem um bom rótulo pra a teoria da exploração. Dizer que, a história da humanidade é um luta entre indivíduos contra o estado, e pelo estado, é mais direto ao assunto.

    Falar em luta de classe, você é obrigado a falar em mais-alia, o qe é um capitalismo justo e tal. Não que isso seja ruim, mas aparentemente você só fica como um cara querendo provocar a discórdia.

    Por isso que eu sempre digo: a história da humanidade não é uma luta de classe, mas sim, uma luta do indivíduo explorados por outros indivíduos que não querem que outros, além dele, seja um indivíduo. A história da humanidade é um luta anti-concorrência, e não uma "luta de classe", no seu sentido de senso comum e até polilogista.
    Agora se quiser chama isso e luta de classe, não vejo problema. Assim como não vejo problema em chamar uma seguradora de estado também. Só que assim teremos que mostra as diferenças.... e esses termos confundem mais do que explicam.

    É tipo Capitalismo X Livre Mercado.

    Pessoas sempre associam o sistema atual como capitalista, e ele não é.
  • ADEMIR NEVES  28/09/2012 13:06
    Quero dizer ao filofoso que diz que falta coragem para deixar de ser "agenciador do Estado" que não é tão dolorido assim. Sabe aquela namorada que a gente tem lá no inicio da adolescencia e que a gente deixa? É a mesma coisa, com o consolo de que voce está deixando de "idiotizar" e não educar os seus alunos. PALVRAS DE QUEM JÁ VIVEU ISSO!
  • Luciano  01/03/2014 20:14
    Esses textos sobre homeschooling considero como os melhores do site, junto com os da sessão de desarmamento.

    Estudei todo o ensino fundamental em escola particular. Sempre detestei ficar preso naquelas salas, perdendo 4hs da minha vida ouvindo o professor falando sempre as mesmas coisas. Ficava na sala pensando na quantidade de jogos de videogame que poderia estar zerando hahaha. Coisas como inglês, raciocínio lógico e matemática aprendi nos jogos. Era viciado, preferia jogar do que fazer tarefas ou ir pra escola.

    Quando terminei o ensino fundamental, desisti de ir às aulas. Estava cheio de tudo. Fui contra meus pais, minha família toda, mas decidi estudar unicamente em casa, através de livros, filmes e a internet. Me ''formei'' no ensino médio através do supletivo, e só me submeti a isso pois o querido papai estado torna impossível para alguém arranjar um emprego sem uma porcaria de pedaço de papel que prove que o indivíduo é qualificado.

    Hoje, no ensino superior, sinto a mesma coisa. Estou há 3 anos no curso de Psicologia e simplesmente detesto. Não o curso, mas as aulas e ficar trancado em uma sala para fingir que ''aprendo'' algo - agora são 8hs ao invés de 4, já que o meu curso é integral. Adoro a área de RH e Gestão de Pessoas, que estão dentro de Psicologia, mas em contrapartida preciso estudar inutilidades como sócio-história, psicologia social crítica - a maior baboseira marxista e freireana que já vi - e psicanálise, a qual não vejo como algo que utilizarei.

    Só duas coisas escapam no meu curso: o estágio que consegui em uma consultoria e a empresa júnior, na qual estou há 3 anos. Aqui sim pude aprender tudo o que realmente gosto e quero exercer na área, além de fugir totalmente das porcarias ditas no resto do curso. Porém, não posso trabalhar na área como eu quero, mesmo tendo experiência e conhecimento, pois novamente preciso de um maldito pedaço de papel que mostre que sei o que posso provar na prática que sei fazer.

    Resultado: praticamente desisti do curso e vou procurar outro de curta duração, na área de GP ou RH.

    Sou totalmente a favor da desestatização da educação e do fim dos diplomas. E, graças ao IMB, percebi que não estou só nessa luta. o/
  • Eduardo R., Rio  24/11/2014 03:50
  • Eduardo R., Rio  05/05/2015 02:14
    "O tabu da escola estatal", por Fernando Schüler.
  • renato  07/04/2015 14:15
    Esse comparativo de escola publica X privada e fácil de ser percebido.
    Veja o que as crianças aprendem em inglês no Colégio publico ou privado com grade.controlada pelo governo, e veja o que aprendem nas escolas de inglês de franquias. Graças ao governo essas escolas existem e as pessoas aprendem a falar inglês direito...
  • Diego  07/04/2015 14:53
    Esse caos é resultado do "deus" Paulo Freire, com a lavagem cerebral gramscista contaminando os alunos durante as últimas décadas.
    Vocês poderiam comentar a respeito da situação da Áustria?
    Pelo visto até lá jogaram Mises no lixo.
    Obrigado.
  • Wellington Kaiser  07/04/2015 15:07
    "(Em nível universitário, já temos os exemplos práticos do ProUni e do Fies, que nada mais é do que uma variância desse esquema de vouchers. O único resultado foi piorar a educação das universidades particulares que recebem esse subsídio, pois agora elas não mais têm de competir por novos alunos; o governo já garante a receita.)"


    Existe um fato curioso, no começo do ano houve o problema com o FIES, muitas faculdades passaram perrengue. Vi uma nota da Estácio de Sá dizendo que restringia o número de vagas para o FIES, justamente por não confiar na sustentabilidade de programas do governo.

    fonte: g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2015/03/estacio-diz-que-mudancas-no-fies-podem-criar-oportunidades-de-fusao.html


    PS: Não achei o pronunciamento na íntegra, achei muito boa a visão de negócios da instituição.
  • TOBIAS  07/04/2015 15:19
    Lembrei do filme Aprovados. Um adolescente americano não passa em nenhuma faculdade e então resolve fundar sua própria faculdade sem professores sem regulações, onde cada um pode aprender o que quiser. A primeira vista parece um filme bobo, mas analisando mais profundamente, principalmente o discurso final é uma mostra de como seria um ensino totalemnte livre.
  • Lopes  07/04/2015 16:11
    É irônico que na "Pátria Educadora", faz-se mais tecnologia nos cursos de línguas do que nas escolas. O ensino brasileiro perdura estagnado entre patronos sobre estandartes brandidos com orgulho pelo aparente sucesso da pilha de estrume que a escola brasileira. Enquanto isso, alheio ao preconceito estatal:



    Enquanto aos cursos de línguas, um estudante pode ir por diferentes métodos, preços e até mesmo gratuidade escolhidos voluntariamente pelo estudante (apesar da ambição do estado de regulá-las também. Os que estudam alemão entenderão) - o máximo de estado é o subsídio dado a alguns cursos eleitos em detrimento de outros (estudantes de alemão compreenderão o que digo); as escolas se dividem em somente duas vertentes (proto-cursinho e indolência magisterial - basta ver o sucesso logrado pelos sistemas de ensino em sua cidade [que oferecem uma boa plataforma ao aluno para acompanhar a matéria incluindo livros de exercícios e leitura adicional ao mesmo tempo que orientam o professor e oferecem critério de exigências a eles - sejamos honestos, não é porque uma matéria não estará no ENEM que ela é irrelevante: um engenheiro elétrico que não sabe indução magnética é uma vergonha. E era uma matéria pouquíssimo estudada em meu estado antes dos diligentes sistemas de ensino chegarem com empreendedores que os levam a sério]).
  • Marcelo  20/10/2015 11:00
    grande exemplo disso é o Duolingo: tu aprende de graça, via internet, e eles ainda te dão o certificado (só o certificado é cobrado, mas coisa de 10 ou 20 dólares)
  • Slaine  20/10/2015 11:18
    'não é porque uma matéria não estará no ENEM que ela é irrelevante'

    Eu diria até que uma matéria ESTAR no enem é prova de que ela é irrelevante.
    Aquela matemática lá é ridícula, tem questão que basta saber contar.O resto? É só esquerdar geral que vc passa.
  • Wanderson Pereira  07/04/2015 16:32
    Bons alunos não podem estudar em salas ou escolas separadas, seria discriminação contra a maioria... uma espécie de privilégio, dizem. Acho que seria merecimento.

    Estranho é que os alunos que comentem assassinato, latrocínio e outros crimes graves teriam o direito de estudar em escolar modelos de "reeducação", com direito à Play Station, nutricionista, psicopedagogo e visitas orientadas à sua família... o bom aluno não receberá isso, pois estes assassinos nunca foram "privilegiados".

  • Ulisses  07/04/2015 16:40
    O que falar sobre a educação pública da Finlândia que demonstra funcionar?
  • Malthus  07/04/2015 16:56
    Já explicado várias vezes aqui.

    A explicação para a educação da Finlândia -- e a da Estônia, quase tão boa quanto -- é outra: o idioma. Se o idioma é simples e claro, os estudos se tornam mais lógicos e o aprendizado, mais fácil. Há estudos inteiros sobre isso.

    Desde 2006 a amostra de países do PISA foi aumentada, incluindo diversos países em desenvolvimento. Um deles foi a Estônia. E desde então ela também passou a ocupar as posições mais altas no PISA dentre as nações ocidentais (nunca tão boas quanto as da Finlândia, mas ainda assim acima de Noruega, Suécia, Alemanha).

    Há um fator em comum entre Finlândia e Estônia: as línguas de ambos os países não pertencem ao ramo indo-europeu comum a quase toda a Europa, mas ao ramo fino-úgrico; e são muito parecidas entre si.

    Se a tese ainda parece duvidosa, considere o seguinte: dentro da Finlândia há uma minoria de falantes do sueco. Essa minoria é, em média, mais rica do que a de falantes do finlandês. No entanto, as notas dela no PISA são muito inferiores às deles. A tese do papel da língua na educação finlandesa é exposta neste breve artigo de Taksin Nuoret.

    finnish-and-pisa.blogspot.com.br/

    Assim como saber latim ajuda muito no entendimento de outras línguas, até do inglês, tudo indica que o idioma fino-úgrico também é uma mão na roda.


    P.S.: aviso a terceiros: gentileza ler a matéria completa antes de reclamar.

    P.S.2: Na Finlândia, não há estabilidade para professores. Eles podem ser mandados embora caso não tenham uma produtividade aceitável. Também, as escolas finlandesas possuem grande grau de autonomia onde o currículo tem liberdade para ser ajustado. Lá, Paulo Freire não tem vez.

    P.S.3: a educação no Brasil também é 100% estatal, gratuita e universal (qualquer um pode estudar em escola pública). Por que não é boa?
  • Um observador  07/04/2015 17:00
    Atualmente, a Finlândia já caiu para a 5ª colocação no ranking da Pearson, ficando atrás de Coréia do Sul, Japão, Cingapura e Hong-Kong.

    thelearningcurve.pearson.com/index/index-comparison

    Mas na verdade isso não importa muito. Olhar qual sistema de educação ocupa o primeiro lugar do ranking é quase que irrelevante. Pouco adianta olhar um ponto isolado e tentar obter conclusões a partir disso, afinal de contas você pode estar analisando um ponto fora da curva.

    Portanto, seria melhor perguntar: de forma geral os países com sistema de educação majoritariamente privado encontram-se em que lugar no ranking? E os países com sistema majoritariamente público?

    Só assim para poder tirar uma conclusão melhor.
  • Magno  07/04/2015 17:05
    "Portanto, seria melhor perguntar: de forma geral os países com sistema de educação majoritariamente privado encontram-se em que lugar no ranking? E os países com sistema majoritariamente público?"

    Esse tipo de debate é totalmente alienígena no Brasil, dado que aqui tanto a educação estatal quanto a particular estão sob total controle do Ministério da Educação.
  • Jarzembowski  07/04/2015 17:53
    Complementando as ótimas intervenções dos colegas sobre a Finlândia:

    A educação finlandesa é sempre usada como coringa pra justificar a gerência estatal da educação, mas muito pouco se vê de estudos detalhados sobre os reais motivos da eficiência do sistema educacional finlandês.
    Tem muita coisa que é simplesmente ignorada, como a descentralização do sistema finlandês em contraste com sistemas engessados como o brasileiro:


    Finland has a government school monopoly, as does the United States. However, in contrast to the USA's obsession with national standardized testing and federal mandates, the Finnish have chosen to allow wide discretion to local authorities in how money is spent for students. National standardized testing regimes at government schools is unheard of in Finland.
    Essentially, districts in Finland compete for students (who bring funding with them) and this is facilitated by the fact that many large city schools have extremely small catchment areas. Essentially, the Finnish have discovered that the principle of subsidiarity and de facto competition result in extremely high quality educational outcomes: www.cesifo-group.de/port…/…/portal/docs/1/1215160.PDF
    Authoritarian-leftist takes on the "Finnish Miracle" tend to leave this stuff out and instead focus on how the Finnish abhor choice, celebrate "equality" and pay their teachers princely sums (example: www.huffingtonpost.com/…/best-education-in-the-wor_n…).


    Também nada se diz sobre os fatores culturais que fundamentam a organização social do povo finlandês - valores como responsabilidade individual, dedicação, valorização do crescimento intelectual, algo muito presente também nas sociedades asiáticas - o que explica não apenas o sucesso dos sistemas educacionais desses países(Coréia do Sul, Singapura e Japão inclusive ultrapassaram a Finlândia nos últimos testes internacionais) mas também o fato de que asiáticos se saem melhor nos estudos mesmo após várias gerações vivendo nos EUA

    www.washingtonpost.com/blogs/wonkblog/wp/2014/05/05/hard-work-really-is-the-reason-asian-kids-get-better-grades-study-finds/

    Encontrei esse relato pessoal de um finlandês que ajuda a compreender o peso do fator cultural na educação:


    Mikko Arevuo:
    As a native Finn I must throw in my two cents' worth. Although I left Finland a long, long time ago after completing my secondary education, and I never attended university there, the obsession with the Finnish education system is a gift that keeps giving me much amusement.

    Now we are obsessing about national IQ and the lack of Nobel laureates. Oh dear! To me the answer is pretty straightforward. Finns have always valued education; it has never been "cool" to be dim or lazy.

    Finland is a relatively homogeneous society and the country has few valuable natural resources. When I was a schoolboy it was hammered to us at school, and most importantly at home, that for Finland to succeed internationally we can't rely on our good looks, Father Christmas, or timber exports alone. Knowledge, particularly technological knowledge, was the source of national competitive advantage.

    Finland may have a great pedagogically sound education system. However, in my opinion, the success of the Finnish educational attainment is based on the core societal values of aspiration and continuous self-improvement. No amount of money or pedagogy can deliver results if pupils themselves and their families do not consider education as a priority.

    I have never come across a Finnish family, regardless of their social or economic standing, that does not value education. Finns may be nation of introverts and a rather melancholy lot, but there is a deeply embedded belief shared by all that the next generation will be more successful than the previous. And this can be only achieved through education and hard work. Now, what was this talk about the lack of Nobel laureates?


    www.adamsmith.org/blog/education/explaining-the-success-of-the-finnish-education-system/

    Recomendo também esse ótimo livro que não fala especificamente sobre educação, mas ajuda a compreender o papel dos valores culturais no progresso das sociedades e ajuda a desmistificar essa crença no poder mágico da gerência estatal.

    www.amazon.com/Culture-Matters-Values-Shape-Progress/dp/0465031765


    Resumindo: todo cuidado é pouco quando se discute com estatistas, social-democratas e esquerdistas em geral. São extremamente insidiosos e pra justificar seu insaciável desejo
    estatizante, vão afirmar de modo totalmente arbitrário que 100% do sucesso de todas os Estados de bem-estar social se deve a um único fator: dar dinheiro pra burocratas regulamentarem
    cada mínimo aspecto da vida em sociedade.
  • Andre  07/04/2015 16:52
    Nossa educação perde para países com PIB menor que o Brasil, a exemplo do Paraguai, Chile, Peru e Bolívia respectivamente.
  • Antonio Marcos  07/04/2015 17:12
    Prezados, a educação da Finlândia, segundo especialistas da área é uma das mais avançadas do mundo.
    Abaixo um artigo a respeito.

    revistaeducacao.uol.com.br/textos/151/os-segredos-da-finlandia-234672-1.asp

    Lá a educação não é pública e oferecida a todos os finlandeses?



  • Enfezado  07/04/2015 17:25
    Não é possível. Idêntica pergunta acabou de ser feita (e respondida) logo acima. Parem de poluir a seção de comentários, por favor. E pesquisem para ver se tal pergunta já não foi feita.
  • Johnny  07/04/2015 17:46
    Invariavelmente há perguntas sobre:

    - educacao da finlandia
    - socialismo da suecia
    - quem fará as ruas
    - quem providenciará justiça e segurança

    enfim.. paraquedistas sempre cairão por aqui, e eu acho bom, afinal finalmente terao contato com ensinamentos não estatistas.
  • Kappa  07/04/2015 18:07
    Sugiro que leia as respostas ao Ulisses.

    Em resumo:

    a) Não há o mesmo apoio à insolência dos professores como há no Brasil e nos EUA. A demissão é possível e sendo assim, um diretor compromissado não precisa trocar de professores ruins com outros para que os "limões" façam rodízio em prejudicar o ensino de cada região como ocorre nos EUA.

    b) Somados, Finlândia e Estônia não possuem a população de São Paulo - capital. Sendo assim, uma educação pública pode ser "universal" de qualidade com maior facilidade do que em um país com tanto discernimento social como o Brasil ou os EUA.

    c) Aos que possuem uma perversão com gastos com educação pública, Finlândia gasta pouquíssimo dinheiro por pupilo em comparação com a trágica educação dos EUA: static2.businessinsider.com/image/4f0b5867eab8ea4c24000033/spending-per-pupil-by-country.jpg

    d) Apesar de todo serviço público não possuir razão alguma para funcionar (afinal, sendo bom ou ruim; continuará a existir - a satisfação ou insatisfação do aluno é mera externalidade), uma educação pública com um currículo central para somente 350 mil alunos dada por professores que possuem algum interesse no que fazem (os brasileiros nem conseguem fazer isto. É tipo polícia do RJ: tragédia) é mais possível do que saúde pública pois a segunda é uma impossibilidade técnica - apenas pense em todo o equipamento, especialização de profissionais e mais que são requeridos para fazer uma só cirurgia - agora imagine que um país inteiro precisa deste serviço público: agora conte os custos e toda a dificuldade burocrática de discernir entre quem precisa mais e precisa menos.

    e) Ah, a educação finlandesa pode ser pública e de qualidade segundo o PISA. Mas não é universal:
    yle.fi/uutiset/childrens_ombudsman_one-eighth_of_boys_have_poor_reading_skills/7753344
    Os meninos estão tendo problemas para ler.
  • anônimo  08/04/2015 12:21
    e) Ah, a educação finlandesa pode ser pública e de qualidade segundo o PISA. Mas não é universal:
    yle.fi/uutiset/childrens_ombudsman_one-eighth_of_boys_have_poor_reading_skills/7753344
    Os meninos estão tendo problemas para ler.


    Claro que estão
    https://www.youtube.com/watch?v=OFpYj0E-yb4

    Agora se você falar em uma escola só para meninos, ou para meninas, coisa que lógico, possibilitaria a escola a chance de focar nas particularidades, vantagens e desvantagens de cada grupo, com certeza o governo e a patrulha feminista virão te chamar de sexista.
    Ainda mais no paraíso do feminismo como são os países nórdicos
  • Andre  07/04/2015 17:27
    Seria interessante o Mises elaborar uma proposta de educação para o Brasil.
  • Porta-Voz  07/04/2015 18:04
    Para o Brasil?! As pretensões de ninguém podem chegar a tanto. No máximo, é possivel oferecer sugestões para interessados. E só. Educação não é algo que se impõe (muito menos para quem não quer). É algo que conquista apenas quando o impulso para obtê-la é voluntário e genuíno.
  • Marcelo Corghi  08/04/2015 13:19
    tem vários textos sobre educação aqui no site, com muitas idéias para uma educação liberal
  • Magno  08/04/2015 13:29
    "precisa fazer com que a população leia"

    Com um chicote ou com alguma outra forma de coerção?

    A única maneira efetiva é o boca-a-boca. Só assim.
  • anti estatais  07/04/2015 17:28
    https://www.youtube.com/watch?v=G6Uo5PAHQbQ

    Reportagem do fantastico mostrando as maravilhas da saude estatal do Brasil.
    Do minuto 14 30 ate o final mostra um grupo de pessoas que com recursos e mao de obras proprias estao levantando o postinho de saude e o governo da regiao disse que o povo nao esta autorizado a fazer isso.
  • Henning  07/04/2015 18:14
    "ao passo que outras ofereceriam uma educação mais simples a um custo menor para aqueles que precisam economizar". O autor esqueceu de dizer que muitas crianças não iriam estudar, pois já estariam no mercado de trabalho desde a infância!
  • Antônio Costa  07/04/2015 18:25
    Embora isso fosse ótimo para elas -- eu mesmo comecei a trabalhar aos 9 anos de idade, o que me deu enorme preparo físico e intelectual, além de ter ajudado a moldar positivamente o meu caráter (aprendi a importância da ética do trabalho) --, não entendi como você chegou a essa conclusão.

    O que tem a ver educação desestatizada com começar a trabalhar mais cedo? Vejo isso como um elogio a esse arranjo, aliás. As pessoas se tornam mais preparadas mais rapidamente, e logo se tornam qualificadas para trabalhar e enriquecer. É isso?
  • Henning  07/04/2015 19:23
    A questão é que muitos simplesmente não teriam condições financeiras de arcar com o pagamento da escola de seus filhos e esses ficariam analfabetos! Trabalhar cedo para enriquecer? Não entendi. Como uma pessoa sem estudo (já que os pais não poderiam pagar), trabalhando desde cedo em algum subtrabalho poderia ficar rico? Vejo muitos exemplos que contradizem essa teoria! Curiosidade, você trabalhou em que desde os 9 anos?
  • Antônio Costa  07/04/2015 20:56
    "A questão é que muitos simplesmente não teriam condições financeiras de arcar com o pagamento da escola de seus filhos e esses ficariam analfabetos!"

    Já hoje, enquanto falamos, há vários programas gratuitos de aprendizagem via internet (como por exemplo a Khan Academy). Basta os pais entrarem na internet, fazerem o download do material curricular e seguirem as instruções. Dá trabalho e exige dedicação? É claro que sim. Mas quem disse que ter filhos é um passeio?

    No que mais, vale lembrar que esses mesmos pais pobres têm hoje quase 50% de renda confiscada pelo governo na forma de impostos. A se manter esse arranjo, é claro que eles terão enormes dificuldades. E você defende o atual arranjo.

    Já no arranjo defendido pelo texto, há a abolição desses impostos, a legalização total da concorrência e plena flexibilização curricular. Isso levaria a um aumento da qualidade e a uma redução nos preços. O preço da educação seria baixíssimo -- certamente menos que os gastos em vários itens supérfluos.

    "Trabalhar cedo para enriquecer? Não entendi. Como uma pessoa sem estudo (já que os pais não poderiam pagar), trabalhando desde cedo em algum subtrabalho poderia ficar rico?"

    Preste mais atenção. Eu não disse que o sujeito vai enriquecer logo aos 12 anos de idade. Eu disse que ele vai adquirir, desde cedo, a ética do trabalho e aprender a dar valor ao esforço e à poupança. E aí sim, ao adquirir essa mentalidade, estará muito mais propenso ao êxito financeiro.

    "Vejo muitos exemplos que contradizem essa teoria!"

    E eu conheço vários que a confirmam. O segredo? Perseverança. A pessoa tem de querer. Jamais pode ficar encostada.

    "Curiosidade, você trabalhou em que desde os 9 anos?"

    Comecei como entregador de leite da pequena padaria da cidade do interior em que morava. Depois, virei entregador de jornal. Depois, auxiliar de marceneiro. Depois, aí já adolescente, comecei a trabalhar em oficina mecânica.

    E você?
  • Henning  08/04/2015 01:35
    Caro Antonio Costa, eu só tive que trabalhar após os 18 anos. Meus pais eram professores da rede pública e tinham uma renda que me permitiu não trabalhar na infância/adolescência. Pela sua história de vida acredito que tenha assim como eu estudado em escola pública!
  • Rodrigo  01/05/2015 19:52
    Excelente comentário, Antônio Costa!
  • Vagner  07/04/2015 18:31
    Ah, sim... Claro. Porque hoje, com a educação estatal, isso não acontece. Não é mesmo, Henning?


    E claro, hoje, com o aumento da produtividade de toda a sociedade (graças ao capitalismo), milhões de crianças tem que enfrentar pé de canas, cafezais para ajudar no sustento de sua família.. ops.


  • João Girardi  07/04/2015 18:18
    Magnífico!
  • Sempre por aqui.  07/04/2015 18:51
    Acabei de carregar a página do Mises e vi esse artigo. Não li. Lerei. Mas já tem mais de 100 comentários depois de poucas horas da publicação. A galera aqui vai malhar esse professorzinho. Esse é só mais um dos tipos que há naquela universidade tranqueira. Não nos veremos livres de tal raça tão cedo, há seus séquitos que ocupam os espaços e os cargos. Algumas gerações perdidas para essa nojeira de pensamento.
  • Dalton C. Rocha  07/04/2015 19:40
    Houve época em que no Brasil, a telefonia era monopólio do estado.
    Então um telefone fixo variava do preço de um carro usado, até o preço de um pequeno apartamento. Então, nem 20% dos lares no Brasil tinham um telefone.
    Então, com a oposição de 100% da bancada do PT no Congresso, acabaram com o monopólio estatal na telefonia. Resultado? Hoje, um telefone celular é mais barato que uma bicicleta e o Brasil tem hoje mais telefones, que habitantes.
    O fim do monopólio estatal da telefonia foi ótimo, para o povo brasileiro.
    O mesmo deve acontecer com a educação.
    Mais de 80% dos estudantes daqui estão matriculados, em escolas públicas.
    Elas não cobram mensalidades, pois são sustentadas com impostos. E este privilégio as dá tal plenitude de mais de 80% do mercado da educação.
    Imitem o Chile do heroico e corajoso General Pinochet.
    Deem o direito dos pais de tirarem seus filhos de escolas públicas e deem bolsas de estudos "vouchers" para escolas particulares. Ver site www.ipsnews.net/2013/09/pinochets-policies-still-rankle-in-chile/ . Não só a percentagem de chilenos matriculados em escolas públicas declinou de 78% para 37%, como o Chile tornou-se o país da América Latina com melhor nível de educação, no teste de PISA.
    Só que a influência marxista segue arruinando a educação brasileira, tornando nosso colégios verdadeiras fábricas de marxistas, incompetentes e até criminosos.
    Ver site https://www.youtube.com/watch?v=-Mlc68kAuA8 e tantos outros.
  • anônimo  08/04/2015 12:29
    É claro que o sistema de vouchers vai acabar com a escola privada também
    Quem vai se esforçar em oferecer um serviço de qualidade sabendo que o dinheiro vai entrar de um jeito ou de outro?
  • Adelson Paulo  18/10/2015 22:05
    No sistema de vouchers, os pais têm liberdade para escolherem a escola dos filhos que assim vai receber os vouchers, aumentando portanto a competição entre as escolas no esforço de melhoria da qualidade do ensino.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  07/04/2015 19:59
    Não adianta tentar nada. 90% do povo brasileiro já está condenado.
  • Aristoteles Duarte Ribeiro  07/04/2015 21:35
    Na educação é possível comparar de forma objetiva a pública com a particular. As escolas federais conseguem competir em pé de igualdade com as melhores particulares, o que demonstra que é possível fazer educação pública de qualidade. Se considerarmos que os alunos das escolas federais não têm o mesmo acesso a livros, cursinhos e tecnologia que os alunos das escolas particulares, concluiremos que a diferença é menor ainda.

    As escolas estaduais e municipais que em regra estão muito atrás das melhores particulares.

    Como já falei em outros tópicos, penso que se só houvessem escolas privadas, haveria uma grande demanda, sem atendimento e um percentual enorme da população seria analfabeta, ainda que algumas escolas tivessem a política de cobrar mensalidades baratas.

    Para se ter ideia do quanto existe de pobreza em alguns lugares, recentemente passou uma reportagem na Record de crianças comendo calangos, pois era a única coisa que tinham para comer.
  • Henning  08/04/2015 01:21
    Concordo com você Aristóteles! Esse pessoal me faz lembrar aquela velha aristocracia do século XIX!
  • Hering  08/04/2015 11:19
    Ou seja, de acordo com esse Henning, abolir o Ministério da Educação -- o aparato burocrático responsável pelo emburrecimento contínuo e irremediável de várias gerações de brasileiros (somos frequentemente os últimos colocados em todos os rankings internacionais que mensuram a educação) -- é o equivalente a pedir o retorno da aristocracia do século XIX!

    Com brasileiros como esse Henning, roubalheira na Petrobras é o menor dos nossos problemas.
  • anônimo  08/04/2015 10:12
    As escolas federais que competem (como colégio militar,etc) são muito rigorosas na seleção de alunos, a mesma coisa acontece, ou acontecia, nas universidades federais. Assim é fácil ter um resultado bom, o aluno se mata de estudar e o professor leva o mérito.

    E sim, a pobreza existe e a maior culpa é justamente do estado que arranca o dinheiro do pobre e ferra a economia que poderia estar criando empregos ou oportunidades de empreendedorismo pro pobre.
    Até numa favela quando o governo não se mete, o pobre consegue se virar.Tem um artigo aqui recente sobre isso.
  • gabriel  08/04/2015 13:13
    Incrivel como na nossa era ainda se associa escola ao unico lugar possivel pra aprender a ler e escrever. Se tem interesse em aprender se aprende qualquer coisa, eu mesmo aprendi ingles por ser interessado de criança a entender o que os jogos que eu gostava diziam, e depois o que os filmes e livros diziam e aprendi por ir atras nao por ter ver to be na escola todo ano!
    Muitos aprendem sem ir pra escola e outros vão e não aprendem nada, conhecimento não é algo ue se empurra goela abaixo via força não, desejar isso não muda a realidade.

    Mais engraçado é que tem tanto professor que além de não ajudar atrapalha, estragando até o aluno interessado. O professor não sabe explicar o correto, cobra o errado e agora tem que ser errado pra ser certo, estragando o aluno interessado que vai achar que o errado é certo afinal a autoridade falou. Visitem escolas estaduais e municipais conversem com os professores e veja o nível da educação, é praticamente impossivel tirar algum deles ds rede de ensino. Só posso concluir uma coisa, o país só não está ainda pior porque temos a sorte de ter crianças desinteressadas e desmotivadas, se prestassem atençao e respeitassem mais os 'mestres' ja teriamos voltado ao escambo!
  • Alemão  08/04/2015 22:10
    "As escolas federais que competem (como colégio militar,etc) são muito rigorosas na seleção de alunos, a mesma coisa acontece, ou acontecia, nas universidades federais. Assim é fácil ter um resultado bom, o aluno se mata de estudar e o professor leva o mérito."
    A escola privada também trabalha com um público selecionado, crianças de classe alta tem diversos estímulos desde a infância (inglês, kumon, bale, natação) além de viver em um ambiente cultural elevado (os país são médicos, engenheiros entre outros), além de viagens diversas. Já os das escolas públicas, em especial os colégios da periferia as crianças tem estímulos opostos dos citados acima.
    Então no primeiro caso o professor leva o mérito e no segundo o demérito. O tema da educação é complexo não se resume à respostas simples!
  • Alemao  09/04/2015 19:07
    "Com certeza! Competem na mediocridade! Haja vista a praticamente irrelevância da produção acadêmica nacional..."

    Primeiramente não entendi qual é a relação da sua resposta com a minha afirmação, pois eu estava rebatendo o argumento do gabriel em relação à qualidade das escolas públicas federais e seu processo de seleção... (leia novamente Rafael).

    Agora não acredito que retirando 50% da população das escolas vamos conseguir melhor desempenho acadêmico!
  • Rafael  08/04/2015 13:10
    Com certeza! Competem na mediocridade! Haja vista a praticamente irrelevância da produção acadêmica nacional...
  • Adelson Paulo  18/10/2015 22:13
    Na criação do ENADE em 2003 para avaliação dos cursos superiores no governo Lula (em substituição ao Provão, que não poderia continuar pois havia sido criação de Fernando Henrique), o MEC (através do INEP) já havia reconhecido que os melhores resultados obtidos por muitas universidades (inclusive públicas) eram consequência da melhor qualidade dos alunos que ingressavam, e não apenas da melhor qualidade do ensino ministrado. Assim, o ENADE introduziu a avaliação de alguns estudantes que estavam ingressando nos cursos superiores (escolhidos por sorteio), para tentar avaliar o efetivo incremento de desempenho dos alunos que estavam concluindo os respectivos cursos.
  • Aristoteles Duarte Ribeiro  07/04/2015 22:24
    Em testes internacionais como o PISA, os países que lideram o ranking são os nórdicos, os tigres asiáticos e Japão e China. Todos países que investem forte em educação pública de qualidade.

    Mesmo países liberais como Hong Kong e Cingapura investem forte em educação
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  08/04/2015 00:18
    Não adianta tentar nada. 90% do povo brasileiro já está condenado. Escolheram o caminho do estatismo e estão condenados. É questão de tempo para vermos uma queda.
  • anônimo  08/04/2015 09:38
    Esse é um raciocínio falacioso, correlação não implica em causalidade.
    Disciplina e valorização do conhecimento fazem parte dessas culturas, eles se dão bem mesmo sem educação estatal.Como é o caso dos imigrantes japoneses no brasil.
  • anônimo  08/04/2015 09:54
    Muito bom o artigo, e melhor ainda ver que mais gente está notando que educação de qualidade não tem a ver necessariamente com melhorar escola nenhuma, hoje em dia você pode ter educação de qualidade de graça com a internet.
    A 'educação' de hoje é absurda, mesmo que um aluno seja inteligente e seja capaz de aprender sozinho ele é obrigado a assistir aula e olhar pra cara de um professor vagabundo, só pra justificar os pais serem obrigados a dar dinheiro pra ele.
  • Rafael  08/04/2015 13:26
    Argumento pobre pois foca no dinheiro aplicado sem mencionar qualquer medida de comparação como investimento/PIB, $ per capita, numero de estudantes, etc.
    E também não leva em consideração o modelo aplicado, como já mencionado anteriormente nos comentários de Kappa 07/04/2015 18:07:46 e Jarzembowski 07/04/2015 17:53:11.
    Antes de comentar sobre um assunto que não se domina completamente, deve-se ter em mente que
    "Ignorância é não saber de algo; estupidez é não admitir sua ignorância" (Daniel Turov)
  • Tio Patinhas  08/04/2015 13:37
    Em relação ao pib o Brasil investe menos do Bolívia, Burundi, república do Congo mas mais do que Canadá, Israel, Japão, será que "investir" 10% do pib é a solução?

  • Pedro  08/04/2015 02:20
    Já há medico tremendo. Mais e mais, pacientes se informam através do Google sobre problemas que, muitas vezes, o medico "especialista" não sabe...
  • Pedro  08/04/2015 02:50
    Nos USA, milhões já estudam em casa (home school). Há um outro tipo de escola que prolifera as chamdas charter school, que recebem fundos públicos mas operam como escola particulares. Uma criança que nela já estuda garante a vaga para os irmãos que vão entrando em idade escolar. As vagas restantes são disputadas pelos que nela não têm irmãos agtravés de uma espécie de loteria. Quem não ter a sorte de ser escolhido, vai para a escola pública, cujo desempenho não é do mesmo nível das charters.
  • Tiago Gomes Fernandes  08/04/2015 04:04
    Considerando que o autor era estadunidense e faleceu em 2006, bem como as referências do texto ao Fies, ao ProUni e a tablets, temos duas opções: o autor era visionário ou a tradução não é confiável.
  • Leonardo Inácio  08/04/2015 10:34
    Aí está escrito na primeira linha do artigo:

    "N. do T.: o artigo a seguir foi adaptado para a realidade brasileira"

    Mas, obviamente, esperar que o brasileirinho pró-estado (e que fala "estadunidense"!) leia coisas com atenção é querer demais. Esperar que ele refute o conteúdo (em vez de atacar o tradutor), então seria querer que o sol tremesse de frio.
  • anônimo  08/04/2015 12:00
    Ou certos leitores são analfabetos

    N. do T.: o artigo a seguir foi adaptado para a realidade brasileira
  • amauri  08/04/2015 12:02
    Bom dia,concordo com o artigo. faltou dizer;
    Outra doença da educação brasileira foi a adoção do sistema de alfabetização chamado "socioconstrutivista", criado inteiramente por estrategistas comunistas como Lev Vigotsky, Emilia Ferreiro e Paulo Freire para transformar as crianças em servos dóceis de um movimento político, com total desprezo pelo desenvolvimento real das suas capacidades. Hoje em dia está mais do que provado que o sistema socioconstrutivista destrói a inteligência das crianças e produz até mesmo lesões cerebrais. Os responsáveis pela adoção desse sistema são diretamente culpados pelo fracasso retumbante das nossas crianças, amplamente comprovado pelos testes internacionais. Esse sistema derrubou a qualidade de alunos da escola privada.
  • Andre  08/04/2015 12:46
    Sou fruto da pedagogia de Paulo Freire, até então achei importantíssima, mas com tempo estou vendo que não é tão importante assim. A educação Brasileira caminha para uma metodologia de Simon Bolívar, e isso esta se instalando em toda a América Latina. Penso que é preciso apresentar proposta que vem sobrepor a ideologia Bolivariana. Não adianta ser apenas contra,mas sim apresentarmos proposta que atenda a necessidade da educação no campo/cidade.
  • Antônio  08/04/2015 13:08
  • Andre  08/04/2015 13:24
    Sim sei que tem vários artigos falando sobre a educação liberal. Mas quem lê?
    Não adianta ter artigos, sendo que a população não lê. Encontrei aqui no Mises idéias legais,mas só idéias, precisa fazer com que a população leia.
  • anônimo  08/04/2015 14:28
    Nao sei qual é a realidade na regiao de vocês, conheço a de escolas estaduais daqui e posso afirmar, as escolas podem ensinar o que quiserem, faltam professores e semi analfabetos chegam a dar aulas de português. A instituição é tao falida que se tenta fazer alguns professores desistirem das aulas, porque mandar embora só com roubo comprovado e mesmo assim pode não conseguir. Nem mais se importa com a doutrinação (nao que seja necessario, a maioria já é estatista e propaga isso sem ser obrigado). O ponto é que se pode ensinar qualquer coisa sendo professor, até as ideias disseminadas aqui e o estado dificilmente irá agir em oposição (ele pouco se importa o que o professir passa aos alunos)

    Os unicos problemas que vejo são: a maioria dos professores realmente acreditam no estatismo e vão passar isso pra frente, mas a maioria em qualquer posiçao é estatista mesmo. E as provas padronizadas federalmente que requerem respostas estatistas para estar certo.
  • André  10/04/2015 16:52
    As idéias são postas em prática por pessoas e você é um pessoa.
  • Andre  08/04/2015 13:32
    As pessoas usam muito o facebook. Podia inserir os textos diariamente no facebook, muitas pessoas terá acesso. Eu sou conheci o Mises recente, pela indicação de amigo Peruano. Nunca vi Brasileira falar que leu Mises.
  • Andre Cavalcante  08/04/2015 14:53
  • Diego M  08/04/2015 14:39
    E vocês viram a primeira prova de inteligência do Min da Educação?

    Ele postou no Face o link do caminho do HD do próprio computador achando que seria possível compartilhar o arquivo !!! Kkkkk.

    Sei não ...
  • Jonas  10/04/2015 14:49
    E como haveria educação para miseráveis que não podem arcar com nada? Por favor não adianta citarem a Khan Academy, pois pessoas nessas condições sequer teriam discernimento pra usar uma ferramenta dessas (se é que teriam acesso a computador).
  • Antônio Costa  10/04/2015 15:07
    Ou seja, o cidadão pede uma solução para os pobres e ao mesmo tempo proíbe que se dê algumas soluções, pois, segundo ele, os pobres são imbecis demais para lidar com certas soluções...

    Pela "lógica" dele, que apenas o estado está preparado para lidar com "pobres imbecis" -- o que significa que eles permanecerão imbecis para sempre.

    Já hoje, enquanto falamos, há vários programas gratuitos de aprendizagem via internet (como a própria Khan Academy, que o ilustre acima já proibiu de ser mencionada). Basta os pais entrarem na internet, fazerem o download do material curricular e seguirem as instruções. Dá trabalho e exige dedicação? É claro que sim. Mas quem disse que ter filhos é um passeio?

    No que mais, vale lembrar que esses mesmos pais pobres têm hoje quase 50% de renda confiscada pelo governo na forma de impostos. A se manter esse arranjo, é claro que eles terão enormes dificuldades. E você defende o atual arranjo.

    Já no arranjo defendido pelo texto, há a abolição desses impostos, a legalização total da concorrência e plena flexibilização curricular. Isso levaria a um aumento da qualidade e a uma redução nos preços. O preço da educação seria baixíssimo -- certamente menos que os gastos em vários itens supérfluos.
  • anônimo  12/04/2015 14:57
    Quem disse que não teriam? A Khan Academy ensina o básico também. Inglês também não é problema porque graças a DOAÇÕES já tem gente traduzindo tudo pra outras línguas
    https://www.youtube.com/user/KhanAcademyPortugues
    '(se é que teriam acesso a computador).'
    O guardador de carros perto da minha casa já tem acesso a computador, no celular dele.
  • Gutemberg  14/04/2015 01:21
    www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2015/04/13/interna_cidadesdf,479105/escola-muda-vida-de-meninas-que-viviam-como-escravas-sexuais-em-cavalcante.shtml
  • Emerson Luis  16/04/2015 17:47

    No Brasil, cada geração é doutrinada pela anterior e doutrina a posterior.

    Até professores de educação física são orientados a, em vez de sair com os alunos para o pátio fazer exercícios, ficar com eles na sala para fazer discursos ideológicos.

    O resultado são adultos com "senso crítico", mas incapazes de pensar.

    Não sei quem é pior: (1) um paraquedista que faz um questionamento idêntico a um que já foi respondido logo antes ou (2) um analfabesta disfuncional que ironiza o fato de um texto "estadunidense" morto há anos conter referências as FIES, ignorando o aviso logo no começo de mesmo.

    * * *
  • Felipe  18/04/2015 10:16
    Achei o artigo fascinante, toca em assuntos que não deveriam ser tabus, como o livre mercado e livre comércio. Termos que infelizmente não ouvidos com uma certa resistência, principalmente por essa mentalidade marxista.
    Fiquei apenas com um questionamento...
    Os Estados Unidos pode ser considerado um país nesses moldes (ou que se aproxima deles)?
    Como seria as escolhas públicas lás? Como eles a tratam usando essa perspectiva do artigo?

    att

    Felipe
  • Felipe  20/04/2015 15:50
    Faço um contraponto ao texto em defesa da educação pública.

    Vejo e defendo uma educação obrigatória e pública como segunda função primordial de um governo (a primeiro é a segurança). É necessário ser obrigatória porque uma criança não pode fica jogado a sorte de seus tutores. Aqui já não se trata de mera questão de liberdade, mas de obrigações que um pai tem perante ao seu filho, sendo o último incapaz de tomar decisões, é do pai a responsabilidade de lhe fornecer suprimentos e educação.

    Estando ciente da importância da obrigatoriedade é necessária que tenhamos o fornecimento público dos serviços educacionais. O fornecimento deve existir como forma de garantir que todos tenha acesso, independente da sua renda. Afinal a obrigatoriedade não terá efeitos se a educação não estiver disponível a todos.

    Por fim, o que vale discutir é a regulamentação por parte do estado sobre a educação privada. É cabível e até aceitável que o estado exija o mínimo por parte das escolas privadas, na minha opinião, apenas aulas de português e matemática deveria ser exigências, cabendo o resto a decisão dos pais e das escolas.

    É possível que com a desregulamentação tenhamos escolhas mais eficientes e baratas, tornando o problema do ensino da escola pública menor.

    E antes de terminar devo afirmar sobre a impossibilidade de substituir as escolas públicas pelos vourchers. Sendo obrigatório e universal o ensino básico os voucher seriam inviáveis, já que qualquer um iria querer acesso ao programa, o que por consequência levaria o governo a limitar o acesso por faixa de renda, mas como limitar se a educação básica deve ser obrigatória e universal?
  • Neto  20/04/2015 16:01
    Beleza.

    Então, dado que o arranjo sob o qual vivemos já é exatamente como você defende, você não tem nada do que reclamar. Se o fizesse, cairia em contradição.

    Agora, boa sorte na defesa desse modelo comprovadamente falido.
  • Felipe  20/04/2015 16:13
    Não é verdade, você não leu com atenção o que eu escrevi, defendo apenas a base do modelo (Educação obrigatória e pública).

    Mas lá no meio eu escrevi: "Por fim, o que vale discutir é a regulamentação por parte do estado sobre a educação privada. É cabível e até aceitável que o estado exija o mínimo por parte das escolas privadas, na minha opinião, apenas aulas de português e matemática deveria ser exigências, cabendo o resto a decisão dos pais e das escolas"

    E isso para mim é o que faria a diferença na educação, uma desregulamentação quase total por parte do estado, apenas mantendo a obrigatoriedade e os serviços a quem não meios de acesso.
  • Noah  20/04/2015 17:40
    ''E isso para mim é o que faria a diferença na educação, uma desregulamentação quase total por parte do estado, apenas mantendo a obrigatoriedade e os serviços a quem não meios de acesso.''

    Ainda não entendi essa de ''obrigatoriedade''. O pai tem obrigação sim de educar seu filho, mas essa obrigação é moral, não entendo essa de ''o governo deve obrigar''.

    Pais responsáveis não precisam de governo nenhum para cumprir o seu papel.
  • Felipe  20/04/2015 18:04
    Pais responsáveis sim, mas enquanto a pais irresponsáveis? O filho deverá pagar por isso?
  • Noah  20/04/2015 19:53
    Essa criança não tem nenhum familiar? Ninguém que se importe com ela? Será que todos querem vê-la analfabeta e sem nenhuma perspectiva de futuro?

    Ademais, no Brasil a educação pública e universal está aí, e o que vemos? Pais irresponsáveis transferindo suas responsabilidades para o estado. E sabe o que é mais interessante? O adolescente sai da escola pública sem saber o básico. O filho continuou sendo o prejudicado na história, mesmo com o governo fornecendo ''obrigatoriamente educação pública e universal para todos''.

    E até agora não entendi seu ponto, você disse que: ''o que vale discutir é a regulamentação por parte do estado sobre a educação privada. É cabível e até aceitável que o estado exija o mínimo por parte das escolas privadas, na minha opinião, apenas aulas de português e matemática deveria ser exigências, cabendo o resto a decisão dos pais e das escolas".

    E a escola pública? Ela seria só ''obrigatória e universal''? Então você defende exatamente o que ocorre hoje, logo você não tem do que reclamar.
  • anônimo  20/04/2015 16:35
    Um estatista sempre pode argumentar que o sistema dele não é esse não, já que a verba da educação é desviada pra petrolão e coisas do tipo.
    Esse sistema está errado mas não por causa disso, está errado porque é imoral, sim os pais tem obrigação para com a educação dos filhos, dos SEUS filhos.Se você tem filhos e não os educa, não é o cara que vive a vida dele e não tem nada com isso que tem que pagar a conta.
  • Felipe  20/04/2015 17:30
    E como tornar obrigatório se um pai vier alegar que não tem recursos e nem tempo para educar seu filho?

    Na duas uma, ou não haverá obrigatoriedade nenhuma e seu filho poderá ficar destinado a uma vida de ignorância, ou o estado fornece alguma educação pública através de recursos oriundos de impostos.
  • anônimo  20/04/2015 20:04
    Tem várias opções além dessa
    O próprio filho se tiver interesse pode depois pagar pela sua educação ou aprender sozinho
    Mas vc vem logo pensando que a única solução é o governo.


  • Wellington Kaiser  20/04/2015 17:01
    "É necessário ser obrigatória porque uma criança não pode fica jogado a sorte de seus tutores"

    Mas pode ficar jogado a sorte do estado?

    Com muito sufoco minha mãe conseguiu me colocar em um dos poucos colégios decentes do governo, caso não conseguisse, teria que me matricular em algum CIEP (carinhosamente conhecido como inferno infantil), que seria muito pior que eu ter continuado estudando com a explicadora (fui alfabetizado em casa com ajuda de explicadora aos 5 anos).

    Veja só, ficaria a sorte do governo (como muitas crianças ficam). Nem preciso dizer que a maioria das crianças que saem do CIEP são praticamente analfabetos.
  • Felipe  20/04/2015 17:41
    "Mas pode ficar jogado a sorte do estado?"

    A questão não é essa. Até por isso defendo uma quase-total desregulamentação na educação privada.

    O problema é o que fazer com crianças em que os pais não estão afim ou não tem recursos para educa-las? Infelizmente ai a única solução é o estado obrigar esses pais a coloca-las numa escola e para isso o estado tem como contra-partida oferecer algum serviço educacional que será custeado com impostos (Poderíamos até discuti quem pagará esses impostos).
  • Jarzembowski  20/04/2015 19:49
    O seu problema é mesmo de todo esquerdista: não consegue conceber a existência de nenhuma instituição exceto o Estado.
    Se o cidadão não pode obter por conta própria, só existem duas opções: ficar sem ou esperar que o maravilhoso e benevolente estado forneça. Tertium non datur.
    Acontece que o welfare state tem poucas décadas de existência, e a civilização ocidental tem 20 séculos. Como você acha que chegamos até aqui?
    Por favor, antes de ter a pretensão de resolver questões monumentais como o problema da educação, seja um pouco mais humilde e estude a história da educação desde a queda do império romano e o papel da igreja e de sociedades fraternais na formação intelectual da civilização ocidental para não concluir levianamente que "o estado TEM de fornecer educação para os desafortunados ou ninguém o fará".

    Sobre as sociedades fraternais e mutual aid nos Estados Unidos:

    From Mutual Aid to the Welfare State: Fraternal Societies and Social Services, 1890-1967

    Welfare before the Welfare State

    Sobre a educação na idade média e a origem das universidades

    Medieval Schools: Roman Britain to Renaissance England

    The Rise of Universities

    A Gift From the Middle Ages

    The Renaissance of the Twelfth Century

    How the Monks Saved Civilization

    Scribes and Scholars: A Guide to the Transmission of Greek and Latin Literature










  • anônimo  20/04/2015 22:05
    '(Poderíamos até discuti quem pagará esses impostos).'

    Que bom que você já discutiu; eu é que não vou ser, não entrei em discussão nenhuma e não vou ser obrigado a pagar algo só porque uns caras aí inventaram a despesa e resolvem jogar pra cima de mim.
  • Pobre Paulista  20/04/2015 18:00
    Você ao menos percebeu o quão contraditório você foi? Vc diz ao mesmo tempo que ...

    "sendo o último [a criança] incapaz de tomar decisões, é do pai a responsabilidade de lhe fornecer suprimentos e educação."

    ... mas também que ...

    "[i]Vejo e defendo uma educação obrigatória e pública como segunda função primordial de um governo[i]"

    Ué, se é responsabilidade dos pais, porquê o governo deve se meter? E mais, porquê o governo deveria obrigar os pais a colocarem seus filhos numa escola?

    Você disse, corretamente, que os filhos são responsabilidade dos pais. Portanto eles são os únicos responsáveis por esta criança: Se eles quiserem que seus filhos frequentem uma escola - pública ou privada - então isso ocorrerá apenas porquê este foi o desejo dos responsáveis pelo incapaz.

    Da mesma maneira eles poderiam estar treinando seus filhos para outras coisas: poderiam, alfabetizando em casa, ensinando programação ao invés de geografia, ou até mesmo ensinando o trabalho braçal para ajudar na roça.

    Aí do nada aparece seu estado dizendo o que é "melhor" para a criança? Mas não é justamente este o papel dos pais?

    Sério cara, se quer falar de educação de filhos, tenha filhos antes. Educar filho dos outros é refresco né...
  • David  04/05/2015 12:26
    O livre mercado consegue gerar escolas boas que podem competir internacionalmente de igual para igual com o ensino estrangeiro. Alguns exemplos destas instituições são o Kumon e a Wizard.

    Uma argumentação dos defensores do estado é que o pobre não seria capaz de escolher qual escola é boa ou não, e por isto o governo é essencial para a pessoa não ficar na ignorância acadêmica. O que eu discordo, pois se isto fosse verdade o pobre não seria capaz de escolher varias outras coisas como a sua própria alimentação ou o seu próprio computador, que são coisas tão importantes quanto. E achar que alguém não é capaz de algo não passa de preconceito contra determinada pessoa.


    Uma educação boa depende do ponto de vista de cada pessoa. O que eu considero bom é diferente do que o meu vizinho considera. Eu por exemplo acho que as aulas religiosas devem ser opcionais da grade escolar da criança, mas têm pessoas que acham que este tipo de ensino deve ser obrigatório. Em um livre mercado você pode escolher se o seu filho pode ou não estudar em uma escola religiosa, mas em um sistema de ensino publico o ateu pode forçar a criança de pais religiosos a não ter nenhum livro de ensino religioso na biblioteca, e o contrario tmb ocorre.

    Por fim queria dizer que eu já vi aqui nos comentários a resposta sobre a educação publica da Finlândia, mas gostaria de saber qual é a opinião de um libertário sobre a educação pública da Noruega.

  • anônimo  27/05/2015 11:04
    As escolas PRIVADAS aqui são tão ruins quanto as públicas, no sentido de que se vc olhar bem vai ver como essas escolas não preparam pra vida, são apenas um cursinho que bota na cabeça dos alunos que o sentido da vida é o vestibular, (afinal assim elas podem fazer propaganda de campea do enem etc) e que pra vc ser alguma coisa vc tem que ter a aprovação do governo pra isso (diploma)
    Ninguém ensina a pensar nem a questionar nada, são apenas uma fábrica de lemmings.
  • anônimo  27/05/2015 11:09
    Na verdade, pra quê escolas? Num mundo sem o governo pra atrapalhar e sem a obrigatoriedade de diploma, um aluno inteligente poderia estudar sozinho e pagar apenas pra fazer as provas e ter a certificação.
    Ainda mais hoje com a internet, isso é mais fácil do que nunca!
    Não é justo obrigar alguém inteligente a pagar por um professor inútil. Agora diga isso pro cartel dos professores, eles vão querer te queimar vivo.
    Esse é o estado, nivelando todo mundo por baixo.
  • Michelle  03/06/2015 20:37
    Muito interessante, porém um pouco utópico.Acho que isso seria um mundo perfeito , no qual todos seriam sensatos, bons pais, educados etc.
    Mas pergunto, até que ponto então o Estado poderia intervir? não tem como não existir Estado,viraria anarquia.Muitos pais não agem de forma correta sobre a educação, o Estado deveria intervir ?O governo interviria em limites de conteúdos ensinados, ou as escolas teriam liberdade total?sendo assim, estaria preparando realmente a criança pra vida futura?Você disse acima que se a escola não ensinasse bem ou se os pais estivessem insatisfeitos ,era só trocar de escola,mas se a região não tiver muitas opções para trocas, ou se eu não tiver dinheiro para bancar o ensino privado, o que faria?Concordo que poderia ensinar a criança em casa , usando a internet, mas e se não tiver acesso à internet, se os pais não souberem o suficiente para ensinar, pois há muitos pais analfabetos ainda e que mal tem o que comer.Enfim, são muitas indagações para se atingir o perfeito, acho que para termos algo levemente parecido com isso todo o resto deveria mudar, as pessoas não poderiam passar necessidades, deveriam ter empregos e perspectivas...
  • Andre Cavalcante  03/06/2015 23:51
    Olá Michele,

    Pelo seu comentário, deves ser nova por aqui. Tudo bem, vou tentar te apresentar.


    "Muito interessante, porém um pouco utópico.Acho que isso seria um mundo perfeito, no qual todos seriam sensatos, bons pais, educados etc."

    Nós já somos movidos por diversas "utopias": não aceitamos assassinatos, não queremos que alguém passe fome, queremos que todos sejam felizes, escravidão até pouco tempo atrás era uma utopia etc. Mas a não existência do estado, assim como a escravidão, vai deixar de ser utopia assim que percebermos que isso é possível.


    "Mas pergunto, até que ponto então o Estado poderia intervir?"

    Pelo menos você já percebeu que o estado só serve para isso: intervir. Respondendo a questão: preferencialmente em nada!


    "não tem como não existir Estado,viraria anarquia" - oops! não, conceito errado. Anarquia é ausência de poder central, anomia é que seria a ausência de leis e moralidade: veja aqui.

    "Muitos pais não agem de forma correta sobre a educação, o Estado deveria intervir ?O governo interviria em limites de conteúdos ensinados, ou as escolas teriam liberdade total?sendo assim, estaria preparando realmente a criança pra vida futura?Você disse acima que se a escola não ensinasse bem ou se os pais estivessem insatisfeitos ,era só trocar de escola,mas se a região não tiver muitas opções para trocas, ou se eu não tiver dinheiro para bancar o ensino privado, o que faria?Concordo que poderia ensinar a criança em casa , usando a internet, mas e se não tiver acesso à internet, se os pais não souberem o suficiente para ensinar, pois há muitos pais analfabetos ainda e que mal tem o que comer.Enfim, são muitas indagações para se atingir o perfeito, acho que para termos algo levemente parecido com isso todo o resto deveria mudar, as pessoas não poderiam passar necessidades, deveriam ter empregos e perspectivas..."

    Vou te responder todas essas questões com apenas duas outras: 1a) essas situações acontecem hoje? 2a) qual seria o arranjo em que tais coisas ou não acontecessem ou, se acontecessem, teria menos repercussão para todos?

    Respondendo a mim mesmo:

    1a) Se acontecem, então é porque o que está aí hoje não funciona. Então não dá pra comparar um "pseudo estado perfeito" (em que tais coisas não aconteceriam, portanto utópico, irreal e impossível de ser implantado), com um arranjo que é real, prático e possível. Cometer esse erro uma vez é até aceitável porque estamos sujeitos a uma doutrinação estatal desde criança, mas uma vez que percebemos o equívoco desta comparação, continuar com esse pensamento é uma desonestidade intelectual.

    2a) O arranjo que evita que tais coisas aconteçam é justamente a liberdade de ação do ser humano. Quem não deixa as escolas surgirem, quem não deixa um grupo de pais ou mães darem aulas para os seus filhos, ou filhos dos outros, quem não deixa que as escolas experimentem novas formas de ensino e, principalmente quem evita que pais medíocres proliferem (justamente porque recebem dinheiro pra não fazer nada!) e, o pior, socializam todos estes problemas com todos da sociedade é justamente o estado, portanto, em uma sociedade sem estado, tais coisas até aconteceriam, mas seriam limitadas, e os únicos que sofreriam as consequências seriam os indivíduos envolvidos e, jamais a sociedade como um todo, como acontece hoje.


    Leia todos os links. O link da Wikipedia é para a Wikipedia em inglês porque a Wikipedia em português está muito ruim.


    mises.org.br/Article.aspx?id=1543

  • Pobre Paulista  04/06/2015 00:02
    Olá Paraquedista,

    "não tem como não existir Estado,viraria anarquia"

    Seja bem-vinda ao Anarcocapitalismo,

    "Muitos pais não agem de forma correta sobre a educação"

    um sistema no qual cada pessoa é livre e sabe o que é o melhor para si, sem uma "forma correta" pré-definida de como se deve fazer coisas do próprio interesse, como escolher aonde gastar o seu salário, o que seus filhos devem aprender ou assistir na televisão, e o que se deve o não deve injetar nas próprias veias,

    "mas se a região não tiver muitas opções para trocas"

    onde cada pessoa é um potencial empreendedor, constantemente analisando o mercado e suas demandas, podendo abrir um empreendimento qualquer a qualquer momento, de venda de chicletes ou instituições de ensino, sem ter que prestar contas à ninguém (a não ser seus próprios clientes),

    "ou se eu não tiver dinheiro para bancar o ensino privado"

    onde a geração privada de valor enriquece a todos direta e indiretamente, por prover as principais demandas do mercado em abundância, sem medo de ser confiscado ou punido por isso.

    Espero que você goste dos artigos deste site.
  • Lopes  04/06/2015 00:10
    Inúmeras indagações de fato. Mas NENHUMA delas está sendo resolvida pelo estado.


    É global o paradigma de que os pais devem colocar seus filhos em escolas e que o ensino, independentemente de estatal, doutrinador, científico, objetivo; é preferível pelas famílias pois é "garantidor", ao seu ver, do futuro da criança acima do trabalho.

    www.todospelaeducacao.org.br/educacao-na-midia/indice/29520/opiniao-analfabetismo-funcional/
    Analfabetismo funcional no Brasil é, segundo a fonte, quase 1/5 da população. Vale lembrar: são pessoas de gerações e mais gerações de educação pública gratuita e universal. No estado do RJ, não carecem casos estapafúrdios de crianças de 12 anos que mal leem o nome subindo nas séries estatais. A educação estatal não vem apenas sendo somente uma "falsa solução", vem sendo um problema, pois falsifica seus próprios sinais.

    static2.businessinsider.com/image/4f0b5867eab8ea4c24000033/spending-per-pupil-by-country.jpg (Investimento dos EUA em educação)

    [i]Enquanto os EUA investiram desesperadamente em educação pública nas últimas décadas, não vem havido resultado positivo. A capacidade de leitura e matemática vem permanecido estagnada apesar do agigantamento do setor:
    c3.nrostatic.com/sites/default/files/pic_corner_080713_murdock.png

    A verdade é que o ensino público simplesmente não possui motivo para funcionar. É um modelo caríssimo em matéria e em pessoal: não se pode omitir as sociedades corruptas que se formam entre alunos e quão traumáticas elas são frente a funcionários que receberão seu pagamento e manterão sua instituição, independentemente da satisfação dos alunos. A criança é uma mera externalidade da dinâmica Estado-Aspone / Estado-Funcionário Público, em que sua proteção no ambiente escolar e ensino não importam: a escola continuará de pé mesmo se seus serviços forem ruins. Ainda pior quando o visto permanente existe, dado que você só estará jogando recursos a gente que provê um serviço sem motivo para funcionar e que raramente sofrerá consequências pela própria incompetência:
    teachersunionexposed.com/protecting.php [i](Visto permanente. Quanto ao argumento da Finlândia e Estônia, dois países que somados quase chegam à população da cidade de São Paulo ou detém a mesma variedade de dimensões sociais em sua população, lá não há visto permanente.)

    Enquanto isso,[b] projetos voluntários, gratuitos e universais como o [b]Khan Academy auxiliam crianças e adultos em várias línguas a aprender o que a escola (pública ou privada com currículo estatal) fracassou miseravelmente em ensiná-las. Não são os cursos de cálculo, Michelle, os mais consultados no site; mas sim os de matemática que equivale ao ensino fundamental 2 e ensino médio. Não clamo a solução para todos os problemas do mundo, pois o mercado é somente tão inteligente quanto as pessoas são; os burocratas (humanos) não solucionam ou carecem de motivo para solucionar os problemas da população. Eu sinceramente acredito que fiz um caso, durante todo este post, de que a "solução" estatal é fraudulenta.

    Você levanta questionamentos que o próprio sistema, baseado na coerção e na violência contra gente inocente, não resolve - e até piora. Enquanto isso, escolas de inglês praticam mais pedagogia e tecnologia pedagógica no Brasil (e no Paquistão também) do que as escolas de fato; vários sites oferecem cursos extensivos sobre todas as disciplinas que quiser e criam formas completamente gratuitas de ensinar idiomas estrangeiros ( https://www.duolingo.com/pt ) - tudo sem levantar uma espada contra qualquer pessoa.
  • anônimo  19/10/2015 18:49
    mas se a região não tiver muitas opções para trocas, ou se eu não tiver dinheiro para bancar o ensino privado, o que faria?
    Aí também não haveria dinehiro pra pagar os impostos que sustentam a educação estatal
  • Marco Martins  09/06/2015 15:57
    Eu acredito no artigo, mas alguém tem exemplos de países que possuem educação de livre
    mercado ou que esteja caminhando para esse modelo.

    Uma outra coisa que gostaria de obter algum tipo de raciocínio ou teoria. No ensino
    médio e fundamental e é bem lógico do porque o público está falido, agora nas universidade
    eu realmente gostaria saber o raciocino ou alguma teoria do porque que as universidades
    federais são melhores que as particulares aqui no Brasil. Porque conseguem ainda sobreviver
    nesse sistema como sendo as melhores?

  • Leandro  09/06/2015 17:24
    Em primeiro lugar, as universidades públicas sempre foram majoritariamente compostas pelos melhores alunos das escolas privadas -- normalmente oriundos de famílias de classe média alta.

    Ou seja, pelo fato de serem "gratuitas", sempre atraíram os melhores estudantes do país, oriundos de escolas privadas. Sendo assim, contando com esse bom capital humano, é claro que, em tese, ela produzirá melhores resultados.

    Adicionalmente, as universidades federais -- antes da abolição do vestibular -- sempre foram muito rigorosas na seleção de alunos. Mais um motivo para a boa qualidade do corpo discente..

    Por fim, vale lembrar que, dentre todos os serviços ofertados pelo estado, educação é o único que pode manter uma certa qualidade por um tempo mais prolongado (o que não significa que não haverá desperdícios, é claro, pois isso é inerente à atividade estatal).

    Por que a educação estatal é a única que pode manter sua qualidade por mais tempo? Porque "dar ensino", ao contrário de "dar saúde", é algo perfeitamente possível de ser feito no âmbito estatal -- afinal, basta colocar um sujeito pra falar.

    Já a saúde, por outro lado, é um setor que consome capital -- e, logo, precisa receber maciços investimentos em capital para constantemente repor o estoque que foi consumido. (Sobre a impossibilidade de o estado fornecer saúde de qualidade por muito tempo, veja este artigo.)

    Tal necessidade de reposição constante de capital não ocorre na educação -- a menos que consideremos a necessidade de repor quadro-negro e giz, coisas de custo ínfimo.

    Logo, dizer que é possível o estado ofertar educação de qualidade não é nenhuma afronta à lógica econômica; basta o estado contratar um sujeito inteligente e com boa didática para sair falando para seus alunos.

    Agora, se o estado realmente terá essa competência, aí já são outros quinhentos,
  • Pobre Paulista  09/06/2015 18:06
    Alto lá

    "afinal, basta colocar um sujeito pra falar."

    Se você está falando de cursos de Economia, Direito, Contabilidade, OK, beleza. Mas e Engenharia, Medicina, Arquitetura, Odontologia, etc...
  • Leandro  09/06/2015 18:18
    Mesma coisa. Eu fiz engenharia mecânica na UFMG e posso lhe jurar que mais de 95% do curso se passava dentro da sala de aula com um professor repetindo tudo que já estava no livro. Havia uma ou outra aula em um laboratório de resistência de materiais, mas isso ocorria, tipo, uma vez por mês durante um semestre.

    Em todo caso, seu ponto é válido, e ele foi abordado neste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=319
  • Emerson Luis  16/03/2016 11:31

    Engenharia mecânica? Você não é formado em economia, Leandro?

    * * *
  • Bruno Pacheco   04/07/2015 21:05
    Olá! Gostaria de fazer uma pergunta com relação as universidades privadas. As tais universidades "privadas" não são realmente privadas, e sim recebem uma alta dsoe de regulamentações em seu plano de educação por parte do MEC certo? Essa é a primeira pergunta, a segunda é se poderia considerar considerar o sistema privado de educação (escolas, universidades,etc) como sendo "Capitalista"?
  • Guilherme  04/07/2015 21:11
    1) Correto.

    2) Esse é um conceito muito obscuro. A partir do momento em que o estado impõe a obrigatoriedade do diploma, ele cria um mercado cativo para essas universidades. Isso não é capitalismo, é corporativismo.
  • Pobre Paulista  04/07/2015 21:43
    Lembrando que "Capitalista" significa "Aquele que faz uso de capital para aumentar sua produtividade". Um professor comunista numa soviete russa que use um pedaço de giz para dar aula é um capitalista - afinal sem o giz (capital), o trabalho dele (ensinar) seria menos produtivo.
  • Rodrigo Vaz  04/07/2015 21:50
    Olá Bruno!

    1) Sim. Para você ter uma ideia, é mais difícil você abrir uma escola do que outro tipo de empresa em geral. Fica complicado para a pátria educadora né? rs Além disso, todo o modo de operar da escola já vem regulado pelo MEC, sem levar em consideração o espírito empreendedor do empresário.

    O que eu quero dizer com isso?

    Imagina uma escola no Mato Grosso, em um município com forte tendência agropecuária. Nessa escola, seria interessante que o curriculum montado abrangesse matérias técnicas ligados a isso que permitissem a a criança/adolescente produzir mais no campo, aumentando assim a chance dele enriquecer.

    Enquanto isso, uma escola em um Município do Estado de São Paulo, com economia voltada à prestação de serviços, seria interessante para os alunos aprenderem noção de administração e tal.

    O empreendedor capitalista, visando o lucro, se adaptaria mais rápido ao mercado para prestar um serviço de educação que os seus clientes desejem. Já o burocrata do MEC sentado em Brasília não faz a mínima ideia do que cada região fora de lá precisa, muito menos cada município, pois ele não é onipresente. Muitas vezes ele não saberá nem o que escola do próprio DF precisa!

    Essa é uma das funções do sistema de lucros e prejuízos. Para entender mais, leia "Economia em uma ùnica Lição", tem aqui na biblioteca do mises.
  • Bruno Pacheco  05/07/2015 01:39
    Muito Obrigado.
  • Rafael  13/07/2015 03:26
    Ah...o livre mercado. Como se não houvessem carteis e mais carteis. Será mesmo que as escolas iriam competir entre si pelos clientes? Tenho cá minhas dúvidas.
  • Michelangelo  13/07/2015 12:26
    Cartéis? Sigo no aguardo de um único exemplo de cartel criado pelo livre mercado. Todos os cartéis, monopólios e oligopólios que conheço são -- sem exceção -- criação do estado.

    Quem cria cartéis, oligopólios e monopólios é e sempre foi o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (agências reguladoras), seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam, seja por meio da burocracia que desestimula todo o processo de formalização de empresas, seja por meio da imposição de altas tarifas de importação que encarecem artificialmente a aquisição de produtos importados (pense nas fabricantes de automóveis).

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.).

    E quando não era assim, o que ocorria? Quando o governo não tinha ainda poderes para se intrometer, havia formação de cartel entre os poderosos? Havia "exploração"? Não. O que ocorria era isso.

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    Outros artigos obrigatórios para você sair deste perigoso autoengano:

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Sobre as privatizações (Parte 1)

    Sobre as privatizações (final)

    Celular ilimitado por R$30/mês - saiba como aqui

    Regulações protegem os regulados e prejudicam os consumidores

    Os reais beneficiados por um capitalismo regulado

    O governo gera doenças - e depois aplica paliativos em seus sintomas

    Tributação X Regulamentação - O que é pior?

    Aeroportos + governo = caos

    A bem-sucedida regulação privada

    Regulamentações brasileiras garantem a prosperidade dos vigaristas

    Legislações antitruste e agências reguladoras não podem existir em uma sociedade livre

    A Guatemala e seu exemplo de privatização

    As parcerias público-privadas - a porta de entrada para o socialismo

    Seria o liberalismo uma ideologia a serviço de empresários?

    Sobre as reformas "neoliberais" na América Latina e por que elas fracassaram
  • Tio Patinhas  13/07/2015 12:33
    Mas sabe que o maior criador de cartéis é o governo? Pense bem, qq um poderia abrir uma escola e fornecer a educação que quisesse, só isso tornaria o mercado extremamente pulverizado.

    Pense nos camelôs, parece que não há formação de cartel entre eles, não é mesmo?

    Obrigado.
  • Wellington Kaiser  13/07/2015 14:14
    Entrevista de um reitor de universidade público sobre as faculdades privadas. Bizarro!!

    operamundi.uol.com.br/conteudo/samuel/40983/grandes+grupos+economicos+estao+ditando+a+formacao+de+jovens+brasileiros+diz+novo+reitor+da+ufrj.shtml
  • anônimo  13/07/2015 17:28
    Educação é piada, dificil um lugar q perdi tanto tempo como dentro de uma sala de aula. É incrivelmente estúpido o jovem recebe coonteúdos especificos em diversas áreas que não fazem parte de sua realidade, e sai de uma formação de 15 anos sem nem saber como funciona o seu próprio sistema monetário. (Que ele usa todo dia)
    Uma das coisas que mais revoltava é que o conhecimento na escola é algo pronto e acabado, náo se ousa discordar de nada, não existe espaço pra pesquisa e dúvidas. É como se o conhecimento já existisse, e tem sempre que se chegar da mesma forma. Me lembro muito quando tive materias de estatistica, probabilidas de combinaçoes etc, e eu chegava ao resultado muito mais rapido de cabeça, atraves de aproximações e iterações, porém 'não valia' dessa forma, só estava ok aplicando uma fórmula pré estabelecida. Ora como estimular o pensamento se o pensamento tem que ser igual para todos?

    Portanto duvido que seja possivel educação de qualidade vindo do estado, na melhor das hipoteses uma doutrinação de qualidade, onde inovação e pensar diferente não são focos, é possivel ser feita (hoje nem isso)
  • Snoopdog  18/10/2015 13:54
    O maior erros dos professores é se considerarem aptos à decidir oquê ensinar aos alunos.

    As pessoas têm interesses diferentes. A educação não pode ser igual para pessoas diferentes.

    A educação é um processo para melhorar a auto-aprendizagem das pessoas. Ou seja, a educação é um processo que deve auxiliar as pessoas a serem auto-ditadas, para que elas mesmas possam criar e trabalhar, de acordo com seus próprios interesses.

    Enfim, educação igualitária ou currículo nacional são propostas de professores fracassados, de doutrinadores e de canalhas.




  • Thiago Teixeira  19/10/2015 11:44
    Não dá para fugir de certos temas no currículo. Lingua pátria (leitura, interpretacao) e matemática. Ou alguem discorda?
    Isso para ensino básico (5a serie); até a 9a já é interessante uma capacidade mais profunda de interpretacao e até um pouco de producao (redacao), um pouco mais de matematica (regra de tres, porcentagem...), e nocao de como funciona o método científico.
    Interessantíssimo que se aprendam rudimentos de ciencias naturais (fis, quim, biol, geografia fisica), até para sedimentar o raciocínio via método científico; humanidades é só doutrinacao, não sei se é melhor não ensinar ou ensinar. Inglês e informática são uns extras bem úteis.

    Pronto. Pouca coisa, com foco e aprofundamento, não é nenhum absurdo.

    O maior problema de todos é que a maioria dos professores brasileiros não se direcionam corretamente. Uma pesquisa clássica perguntou aos professores qual era sua prioridade, o resultado foi: 1o formar cidadaos, 2o (esqueci), 3o ensinar a materia (apenas 10%).
    Professor acha que é mais que um "ensinador", se vê como "educador"; a diferença entre os termos não é meramente semantica...
    Ele aceita bem o modelo que é imposto pelo estado, o que é irresponsavelmente demandado pelas familias, aí se vê valorizado, mas na realidade, ao tentar cumprir papeis que não lhe cabem, não consegue fazer direito nem o que é sua obrigacao.

    Um cara que eu gostava de ler na minha fase pré-Mises era o Gustavo Ioschpe, especialista em educacao; ele é um tanto estatista, mas aplica rigor aos seus estudos e às suas conclusoes, ainda acho que vale a pena lê-lo.
  • Felipe  19/10/2015 12:14
    "Não dá para fugir de certos temas no currículo. Lingua pátria (leitura, interpretacao) e matemática. Ou alguem discorda?"

    Fugi não dá, mas creio que o método de ensino tinha que ser deixado livre, como acontece com as escolas de inglês.

    Hoje é mais fácil conhecer alguém que escreva corretamente em inglês do que em português.
  • Rennan Alves  19/10/2015 14:13
    Eu discordo. Alguém que quer ser pintor não está preocupado com equações do segundo grau, hipóteses falseáveis, a reprodução dos fitoplânctons e afins. Ele simplesmente quer estudar cores e outras demais obras para pintar seus quadros.

    O mesmo raciocínio vale para aspirantes à músicos, modelos, estilistas, etc. Eles não precisam perder tempo aprofundando-se em matemática para produzir.

    Claro, você poderia argumentar que seria prescindível estudar matemática para pagar as contas. Entretanto, não há a necessidade da obrigatoriedade de regras de três para tal empreitada, o próprio estudante irá decidir se vale a pena aprender ou delegar esta tarefa a terceiros.

    Esta é a beleza da educação livre, assuntos que consideramos inúteis (como humanas) terão sua validade testada através de terceiros.
  • eso  18/10/2015 16:07
    O texto toca em questões pertinentes, mas não chega a abalar a premissa da escola instituída. Quem fez isso muito bem foi Ivan Illich em Sociedade sem escolas. Merece ser lido.
  • Rodrigo VF  18/10/2015 18:50
    obrigado pela recomendação, eso! Vou buscar esse livro.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  18/10/2015 16:44
    O brasil cada vez mais pobre.
  • Dalton C. Rocha  18/10/2015 20:00
    Escola pública nunca prestou, nem prestará, no Brasil. Se algum prefeito ou governador deste país quiser mesmo melhorar a educação, no seu município ou estado; então que faça isto:
    1- Privatize todas as escolas públicas.
    2- Dê o direito aos pais de escolherem em qual escola particular, eles querem matricular seus filhos, por meio de bolsas de estudo.
    O resto é só demagogia eleitoreira.Você acha que as escolas públicas funcionam gratuitamente? Enquanto nas escolas particulares, cerca de 70% dos funcionários são professores, nas escolas públicas esta percentagem não passa nem de 40%. O resto é burocracia; corrupta, incompetente e lenta. Sai mais barato, se usar dinheiro público, para pagar uma mensalidade numa escola particular, que jogar dinheiro fora em escolas ditas públicas, mas de fato da CUT, da corrupção e da incompetência.

    Agora algo escrito por uma outra pessoa:
    "Qual o produto dessa fraude custeada pelos impostos que pagamos como contribuintes à rede pública ou como pais à rede privada de ensino? Se você pensa que seja preparar jovens para realizarem suas potencialidades e sua dignidade, cuidando bem de si mesmos e de suas famílias, numa integração produtiva e competente na vida social, enganou-se. Ou melhor, foi enganado. O objetivo é formar indivíduos com repulsa ao "sistema", a toda autoridade (inclusive à da própria família) e às "instituições opressoras impostas pelo maldito mercado". Se possível, recrutar e formar transgressores mediante anos de tolerância e irresponsabilidade legalmente protegida, prontos para fazer revolução com muita pedrada e nenhuma ternura.
    Se tudo der certo, o tipo se completa com um boné virado para trás, um baseado na mochila e uma camiseta do Che. A pergunta é: quem quer alguém assim na sua empresa ou local de trabalho? Em poucos meses, essa vítima de seus maus professores, pedagogos e autoridades educacionais terá feito a experiência prática do que lhe foi enfiado na cabeça. Ele estará convencido de que "o sistema" o rejeita de um modo que não aconteceria numa sociedade igualitária, socialista, onde todos, sem distinção de mérito ou talento, sentados no colo do Estado, fazem quase nada e ganham a mesma miséria." > www.puggina.org/artigo/puggina/a-miseria-da-educacao-e-a-educacao-da-miseria/3249
  • Rhyan  18/10/2015 20:02
    O artigo seria perfeito se não tivesse a sempre desnecessária expressão "Nova Ordem". Por um libertarianismo sem olavismo e sem maluquices.
  • Getulio  18/10/2015 23:35
    Nova Ordem: domínio do politicamente correto, da ideologia de gênero, da ideologia de raça (tendo os negros direitos superiores pelo simples fato de serem negros), da ideologia sexual (tendo os homossexuais direitos superiores pelo simples fato de gostarem de pessoas do mesmo sexo), da ideologia étnica etc.

    Isso são coisas que vemos diariamente (vide o recente vídeo em que alunos negros da USP invadem uma sala de aula e saem apontando o dedo na cara de alunos brancos, dizendo que eles são opressores e que "terão de pagar por tudo").

    E você vem me dizer que essa "Nova Ordem" não pode nem sequer ser mencionada?
  • Rhyan  19/10/2015 09:23
    Qual a fonte da sua definição?
  • Rhyan  19/10/2015 09:26
    Poder pode, mas perde credibilidade usar uma expressão tão idiota.
  • Joao Girardi  19/10/2015 19:00
    Já leu Maquiavel Pedagogo?
  • Cingapura  18/10/2015 20:10
    E se houver um sistema meritocrático como em Singapura?
  • anônimo  18/10/2015 20:14
    Como é que em Singapura, Coréia do Sul, a educação estatal deu certo?
  • Miscellaneous  19/10/2015 01:23
    Veio sacar no lugar errado. A educação em Cingapura não é estatal. Há escolas e universidades privadas e há escolas e universidades subsidiadas com impostos cobrados sobre cidadãos estrangeiros.

    É condenável? É. Mas é bem diferente de dizer que "a educação é estatal".

    Outra coisa: em Cingapura, o homeschooling é liberado.

    Mais ainda: há um sistema meritocrático de seleção de professores, ao passo que, no Brasil, quem manda é o corporativismo dos sindicatos.

    Por fim, há o indispensável fator cultural: valores como responsabilidade individual, dedicação d valorização do crescimento intelectual são coisas muito presentes nas sociedades asiáticas - o que explica não apenas o sucesso dos sistemas educacionais desses países, mas também o fato de que asiáticos se saem melhor nos estudos mesmo após várias gerações vivendo nos EUA

    www.washingtonpost.com/blogs/wonkblog/wp/2014/05/05/hard-work-really-is-the-reason-asian-kids-get-better-grades-study-finds/

    Quando o brasileiro começar a ter essas características, aí voltamos a conversar.
  • anônimo  19/10/2015 10:51
    Tem muita gente que acha que se a Dilma tiver mais dinheiro em mãos os nossos Brasileirinhos serão tão estudiosos quanto os Coreanos.
  • Educação em Cingapura  19/10/2015 23:38
    Education in Singapore is managed by the Ministry of Education (MOE) which controls the development and administration of state schools receiving government funding, but also has an advisory and supervisory role in respect of private schools. For both private and state schools, there are variations in the extent of autonomy in their curriculum, scope of government aid and funding, tuition burden on the students, and admission policy.

    Education spending usually makes up about 20 percent of the annual national budget, which subsidises state education and government-assisted private education for Singaporean citizens and funds the Edusave programme, the costs for which are significantly higher for non-citizens. In 2000 the Compulsory Education Act codified compulsory education for children of primary school age (excepting those with disabilities), and made it a criminal offence for parents to fail to enroll their children in school and ensure their regular attendance. Exemptions are allowed for homeschooling or full-time religious institutions, but parents must apply for exemption from the Ministry of Education and meet a minimum benchmark.



    en.wikipedia.org/wiki/Education_in_Singapore
  • Miscellaneous  19/10/2015 23:52
    E foi exatamente desse trecho aí mesmo que tirei boa parte de minha escrita. Qual parte você não entendeu?
  • Explicando  20/10/2015 00:30
    Educação em Singapura é regulada pelo MOE (Ministério da Educação).

    A educação em Singapura é obrigatória (homescholling é permitida, mas a educação é obrigatória, mesmo que seja por homescholling).

    O governo de Singapura investe 20% do Orçamento em educação.

    As state schools são as escolas públicas mantidas através dos (baixos) impostos cobrados pelo governo de Singapura.

    Outra coisa, em Singapura ainda tem Educação Moral e Cívica. Uma das coisas que precisa ser restaurada neste país.

    Como vc bem disse, Singapura tem um sistema meritocrático de ensino, enquanto no Brasil, a educação está submetida ao corporativismo dos sindicatos dos professores (vide Cpers no RS).
  • Ricardo Malta  20/10/2015 01:20
    "Educação em Singapura é regulada pelo MOE (Ministério da Educação)."

    No Brasil também.

    "A educação em Singapura é obrigatória"

    No Brasil também.

    "homescholling é permitida"

    No Brasil não é.

    "O governo de Singapura investe 20% do Orçamento em educação."

    Dada que Cingapura é uma cidade, então temos de compará-la com as cidades do Brasil. E qual é o resultado? No Brasil, as prefeituras, por lei são obrigadas a gastar 25% do orçamento em educação, mais que em Cingapura.

    "As state schools são as escolas públicas mantidas através dos (baixos) impostos cobrados pelo governo de Singapura."

    No Brasil também.

    "Outra coisa, em Singapura ainda tem Educação Moral e Cívica. Uma das coisas que precisa ser restaurada neste país."

    E você quer professores marxistas educando as crianças a serem servas obedientes do estado? É isso mesmo?

    "Como vc bem disse, Singapura tem um sistema meritocrático de ensino, enquanto no Brasil, a educação está submetida ao corporativismo dos sindicatos dos professores (vide Cpers no RS)."

    Ou seja, de todos os itens que você mencionou como sendo essenciais para o sucesso da educação de Cingapura, o Brasil tem quase todos eles (com a exceção da Moral e Cívica e do Homeschooling, o qual é defendido por todos os libertários). Em termos de gastos com educação, as prefeituras do Brasil gastam mais que o governo de Cingapura.

    E aí?
  • Rhyan  19/10/2015 09:32
    O que é "dar certo"? Você comparou com o modelo de livre mercado? Comparou o custo-benefício?

    Não, porque o sistema educacional desestatizado não existe para ser comparado.

    Mas nem precisa existir, a teoria econômica já deixa claro que modelos privados desregulados com concorrência aberta são superiores. É a lógica das leis econômicas, nem precisa de evidências empíricas.

    O modelo de certos países pode até ter "dado certo" seja lá o que isso signifique, mas ainda é menos eficiente que o modelo de livre mercado, e isso é o que importa.
  • Thiago Teixeira  19/10/2015 00:28
    A URSS vive!
  • RR  19/10/2015 00:34
    Eu acho o currículo do ensino médio ensinado pelas escolas ultrapassado, é muito pesado, é cobrados coisas demais. E é claro os mais competentes e com força de vontade, e as vezes os tem ajuda financeira dos pais, conseguem entrar em uma universidade pública ou em uma de mais qualidade. E outra, se o setor da educação fosse livre, haveria a possibilidade de haver mais universidades e universidades essas, ligadas a empresas, o que garantiria muito mais vagas e oportunidades para o estudante. O que vemos no Brasil é o contrário: poucas universidades de qualidade (as melhores são do Estado, se sustentam com dinheiro público), universidades privadas com mensalidades elevadíssimas para o padrão do brasileiro médio (só com Prouni e Fies mesmo, e com o Fies, ganho o canudo e uma dívida de presente), além de ser cada vez maior a falta de vagas no mercado de trabalho para os formandos.
  • Anderson S  19/10/2015 01:24
    De fato, é pesado, e costuma ser de maior fardo para os que não se preparam antecipada e adequadamente.

    Acho que o ensino médio deveria liberar o terceiro ano para uma preparação específica no vestibular. O estudante estudaria, no último ano escolar, somente matérias relacionadas ao curso de desejo a seguir, na Universidade.

    E o problema do número baixo, e da qualidade mais baixa ainda, das faculdades é consequência do estado brasileiro (que nem preciso "elencá-los").

    A verdade é que o buraco é bem mais profundo. A situação é tão crítica que a educação é fraca em todos os setores e níveis (exceções para algumas pouquíssimas universidades e cursos). Eu, sinceramente, não vejo como poderia ocorrer mudanças nesse país...
  • Joao Girardi  19/10/2015 05:57
    E eis o plot twist: a educação da Idade Média era melhor que a educação que se recebe hoje, mas de acordo com os "porta-vozes do progresso" que superlotam o MEC, estamos agora em uma era de grande incentivo à educação, com esse método de ensino estatal de cunho claramente anti-individualista e massificado, que tem por objetivo bem definido transformar nossas crianças em pequenos militantes do MST (quando não raro servir de meio de engenharia comportamental aos projetos da Nova Ordem Mundial)do que com o ensino individualizado, iniciático e investigativo do Trivium e Quadrivium ministrado pela "retrógrada" Igreja Católica, que costumava ser ensinado aos jovens. Hoje tu não consegue educação assim nem nas faculdades.
  • Rodrigo Fernandes  19/10/2015 09:37
    Não existe exemplo maior do quanto o Estado é maléfico, do que a existência lamentável dos Correios. Como pode uma empresa não ser taxada, pois não visa lucros, se a mesma tem uma serie de produtos e serviços, que visam o lucro? Consequência, pior que escolas ruins e tudo mais, temos um monopólio clássico, com a major barreira de entrada da galáxia, uma empresa estatal, ineficiente e com vantagem comparativa frente qualquer outra, obviamente o prejudicado é o usuário. Por isso que eu simplesmente desisti de viver em um país injusto e cada dia mais repleto de ignorantes, em outras palavras, mais um convarde abandonou o barco.
  • Thomas  19/10/2015 11:30
    O FIES funciona sim, o que não funciona é o PROUNI porque o PROUNI é o inverso do FIES, você não tem liberdade de escolha.
    O FIES melhorou e muito o ensino superior, hoje as universidade privadas de Fortaleza (UNIFOR E FIC) superaram e muito as universidades públicas.
  • Rennan Alves  19/10/2015 14:23
    Isso é sério? Como exatamente o FIES tornou a Unifor e a Estácio de Sá (não é mais FIC) melhores que as públicas, sendo que estes já o eram?

    Aproveite e defina o que você entende por "melhoraram".
  • Marcelo  19/10/2015 14:36
    não entendi seu comentário sobre o Prouni.
    eu fui usuário do programa (afinal, paguei meus impostos, acho justo recuperar uma parte dele), e tu podia escolher qualquer curso em qualquer instituição.
  • Slaine  20/10/2015 10:10
    FIES melhorou o bolso dos donos de uniesquina e só.Esse é o melhor 'negócio' do mundo, o cara bota o preço que quiser que o governo paga, e o estudante otário que se lasque depois com a dívida.No final esses empresários são apenas mais um tipo de amigos do rei, com a vantagem de que muita gente nas uniesquinas serve de propaganda pra 'ascenção da classe C'
    Vai acontecer com o brasil o mesmo que aconteceu nos EUA
    https://www.youtube.com/watch?v=AIcfMMVcYZg
  • Marcelo  19/10/2015 11:37