Quatro medidas para melhorar o sistema de saúde
por , segunda-feira, 13 de abril de 2009

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0,,11447480,00.jpgÉ verdade que o sistema de saúde (europeu, americano ou brasileiro) está uma bagunça e é insustentável. Entretanto, isso demonstra não uma falha de mercado, mas, sim, uma falha de governo. A cura do problema não requer uma diferenciada regulamentação governamental, tampouco mais regulamentações ou burocracias, ou mesmo invenções mirabolantes, como políticos interesseiros querem fazer-nos crer. A cura do problema requer simplesmente a eliminação de todos os atuais controles governamentais.

É urgente levarmos a sério uma reforma do sistema de saúde. Créditos tributários, vouchers e privatização já ajudariam muito na meta de descentralizar o sistema e remover encargos desnecessários sobre as empresas. Porém, quatro medidas adicionais devem ser tomadas:

1. Eliminar todas as exigências de licenciamento para as faculdades de medicina, hospitais, farmácias, médicos e outros profissionais da área de saúde. A oferta destes itens iria aumentar de imediato, os preços iriam cair, e uma maior variedade de serviços de saúde iria aparecer no mercado.

Agências de credenciamento, competindo voluntariamente no mercado, iriam substituir o licenciamento compulsório do governo — levando-se em conta que os fornecedores de serviços de saúde (afinal, serviços de saúde são serviços como quaisquer outros) acreditem que tal reconhecimento iria melhorar sua reputação, e que seus consumidores, por se importarem com a reputação dos fornecedores, estarão dispostos a pagar por isso.

Como os consumidores não mais seriam ludibriados a acreditar que existe tal coisa como "padrão nacional" de saúde, eles aumentariam sua procura por bons serviços de saúde a custos baixos, e fariam escolhas mais perspicazes.

2. Eliminar todas as restrições governamentais sobre a produção e a venda de produtos farmacêuticos e equipamentos médicos. Isso significa a extinção de agências reguladoras encarregadas de controlar remédios, vacinas, drogas e produtos biológicos (como a Anvisa, no Brasil).  Atualmente, essas agências servem apenas para obstruir inovações e aumentar os custos de produção.

Custos e preços cairiam, e uma maior variedade de melhores produtos chegaria ao mercado mais rapidamente. O mercado também forçaria os consumidores a agir de acordo com suas próprias avaliações de risco — em vez de confiar essa tarefa ao governo.  E os fabricantes e vendedores de remédios e aparelhos, devido à concorrência, teriam de fornecer cada vez mais garantias e melhores descrições de seus produtos, tanto para evitar processos por produtos defeituosos como para atrair mais consumidores.

3. Desregulamentar a indústria de seguros de saúde. A iniciativa privada pode oferecer seguros contra eventos cuja ocorrência está fora do controle do segurado. Por outro lado, uma pessoa não pode se segurar, por exemplo, contra o suicídio ou a falência, pois depende apenas dessa pessoa fazer tais eventos ocorrerem.

Como a saúde de uma pessoa, ou a falta dela, depende quase que exclusivamente desta pessoa, muitos, se não a maioria, dos riscos de saúde não são efetivamente seguráveis. "Seguro" contra riscos cuja probabilidade de ocorrerem pode ser sistematicamente influenciada por um indivíduo depende fortemente da responsabilidade própria desta pessoa.

Além do mais, qualquer tipo de seguro envolve um compartilhamento de riscos individuais. Isso implica que as seguradoras paguem mais a alguns e menos para outros. Mas ninguém sabe com antecedência, e com convicção, quem serão os "ganhadores" e quem serão os "perdedores". "Ganhadores" e "perdedores" são distribuídos aleatoriamente, e a resultante redistribuição de renda não é nada metódica. Se "ganhadores" e "perdedores" pudessem ser determinados sistematicamente, os "perdedores" não iriam querer compartilhar seus riscos com os "ganhadores", mas sim com outros "perdedores", porque isso faria diminuir seus custos de seguridade. Por exemplo, eu não iria querer compartilhar meu risco de sofrer acidentes pessoais com os riscos incorridos por jogadores profissionais de futebol; eu iria querer compartilhar meus riscos exclusivamente com os riscos de pessoas em circunstâncias similares às minhas, a custos mais baixos.

Devido às restrições legais impostas às seguradores de saúde, que não têm o direito de recusar certos serviços — excluir algum risco individual por este não ser segurável —, o atual sistema de saúde está apenas parcialmente preocupado em assegurar. A indústria dos seguros não pode discriminar livremente entre diferentes riscos incorridos por diferentes grupos.

Como resultado, as seguradoras de saúde têm de cobrir uma multidão de riscos não seguráveis em conjunto com riscos genuinamente seguráveis. Elas não podem discriminar os vários grupos de pessoas que apresentam riscos de seguridade significativamente diferentes. Assim, a indústria dos seguros acaba gerenciando um sistema de redistribuição de renda — beneficiando agentes irresponsáveis e grupos de alto risco às custas de indivíduos responsáveis e de grupos de baixo risco. Como esperado, os preços desta indústria estão altos e em constante crescimento.

Desregulamentar esta indústria significa devolver a ela a irrestrita liberdade de contrato: permitir que uma seguradora de saúde seja livre para oferecer qualquer tipo de contrato, para incluir ou excluir qualquer tipo de risco, e para discriminar quaisquer tipos de grupos ou de indivíduos. Riscos não seguráveis perderiam cobertura, a variedade de políticas de seguridade para as coberturas remanescentes aumentaria, e os diferencias de preços refletiriam os riscos reais de cada seguridade. No geral, os preços iriam cair drasticamente. E a reforma restauraria a responsabilidade individual na questão da saúde.

4. Eliminar todos os subsídios para os doentes ou adoentados. Os subsídios sempre criam mais daquilo que está sendo subsidiado. Subsídios para os doentes e enfermos alimentam a doença e a enfermidade, e promovem o descuido, a indigência e a dependência. Se estes subsídios forem eliminados, seria fortalecida a intenção de se levar uma vida saudável e de se trabalhar para o sustento próprio. De início, isso significa abolir todos os tipos de tratamento e assistência  médica "gratuitos" — isto é, financiado compulsoriamente pelo contribuinte saudável e zeloso de sua saúde.

Apenas essas quatro medidas, conquanto drásticas, irão restaurar um completo livre mercado no fornecimento de serviços médicos. Enquanto estas medidas não forem adotadas, a indústria continuará tendo sérios problemas — afetando de maneira extremamente negativa a vida de seus consumidores.

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Leia também: Como Mises explicaria a realidade do SUS?



Hans-Hermann Hoppe é um membro sênior do Ludwig von Mises Institute, fundador e presidente da Property and Freedom Society e co-editor do periódico Review of Austrian Economics. Ele recebeu seu Ph.D e fez seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha. Ele é o autor, entre outros trabalhos, de Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo e The Economics and Ethics of Private Property.




41 comentários
41 comentários
Leonardo Sampaio 21/02/2010 00:33:39

Confesso ter achado interessante. Economicamente até poderia funcionar, o problema seria convencer a opinião pública da viabilidade da aplicação.

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Flavio Ortigao 14/05/2010 18:15:47

Prezados,
essa e' uma boa doscussao porque bate logo em certos limitacoes a aventura ideologica libertaria.
Nao vou nem discutir a necessidade de se reformar o sistema de saude. Nisso concordamos. Se bem que a comparacao de voces entre Brasil, USA e Europa e' completamente fora de proposito.

Mas vamos ao que interessa, a proposta de HH Hope e' sem esperanca, totalmente no-hope.
1. ELIMINAR toda forma de credenciamento, e' absurdo e quem pagaria, ja paga no Brasil, e' o publico. Que o credenciamento possa ser feito por intituicoes privadas, trabalhando com as Associacoes Medicas, isso poderia ser feito. Agencias Reguladoras tem o problema do APARELHAMENTO, da perda de IMPARCIALIDADE e concomitante qualidade. Mas e' absurdo eliminar o Credenciamento. Na verdade temos que AUMENTAR o controle sobre o exercicio desta profissao.
2. E' de uma imbecilidade militante. Basta lembrar Contergan para os medicamentos e Goianobyl para os Equipamentos (Disposal). Basta lembrar o Escandalo da AIDS nos Hemofilos que essa sugestao fica abjeta. Nos USUARIOS queremos MAIOR controle da seguranca de medicamentos e de equipamentos e insumos como Sangue.
3. A industria dos Seguros pode ser bastante desregulada, mas teriamos que discutir um Codigo minimo de Conduta, ou Seguro Basico, para evitar que infancia, Gestantes e Velhice, por exemplo, venham ser discriminados. Uma pessoa pode ser dada a opcao de NAO ter seguro algum. Ela pode se assegurar atravez da poupanca, p.ex. Mas os que optarem por Seguro, devem ter certas garantias de cobertura e qualidade.
4. Eu sou muito a favor da reducao do subsidio, especialmente para as doeancas de comportamento, como vicios e comportamento de alto risco. Mas, ha casos, onde a Solidariedade fala mais alto. NINGUEM deve ser impedido tratamento de emergencia em NENHUM hospital porque nao pode pagar, ou nao tem cartao de credito com ele. E' uma questao de ETICA, se voces sabem o que isso significa?

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Roberto Chiocca 15/05/2010 12:51:25

é flavio, entao ninguem deve ser impedido de comer ,se não puder pagar,em nenhum restaurante se estiver passando fome?
e outra, ninguem está dizendo que nao deve haver um controle de qualidade, mas este deve ser privado e opcional, quer comer churrasquinho de gato na esquina, é sua opção, sua vida, vc pode escolher tbm comer naquele restaurante credenciado por um veiculo CONFIAVEL de credenciamento, que vive de credibilidade e que ao menor sinal de corrupção ou após erros grotescos e evidencias de ineficiencia seriam condenados pelo mercado perdendo clientes.

Responder
mcmoraes 15/05/2010 16:42:34

No mundo do Ortegão, é ético obrigar uns a trabalharem para os outros, desde que seja para os fins mais benéficos para todos, sob a observância rígida de garantidores da qualidade e do bem estar geral. Eu já vi esse filme, que começa bonitinho, como nos filmes de Walt Disney, mas descamba no desenrolar. E o final é lamentável.

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José 18/05/2010 01:06:24

esse ortigão é uma afronta contra a liberdade. Ele agora quer controlar o que eu posso ou não ingerir. Agora o estado sabe o que é melhor para mim do que eu mesmo então?

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André Luis 29/09/2010 22:50:12

Outra sugestão: - .Zerar todos os impostos incidentes sobre os medicamentos e equipamentos médicos.

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Elemar Kolln 31/08/2013 16:13:26

Exatamente, zerar os impostos ou pelo menos reduzir em 80/90%, assim como ser proibido, por LEI, o des-governo
doar dinheiro dos impostos (extorquido dos contribuintes) para outros países, como recentemente foi para Cuba e Angola, além de outras doações e negociatas nojentas.

Responder
Carlos 15/01/2012 10:27:30

Somente não concordo com a frase no final que diz: Serviços Médicos? Acho que serviços médicos são somente os executados por médicos. Os equipamentos, medicamentos e insumos fazem o conjunto com os serviços médicos na prestação do SERVIÇO DE SAÚDE.
Outra coisa, os preço dos serviços médicos, exemplo: custo a hora dos médicos plantonistas em emergências está caindo. Não pela demanda e procura e sim por uma politica opressora governamental e privada arroxando o salário destes profissionais. O resultado é a queda vertiginosa da qualidade e quantidade do serviço médico prestado a população em geral.
O bom não é o capitalismo ou socialismo puros e sim um meio termo e mistura dos dois sistemas políticos? É uma opinião!

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Leandro 15/01/2012 10:41:49

Prezado Carlos, "um meio termo e mistura dos dois sistemas" foi exatamente o que levou ao colapso do sistema de saúde americano. Isso não é questão de ideologia; é pura ciência econômica. A saúde é um setor que demanda intensos investimentos em capital e, justamente por isso, é incapaz de manter sua qualidade no longo prazo caso seja o governo quem esteja no controle.

Isso foi explicado em detalhes neste artigo; por gentileza, tenha a bondade:

Como Mises explicaria a realidade do SUS?

Grande abraço!

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Angelo Viacava 15/01/2012 12:39:26

Carlos: uma política opressora governamental e privada arrochando salários não se sustenta racionalmente. Os médicos são protegidos de si mesmos pelos Conselhos, regionais e federal. Não podem cobrar o quanto querem por seu trabalho, não podem fazer propaganda de seus consultórios que ofendam seus pares com preços concorrenciais; dia desses o governo proibiu ou queria proibir clínicas de cirurgiões plásticos de facilitarem o pagamento através de cartão de crédito ou linhas de financiamento, e de anunciar preços em anúncios comerciais, mas não vejo os conselhos defenderem seus "aconselhados". Resumindo, a proteção do Estado aos médicos não lhes permitem ganhar o dinheiro que querem. Se autodenominam profissionais liberais, mas dependem de salários e de regulamentações proibitivas? Que liberais são esses? Com a mentira repetida de que a saúde é um direito e não um bem, que tem custo e portanto deve ser cobrada livremente por quem pratica a medicina. Em nome do status da profissão, médicos vivem se iludindo com as promessas falidas do governo. Os que atingiram boa prosperidade na prática da medicina estão muito satisfeitos com as políticas atuais de saúde no Brasil. Mas e os que não chegaram lá, como ficam? Vão procurar um emprego confortável com salário mixo e ficar o resto de suas vidas reclamando por que não se opuseram a tais medidas de corte à liberdade? Comunismo de rico também é comunismo.

Responder
vanderlei 15/01/2012 11:26:57

Colocar uma auditoria nas contas públicas do INSS, prender exemplarmente diretores de hospitais que fraudam cobranças ao INSS.

Conciliar o gasto de despesas hospitalares com pacientes e o que realmente é cobrado pelo Hospital ao INSS.

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anônimo 06/02/2012 13:21:21

O cara chega a dizer "não somos contra a saúde suplementar", como se isso fosse algo apenas tolerado pelo governo.\r
\r
Enfim, o horizonte é sombrio.

Responder
Victor 24/02/2012 14:16:24

Se uma pessoa tem histórico de, sei lá, diabetes ou até câncer (que pode aparecer e entrar em metástase) de novo, qual seria a probabilidade de ser aceita em um desses seguros? Ou ela seria, porém por um valor mais elevado? (Por exemplo, a mesma pergunta vale para os idosos... a minha avó tem 80 anos e uma saúde excepcional, a outra tem uns 10 a menos e está muito pior - elas seriam ambas vistas com desconfiança pelo fator idade, teriam seus casos considerados para aceitação/rejeição ou ainda para questões de valor?)

Obrigado e desculpe pelas perguntas bobas nos dois artigos sobre saúde, mas realmente queria entender melhor o funcionamento dessa lógica.

Responder
Fernando Chiocca 24/02/2012 14:27:39

Victor, este artigo explica melhor a lógica dos seguros: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1221

Responder
Thiago 30/06/2012 05:34:00

Não sou grande conhecedor do libertarianismo, mas percebo uma grande falha dessa corrente: não somos todos super-humanos capazes de julgar a qualidade de todos os serviços que precisamos. Na medicina, temos bons médicos (os competentes, talvez não simpáticos) e temos médicos bons (simpáticos, talvez não competentes). Ao meu ver, o livre mercado selecionaria os últimos em detrimento dos primeiros.

Responder
Luis Almeida 30/06/2012 06:02:26

Ou seja, você está dizendo que, pelo fato de você ser totalmente incapaz de saber escolher médicos, todas as outras pessoas também o são. Pior ainda: pelo fato de você ser um incapaz, você quer apontar uma arma para a minha cabeça e estipular quais médicos eu posso escolher e quais eu não posso.

De fato, você não entende nada de liberdade.

Responder
Thiago 30/06/2012 06:48:54

Nesse caso específico eu tenho um pouco mais de capacidade de avaliar e escolher um médico, pois eu sou da área. Quem não é, pode talvez valorizar habilidades sociais (sorrisos, gentilezas, amizades) em detrimento da capacidade técnica, difícil de ser avaliada por leigos. Então estou dizendo exatamente o que você colocou: a maioria das pessoas não tem capacidade para julgar adequadamente um serviço quando a complexidade desse serviço foge ao seu conhecimetno e às vivências adquiridas ao longo da vida. Quanto mais complexo o serviço, mais difícil de avaliá-lo. O conhecimento humano individual é finito, por isso o julgamento será limitado em muitos casos. Não estou apresentando a solução para esse problema, não digo que precisamos do controle do estado, nem apresento aqui alguma outra solução libertária. Estou elucidando um fato. Talvez existam super-humanos oniscientes capazes de julgar acertadamente a qualidade de todos os serviços que precisam, eu não os conheço.

Responder
Eduardo 01/07/2012 08:27:28

Nesse caso, não serão os leigos que farão a avaliação diretamente, mas através de intermediários. Sobre o que já vi a respeito, basicamente é isso.
Esses pontos ouvi uma vez numa entrevista com o Robert Murphy.
Um grande supermercado teria o interesse de oferecer produtos com qualidade. Se alguém comprar uma carne estragada e todo mundo passar mal em casa, será possível tomar uma ação contra o supermercado, ou processá-lo.
Caso um estabelecimento seja conhecido por envenenar consumidores ou não dar a mínima pros problemas, ao invés de ressarcir o consumidor o mais rápido possível pra manter o nome e integridade da empresa, ele perderá clientes(porque é uma empresa privada, ela tem prejuízos e tende à falência, mas caso fosse uma empresa pública fazendo isso, ela ganharia mais dinheiro pra ver se começa a funcionar).

Assim, o cidadão comum não tem que ter um conhecimento aprofundado sobre carnes pra saber quais comprar. Nem precisa verificar os órgãos que aprovaram aquela carne, ou os métodos que utilizaram, ou de onde veio. Esse tipo de coisa é feita por pessoas mais especializadas no meio.

Assim como na hora de escolher uma escola, os pais não olham pras qualidades dos professores, mas sim pelo nome da instituição e seu histórico de ensino. Não cabe aos pais investigarem se os professores estão ensinando matemática direito, ou se os professores de física sabem do que estão falando. Quem faz essa avaliação são especialistas com o interesse de melhorar a qualidade da instituição.

No caso dos médicos, seria do interesse dos hospitais contratarem bons profissionais e usarem seus especialistas pra escolher os melhores médicos, e assim evitar processos custosos e queda na reputação. Talvez fosse interesse dos médicos se associarem com guildas. Uma guilda de neurocirurgiões poderia certificar os bons, e garantir ao consumidor que o serviço de algum membro daquela guilda nunca cometeu um erro, ou foram rápidos em ressarcir seus clientes de erros.
Não há a necessidade do cidadão conhecer profundamente sobre neurocirurgia pra saber quem escolher pro procedimento, porque isso será feito por outros intermediários.

E tem o importante papel dos seguros, que por terem que pagar por acidentes têm interesse em inspecionar e estabelecer critérios de segurança avaliados por especialistas pra minimizar os problemas.

Até nas produções de Hollywood os seguros atuam. Essa reportagem é bem interessante
www.slate.com/articles/arts/the_hollywood_economist/2005/05/nicole_kidmans_knee.html

Pra receber investimentos milionários, os filmes precisam de seguros pro caso de não serem concluídos ser evitado um prejuízo aos investidores. Nesse caso não são os investidores que vão determinar os critérios pro sucesso da produção, mas especialistas da seguradora que terá que pagar os prejuízos pros investidores.
A Nicole Kidman se machucou duas vezes e não conseguiu terminar o filme, causando um enorme prejuízo às seguradoras, que colocaram um preço altíssimo pra ela estrelar outro filme, e jogando a carreira dela lá em baixo.
A Angelina Jolie em um dos filmes decidiu fazer as cenas de ação, e foi a seguradora que foi lá determinar como isso era feito, quais seriam feitas por ela, e garantir o máximo da segurança possível, não o agente dela ou a prória, porque se ela quebrasse uma perna, o filme não seria concluído e causaria um prejuízo de 134 milhões de dólares pra seguradora.

E seguradoras pagam tratamentos médicos regulares nos atores, e testam pra drogas ilegais, e diversas coisas que podem causar prejuízos.
Creio que numa sociedade livre as coisas seriam feitas nesses moldes. Com seguradoras envolvidas, havendo um mercado competitivo o suficiente pra não beneficiar a ineficiência e negligência delas, médicos teriam que cumprir critérios razoáveis em formação, capacidade, e até aspectos da vida pessoal. O consumidor não teria que ter todo o trabalho de escolher tudo.
Além de que médicos cometendo erros seriam considerados com hesitação e altos prêmios por seguradoras, e teriam suas carreiras ameaçadas assim como a Nicole Kidman na indústria de filmes.

Responder
Eduardo 30/06/2012 06:38:49

"Na medicina, temos bons médicos (os competentes, talvez não simpáticos) e temos médicos bons (simpáticos, talvez não competentes). Ao meu ver, o livre mercado selecionaria os últimos em detrimento dos primeiros."

Na política, temos bons políticos (os competentes, talvez não simpáticos) e temos políticos bons (simpáticos, talvez não competentes). Ao meu ver, o sistema eleitoral selecionaria os últimos em detrimento dos primeiros.

Quer dizer, se não podemos contar com um cidadão pra escolher seu próprio médico, dificilmente poderíamos contar com ele pra escolher os que irão controlar todos os setores da economia!

Compreendo seu questionamento, há brechas que não seriam resolvidas 100%. No entanto, o que faço é pensar na alternativa escolhida pra tapar essas brechas, e concluo que os problemas são menos piores que as soluções.

Assim, se um cidadão não consegue escolher um produto ou serviço de qualidade, ele colocaria pessoas em posição de poder pra escolher por ele, mas nada garante que ele escolherá as pessoas "certas" ou que as motivações dessas pessoas realmente sejam resolver o problema.

Também como é o argumento de que, se existem pessoas más e imperfeitas, precisamos de um governo pra controlá-las... só que segue que o governo também é feito de pessoas.

Ou que se uma indústria não tiver regulamentações do governo, ela vai agir de má fé, então seria ideal ter regulamentações do governo. Mas na prática, quem acaba nesses cargos de reguladores são comprados por executivos das empresas que regulam, ou são os próprios. Ou seja, não poderíamos confiar no João, presidente de uma grande empresa farmacêutica, pra nos fornecer remédios sem regulamentação. Mas poderíamos confiar nos remédios se o João estivesse no governo fazendo as regulamentações pra si mesmo.

Esses raciocínios de uma solução envolvendo alguém pra "tomar conta" de algum problema que temos inevitavelmente terminam tendo o mesmo problema em si mesmo.

Certamente não responde a pergunta de como seria resolvido no mercado, mas é um bom exercício analisar se essas soluções poderiam ser, afinal, resolvidas pelo estado, ou continuariam insolúveis.
No mais, não me lembro de cabeça, mas existem artigos e livros apresentando dados e teorias sobre como o mercado seria a melhor forma de minimizar esses problemas em relação a proteção do consumidor.

Responder
Bernardo Fachini 23/08/2012 05:43:06

Discordo, Thiago. Subestimas a capacidade de as pessoas se organizarem espontaneamente para avaliar e recomendar serviços variados. É só pensar em sites como o Reclame Aqui, por exemplo. Esses dias, quis comprar um roteador. (Entendo tanto de roteadores quanto de medicina.) Fiz uma pesquisa de preços na internet e encontrei uma loja que cobrava um preço bem mais baixo que a concorrência. Entrei no Reclame Aqui e achei um punhado de reclamações graves contra essa loja, inclusive de pessoas que não receberam seus produtos. Desisti dela e parti pro segundo colocado. Com relação a este, as reclamações no Reclame Aqui eram bem mais suaves. Bati o martelo e comprei o roteador do segundo colocado.
Outro exemplo: o site Mercado Livre. Cada um oferta o que deseja vender pelo preço que quiser. Vendedores e compradores têm qualificações. O sistema de atribuição de qualificações é razoavelmente controlado e seguro. Mas o Mercado Livre não me proíbe de comprar de quem tem qualificação baixa; eu sou livre para fazê-lo.
Se a medicina fosse liberada, poderiam surgir sites nos quais os médicos ofereceriam seus serviços e seriam qualificados pelo público. Tenho certeza de que iria dar certo; seria do interesse de todos que desse certo.
Por fim, uma constatação meio óbvia: atualmente, muitas pessoas leigas em medicina já se deixam levar por questões de simpatia e de gentileza na hora de escolher seu médico. Ou por acaso, antes da consulta, o paciente aplica uma prova ao médico para ver se ele está a par das últimas inovações terapêuticas? Conta muito também a recomendação de pessoas amigas: "tal médico é bom, tal outro é um açougueiro".

Responder
carlos minotto 01/07/2012 05:14:15

O artigo é interessanta, mas acho que não é serviços médicos e sim serviços de saúde. A minha grande pergunta é como fica os trabalhadores prestadores desses serviços de saúde. Como fica o trabalho dos médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros nesse mercado de trabalho livre? Como ficam os direitos trabalhistas dos médicos já desrespeitados neste país? Lembro que as especialidades médicas e patologias são as mais diversas, variáveis e difíceis de se tabular e regular.\r
SUGIRO UM ARTIGO SOBRE MERCADO DE TRABALHO, LEIS TRABALHISTAS E CONDIÇÕES DE TRABALHO PARA O MÉDICO NO BRASIL.

Responder
Leandro 01/07/2012 09:12:42

Prezado Carlos, se você se refere aos médicos dos hospitais públicos, então a sua reivindicação será eterna. Dado que o estado é incapaz de gerenciar qualquer setor que seja de maneira racional -- e este é um argumento puramente científico, e não ideológico --, a conclusão é que os profissionais da medicina pública sempre estarão sujeitos às mesmas condições degradantes de trabalho. E é daí pra pior.

Agora, se você se refere à maneira como os planos de saúde tratam os médicos privados, ela já foi explicada neste artigo:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=923

Abraços!

Responder
Douglas 04/05/2013 02:19:46

Utopia socialista de um lado, utopia libertária do outro.

Responder
Ed 16/07/2013 22:50:22

o que é fácil destruir, geralmente é difícil construir e vice-versa... Simplesmente acabar com o ineficiente sistema que existe hoje seria antecipar o fim do mundo. Uma solução intermediária, RUMO à definitiva é a criação de vouchers de saúde. Cada cidadão teria direito ao seu cartão-saúde, tal qual um plano básico de qualquer seguro-saúde privado, os hospitais públicos seriam todos privatizados e administrados por quem desejasse (empresas, associação de funcionários, etc). Pegue com qualquer vendedor de seguro saúde uma daquelas propagandas onde existem diversas empresas anunciando os valores de seguro saúde, faças as contas com base na pirâmide etária brasileira e retire todos os impostos, verá que será possível fornecer um serviço muito melhor por um preço inferior ao gasto atualmente com saúde bi sistema atual.

Responder
Phillipe 02/07/2013 01:53:31

só uma dúvida em relação e esta parte > Como a saúde de uma pessoa, ou a falta dela, depende quase que exclusivamente desta pessoa. então um câncer ou uma doença de peyronie depende quase que exclusivamente desta pessoa?.

Responder
Marcondes 02/07/2013 14:03:11

A frase correta é:

"Como a saúde de uma pessoa, ou a falta dela, depende quase que exclusivamente desta pessoa, muitos, se não a maioria, dos riscos de saúde não são efetivamente seguráveis. "Seguro" contra riscos cuja probabilidade de ocorrer pode ser sistematicamente influenciada por um indivíduo depende fortemente da responsabilidade própria desta pessoa."

Qual a dúvida?

Você gripar é algo que depende quase que exclusivamente de seu comportamento. Quebrar braços e pernas também. Logo, são doenças cuja probabilidade de ocorrer pode ser sistematicamente influenciada por um indivíduo. E é dessas doenças que o artigo trata.

Responder
Rafael 29/04/2014 22:14:55

Marcondes,

Gripe é um vírus que pode ser transmitido pelo ar e você pode quebrar o braço ao ser atropelado atravessando a rua pela faixa de pedestres. Agora te pergunto, isso depende do seu comportamento?

Responder
Marcondes 29/04/2014 23:51:50

Obviamente que sim. Ou vai dizer que seu comportamento não influencia em absolutamente nada?!

Você pode se precaver de gripes se alimentando bem ou, se preferir, tomando vacinas. E você pode se precaver de acidentes sendo cuidadoso e atencioso. Nenhum carro surge do nada e atropela alguém (isso só ocorre no filme Premonição, mas não na vida real).

É trabalhoso ter esse comportamento diariamente? Sim, é. Mas isso não é motivo para dizer que se trata de algo fora do seu controle.

Responder
Rafael 30/04/2014 00:47:27

Bom Marcondes, infelizmente acidentes nao ocorrem somente em filmes como Premonicao. Tenho um amigo que sofreu um acidente esperando o onibus no po nto, ele quebrou varios ossos e teve que fazer varias cirurgias plasticas. E basta assistir tv e ler jornais para ver milhares de casos que os carros surgem do nada e pessoas, mesmo tomando todos os cuidados, acabam se ferindo. Gostaria muito que carros desgovernados só surgissem em filmes.

Responder
Eduardo 15/07/2013 19:47:48

Tenho certeza de que, caso todo o sistema de saúde fosse privado, A VIDA SERIA MUITO MAIS DURA, obviamente. Mas, também tenho outra certeza: a de que AS PESSOAS CUIDARIAM MUITO MAIS DA PRÓPRIA VIDA, e com MUITO MAIS ZELO. Isso porque, quando se fala em mexer no próprio bolso, A COISA MUDA DE FIGURA. Ninguém quer perder dinheiro, isso é fato. Alcoolismo, acidentes de trânsito, violência por arma de fogo, muita coisa iria diminuir. Principalmente o preço dos serviços médicos (supostamente agora todos privados). Só em pensar em PERDER A VIDA POR QUALQUER MOTIVO SERIA DEVERAS ARRISCADO. Sobrariam para os hospitais, em sua maioria, as doenças que fossem inevitáveis. Mas aí também sobraria a poupança pessoal para essa emergência, porque agora que supostamente todos os serviços médicos fossem privados (e também totalmente descartelizados), não haveria mais nenhum USURPADOR DOS BENS ALHEIOS para sugar nossas economias (sabem de quem eu estou falando, concordam?). É o meu ponto de vista.

Responder
anônimo 15/07/2013 20:58:56

(...)não haveria mais nenhum USURPADOR DOS BENS ALHEIOS para sugar nossas economias(...)

Sobraria mais dinheiro para as pessoas, permitindo que elas gastassem mais com saúde, indo de encontro com sua afirmação (...)caso todo o sistema de saúde fosse privado, A VIDA SERIA MUITO MAIS DURA(...), pois o mercado para a saúde seria muito mais exuberante com esta injeção adicional de recursos.

Responder
thiago santos carvalho 16/07/2013 12:36:33

A sociabilização da saúde não precisa ser diretamente de um governo, mas sim quem sabe de união de todas as empresas privadas, com parte do lucro construírem um beneficio para área da saúde, como disse, sem cunho lucrativo, e sim uma despesa para as empresas, quem sabe assim, em vez de um Buniss, se a saúde se transforme em um sistema, de agregação de valores. Como alguns dizem aqui, dá dinheiro é ruim, mas isso não é dá, é criar um senso de igualdade de direitos, pois todos usaram a saúde e bem está de forma igualitária, do baixo ao alto da pirâmide, evitaria até a exploração abusiva do trabalho, melhor salubridade e etc, pois isso se transformou em custo para o empresário, e quanto mais barato esse custo, melhor para os empresários e trabalhadores e para seus tratamentos (imaginem o quanto seria o crescimento tecnológico na área apena para diminuir custos)..., pode soar anarquista ou até socialista( sem a balela comunista claro), mas saúde, é saúde, não concordo em um direito de vida se transformar em negócio.

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 27/08/2013 14:42:18

Medidas simples que poderiam ser implementadas pelo menos em parte. Mas há sempre jogos de poder interessados na continuidade de situações problemáticas.

* * *

Responder
Felipe Donizeti 05/10/2013 11:40:16

Excelente post sobre a reforma do sistema de saúde. Acabar com o "assitencialismo" do governo é o único modo de cada cidadão responder por si. Creio que medidas como essa não poderia ser isolada, afinal estamos no Brasil e se fosse imediata a parcela mais pobre do país sofreria, no entanto se implantada a médio prazo é uma possível solução para a saúde e uma nova doutrina para os brasileiros.

Responder
Matheus 24/03/2014 12:54:37

Realmente interessante. Ja li muito e entendo perfeitamente que um sistema publico de saude cedo ou tarde entraria em colapso, por isso sou contra. Mas, ao mesmo tempo, tenho um certo pé atras com o sistema privado. E um dos motivos é: "o segurado deve ser responsavel e cuidar de sua saude", "se quiser ir comer um espetinho é problema dele", como li por aqui. Ou seja, se ele tiver uma hipertensão por so comer espetinho, é porque não se cuidou, mas e se ele tiver hipertensão e, consequentemente, uma cardiopatia desde uma idade jovem por causas puramente genéticas? Existem pessoas que têm hipertensão desde os 20 anos. Existem pessoas que desenvolvem diabetes mesmo tendo uma vida regrada desde sempre, promovida até mesmo por causas auto-imunes. Como o sistema de seguro privado trataria essas pessoas?

Valeu!

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Guilherme 24/03/2014 13:58:09

A pergunta foi: "se ele tiver uma hipertensão por so comer espetinho, é porque não se cuidou, mas e se ele tiver hipertensão e, consequentemente, uma cardiopatia desde uma idade jovem por causas puramente genéticas?"

O que está subentendido, mas que não se teve a coragem de dizer, é: a sociedade e seus pagadores de impostos devem pagar pela saúde deste cidadão.

O que ninguém comenta é: como o sistema de saúde estatal, que já existe exatamente nos moldes defendidos por socialistas e social-democratas, resolve este problema?

Acho engraçada essa negação da realidade em que as pessoas vivem. Elas suspiram e deliram sobre as maravilhas de um sistema de saúde estatal, e se esquecem de que tal sistema já está plenamente ativo e operante no Brasil. Nunca irei entender essa dimensão paralela criada por algumas pessoas.

Por fim, sobre suas perguntas específicas, recomendo este artigo:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1088

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Matheus 24/03/2014 19:51:38

Caro Guilherme, fique tranquilo que eu não vivo em nenhuma negação da realidade. Não estou "invadindo a pagina" para vociferar contra os liberais, pois eu sou um liberal. Acompanho o Mises Brasil ha anos, estou lendo Hayek no momento e perguntei justamente na intenção de saber como que uma politica liberal explicaria (e resolveria) o problema que eu levantei, pois eu ainda não sei e quero entender, não gosto de ficar com duvidas na minha cabeça e não é para um esquerdista que eu perguntaria isso.

Não é porque eu levantei essa duvida sobre o sistema privado que eu apoio o sistema publico, tenho consciência de toda a falacia e os problemas inerentes a ele, ainda mais depois de varios artigos do Mises que tenho lido a respeito. O sistema privado é melhor, fim.

Mas resta a minha duvida: hipoteticamente, como foi levantado ali em outros posts, o auxilio (ou seria a propria cobertura pelo plano?) a uma pessoa que sofre de um certo problema que ela poderia não ter se tivesse uma vida regrada deveria ser cortado. Ok, mas como não discriminar as pessoas que têm esse mesmo problema devido a inumeras outras causas (genéticas, congênitas, auto-imunes, e pela propria degeneração com a idade, mesmo que a pessoa viva como um monge)? Como a logica economica de um sistema privado explicaria a resolução desse problema?

Obrigado, Carlos Garcia e Juliano.

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Guilherme 24/03/2014 20:18:07

Pelo visto você nem sequer leu o artigo linkado acima (o que impossibilita totalmente o debate). Ele traz justamente a resposta para a sua pergunta.

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Carlos Garcia 24/03/2014 16:07:27

Um problema genético pode ser bastante danoso para um cidadão,é verdade. Mas outra perginta deve ser feita: será que todos DEVEM ser obrigados a ajudar? Pois a implementação de um sistema publico de saúde (como qualquer serviço publico) é baseada na imposição.

Não sou contra a ajuda, veja bem. Mas contra a imposição. Afinal de contas, se existem pessoas dispostas a vociferar a favor da pessoa que nasceu com uma dificuldade, então devem ser estas pessoas as que irão assumir as responsabilidades que elas mesmas querem impor ao resto da população.

Ver o vídeo. 'Jhon deve ajudar' no youtube.

Eu vejo médicos operando pacientes pobres em serviços particulares de graça ou a preços BEM acessíveis, e ninguem teve que OBRIGAR eles a fazerem isso.
Curiosamente, no momento estou nos EUA por um mês, e vejo os cirurgiões daqui (cirurgia de coluna, philadelphia) operar uma pessoa de graça (não cobram seus honorários, e conseguem descontos ou doações de materiais cirurgicos junto às empresas, mas o paciente paga pelos custos hospitalares) ao menos uma vez por semana. Claro que fica muito mas dificil fazer caridade quando o estado te enche de impostos.

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Juliano 24/03/2014 16:16:00

A única coisa que o sistema privado pode fazer é oferecer opções de tratamento. Quanto mais desregulado for o setor, mais opções a pessoa terá. É a pessoa, seus amigos e quem quiser ajudar que definirão como será o tratamento.

O setor público não cria absolutamente nada. Ele restringe as opções e, na melhor das hipóteses, oferecerá um tratamento nos termos que ele definir com dinheiro extraído dos demais. Qualquer centavo usado no tratamento precisa ser extraído à força de alguém saldável que não teve o direito de dizer não.

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