O anárquico Velho Oeste não era nada selvagem

Um homem gloriosamente barbeado, com um bigode bem aparado, está em um bar rústico sentado a uma mesa jogando baralho e rodeado por cowboys e prostitutas de faces surpreendentemente puras.  Ele retira os olhos de suas cartas, olha para o homem defronte a ele e percebe que este está escondendo uma carta extra na manga.  Enfurecido, o do bigode aponta a trapaça, chama o oponente de covarde e safado, e o desafia para um duelo do lado de fora da taverna.

Segundos depois, ambos já estão na praça da cidade, um de frente para o outro a uns 20 metros de distância.  Há um longo momento de pausa e silêncio.  Repentinamente, o trapaceiro leva sua mão até o seu coldre em sua cintura, mas não é rápido o bastante.  Veloz como um raio, o bigodudo saca seu revólver e, com um só disparo certeiro, coloca uma bala entre os olhos do trapaceiro.

Os cowboys e as prostituas que assistiam ao espetáculo voltam para o bar e para seus drinques, totalmente acostumados a ver rotineiramente esse tipo de violência aleatória.  O homem do bigode, indiferente a tudo, rodopia seu revólver com seu dedo indicador e diz: "Este foi seu último blefe".  E volta para o bar cheio de moral, e com várias prostitutas ainda mais ávidas por ele.

Cem anos de filmes de faroeste nos ensinaram que era assim que se vivia e se morria no Velho Oeste americano.  Aquele que fosse mais rápido no gatilho vivia apenas para duelar novamente no dia seguinte.  Era como se a vida fosse um contínuo torneio eliminatório de pedra, papel e tesoura, o qual só acabava quando você morria.

Porém, a realidade era outra.  E muito diferente.

Quantos assassinatos você acha que ocorriam, em um ano, nessas típicas cidades do velho oeste?  Pense na mais violenta cidade, a mais sangrenta, aquela típica cidade onde criadores de gado disputavam à bala a propriedade de seus terrenos e onde os cowboys marcavam de duelar ao meio-dia para resolver suas diferenças (não foi isso que o cinema ensinou?).  Quantas mortes em um ano?  Cem?  Mais?

Que tal cinco?  Este foi o maior número de homicídios que qualquer cidade do velho oeste já testemunhou durante um dado ano, ao longo de toda a história da colonização.  Cinco homicídios em um ano.  A maioria das cidades apresentava uma média de 1,5 homicídio por ano, e nem todos eram homicídios por tiros.  Você tem muito mais chances de ser assassinado em uma cidade como Baltimore hoje do que tinha em Tombstone em 1881, ano do famoso duelo no Curral O.K. (contagem de corpos: três) e o ano mais violento de toda a história daquela cidade.

Quanto aos tradicionais duelos e tiroteios retratados nos filmes, a imperfeição das armas fabricadas naquela época faria com que qualquer habilidade na rapidez dos saques fosse irrelevante: era simplesmente improvável que você acertasse um cara no primeiro, no segundo ou no terceiro disparo, de modo que realmente não faria muita diferença qual cara sacou sua arma primeiro.  O mais perto que a história do Velho Oeste já chegou de registrar genuínos confrontos ao meio-dia foi na forma de um simples duelo, no qual um sujeito simplesmente ficava de frente para o outro, a uma certa distância, cada um apontando e atirando repetidas vezes até o momento em que um deles tivesse sorte, acertasse o alvo e matasse o outro.  Esqueça aquelas cenas do Clint Eastwood utilizando uma mão para disparar em sequência um revólver ao mesmo tempo em que utiliza a outra para bater seguidamente no cão, praticamente transformando o revólver em uma metralhadora.  E sem errar um tiro. (Veja a hilária cena).  Você teria sorte se conseguisse acertar um capanga em um duelo dentro de um armário.

Por que então se criou esse mito do Oeste Selvagem?

Porque pistoleiros famosos como Billy the Kid queriam que acreditassem nisso.  Se você assistir ao filme Jovem Demais Para Morrer, verá que ele matava alguém a cada dez minutos!

Exceto que, de acordo com fontes que não são Billy The Kid, sua contagem de corpos durante toda a sua vida chegou a apenas quatro.  Criminosos gostam de exagerar suas estatísticas homicidas pelo mesmo motivo que homens gostam de exagerar suas experiências sexuais: isso os deixa bem perante os outros.  Cidades como Deadwood gostavam de exagerar sua natureza violenta e sem lei a fim de atrair colonizadores aventureiros.  Livros foram escritos sobre eles e, tão logo a câmera foi inventada, filmes foram feitos sobre a cidade; e ninguém que conhecia a realidade e sabia que era mentira tinha interesse em corrigir essa ideia errada.  Por que iriam desconstruir um mito que os fazia parecer bravos e valentes?  Um século e meio depois, ainda adoramos essa mentira.

E acreditamos nela porque atirar no coração de um cara sem nome é infinitamente mais gratificante do que apresentar uma queixa na polícia ou escrever uma carta desaforada para os jornais.  Nada de sistema legal de freios e contrapesos, nada de pensar duas vezes.  Apenas você e a arma.

3922674_d3fb332cc0.jpgPor que o Velho Oeste era pacífico

Sim, havia casos isolados de violência, é claro, mas a verdadeira história do Oeste americano é uma história de cooperação, e não de conflito.  A violência do Velho Oeste é um mito.

Meu colega Terry Anderson e eu estudamos a história do Oeste americano por quase 30 anos.  E descobrimos que, sempre que os rancheiros se encontravam, eles normalmente acordavam maneiras de cooperar entre si, e não de brigarem entre si.

Comecemos com as minas de ouro de Sierra Nevada, na Califórnia.  Após a descoberta de ouro em Sutter's Mill, milhares de campos de exploração e mineração foram criados nessa região para que se pudesse garimpar ouro.  Em três anos, mais de 200.000 pessoas migraram para a Califórnia, a maioria delas querendo enriquecer rapidamente.  Se houver uma receita para se criar o caos, essa certamente seria uma: pessoas de várias etnias e origens, praticamente sem nada a perder, todas elas armadas e em busca de recursos valiosos. 

Entretanto, a realidade é que os campos de exploração rapidamente, e voluntariamente, criaram e desenvolveram regras para arbitrar contendas envolvendo reivindicações de direito de posse.  O fato de que cada indivíduo carregava consigo um revólver de seis balas significava que cada um estava investido de uma quantidade relativamente igual de poder.  E isso minimizou a violência.

Viagens, tanto para os campos de exploração na Califórnia quanto para os novos povoados que iam se desenvolvendo no estado de Oregon, também eram atividades notavelmente pacíficas.  De 1845 a 1860, praticamente 300.000 pessoas viajavam por terra em comboios de carroças, para os mais variados lugares do Oeste.

O preeminente historiador John Phillip Reed disse que o Velho Oeste era "um conto em que mais se compartilhava do que se discordava, uma época de adaptação e prestimosidade, e não de desavença".  Um motivo para isso: "Longe de advogados e tribunais, o conceito de propriedade concorrente e coexistente se tornou uma força legal e não um fracasso jurídico; promoveu a paz social e não a desarmonia interna", diz ele.  "A Trilha de Overland [uma trilha utilizada pelas diligências como rota alternativa entre Califórnia e Oregon] não era um lugar de conflitos."

Vários outros grupos de colonizadores, assentadores e exploradores interagiam pacificamente entre si, superando problemas como condições meteorológicas adversas e territórios inexplorados e não mapeados.  Várias centenas de caçadores se encontravam todos os anos em locais pré-escolhidos das Montanhas Rochosos para vender a pele dos animais que abatiam.  Mesmo com eles portando essas mercadorias que valiam milhares de dólares, a quantidade de roubos era irrisória.  Os vários torneios e competições que envolviam bebedeiras, brigas e tiros eram basicamente uma forma de entretenimento, e não consequências de roubos ou pobreza.

Os rancheiros no norte das Grandes Planícies [vasta região localizada a leste das Montanhas Rochosas entre EUA e Canadá] enfrentaram alguns problemas singulares.  Eles não puderam estabelecer ranchos de grande escala porque a Lei da Propriedade Rural limitou severamente o tamanho das terras que poderia se tornar propriedade privada.  E então esses rancheiros tiveram de colocar seu gado para pastar em campos abertos e desapropriados, longe de suas propriedades.

A "tragédia dos comuns" é um fenômeno que pode ocorrer quando não há limitações à entrada e à exploração de um bem comum.  Os rancheiros evitaram esse problema implementando excursões semestrais com o gado, nas quais eles levavam o gado para pastar nessas outras regiões desabitadas.  Como as viagens eram longas, passavam por terrenos muito acidentados e por condições meteorológicas extremas, os rancheiros cooperavam entre si, ajudando-se uns aos outros.  Embora eles não pudessem impedir que outras pessoas também utilizassem esses campos abertos, eles podiam impedir que elas pusessem seu gado para pastar junto aos seus.  Sem poderem participar, essas pessoas teriam de ir procurar outros campos, o que fazia com que o pasto não fosse utilizado excessivamente até se tornar imprestável.

Fence1web.jpgAssim que inventaram o arame farpado, tornou-se possível cercar e proteger esses campos abertos.  Até então, fazer cercados era impraticável (exceto para pequenos terrenos), pois não havia árvores suficientes cujos troncos poderiam ser utilizados para se fazer os cercados tradicionais de toras de madeira (foto ao lado).  Com o advento do arame, as novas cercas poderiam ser feitas com um número bastante limitado de toras — e os rancheiros foram rápidos em adotar essa nova tecnologia.  Agora, eles podiam definir, impor, zelar e fazer cumprir seus direitos de propriedade. 

Os criadores de gado e os fazendeiros também adotaram um novo sistema de direitos de propriedade sobre a água, os mesmos que haviam sido adotados e desenvolvidos nos campos de exploração e mineração.  Esses direitos foram batizados de 'doutrina da apropriação original' — ou "o primeiro a chegar, o primeiro a se apropriar".

Basicamente, se um indivíduo desviasse um curso d'água para a irrigação de sua propriedade, ele teria o direito perpétuo àquela quantidade de água.  Isso significa que os direitos sobre um recurso valioso, a água, eram claramente definidos e defendidos em qualquer tribunal de justiça.  E isso também significava que, à medida que outras pessoas fossem se instalando nas vizinhanças, formando municipalidades, elas poderiam comprar esses direitos sobre o uso da água caso valorassem a água mais do que os então proprietários dela — traduzindo, caso oferecessem um preço de compra que os fazendeiros locais considerassem satisfatório.

Havia, é claro, algumas exceções a essa história de relações harmoniosas.  Após a Guerra Civil, os EUA possuíam um exército efetivo que não tinha muito o que fazer.  Assim, os colonizadores se tornaram mais propensos a recorrer à cavalaria para tomar as terras dos índios do que em incorrer em práticas comerciais com as tribos nativas, como vinham fazendo até então.

Havia também trocas de socos em confusões de bar.  Quando um grande grupo de homens sem laços familiares com ninguém da região ficava desocupado, a violência podia irromper.

Entretanto, mesmo em uma cidade rancheira como Abilene, Kansas, a taxa de homicídios era muito mais baixa do que na maioria das atuais cidades americanas.  Larry Schweikart, historiador da Universidade de Dayton, estima que, durante todo o período de 1859 a 1900, houve provavelmente menos do que uma dúzia de assaltos a bancos em todo o Oeste durante a colonização.  Schweikart resume: "O histórico é surpreendentemente claro: Há mais assaltos a bancos na atual Dayton (Ohio) em um ano do que houve em todo o Velho Oeste em uma década, ou talvez durante todo o período da colonização!"

Uma interessante conclusão do nosso estudo sobre o Velho Oeste é que o atual Novo Oeste é muito mais repleto de conflitos do que era o Velho Oeste.  Agências governamentais como a United States Forest Service [departamento que administra as florestas americanas], o National Park Service [departamento que administra os parques americanos] e o Bureau of Land Management [departamento que controla o uso das terras públicas] hoje controlam praticamente um terço da terra nos EUA, a maioria delas na costa oeste.

Os benefícios do uso dessas terras são alocados por meio de processos políticos e burocráticos que suprimem qualquer incentivo à cooperação harmoniosa entre as pessoas.  Os atuais conflitos sobre o uso de recursos excedem em muito qualquer pendenga já vista no Velho Oeste do século XIX.

Se alguém quiser ver o verdadeiro "Oeste Selvagem", basta comparecer a qualquer sessão do Congresso: manifestações políticas e discussões ambientalistas agressivas sobre como deve ser o uso, quem pode utilizar e de que maneira se pode utilizar as terras florestais.

Os processos de tomada de decisão não mais se dão de acordo com as necessidades e demandas locais, como ocorria no século XIX.  O estado entrou em cena, assumiu o controle e hoje as atuais políticas premiam a rudeza, a aspereza e linha dura político-ambientalista.

Portanto, não procure pelo Oeste Selvagem em contos sobre cowboys justiceiros e vigilantes, tampouco em histórias sobre tiroteios no Curral O.K.. O verdadeiro Oeste Selvagem existe hoje, exatamente quando o estado está no controle de tudo.

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Para relatos detalhados sobre o Velho Oeste, você pode ler esta monografia ou este livro online.


1 voto

SOBRE O AUTOR

Peter J. Hill
é, junto com Terry L. Anderson, autor do livro "The Not So Wild, Wild West: Property Rights on the Frontier" (Stanford University Press, 2004).

Tradução de Leandro Roque



-"O estado é o legitimo dono das universidades públicas, quer vc goste ou não..."
O estado não é dono LEGÍTIMO de porra nenhuma! Legitimidade não é resultado de tinta sobre papel e com timbre oficial.

-"Sim, que modelam seus cursos de acordo com o que o MEC exige, e aceita matrícula de alunos de acordo com o que o FIES exige. Bastante "particular" isso, não é mesmo?"
Infelizmente, em se tratando da realidade do bananistão, universidades particulares são meras "prestadoras de serviços de ensino" ao estado, tendo em vista que são OBRIGADAS a se adequarem às regras do MEC.

-"A propósito, qualquer regra é esdrúxula. Estamos falando de um bem escasso sendo ofertado a custo zero, a única decisão racional seria cobrar pelo curso e deixar quem pode pagar que entre. Fora disso, nenhum critério tem o menor sentido. Nem o de notas."
Errado! O fato de ser racional cobrar pelo curso, não significa que a Universidade deveria deixar entrar qualquer um. Até poderia, mas fico imaginando HARVARD adotar essa linha de pensamento: perderia o prestígio num piscar de olhos e, junto com o prestígio, TODAS AS DOAÇÕES QUE A MANTÉM! A regra, nesse caso, existe como uma maneira de TENTAR assegurar o VALOR reconhecido em HARVARD: a qualidade e capacidade dos seus egressos, que vão gerar MAIS VALOR. Evidentemente, num lugar como o "Bostil", nada impediria você de criar uma faculdade, atendendo somente ao MÍMINO do MÍNIMO dos requisitos do MEC em termos de carga horária, duração do curso e necessidade de ser ou não presencial, sem vestibular ainda por cima e sem FIES (vestibular não é obrigatório para faculdades particulares. É exigência editalícia para as públicas, porque são PÚBLICAS!). Mas as perguntas que não se calam: haveria público para dar valor a este empreendimento e por quanto tempo? Quantos estariam dispostos a pagar os "tubos" por um "diproma" que eles mesmos sabem ser mixuruca, ainda mais face à cultura "bacharelística" do país? Não custa nada lembrar que o que gera riqueza é INOVAÇÃO e aferir e/ou melhorar a capacidade de inovação de um ser humano ANTES de se ter o PRODUTO da INOVAÇÃO é uma tarefa fortemente RELACIONADA com a EDUCAÇÃO, ainda que haja exemplos de inovadores em qualquer educação FORMAL.
Pessoal,estou em duvida sobre uma polemica nos contratos.Assunto meio OFF,mas aproveitando o espaço,gostaria de levantar essa questão para saber a visão de cada um.

O proprietário de um barco ou navio,pode expulsar um individuo de sua propriedade no meio do oceano?

O proprietário de um avião,pode expulsar um individuo de sua propriedade no meio do céu?

O proprietário de um motor-home,pode expulsar um individuo de sua propriedade no meio de uma floresta?

O contrato aqui como fica?O proprietário deve responder penalmente caso expulse o indivíduo nos casos citados acima?

Se eu contrato um barco,para realizar um passeio e o barco pega fogo,eu acredito que o consumidor detêm responsabilidade própria de verificar se havia seguro ou clausulas contratuais como garantia contra acidentes,ou seja,ele assume o risco de contratar tal serviço.Porem ate onde vai a quebra de contrato e a legitimidade de um processo penal?(resposta judicial)
Acontece que,se o indivíduo quebra o contrato ou a regra da dessa embarcação em alto mar,é ou não é legitimo o proprietário expulsa-lo em pleno oceano?Entendo que neste caso,o contrato poderia ter uma clausula dispondo sobre as consequências de eventuais quebras de regras,fazendo assim o consumidor esta consciente e livre para decidir.
O problema é quando há contratos meio ''implícitos'',como um serviço de balsa ou até mesmo uma casa noturna.Ao usufruir de tais serviços,você não assina um contrato ao pé da letra,é implícito de que a balsa não vai afundar,assim como é implícito que a casa noturna não ira incendiar ou desmoronar.Entendem?

Como eu faço direito e tenho somente 20 anos,ainda estou na longa caminhada de estudos,principalmente por gostar dessa parte de defesa da propriedade privada(contratos),por isso acompanho o IMB e defendo a liberdade sempre.Mas como eu disse,poucos anos de vida me obrigam a correr atrás do que ainda não deu tempo de aprender ou refletir.

Outra questão parecida é sobre invasão de propriedade indireta e oculta.
Por exemplo:

Eu tenho uma empresa de fornecimento de energia,que operam com cataventos.
Certo dia,um empresario resolveu construir algo que consequentemente muda a direção e o ritmo dos ventos,afetando assim a minha produção de energia com cataventos.Imagine que o empresario vizinho construiu um Castelo,uma muralha,um prédio...Qualquer coisa física com magnitude suficiente para influenciar na corrente de ventos que passam pela minha propriedade.
Como fica essa situação?Ouve uma invasão ou agressão a minha propriedade?
De cara é fácil dizer que sim,mas imagina o empresario vizinho,ele também teve seu direito de propriedade violado,já que o mesmo ficou completamente limitado a construir em sua propriedade,devido ao vizinho.Ele comprou a propriedade mas não pode construir o que bem entender devido ao vizinho e seus cataventos.
O mesmo vale para diversos exemplos como,poluição.Já li o artigo que saiu essa semana sobre libertarianismo e poluição,estou de completo acordo e compreendo.
Se eu forneço o serviço de abastecimento de aguá,que depende quase exclusivamente das chuvas,e alguns indivíduos desmantaram as florestas próximas que eram responsáveis pela regulação dessas chuvas.Houve uma violação na minha propriedade indiretamente,mas ao mesmo tempo os vizinhos que comprarem essas propriedades florestais,terão que manter as arvores lá pro resto da vida!?!Houve uma limitação no direito de propriedade deles também,pois terão que manter a floresta em sua propriedade para não influenciar na minha propriedade.Entendem?

Por enquanto é isso,de vez em quando tenho essas questões martelando na minha cabeça pedindo por respostas.Hoje foi sobre isso,tive um tempo e comentei aqui.Já já apareço com outras polemicas rs rs...

Grande Abraço!
Bruno Feliciano.




ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Mauro Ricardo  29/06/2011 09:56
    Sempre me surpreendo com a qualidade dos textos do site, mas este é realmente top. Muito bom!
  • josiberto  29/06/2011 11:12
    Muito Bom! Também serve como argumento contra a regulamentação de armas.
  • Angelo Noel  29/06/2011 11:23
    Menos um mito na minha cabeça (e na do meu pai q é um grande fã dos western film genre) hahaha!
    Obrigado, IMB.
  • Lutty  29/06/2011 15:18
    Interessante abordagem da "anarquia selvagem" do Oeste americano, o texto trás luz a uma questão já muito mitificada, apesar do problema da "verdadeira história" (ainda sim o texto é muito bom).
    Obrigado Leandro Roque(IMB)!
  • Fernando  29/06/2011 15:33
    O título deve ser mudado de :
    O anárquico Velho Oeste não era nada selvagem
    para:
    O anárquico Velho Oeste não era nada selvagem nem anárquico

    Simplesmente porque existia lei, ordem e religião. Se todos não se baseassem em um algo comum seria anárquico, mas não vemos isso.
  • Roberto Chiocca  29/06/2011 15:45
    Muito bom o artigo, não me lembro de termos publicado nenhum outro sobre o "velho oeste".
    Fernando, onde que anarquia implica em ausência de leis, ordem e religião?
  • Fernando  29/06/2011 17:35
    Não implica nisso, É ISSO!
  • mcmoraes  29/06/2011 18:18
    hehehe, acho que esse Fernando deve ter lido muito Batman.
  • Breno Almeida  29/06/2011 16:45
    Fernando,

    Usa um dicionário.

    "Anarquismo (do grego ???????, transl. anarkhos, que significa "sem governantes",[1][2] a partir do prefixo ??-, an-, "sem" + ????, arkhê, "soberania, reino, magistratura"[3] + o sufixo -?????, -ismós, da raiz verbal -?????, -izein) é uma filosofia política que engloba teorias, métodos e ações que objetivam a eliminação total de todas as formas de governo compulsório.[4] De um modo geral, anarquistas são contra qualquer tipo de ordem hierárquica que não seja livremente aceita [5] e, assim, preconizam os tipos de organizações libertárias."
  • Fernando  29/06/2011 17:26
    Muito Obrigado!! Se anarquismo em grego significa mesmo SEM GOVERNANTES então isso não se aplica ao velho oeste. Simples assim.
  • Bruno  29/06/2011 18:30
    "eliminação total de todas as formas de governo compulsório... anarquistas são contra qualquer tipo de ordem hierárquica que não seja livremente aceita"
    Ou seja, se adotadas voluntariamente, leis ou religião podem existir.
    Abs.
  • Fernando  29/06/2011 18:52
    Bruno, se uma lei depende da aceitação voluntária de Todos pegue essa lei e jogue no lixo porque ela não presta pra nada.
  • rafael  02/07/2011 18:46
    > Bruno, se uma lei depende da aceitação voluntária de Todos pegue essa lei e jogue no lixo porque ela não presta pra nada.

    cara, as escolas possuem regras, os clubes possuem regras, os restaurantes possuem regras, os condominios possuem regras, as igrejas possuem regras. Eu ñ posso usar a piscina sem fazer exame medico (pelo menos no clube que eu costumava frequentar), eu ñ posso me recusar a fazer minhas tarefas de casa ou minhas provas etc etc. Essas regras são voluntarias e parecem funcionar muito bem. Vc discorda?
  • Felix  29/06/2011 19:38
    Exatamente, se te perguntarem antes, derem a opção e vc concordar...
  • André Poffo  29/06/2011 17:50
    Acredito que muitos confundem Anarquia com Anomia.
    Anomia sim, seria a ausência de normas, já anarquia seria a ausência de um monopolizador de normas.
  • Tucker Carioca  27/09/2011 18:58
    As leis nunca foram respeitadas isso nas cidade que tinham sheriff, as cidades eram comunidades isoladas muitas vezes de foras da leis e libertinos que viviam em anarquia, alias em comunismo coisa omitida da propagando do IMB. De todo modo, o EUA buscava legalizar as comunidades em cidades para por bancos(no começo dos estados unidos tinham bancos estatais em todas as cidades) e outras órgão do governo. -Mesmo que não concorde com anarcocapitalismo, alguns textos contribuem para meu pensamento anarquista.
  • Absolut risos  27/09/2011 20:27
    alias em comunismo

    Então eles eram coagidos a "dividirem tudo" (ou algo assim)?
  • Tucker Carioca  30/09/2011 14:16
    Onde foi dito isso?
  • anônimo  16/02/2012 02:51
    Tucker: "As leis nunca foram respeitadas isso nas cidade que tinham sheriff, as cidades eram comunidades isoladas muitas vezes de foras da leis e libertinos que viviam em anarquia, alias em comunismo"

    Absolut: "Então eles eram coagidos a "dividirem tudo" (ou algo assim)?"

    Tucker: "Onde foi dito isso?"

    Acho altamente presumível, a partir do que cita sobre viver em comunismo, que todos sejam forçados a dividir tudo. Falando em forçar, que forçada essa história sua, hein?
  • Tucker  30/09/2011 14:29
    Comunismo é uma sociedade solidária mas é contraditória pois ele pede a destruição do estado - erroniamente Marx cria que o estado mantinha a propriedade privada, quando esse é inimigo - mas o estado vem sendo usado para manter o comunismo pelo meio conhecido como socialismo. Lembrado que a unica nação comunista é cuba(mas esta migrando para o sistema chinês). China e extinta união-soviética utiliza do chama capitalismo-de-estado, estado-bem-estar, não tem por ideal chegar no comunismo apenas são inspirados nas criticas marxista ao capital. Minha opinião sobre Marx esta "Contradição Econômicas" de Proudhon.
  • Carlos  30/09/2011 23:14
    Não há propriedade privada no marxismo meu caro.
    Pelo contrário, a idéia é maximizar o estado a um ponto em que não haja mais propriedade privada.
    A lógica anarco-marxista era de que quando tudo fosse do estado, então nada mais seria.
  • João  13/03/2014 21:03
    Quando um liberal fala sobre anarquia, está se referindo ao anarcocapitalismo, o anarquismo de livre mercado, com propriedade privada, e leis PRIVADAS. Não é aquele anarquismo coletivista... Aquele sim é uma bagunça sem leis. Você entendeu errado.
  • anônimo  13/03/2014 22:26
    Então os liberais não são bons de propaganda.Deviam chamar esse sistema de qualquer coisa, menos de anarquia.
  • Pobre Paulista  13/03/2014 22:59
    "Aqueles anarquistas coletivistas" é que deturparam o termo. Anarquia significa apenas ausência de governo, não se refere à ausência de leis ou compartilhamento mundial de propriedades.

    Mas essa imagem ruim de anarquia "vende" melhor, sacou?
  • Osmar  29/06/2011 19:54
    Ok, entendi que não era tão violento como mostra nos filmes. Mas apenas falar a quantidade de homicídios não vale muito, já q a população da época era muito pequena nas cidades. Poderiam ter colocado uma taxa de homicídio por 1000 habitantes, ou 100.

    Bom, pelo que tinha lido na wikipedia(ehehe) e falava q houve uma boa participação de alguns ramos do governo federal na expansão pro oeste, mesmo sendo vários presidentes a favor de um governo pequeno.
  • Leandro  29/06/2011 20:14
    Osmar, o texto fala justamente em taxas de homicídios. Veja lá:

    "Entretanto, mesmo em uma cidade rancheira como Abilene, Kansas, a taxa de homicídios era muito mais baixa do que na maioria das atuais cidades americanas."
  • Osmar  01/09/2011 01:42
    Nossa, foi meu erro.

    Eu acho que armas nas mãos dos cidadãos deixa sim o lugar mais seguro, concordo com a posição da galera do site. Tanto que quando eu fizer 25 anos irei atrás da Posse de Armas e posteriormente tentarei o Porte. Sei que aqui é difícil, mas todos temos que tentar.

    Olha, tem site de armas que vendem elas em 12x, é o Brazilian Way of Life até nas armas, ahahahaha.
  • Tiago RC  01/09/2011 04:16
    Porte de armas legal no Brasil? Achava que isso fosse impossível para quem não é polícia...
  • Otavio Kovalhuk  02/01/2013 13:23
    Até para a policia o porte de armas está complicando ... imagina para o civil ...
  • Fernando Menezes / Tercete  22/09/2015 18:31
    Para quem deseja compra e posse responsável de arma de fogo, apoie (via site da camara) o PL 3722/12, que visa flexibilizar a compra e o porte de armas...
    Pelo direito À LEGÍTIMA DEFESA.
  • Caio Cesar  30/06/2011 01:14
    Gostei do texto. Muito interessante.

    Uma idéia para o site: seria bom se o Mises tivesse uma página onde as pessoas pudessem fazer perguntas para retirar dúvidas sobre temas em geral ou simplesmente para conseguir referências de autores e suas respectivas obras para se aprofundar em um assunto específico.

    Penso em algo semelhante ao que o LIBER já faz via o www.formspring.me/
  • Eliel  02/07/2011 18:38
    Como eles contavam os fatos sociais àquela época? Se as armas eram obsoletas tudo o mais era. A comunicação, por exemplo. Precisamos avaliar o conteúdo desse artigo do ponto de vista dos nossos irmãos norte americanos. \r
    "Os fatos, eis o verdadeiro critério dos nossos juízos, o argumento sem réplica. O primeiro indício da falta de bom-senso está em crer alguém infalível em seu juízo."\r
    Hippolyte L.D.Rivail.
  • Leandro  02/07/2011 21:30
    Prezado Eliel, como indicado pelo artigo, o autor dedicou 30 anos da sua vida a este assunto; e o resulto foi um livro que pode ser lido online no link disponibilizado ao final deste artigo.

    Grande abraço!
  • Daniel Marchi  04/07/2011 23:00
    "Quando todas as armas forem propriedade do governo e dos bandidos, estes decidirão de quem serão as outras propriedades." Benjamin Franklin
  • Reno  08/07/2011 18:10
    O texto é interessante, mas alguém chegou a conferir os números?

    Três mortes num ano certamente é um baixo valor absoluto, mas pode ter representatividade quando considerado proporcionalmente. Não parece honesto comparar a quantidade absoluta de mortes numa cidade pequena do século XIX com as de Baltimore no século XXI.

    Os números que encontrei mostram informações opostas às apresentadas no texto:

    Tombstone (1881)
    População: 7.000
    Homicídios: 3 (conforme o texto)
    Taxa: 0,043%
    Fonte: www.desertusa.com/Cities/az/tomb.html

    Baltimore (2009)
    População: 307.006.550
    Homicídios: 238
    Taxa: 0,000078%
    Fonte: en.wikipedia.org/wiki/Baltimore#Crime

    Ao que parece, Baltimore contemporânea seria 552 vezes mais segura que a Tombstone "selvagem". Não entendo como o autor chegou às conclusões apresentadas, já que não menciona dados primários ou fontes gratuitas. Seria preciso ver as estatísticas para as outras cidades mencionadas.

    Caso alguém os tenha disponíveis, gostaria de acesso para análise.
  • Leandro  08/07/2011 18:21
    Prezado Reno, a população de Baltimore não é de 307 milhões, como você fez no seu cálculo, mas sim de 307 mil. Refaça os cálculos e veja que a taxa de homicídios de Baltimore, de fato, é maior que a de Tombstone, exatamente como fala o autor.

    Por fim, como alertado no final do artigo, há todo um livro sobre o assunto abordado no artigo, e pode ser lido online.

    Abraços!
  • Reno  08/07/2011 19:07
    Caro Leandro,

    De fato, houve um erro. Num lapso, usei a população de 307 milhões dos EUA. Os valores corretos são os seguintes:

    Tombstone (1881)
    População: 7.000
    Homicídios: 3 (conforme o texto)
    Taxa: 0,043%
    Fonte: www.desertusa.com/Cities/az/tomb.html

    Baltimore (2009)
    População: 638.755
    Homicídios: 238
    Taxa: 0,037%
    Fonte: en.wikipedia.org/wiki/Baltimore#Crime

    A gigante Baltimore contemporânea seria mais segura que a pequena Tombstone "selvagem".

    Achei que o livro não estava disponível para leitura. Vou consultá-lo logo mais.

    Abraços!
  • Leandro  08/07/2011 19:26
    Não, Reno. O artigo é de meados de 2005, o que significa que você tem de pegar as estatísticas de 2004.

    Esse site dá, para Baltimore em 2004, uma taxa de homicídios de 43,5 para cada 100.000 habitantes.

    E, em 2007, a cifra pula para 45,2. (Em Tombstone, seria de 42,8).
  • Reno  08/07/2011 21:17
    O site Uniform Crime Reporting Statistics dos EUA.

    Então, vejamos...

    Seguem as estatísticas completas, com as taxas de homicídios e homicídios culposos não decorrentes de negligência (Murder and nonnegligent manslaughter rate) para o Departamento de Polícia de Baltimore em Maryland:

    Ano | Pop. | Taxa
    1985 | 771,097 | 27.6
    1986 | 783,542 | 30.6
    1987 | 764,893 | 29.5
    1988 | 763,880 | 30.6
    1989 | 763,138 | 34.3
    1990 | 736,014 | 41.4
    1991 | 748,099 | 40.6
    1992 | 755,517 | 44.3
    1993 | 732,968 | 48.2
    1994 | 739,180 | 43.4
    1995 | 712,209 | 45.2
    1996 | 716,446 | 46.1
    1997 | 719,587 | 43.4
    1998 | 662,253 | 47.3
    2000 | 651,154 | 40.1
    2001 | 660,826 | 38.7
    2002 | 671,028 | 37.7
    2003 | 644,554 | 41.9
    2004 | 634,279 | 43.5
    2005 | 641,097 | 42.0
    2006 | 637,556 | 43.3
    2007 | 624,237 | 45.2
    2008 | 634,549 | 36.9
    2009 | 638,755 | 37.3

    Há taxas bem mais baixas que os 42.8 de Tambstone, assim como valores pouco mais altos, concentrados especialmente na década de 1990.

    Fazendo uma média para todo o período, ponderada pela população, temos 39.77. Do início do período até 2004, 39.50. Apenas a década de 2000 até 2004, 40.34. Todas abaixo da taxa de Tambstone.

    Devemos destacar que as taxas calculadas agregam tanto homicídios "dolosos" como homicídios culposos não decorrentes de negligência. Se apenas os homicídios "dolosos" fossem considerados, como feito para Tambstone, as taxas de Baltimore seriam ainda mais baixas.

    Em média, sem dúvida, Baltimore nos últimos 24 anos foi menos violenta que Tambstone em 1881.

    Não me parece correto, contudo, comparar uma cidade de 7.000 habitantes com outra cem vezes maior. Cidades maiores tendem a ter mais conflitos violentos. O site não faz levantamentos para cidades tão pequenas quanto Tambstone em 1881, mas podemos usar a menor população filtrável, de 10.000 a 24.999 habitantes.

    Tambstone fica no Arizona. Filtrando o índice de homicídios (incluindo culposos não decorrentes de negligência) para todas as agências de polícia do estado, de 1985 a 2009, temos zero como índice mais presente. O índice mais alto é 4.0, registrado no Departamento de Polícia de Winslow em 1999. Bem abaixo dos 42.8 de Tambstone.

    Parece que os números não corroboram com a tese do texto. Apenas uma informação pontual e conveniente foi citada.

    Isso é tendencioso.

    Quando tiver tempo, vou dar uma olhanda no livro para buscar informação sobre as demais cidades.

    Saúde e Paz!
  • Leandro  08/07/2011 22:14
    Quatro erros graves em sua análise, Reno.

    1) O texto cita apenas a cidade Baltimore, e de maneira totalmente passageira. A tese jamais circula ao redor de qualquer comparação com Baltimore.

    Mais ainda: em momento algum o texto quer comparar Tombstone a outras cidades pequenas do Arizona. Isso nunca fez parte da tese defendida pelo texto. Essa inferência é toda por sua conta. Você não pode pegar um dado que o autor simplesmente nunca mencionou (e, logo, não faz parte da tese dele, e tampouco ele o defende) e utilizar esse dado justamente para querer desconsiderar teses que o autor nunca se propôs a defender. Tal atitude, além de ser tendenciosa de sua parte, denota descompromisso metodológico.

    É como eu falar que o Rio de Janeiro é violento em relação a Florianópolis e você vir dizendo que isso não vale, e que o certo é comparar o Rio a alguma cidade mexicana que tem problema com tráfico de drogas. Ora, você pode perfeitamente falar isso, porém tal comparação não invalida a verdade da minha comparação entre Rio e Florianópolis. Tampouco pode refutá-la.

    2) O texto compara uma cidade tida por toda a história do Velho Oeste como extremamente violenta a uma cidade moderna tida, segundo você mesmo, como segura. Ou seja, seria de se esperar que a "violentíssima" cidade do Velho Oeste fosse bem mais violenta que uma cidade moderna e segura. Porém, de acordo com os números, Tombstone se sai, no mínimo, tão segura quanto -- dependendo do ano escolhido, se sai bem mais segura. (Ademais, você, convenientemente, ignora a taxa de crimes violentos em Baltimore, que é enorme: 1.839 por 100.000).

    3) Os três homicídios em Tombstone se referem ao ano mais violento da cidade. O que significa que, em sua normalidade, 1 homicídio por ano deveria ser muito, o que levaria a taxa próximo a zero. E isso você negligenciou.

    4) A população do Arizona é extremamente armada. A baixa taxa de homicídio das cidades de lá, que você próprio apontou, apenas comprova a tese, essa sim, abertamente defendida pelo artigo: mais armas, menos crimes.

    Eu gosto do debate, mas tem de ser honesto. Você passa a impressão de que quer distorcer os fatos apenas para querer disfarçar um erro de cálculo inicial. Isso não é uma atitude louvável.

    Por favor, volte quando tiver substância.

    Grande abraço!
  • Reno  09/07/2011 18:41
    Leandro,

    Tenho muito apreço por debate, metodologia e honestidade. Sendo assim, vamos por partes.

    Primeiro, cabe deixar claro que minha primeira mensagem continha um erro. Um dado foi colocado no lugar de outro por infortúnio. Isso foi devidamente assumido e corrigido, estando as desculpas dadas e as informações corretas já disponíveis, com as devidas fontes mencionadas. Qualquer "impressão" que se possa ter no sentido de eu tentar distorcer fatos para disfarçar esse desleixo pode certamente ser dissipada com a análise adequada dos argumentos.

    Segundo, é importante esclarecer nosso objeto. O texto tem a pretensão de defender que a anarquia no "Velho Oeste" dos EUA não seria tão selvagem quanto muitos acreditam. É claro que antes de tentar explicar os motivos dessa suposta "não selvageria" seria de capital importância demonstrar que ela é um fato. Esse é o nosso objeto: a argumentação de que as cidades livres do velho oeste eram menos violentas que cidades atuais nos EUA. Os motivos que geram o eventual aumento ou diminuição da violência, por hora, não faz parte da lide.

    O texto apresenta apenas quatro argumentos que tentam sustentar com dados a premissa de que o Velho Oeste não seria "tão" selvagem, todos insuficientes: 1) a comparação entre Tambstone e Baltimore; 2) a taxa média de homicídios igual a 1.5 para as velhas cidades do oeste; 3) o pico de 5 assassinatos por ano para todas as cidades da época; e 4) a estimativa de que há mais assaltos a bancos na atual Dayton em um ano do que em todo o Velho Oeste numa década.

    Você bem observou que a menção a Baltimore foi feita de maneira "totalmente passageira". Isso é verdade e merece muita atenção, pois é o ÚNICO MOMENTO no texto em que se faz uma tentativa de comparação efetiva do nível de "selvageria" entre uma cidade livre de estado e outra com sua presença. É evidente que a intenção do autor, legítima, é tentar impressionar por contraste, sugerindo ao leitor que numa cidade "segura" com estado há mais chances de ser morto do que no ano mais violento de uma cidade livre dele. Mas isso não foi feito com o devido cuidado. Comparou-se o número de homicídios dolosos em Tambstone com o número de homicídios dolosos e culposos não decorrentes de negligência em Baltimore, inflando esse último, e ainda assim, mesmo dispondo de todo o intervalo de dados, expôs-se apenas aquele que se considerou conveniente para a tese, como já demonstramos.

    A própria conclusão observada não coaduna com o sentido que lhe é atribuído no texto. Verificar que uma cidade pequena sem estado pode ter um nível de homicídios igual ou mais alto que uma cidade cem vezes maior com estado corrobora contra a tese, pois nos EUA há uma conhecida correlação positiva entre o Número de Crimes e o Tamanho das Cidades. O índice de cidades maiores tende a ser maior. Cidades cem vezes maiores tendem a ter índices bem mais altos. A explicação é que cidades maiores tendem a gerar mais conflitos e mais conflitos tendem a gerar mais crimes. Uma forma de tentar neutralizar esse efeito é comparar cidades do mesmo tamanho.

    Infelizmente, grandes cidades anarquistas não são comuns. A maior que conheço é Mogadishu, na Somália, considerada a Cidade Mais Perigosa do Mundo. Mas, em despeito das benesses do anarquismo, por algum motivo, seus cidadãos vêm tentado organizar um rudimentar Governo Local, o que a desabilita como referência. Assim, a saída é fazer comparações das informações citadas no artigo com as de outras cidades de pequeno porte.

    O site que você indicou mostra um índice de homicícios (dolosos e culposos não decorrentes de negligência) igual a 0.34 para as cidades do Arizona com população entre 10 e 29.9 mil habitantes (média simples dos dados informados). Isso é bem mais baixo que a média de 1.5 para "a maioria das cidades do velho oeste", conforme o texto. Certamente, essa média de 1.5 seria ainda maior se o autor também considerasse os "homicídios culposos não decorrentes de negligência" em seus cálculos. Isso implica que, segundo os dados, é mais seguro estar numa cidade entre 10 e 29.9 mil habitantes do Arizona nas últimas duas décadas do que numa cidade anarquista do velho oeste. Mesmo que supuséssemos "apenas" um assassinato por ano em Tambstone, como você sugeriu, considerando a população de 1881, teríamos um índice de 14.3. Esse índice seria ainda maior em cidades com menos de sete mil habitantes, que acredito terem sido comuns na época.

    Afirmar que 5 foi o maior número de homícios por ano em qualquer cidade do Velho Oeste é inútil para qualquer comparação sem se especificar a população da cidade. Seria um número evidentemente baixo se ela tivesse o tamanho de Baltimore, mas muito alto se fosse do tamanho de Tambstone. Por fim, alegar que Larry Schweikart chegou a "estimativas" de que haveriam mais assaltos a bancos na atual Dayton em um ano do que houve em todo o Velho Oeste em uma década também é inconclusivo. Primeiro, não se especifica como essa estimativa foi realizada, depois, novamente, números absolutos dizem pouco - além de se dever considerar a densidade da população, é possível que haja mais agências bancárias e caixas automáticos hoje em Dayton do que houve bancos em todo o Velho Oeste.

    ASSIM, NENHUM ELEMENTO NO TEXTO DEMONSTRA DE FORMA CONSISTENTE QUE HAVERIA BAIXA CRIMINALIDADE NAS CIDADES ANARQUISTAS DO VELHO OESTE QUANDO COMPARADAS COM CIDADES CONTEMPORÂNEAS, COMO TENTA INSINUAR O AUTOR.

    Ao contrário, o que se tem disponível demonstra o oposto: que as atuais cidades com estado são mais seguras. A insinuação é evidente, uma vez que o texto traz implícito o raciocínio de que "sendo a selvageria menor no Velho Oeste, quais seriam as causas?". Pelos dados disponíveis, é evidente que a abordagem adequada seria entender o motiva da selvageria ser maior naquele tempo.

    -----

    Falta de "substância" é tentar elaborar justificativas para fatos sem a preocupação de apresentar elementos que os sustentem como realidade. Pior que isso é apresentar dados visados, tendenciosos, de "passagem", como se a realidade do fato que se analisa e justifica não fosse relevante. É necessário que esse tipo de informação seja apresentada de forma mais cuidadosa e completa, se não pelo autor do texto, ao menos por esse portal, para o bem das próprias que aqui são defendidas.

    Caso tenham dados que de fato comprovem a baixa violência relativa no Velho Oeste, gostaria de conhecê-los. Não encontrei informações adicionais relevantes no material referenciado no artigo. Talvez elas estejam na parte do livro que o link apresentado não libera para acesso, por proteção ao direito autoral.

    Se não acham importante publicar esse tipo de coisa no momento, links com fontes quantitativas e estatísticas gratuitas disponíveis para análise seriam suficientes.

    Saúde e Paz!
  • Leandro  09/07/2011 19:56
    Reno, você começa afirmando, muito corretamente, que "O texto tem a pretensão de defender que a anarquia no "Velho Oeste" dos EUA não seria tão selvagem quanto muitos acreditam."

    Até aí, correto. Porém, logo em seguida, a coisa degringola, e você afirma que o texto tem por base "a argumentação de que as cidades livres do velho oeste eram menos violentas que cidades atuais nos EUA."

    Falso, extremamente falso. O texto em momento algum faz essa generalização. Em momento algum ele afirma que qualquer cidade do Velho Oeste era mais segura que qualquer cidade atual dos EUA. Aponte um trecho do artigo em que essa mentira seja dita.

    Aliás, você próprio sabe que está errado, pois, logo em seguida, muda novamente o foco e volta para a premissa original, dizendo que "o texto apresenta apenas quatro argumentos que tentam sustentar com dados a premissa de que o Velho Oeste não seria "tão" selvagem".

    Correto, o texto realmente quer falar que o Velho Oeste não era selvagem. Porém, o que você faz logo em seguida? Ora, você cita quatro itens que jamais serviram de premissas para nada no texto, tampouco foram base para qualquer argumentação.

    É pura desonestidade intelectual sua (ou, na melhor das hipóteses, incapacidade interpretativa), dizer que o texto tem como um de seus objetivos ou premissas a "comparação entre Tambstone (sic) e Baltimore". Isso nunca foi premissa de nada, muito menos base para argumentação. Foi apenas uma citação passageira de um exemplo pontual, e que não serviu de base argumentativa para nada que viesse em seguida no texto.

    Ato contínuo, você encrenca com a escolha de Baltimore, solta alguns adjetivos depreciativos e escolhe números que acha que desmontam "a tese". Ora, por que você pegou apenas os dados que lhe são favoráveis? Por que não comentou que durante toda a década de 1990, a cidade foi (bem) mais violenta que Tombstone? Ou mesmo nos recentes anos de 2004, 2005, 2006, 2007? Por que ignorou isso e preferiu dizer que o autor, que escreveu esse artigo em 2005, é tendencioso, quando os próprios dados mostram que ele estava certo? E é você quem vai criticar a "tendenciosidade" alheia?

    Assim, ignorando essa parte, vou tentar mais uma vez: o principal objetivo do texto (e eu começo a duvidar de que você leu pelo menos o miolo dele) é comentar como funcionava a organização social daquelas cidades do Velho Oeste e, consequentemente, como isso fez com que elas fossem muito menos violentas do que sonha a ficção.

    Por conseguinte, um objetivo secundário foi o de desmistificar tudo o que se acostumou a ver em filmes de faroeste, como pessoas matando várias outras nos saloons e vários bancos sendo assaltados em sequência. Aqueles quatro itens que você enumerou nunca foram "argumentos para sustentar dados". (E é justamente por se prender a essa falácia, que desconfio que você está aqui por outros motivos.)

    Outra coisa extremamente importante que aparentemente você ainda não entendeu: as três mortes ocorridas em Tombstone no seu ano mais violento foram mortes de pessoas que voluntariamente se apresentaram para um acerto de contas (no Curral OK). Isso significa simplesmente que não morreu nenhum inocente não só naquele conflito, como também durante todo o ano. E isso é estatística comprovada. É assim também nas cidades de hoje?

    Em momento algum o texto afirmou que era mais seguro viver em qualquer cidade sem estado daquela época a viver em uma cidadezinha do Arizona ou do Texas atual, onde a esmagadora maioria da população possui armas. No Texas, aliás, há cidadezinhas em que o sujeito anda pela rua com a arma na cintura, à mostra -- e não sei se você percebeu, mas ao insistir que essas pequenas cidades de hoje são mais seguras que as do Velho Oeste, você inadvertidamente está chancelando um dos principais argumentos do texto, que diz que a baixa violência da época advinha do fato de todos estarem armados.

    Agora, se você não quer acreditar em nada disso, tudo bem. Direito seu. Não estamos lhe cobrando nada, não estamos lhe obrigando a nada e jamais faríamos isso, mesmo se tivéssemos todos os poderemos para tal (se tivéssemos o poder, renunciaríamos a ele incontinenti). Portanto, não precisa espernear contra a gente. Tampouco as informações contidas nesse texto ser-lhe-ão cobradas por nós "valendo nota pra passar de ano".

    Saúde e paz, sempre!
  • Reno  09/07/2011 21:07
    Caro Leandro,

    Entendi bem o texto. Os interessados podem avaliar os posicionamentos e tirar as próprias conclusões. Não tenho mais nada a acrescentar.

    Grande abraço.
  • Fernando Chiocca  08/07/2011 22:20
    HAHHAHAHHAHHHAAHH

    Essa foi dureza.

    Não só pela confusão dos dados, mas por continuar fazendo a conta, mesmo olhando pro dado e imaginar que uma cidade dos EUA teria 307 milhoes de pessoas! Essa é a população dos EUA inteiro. Imagine todo mundo que mora nos EUA indo pra Baltimore..

    Me lembrei de um texto na hora: How Mathematics Can Make Smart People Dumb
  • anônimo  04/05/2013 06:22
    Me diverti com os comentários do tal Reno... foi completamente confuso e sem nexo! Sequer respondeu coerentemente as mais simples peguntas do Leandro!
  • Renato  23/05/2013 04:05
    Que 'buro'! Dá zero prá ele!
  • Bernardo  25/05/2013 01:27
    Primeiramente, precisei postar este vídeo depois de ler esta frase: "Longe de advogados e tribunais, o conceito de propriedade concorrente e coexistente se tornou uma força legal e não um fracasso jurídico; promoveu a paz social e não a desarmonia interna"
    www.youtube.com/watch?v=T4KlQBiwi8Y
    Em segundo lugar, apesar de achar que o leitor Reno já não é mais leitor do IMB, vim fazer uma sugestão: cuidado com a porrada que é descida na galera. O Reno não focou na ideia central do texto, é verdade. Ele usou dados erradas inicialmente, é verdade. Mas não sei se ele tinha má fé. E mais, acho que ele era (ainda é?), um cara inteligente, que poderia contribuir aderindo às ideias libertárias e fazendo comentários aqui no IMB. Digo "ainda é?", porque talvez ele tenha descambado para a esquerda e, aí sim, se perdido. E a porrada que ele tomou aqui, talvez tenha colaborado para isso.
    Sou grande fã do site, passei a lê-lo há pouco tempo e estou tentando aprender tudo o que puder, agradeço imensamente o trabalho de vocês (e colaboro, por achar ser essa a melhor forma que eu tenho hj de fazer algo além de agradecer) e considero o Leandro um cara genial, com uma boa vontade e paciência enormes (acho que, atualmente, ele não bate tão forte desse jeito nos leitores - senão, graças a algumas dúvidas meio idiotas que eu posto de vez em sempre, é possível que eu já tivesse me filiado ao PSTU).
    Por essas razões, deixo aqui essa sugestão a todos os colaboradores e leitores do site: tomem cuidado ao descerem a lenha na galera. Precisamos trazer pessoas inteligentes para o nosso lado e, talvez, o Reno fosse uma delas.
    Grande abraço e "saúde e paz".
    PS1: se quiserem me esculhambar, fiquem à vontade, já tenho convicção em relação às ideias apresentadas por aqui, mas tentem pegar leve nas discussões quando forem pessoas que ainda "têm salvação".
    PS2: se esse leitor Reno já era conhecido de outras postagens como um "caso perdido", peço desculpas.
  • marcelo b.  13/02/2012 21:36
    no paraguay, td mundo q passa pela ponte da amizade, rumo a comprar barato, se depara c/ uma coisa curiosa, quase bizarra: armas d fogo vendidas como se fosse bugigangas nas ruas, parecido como tem no viaduto sta efigenia, e arredores da pçs da sé, em sp...s´oq ñ pára por ae: eles vendem armas e munições, e ñ é por isso q o povo la vai sair e atirando em td mundo, mente diferente do brasileiro, q, na primeira oportunidade d possuir um revolver, vai praticar a agressão so proximo...ñ sou a favor, nem contra, mas sei q se td mundo tivesse uma arma, esse faroeste imaginario se tornaria real...
  • Tiago RC  14/02/2012 06:29
    Interessante o que você diz Marcelo, não sabia que no Paraguai o comércio de armas era autorizado assim tão facilmente. Ou a lei é ignorada a esse ponto?
    Já estive em Ciudad del Este e não vi armas sendo vendidas, mas bom, não estava lá para fazer compras, então não vi muita coisa mesmo.

    Segundo a Wikipédia, o Paraguai não só possui uma taxa de homicídios dolosos menor, como a porcentagem de mortes causadas por armas de fogo também é menor que o Brasil:
    en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_intentional_homicide_rate
    en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_firearm-related_death_rate

    (sei que não é lá muito correto fazer comparações desse tipo com países distintos, culturas distintas etc, mas enfim, apenas para deixar claro como as coisas por lá de fato não são o inferno que desarmamentistas diriam que deveria ser)
  • marcelo b  15/02/2012 21:02
    pois é...estive la em 2009, qdo visitei as cataratas, aproveitei tb pra conhecer os 2 países hermanos, viagem d pobre emergente...rs
    então, ñ só vi armas sendo vendidas como brinkedo nas exastivas ruas do paraguay, como tb em lojinhas, tipo, bomboniere, q fica sempre no meio da muvuca...outra coisa doida la são os seguranças andando c/ metralhadoras enormes, pra la e pra ca...ladrões ñ são perdoados: vc pode manipular tranquilo $$ em qqer lugar, se vê muita gente abrindo carteira, mostrando notas altas d dolar e real, e nenhum larapio t seguindo, nem t secando...ciudad d leste é bem suja, caotica, lembra uma mistura d 25 d março-bras-bom retiro socado no pilão, triturado num processador e colocado numa petiskeira, rsrs, e o paraguaio falam perfeitamente portugues, sem sutak, mas qdo vc vira as costas, falam akela lingüinha estranha deles, o guarani, cuja fiz kestao d aprender o desculpa-obrigado-tchau, q infelizmente, eskeci..rs
  • maroth  16/02/2012 11:17
    Isso é FATO!

    Nós hoje é que vivemos um velho oeste selvagem,brasil tem 50mil homicidios por dia,100 pessoas mortas por dia..

    Velho oeste sim era vida de qualidade,pouca tecnologia mais uma vida digna.
  • Paulo Sergio  28/02/2012 09:03
    Todo filme que eu vejo dessa época tem um xerife que teoricamente bota ordem no lugar.Não sei se historicamente era assim mesmo, mas se fosse, isso seria considerado uma anarquia pra vcs?
  • rosana  07/11/2012 06:40
    Estes filmes contam a Historia da colonização do Oeste Selvagem que eram habitadas pelos Indios Apaches os verdadeiros donos destas planicies pois eram nativos que herdaram a terra dos seus Ancestrais,os colonizadres chegaram reividicando o direito de propriedade,foi por isto que houve estas violências contadas em livros e filmes,depois de muitas batalhas o Governo dos EUA demarcou de fato as Reservas Indigenas,mas o Velho Oeste existiu de Verdade houve Violência,mas depois de muitas Turbulências Tratados e Conferências os EUA conseguiram se firmar como Nação de Fato e Direito.
  • Ex-garimpeiro  03/01/2013 14:58
    Tal como no velho Oeste americano, nos garimpos do Brasil nos anos 80 era mais seguro do que em São Paulo.
    Palavras de um paulistano em Rondonia e Mato Grosso.
    Bons tempos aqueles em que as pessoas se respeitavam pois que tornados iguais por obra de Samuel Colt (que propagandeava no Velho Oeste: Deus fez os homens desiguais, Sam Colt tornou-os iguais).
  • rodrigourtado@yahoo.com  18/01/2013 19:53
    ótimo texto,obrigado por essa informação.
  • VINAGRE   29/12/2013 17:10
    Olá para todos

    toda este debate e também o texto gira basicamente, em um estreitamento de obra ou pensamento, que seria o equilíbrio de força traz paz, e isso faz muito sentido e comprovadamente em qualquer pais da atualidade, vide qual o pais onde a população é a mais bem armada? e verifique qual a taxa de mortalidade por arma de fogo, dica Suíça, outra coisa é que não se trata da facilidade de se ter uma arma a mão, pois se você pensar uma pessoa que quer matar, mesmo que não tenha uma arma a mão, ela quando quer não desiste e passar a planejar melhor ou usa de recursos que tiver , o que quero dizer é que ter uma arma a mão não te facilita a matar, o que te facilita a matar e a fragilidade da formação de sua personalidade,ou o pouco temor do que podem te tirar, isso sim facilita a matar e ainda mais leva a planejar e arquitetar os crimes, o que novamente me leva ao inicio do meu comentário, se o agressor pensasse por 1 minuto que sua vitima pudesse repelir com força a sua investida sob pena de morte por legitima defesa isso sim iria frear a vontade do agressor.

    pelo menos assim eu penso.

    abraços a todos
  • Luiz Berenguel  18/01/2014 02:42
    Muito bom o artigo, e eu que imaginava que a vida no velho oeste americano era o que o cinema mostrava: tiroteio, prostitutas sedutoras, assaltos a bancos e toda a sorte de crimes. Parece que uma mentira contada muitas vezes, realmente se torna uma verdade. Por isso, precisamos estar sempre atentos e questionar a "realidade" que nos é mostrada.
  • anônimo  09/12/2014 22:17
    Então o velho oeste era anarco-capitalista? E os xerifes eram o que? Wyatt Earp era o que? Um pistoleiro? Era um lawman...
  • Doc Holliday  10/12/2014 01:39
    Onde está escrito que o Oeste era anarcocapitalista? Certamente não neste artigo. (O "anárquico" do título é uma ironia aos críticos que dizem que o velho oeste era uma baderna)
  • Felipe  10/12/2014 13:00
    Excelente artigo, um dos melhores.
    Pena que este livro não tem tradução.
  • Emerson Luis  15/02/2015 13:21
    Isso que dá pensar que aprendeu História com filmes, seriados, novelas e desenhos!
  • Rubens  03/05/2015 19:39
    Tá. E os mais de 20 milhões de índios norte-americanos que foram mortos (especialmente durante o século XIX) pelo Estado Norte-americano? Pra esse o Velho Oeste foi bem mais que selvagem...
  • Ewald Filho  03/05/2015 20:20
    Disse tudo. Mortos pelas forças de ocupação do governo.

    Ou seja, para estes índios, a presença do estado -- e não a sua ausência -- foi fatal.

    Qual a dúvida?
  • Rubens  03/05/2015 20:36
    Agora, que li sobre a missão de vocês, nenhuma.

    Presumo, então, que considerem a selvageria do Estado ainda como selvageria, ou não?

    Ordem é que não é, pelo menos para os milhões de índios expulsos de suas terras (propriedades) e mortos pelo governo dos EUA.
  • Ewald  03/05/2015 20:49
    "Missão de vocês"? Não entendi nada. Sou um mero leitor.

    Sim, é genocídio. E só o governo faz genocídios. Conhece algum genocídio que não tenha sido feito pelo governo ou por grupos ligados ao -- o protegidos pelo -- governo?

    Governo é roubo. Governo é coerção. Governo é homicídio em massa.

    E, não obstante essas seguidas constatações empíricas, ainda há gente que defende a existência de governos. Você sabe explicar essa dissonância cognitiva?
  • Ali Baba  03/05/2015 21:37
    @Rubens 03/05/2015 20:36:11

    Agora, que li sobre a missão de vocês, nenhuma.

    Missão de vocês! Hahahahahahahahahahahahahaha.

    É cada uma... Rubens: você é um personagem? Tipo o Típico Filósofo? Só pode...

    Se essa frase não foi sarcástica, sugiro altas doses de realidade para curar sua estatolatria.
  • Rubens  04/05/2015 12:12
    Não, cara. Foi um mal-entendido.

    Sou contra o imperialismo norte-americano e a favor da autogestão e pelo fim dos pelíticos sanguessugas.

    Atirei onde achei que vi e acertei no meu pé kkk. Abs!

    P.s: gostei do site, agora que entendi. Dãhn!
  • Rafael  08/08/2015 05:11
    O texto é interessante mas traz uma impropriedade tanto técnica quanto histórica quando fala sobre a falta de precisão das armas daquela época, que exigiriam grande quantidade de tiros para que o alvo fosse acertado. Este trecho merece crítica especial: " Esqueça aquelas cenas do Clint Eastwood utilizando uma mão para disparar em sequência um revólver ao mesmo tempo em que utiliza a outra para bater seguidamente no cão, praticamente transformando o revólver em uma metralhadora. E sem errar um tiro. (Veja a hilária cena). Você teria sorte se conseguisse acertar um capanga em um duelo dentro de um armário.". Para quem se intitula especialista no período, faltou buscar melhor informação. Primeiro, porque naquela época os revólveres eram todos de ação simples, ou seja, só disparavam se previamente engatilhados. Portanto, era necessário, para obter rapidez nos disparos, que um mão fosse utilizada para empunhar a arma e puxar o gatilho, enquanto a outra engatilhava a arma. No mais, os melhores atiradores sabidamente faziam o chamado "fanning", ou seja, deixavam o gatilho totalmente pressionado enquanto engatilhavam a arma repetidas vezes. Como o gatilho já estava totalmente acionado, o cão jamais ficava travado na posição armada, disparando a arma cada vez que a mão soltava o mesmo. Atiradores de exibição ganhavam a vida mostrando tal habilidade. Quanto à alegada imprecisão das armas, é algo que só existe na imaginação do articulista. As armas daquela época eram formidavelmente precisas, tanto revólveres quanto rifles, tão precisas que durante a guerra civil americana já havia snipers. Faltou muita, muita pesquisa por parte do articulista.
  • Michelangelo  08/08/2015 15:23

    E para você está faltando algo ainda mais básico: saber ler.

    Em primeiro lugar, a questão técnica do fanning nunca esteve em disputa, mas sim a acurácia das armas. O artigo em momento algum põe em dúvida o uso do fanning. (Muito embora, no verbete da Wikipedia, haja fontes dizendo que tal coisa não passa de uma "caricatura"). Portanto, suas parolagens sobre tal técnica estão deslocadas; tal técnica nunca foi negada.

    Sobre a (falta de) acurácia das armas, isso já se tornou ponto pacífico. Várias publicações já falam abertamente que os revólveres daquela época (atenção: revólveres, e não espingardas) não tinham uma mira acurada.

    Vou citar apenas os três primeiros links encontrados em uma rápida googlada:

    shotdoc.com/myths.asp

    s2.invisionfree.com/wbm/ar/t793.htm

    www.neatorama.com/2012/06/07/the-truth-about-gunfights-in-the-old-west/


    Menos emoção e mais razão na próxima.
  • historiador  31/10/2015 19:28
    "Quantos assassinatos você acha que ocorriam, em um ano, nessas típicas cidades do velho oeste? Pense na mais violenta cidade, a mais sangrenta, aquela típica cidade onde criadores de gado disputavam à bala a propriedade de seus terrenos e onde os cowboys marcavam de duelar ao meio-dia para resolver suas diferenças (não foi isso que o cinema ensinou?). Quantas mortes em um ano? Cem? Mais?

    Que tal cinco? Este foi o maior número de homicídios que qualquer cidade do velho oeste já testemunhou durante um dado ano, ao longo de toda a história da colonização. Cinco homicídios em um ano. A maioria das cidades apresentava uma média de 1,5 homicídio por ano, e nem todos eram homicídios por tiros."


    No Condado de Lincoln, no Estado do Novo México, ocorreram 23 mortes de 18 de fevereiro a 19 julho de 1878...
  • Correto  31/10/2015 21:21
    Ótimo exemplo que você desenterrou.

    O único território que vivenciou uma "brutal" guerra de quadrilhas foi justamente aquele território em que havia governo.

    Do seu link:

    LG Murphy and Co. loaned thousands of dollars to the Territorial Governor, and the Territorial Attorney General eventually held the mortgage on the firm. Tunstall learned that Murphy and Dolan, who bought much of their cattle from rustlers, had lucrative beef contracts from the United States government to supply forts and Indian agencies.

    The government contracts, along with their monopoly on merchandise and financing for farms and ranches, allowed Murphy, Dolan and their partner Riley to run Lincoln County as a personal fiefdom. Murphy and Dolan refused to give up their monopoly. In February 1878, in a court case that was eventually dismissed, they obtained a court order to seize all of McSween's assets, but mistakenly included all of Tunstall's assets with those of McSween. Sheriff Brady formed a posse to attach Tunstall's remaining assets at his ranch 70 miles from Lincoln. Lawrence Murphy and Dolan also enlisted the John Kinney Gang, Seven Rivers Warriors and the Jesse Evans Gang, and their job was mainly to harass and rustle cattle from Tunstall's and Chisum's ranches, as well as being the faction's hired guns
  • Francisco Seixas  13/09/2016 23:34
    Excelente artigo. Mas uma coisa me deixou um tanto intrigado quanto à afirmação que o autor faz a respeito da "imperfeição" das armas da época. Não é bem assim.

    O famoso COLT Single Action Army, .45, lançado em 1873 - e ainda fabricados até hoje com as mesma características técnicas - do qual sou um aficionado - é o revólver que fez a história do Oeste e se transformou numa lenda.

    Conforme pode se ver neste vídeo, com relíquias originais da época, essa tal "imperfeição" não condiz com a realidade. Talvez, então, a única coisa que pudesse se imperfeita na época era a munição e não a arma.





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