Gastos governamentais sempre são ruins para a economia

A atual e contínua crise econômica ressuscitou com novo vigor o infindável debate sobre se os gastos governamentais são uma ferramenta útil para fazer políticas contracíclicas.  Em muitos países, a discussão foi totalmente politizada e está centrada exclusivamente no tamanho da dívida do governo, enfocando toda a carga de impostos que o pagamento dos juros dessa dívida representará para as gerações futuras, bem como a questão de se mais endividamento vai ajudar ou não a estimular a economia.  Academicamente, o debate se divide entre escolas de pensamento keynesianas e livre-mercadistas, cada lado defendendo políticas bem diferentes daquelas que foram implantadas até agora.

A maioria dos economistas — exceto os austríacos, por motivos que serão discutidos abaixo — crê que uma redução nos gastos (tanto em investimento quanto em consumo) é o problema.  Normalmente, eles sugerem estímulos fiscais ou monetários como solução.  Ambas as soluções têm o objetivo de corrigir a chamada desigualdade de renda (frequentemente representada por uma queda no produto interno bruto real), seja por meio da criação de mais dinheiro para ser gasto, seja estimulando o gasto — por meio de uma redistribuição de renda — do dinheiro que já existe.  O objetivo final de ambas as formas de estímulo não é o gasto em si, mas o emprego de recursos atualmente ociosos que tais gastos promoveriam.

O argumento em prol dos estímulos fiscais baseia-se em duas suposições: que o investimento privado entrou em declínio e que os efeitos dos estímulos monetários (redução de juros, criação de dinheiro) estão obstruídos por algum tipo de barreira.  Para John Maynard Keynes, uma depressão resulta de uma queda nos investimentos, a qual é, por sua vez, causada por uma queda nos gastos em consumo (sendo esta queda causada por um aumento na poupança).  Ele considerava esse fenômeno um dos principais defeitos naturais do sistema capitalista, o que o levou a defender a "socialização" dos investimentos.

Se os atuais economistas pró-intervencionismo aceitam esse argumento de Keynes em sua totalidade é algo irrelevante.  Eles concordam com Keynes na medida em que enxergam os gastos governamentais como o mais eficaz método de recuperar a economia, a melhor maneira de levá-la novamente para o nível de criação de riqueza que vigorava antes da recessão.

Se uma economia saudável pudesse ser modelada por um simples diagrama de fluxo de gastos, em que o crescimento econômico fosse apenas uma função do nível de investimentos, então o debate realmente estaria acabado.  Levando tal conceito ao extremo, essa premissa poderia servir de argumento para uma economia completamente socializada: afinal, o crescimento econômico seria apenas uma função de se investir em processos de produção.

Sabemos, entretanto, que a economia de mercado nem de longe é tão simples e ordeira quanto esse modelo sugere.  O mercado é uma emaranhada rede de relações econômicas, é um processo caracterizado por várias forças coordenadoras e descoordenadoras.  Vivemos em uma sociedade acossada pela escassez, e é esse processo de coordenação feito pelo mercado que irá auxiliar o indivíduo a decidir como alocar corretamente os recursos necessários para se obter os fins desejados.  É por isso que o crescimento econômico, ou a criação de riqueza, não é apenas uma função do investimento.  O vago termo "investimento" deve ser incorporado a este mundo de escassez, preferências e coordenação.

Quando os gastos governamentais são integrados a essa realidade mais ampla do processo de mercado, torna-se claro que a questão toda envolve variáveis muito além da simplista noção de gastos e produção.  Tudo deixa de ser apenas uma questão que envolve uma relação direta entre investimento e criação de riqueza, e passa a ser sobre se o governo pode ou não participar de maneira eficaz no processo de coordenação do mercado.

Ao se analisar detalhadamente, surgem razões convincentes para se acreditar que os gastos governamentais são, na realidade, uma força descoordenadora, e que, consequentemente, tais gastos não podem representar uma política contracíclica eficaz.  Com efeito, não se trata de uma questão de eficácia; trata-se, isto sim, de um comentário sobre as consequências nocivas de se "socializar o investimento".

Escassez, preferência e coordenação

Tipicamente, os críticos dos gastos governamentais argumentam que, na melhor das hipóteses, esse tipo de gasto simplesmente substitui os gastos que teriam ocorrido no setor privado na ausência destes gastos governamentais — é como tirar dinheiro do seu bolso direito e colocá-lo no esquerdo.  Na pior das hipóteses, dizem eles, os gastos governamentais geram o efeito colateral negativo de desestimular a produção por causa da maior tributação (no caso, a ameaça de uma maior tributação futura para financiar esse aumento de gastos do presente).

Estas críticas aos gastos governamentais são corretas e poderosas, porém, em última instância, elas são insuficientes para explicar o problema fundamental.  Os gastos governamentais são, por natureza, inferiores aos gastos privados e não operam dentro da esfera das forças coordenadoras do mercado.

Uma das principais e exclusivas contribuições da Escola Austríaca para a ciência econômica foi o fornecimento de um arcabouço que aborda as questões econômicas precisamente do ângulo da escassez e da coordenação.  Foi com essa visão que Ludwig von Mises originalmente contestou a viabilidade de uma economia socialista.  Foi com essa mesma visão que ele e Friedrich Hayek, e mais tarde Murray Rothbard, construíram uma detalhada caracterização da arquitetura destas forças coordenadoras: isto é, como se dá o processo de precificação.

O termo "forças", quando utilizado para descrever as tendências de coordenação ou descoordenação, é um tanto capcioso, pois pode dar a ideia de alguma forma de misticismo.  Porém, os processos de mercado que coordenam a interação entre poupadores e investidores, consumidores e produtores, são extremamente reais.

Todas as forças macroeconômicas remetem a um "fundamento microeconômico" essencial: a economia de recursos escassos.  Sabemos que o denominador comum de toda a atividade microeconômica é o fato de que o indivíduo age — que os indivíduos que participam da economia empregam determinados meios para se alcançar os fins desejados.  Cada indivíduo possui a sua escala subjetiva de utilidades, de desejos, os quais estão listados em ordem de sua preferência; cada indivíduo irá empregas meios de produção escassos visando a atingir os fins escolhidos, tudo com base em suas preferências.  Indivíduos agem assim para tentar remover uma "insatisfação", um "desconforto", ou seja, para tentar atingir uma situação mais preferível.

Logo, o contínuo processo de alocação de recursos que ocorre ao longo de toda a sociedade é simplesmente o agregado desse mesmo processo de cálculo que ocorre continuamente em termos individuais.  Essas ações individuais se harmonizam em escala macroeconômica por meio do processo de precificação e da divisão do trabalho.  Produtores são premiados ou punidos por meio de lucros e prejuízos, criando uma tendência para que o capital flua para aqueles que sabem como utilizá-lo da maneira mais eficaz (aqueles que melhor satisfazem os consumidores).  Esta é a maneira como o mercado recompensa a "eficiência".

As consequências dos gastos governamentais somente podem ser analisadas dentro de um contexto de coordenações de mercado.  Se a socialização dos investimentos realmente for justificável, então os resultados desses investimentos têm de ser melhores do que os resultados que teriam ocorrido caso esses mesmos recursos tivessem sido economizados pelos indivíduos no mercado.

Em outras palavras, o método governamental de decidir sobre os investimentos a serem feitos teria ou de usufruir as mesmas características dos métodos utilizados pelo mercado, o que faria com que o governo fosse um melhor empreendedor, ou o método do governo teria de ser ele próprio superior ao método do mercado.  Esta última hipótese pode ser imediatamente descartada tomando-se por base o fato de que sabemos que o único método de cálculo econômico é aquele feito por indivíduos, no mercado, por meio do processo de precificação de bens e serviços.  Portanto, os investimentos do governo são necessariamente e inerentemente inferiores aos investimentos realizados no livre mercado.

Indivíduos economizam e alocam recursos baseando-se em suas próprias preferências, em seus próprios objetivos e nas preferências esperadas de terceiros, as quais são parcialmente refletidas pelo mecanismo de preços e também são frequentemente prognosticadas através de outros meios de informação.  Mesmo os produtores daqueles bens de capital mais distantes do consumidor final derivam seus lucros da satisfação dos consumidores, uma vez que demanda por seus produtos é decidida pelos empreendedores que estão diretamente atendendo a estes consumidores.

A capacidade que um indivíduo tem de adquirir os meios necessários para a consecução de um determinado fim é influenciada pelas capacidades de outros indivíduos que estão competindo para obter estes mesmos meios.  E desta forma, também, o mercado reforça a tendência de economizar os meios e alocá-los eficientemente para os mais importantes fins.

O governo não tem de lidar com estas mesmas restrições ou motivações quando gasta.  Com efeito, se o governo fosse submetido às mesmas restrições e motivações do mercado, ele não poderia fornecer para a sociedade aquilo que o mercado não produz (para o bem ou para o mal).

Dado que o estado, em teoria, não tem restrições de receita, ele pode efetivamente superar todos os seus concorrentes em potencial na aquisição por quaisquer recursos necessários para levar a cabo seu programa de gastos.  Não há necessidade de economizar dinheiro, pois o estado pode tomar emprestado, tributar e simplesmente criar mais dinheiro para financiar suas compras.  No final, isso distorce toda a noção de escassez, pois o governo pode adquirir qualquer bem econômico a qualquer custo.  O papel dos preços em auxiliar os indivíduos a tomarem suas decisões no que diz respeito a que meios utilizar para atingir determinados fins acaba sendo efetivamente anulado, pois, para o governo, os preços são variáveis econômicas praticamente irrelevantes.

Similarmente, a restrição imposta pelo sistema de lucros e prejuízos não é aplicável às operações do governo.  Governos operam com o dinheiro de outros — a fonte de receitas do governo não é o lucro, mas a tributação —, o que significa que não há a necessidade de se operar lucrativamente.  Ademais, os tipos de investimentos que o governo faz tendem a requerer grandes quantias iniciais, pois os custos tendem a ser elevados.  Se os indivíduos no mercado investem com o intuito de alcançar os fins que consideram ser os mais altos em sua escala de valores, conclui-se que o governo tende a investir com o intuito de alcançar aqueles fins que são negligenciados pelos indivíduos (por serem menos econômicos).

As consequências dos gastos governamentais são mais bem entendidas quando se toma como pano de fundo as atividades de mercado.  Vivemos sob o espectro da escassez — um corolário da ação humana e da fundamental escassez da mão-de-obra —, o que faz com que todos os bens econômicos, os quais são por definição escassos, sejam alocados no mercado por meio dos processos mencionados acima.  Os gastos governamentais, sejam eles feitos diretamente ou por meio de subsídios, acabam por fazer uma redistribuição de recursos, retirando-os daqueles indivíduos que os teriam economizado e alocando-os para fins menos desejados.  Assim, mesmo que um programa governamental acabe gerando algum lucro, o custo de oportunidade representado pela produção privada que poderia ter ocorrido, mas que não houve, representa uma perda líquida para a sociedade.

Recursos ociosos

Sabemos que, se os recursos estiverem sendo economizados e alocados de acordo com as preferências dos indivíduos no mercado, os gastos governamentais irão perturbar e desorganizar esse processo, fazendo com que os recursos sejam redistribuídos para a consecução de fins considerados menos importantes.  Entretanto, pode parecer que esse argumento não ataca adequadamente a questão das políticas fiscais contracíclicas que normalmente são implantadas durante períodos de recessão, uma vez que é durante este período que, dizem, há um excesso de "recursos ociosos".

Recursos ociosos são aqueles meios de produção que aparentemente não estão sendo utilizados — um exemplo óbvio é o da mão-de-obra desempregada.  Já que estes meios de produção estão "ociosos", que mal há em o governo empregá-los?

Há várias respostas plausíveis para essa questão.  Vale mencionar que o governo sempre tende a exacerbar o grau em que tais recursos realmente estão "ociosos"; assim, é possível argumentar que o problema da ociosidade é em grande medida artificial.  Entretanto, isso implicaria que ainda assim poderia haver algum grau de ociosidade no mercado, e que isso representaria algum tipo de problema.  A resposta correta a essa questão é aquela que explica por que o suposto problema dos "recursos ociosos" na realidade não representa problema nenhum, pois os recursos não são deixados ociosos em vão.

Bens econômicos são constantemente economizados e alocados dentro da estrutura de meios-fins do indivíduo no mercado.  Que determinados bens possam não ser aplicados para a consecução de um fim específico não significa que esses recursos agora estejam ociosos e sem valor; simplesmente sugere que esses recursos estão mais bem poupados para a consecução de outro fim.  Se a atividade econômica é definida como a consecução de fins e a alocação de meios para estes fins, e dado que certos meios de produção são considerados em melhor situação quando não utilizados, que sentido faz utilizar forçosamente estes "recursos ociosos" por meio de gastos governamentais?  A redistribuição de supostos "recursos ociosos" sofre o mesmo problema da redistribuição de "recursos não ociosos" — o custo de oportunidade da atividade de mercado que poderia ter ocorrido, mas que não houve, é maior do que qualquer benefício supostamente trazido pelo programa governamental realizado.

Pode-se sensatamente esperar um aumento na quantidade de "recursos ociosos" durante os períodos que vêm após fases de prolongada descoordenação intertemporal.  Durante toda a fase da descoordenação intertemporal, a estrutura de produção vai crescendo ao redor dos distorcidos sinais de lucro criados pela expansão monetária.  Os bens de capital desenvolvidos e produzidos durante esse período tendem a variar em especificidade, com alguns sendo muito indefinidos (como, por exemplo, a mão-de-obra de baixa habilidade), outros sendo altamente específicos (como, por exemplo, uma máquina criada para produzir apenas um único tipo de bem), e a maioria estando em algum ponto intermediário.

O necessário reajustamento da estrutura de produção que ocorre quando essas distorções são reveladas (naquilo que é chamado de recessão) irá necessariamente gerar um aumento no volume de recursos ociosos.  Bens de capital de maior especificidade ficarão ociosos, pois nesta fase da economia eles inevitavelmente serão parcial ou totalmente inaproveitáveis em outras linhas de produção.  Empreendedores individuais terão de planejar suas ações utilizando as sobras destes investimentos errôneos, e baseando-se nas preferências dos consumidores e nos seus próprios prognósticos em face da incerteza.  Estes bens de capital "ociosos" não estão ociosos de maneira alguma; eles estão, isto sim, sendo poupados durante este período de reajustamento estrutural.

Durante este período de reajustamento, a redistribuição de riqueza por meio de gastos governamentais pode empregar estes recursos considerados ociosos.  A estrutura de produção pode se ajustar ao redor das várias e novas linhas de produção ressuscitadas ou financiadas pelo governo.  Entretanto, o formato dessa estrutura de produção será inferior àquela que teria se desenvolvido sem a interferência do governo.  Logo, ainda assim haverá uma perda líquida para a economia.

Governo: a grande força desequilibradora

Os gastos governamentais não são uma maneira de se aprimorar a eficiência do mercado; tampouco são um método para se empregar recursos supostamente ociosos.  O resultado dos gastos governamentais são as oportunidades perdidas, aquelas que poderiam ter ocorrido, mas que não puderam ser concretizadas.  O custo é o ganho de riqueza que teria ocorrido caso estes recursos pudessem ter sido alocados pelo mercado menos o produto do gasto governamental.  Pode-se facilmente concluir que a noção de que estímulos fiscais contracíclicos são positivos para a economia é altamente duvidosa, e que uma melhor alternativa seria permitir que os indivíduos atuando no livre mercado economizassem e alocassem os bens de acordo com sua escala de valores.

Esse argumento não pressupõe que os indivíduos atuando no livre mercado atinjam o "grau ótimo" de alocação, ou que o mercado seja absolutamente eficiente.  Pode haver casos em que um indivíduo irá fazer um investimento errôneo, fazendo com que o capital investido seja consumido sem nenhuma produção de riqueza.  Esses casos, entretanto, não chancelam os gastos governamentais.  Em uma escala macroeconômica, existem tendências e forças, criadas pelos indivíduos que agem na sociedade, que recompensam aqueles que investem bem e punem aqueles que investem mal.  Este tipo de tendência distribucional não afeta os gastos governamentais, pois o governo necessariamente opera fora do escopa das forças coordenativas do mercado — o estado não está restringido a uma dada quantia de receitas; tampouco ele reage a lucros e prejuízos.  Portanto, não há medidas corretivas que possam fazer com que os gastos do governo estejam de acordo com as preferências dos consumidores.

O governo, de fato, é uma enorme força desequilibradora que atua sobre o mercado.  Ele forçosamente redistribui bens econômicos, retirando-os de um processo de economização e alocação racional para investi-los na consecução de fins menos importantes ou menos preferidos.  Em outras palavras, ele distorce o contínuo processo de coordenação feito pelo livre mercado.

No geral, podemos concluir com segurança que os gastos governamentais causam mais danos do que benefícios; eles redistribuem os meios de produção, alocando-os para a consecução de fins considerados inferiores pelos próprios indivíduos que formam a mesma sociedade que o governo está supostamente tentando melhorar.

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Leia também: Os quatro tipos de austeridade — por que o governo cortar gastos é positivo para a economia


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SOBRE O AUTOR

Jonathan Finegold Catalán
mora em San Diego e estuda economia e ciência política.


A meu ver, essa "desregulamentação" estatal sobre a terceirização não passa de uma intervenção, de feição "liberal", que não implicará nos efeitos desejados e previstos.

Basicamente, pelo que eu entendi, a intenção do governo é gerar mais empregos que de fato paguem salários realmente vinculados à riqueza produzida pelo empregado. Com isso, busca se mover a economia, através de poupanças, maior capital do empregador para investimento e consumo real dos empregados. Desse modo, o Estado pode arrecadar mais, pois, na análise de Smith que é complementanda pelo autor do artigo, a especialização (terceirização) gera riqueza e prosperidade. Fugindo, portanto, do ideal keynesiano de que quanto maior o consumo de quem produz maior o progresso, negligenciando a possível artificialidade dessa troca.

Minha objeção consiste em afirmar que a regulamentação do modo que foi feita não é benéfica para o Estado, logo, como tudo no Brasil, querendo ou não, está ligado à esse ente, não torna se benéfica ao indivíduo.

Primeiro, pelo fato de que, as empresas que contratam outras empresas terceirizadas podem ter um elo empregatício direito com os empregados dessa última. Nessa perspectiva, caso uma terceirizada, receba os repasses do contratante, porém não esteja pagando os benéfícios/ salários dos seus empregados em dia, sob alegações diversas, iniciará se um processo judicial entre a empresa contratada e o contrante para solucionar esse caso, haja vista que é do interesse do terceirizado receber o que lhe é devido. Consequentemente, o tempo depreendido, os custos humanos e financeiros são extremamente onerosos para a empresa contratante, de modo que, sua produtividade e poder de concorrencia no mercado é reduzida. Ou seja, a continuidade do desrespeito aos contratos firmados e a morosidade da Justiça, práticas comuns no país, muitas vezes, anulam a ação estatal que visa gerar mais empregos e melhorar a produtividade das empresas. O que afeta principalmente os empreeendedores com um capital menor e que operam em mercados menos regulados. Logo, busca se intervir para corrigir um problema, sendo que o corolário dessa nova intervenção é exaurido por uma ação feita anteriormente

Outro ponto pouco abordado por vocês é que as terceirizações beneficiam também os empresários oriundos de reservas de mercado. Logo, uma ação estatal que, a posteriori privilegia os amigos dos políticos, não pode implicar nas consequências previstas a priori. Isso porque, a possibilidade contratação de terceirizados a partir de salários menores do que de fato seriam em um contexto natural/equilibrado torna se muito mais viável para os corporativistias, pelo simples fato de que seus acordos com agências e orgãos públicos influenciam também nas decisões judiciárias que envolvem a sua empresa e a empresa terceirizada. Desse modo, o megaempresário contrata a empresa terceirizada e estabelece um acordo onde há um repasse menor da grande empresa para a terceirizada e, na sequência, apenas uma parte muito pequena, não correspondente ao valor gerado, desse repasse para a empresa terceirizada é convertida em salários para os terceirizados, onde a empresa terceirizada acaba lucrando mais, ao ter menos gastos. Portanto, um terceirizado que trabalha para uma empresas monopolística (no sentido austríaco) possui maiores chances de ser ludibriado e não lhe resta muitas opções de mudança de nicho, haja vista que infelizmente inúmeros setores do mercado brasileiro sofrem regulação e intervenção constante do governo.

No mais, ótimo artigo.
Gustavo, os Dinamarqueses podem usufruir desse tipo de assistencialismo, justamente porque o mercado deles é produtivo.

O mercado deles é produtivo como consequência da LIBERDADE DO MESMO, como o próprio artigo aponta.

Lá não existe salario mínimo, o imposto sobre o consumo é baixo, assim como o imposto sob pessoa jurídica.
No máximo, o imposto de renda é alto, mas eles tem uma moeda forte e estável, um lugar livre pra se empreender e contratar alguém(não existe nem salário minimo lá!).

Defender o modelo Dinamarques na situação Brasileira demonstra toda a ignorância básica em economia, nosso mercado fechado produz pouco pra aguentar um estado desse tamanho. Ainda sim, o estado da Dinamarca é menor que o Brasileiro, nunca ouvi falar sobre lá ter quase 40 ministérios, nunca ouvi falar lá sobre a existência de Agencias Reguladoras em todos os setores do Mercado, nunca ouvi falar lá sobre a existência de centenas de estatais!

E mais, a crise Sueca dos anos 80 justamente explica isso, o Welfare explodindo nessa época acabou ''sufocando'' o mercado, deixando-os em uma crise enorme de déficits astronomicos.
Qual foi a solução?

Austeridade e Livre-Mercado, na década de 90 a suécia voltou a crescer fortemente, uma reforma radical de corte de gastos e liberdade de mercado, no fim das década de 80 e começo da 90, permitiu que a Suécia saísse da crise causada pelo Welfare.

Mas por fim, você acha justo tirar o dinheiro das pessoas a força pra sustentar tudo isso para os que não querem trabalhar?

Antes de qualquer boa consequência, analise a ética e a moral.
É como querer defender o homicídio, dizendo que isso amenizara a escassez na terra no futuro. Não interessa, homicídio de inocentes é errado, é irrelevante as boas ou ruins consequências que o crime pode trazer.

E mais, Noruega já esta retirando dinheiro do seu fundo, mais uma vez veremos mais uma crise em alguns escandinavos, o peso do estado não dura muito, por mais produtivo que um mercado seja. É economicamente impossível, a empiria da ciência economica prova isso!

O texto apenas demonstra que o sistema capitalista, ainda mais a forma liberal, é totalmente ineficiente.

Senão vejamos,

1: hoje já não é proibido nenhuma empresa ter seus laboratórios e certificados de qualidade internos ou externos, inclusive no Brasil existe a certificação "Certified Humane Brasil é o representante na América do Sul da Humane Farm Animal Care (HFAC), a principal organização internacional sem fins lucrativos de certificação voltada para a melhoria da vida das criações animais na produção de alimentos, do nascimento até o abate"; (não necessita liberalismo para isso), inclusive a Korin agropecuária é certificada por essa empresa, entre tantas outras.

2: Não é proibido nenhuma instituição avaliar a qualidade dos produtos e denunciar caso seja de péssima abaixo do esperado; (não necessita liberalismo para isso também)

3: No liberalismo estas mesmas instituições que avaliariam a qualidade ou emitiriam certificados poderiam ser construídas justamente para os objetivos do bloco gigante de algum ramo, como por exemplo carne, tendo esse poder eles também teriam o poder de patrocinar jornais e revistas para desmentir qualquer empresa de certificados privados concorrente e pronto, num mundo globalizado quem não aparece não é visto. O lucro dos grandes blocos estaria garantido... num capitalismo sem regulação estatal quem iria impedir isso? Da mesma forma que a "Certificadora" do grande grupo poderia difamar as carnes de um grupo concorrente.

claro, se não existissem grupos, talvez até funcionaria, porém pq não criar grupos para ter maior vulto de recursos para maior propaganda e maior lucro? Justamente. Apenas prova objetivo maior - lucro - é o motor para irregularidades, seja de agente público ou privado.

aguardando respostas...

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Fernando Chiocca  27/06/2011 19:03
    Esta é mais um artigo que vale mais do que 4 anos numa faculdade de "economia"...
  • André Poffo  27/06/2011 19:26
    Pensei exatamente a mesma coisa.
  • Marcos Campos  13/11/2012 12:26
    Pensei o mesmo. Tenho aprendido mais sobre economia aqui no Mises do que todas as aulas de economia no curso de ADM.
  • Getulio Malveira  27/06/2011 19:27
    Grande artigo!!!
  • Gran DBabu  28/06/2011 08:11
    Mais um ponto sobre a mão-de-obra ociosa: Eu costumo dizer que arrumar trabalho é fácil, difícil é arrumar emprego!

    Fato é que, numa recessão as pessoas ficam desempregadas por seus salários serem mais altos do que seu trabalho está valendo, no momento. Porém, se fosse possível contratar pessoas por salários abaixo do Salário-Mínimo (ou seja, se isso não existisse), algumas funções seriam ressucitadas no momento: aprendizes de sapateiros, gente para limpar lojas, etc, etc... Pense na sua casa e diga se por "suficientemente pouco dinheiro" não contrataria alguém para lavar seu carro, passar a roupa, varrer, vigiar, cuidar das crianças, enfim.

    Essa é uma característica das mão-de-obra que não pode ser desprezada. Humanos somos versáteis! E temos custos mesmos quando não utilizados, o que nos incentiva a tentar trabalhar para nos bancar. Um equipamento exótico e específico pode não ter outro uso, mas não a mão-de-obra. Se o preço pago for o bastante para "rolar a dívida" (pagar as necessidades básicas), deveríamos aceitar trabalhar.

    Infelizmente, até pra vender picolé na praia, aqui no Rio, precisa-se de licença da prefeitura... quem menos pode acaba sofrendo com isso, pra não atrapalhar a mordomia dos turistas...
  • mcmoraes  28/06/2011 09:24
    @Gran DBabu: "...Eu costumo dizer que arrumar trabalho é fácil, difícil é arrumar emprego!..."

    Essa me fez lembrar de um texto do Leandro Roque.
  • Raphael Auto  28/06/2011 16:04
    Eu ouvi falar sobre um economista polonês chamado Oskar Lange que teria dito ser possível fazer o cálculo econômico em sociedades de não livre-mercado. Acho que Mises cita ele no seu livro as seis lições. Não tenho muito entendimento nesse assunto, então, pergunto: vocês sabem se as idéias de Lange tinham algum fundamento?\r
    \r
    Obg.
  • Leandro  28/06/2011 19:55
    Prezado Raphael, a ideia de Lange era apenas mais uma que tentava trazer alguma racionalidade ao socialismo.

    Todo o modelo de Lange se baseava em um mundo estático, um mundo em que não havia empreendedorismo. E era sobre esse modelo de mundo que ele dizia que era possível um comitê central fazer os cálculos de todos os preços da economia.

    Nesse modelo, a economia sempre estaria em um equilíbrio geral estático, onde todos os "dados" -- escalas de valores, tecnologias alternativas e todos os recursos -- são conhecidos por todos, assim como os custos, que além de serem conhecidos, sempre seriam iguais aos preços.

    Lange dizia que o comitê de planejamento socialista estaria em melhor posição para fazer cálculos do que os próprios mercados capitalistas, dado que os planejadores socialistas podem assegurar a "concorrência perfeita", pois sabem exatamente que preços devem ser atribuídos a tudo.

    Há outros detalhes também, mas não preciso me alongar neles para mostrar o quão absurda é a teoria de Lange. Aliás, a própria realidade do mundo já se encarregou de demolir essa teoria -- de que o socialismo pode funcionar -- repetidas vezes.

    Grande abraço!
  • Noemi Longara  13/11/2012 06:22
    Tudo isso é muito bonito... Mas como que vamos ter estradas passando pela área mais pobre do sertão nordestino sem o governo para construí-las? Não há muita riqueza sendo produzida lá, somente pessoas passando fome e tentando extrair o sustento da terra seca... vocês por acaso não poderiam supor que essa gente teria recursos para construir a estrada que, por outro lado, poderia ser o estopim do desenvolvimento da região....
  • Luis Almeida  13/11/2012 08:13
    Prezada Noemi, veja a sua contradição: primeiro você fala que ninguém teria interesse em construir estradas em determinadas regiões. Ok. Mas depois você fala que tais estradas poderiam ser o estompim para o desenvolvimento de tais regiões....

    Ora, você acabou de afirmar que empreendedores não são gananciosos e odeiam o lucro. Se a construção de tais estradas de fato puder gerar desenvolvimento, vários empreendedores irão se aglomerar para construí-las e então lucrar futuramente com o desenvolvimento destas regiões. Onde há desenvolvimento, há grandes lucros a serem auferidos.

    Afinal, capitalistas são gananciosos e gostam de lucros ou não? Se você acha que sim, então você não mais precisa se preocupar com "quem construirá as estradas". Falta só negociar agora com o governo, que é o dono das terras e detém o monopólio da construção de rodovias. (Se você quiser sair construindo rodovias em um ato de pura benevolência, será presa pelo estado).

    Artigos recomendados:

    Como as obras públicas subtraem riqueza da população
    O problema dos subsídios aos investimentos públicos
  • Rene  13/11/2012 08:20
    Esta aí nunca deve ter saído da cidade grande. Mesmo em cháracas pobres e afastadas da cidade são abertas estradas para levar as pessoas até as suas casas, de acordo com a necessidade do morador. Um sítio simples vai ter uma estrada simples, até porque a estrada não vai ser usada com tanta frequência. Se é uma fazenda grande, com alta produção de bens, o próprio proprietário vai se preocupar em reformar a estrada para escoar a produção, já que uma estrada precária pode causar prejuízos em períodos prolongados de chuvas, por exemplo. Na situação apresentada, a região é pobre porque é seca e porque não possui outros meios de produzir bens de consumo além da agricultura. Por que cargas d'água construir uma estrada pavimentada em um lugar como este? Quanto tempo a estrada vai ficar ociosa até eles conseguirem acumular capital para se desenvolver, ainda mais com a carga tributária altíssima e todos os empecilhos ao empreendedorismo no Brasil? Dê uma pequisada em como a Transamazônica beneficiou a vida das pessoas que vivem perto dela e volte aqui para comentar.
  • Evandro  14/11/2012 21:14
    Caro Rene,
    Nâo concordo muito com você. A transamazônica foi um projeto abandonado pela metade. Desde a decada de 70, inúmeras famílias migraram para os grandes centros da região amazônica, em busca de oportunidade e/ou educação para os filhos, muitas vezes enchendo as periferias das capitais trazendo consigo todas as mazelas desse êxodo. A região é considerada colonial, exportadora de produtos primários, sem industrialização e a grande maioria da população brasileira sequer sabe aonde começa a Rodovia Transamazônica. Desafio todos a responderem. Sem os investimentos públicos para as regiões menos exploradas, o que seria dessas pessoas? Até porque, historicamente, no Brasil, só se investiu (dinheiro publico, na cana de açucar, no café, nas minas) na região sudeste. Alguém tem que investir na periferia, ou pelo menos incentivar o capital privado a fazê-lo, seja por "desenvolvimento equilibrado" ou "desequilibrado". Muitos dos habitantes da transamazonica abandanoram a região por nao ter como escoar a sua pequena produção. Alguém tem que investir aonde o capital não garante lucro, para haver investimento privado em um segundo momento. Ou entao deveriamos todos ir mmorar em Sao Paulo. (que sempre investiu os recursos de todo o territorio nacional em beneficio proprio.
  • Leandro  15/11/2012 00:00
    "Desafio todos a responderem. Sem os investimentos públicos para as regiões menos exploradas, o que seria dessas pessoas?"

    Pergunta sem sentido, pois obras de infraestrutura são monopólios estatais. Mesmo se você considerasse ser lucrativo abrir uma estrada para a Amazônia, você não poderia. O governo não deixa (a menos, é claro, que você estivesse disposto a pagar altas propinas, o que poderia comprometer totalmente o retorno do seu investimento).

    Logo, essa sua pergunta não passa de um mero jogo de imaginação -- muito embora seja extremamente fantasioso crer (e é a isso que você parece estar aludindo) que, não fosse o estado, até hoje o pessoal de Manaus estaria sem estradas... Será que nenhum empreendedor, em um genuíno livre mercado, atentaria para o enorme potencial turístico/científico daquela região?

    Você escolheu mal seu desafio.
  • Evandro  16/11/2012 22:06
    Caro Leandro
    Desculpas pela confusão que causei. O desafio seria saber aonde começa a Transamazônica, já que ela era assunto da dscussão. Mas continuando, sim, o pessoal de Manaus tem pouquíssimas estradas, muitas em território indígenas aonde o acesso é limitdo ao dia, só quem entra a noite é o Exército e PF, no Acre então, só existe uma rodovia federal. O estado do Amazonas brigou muito para continuar a zona franca, se não, as industriasde lá, iriam migrar em procura de benefícios fiscais em outros estados. A amzônia inteira tem potencial turístico, e sempre teve, mas não é explorado, então dizer que aqui tem potencial e que os investidores vão simplesmente chegar e proporcionar investimento e desenvolvimento econômico, não me parece ser a realidade de nosso país.
    Não quero causar polêmica, nem sou adepto de nenhuma corrente de pensamento, acredito que a solução seria a redução do Estado. Só estou tentando entender a escola austríaca. Mas não consigo entender, como a ausencia de estado numa economia de concorrência perfeita (que não é real)poderia funcionar numa sociedade aonde a informação não é livre e a concorrência imperfeita é a realidade.
    Nã quero discutir, prefiro que vc me mostre os fundamentos teóricos, bibliografia, que estou procurando, pois gostei de alguns textos da escola austríaca, mas não estou conseguindo casar com a realidade.
  • Leandro  17/11/2012 15:09
    Prezado Evandro,

    Apenas para esclarecer dois pontos:

    1) A Escola Austríaca é uma ciência sem juízo de valor. Logo, ela, por si só, não diz que "o estado deve ser reduzido ou extinto". Ela apenas se limita a explicar as consequências de cada política econômica adotada, dizendo o que vai acontecer e explicando por que vai acontecer. Se a conclusão é que o estado deve ser reduzido ou abolido, isso vai da interpretação de cada um. A EA, por si só, não palpita quanto a isso. Isso já é o campo da filosofia libertária.

    2) Não existe concorrência perfeita, e os adeptos desta teoria estão à esquerda de Marx.

    Abraços!
  • TL  15/11/2012 06:39
    Prezado Evandro.

    "A região é considerada colonial, exportadora de produtos primários, sem industrialização..."

    Eu também acreditava nessa falácia, que somente existe prosperidade em locais industrializados (manufatura) e que fomentam o desenvolvimento tecnológico (parques tecnológicos, ….). [agradecimentos ao Instituto Mises Brasil].

    Uma região pode ter alto padrão de vida produzindo produtos primários. Essas regiões não são pobres pela ausência do estado, mas sim pela ausência de poupança e capital (produtividade).

    Não acredita? Veja, por exemplo, algumas as cidades do Mato Grosso: Lucas do Rio Verde e Sorriso. Basicamente as atividades econômicas da região estão associados a produção: soja, milho, algodão, gado e madeira. Entretanto ao visitar essas cidades você não observa miséria, bem pelo contrário, somente observa prosperidade.

    Enquanto os consumidores demandarem produtos que utilizam esses bens primários, somente existem motivos para fomentar o aumento de produtividade desses setores. Veja: a miséria não depende do tipo de produto, mas sim pela demanda desses produtos e pela produtividade.
  • Valentim Pizzoni  13/11/2012 08:37
    Realmente, construir umas estrada em um lugar onde não tem mercado consumidor ou produtos e serviços para serem ofertados vai mudar a região. Do nada aparecerão os bens e serviços e todo mundo vai ficar rico! Graças claro a intervenção dos sábios do governo! Não tenho inveja do trabalho do Leandro sempre apontando as mesmas falácias econômicas... Não, tirar dinheiro a força de alguns para construir algo que outros não podem pagar não cria desenvolvimento!
  • Emerson Luis, um Psicologo  25/11/2013 13:30
    Noemi:

    Caso a região fosse tão ruim que ninguém mesmo se interessasse em investir lá, as intervenções governamentais só serviriam para manter seus habitantes em um estado de miséria e dependência.

    Ou seja: SE a região tiver um potencial razoável, ENTÃO investidores surgiriam; mas SE a região não tiver nenhum potencial, ENTÃO o melhor para essas pessoas é se mudar para lugares melhores e trabalhar em vez de depender de assistencialismo.

    Mesmo que as intervenções governamentais pudessem ser tão boas quanto a iniciativa privada, elas teriam o efeito prejudicial de infantilizar as pessoas e amortecer o seu senso de responsabilidade e iniciativa.

    * * *
  • Bright  13/11/2012 16:38
    Quando uma teoria é complicada demais, normalmente, é porque ela é falsa.

    É impressionante como o mises (e o liberalismo em geral) explica tão bem o funcionamento do mercado, de forma que qualquer pessoa com mais de dois neurônios possa captar a mensagem.

    Vida longa ao site.
  • Inacio Mota  14/11/2012 05:45
    Desculpem sequestrar a thread, mas mais um golpe no nosso bolso está sendo gestado:

    g1.globo.com/economia/noticia/2012/11/operadoras-investem-em-sistema-para-barrar-celular-pirata-no-pais.html

    Comentei sobre essa notícia aqui:

    br-linux.org/2012/operadoras-querem-impedir-funcionamento-de-celulares-nao-homologados-no-brasil/comment-page-2/#comment-163549

    Se puderem auxiliar a divulgar mais essa imbecilidade do Estado Brasileiro, agradeço.
  • Anarcofóbico  21/11/2013 14:29
    Parece que a Alemanha abriu seus olhos para uma necessidade importantíssima!!

    Merkel diz que Alemanha introduzirá salário mínimo nacional
  • Andre  21/11/2013 23:33
    Opa, a democracia está começando à destruir a Alemanha, de novo.
  • misael  21/11/2013 14:37
    Agradeço imensamente ao Instituto Mises pela sua existência e consequente produção e distribuição do saber tendo como base lógica e filosófica a Escola Austríaca.
    "COORDENANDO a ESCASSEZ de boas e claras leituras em relação ao tema; economia,encontrei minha PREFERÊNCIA: www.mises.org.br "
    Minha vida com certeza mudou para melhor depois de conhecê-lo!
    Grande abraço e vida longa a todos que fazem o Instituto Mises!
  • Moderador  21/11/2013 14:46
    Agradecemos suas gentis palavras, prezado misael. Grande abraço!
  • Henrique  21/11/2013 19:06
    Pessoal, quando vamos ter um artigo específico sobre as leis trabalhistas brasileiras e o risco que o empregador corre ao dar emprego a alguém?

    Olhem que julgamento esdrúxulo do Tribunal Superior do Trabalho: a gestante se recusa a ir trabalhar e o empregador, mesmo assim, tem que pagar seu salário até 5 meses após o parto

    RECURSO DE REVISTA - GESTANTE - RECUSA DE RETORNO AO EMPREGO EM
    AUDIÊNCIA - DIREITO À INDENIZAÇÃO A jurisprudência desta Corte firmou-se no
    sentido de que a recusa de retorno ao trabalho não induz à renúncia à
    estabilidade, sendo devido o pagamento da indenização substitutiva. Recurso de
    Revista conhecido e provido.


  • Magalhães  21/11/2013 19:17
    Sobre as leis trabalhistas seria necessário um catálogo, pois não caberia em um artigo. Mas há esse aqui que ilustra os encargos sociais e trabalhistas.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1654
  • Pedro  21/11/2013 23:19
    As generalizações... Sempre elas hehehehehe
  • Julio Heitor  22/11/2013 10:37
    Pedro,

    ao invés de simplesmente alegar que o texto lança mão de generalizações, porque você não tenta contra-argumentar ao menos uma afirmação que voce considera "generalização"?

    Não é vergonha nenhuma não saber a teoria econômica. O que é vergonhoso é achar que sabe de economia e vir aqui no site falar asneiras como se fosse o dono da verdade.

    Abraços!
  • Pedro  22/11/2013 15:20
    Prezado Julio,

    Eu concordo com grande parte do artigo, porém isto não me cega para o fato de que é uma generalização.

    Já que você quer uma afirmação que eu considero generalização, basta ler o título do artigo. Maior generalização não existe. A não ser que você acredite mesmo que 100% dos gastos governamentais sejam realmente ruins. Desta forma, qualquer coisa que eu alegue para fazer um contraponto será imediatamente rejeitada por ti.

    A maior vergonha não é desconhecer economia, mas tornar uma teoria econômica numa cruzada religiosa, como muitos tentam fazer.

    Aqui neste espaço, apesar de excelente, muitos são tão utópicos quanto os socialistas.

    Grande abraço.
  • Altamir  22/11/2013 16:13
    Prezado Pedro, todo o artigo se encarrega de explicar em detalhes a "generalização" do título. Se você tivesse lido o artigo teria ao menos entendido isso.

    Parodiando a você mesmo, não há vergonha maior do que comentar algo que não foi lido e fazer colocações vazias e triviais como contraponto àquilo que não leu.

    Agora, por gentileza, utilizando-de da mesma didática do artigo, explique quais gastos do governo são bons para a economia. Apresente argumentos detalhados.
  • Felipe  25/11/2013 19:40
    Eis aqui um artigo de viés keynesiano, que poderia ser bem discutido pelos austríacos:

    www.project-syndicate.org/commentary/robert-skidelsky-explains-why-post-2008-economic-policy-has-so-often-missed-the-mark


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