O que explica a metanfetamina cristal?
por , terça-feira, 14 de junho de 2011

versão para impressão


N. do T.: Notícias recentes indicam que a versão cristal da metanfetamina já chegou ao Brasil.  Dentre os efeitos causados por essa droga estão arritmias cardíacas, insônia, irritabilidade e agitação nervosa.  Pode-se também observar dor abdominal, náuseas, vômito, diarréia, anorexia, perda de peso, constipação, diminuição da função sexual, alterações na libido, disfunção erétil, fraqueza, cefaléia, hiperidrose, taquicardia, visão turva, tonturas, infecção urinária e secura na boca.  Em casos mais raros, também se observa um estado mental alterado, enfarte do miocárdio, dermatite alérgica, exantema, ansiedade, cardiomiopatia, acidente vascular encefálico (AVE), dor no peito, depressão, febre, hipertensão, alterações de humor e psicose.

Como uma droga tão destruidora consegue encontrar adeptos?  A economia explica.

________________________________________________________

strawberry-meth.jpgA maioria das pessoas jamais viu a metanfetamina vendida como droga, conhecida como cristal; fala-se muito no noticiário, mas quantas pessoas de fato conhecem alguém que é usuário de metanfetamina? 

A droga atende por vários nomes: metil anfetamina, N-metil-anfetamina, desoxiefedrina, metodona de cristal ou simplesmente 'met'.  Independentemente de como seja chamada, a metanfetamina é simplesmente uma das mais perigosas e viciosas drogas existentes no mercado negro atual.

A metanfetamina existe desde 1893 e, atualmente, é permitida por várias agências governamentais para o tratamento da obesidade e do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).  Como se pode explicar seu recente surto de popularidade como droga recreativa?  Por que um indivíduo escolheria utilizar uma droga que é amplamente conhecida — até mesmo por seus usuários — por ser uma das drogas mais perigosas e difíceis de ser abandonadas dentre todas as drogas ilegais?  Pode ser algo surpreendente para alguns leitores, mas a ciência econômica pode fornecer a melhor resposta para essas perguntas desnorteantes.  Porém, antes de entendermos a economia por trás das decisões individuais de se utilizar o cristal, precisamos antes nos certificar de que já fomos apropriadamente apresentados a essa droga e aos seus usuários.

Pode parecer estranho o fato de a mesma substância química utilizada na forma de tabletes por milhões de soldados nazistas (por falar em Blitzkrieg...) possa ser também uma droga de rua tão popular.   O motivo de ela ser utilizada "recreativamente" é que, altas doses, ela produz uma reação de euforia que inclui um aumento da vivacidade e da sensação de alerta, um aumento da energia, da autoestima e até mesmo do apetite sexual — sendo que tudo isso pode durar até 12 horas.  Dentre os inevitáveis efeitos colaterais do pós-efeito estão a fadiga e a depressão.  Não surpreendentemente, a droga também é considerada altamente viciante.

Para evitar esses sintomas da abstinência, alguns usuários se entregam a farras em que consomem a droga por dias ou até semanas seguidos.  Isso, entretanto, apenas faz com que o período de abstinência que virá depois seja ainda maior e mais doloroso.  Usuários antigos podem sofrer danos fisiológicos, psicológicos e neurológicos que perduram até muito tempo após o fim do período de abstinência.  Os efeitos de longo prazo também incluem depressão, suicídio e ataques cardíacos.  Uma descrição completa da droga e de seus efeitos pode ser encontrada aqui.

Um efeito particularmente doloroso e debilitante do uso de longo prazo do cristal é conhecido como "boca de metanfetamina" (meth mouth).  Essa condição envolve a degradação dos dentes e gengivas do usuário.  O uso prolongado pode resultar na descoloração e perda prematura dos dentes.  Eles se tornam desfigurados e desgastados, assumindo um aspecto mórbido de "dentes moídos".  Os nervos ficam expostos.  As gengivas do usuário também assumem um aspecto mórbido, apresentando frequente sangramento, o que acelera a perda dos dentes.  Especula-se que esse aspecto bucal seja resultado de uma higiene ruim e de uma dieta pobre combinadas com os efeitos da droga (o fenômeno da boca seca gerado pela droga) e com o desgaste dental autoinfligido pelo usuário.  Em casos severos, o estrago é irreversível.  O resultado não é nada bonito. (Clique aqui se tiver estômago).

O número total de usuários de cristal é relativamente pequeno; entretanto, nos EUA, pessoas que trabalham em centros de reabilitação, prontos-socorros e necrotérios são obrigadas a lidar com essa droga incrivelmente devastadora — ou com suas vítimas — diariamente. 

Essa breve introdução à metanfetamina em sua versão cristal, e de como ela funciona, foi necessária para garantir que todos nós estejamos integrados no assunto em questão e entendamos perfeitamente com que tipo de droga estamos lidando.  Estou certo de que o leitor pode agora concordar com legisladores, policiais, especialistas em saúde pública, defensores da legalização das drogas e antigos usuários quando eles dizem que, em termos de potencial destrutivo, nem todas as drogas são criadas iguais, e a metanfetamina pertence a uma classe única.

A pergunta é: sabendo-se que ela é tão perigosa e destrutiva, por que a metanfetamina cristal é tão popular?

Figure1.jpg

A deterioração de uma usuária de metanfetamina ao longo de um período de 10 anos

As respostas mais comumente dadas estão relacionadas a tecnologia, fisiologia e psicologia.  Tecnologicamente, o cristal é fácil de ser fabricado: pode-se utilizar equipamentos de produção simples, uma receita acessível gratuitamente na internet, e ingredientes disponíveis na farmácia da esquina.  A baixa exigência tecnológica para a produção de cristal resultou na criação de vários laboratórios amadores e profissionais ao redor do mundo.  Um estudo publicado em 2007 descobriu que "A síndrome de abstinência de metanfetamina gera depressões mais prolongadas e severas que a abstinência de cocaína, de modo que os pacientes com abstinência devem ser monitorados de perto, pois apresentam propensão ao suicídio".  Psicologicamente, a metanfetamina fornece a euforia que tantas pessoas almejam.

Isso tudo é verdade, mas não explica a popularidade de um produto tão pernicioso e perigoso.  Vendedores de drogas, consumidores de drogas e até mesmo viciados em drogas sempre foram conhecidos por ser um grupo "racional" — sim, racional, mas continue me acompanhando.  Eles reagem a mudanças de preços; eles reagem a diferenciais de qualidade e a mudanças na qualidade.  Eles também reagem — racionalmente — a mudanças no risco.  Logo, se os usuários de drogas selecionam sua droga favorita por meio de um processo racional de tomada de decisão, o que explica essa "marcha ao fundo do poço" e a ascensão da metanfetamina no mercado de drogas ilegais?

A resposta está no preço.  O cristal é conhecido como a cocaína do pobre.  Tanto a cocaína quanto a metanfetamina são estimulantes, portanto é razoável supor que ambas atraem o mesmo subconjunto de usuários de drogas.  Nos EUA, durante o apogeu da cocaína, a metanfetamina estava praticamente extinta no mercado ilegal. 

Porém, tudo isso mudou com a "Guerra às Drogas" intensificada por Ronald Reagan, a qual foi bastante eficaz em elevar os preços das drogas ilegais ao impor maiores riscos — logo, maiores custos — à produção, à distribuição e ao consumo.  O choque inicial dessa guerra às drogas fez com que os agentes do mercado negro refizessem suas planilhas de cálculo: eles agora tinham de reduzir seus riscos e seus custos.  Dentre os novos produtos que eles criaram em reação a essa nova realidade do mercado, podemos citar, além da metanfetamina cristal, o crack e um tipo de maconha altamente potente.

4mz4a4dr.jpg

Como havia prometido, a ciência econômica fornece a melhor explicação para o surto de popularidade da metanfetamina, não obstante o desproporcional perigo do seu uso.  A intensificação das leis de combate às drogas, o maior rigor na sua aplicação e um aumento nas punições levaram a um aumento nos preços e a uma redução da oferta das drogas recreativas favoritas, como a maconha e a cocaína.  Preços altos e escassezes periódicas fizeram com que traficantes e consumidores tivessem de encontrar substitutos — bens sucedâneos que poderiam produzir resultados similares, porém a custos menores.

O flagelo trazido pelo cristal é mais um exemplo do "efeito autoridade" — ou daquilo que tem sido chamado de "lei de ferro da proibição".  Sempre que o governo decreta uma proibição, aumenta a coerção ou aumenta as punições sobre o comércio de um bem como álcool ou drogas, tal medida inevitavelmente resulta na substituição destes bens por drogas mais adulteradas, mais potentes, mais perigosas e mais perniciosas.

No caso da metanfetamina cristal, as autoridades americanas já tentaram restringir a oferta dos ingredientes básicos, os quais são ingredientes comuns de remédios para gripes.  Elas determinaram que tais remédios fossem vendidos em farmácias apenas pelo farmacêutico, atrás do balcão, e com estoque limitado para apenas um mês.  Mais recentemente, alguns estados americanos determinaram que esses compradores de remédios para gripes fossem rastreados eletronicamente.  A intenção era impedir que comprassem em várias farmácias ao mesmo tempo.

Como resposta, os produtores de cristal recrutaram um número ainda maior de intermediários, dentre os quais amigos, parentes, alunos de faculdades, e até mesmo crianças e mendigos.  Esses recrutas compram remédios para gripe e os revendem para os laboratórios clandestinos com uma margem de lucro que chega a 500%.  Uma reportagem da Associated Press mostra que milhares de pessoas estão sendo atraídas para esse comércio.  "As autoridades foram surpreendidas", disse o sargento Tom Murley, de St. Louis.  "Pessoas que normalmente não iriam contra a lei agora estão dispostas a fazê-lo porque acham que é um bom negócio, e também por causa do estado ruim da economia".

Felizmente, além de respostas e explicações, a ciência econômica também pode nos mostrar a porta de saída dessa antiga tendência já velha de décadas — a tendência de se criar drogas cada vez mais potentes e perigosas.  Afinal, uma determinada fatia da sociedade sempre irá, independentemente de restrições e imposições de leis, optar por usar drogas.  Menos coerção e punições menores iriam reduzir o preço da maconha e reduzir a demanda por cristal, direcionando essa demanda novamente para a maconha, uma droga que tem poucos dos problemas associados ao cristal.


Mark Thornton um membro residente sênior do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, e é o editor da seção de críticas literárias do Quarterly Journal of Austrian Economics. Ele é o co-autor do livro Tariffs, Blockades, and Inflation: The Economics of the Civil War e editor de The Quotable Mises e The Bastiat Collection.

Tradução de Leandro Augusto Gomes Roque


128 comentários
128 comentários
Flavio Ortigao 14/06/2011 11:01:37

Esse artigo ERRA no basico, a FISIOLOGIA do abuso de drogas. Metamfetamina e cocaina sao duas drogas diferentes que produzem euforia atuando nos mecanismos cerebrais de recompenca, atraves de receptores DIFERENTES. Todos os receptores biologico, inclusive de drogas, mostram cinetica de SATURACAO, por essa mesma razao, viciados sempre procurarao novas drogas que sejam capazes de produzir os efeitos que procuram por outros caminhos. Sem duvida o preco tem a ver com a acessibilidade, mas a necessidade de se procurar outras dorgas, quando a rotina do uso, ja nao traz os efeitos procurados e determinada fisiologicamente. Uma analise economica das drogas, sem levar em consideracao a fisiologia do abuso, e' incompleta e parcial.

Responder
Leandro 14/06/2011 11:08:06

Ortigao, o artigo aborda sim a fisiologia. Leia com mais calma. Só que falar exclusivamente de fisiologia, sem levar em conta a realidade econômica do mercado das drogas, também é uma atitude pueril.

No mínimo, não há fisiologia que desafie leis econômicas. Afinal, como você próprio bem disse "viciados sempre procurarão novas drogas que sejam capazes de produzir os efeitos que procuram por outros caminhos."

E é aí que entra a economia, exatamente como o artigo abordou.

Responder
Flavio Ortigao 14/06/2011 11:43:30

Leandro, nao aborda nao. O autor quer provar sua tese, respondendo a pergunta, como essa droga tao perniciosa e' tao popular, com o preco. Isso, muito provavelmente, esta ERRADO. A droga e' popular por que os viciados em coca, precisam outras drogas para terem a mesma euforia que procuram. Isso vale tambem para crack, que apesar de ser a mesma droga que cocaina, tem uma cinetica diferente. Meu ponto e' que voces, e essa nao e' a primeira analise do tipo, erram quando pretendem uma analise sobre o VICIO, com as premissas do mercado (livre arbitreo). A economia do vicio, eu afirmo, e' difenrente dos produtos que pouco, ou nada, viciam. O mercado de banana, pao, nao responde as mesmas caracteristicas do tabaco, do alcool e das drogas viciantes. Todo produtor de cachaca, sabe que o mercado e resiliente as variacoes sezonais da economia.

Responder
Leandro 14/06/2011 11:51:05

A julgar pela sua lógica, Ortigao, se o cristal e o crack fossem 1.000 vezes mais caro que a cocaína, ainda assim vivenciariam uma enorme expansão, e a cocaína seria relegada ao esquecimento.

Veja o que você escreveu: "A droga e' popular por que os viciados em coca, precisam outras drogas para terem a mesma euforia que procuram. Isso vale tambem para crack, que apesar de ser a mesma droga que cocaina, tem uma cinetica diferente"

Ninguém discorda -- muito menos o texto -- da questão fisiológica. Mas apenas ela não explica novos modismos. O preço das coisas é um fator importantíssimo, e é isso que você parece se recusar a aceitar. No seu trecho acima, você desconsidera completamente o fator preço. Porém, se este for levado em conta, sua análise acima não se sustenta.

Nenhum modismo é duradouro se o preço daquilo for constantemente alto e cada vez maior. E isso vale para tudo. É uma lei econômica.

Responder
Ronaldo Leite 30/09/2013 19:02:37

Opa Leandro, então, porque os usuários de tabacco não buscam outras drogas com o aumento de preços trazido pelo aumento dos impostos? Sei que alguns podem ou não estar dispostos a aceitar o risco de drogas ilícitas, mas se o vício faz com que você se sature da mesma droga como diz o camarada acima e se o preço faz com que você procure drogas mais baratas, porque nenhuma dessas determinantes afeta o tabacco?

Responder
Leandro 30/09/2013 19:31:01

Não faço a mais mínima idéia do que você falou ou quis dizer. Não entendi a comparação entre tabaco (que é lícito e de venda ampla) e drogas pesadas (ilícitas e de venda proibida).

Se a idéia era dizer que tabaco é uma droga que faz as pessoas quererem avançar para drogas mais pesadas, eu mesmo sou uma prova viva de que tal raciocínio é totalmente ignóbil. Se a idéia era dizer que o aumento do preço do cigarro faz as pessoas migrarem para outras drogas mais baratas, isso é igualmente ilógico, pois, além de a nicotina nada ter a ver com mescalina, cocaína ou metanfetamina, o cigarro, mesmo tributado, é mais barato que essas drogas.

Por últimos, se o cigarro é de fato viciante, alguém precisa fazer um estudo de caso a meu respeito. Já fiz força, mas nunca consegui me viciar em nicotina. Fumo socialmente, e nunca senti a mais mínima falta de cigarro. Fico meses sem fumar e nem noto. É como mascar chiclete ou tomar Coca-Cola: sem alguém oferecer, aceito; se eu não encontrar em lugar nenhum, nem lembro que existe.

Responder
João 14/06/2011 12:15:52

Você realmente acha que o viciado procura drogas com os mesmos efeitos? Mesmo que os efeitos sejam diferentes, o sujeito vai querer mudar para uma droga mais barata quando a droga que ele está usando no momento fica muito cara. Ele está desesperado, precisa de algo para fazer o efeito da abstinência passar. Se a droga substituta tiver esse efeito, é óbvio que ele trocará a droga mais cara pela mais barata.
Há até sujeitos que fumam maconha e, na falta da maconha,decidem usar cocaína ou até mesmo crack. Parece bizarro, porque a maconha não tem um efeito tão intenso e não causa uma dependência tão grande quanto o da cocaína ou do crack, mas a dependência psicológica pode ser bastante intensa - o sujeito parece ter encontrado o Santo Graal do prazer, não sente vontade de fazer nada sem fumar um baseado antes.

Responder
anônimo 14/06/2011 17:52:37

"Há até sujeitos que fumam maconha e, na falta da maconha, decidem usar cocaína ou até mesmo crack." Discordo disso, vai contra qualquer conceito sobre o uso de drogas qualquer substância, lícita ou ilícita (seria como dizer que uma pessoa que tome aos fins de semana cerveja - teor alcoolico de 5% - iria passar a consumir absinto - 98% de álcool - só porque acabou cerveja no boteco).

O Flávio está sim correto, e posso assim o dizer, pois já fui usuário de drogas e posso afirmar que ele está em boa parte correto - óbvio que não completamente, não existe verdade completa.

Se os fatores de mercado dominassem o consumo das drogas, não haveria sentido no boom que anda ocorrendo no uso de ácido lisérgico, gama-hidroxibutirato e as atuais modas no Brasil: os derivados opióides. São drogas caras - o LSD, o mais barato de todos tem custo médio de 25 reais uma dose.

As leis comerciais têm sentido sobre produtos com efeitos similares (único caso no Brasil seria comparar a cocaína com o crack e o oxi. Buscando explicar o sucesso meteórico que este terceiro vem tendo sobre o país).

Por aqui fica meu comentario. Não me considero um entendedor.

Responder
Ricardo Santos 14/06/2011 11:06:58

" Afinal, uma determinada fatia da sociedade sempre irá, independentemente de restrições e imposições de leis, optar por usar drogas."\r
\r
Concordo com a análise de forma geral, mas discordo dessa colocação em particular, pois faz parecer que o uso de drogas é um imperativo da natureza quando na verdade é uma escolha individual.\r
\r

Responder
Marcio Vinhaes 14/06/2011 14:00:09

Não considero errado, o uso de drogas é sim tão imperativo da natureza quanto o consumo de carne, embora ainda há a possibilidade de alguns indivíduos não consumir, eles são um nicho muito pequeno. Claro, não estou falando apenas das drogas ilegais.

Responder
augusto 14/06/2011 11:28:26

Apenas uma correcao, o crack nao eh um tipo de maconha, mas outro sub-produto da cocaina.

Responder
Leandro 14/06/2011 11:39:32

Augusto, caso esteja se referindo ao trecho "podemos citar o crack, um tipo de maconha altamente potente e a metanfetamina cristal", a parte "um tipo de maconha altamente potente" não é um aposto, mas sim apenas mais um item.

Para evitar confusão:

1) crack

2) um tipo de maconha altamente potente

3) metanfetamina cristal.

Abraços.

Responder
Felipe André 14/06/2011 12:22:39

Também havia entendido errado.

No mais, bom artigo!

Responder
Rhyan 14/06/2011 17:03:28

Qual seria essa maconha altamente potente? Skank?

Responder
Leandro 14/06/2011 17:34:30

Rhyan, a maconha mais potente é aquela em que os níveis de THC ultrapassam os 10% -- em alguns casos, podem chegar a 30%.

Dizem que tal nível leva o usuário para uma visita no pronto-socorro.

Abraços.

Responder
Rhyan 14/06/2011 19:39:59

Certo, deve ser manipulação genética. Mas dizem que a cannabis de traficanetes é bem menos potente que a canabis de plantio próprio dos usuários.

Responder
Leandro 14/06/2011 18:34:07

Para evitar mais equívocos, fiz uma ligeira alteração na construção da frase:

Onde se lia:

"Dentre os novos produtos que eles criaram em reação a essa nova realidade do mercado podemos citar o crack, um tipo de maconha altamente potente e a metanfetamina cristal"

Agora se lê:

"Dentre os novos produtos que eles criaram em reação a essa nova realidade do mercado, podemos citar, além da metanfetamina cristal, o crack e um tipo de maconha altamente potente."

Agradeço a compreensão de todos.

Responder
anônimo 14/06/2011 12:14:16

Dois fatores que também não foram levados em conta: a praticidade do uso de metanfetamina e seu efeito prolongado! É muito mais prático usar do que cocaína porque se ingere via oral, não precisa ficar cheirando necessariamente como a coca. Outro fator: viciados em cocaína muitas vezes precisam a cada meia hora ficar cheirando para sentir o efeito, enquanto com a metanfetamina o efeito pode durar 7 horas mesmo em viciados, ou seja, essas praticidades não podem ser descartadas, assim como o preço e os aspectos fisiológicos.

Responder
Joao 14/06/2011 12:18:29

Esses fatores podem entrar no "fator preço" como um "custo/benefício".

Responder
Roberto Chiocca 14/06/2011 17:41:40

Bem observado,
Nós vivemos um fenomeno muito parecido aqui no Brasil, quando a droga "da balada" era o lança perfume, vinha em tubos grandes e seu efeito era momentaneo, o uso deveria ser continuado, e quando houve um aperto na fiscalização sobre esta droga ela simplesmente desapareceu da cena e foi substituida por pastilhas que tinham um efeito mais duradouro e podiam ser facilmente escondidas.

Aproveito também para elogiar o artigo de Mark Thornton, e para aqueles que querem se aprofundar mais eu sugiro a leitura da obra do professor. (infelizmente ainda apenas disponivel em ingles):
mises.org/books/prohibition.pdf

Responder
Joel Pinheiro 14/06/2011 15:20:07

Bom artigo!

É só pensar na época da lei seca americana, na qual o consumo de álcool aumentou, e era em grande parte álcool da pior qualidade, coisa que hoje em dia ninguém botaria na boca!

Responder
Antônio 14/06/2011 18:22:53

A popularidade das drogas é explicada pelo déficit de Jesus que existe hj na sociedade americana. Se o americano tivesse mais fé, ele não experimentaria drogas

Responder
augusto 14/06/2011 18:56:24

Em outras palavras, "a religiao eh o opio do povo". Na falta de religiao, as pessoas procuram outra coisa para se viciar.\r
\r
\r
hmmm... onde foi que eu ja li algo parecido?

Responder
Anônimo 15/06/2011 09:39:49

Augusto, se as pessoas tivessem Jesus em seus valores e fossem mais religiosas, elas naturalmente evitariam o caminhos dos vícios, sejam eles álcool, drogas ou luxuria. Não leve pro lado do comunismo que eu não quis insinuar isso, estamos falando de valores como Jesus, Família, nada a ver com comunismo

Responder
augusto 15/06/2011 10:01:14

Mas so Jesus, ne? Se for Ala, ou Jeova, ou Buda, ou o Monstro do Espaguete Voador, nao serve?

Responder
Joel Pinheiro 15/06/2011 10:00:05

Sem dúvida a Fé diminuiria o consumo de drogas (não o erradicaria, contudo, pois mesmo com fé a carne continua fraca). Mas há outras coisas que podemos fazer para melhorar a situação que não exigem a conversão de toda uma sociedade, que é um objetivo de longuíssimo prazo.

Responder
Felix 14/06/2011 16:37:19

Achei este artigo muito superficial.

Responder
Anômimo 15/06/2011 09:41:37

que caretisse félix... curte de novo o texto que é um barato!

Responder
Matheus 14/06/2011 18:17:31

Nossa, os artigos geralmente bons escritos/traduzidos aqui nao merecem conviver com esse ai. Crack e um tipo de maconha? Que credibilidade alguem que escreve isso tem?

Responder
Leandro 14/06/2011 18:21:03

Prezado Matheus, onde você viu a afirmação de que "Crack é um tipo de maconha?". Leia o que comentou o leitor augusto para entender melhor seu equívoco.

Abraço!

Responder
Arnaldo 14/06/2011 19:45:47

O LSD tem origem nebulosa e "secreta", o crack e o oxi não sei.Pesquisem.

Responder
Rhyan 14/06/2011 20:07:47

Secreta? www.hippies.com.br/books/albert_hofmann-minha_crianca_problema.pdf

Responder
Fernando 14/06/2011 20:30:24

Se tem uma coisa que me deixa transtornado, com vontade de jogar meu computador no chão, de revolta mesmo é ler um artigo desse.
Como que pode um sujeito dizer que o problema é que o mercado é regulado e que se fosse tudo liberado as drogas se tornariam mais baratas e..... CHEGA! Será que não é suficiente ver os efeitos colaterais que as drogas causam nas pessoas? Até onde que o liberalismo chega? O mercado de DROGA NENHUMA pode ser liberado, e se existe alguma sinceridade em suas palavras não há nada que possa negar isso. Ideologias podem negar, mas sua sinceridade não!
Se o Governo do jeito que é, utiliza da proibição para aumentar seus negócios com o tráfico então que derrubemos o governo e não a proibição!

Por favor né!

Responder
Leandro 14/06/2011 21:00:15

Fernando, você entendeu errado. É a regulação quem cria o estímulo para drogas pesadas, ao passo que uma política de não regulação do mercado -- isto é, de não coerção -- faria com que essas drogas pesadas simplesmente nem fossem inventadas.

Droga pesada é criação direta de intervenção governamental. Isso não é ideologia, é ciência econômica, por mais chato que seja para alguns ter de ouvir isso.

Abraços!

P.S.: o mesmo raciocínio, aliás, se aplica ao mercado de armas. Armas de grande poder de destruição -- qualquer coisa mais forte que uma metralhadora -- só existem porque foram encomendadas por governos a grandes empresas. É difícil imaginar que um mercado livre sairia produzindo bazucas, mísseis antiaéreos ou até mesmo granadas de mão. Tais armas foram criadas para propósitos militares, a pedido de governos.

Responder
Fernando 14/06/2011 22:13:18

O liberalista já não vê moral em nada. A moral de um liberalista é o mercado. "O mercado sempre está certo" diria o tal. O liberalista vê a moral como o liberalismo, e nele vive o início e o fim! Seria muito dizer que o liberalista é um desmoralizado por completo? Seria muito dizer que o liberalista matou deus?
Ora, se eu tivesse em um mercado livre e algum parente meu vendesse drogas eu o repudiaria! Covarde! Como ousa viver na miséria dos outros?! E de quais misérias mais a liberdade celebra ao promover?
Se um terceiro, mas liberalista, estivesse presente, apontaria-me o dedo acusando! "Como ousa impedir o ser humano de ser livre em sua maldade?! Ele tem esse direito, um dom de Deus!", diria.
E com isso o que era claro se torna turvo. E o que nos resta a partir daí é identificar o que existe de bom!
E na liberdade, o que seria o bom? O bom é o eficaz! Na liberdade a eficácia atinge seu limite máximo é claro!
Portanto qualquer atividade que seja livre é mais eficaz do que seria caso não fosse.
Óbvio.
E a moral? Dane-se a moral, Deus é ineficaz!

Responder
Leandro 14/06/2011 22:51:19

Prezado Fernando, seu "comentário" é um perfeito exemplo do modus operandi de vários outros que vêm aqui: tentam disfarçar com uma profusa logorreia a completa falta de sustentação de seus argumentos.

Sim, eu concordo plenamente com você que a moral é fundamental. Porém, de nada adiante defender moral e, ao mesmo tempo, fazer exatamente as coisas cujo resultado será o oposto daquele defendido pela moral.

Traduzindo: de nada adianta condenar as drogas quando se está defendendo políticas que irão simplesmente fazer com que elas, as drogas, fiquem mais adulteradas, mais potentes, mais perigosas e mais perniciosas.

Ao achar que está combatendo as drogas, você na verdade está ajudando o tráfico e os traficantes. É por isso que é ignorância não entender de economia -- afinal, o governo congelava os preços na década de 80 e 90 justamente porque estava preocupado com os pobres, certo? No final, apenas piorou a situação deles, pois a ignorância econômica não deixava entender que congelamento de preços gera escassez de bens.

Sabemos que você tem a melhor das intenções ao querer proibir as drogas. Porém, falta-lhe o conhecimento (este detalhe chato) para entender que nem sempre os meios escolhidos são a melhor maneira para se obter os fins que se quer.

O governo pode até restringir a oferta, mas jamais irá abolir a demanda. Demanda é algo que depende exclusivamente da volição humana -- e governo nenhum pode abolir isso. Ainda bem.

Grande abraço!

Responder
Fernando Chiocca 14/06/2011 23:24:13

Esse Fernando tá de brincadeira... chamar de moral um ato que coloca uma arma na fuça de um inocente e o proibe de fazer o que bem quer com o próprio corpo só pode ser piada.

Responder
Alexandre M. R. Filho 15/06/2011 00:01:39

Na parte do "dane-se a moral", onde é que eu assino???

Responder
Breno Almeida 15/06/2011 00:45:20

Fernando,

O que colocaram na sua água? Parece uma marionete.

Responder
Joel Pinheiro 15/06/2011 09:55:17

Ninguém aqui defendeu moralmente as drogas.

Qual século havia mais moralidade no consumo de drogas? O XIX ou o XX? Pois no XIX as drogas eram todas liberadas. Havia comerciais (cartazes) de cocaína nos EUA. E o consumo era muito menor.

O álcool pode ser tão destrutivo quanto as demais drogas. Quando a lei seca proibiu o álcool, o consumo aumentou, e a qualidade do produto consumido caiu muito.

Se você realmente quer uma sociedade mais moral (e não, moral não é o eficaz ou o que "o mercado quer"), pense que talvez a liberação das drogas seja superior à sua proibição.

Responder
mcmoraes 14/06/2011 21:21:43

Esse comentário do Fernando é o modelo do comentário escrito com fígado: nenhum argumento, nada; só um amontoado de emoções intensas. Cruz credo!

Responder
Alexandre M. R. Filho 15/06/2011 00:01:53

Temos que mostrar para ele que a liberação é melhor que a proibição para o fim que ele deseja, isto é, a diminuição nos problemas causados pela droga.\r
\r
Esse é o pensamento do brasileiro médio. Temos que ser muito pacientes e precisos para não fazê-los achar que queremos que todo mundo se drogue.\r
\r
Esse pessoal aí parece que quer justamente achar isso de nós, libertários...\r
\r
Vcs estão de parabéns pela paciência, viu... Eu não tenho tanto dela assim...

Responder
Fernando Chiocca 15/06/2011 00:10:11

O mercado de DROGA NENHUMA pode ser liberado


Fernando, quem é você nessas fotos?

Responder
Fernando 15/06/2011 11:06:23

Todos dizendo basicamente o seguinte:
"Cientificamente, liberar as drogas tem um resultado tal que é melhor até mesmo sob a ótica de um padre!"

Em primeiro lugar esclareço as ciências humanas(de que a economia faz parte) jamais pode adquirir o mesmo Status das ciências Naturais. Isso se deve ao fato de que o método científico que tanto recebeu confiança das pessoas é aplicado apenas ao campo natural, pois tal método requer que as condições iniciais possam ser repetidas (o básico é isso).

Tendo isso posto posso fazer uma análise sobre o que foi dito, mesmo que o tal esteja trajando roupagem científica.

"É a regulação quem cria o estímulo para drogas pesadas."
Incorreto. O que cria estímulo para QUALQUER coisa ser criada como disse o grande Eugen von Böhm-Bawerk é a poupança + positivismo com relação ao futuro. Se hoje temos um controle do Estado então temos 2 alternativas, o investimento é próprio ou de terceiros. Caso seja próprio, a origem é o consumo. Caso não seja, os Bancos estão envolvidos no tráfico de drogas(é uma suspeita a ser levada a sério).

"Na parte do "dane-se a moral", onde é que eu assino???"
(suspiro fundo...)

"Qual século havia mais moralidade no consumo de drogas? O XIX ou o XX? Pois no XIX as drogas eram todas liberadas. Havia comerciais (cartazes) de cocaína nos EUA. E o consumo era muito menor."
Se o consumo no século XIX é menor isso só significa UMA coisa para mim, a sociedade do século XIX era melhor do que a do século XX.

"Quando a lei seca proibiu o álcool, o consumo aumentou, e a qualidade do produto consumido caiu muito."
Se aumentou COM CERTEZA não foi por causa da proibição, pois até mesmo os mais defensores da liberação das drogas afirmam que a proibição diminui o consumo. O que pode ter acontecido é que na época a preferencia por esse tipo de bebida tenha aumentado. Até porque para aguentar as revoluções do século XX só enchendo a cara mesmo.

Metafísica e realidade
Proibição é só uma ideia. Ideia essa que desperta a paixão e o ódio entre os partidos. Mas não deixa de ser apenas uma ideia que tem somente tal função.

Partindo da realidade de que ao meu lado tenho um celular com um número tal que se eu ligo tenho a quantidade de maconha que quiser em gramas entregue na porta da minha casa, poderia perguntar: "O que é mais fácil de comprar? Maconha ou sorvete?".

Com isso, posso concluir apresentando as estradas:
1-Fazer o que é correto
2-Mentir que faz para ter o monopólio
3-Mentir que não faz para ter o monopólio (solução FHC)
4-Ir tomar sorvete.
4-Comemorar mesquinhez de uma sociedade drogada devido a covardia de lutar contra os inimigos da sociedade

Responder
Leandro 15/06/2011 11:13:28

Prezado Fernando, se você discorda que proibição estimula a criação de um mercado negro violento, eu lhe peço a gentileza de ler este texto (curtinho):

Criminalidade, drogas e proibição

Aí você vai entender por que uma indústria perseguida por agentes armados do governo acaba se tornando (fortemente) militarizada também.

Abraço!

Responder
Fernando Chiocca 15/06/2011 13:13:44

Pô xará, você não vai mesmo se identificar para nós nas fotos?

Responder
Angelo Viacava 14/06/2011 22:09:46

Reduzir a termos econômicos deixa o texto bem pobre, sem profundidade. Falta conexão a outros fatores. Ação humana é tudo, desde que se esteja lúcido, ou não? Depois do vício uma pessoa pode ser considerada responsável por suas ações humanas, mesmo que somente contra si? Será que é tão sozinha assim no mundo ao ponto de não afetar mais ninguém com seu vício? Também não resolvi o problema, mas ainda me faço estas perguntas. Estou me intrometendo na vida alheia?

Responder
Marcos 14/06/2011 23:53:41

O pior erro do artigo é afirmar que o "mercado da droga" é racional. Consumir algo que vai te destruir rapidamente só porque a droga convencional é mais cara é tão racional quanto pular de um avião com um guarda-chuva aberto só porque está proibido de praticar paraquedismo. Não tem nada de racional nisso, é uma estupidez. A atitude racional na situação é não consumir drogas, tendo em vista a desproporção abissal entre os danos causados e qualquer prazer que a metanfetamina possa proporcionar.

Pra não dizer que é implicância minha mesmo em comparação com outros textos favoráveis a liberação achei fraco. Apesar de não concordar com eles, existem argumentos mais bem construídos que já foram utilizados para defender essa posição.

Responder
Madson Santos 15/06/2011 00:10:27

Saudações meus caros,

Procurei em todo o site e não achei um artigo que fale sobre GREVE.
Segundo meu conhecimento "amador" do liberalismo uma greve feri a liberdade, a liberdade do patrão de não poder demitir o funcionário.

Se pudesem escrever um artigo sobre esse tema, tendo como plano de fundo o que aconteceu em São Paulo recentemente, ficaria muiiiiiiiiitto grato.

E desculpas por colocar isso aqui, sei que não tem nada haver com o tema discutido, é que eu não sabia onde mais colocar, decidi colocar no primeiro texto.


Abraços a toda equipe IMB.

Responder
Fernando Chiocca 15/06/2011 00:12:30

O fura-greve

Responder
Madson Santos 15/06/2011 09:12:23

Muito Obrigado Fernando, apesar do texto falar do fura-greve, dar pra ter uma noção do quanto é criminoso uma empresa ser punida ao demitir funcionários em greve.

Grato.

Responder
Cel. Fernando Paes 15/06/2011 09:56:46

As famílias não querem seus filhos expostos aos tóxicos, e são as famílias que em preservação da dignidade, formam mais intranponível barreira entre a contenção e o livre comércio das drogas.

O texto pouco consegue identificar o Estado, o Governo, como mero veículo do controle que no fundo é exercido pelas famílias e pessoas de bem na sociedade

Na proibição ao comércio de entorpecentes o governo é apenas o agente do controle, o lado vísivel da repressão, mas está repressão está fundada nos valores das pessoas criadas em boas famílias

As pessoas de bem, que frequentam a igreja e matriculam seus filhos na escola do bairro, não permitiremos jamais a loucura das drogas entre nossos filhos. O nosso NÃO é contundente!

Responder
Melchior 15/06/2011 10:18:04

Certa vez, o filósofo conservador Olavo de Carvalho fez uma observação certeira. Disse ele:

"Está cada vez mais difícil e dolorosa a tarefa de escrever para brasileiros. A cada frase que você escreve, você tem de se certificar de que está utilizando as palavras mais fáceis e as construções mais simples possíveis. Caso contrário, os coitadinhos não entendem nada do que você fala. É uma coisa pavorosa."~

Lendo os comentários de alguns aqui nesse espaço, é impossível não dar razão ao filósofo. Como pode alguém que realmente leu esse texto dizer que ele faz apologia das drogas?!

O texto não apenas faz uma condenação total das drogas, como mostra explicitamente os efeitos delas! E daí que o texto faz uma abordagem econômica do mercado das drogas? Isso é proibido? Isso ofende? O texto está errado? Onde?

E o curioso é que meus colegas conservadores, que deveriam ser versados em textos mais herméticos, como os do próprio professor Olavo, mal conseguem entender textos básicos como esse, conseguindo até mesmo a façanha de inverter completamente o sentido das palavras.

Nossa cultura está no brejo.


P.S.: quem opta por usar drogas é um derrotado e covarde. Tem mais é que se f... mesmo. Já que ele quer morrer, então que o faça depressa. Deem a ele acesso facilitado àquilo de que ele gosta, e com abundância. Assim tal infeliz não fica entupindo o sistema de saúde, e estará liberando recursos para quem realmente precisa. Livre arbítrio.

Responder
Joel Pinheiro 15/06/2011 10:47:30

Incidentalmente, na minha opinião o melhor argumento contra a liberação das drogas vem do próprio Olavo: o que acontece com todos os traficantes que hoje em dia tocam o terror na sociedade e fazem parte ou são aliados das FARC? Viram empresários modelo, homens de bem?

A liberação (que em si é boa até mesmo para o combate contra as FARC, pois diminuirá os lucros do comércio de drogas, aumentando a oferta que não mais será punida) tem que ser conjugada a alguma maneira de punir os atuais traficantes, que a bem da verdade cometem muitos crimes além do tráfico: assassinato, roubo, sequestro, etc.

Responder
Melchior 15/06/2011 10:59:30

Joel, creio que a resposta está na sua própria pergunta: traficante que "toca o terror" -- isto é, que rouba, mata, sequestra, extorque -- é um criminoso comum e deve ser tratado como tal.

Não tem essa de FARC virar grupo empresário. As FARC são um grupo terrorista que pratica atos terroristas e que devem ser condenados como tal. O fato de ela vender drogas tem tanta importância quanto o fato de um assassino ser dono de um restaurante legítimo -- o fato de ser legítimo ter um restaurante não significa que o assassino deva ser tratado como empresário.

Nunca entendi como alguém inteligente como o Olavo não conseguiu perceber essa dicotomia.

Responder
Marcos 16/06/2011 00:23:47

Baseado nas experiências da legalização da prostituição na Europa eu dou razão a ele. Hoje em dia é a máfia que controla o mercado legal da prostituição. Do mesmo jeito o mercado da droga (pelo menos as pesadas) será controlado por gente hoje ligada a estes grupos que ele falou.

Isso vem de uma constatação simples: praticar um comércio de algo que vai trazer a ruína das pessoas é moralmente errado. Pessoas éticas evitam a todo custo estas atividades. Sobrarão os psicopatas para fazer "o trabalho sujo". Na Europa as pessoas de bem evitam explorar a prostituição alheia, pois estarão ganhando dinheiro com a ruína física e psicológica das mulheres. Com as drogas será a mesma coisa.

Responder
Vitor 15/06/2011 11:27:57

Só não entendo qual a lógica em dizer que a liberação vai reduzir o consumo. Ora, se a droga ficar mais livre vai ficar mais barata, não? Hoje em dia viciados em crack tem de fazer um sexo oral no traficante para conseguir uma pedra, com a liberação vão levar 3 pedras ao invés de uma.

Sou a favor da liberação de todas as drogas, mas garanto: Vai morrer gente, capitão!

Responder
Leandro 15/06/2011 11:32:08

Vitor, ao menos de nossa parte, nunca foi dito que "a liberação vai reduzir o consumo".

Como falado nesse artigo:

As pessoas têm preocupações legítimas quanto ao que significaria a descriminalização delas. O consumo aumentaria? Sim. As leis atuais de fato detêm algumas pessoas - portanto, há uma pequena fração da população que passaria a ter algum problema com as drogas caso a lei saísse da frente e parasse de impedi-las de experimentar. Isso é inegável. Sob esse aspecto, as pessoas podem ser enquadradas em quatro categorias:

(1) aquelas que não usariam drogas mesmo que elas fossem legais e gratuitas;

(2) aquelas que podem experimentar um pouco, de maneira limitada, mas sem jamais ficarem viciadas;

(3) aquelas que podem se tornar usuárias contumazes, mas que também podem ser ajudadas por meio de aconselhamento moral e educacional; e

(4) as viciadas "naturais".

As categorias um e dois não representam problema social. A categoria três deve ser o alvo de nossos esforços anti-drogas, bem como de acompanhamento médico e de ajuda moral. A categoria quatro provavelmente não pode ser ajudada por nenhum meio humano. E como as últimas décadas vêm mostrando, o governo não tem como fazer com que esses indivíduos patéticos se tornem abstêmios. Mas ele pode muito bem fazer com que esses indivíduos imponham miséria e sofrimento às pessoas inocentes.

Responder
Vitor 15/06/2011 11:57:20

Certíssimo, Leandro, me confundi. Mas no artigo ele diz que menos regulações iriam diminuir o preço da maconha e portanto a demanda por cristal. Não entendi essa lógica. Os preços de ambas iriam diminuir, certo? A demanda por cristal então vai crescer, certo? Gente que usava uma unidade de cristal (sei lá se essa parada se fuma cheira ou injeta) vai "poder" usar mais, não? Ficar com os dentes podres mais rápido e talz.

Eu não quero ser o tipo de cara que tutela as pessoas dizendo o que elas podem ou não fazer com o próprio corpo. Mas o buraco é bem mais embaixo. Podemos supor que:

1 - O Consumo vai aumentar
2 - Os problemas de saúde associados também
3 - Pessoas um tanto quanto INDESEJADAS vão visitar o território em busca de drogas (considerando que apenas o Brasil liberasse as drogas, p.e.)

Teríamos então de eliminar o tratamento de drogas do sistema público de saúde. Liberar as drogas sendo obrigados a tratar dos doidões, to fora.

Então, mesmo sendo a favor de liberar, sei que problemas sérios virão associados. Mas claro, quero mais é que a Souza Cruz ganhe grana com seus cigarrinhos "Marley" (já registraram a marca a bastante tempo).

Responder
Leandro 15/06/2011 12:08:32

O principal ponto do artigo é explicar como os crescentes ataques do governo ao mercado de drogas serviram para estimular a criação de drogas mais potentes e perigosas -- as quais dificilmente existiriam num mercado livre desses ataques (assim como não há hoje venda de bebidas de má qualidade como havia durante a Lei Seca).

É essa lei econômica que muitas pessoas têm dificuldade em aceitar, pois acreditam que o mercado (amoral por natureza) pode repentinamente passar a funcionar de acordo com os ditames morais destas pessoas.

Logo, em resposta à sua pergunta, antes de tudo é preciso realmente imaginar se o cristal existiria não fosse esse ataque do governo às outras drogas. Porém, se ainda assim o cara quiser usar a droga mais pesada, aí eu vou ter de concordar com aquilo que o Melchior escreveu no P.S. dele ali em cima.

Quanto ao seu item 3, sim, esse é um bom debate.

Abraços!

Responder
Vitor 15/06/2011 15:00:34

"assim como não há hoje venda de bebidas de má qualidade como havia durante a Lei Seca" - Mas há, não há? Não tenho fontes, mas dizem que boa parte das bebidas destiladas no Brasil são falsificadas, especialmente uísque. Nem contrabando é, parece que em alguns lugares destilarias vagabundas misturam uísque ruim com metanol e outras porcarias e vendem como se fossem bebidas importadas. Muita gente cai, e quem aqui nunca ficou detonado por uma vodca paraguaia numa balada de má-fama?

(Se bem que o Brasil de livre-mercado não tem nada, mas ainda assim, a bebida não é proibida)


Quanto ao ponto 3, é complexo mesmo. A Holanda recentemente proibiu que turistas comprem maconha nos cafés de Amsterdã. A liberação lá causou, aparentemnete, mais problemas que soluções. Daqui:

g1.globo.com/mundo/noticia/2011/05/holanda-proibe-acesso-de-turistas-coffee-shops.html

É complicadíssimo.

Responder
Leandro 15/06/2011 15:06:27

Vitor, como você bem disse, o consumidor dessas bebidas está sendo enganado -- isto é, ele compra uma coisa achando que é outra.

Já no caso do cristal, o sujeito sabe exatamente o que está comprando, pois é exatamente aquela substância que ele quer -- ao contrário do consumidor de bebidas falsificadas, que acha que está comprando uma coisa, mas na verdade está levando outra.

Há uma grande diferença entre esses dois mercados.

Responder
Vitor 15/06/2011 15:18:23

Ah não era disso o que eu falava. Só não entendi ainda (e mal por estar insistindo nisso) como que a liberação diminuiria a demanda/consumo, sendo que pela ótica do mercado ela AUMENTARIA, né? A informação sobre a bebida era só para ilustrar que a liberação não garante produtos de qualidade (vide uísque falsificado)

Que o usuário de cristal sabe o que está comprando eu não duvido.

Responder
Leandro 15/06/2011 15:25:34

Vitor, vou repetir: ao menos de nossa parte, nunca foi dito que "a liberação vai reduzir o consumo".

E dei o link logo ali em cima para um texto que deixa clara essa posição. Não entendi por que você ignorou essa afirmação. Por favor, tenha a bondade de ler o texto.

Abraços.

Responder
Vitor 15/06/2011 15:43:34

" Menos coerção e punições menores iriam reduzir o preço da maconha e reduzir a demanda por cristal, direcionando essa demanda novamente para a maconha(...)"

Desculpe Leandro, mas foi exatamente o que o texto falou. Se a maconha for mais barata os consumidores vão parar de comprar cristal e comprar maconha. E não entendi essa correlação. Mas chega, né?

Responder
Leandro 15/06/2011 15:56:16

Não entendi o que você não entendeu, Vitor. Menor preço da maconha = maior demanda por maconha.

Essa equação é tão complexa assim?

Responder
Fernando Chiocca 15/06/2011 15:58:22

heheheh, coitado desse Vitor...

Responder
Vitor 15/06/2011 17:26:44

Essa primeira não. A parte do "reduzir a demanda por cristal" que não faz sentido, oras, o que eu estou falando desde o começo.

Responder
Fernando Chiocca 15/06/2011 13:17:48

Teríamos então de eliminar o tratamento de drogas do sistema público de saúde.

Melhor ainda é eliminar todo o sistema de saúde socialista.

Liberar as drogas sendo obrigados a tratar dos doidões, to fora.

Você é obrigado a pagar o tratamente de problemas de saúde causados por cigarro, alcool, comidas gordurosas e esportes radicais.
Se você tiver um pinguinho de honestidade intelectual terá que ou jogar fora este arjumento ou ser também a favor da proibição de todas estas (e muitas outras mais) atividades.

Responder
Vitor 15/06/2011 15:03:25

Step aside, worthy adversary, I have no quarrel with you.

Ou então: Não vou cair nessa troll bait. Grande Abs.

Responder
Fernando Chiocca 15/06/2011 15:59:52

Ou seja, comprovado que honestidade intelectual é algo que você admitidamente não tem.

Responder
Vinicius Aguilar 06/09/2011 11:23:45

Acredito que uma simples frase resolveria a sua duvida, ao meu ver a correlação surge porque o texto trata a maconha e o cristal como produtos substitutos, seria um exemplo, se o preço do xbox cai a demanda por playstation 3 diminui, com o preço da maconha menor as pessoas passariam a usar mais maconhe e logo, menos cristal.O ponto principal do texto seria, com o menor custo da maconha, o incentivo ao investimento em drogas mais pesadas seria menor fazendo com que possivelmente elas nem existissem.\r

Responder
Guilherme 15/06/2011 13:00:16

Se as drogas fossem tão ruins, não seriam usadas. É um prazer relativamente barato e seguro, que pode ser aproveitado durante anos a fio. O tipo de pessoa que abusa de drogas (legais e ilegais) irá pagar o preço desse abuso, em dinheiro ou sofrimento físico. Vitimizar os usuários de drogas ou considerá-los suicidas, irracionais ou pecadores não muda o fato de que há pessoas dispostas a usá-las mesmo a preços muito altos. A maioria deles não se destroem, não assaltam e não são presos. \r
\r
A arrecadação em impostos com cigarro e álcool, acredito, supera os custos com tratamentos médicos para as vítimas diretas e indiretas destas drogas. Embora a maioria das pessoas não aceite colocar vidas humanas em cálculos de custo-benefício, ao menos a comparação entre números maiores ou menores de mortes deve ser considerada. Não se ouve falar o tempo dodo em donos de bares assassinando clientes devedores. \r
\r
Acredito na total liberação e comercialização de drogas, dando aos indivíduos a liberdade de fazer com seus corpos o que bem entenderem. O excedente de policiais liberados do combate ao tráfico poderiam se dedicar a vigiar os doidões motoristas.

Responder
Djalma 15/06/2011 13:19:24

A solução é liberar todo o tipo de drogas !\r
O resto é História para criancinhas !

Responder
Djalma 15/06/2011 13:32:44

O problema é o impacto das drogas em uma pessoa . Um mercado onde existe a proibição das drogas teremos uma indústria clandestina e com uma tecnologia rudimentar, ou seja, as drogas serão cada vez mais fortes para satisfazer os seus consumidores . Esse tipo de coisa aconteceu na URSS onde houve uma proibição de bebida alcoolica e tal atitude resultou na fabricação de vodka caseira que culminou em uma onda gigantesca de alcoolismo . Essa produção de vodka caseira o teor alcoolico era muito maior que antes da proibição de bebidas com teor de álcool .\r
Se o mercado das drogas for totalmente liberado muitas empresas vão realizar pesquisas para que seus consumidores se satisfaçam com mais segurança e com menos impacto na saúde dos mesmos .

Responder
Madson Santos 15/06/2011 20:35:16

Vocês precisam assistir o Documentário:

QUEBRANDO O TABu.

Do nosso ex-presidente Fernando Henrrique e companhia...

Responder
Alexandre M. R. Filho 16/06/2011 03:05:13

Não entendi.... Se não há proibição, o que vc quer dizer com máfia???

Responder
anônimo 16/06/2011 03:08:07

Então vamos por esse raciocínio.\r
\r
O consumo exagerado de drogas leva à morte, ao definhamento.\r
\r
Com a facilidade no acesso, o retardado, o idiota, o imbecil que não consegue se policiar vai morrer antes.\r
\r
Em pouco tempo, portanto, a demanda de drogas diminuirá.\r
\r
Com isso, diminuindo a demanda, quem é o babaca que vai vender?\r
\r
Portanto, liberando as drogas, vamos atingir duas coisas boas: acabamos com os drogados idiotas e com os retardados vendedores.\r
\r
"Oh, mas droga é ruim", dirão os pseudo-entendidos.\r
\r
Se é ruim, como eu disse asim, é só liberar que acaba!!!

Responder
Bruno Alberto 16/06/2011 06:51:30

"A resposta está no preço. O cristal é conhecido como a cocaína do pobre. Tanto a cocaína quanto a metanfetamina são estimulantes, portanto é razoável supor que ambas atraem o mesmo subconjunto de usuários de drogas. Nos EUA, durante o apogeu da cocaína, a metanfetamina estava praticamente extinta no mercado ilegal. "

"Menos coerção e punições menores iriam reduzir o preço da maconha e reduzir a demanda por cristal, direcionando essa demanda novamente para a maconha, uma droga que tem poucos dos problemas associados ao cristal."

Não entendi a conclusão dele, ficou bem contraditório com o parágrafo que coloquei acima.

Sim, o consumo de maconha aumentaria pela redução do preço, mas o cristal é estimulante, substituto de cocaína e ecstasy. Porque alguém iria parar de usar cristal e passar a usar maconha?

O perfil do usuário é diferente, e quem usa cristal e cocaína em geral tem pouco interesse na maconha.

Se substituísse a palavra maconha por cocaína faria sentido, mas do jeito que está me parece estranho.

Responder
Luiz Renato 16/06/2011 12:14:12

1º Drogas como anfetaminas, crack e heroína levam à dependência psicoquímica irreversível e à delibitação grave e efetiva do livre arbítrio do usuário, isto é, minam a liberdade de escolha do indivíduo. Um viciado não é livre para escolher usar a substância ou não, para escolher ficar com a família ou ir pra rua se drogas, entre outras coisas correlatas. \r
Produtores e vendedores sustentam seus negócios à custa do livre arbítrio de indivíduos, e tolher a liberdade de alguém para angariar vantagens econômicas é a definição de escravizar.\r
Por isso, penso que atacá-las é dever de todo liberal.

Responder
Fernando Chiocca 16/06/2011 12:17:37

Identificamos mais um integrante dessas fotos.

Responder
Luiz Renato 16/06/2011 12:56:51

Fernando,\r
Qual foi a parte do "drogas como anfetaminas, crack e heroína" que você não entendeu?\r
Ou, pra você, tomar um porre e fumar uma pedra, ressaca e crise de abstinência, acabar o salário no bar e cometer crimes para sustentar o vício são tudo a mesma coisa?\r
O argumento econômico de Thornton é economicamente incontestável, a questão é se ele se sobrepõe a argumentos morais - e o liberalismo é, antes de tudo, uma teoria moral.

Responder
Fernando Chiocca 16/06/2011 13:02:14

Acho que eu não entendi a parte que diz que alcoolismo não existe.. que não existem pessoas que são viciadas em álcool...

Hehhehehe

E qual a moralidade em enfiar uma arma na fuça de alguém e ipedir que ele faça o que quiser com o prórpio corpo ou com a própria propriedade, plantando, fabricando e comercializando o que quiser?? Essa parte eu realmente não entendi.

Responder
Luiz Renato 16/06/2011 18:16:09

Fernando, \r
\r
Álcool vicia, sim, mas não na primeira dose nem com o mesmo grau de dependência daquelas; o vicío em álcool é tratado com relativa facilidade, faltando à maioria dos alcoólatras vontade de parar de beber mesmo. Totalmente diferente do crack, por exemplo: toda vontade e todo tratamento não serão suficientes para fazê-lo parar de usar a droga (e, caso não tenha sido claro, o ponto é esse: o viciado não é livre e não o é porque a substância lhe privou de sua liberdade)e mesmo a parcela mínima que consegue parar de usar crack não se considera livre do vício, sendo "tentado" a todo momento e tendo que se manter afastado de amizades e círculos que remetam à droga - quer dizer, mesmo que ele não use mais, ele não é livre como antes. Se o álccol causasse o mesmo efeito que aquelas substâncias, eu não teria nenhum pudor em condená-la junto com elas. Enfim, não é tudo igual, não.\r
Quanto à moralidade de impedir alguém de se viciar, meu argumento não vai contra o usuário, mas contra o produtor e o vendedor da droga - não é moral ganhar dinheiro às custas da liberdade dos outros e ponto. São esses contra os quais deve vir a coerção. (Ou eles devem ser livres para tolher a liberdade dos outros?)\r
Entretanto, se você quer focar no usuário, vamolá: alguém é livre para dispor de sua liberdade, para se desfazer dela? É moral, por exemplo, alguém dar-se por escravo em troca de sustento ou para pagar dívidas?

Responder
Fernando Chiocca 16/06/2011 18:46:38

Luiz Renato disse:
Se o álccol causasse o mesmo efeito que aquelas substâncias, eu não teria nenhum pudor em condená-la junto com elas
e Luiz Renato disse:
Álcool vicia, sim
Então Luiz Renato apoia:
Proibicionismo


Quanto à moralidade de impedir alguém de se viciar, meu argumento não vai contra o usuário, mas contra o produtor e o vendedor da droga - não é moral ganhar dinheiro às custas da liberdade dos outros e ponto. São esses contra os quais deve vir a coerção.

Então a coerção deve vir contra você que está tolhendo a liberdade de comerciantes. Ou seja, você admitie sua imoralidade.
O vendedor e muito menos o produtor tiram a liberdade de alguém. Eles estãio envolvidos em trocas voluntárias entre adultos.
O único que está tirando a liberdade são os proibicionistas como você.

O que falta para qualquer viciado é somente a vontade de parar de usar o produto mesmo. Seja ele maconha, tabaco, álcool, heroína, comida, adrenalina ou chocolate.Sua caracterização do crack beira o ridículo, como se fosse usar uma vez e pronto, a droga passasse a controlar a pessoa como se fosse um bonequinho de Voodo. Deu a impressão que você está pegando sua opinião sobre drogas através do Jornal Nacional...

O livre-arbítrio é sempre o determinante das ações humanas, a não ser quando trogloditas criminosos como você entram em cena e obrigam na base da porrada alguém a fazer ou deixar de fazer algo que escolheu fazer.

Responder
Luiz Renato 16/06/2011 23:41:53

"Então Luiz Renato apoia: Proibicionismo."
1º Que fixação por esses slides, cara...
2º Proibicionismo, com P maiúsculo,absoluto,não existe - nem essa Deusa Pagã Liberdade que vocês adoram e que nunca existiu - e que não é a liberdade real dos liberais clássicos que existiu e funcionou nos EUA e Inglaterra, por exemplo, nem nenhum conceito ideal absoluto abstrato aos quais qualquer um de nós se apegue.
Certas coisas que ataquem certas liberdades devem ser proibidas, sob pena de não se preservar tais liberdades. Às vezes deve-se tolher liberdades menores para se preservar liberdades maiores. Mas explicar isso para quem acredita em Liberdade Absoluto e não tem senso de proporção é complicado, mesmo...

"Então a coerção deve vir contra você que está tolhendo a liberdade de comerciantes."
1º Isso é só um texto argumentativo, não um decreto-lei; logo, não estou tolhendo a liberdade de ninguém, só estou opinando. Mas você tem dificuldade de distinguir coisas, mesmo...
2º Traficantes de escravos também são comerciantes. Comércio, em si, é só meio de troca e não justifica a moralidade de nada.
3º Pergunte ao padeiro, ao dono da banca e a outros comerciantes da sua rua o que ele acha de ser comparado com um traficante. Pergunte também a produtores de caideiras, papel, carros e de qualquer outros produtos o que eles acham de serem igualados a produtores de drogas.
4º O mercado da droga está ligado ao financiamento de outras atividades ilegais, como máfias e grupos terroristas (ou você acha que as pessoas são livres para se associarem em máfias e grupos terroristas?). Achar que ele é formado por meros comerciantes é absurdamente ridículo.
"O que falta para qualquer viciado é somente a vontade de parar de usar o produto mesmo. Seja ele maconha, tabaco, álcool, heroína, comida, adrenalina ou chocolate."
Deu a impressão que você está pegando sua opinião sobre drogas através de uma fonte pior que o Jornal Nacional...
"O livre-arbítrio é sempre o determinante das ações humanas(...)"
Você tem o poder de voar quanto quer?
"(...)a não ser quando trogloditas criminosos como você entram em cena e obrigam na base da porrada alguém a fazer ou deixar de fazer algo que escolheu fazer."
A não ser que você prove que eu sou um criminoso ou que eu obriguei alguém na base da porrada a fazer ou deixar de fazer algo, quem cometeu crime de calúnia aqui foi você.

Responder
Fernando Chiocca 17/06/2011 11:44:37

Certas coisas que ataquem certas liberdades devem ser proibidas, sob pena de não se preservar tais liberdades.

Concordo totalmente!!!

Às vezes deve-se tolher liberdades menores para se preservar liberdades maiores. Mas explicar isso para quem acredita em Liberdade Absoluto e não tem senso de proporção é complicado, mesmo...


Hehhehe, vamos resumir seu "pensamento":

Existe o risco (na realidade, só na sua cabeça existe esse risco) de uma atividade retirar o livre-arbítrio de algumas pessoas, então você prefere retirar real e efetivamente o livre-arbítrio de outras.

MEUS PARABÉNS LUIZ RENATO!!

Não precisa, mas vou me dar o trabalho de destruir as outras totais asneiras que você falou:


1º Isso é só um texto argumentativo, não um decreto-lei; logo, não estou tolhendo a liberdade de ninguém, só estou opinando. Mas você tem dificuldade de distinguir coisas, mesmo...

O poder dos governantes repousa na opinião dos governados. Lógico que você não teria coragem de tolher minha liberdade de produzir, comprar ou vender o que eu quizesse. Como um covarde, prefere e deleita-se quando outro cometem a violência em seu nome.
E estes que performam o ato só tem este poder por gente como você, que ainda são uma maioria, tem esta opinião.

2º Traficantes de escravos também são comerciantes. Comércio, em si, é só meio de troca e não justifica a moralidade de nada.

Não são não. São criminosos que atacam a propriedade alheia, no caso, a propriedade sobre o próprio corpo, coisa que você também ataca, ao querer impedir através da violência que adultos façam o que quiserem com seus próprios corpos.

3º Pergunte ao padeiro, ao dono da banca e a outros comerciantes da sua rua o que ele acha de ser comparado com um traficante. Pergunte também a produtores de caideiras, papel, carros e de qualquer outros produtos o que eles acham de serem igualados a produtores de drogas.

O que eles achem ou deixem de achar não muda o fato irrefutável de que todos estão envolvidos em trocas voluntárias, ou seja, mutuamente benéficas, a priori, por definição. Se eu me arrepender a posteriori de uma cadeira que eu comprei ou de ter usado alguma droga, isso é problema de avaliação meu.

4º O mercado da droga está ligado ao financiamento de outras atividades ilegais, como máfias e grupos terroristas (ou você acha que as pessoas são livres para se associarem em máfias e grupos terroristas?). Achar que ele é formado por meros comerciantes é absurdamente ridículo.

Novamente, é triste ter que explicar algo tão trivial, mas isso só ocorre pois trata-se de um produto proibido. Durante a Lei Seca nos EUA, era Al Capone e outro mafiosos que assumiram e controlaram a venda de álcool, que voltou a ser controlado por comerciantes pacíficos logo após a revogação da proibição.

Você tem o poder de voar quanto quer?

Sim, é só eu comprar uma passagem e entrar num avião. {#respostas cretinas para perguntas imbecis]

Responder
Fernando Chiocca 17/06/2011 11:50:40

1º Que fixação por esses slides, cara

Qual o problema? Não gostou de ver seus semelhantes?

Responder
Luiz Renato 18/06/2011 00:29:38

"Existe o risco (na realidade, só na sua cabeça existe esse risco) de uma atividade retirar o livre-arbítrio de algumas pessoas, então você prefere retirar real e efetivamente o livre-arbítrio de outras."
Quase a totalidade dos artigos deste site tratam de denunciar atividades que ferem a liberdade das pessoas (cobrança de impostos, voto obrigatório, sistema público de educação, etc.) e combater a doutrinação marxista, que tem por objetivo condicionar o indivíduo ideologica, psicologica e mesmo cognitivamente, afetando diretamente sua capacidade de decisão, o tal do livre arbítrio. Se você acha que o risco só está na minha cabeça, você está no site errado.

"[Traficantes de escravos] Não são não[comerciantes]." Comerciante é quem comercializa "algo". Substitua "algo" por pão, roupa, sexo, dinheiro, ideias, pessoas, pedaços do céu ou o quinto dos infernos - a definição de comerciante não muda, o que muda é o que ele comercializa. Contrariar isso é contrariar a lógica.

"Novamente, é triste ter que explicar algo tão trivial, mas isso só ocorre pois trata-se de um produto proibido." Totalmente falso. Empresas sérias e produtores idôneos não associariam jamais seus nomes a produtos tão nocivos e tão socialmente rejeitados. Uma marca de cerveja é um capital ótimo; uma marca de cocaína é rejeição certa. Mas para entender isso é preciso saber distinguir cerveja de cocaína...

"Sim, é só eu comprar uma passagem e entrar num avião." É claro, se você decidir viajar às três e vinte e nove e oito segundos para o Ubzequistão em na classe executiva com 3 comissárias suecas e uma anã que prepara os melhores sushis do mundo só para você, é claro que tudo isso vai estar à sua disposição - eu esqueci que você é Deus e não há nada nem ninguém ( a tal da contingência e da circunstância) que possa impedir sua (perdão, Vossa) vontade de se realizar. Ave...

Responder
Fernando 17/06/2011 08:14:44

Barack Obama comprovadamente não é americano. MAS....o povo acredita que ele é! Eu pergunto: Ele pode se candidatar a presidente?

Em um local turístico onde alguém oferece serviço de mecânica para automóveis, temos um mecânico que faz o serviço mal feito para obter menores custos, mesmo que isso prejudique a segurança do condutor. A rotatividade de pessoas nessa região é alta. Esse sujeito pode ser mecânico?

Em um bar, uma pessoa coloca uma máquina de caça-níquel programada para enganar os usuários. Essa máquina pode continuar a operar?

Um médico não tem qualquer conhecimento sobre o assunto, mas mesmo assim faz cirurgias, tendo "aprendido" vendo outros fazerem. Esse médico pode continuar a fazer cirurgias?

e por fim:

Um grupo de indivíduos que conseguem financiamentos clandestinos, usam de esquemas jurídicos sobre a propriedade de terra passando sempre o risco para outros, que tem grupos de guerrilheiros, que corrompem policiais, que corrompem políticos, que ameaçam governos, que destroem a mente de indivíduos antes considerados normais. Esse grupo pode continuar no mercado vendendo drogas??????????????????????

NA MINHA VISÃO, TODOS ESSES DOS EXEMPLOS DEVERIAM SER EXPULSOS DO PAÍS, E SER MOTIVO DE VERGONHA PARA A SOCIEDADE. O ponto é que em todos os casos as duas partes envolvidas estavam de acordo com o negócio mas UMA saiu perdendo e outra ganhando. Ludibriar deixa de ser um erro então, basta que seu otár.. cliente acredite e pronto, está tudo certo!

Quando a moral de um povo é corroída pelo liberalismo, o resultado final é a TIRANIA e a luta da sobrevivência que é justamente o OPOSTO daquilo que era pretendido nas fantasias do liberalista.

Daí a importância da religião para o resgate dos valores na sociedade. Porque se for depender SOMENTE dos economistas, a sociedade está F.......FALIDA e o que resta é lavar as mãos.

Responder
Rafael 17/06/2011 01:45:48

Na boa, a maioria de vocês pode até entender, e muito, de economia. Mas quanto a drogas - estando eu longe de ser um especialista -, vocês pensam como a "Liga das Senhoras Defensoras da Moral e dos Bons Costumes". Muitos demostraram não saber diferenciar o efeito do lança-perfume em relação ao álcool ou ao crack, por exemplo.

Responder

Só relembrando:

Como o Olavo pensa, e eu concordo plenamente com ele, a liberação das drogas aqui no Brasil resultaria somente em mais uma "concessão" (monopolística) do Estado (provavelmente para as FARC e seu braço tupiniquim, o PCC), e continuaríamos tendo produtos péssimos, caros, só que com propagandas na TV.

Claro que os autores sabem disso. Mas alguns leitores, por mais claro que o artigo seja, não conseguem enxergar que NINGUÉM aqui defende a liberação das drogas na base da "concessão estatal".

Responder
Fernando Chiocca 17/06/2011 11:26:52

Se o Olavo realmente pensa isso e você realmente concorda, você tem sérias deficiências mentais. O monopólio já é atualmente deles, garantido exatamente pela pribição. Se acaba a proibição, qualquer pessoa pode entrar na concorrência com o grupo guerrilheiro. [que triste ter que explicar algo tão óbivio]

Responder
Leninmarquisson da Silva 24/06/2011 17:23:51

"Se acaba a proibição, qualquer pessoa pode entrar na concorrência com o grupo guerrilheiro"

Certamente Fernando. É muito facil abrir um negócio no Brasil e ameaçar a concorrência em conluio com o Estado. Se o governo quis impor regulamentações às farmácias, impedindo-as de vender sorvete, acha que não haveria regulamentação na venda de drogas, negócio muito mais lucrativo?

É lógico que o monopólio dos traficantes é garantido pela proibição, e eu nunca neguei isso. O que eu quis dizer é que o governo, se liberar as drogas, vai fazer nos moldes de qualquer outro tipo de concessão, como as de telefonia, comunicação, etc e a concorrência significativa se dará entre puxa-sacos do Estado para conseguir monopólios locais.
Além do mais, se o governo taxa 76% sobre o cigarro, quanto será que taxará sobre as drogas?

O que aconteceria é um pequeno grupo de grandes empresas vendendo "ecodrogas" e tendo isenção fiscal, outro grupo de traficantes se beneficiando da legalidade para redução de custos com coisas como logística, enquanto mantém outro negócio ilegal, já que a maioria compraria de traficantes, pois seria mais barato.
E claro, alguns loucos/corajosos empreendedores honestos tentando sobreviver nesse mercado.

Eu tenho problemas mentais por ter enxergado isso?

Responder
Fernando Chiocca 24/06/2011 19:09:30

Não.. imagina.. é por isso que as FARC e seu braço tupiniquim, o PCC, dominam o monopólio das farmácias no Brasil.. Sua mente é muito sã.

Responder
Leninmarquisson da Silva 26/06/2011 15:23:06

Porra Fernando, até parece que vc se esqueceu o que é SOCIALISMO. A relação do Estado com as farmácias é muito simples: impostos.


É uma relação Custo X Benefício. Deixe que eles administrem seus próprios negócios da maneira mais eficiente possível, só precisamos taxar parte do lucro deles.
Com as drogas é diferente porque a sociedade não gosta delas, então o Estado faz pose de "protetor" e deixa o mercado com seus seletos amiguinhos, sem sujar as mãos.
Isso é SOCIALISMO: livre mercado na medida das necessidades/capacidades do Estado. Vc sabe que se fosse mais vantajoso, o Estado criaria um monopólio farmacêutico varejista.
Além do mais, não são só as FARC que tem amizade com o Estado.

Se consultar sua memória, vai se lembrar das propagandas e dos noticiários de alguns anos atrás: "PT apreende traficantes", "desmantela quadrilha", "PF apreende cartel das drogas", etc.
E mais ainda, comentários PTófilos do tipo "Com FHC só se prendiam noinhas, agora com o PT, o tráfico todo vai pra cadeia ou pro caixão".
Mas o consumo de drogas só aumentou, sem relação ao aumento de renda/população.

Oras, as FARC financiaram Lulla. Este, em retribuição, eliminou traficantezinhos pequenos e deixou o monopólio das drogas nas mãos dos colombianos.
Outro de seus patrocionadores, o lobby farmacêutico, luta agora pela liberação também, isso vc deve saber.
Então a situação fica clara: as FARC com o mercado ilegal, as farmacêuticas com o legal.

Talvez tenha confundido quando disse que as FARC abririam um negócio legal. Ok, eu tentei ser irônico e não deu certo. Falei isso porque Lulla disse uma vez que as FARC deveriam tentar "se tornar um partido legal" e disputar eleições. Mas isso não invalida nada o fato de que elas poderiam usar uma empresa legal para reduzir custos com logística e manter o negócio ilegal, livre de impostos.

E por fim, não to discordando que isso não reduziria os custos das drogas. Só disse que eles liberarão as drogas, mas não o mercado, e isso fará pouca diferença para consumidores, mas muita diferença para produtores aliados do Estado.

Porra.

Responder
Laszlo 17/06/2011 10:07:48

Por Leandro, ali em cima:

"Já no caso do cristal, o sujeito sabe exatamente o que está comprando, pois é exatamente aquela substância que ele quer -- ao contrário do consumidor de bebidas falsificadas, que acha que está comprando uma coisa, mas na verdade está levando outra."

Deixa eu contar uma história, existe uma substancia chamada MDMA que foi desenvolvida lá pelos idos de 1912, era um remédio para hemorragias. Descobriram promissores efeitos neurologicos que podiam ajudar pessoas com depressão, gagueira e inclusive mal de Parkinson.

Mas então o Titio Leviathan resolveu se meter e "cientistas renomados" contratados pelo Tio Levi publicaram estudos, com sérias falhas metodologicas em seus experimentos, e "concluiram" que o MDMA era altamente prejudicial, que fazia buracos no cérebro, que fazia vazar bile pelos globos oculares e coisas do tipo.

Resultado? MDMA proibido, sinonimo de morte! E o que isso tudo tem a ver com o que o Leandro escreveu?

Vamos lá: O MDMA na forma PURA tem efeitos colaterais fracos quando tomado e o potencial de vicio é baixissimo, muito menor do que tabaco e alcool sem falar nos promissores efeitos medicinais.

UÉ MAS COMO ASSIM????TODO DIA A GENTE VE NA TV QUE JOVENS MORREM EM RAVES E BLÁ, BLÁ, BLÁ POR CAUSA DO ECSTASY??

Paraí..."ecstasy"?? O que o ecstasy tem a ver com isso tudo? Ahhh meus caros, o mercado ilegal...

Depois que o MDMA foi proibido passou a ser usado ilegalmente pelo nome de ecstasy, que em teoria é MDMA, só que na prática leva uns 10% de MDMA e o resto de um caminhão de porcarias misturadas. Imaginem o que colocam na cocaina e na metamphetamina então.

Os usuários, Leandro, NÃO SABEM o que estão comprando. De resto concordo contigo.

No caso dessa substancia o governo acabou com as pesquisas de um promissor tratamento de doenças graves e debilitantes, que tirariam um pesado fardo do sistema de saúde se fossem tratadas com mais eficiencia.









Responder
Laszlo 17/06/2011 10:08:59

Ah me esqueci:

Alguns links interessantes, hehe.

www.dailymail.co.uk/health/article-136181/Fury-experts-say-Ecstasy-harmless.html
www.guardian.co.uk/society/2011/feb/19/ecstasy-harm-brain-new-study

Responder
Leandro 17/06/2011 10:36:38

Obviamente, você desvirtuou ligeiramente o que eu disse. Por isso vou reformular e re-enfatizar:

Usuários contumazes de cristal, ao comprarem cristal, sabem exatamente do que estão atrás; eles sabem exatamente o que querem sentir, pois acham bom. Se não achassem bom, não estariam atrás do produto -- e isso é válido para alcoólatras, tabagistas, drogados, paraquedistas ou viciados em sexo com estranhos. São pessoas querendo satisfazer um vício, um prazer, uma adrenalina ou simplesmente uma necessidade momentânea. Se atitude deles é inteligente ou merecedora de críticas ou imoral, isso é algo completamente fora de questão. É outro debate.

Ao dizer que usuários contumazes de cristal sabem o que querem, eu não estou dizendo que eles dominam os ingredientes que formam a droga, assim como um sujeito que vai atrás de uma cerveja não necessariamente domina todo o processo de fabricação da mesma.

Um apreciador de uísque, ao comprar o uísque de sua preferência, sabe exatamente o que quer. Porém, ele pode perfeitamente ser enganado por seu fornecedor, que irá lhe vender um uísque "batizado". O efeito de beber esse uísque batizado certamente não será aquele que o sujeito queria e com o qual estava acostumado. O mesmo é válido para o consumidor de cristal que é enganado e compra um "cristal batizado".

E é a isso que você, Laszlo, esta se referindo.

Espero ter sido mais claro agora e fico na expectativa de que minhas palavras não sejam novamente distorcidas.

Responder
Laszlo 17/06/2011 11:44:18

Ok Leandro, a intenção não era -distorcer-. Da forma que voce colocou agora ficou mais claro que voce queria se referir a sensação propriamente dita.

Responder
Rhyan 25/06/2011 19:12:28

Não entendo o que há de imoral em usar drogas. Sério.

Claro que há drogas perigosíssimas, mas e dai? Uma pessoa que quer usá-la tem esse direito, mesmo que vá morrer usando ou que o vício seja impossível de ser revertido.

Todos os argumentos conservadores já foram refutados: que é imoral, que causa mal a saúde, que vicia e outros. Nenhum deles justifica a proibição.

Liberdade individual é isso.

Responder
Fernando 25/06/2011 21:16:17

Não entendo o que há de imoral em usar drogas. Sério.
Imoralidade não está em usar, imoralidade é você dizer isso:
Claro que há drogas perigosíssimas, mas e dai? Uma pessoa que quer usá-la tem esse direito, mesmo que vá morrer usando ou que o vício seja impossível de ser revertido.
Direito de se drogar? MAS NÃO TEM MESMO!! Que absurdo isso que você está dizendo, deus do céu!!! Que que é isso!!

Responder
mcmoraes 25/06/2011 22:06:50

Eu também não entendo o que há de imoral de usar drogas. Imoral é tentar controlar a vida das outras pessoas.

Responder
Rhyan 25/06/2011 23:25:16

Você é louco, Fernando, acha que uma pessoa pode mandar no corpo de outra.

Responder
Fernando 26/06/2011 11:44:21

Não só pode, como DEVE quando justo.

Responder
Fernando Chiocca 26/06/2011 12:02:43

Concordo. Aqui temos um exemplo de quando é justo VIOLAR A PROPRIEDADE PRIVADA DE TERCEIROS, roubando o que pertence a outros, e escravizando o corpo de outros, ao impedir que eles façam com seus próprios corpos o que bem entendam.

O socialismo é mesmo uma maravilha!

Responder
João 26/06/2011 12:20:40

E quando isso é justo, amiguinho? Quando você acha que é justo? Quando eu acho que é justo? Quando Deus, ops, no seu caso, Marx, acha que é justo? Quando os duendes mágicos do estado acham que é justo?

Responder
Fernando 26/06/2011 13:17:33

Eu JÁ VI pessoas drogadas, se drogando. E eu garanto a todos vocês, quando a pessoa usa drogas é porque ela está muito f***** na vida. São pessoas com impulso suicida, isso vai MUITO ALÉM de uma discussão de liberdade de mercado e...blablabla.

Droga sempre foi uma droga mesmo e acho até ridículo quando alguém diz que é "recreativo". O pensamento do drogado é de auto destruição, é demoníaco. É a aversão à vida.

Tanto da parte do vendedor quanto da parte do comprador, essas pessoas estão corrompidas, são venenos sociais.

E esse tipo de comportamento DEVE SIM ser punido por um Estado que queira preservar a sociedade dessas pessoas de más intenções(Comprador e Vendedor).

Responder
Fernando Chiocca 26/06/2011 16:22:08

Hahahhahaahahahhahahahahahahahahahaha

Responder
Fernando Chiocca 26/06/2011 12:17:17

Rhyan, ele não é louco.. apenas socialista. Louco seria um elogio. Ele não tem caráter mesmo.

Responder
anônimo 26/06/2011 16:24:06

Obviamente, o Fernando também acha que o suícidio não é um direito. Quem for flagrado tentando se suicidar deveria ser preso. Talvez devesse até ser condenado a morte pelo crime horrendo...

Responder
Luís Francisco 29/06/2011 19:14:30

Pessoal, tem um detalhe importante nesta história. O consumidor de drogas não pode ser comparado com um consumidor normal. Vamos imaginar a hipótese de que de repente o uso de todas as drogas fosse liberado. O que aconteceria? Legiões de drogados em todas as cidades de todos os países do mundo iriam surtar. Os assassinatos, roubos, estupros iriam multiplicar-se por milhares... O aumento desenfreado da demanda iria elevar o preço as alturas em vez de baixar. Seria o caos.

O período da lei seca não serve de parâmetro. Quem tem um pouco mais de idade talvez se lembre de um experimento de liberar as drogas num parque se não me engano foi na Suiça, na década de 80 (ou 90, é pena não recordar os detalhes). O resultado foi catastrófico. Agora imaginem uma cracolândia em cada cidade, em cada bairro ou praça de cidade grande, e viciados como zumbis roubando, matando, estuprando, dirigindo loucamente. Nem o pior cenário da pior guerra seria modelo para o que aconteceria se liberassem o consumo e a distribuição das drogas.

Respeito quem pensa diferente, mas cuidado... irão dizer: éramos felizes e não sabíamos !

Responder
Fernando Chiocca 29/06/2011 19:26:13

Ahahahah. Olha o nível de inteligência dos proibicionistas!

O pior é que o "pensamento" de asnos totais como este prevalece, e muitas drogas são proibidas!

Responder
Luis Francisco 30/06/2011 09:04:46

Cidadão Fernando

Você dá os coices e eu sou o asno? Este é o seu elevado nível de inteligência?

Responder
Fernando Chiocca 30/06/2011 11:54:58

Desculpe.
Na verdade você é muito inteligente.

De fato, se as drogas forem liberadas será uma catástrofe. Legiões de drogados em todas as cidades de todos os países do mundo iriam surtar. Os assassinatos, roubos, estupros iriam multiplicar-se por milhares... O aumento desenfreado da demanda iria elevar o preço as alturas em vez de baixar. Seria o caos. Teríamos viciados como zumbis roubando, matando, estuprando, dirigindo loucamente.

Sua tese não é só muito inteligente como você possui inclusive uma evidência empírica da validade da mesma: um parque, talvez na Suiça, na década de 80 ou 90, que liberou as drogas e foi catastrófico.

Mais inteligente e conhecedor dos males das drogas que você só o Fernando que comentou aqui em cima e compartilhou sua experiência e conhecimento profundo conosco, nos informando que JÁ VIU pessoas drogadas, se drogando. E garantiu a todos nós, quando a pessoa usa drogas é porque ela está muito f***** na vida. São pessoas com impulso suicida, isso vai MUITO ALÉM de uma discussão de liberdade de mercado e...blablabla.


O asno sou eu por dizer que cada um é dono de seu próprio corpo e que ninguém tem o direito de violar a propriedade alheia.

Responder
Luis Francisco 30/06/2011 13:24:22

Cidadão Chiocca

A evidência que citei não é empírica, é fato! Assim como é fato que o seu pedido de desculpas e a sua auto-insinuação são debochadas. Empíricos foram os dados precisos sobre o acontecido, que infelizmente me esqueci. Mas se você quer conviver com drogados, pode ir na cracolândia de São Paulo e imagine o paraíso do mundo onde as drogas são liberadas.

Você está correto em desejar a liberdade do próprio corpo e o respeito a propriedade privada, é apenas ingênuo de imaginar que um viciado em crise de abstinência irá respeitar o seu desejo, sua razão, a sua propriedade, o seu corpo ou o do(s) seu(s) querido(a)(s).

E já que você gosta de nos chamar de proibicionistas, talvez você seja a favor do lema do movimento de maio de 68: É proibido proibir ! Este poderia ser um resumo do seu pensamento? Parece que eles também gostavam de se drogar. Que tal John Lennon cantando "Imagine", é um bom ícone para você? Ou preferiria Cazuza? Ou alguém mais sério, mais inteligente, como Fernando Henrique Cardoso? Você ainda não percebeu que quem quer as drogas liberadas são os esquerdistas?

Demonstre aos demais comentaristas e a si próprio que você pode conviver com aqueles que não concordam inteiramente com suas idéias e que além da educação formal, que sem dúvida você possui abundatemente, aprendeu também a respeitar seus semelhantes. Se não quiser fazer isso por si, faça em honra a seus pais e professores. Mas você é livre para continuar a dar coices, ninguém irá impedí-lo.

Responder
Fernando Chiocca 30/06/2011 14:57:39

Ahh, claro.. Milton Friedman, Ludwig von Mises, Rothbard... são esquerdistas a favor da revogação da proibição...

Será que você não percebeu que querer mandar na vida e na propriedade dos outros que é coisa de socialistas dementes?

E um proibicionista como você ainda vem me falar de respeitar o semelhante...Um cara a favor de agredir uma pessoa simplesmente por ela usar algo que você não goste.. de roubar a propriedade de comerciantes por venderem algo que você não deixa.... de sequestrar produtores e jogá-los na cadeia por produzirem produtos que você acha feio... É o cúmulo!

Aprenda o senhor a respeitar as escolhas e trocas pacíficas de outras pessoas. Tenha educação e pare de defender o roubo da propriedade alheia. Respeite!

Responder
mcmoraes 30/06/2011 15:20:58

@Luis Francisco: "...E já que você gosta de nos chamar de proibicionistas, talvez você seja a favor do lema do movimento de maio de 68: É proibido proibir ! Este poderia ser um resumo do seu pensamento? Parece que eles também gostavam de se drogar. Que tal John Lennon cantando "Imagine", é um bom ícone para você? Ou preferiria Cazuza? Ou alguém mais sério, mais inteligente, como Fernando Henrique Cardoso? Você ainda não percebeu que quem quer as drogas liberadas são os esquerdistas?..."

Falou asneira de novo, Luis Francisco. Em 1927, Mises disse: "...Liberalism, however, must be intolerant of every kind of intolerance... (p. 55)"

Responder
anônimo 30/06/2011 15:41:04

Mas se você quer conviver com drogados, pode ir na cracolândia de São Paulo e imagine o paraíso do mundo onde as drogas são liberadas.\r
\r
\r
Luis Francisco, devo te alertar para um erro importante no seu argumento. Na chamada "cracolândia", as drogas não são "liberadas". É mais fácil comprar drogas naquele local? Sem dúvida. Mas liberadas? Não. As drogas lá são proibidas como em todo o restante do território nacional.\r

Responder
Luis Francisco 30/06/2011 17:26:07

Prezado Anônimo

Obrigado pela maneira respeitosa com que você discordou do que eu disse. Não são todos os comentaristas aqui do site que receberam educação no sentido de comportamento. Fazer o que, né? Acontece que eu não me fiz entender. As vezes eu tento ser sucinto e isso é um risco. O que eu queria demonstrar é que na cracolândia existem muitos viciados. E eu tenho certeza que o número de viciados iria multiplicar se as drogas fossem liberadas. Então quis dizer que quem quer saber o que vai acontecer quando liberarem as drogas, é só ir na cracolândia e imaginar uma destas por praça, por bairro, por cidade pequena.
Acho que consegui ser claro agora.

De fato, alguém comentou que o Olavo disse que no Brasil está cada vez mais difícil escrever para brasileiros. Veja você que eu defendo o ponto de vista de que se as drogas fossem liberadas o número de viciados aumentaria, e o prejuízo causado por eles seria enorme. Daí fui acusado de ser a favor de botarem arma na cara de alguém, de roubarem comerciantes, de sequestrar produtores e outras barbaridades. E me acusaram de chamar Mises, Friedman e Rothbard de esquerdistas. E porque Mises disse uma frase em 1927, sobre intolerância, então eu falo asneiras... Caramba... E esse pessoal se diz liberal? Mas não conseguem discordar de um ponto de vista e acham que vão conseguir fazer algum bem pro Brasil... Que lamentável...

E o pior de tudo é que o Brasil precisa de pessoas com pensamentos liberais, mas alguns comentaristas daqui estão apenas trazendo mais stalinismo, pois nem no site que eles prezam não se pode ter liberdade de discordar... paciência...

Então, pra encerrar o discurso e toda a celeuma, em nome da paz entre os liberais: podem me enxovalhar a vontade! Não irei mais postar comentários aqui. E me desculpem por discordar de alguns comentaristas, é que ainda gosto de usufruir da liberdade de ter opinião.

Responder
anônimo 09/07/2011 15:09:47

Devo confessar que quando li este artigo pela 1° vez, no mesmo dia em que foi publicado, não "acreditava" muito nos argumentos usados pelo autor... Porém essa semana tive uma experiência pessoal que comprovou que isto é fato: quando se proíbe ou se faz um cerco muito grande em certas drogas, os usuários migram para outras drogas de acesso mais fácil, geralmente piores e com o preço relativamente mais baixos. Não adianta o povo não vai parar de usar porque simplesmente o papai estado proíbe! Tenho problemas de Déficit de Atenção e uso o famoso medicamento Ritalina (Metilfenidato)! Essa semana o Médico (Neurologista) fez uma receita para eu comprar 3 caixas, que dariam para mais ou menos 2 meses de uso. Pois bem, as farmácias não queriam vender simplesmente porque não bastava ter em mãos a dificílima receita amarela, tinha que ter, além disso, uma autorização do médico justificando o fato de prescrever uma receita para um tratamento superior a 1 mês! Acredita nisso? Além da burocracia de uma receita que vai o nome do paciente, endereço, dados como RG, para que esses dados fiquem arquivados no Banco de Dados da Polícia Federal para a segurança da nação, afinal o estado tem que garantir que estou comprando para uso próprio e não para revender! No final das contas quem realmente precisa do tratamento acaba se passando como mais um sem vergonha que quer comprar o remédio só pra ficar "chapado".

Agora vamos supor que os usuários recreativos de Ritalina, que usam para estudar, para ficar acordado ou para enfrentar longas festas... Vocês acham realmente que eles irão parar de usar drogas porque por um acaso poderão vir a ter dificuldades de encontrar o bendito Metilfenidato? Claro que não, o fornecedor desses caras vai dar um jeito de encontrar algum substituto de fácil acesso, que cumpra os requisitos exigidos pelos clientes (ficar ligado, etc...) e que tenha um preço acessível... Daí vai surgir o que? Drogas infinitamente mais devastadoras como a Metanfetamina... Até porque é óbvio que a Ritalina tem colaterais conhecidos e alguns que ainda poderemos vir a descobrir... Mas uma coisa é fato: Ritalina faz muito menos mal do que a Metanfetamina, por isso seu uso é liberado na maioria dos países (senão todos)!
Depois desse comentário enorme, creio que não preciso dizer mais nada...

Responder
Fernando Chiocca 09/07/2011 15:47:16

Anonimo, acho que vc vai gostar dessa história aqui tb: All Laws Have Teeth

Responder
Augusto 09/07/2011 16:02:04

E não tente comprar ritalina no exterior pela internet: Uma organização criminosa chamada ANVISA

Responder
Marcos Lima 28/07/2011 13:27:28

Em 2002 estive em Amsterdã, nunca me ofereceram tanta droga ilegal na vida. A cada esquina tinha um traficante oferecendo drogas pesadas, mas como aquele comércio era tão vigoroso se a maconha era liberada?

O erro fundamental, como já disseram, é adotar o mercado de drogas como racional. É colocar este mercado como se conceitos de economia se aplicassem é um absurdo, pois não existe "ação humana", a ação do viciado passa a ser desumana, não há escolha ou preferências, só disposição de dar tudo pela droga e quando a demanda está baseada no tudo, não há teoria econômica que se sustente.

Responder
Fernando Chiocca 28/07/2011 17:11:10

Deve ser um acerto fundamental achar que todo consumidor de drogas é um "viciado" e achar que um viciado não possua livre-arbítrio, ou melhor que um "viciado" deixe até de ser um humano!

Excelente Marcos Lima... Vou tentar me lembrar que a ação humana e os conceitos de economia não se aplicam a mim pois consumo drogas como o álcool, e isso faz de mim um ser irracional.

Responder
Eduardo 30/09/2013 19:04:41

Aproveitaram o fim de Breaking Bad pra falar disso?sahusahusah

Responder
Luciano 09/02/2014 20:33:17

hauhauhauhua, pensei a mesma coisa.

Breaking Bad foi uma série genial especialmente em um ponto: mostrar o universo do tráfico de metanfetamina - e especialmente, mostrar como um cidadão pode mudar quando se vê diante de proibições ridículas que o impedem de crescer usando uma habilidade que ele tem.

O texto não podia ser mais apropriado.

Responder
gabriel 09/02/2014 21:14:21

Fora os paralelos interessantes, enquanto WW produzia metanfetamina em seu trailer e era criminalizado, seu cunhado Hank fermentava cerveja na garagem os dois produzindo drogas da mesma forma. É a moral do dois pesos duas medidas em todo o lugar

Responder

Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
  Nome
  Email   (também utilizado para o Avatar, crie o seu em www.gravatar.com)
  Website
Digite o código:

Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.







Multimídia   
  Podcast Mises Brasil
        por Bruno Garschagen - 06/01/2015
  Conferência de Escola Austríaca 2014
        por Diversos - 23/10/2014
  Fraude - Explicando a grande recessão
        por Equipe IMB - 31/10/2012
veja mais...



Instituto Ludwig von Mises Brasil



contato@mises.org.br      formulário de contato           Google+
Desenvolvido por Ativata Software